Translate 4 Your Language

Mostrando postagens com marcador Vladimir Lênin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vladimir Lênin. Mostrar todas as postagens

26.3.14

95 anos do discurso de Lênin na abertura do congresso de fundação da Internacional Comunista

Por solicitação do Comitê Central do Partido Comunista russo, inauguro o primeiro Congresso Internacional.  Antes de mais nada, pelo que honrem a memória dos melhores representantes da III Internacional, Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo.
Camaradas, nosso Congresso reveste-se de uma grande importância na história mundial.  Ele demonstra o fim de todas as ilusões da democracia burguesa.  A guerra civil se transformou num fato, não só na Rússia, mas nos países capitalistas mais desenvolvidos, por exemplo a Alemanha.
O povo percebeu a grandeza e a importância desta luta.  Tratava-se de encontrar a forma prática quer permitisse ao proletariado exercer sua dominação.  Esta forma é o regime dos Sovietes com a ditadura do proletariado.  A ditadura do proletariado; essas palavras eram “latim” para as massas até nossos dias.  Agora, graças ao sistema dos Sovietes, esse latim se traduziu para todas as línguas modernas; a forma prática da ditadura foi encontrada pelas massas populares.  Ela se tornou inteligível para a grande massa de operários graças ao poder dos Sovietes na Rússia, aos espartaquistas da Alemanha, às organizações análogas nos outros países, como Shop Stewards Committes na Inglaterra.  Tudo isso prova que a forma revolucionária da ditadura do proletariado foi encontrada e que o proletariado está em ação para exercer de fato sua dominação.
Camaradas!  Penso que depois do que aconteceu na Rússia, depois dos combates de janeiro na Alemanha, importa sobretudo observar que a nova forma do movimento do proletariado se manifesta e se amplia também nos outros países.  Hoje, li num jornal inglês antissocialista um telegrama anunciando que o governo inglês recebeu o soviete de delegados operários de Birmingham e prometeu-lhe reconhecer os Sovietes como organizações econômicas.  O sistema soviético conseguiu a vitória não apenas na Rússia atrasada, mas também no país mais civilizado da Europa: a Alemanha, e no mais antigo país capitalista:  a Inglaterra.
A burguesia pode maltratar; pode também assassinar milhares de operários – mas a vitória é nossa, a vitória da revolução comunista mundial está assegurada.
Camaradas,
Em nome do Comitê Central desejo cordialmente que sejam bem-vindos.

11.7.13

Putin: Jews Ruined Russia – But Now We're Pals, Eh?

By J.J. Goldberg

Getty Images
 
Commissars Vladimir Lenin (left) and Leon Trotsky (saluting)
 
If you’ve been following Vladimir Putin’s image troubles over the Schneerson Library, the priceless Chabad literary trove that the Bolsheviks seized, Russia held and Crown Heights wants, you may have heard about his weird remarks last Thursday (June 13) when he handed over a batch of the treasure to the new Chabad-run museum in Moscow: “The decision to nationalize this library was made by the first Soviet government, whose composition was 80-85 percent Jewish.” He added that those Jews were blinded by “false ideological considerations,” from which we have thankfully recovered.

His point, apparently, was to explain whose fault it was that this Jewish treasure ended up in Soviet vaults. What’s scary is that he thinks he’s stating an obvious truth that nobody would object to. His appearance was meant as a friendly gesture. Why would anybody be offended if he reminded them that it was the Jews who ruined Russia? That was then. Now we’re all friends, right?

You might be tempted to think his remarks have just enough ring of truth to sound plausible. After all, weren’t the Jews in Russia back then fiercely opposed to the oppressive, pogromist tsarist regime? (Well, yeah.) Weren’t they the ones who brought all those radical ideas about socialism and trade unions to America? (Uh, sort of.) On the other hand, you might have been thinking that he was spouting some nasty conspiracy theories from the annals of the Protocols of the Elders of Zion. Isn’t this Jewish-reds-take-over-Mother-Russia precisely what the Protocols say? (Bingo.)

Well, it’s easy enough to check: the names of the members of the first Soviet government are quite readily available, and the individual biographies are easy enough to check. But you needn’t go the trouble: Yori Yanover over at the Jewish Press has done the job for you. He’s gone through the 16 names on the first Council of People’s Commissars under the Bolsheviks, and found precisely one Jew among them, Leon Trotsky. I trust Yori—we frequently disagree on issues, but he’s an excellent reporter (and an exceptionally fine writer). Still, I went and checked all the biographies myself, and he’s right. The proportion of Jewish members of the first Soviet government was not 85% or even 80% but 6.25%.

The photo below is of an earlier Council of People’s Commissars in the short-lived coalition government between Lenin’s Bolsheviks and the left wing of the Socialist Revolutionaries, which lasted from December 1917 until March 1918 when the Bolsheviks pushed out the SRs and took sole power. Note that it too includes a single Jewish member (out of 17 total) — though not Trotsky, interestingly. It’s Isaac Nachman Steinberg, an SR leader who served as commissar of justice. He’s the gent sitting at far left. For the full list of names, check out the photo caption here. It’s not clear whether Putin was thinking of the pre- or post-March council, assuming he’s even aware of the history, which seems dicey considering what else comes out of his mouth.

The facts here jibe with research I did for a paper in college years ago, when I sat in the McGill library stacks and went through the minutes of dozens of meetings that took place during the years just before and after the 1917 revolutions and counted names. I found that there were many Jews in leadership roles in the Mensheviks and the Socialist Revolutionaries, but very few among the Bolsheviks. (Trotsky himself was a Menshevik until he switched sides in April 1917.)

If memory serves (we’re going back four decades here) the numbers something like under 10% Jews in the top & middle tiers of Bolshevik leadership, around 25% or 30% among the SRs and close to 40% among the Mensheviks. What all three had in common was that they weren’t the tsars, but it appears that for most Jews the Bolsheviks and their “dictatorship of the proletariat” stuff were a bit too close for comfort to what they’d just gotten rid of.

As for Putin, beyond the ignorance of his remarks, there’s a certain blithe naivete combined with a sublime lack of self-awareness in his comments. It looks like he thought he was being friendly and riffing off an obvious fact that everyone knows, namely that the Jews cooked up the revolution and all that, and wanted to note that we’ve all gotten over it. As the JTA reported them (without, alas, questioning the veracity of the “predominantly Jewish Soviet government” meme),
According to the official transcription of Putin’s speech at the museum, he went on to say that the politicians on the predominantly Jewish Soviet government “were guided by false ideological considerations and supported the arrest and repression of Jews, Russian Orthodox Christians, Muslims and members of other faiths. They grouped everyone into the same category.

“Thankfully, those ideological goggles and faulty ideological perceptions collapsed. And today, we are essentially returning these books to the Jewish community with a happy smile.”
This from a guy who spent 16 years of his life serving in the KGB under the communists. On the plus side, he was speaking from a career’s worth of rich professional experience in the “arrest and repression” of all those folks. He may not know how to tell myth and slander from truth, but he’s got the arrest and repression part down cold.

Wikimedia Commons
 
(Click to enlarge) Council of People’s Commissars, Bolshevik-Socialist Revolutionary coalition government, December 1917-March 1918. isaac Steinberg, far left; Vladimir Lenin, 8th from left; Joseph Stalin, standing to Lenin’s right.
 

29.5.11

Museu de Moscou coloca raízes judaicas de Lenin em exposição

Por MANSUR MIROVALEV, Associated Press

MOSCOU - Pelo primeira vez, os russos podem agora ver os documentos que parecem confirmar os boatos, de longa data, de que Vladimir Lênin tinha origem judaica.

Em um país duramente castigado pelo antissemitismo, esse patrimônio familiar pode ser uma mancha significativa, especialmente para o fundador da União Soviética, que ainda hoje é reverenciado por muitos russos idosos.

Entre dezenas de documentos recém-liberados, em exibição no Museu da História do Estado, está uma carta escrita pela irmã mais velha de Lênin, Anna Ulyanova, dizendo que seu avô materno era um judeu ucraniano que se converteu ao cristianismo para escapar da perseguição antissemita.

"Ele veio de uma família pobre judaica e foi, segundo a sua certidão de batismo, o filho de Moisés Blank, natural da cidade da Ucrânia ocidental, Zhitomir,",  Ulyanova escreveu em uma carta de 1932 para Josef Stálin, que sucedeu a Lênin depois sua morte, em 1924.

"Vladimir Ilich tinha sempre pensado muito sobre judeus", escreveu ela. "Lamento muito que o fato de nossa origem - o que eu suspeitava antes, não foi conhecida durante a sua vida".

Sob o regime czarista, a maioria dos judeus foram autorizados a residência permanente apenas em uma área restrita, que incluía grande parte da Lituânia de hoje, a Bielorrússia, Polônia, Moldávia, Ucrânia e partes do oeste da Rússia.

Muitos judeus se juntaram aos bolcheviques para combater o desenfreado anti-semitismo na Rússia czarista e alguns estavam entre os líderes do Partido Comunista, quando assumiu o poder após a Revolução de 1917. O mais proeminente entre eles foi Leon Trotsky, cujo nome verdadeiro era Lev Davidovitch Bronstein.

Mas Lênin, que nasceu Vladimir Ilich Ulianov, em 1870, se identificou apenas como Russo.  

Lênin era o seu nome de guerra, em 1901, enquanto vivia no exílio na Sibéria, perto do rio Lena.

Um breve período de promoção da cultura judaica, que começou sob Lênin, terminou no início dos anos 1930, quando Stalin orquestrou expurgos anti-semitas entre os comunistas e traçou um plano para transferir todos os judeus soviéticos para uma região na fronteira com a China.

Ulyanova perguntou a Stalin se poderia fazer a herança judaica de Lenin conhecida, para tentar conter o avanço do anti-semitismo da época. "Ouvi dizer que nos últimos anos o anti-semitismo tem sido cada vez mais forte, mesmo entre os comunistas," ela escreveu. "Seria errado esconder este fato das massas."

Stalin ignorou o apelo e pediu a ela para "manter um silêncio absoluto" sobre a carta, de acordo com a curadora da exposição, Tatyana Koloskova.

A biógrafa oficial de Lênin, sua sobrinha Olga Ulyanova, tinha escrito que sua família só tinha raízes russas, alemãs e suecas.

A carta da irmã de Lenin tornou-se disponível aos historiadores russos no início de 1990, mas sua autenticidade foi ferozmente disputada.  A decisão  para inclusão na exposição foi de Koloskova, que como diretora da sucursal do Museu de História do Estado dedicado a Lênin, é uma das estudiosas mais importantes sobre sua vida.

A exposição no museu, na Praça Vermelha, perto do mausoléu de Lenin, também revela que ele estava em tal miséria, depois de sofrer um derrame em 1922, que pediu a Stalin para trazer-lhe veneno.

"Ele não esperava, aliás, que Stalin atendesse a este pedido", escreveu a irmã caçula de Lênin, Maria Ulyanova,  em 1922 no seu diário. "Ele sabia que o camarada Stalin, como um bolchevique leal, simples e desprovido de qualquer sentimentalismo, não ousaria pôr fim à vida de Lênin".

Inicialmente, Stalin prometeu ajudar Lênin, mas outros membros do Politburo decidiram rejeitar o seu pedido, diz a carta. Trotsky, que Stalin tinha forçado a sair da União Soviética, afirmou em suas memórias que Stalin tinha envenenado Lenin.

Os 111 documentos em exibição, muitos deles só recentemente classificados e liberados, e todos eles abertos ao público pela primeira vez, deu informações surpreendentes sobre figuras de topo da antiga União Soviética. Homens geralmente retratados como austeros e destemidos, por vezes, são vistos como lunáticos, medrosos e até desesperados.

Um dos documentos contém um apelo desesperado que Stalin recebeu, em 1934, de um líder comunista preso, Lev Kamenev, cujo nome verdadeiro era Rosenfeld.

"Num momento em que minha alma está cheia de nada além de amor para o partido e a sua liderança, por ter vivido hesitações e dúvidas, eu posso corajosamente dizer que aprendi a confiar no Comitê Central, a cada passo e a cada decisão que você, camarada Stalin, fizer ", escreveu Kamenev. "Eu fui preso por meus laços com pessoas que são estranhas e repugnantes para mim."

Stalin ignorou esta carta, também, e Kamenev  foi executado em 1936.

Um pouco mais cômica - mas não menos macabra – é o aspecto da exposição onde estão as caricaturas desenhadas por membros do Politburo.

O proeminente economista Valery Mezhlauk ridiculariza Trotsky como um judeu errante e retrata um ministro das Finanças pendurado em uma posição desconfortável. Em uma nota manuscrita por este último caricaturista, Stalin recomenda que o ministro seja enforcado pelos seus testículos. O ministro e os cartunistas foram presos e executados em 1938.

A exposição, que foi inaugurada na semana passada, ficará aberta até 3 de julho.


"Motivo de orgulho, sem dúvida. Já temos Luxemburgo, Trotsky, entre outros. Judeu faz a diferença onde estiver, é claro que Lenin tinha que ter alguma raiz judaica!"

2.6.10

Vladimir Lênin, por Máximo Gorki




"(...) O primeiro objetivo da vida inteira de Lênin foi o bem da humanidade, e é inevitável que ele poderia ver nas obscuras distâncias das eras o fim e o termo deste poderoso processo, o início daquilo que ele tão corajosamente e tão asceticamente serve com toda sua força de vontade. Ele é um idealista, se por essa palavra se entende a unificação de todas as idéias na idéia única de um bem universal. Sua vida privada é tal que se ele tivesse vivido em uma época em que as idéias religiosas dominassem seria considerado um santo."

"(...)
Nessas linhas eu estou descrevendo o homem que teve a coragem destemida de iniciar uma revolução social européia e que em um pais onde 85% por cento são camponeses que não querem nada mais do que se satisfazerem e se confortar como a burguesia. Essa ausência de medo já foi contada por muitos como pura loucura. Eu fui um dos muitos que começaram sua carreira na promoção de revoluções cantando a gloria dos loucos bravos. No entanto, ainda havia um momento quando minha piedade natural pelo povo da Rússia me fez considerar essa loucura quase um crime. Mas agora eu vejo que essas pessoas podem sofrer pacientemente muito melhor do podem trabalhar dedicadamente e honestamente. Então novamente cato a glória da sagrada loucura dos bravos.
Deles, Vladimir Lênin foi o primeiro e mais louco."


"Um dos maiores escritores da História falando de um dos maiores ícones da História. Demais!"