Quem já acompanhou minha tag nesse blog, já viu que passei por três cursos superiores diferentes em três faculdades diferentes. Desde 2009, quando acabei de concluir o Ensino Médio, comecei a caça por faculdade. A primeira foi a Faculdade Integrada Alcântara Machado, onde iria cursar História, em um campus próximo ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, no Morumbi, bem longe de onde eu moro.
Na hora da matrícula, exigiram mais do que eu tinha. Não deu. Fui parar na falecida Faculdade Hebraica Renascença, hoje UNIESP. O mesmo curso. Como tinha apenas 17 anos, embora fui o membro mais novo da Família Conde a pisar em uma faculdade, percebi que eu era muito novo para ser professor. Da Licenciatura, tentei ir para os cursos tecnólogos. Pulei em várias faculdades até querer fazer Eventos na UNIBAN. Não gostei do campus, Rudge (Campos Elíseos), centro-noroeste de São Paulo.
Em menos de 15 dias, saí de um curso tecnólogo para me aventurar no bacharelado pela primeira vez. O primeiro semestre de 2010 foi preenchido pelo curso de Publicidade & Propaganda, na Faculdade das Américas, no bairro da Consolação, centro-oeste da Capital Federal. Por ter saído da empresa onde estava trabalhando, Contax, faltei o equivalente a dois meses e meio na faculdade, fora a dança dos períodos, entre matutino e noturno. Difícil. Veio o PROUNI no meio do ano, decidi trancar a faculdade. Tinha a opção de cursar Relações Internacionais, porém, não saí da Comunicação Social.
Depois de História, Eventos e Publicidade & Propaganda, finalmente veio a tentativa corrente. Em uma faculdade já conhecida. O bairro da Vila Mariana que tanto gosto, me acolheu de novo, ainda mais, próximo a um Beit Chabad. É nesse campus da UNIBAN que tem o curso no qual estou estudando, Gestão em Rádio e Televisão. Tecnólogo, não teve jeito.
Apelidado de "Google", consegui me sobressair em todas as matérias e "me classificar" para o segundo semestre sem nenhuma dependência, aliviando assim, o caminho rumo á formação, prevista para julho de 2012. Claro que não quero mudar de curso nem de área, ainda mais com um bom retrospecto. O próximo passo é arranjar um estágio e seguir estudando, agora que estou sentindo o gosto de passar para o segundo semestre pela primeira vez, depois de duas tentativas.
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14.2.11
14.9.10
70 Foi 10
A saga para a conversão continua. Vamos entrar para o terceiro ano de prática judaica. E é claro, muitas coisas, pra variar, aconteceram.
No início desse ano, que se encerrou no final da tarde da quarta-feira passada (08.09.10), estava trabalhando (e muito) onde minha mãe "reinou" por quase uma década, o PoupaTempo, posto Sé. Era terceirizado, não me aproveitava da máquina do Estado. Tinha problemas de disciplina e faltei em Yom Kippur. Resultado: a mãe ficou nove anos e meio, o filho, 45 dias.
Foi um intenso aprendizado. Um período de teshuvá (heb. arrependimento/retorno) intenso. Os dias foram se passando. Pensava que nunca poderia voltar ao Call Center. Pensava. Depois de uma "passagem relâmpago" pela United Cinemas Internacional - Shopping Anália Franco (e um autógrafo de Andreas Kisser), ingressei em uma das maiores empresas da área, a carioca Contax.
Lá, fiquei o maior tempo registrado em carteira até agora, três meses. Quando entrei para a empresa, ressurgiu o sonho de voltar a faculdade. Matriculei-me na UNIBAN, perto de onde trabalhava, nos Campos Elíseos/Barra Funda. Não gostei da região do campus, mudei de faculdade. Com o tempo, não gostava de nada, a não ser das matérias que estudava.
Tentei mudar de empresa para mudar de horário. Tentei, mas não deu certo. Ao menos, depois de mais um ano, conheci uma garota que viria a ser a minha namorada.
Foi Iyar, foi Sivan. Saio da Contax, não dei certo na SPCOM, anuncio minha desistência do curso de Publicidade & Propaganda na Faculdade das Américas. A Copa do Mundo vem, namoro uma Camila, a Copa passa, e namoro outra Camilla.
Em Tammuz, fui parar em Pinheiros (CSU CardSystem). Mal iniciou, meu namoro já estava em crise por problemas pessoais por parte de Hannah Start-Cohen (Camila Lima). Por e-mail, decidimos terminar. Não mais de 15 dias depois, estava namorando de novo e retornei para a minha ex-faculdade.
Sai Propaganda & Publicidade, entra Rádio e Televisão, sai FAM, entra UNIBAN, sai Hannah, entra Esther, e por aí foi. O ano acabou e tenho a certeza que, por mais que desviei, sempre andei no caminho de Hashem, que nunca deixou de olhar por mim e por todos. Nesse ano completo duas décadas de existência física e três anos de judaísmo (Kabbalah). Dúvidas vem e vão, a certeza, quando injetada, ela fica.
No início desse ano, que se encerrou no final da tarde da quarta-feira passada (08.09.10), estava trabalhando (e muito) onde minha mãe "reinou" por quase uma década, o PoupaTempo, posto Sé. Era terceirizado, não me aproveitava da máquina do Estado. Tinha problemas de disciplina e faltei em Yom Kippur. Resultado: a mãe ficou nove anos e meio, o filho, 45 dias.
Foi um intenso aprendizado. Um período de teshuvá (heb. arrependimento/retorno) intenso. Os dias foram se passando. Pensava que nunca poderia voltar ao Call Center. Pensava. Depois de uma "passagem relâmpago" pela United Cinemas Internacional - Shopping Anália Franco (e um autógrafo de Andreas Kisser), ingressei em uma das maiores empresas da área, a carioca Contax.
Lá, fiquei o maior tempo registrado em carteira até agora, três meses. Quando entrei para a empresa, ressurgiu o sonho de voltar a faculdade. Matriculei-me na UNIBAN, perto de onde trabalhava, nos Campos Elíseos/Barra Funda. Não gostei da região do campus, mudei de faculdade. Com o tempo, não gostava de nada, a não ser das matérias que estudava.
Tentei mudar de empresa para mudar de horário. Tentei, mas não deu certo. Ao menos, depois de mais um ano, conheci uma garota que viria a ser a minha namorada.
Foi Iyar, foi Sivan. Saio da Contax, não dei certo na SPCOM, anuncio minha desistência do curso de Publicidade & Propaganda na Faculdade das Américas. A Copa do Mundo vem, namoro uma Camila, a Copa passa, e namoro outra Camilla.
Em Tammuz, fui parar em Pinheiros (CSU CardSystem). Mal iniciou, meu namoro já estava em crise por problemas pessoais por parte de Hannah Start-Cohen (Camila Lima). Por e-mail, decidimos terminar. Não mais de 15 dias depois, estava namorando de novo e retornei para a minha ex-faculdade.
Sai Propaganda & Publicidade, entra Rádio e Televisão, sai FAM, entra UNIBAN, sai Hannah, entra Esther, e por aí foi. O ano acabou e tenho a certeza que, por mais que desviei, sempre andei no caminho de Hashem, que nunca deixou de olhar por mim e por todos. Nesse ano completo duas décadas de existência física e três anos de judaísmo (Kabbalah). Dúvidas vem e vão, a certeza, quando injetada, ela fica.
(Originalmente escrito em 29 de Elul de 5770 - 08 de Setembro de 2010)
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13.5.10
As Luzes se Apagam no Parque Antárctica
Não é um jogo do Palmeiras. Embora onde eu trabalhava era bem perto desse clube aí.
No início, com uma faculdade de Eventos engatilhada nos Campos Elíseos, achava o máximo trabalhar no maior site da Contax, tornava-se até uma obsessão pra mim. Aliás, para um desempregado, qualquer vaga vira uma obsessão.
As coisas foram fluindo, consegui uma vaga de receptivo nesse site e estava só esperando as férias acabarem para tudo chegar bem perto do perfeito.
Comecei a observar bem onde ficava o campus Rudge da Universidade Bandeirante de São Paulo, nos Campos Elíseos, Centro-Norte da "Capital Federal". Á cinco minutos da Barra Funda, o campus era realmente grande e interessante, porém, o viaduto que eu atravessava, o Engenheiro Orlando Murgel, para ir á faculdade, era um banheiro a céu aberto. Se o cheiro fosse só de urina, até ia, mas se sentia e via as fezes dos mendigos. Fora a favela que tinha embaixo do mesmo. Um lugar horrível para se estudar, indigno para uma faculdade particular do tamanho da UNIBAN.
Percebido isso, imediatamente eu mudei e me matriculei na Faculdade das Américas, no bairro da Consolação, Centro-Oeste, justamente no Baixo Augusta, o lugar mais exótico da "Capital Federal".
No primeiro mês de trampo me acostumei a andar 40 minutos da Rua Augusta até a Rua Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda, onde ficava o site Antárctica. Mas, o serviço não ajudava. Mesmo.
Prestava serviço para um subgrupo do conglomerado bancário espanhol Santander, a Aymoré Financiamentos, por onde todo o Brasil financiava carros. Atendíamos mais região Sul e interior paulista. Existia uma área que ficava responsável pelos processos de desalienação de veículos, que, ao meu ver, não fazia lá muita coisa (isso não é Lashon Hará, eu acho!). O prazo normal de encerramento de leasing era de 25 dias. Atendia casos de mais de três meses.
Prestava serviço para um subgrupo do conglomerado bancário espanhol Santander, a Aymoré Financiamentos, por onde todo o Brasil financiava carros. Atendíamos mais região Sul e interior paulista. Existia uma área que ficava responsável pelos processos de desalienação de veículos, que, ao meu ver, não fazia lá muita coisa (isso não é Lashon Hará, eu acho!). O prazo normal de encerramento de leasing era de 25 dias. Atendia casos de mais de três meses.
Passavam-se as horas e os dias e, nada se resolvia, tornando nós, operadores da linha de frente, verdadeiros robôs. Isso me irritava e, mais ainda, irritava os pobres clientes. Insatisfeito com o serviço, e por outros motivos também, decidi sair da Contax, "abandonando" a minha banda, Menorah, que ajudei a classificar para a final do concurso "Sexta Cultural", que seria em novembro. Pero, ela existe fora da Contax, já que o guitarrista principal saiu primeiro do que o próprio baterista.
Foram três meses (na verdade, dois meses e 15 dias) intensos de correria, stress e aprendizado no qual agradeço á Hashem de ter passado, e como sempre, fiz grandes amizades, desde o treinamento até a operação. Agora, tudo o que posso fazer é rezar por eles e, com a ajuda de Rabbi Shimon Bar Yochai, continuar minha caminhada. Diga-se de passagem que também posso mudar de faculdade e curso, a possibilidade é real e não-descartável.
Para completar, o guitarrista e o baixista (Victor Fugita e Thiago Santos) da minha banda principal, M.T.K.,anunciaram suas saídas. E assim, meu décimo oitavo ano de vida já vai indo embora, deixando saudades, inclusive.
Junho (Tammuz) já está aí.
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