Para entender a natureza do crescimento espiritual, não precisamos olhar além do nosso próprio progresso, da infância até a idade adulta. Quando iniciamos nosso caminho espiritual, somos crianças, e a Luz representa nossos pais. Usar nossas ferramentas – proatividade, restrição, amor incondicional, atos de compaixão – é como aprender a andar. Quando as usamos pela primeira vez, sentimos aquela sensação inicial feliz de liberdade. E quando tropeçamos e caímos, a Luz está sempre presente para nos apoiar com amor incondicional, incentivando-nos a levantar e a tentar novamente.
Assim que dominamos o ato de andar, temos que seguir adiante e aprender a comer sozinhos. Depois da sorte que acompanha os iniciantes, temos que nos trabalhar cada vez mais arduamente, a fim de enxergar onde mais podemos colocar as ferramentas em prática.
E assim como quando estamos crescendo e começamos a sentir que já aprendemos tudo que podemos aprender com nossos pais, e ficamos ansiosos para caminhar por nossas próprias pernas, assim também nossa alma sente esse desejo. Espiritualmente, é como se estivéssemos revirando os olhos e pedindo: “Vamos lá, Luz, me deixa experimentar isso por minha conta. Quero viver a liberdade verdadeira!” E a Luz concede nosso desejo, empurrando-nos para fora do nosso ninho e dizendo: “Ensinei a você tudo o que podia. Agora, é sua hora de mergulhar e nadar”.
E o que isso significa? De repente, as pequenas coisas que antes conseguíamos resolver grudam em nós como carrapatos. Nossos dias ficam cheios de oportunidades para exercer a restrição. As dúvidas se tornam mais atemorizantes, nossos julgamentos mais crueis e menos misericordiosos.
E lembre-se de que o maior ato de compartilhar que um pai pode praticar é não ajudar seu filho depois que ele cai, mas sim deixá-lo levantar-se sozinho.
Tudo de Bom,
Yehuda
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