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28.4.13

Um ás do Pôquer no Exército Israelense

poquer

O Cabo Eyal Ashkar, 19 anos, nascido em Jerusalém, é um fenômeno israelense nas mesas de Texas Hold'em. O soldado já uma referência do esporte em Israel e pretende se profissionalizar após o serviço militar. Enquanto seus companheiros soldados tiram a semana de folga, concedida pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), para relaxar e curtir; o Cabo Eyal Ashkar, 19 anos, nascido em Jerusalém, usa seu tempo de forma diferente diferente.

Eyal voltou na manhã de quarta-feira(10.04), de um torneio internacional de pôquer em que ele ganhou um prêmio de 100.000 Shekalim(cinquenta mil reais). Ashkar, participou no início de 2012, pela primeira vez em sua vida, de um torneio de pôquer em Israel. Na época, alcançou o segundo lugar e ganhou a quantia de 8000 euros. Em sua segunda competição, após 8 meses, Eyal ficou em primeiro lugar, foi coroado campeão de Israel e voltou para casa com 15 000 euros no bolso.

Eyal deu seus primeiros passos no poker aos 17 anos, especialmente no “Texas Hold’em”, versão do jogo de considerado mais popular do mundo. “Eyal começou jogando com amigos apostando moedas ou palitos de fósforos”, disse o oficial de relações públicas Noam Zubri,d o bar “Monaco”, em Jerusalém. “Ele aprendeu o jogo, se apaixonou pelo pôquer e começou a estudá-lo, ler livros e aprender”, acrescentou. A partir dos 18 anos, poderia legalmente participar de jogos de pôquer online, Ashkar inscreveu-se no site e ganhou 16 euros. Em dois meses havia ganho 1.500 euros jogando apenas através da internet.

Ao terminar o segundo grau, viajou com seus amigos da escola para Burgas, Bulgária e jogou pôquer no casino da cidade. Voltando, literalmente, carregado de dinheiro, com valores superiores a 10 mil dólares, ele entendeu que ele possuía um talento extraordinário e percebeu, pela primeira vez, que o pôquer poderia ser adotado por ele como uma carreira. Ashkar então começou a frequentar vários casinos europeus e logo se tornou um dos hóspedes habituais que recebem tratamento VIP. Mas, como todo jovem israelense, chegou a hora de Eyal ser convocado para o exército israelense. Ele foi recrutado para uma base no centro do país.
No mundo do poker israelense, ele ficou conhecido há apenas um ano, quando ele participou pela primeira vez de um torneio em Israel ficando em segundo lugar. Como o Tribunal Israelense considera o jogo ilegal e punível, os torneios são realizados a bordo de navios em águas fora do território israelense. “É incrível”, disse Zubri. “Ele tem a capacidade de olhar para os jogadores e entender a linguagem corporal deles. Ele pode olhar e interpretar um movimento indetectável, e descobrir se a mão é boa ou ruim “, acrescentou. Ele explicou: “No último ano e meio ganhou mais do que um milhão de Shekalim. Passou a dar aulas de pôquer para muitas celebridades israelenses. Cantores e estrelas de futebol aprender com ele.”

“Casillas”, o blog de Eyal, se tornou uma espécie referência para os amantes do pôquer. O site é normalmente atualizado com as jogadas feitas por ele e suas explicações. O blog tem milhares de seguidores e até um fórum em que ele participa e tem nada menos que 15 mil perguntas. Nos finais de semana, Eyal recebeu folga exército e foi para um torneio de poker no exterior, que também incluiu mais de 200 jogadores de todo o mundo. Até ontem liderava o torneio, mas ontem à noite, depois de uma derrota em um jogo, acabou ficando na décima posição e recebeu a soma de 100 Shekalim. A vida de Eyal marcada pelo pôquer. Depois de completar seu serviço militar, Eyal quer viajar para Las Vegas e enfrentar os grandes nomes do jogo, onde aí sim, os lucros são milhões e milhões.

27.4.13

Made In Israel!



Illustration from the new book 'Tiny Dynamo,' which promotes the most important and interesting innovations to emerge from Israel. (photo credit: Courtesy Megan Flood)

JTA - Embora o grande foco internacional e da mídia esteja nos conflitos militares de Israel, o país discretamente tornou-se uma incubadora energética e ambiciosa de empreendedorismo e invenções. O que se segue é uma linha do tempo registrando algumas das inovações mais importantes e interessantes produzidas por israelenses durante o curto período de 65 anos, tempo da existência do país.

RUMMIKUB (1940s): Efraim Hertzano inventa o jogo de tabuleiro Rummikub, que se torna o jogo mais vendido nos Estados Unidos em 1977.

METRALHADORA UZI (1948): O Major Uzi Gaf desenvolve a metralhadora Uzi, que é composta de inúmeras inovações mecânicas, resultando em uma arma automática mais curta e manuseável. Estima-se que foram produzidas mais de 10 milhões delas, e utilizadas por vários países de todo o mundo.

SUPER CUKE (1950s): Pesquisas de Esra Galun criaram sementes híbridas que produziram o primeiro pepino híbrido comercial do mundo. Das pesquisas de Galun resultaram técnicas pioneiras para o cultivo da maioria dos pepinos cultivados hoje. Posteriormente Galun passou a desenvolver melões que amadurecem mais cedo e batatas resistentes a doenças. Suas pesquisas continuam e influenciam as pesquisas genéticas de outras culturas.

ESCANER DE CÂNCER (1954): Efraim Frei do Instituto Weizmann iniciou pesquisas pioneiras e inovadoras sobre o efeito do magnetismo sobre o tecido humano. Seus trabalhos desenvolveram o sistema T-Scan para a detecção do câncer de mama, que a Food and Drug Administration dos EUA descreveu como um "significativo avanço".

PRIMEIROS COMPUTADORES (1955): O computador WEIZAC do Instituto Weizmann realiza seus primeiros cálculos. Com uma memória inicial de 1024 palavras armazenadas em um cilindro magnético, foi um dos primeiros computadores de grande porte com programas armazenados no mundo. Em 2006, o Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos reconheceu o WEIZAC como uma conquista histórica nas áreas de informática e engenharia elétrica.

ENERGIA SOLAR (1955): Harry Zvi Tabor desenvolve um novo sistema de energia solar, que atualmente alimenta 95 por cento dos aquecedores solares de água dos israelenses e é padrão para o aquecimento solar de água em todo o mundo.

AMNIOCENTESE (1956): O professor Leo Sachs do Instituto Weizman foi o primeiro que examinou células extraídas do líquido amniótico para diagnosticar possíveis anomalias genéticas ou infecções pré-natais em fetos em desenvolvimento. Seu trabalho se tornou conhecido comoAmniocentese, um procedimento de rotina agora realizado em mulheres grávidas em todo o mundo.

CÉLULAS DE SANGUE PRODUZIDAS EM LABORATÓRIO (1963): Sachs se tornou o primeiro pesquisador que fez crescer células normais do sangue humano em laboratório. Esta descoberta levou ao desenvolvimento de uma terapia que aumenta a produção de glóbulos brancos que são cruciais para pacientes com cancêr submetidosà quimioterapia.

IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO (1965): Fundação da Netafim, que desenvolveu e distribui modernos sistemas de irrigação por gotejamento.

HOLOGRAMA COLORIDO (1966): Aser Friesem produz o primeiro holograma colorido do mundo. Suas pesquisas posteriores permitem explorar e desenvolver imagens em 3-D para displaysde "alerta" para pilotos, médicos e outros sistemas de realidade virtual.

DESSALINIZAÇÃO (1967): Sydney Loeb da Universidade Ben-Guriondesenvolve o processo de dessalinização por osmose inversa, agora o padrão mundial.

PESQUISAS AVANÇADAS SOBRE CÉLULAS (1970): Ada Yonath estabelece o único laboratório em Israel sobre cristalografia de proteínas, que produz ciclos de pesquisas sobre a estrutura e funções do ribossoma, o componente subcelular que produz a proteína, que por sua vez controla toda a química dentro dos organismos. O seu trabalho estabeleceu uma base para o aparecimento do assim chamado "desenho racional de drogas (remédios)", para tratamento para vários tipos de leucemia, glaucoma e HIV, assim como antipsicóticos e antidepressivos. Junto com dois colegas, Yonath foi premiada em 2009 com o Prêmio Nobel em Química.

DESINTOXICAÇÃO DO SANGUE (1972): Meir Wilchek demonstra que a "cromatografia de afinidade" - um método que ele desenvolveu para a separação de materiais biológicos ou bioquímicos - pode ser utilizada para a desintoxicação do sangue humano. O trabalho levou ao desenvolvimento das atuais tecnologias que são utlizadas em todo o mundo, para a remoção de veneno do sangue de pacientes.

AERONAVES DRONE (1973): Os caças israelenses sofreram sérios danos durante a Guerra do Yom Kippur. Em resposta, Israel iniciou o desenvolvimento dos primeiros veículos aéreos não tripulados modernos - também conhecidos como UAVs ou Drones (Zangões). Os modernos drones israelenses são mais leves, menores e mais baratos do que qualquer dos seus antecessores, com capacidades de transmitir, em tempo real, vídeo com imagens de 360 ??graus, defletor chamariz de radar e operação em maiores alititudes operacionais. Os drones possibilitaram que Israel eliminasse as defesas aéreas da Síria no início da guerra de 1982 no Líbano, sem perder um único piloto. Os drones posteriores de projetos israelenses são utlizados atualmente para pesquisas civis e militares assim como para operações de vigilância ao redor do mundo.

PROCESSADORES DE COMPUTADORES (1974): A importante Intel estabelece uma filial para Pesquisas e Desenvolvimento em Israel, que resulta no desenvolvimento do globalmente onipresente processador 8088 e do chip Centrino.

SEGURANÇA DE COMPUTADORES (1977): Adi Shamir, em conjunto com dois colegas norte-americanos, descrevem um método de criptografia, que atualmente é conhecido como RSA, que é o método de criptografia mais importante usado no mundo inteiro para proteger transações entre clientes e bancos, empresas de cartões de crédito e negócios da Internet.

PARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES DA ERA DIGITAL (1977): Abraham Lempel e Jacob Ziv desenvolvem os algoritmos de compressão de dados LZ. Além de suas pioneiras aplicações para ditribuição de informações acadêmicas, os algoritmos se tornaram a principal base de partilhamento no início da era das informações entre computadores. Atualmente, os algoritmos LZ e seus derivados tornaram possível enviar diversos tipos de fotos e imagens entre computadores de forma rápida e fácil.

ARMAZENAMENTO DE ALIMENTOS (1980): Shlomo Navarro inventa um sistema de armazenamento simples, mas que se tornou um paradigma para o armazenamento de alimentos destinado para ajudar os agricultores sem recursos financeiros para armazenarem e manter suas culturas para não estragarem após a colheita. O sistema evoluiu para Cocoons (Casulos) GrainPro, recipientes herméticos e a prova d´água utilizados em todo o mundo para evitarem os efeitos nocivos da deterioração e de parasitas sem o uso de pesticidas.

TRATAMENTO DA LEUCEMIA (1981): Elli Canaani do Weizmann Institute produz pesquisas sobre os processos moleculares que levam à leucemia mielogênica crônica ou CML (Chronic Myelogenous Leukemia), que resultaram no desenvolvimento do Gleevec, uma droga para tratamento de pacientes com LMC em todo o mundo. Os processos moleculares descobertos por Canaani foram também subsequentemente utilizados no tratamento de outras leucemias, bem como determinados tumores e linfomas.

ENTENDIMENTO DA ATIVIDADE CELULAR (1981): Avram Hershko e Aaron Ciechanover - juntamente com o colega americano Irwin Rose – começaram seus trabalhos que levaram à descoberta da ubiquitina, um "rótulo" molecular que regula a destruição de proteínas nas células. A descoberta produziu uma melhoria dramática na compreensão das funções celulares e os processos que provocam doenças como o câncer do colo do útero e a fibrose cística. Em reconhecimento ao seu trabalho, a equipe recebeu em 2004 o Prêmio Nobel em Química.

UMA NOVA FORMA DE MATÉRIA (1982): O cientista israelense Daniel Shechtman descobre os quasicristais, uma "nova" forma de matéria que tinha sido considerada como sendo não só inexistente, mas também impossível. Shechtman tornou-se objeto de desprezo e ridículo, mas a sua descoberta lhe valeu em 2011 o Prêmio Nobel de Química. As aplicações dos quasicristais vão desde o mundano (panelas antiaderentes) ao arcano (supercondutores e materiais industriais superisolantes).

"LINGUAGEM" DE COMPUTADOR (1986): O cientista da computação David Harel desenvolve a Statecharts, uma linguagem de computador revolucionária usada para descrever e projetar sistemas complexos. A Statecharts é utilizada ??em todo o mundo nas áreas de aviação à química. O trabalho de Harel também é aplicado para a análise das estruturas genéticas de seres vivos, com o objetivo de aplicar descobertas subsequentes para a análise e tratamento de doenças infecciosas, e outros processos biológicos.

PROGRESSOS NA IMUNOLOGIA (1991): O professor Yair Reisner do Instituto Weizmann anuncia a criação de ratos com pleno funcionamento do sistema imunológico humano. Descrito sob a perspectiva imunológica como "seres humanos com pelos", os ratos forneceram, pela primeira vez uma arena no mundo real para o estudo de doenças humanas e representou um grande passo na busca de uma cura para a AIDS, hepatite A e B, e outras doenças infecciosas.

MONITOR DE BEBÊS (1991): Haim Shtalryd desenvolve o monitor de berço Babysense, que se tornou o mais frequente equipamento de segurança infantil em milhões de lares por todo o mundo.

IMPRESSORA DE ESCRITÓRIO (1993): A Índigo Inc.baseada em Rehovot apresenta o 1000 E-Print, que permite que operadores de pequeno porte possam produzir documentos de qualidade de imprensa diretamente de um arquivo de computador, revolucionando as operações de ambientes de trabalho de todos os matizes.

SEGURANÇA DE COMPUTADORES (1993): Gil Shwed, de 25 anos e dois parceiros estabelecem a empresa de segurança de computadores Check Point. Em apenas dois anos, a Check Point assina contratos com a HP e a Sun Microsystems. A empresa tem um crescimento fenomenal, e em 1996 torna-se a principal fornecedora de serviços de firewall e segurança - incluindo antivírus, antispam e componentes de segurança para evitar a perda de dados - para empresas de todos os tamanhos ao redor do globo.

TRATAMENTO DE ESCLEROSE MÚLTIPLA (1996): A Teva Pharmaceuticals introduz o Copaxone, o único tratamento de esclerose múltipla não-interferon. É o tratamento mais vendido do mundo para a EM, o Copaxone ajuda a reduzir as recaídas e podem moderar a progressão desta doença degenerativa.

MENSAGENS INSTANTÂNEAS (1996): A Mirabilis lança o ICQ, o primeiro sistema de mensagens instantâneas em toda a Internet. A America Online adota a tecnologia e populariza o mundo do bate-papo online.

DICIONÁRIO PARA COMPUTADOR (1997): Introdução do Babylon, dicionário e tradutor para computador. Em apenas três anos já tinha mais de quatro milhões de usuários. O Babylon se tornou integrado na maioria dos programas de nível de usuário da Microsoft, permitindo a tradução continua entre idiomas de milhões de palavras com o clique de um mouse.

LABORATORIO "PORTÁTIL" DO SONO (1997): A Itamar Medical Ltd. é fundada, e logo traz ao mercado o seu laboratório do sono WatchPAT, o que representa uma mudança de paradigma no tratamento dos distúrbios do sono.

PÍLULA CAMÊRA (1998): A Given Imaging desenvolve a PillCam, que se tornou o padrão global para a imagem do intestino delgado.

PRIMEIROS SOCORROS (1998): Bernard Bar-Natan faz a primeira venda da sua Atadura de Emergência. Um desenvolvmento gigante em curativos prontos, e que se tornou equipamento padrão em kits civis e militares de primeiros socorros em todo o mundo.

NANOFIO (1998): Os pesquisadores Uri Sivan, Erez Braun e Yoav Eichen informam que usaram o DNA para induzir partículas de prata para reunir-se em "nanofios", um cordão metálico mil vezes mais fino que um cabelo humano. Além de demarcar um novo território na fronteira da miniaturização de componentes eléctricos, o fio conduz realmente a eletricidade, marcando a primeira vez que um componente de automontagem foi produzido para a função e estabeleceu um caminho para avanços exponenciais no campo da nanotecnologia.

SISTEMAS DE SEGURANÇA PARA CARROS BASEADOS NA VISÃO (1999): Amnan Shashua e Ziv Aviram fundam a Mobileye, uma empresa que fornece sistemas avançados ópticos para fabricantes de automóveis para aumentar a segurança e reduzir os acidentes de trânsito.

FLASH DRIVE (2000): A M-Systems apresenta a unidade flash nos Estados Unidos. Menores, mais rápidos e mais confiáveis do que os disquetes ou CD-ROMs, eles vão para substituir essas tecnologias em todo o mundo.

TECNOLOGIA AVANÇADA PARA RESPIRAÇÃO SUBAQUÁTICA (2001): Alon Bodner funda a Like-A-Fish, que fabrica aparelhos de respiração subaquáticos revolucionários que extraem o oxigênio da água.

SISTEMA PIONEIRO PARA CIRURGIAS DE COLUNA (2001): A Mazor Robótica é fundada e apresenta o seu assistente robótico cirúrgico SpineAssist, o robô mais avançado para acirurgia da coluna em uso hoje.

RESGATE / COMBATE AÉREO URBANO (2002): Rafi Yoeli desenvolve o conceito inicial para o meio de transporte urbano AirMule, um veículo de combate e para salvamento.

DETECTOR DE TERRORISTAS (2002): Na esteira da retomada de atividades terroristas contra Israel e os Estados Unidos, Ehud Givon monta uma equipe de pesquisadores para desenvolver um avançado e infalível "detector de terroristas", resultando no sistema de segurança WeCU.

MICRO-COMPUTADOR (2003): O cientista Ehud Shapiro do Weitzmann desenvolve a menor "máquina" DNA do mundo para computação, uma composição de enzimas e moléculas de DNA capazes de realizarem cálculos matemáticos.

IMAGENS DE TUMORES DA MAMA (2003): A FDA aprova o 3TP, um procedimento avançado de ressonância magnética, para utilização na análise de tumores da mama. Produto da idéia de Hadassa Degani, o 3TP distingue os crescimentos mamários entre benignos e malignos sem a necessidade de cirurgia invasiva.

TECIDOS ANTIBACTERIANOS (2003): Aharon Gedanken se envolve no tratamento de tecidos para evitar o crescimento de bactérias, que eventualmente irá levá-lo a desenvolver a tecnologia para o tratamento de tecidos hospitalares com um "revestimento" antibacteriano, que irá reduzir drasticamente as taxas de infecção hospitalar.

CHIP DE COMPUTADOR CENTRINO (2004): A Intel Israel libera a primeira geração de microprocessadores Centrino. O Centrino é a pedra angular da Intel para a computação móvel, que está em milhões de computadores portáteis em todo o mundo. Sucessivas gerações de Centrino melhoraram as funções de laptops, a velocidade, a vida útil da bateria e recursos de comunicação sem fio.

TÉCNICA DE IMAGENS DE TUMORES (2005): A InSightec recebe aprovação da FDA para o sistema ExAblate ® 2000, o primeiro a combinar a imagem RM com o ultrassom de alta intensidade concentrada para a visualização de tumores no corpo, tratá-los termicamente e monitorar a recuperação de um paciente após o tratamento em tempo real, e de forma não invasiva. Milhares de pacientes em todo o mundo têm sido tratados.

TECIDOS HUMANOS CULTIVADOS EMLABORATÓRIO (2005): Dra. Shulamit Levenberg publica os resultados do seu trabalho no desenvolvimento de tecidos humanos. Trabalhando com células-tronco de camundongos, Levenberg e seu parceiro Robert Langer produzem em laboratório o primeiro tecido humando gerado em laboratório que não é rejeitado pelo seu hospedeiro. Levenberg prossegue para a utilização de células tronco para criar tecido vivo e pulsante para o coração humano e os componentes necessários para a implantação para a circulação no corpo humano.

ÁGUA DO AR (2006): O Pesquisador Etan Bar funda a EWA Technologies Ltd. em 2008 para a produção de um sistema limpo e ‘verde’ que "recolhe" a água da umidade do ar. A tecnologia representa um benefício não só para moradores de áreas desérticas, mas também para agricultores e municípios ao redor do mundo. Cada equipamento tem o potencial de fornecer um ano inteiro de água para duas famílias americanas médias, sem contribuir para o aquecimento global ou poluição.

TRATAMENTO PARA PARKINSON (2006): A FDA aprova o AZILECT, um tratamento inovador para a doença de Parkinson desenvolvido por John Finberg e Youdim Moussa. O AZILECT dramaticamente retarda a progressão da doença de Parkinson em pacientes recentemente diagnosticados, aumentando a longevidade do corpo e das funções do cérebro e a melhoria da qualidade de vida de milhões em todo o mundo.

PRESERVAÇÃO DAS ABELHAS (2007): A empresa Beeologics baseada em Rehovot é formada, para se dedicar à preservação das abelhas, que estão sob a ameaça da ‘Desordem de Colapso de Colonia’ e que são vitais para o abastecimento mundial de alimentos.

SEGURANÇA DE AEROPORTOS (2007): O aeroporto Internacional Logan em Boston começa o teste de um novo detector de detritos na pista pelo Sistema Xsight.O Xsight utiliza monitores de vídeo e radares para identificar e rastrear detritos na pista, que foram causa de vários acidentes aéreos, incluindo a queda em 2000 de um avião Concorde que matou 113 pessoas. O Xsight tem o potencial para salvar mais de US$ 14 bilhões por ano e um número incontável de vidas.

ESTABILIZADOR DE VÍTIMAS DE TRAUMA (2007): O Dr. Omri Lubovsky e sua irmã, a engenheira mecânica Michal Peleg-Lubovsky, apresentam o LuboCollar, um dispositivo destinado para estabilizar as vítimas de trauma, mantendo as vias aéreas abertas. O dispositivo substitui o procedimento padrão de entubar pacientes vítimas de trauma antes do transporte, poupando uma média de cinco minutos críticos entre o local e o hospital.

PROJETOS DE ENERGIA SOLAR HISTÓRICOS (2008): A BrightSource Energy Inc. começa a formalização de acordos com empresas de energia da Califórnia para o desenvolvimento dos dois maiores projetos de energia solar do mundo.

MONITOR DE SEPTICEMIA (2008): A Cheetah Medical baseada dem Tel Aviv apresenta o NICOM, um monitor de cabeceira hospitalar que pode detectar e determinar o tratamento para sepse, que ocorre em aproximadamente um em cada 1.000 pacientes hospitalares americanos anualmente. A septicemia anteriormente era tratada apenas depois de um tratamento invasivo exploratório, que por sua vez poderia resultar em septicemia. O dispositivo foi imediatamenteutilizado por centenas de hospitais em todo o mundo.

PISCICULTURA AVANÇADA (2008): A GFA Advanced Systems Ltd. lança o ‘Crie Peixes em Qualquer Lugar’, uma forma de cultivo fechado sustentável e autossuficiente para a criação de peixes que não é dependente de uma fonte de água e não cria nenhuma descarga poluente.

UMA FORMA DIFERENTE DE ENERGIA SOLAR (2008): Yossi Fisher co-funda a Solaris Synergy, uma empresa que cria conjuntos de painéis de energia solares que flutuam na água.

BATATA RESISTENTE (2008): O professor David Levy da Universidade Hebraica após 30 anos de pesquisa desenvolve uma linhagem poderosa de batata, que pode ser cultivada em locais com elevada temperatura ambiente e irrigadas com água salgada. Ele compartilha as suas descobertas - e discussões - com cientistas do Egito, Líbano, Jordânia e Marrocos.

LOCALIZADOR DE BAGAGENS (2009): Yossi Naftali funda a Naftali Inc. e começa a distribuir o localizador de bagagens Easy-To-Pick, uma etiqueta de bagagem remota que alerta os viajantes quando a sua bagagem chegou à esteira de bagagens.

MÃO ARTIFICIAL (2009): O Professor Yossi Shacham-Diamand e uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv tiveram sucesso com a fiação de uma mão artificial produzida na Europa concebida para o braço amputado de um humano. Além de realizar atividades complexas, incluindo a escrita, a pessoa relata ser capaz de sentir os dedos. Alcançar esta sensação representa o culminar do trabalho de Shacham-Diamand e um avanço na evolução de membros artificiais.

PURIFICAÇÃO DE ÁGUA (2010): A Greeneng Solutions lança o primeiro de seus sistemas baseados no ozônio para a purificação da água. Projetado para aplicações comerciais, industriais e domésticas, a linha Greeneng de produtos utiliza a infusão de ozônio na água para a eliminação de germes em equipamentos de cozinha, superfícies domésticas, piscinas e muito mais. A purificação com ozônio é mais rápida e eficaz do que o padrão global de cloro adicionado à água da torneira, e o ozônio não produz os efeitos colaterais prejudiciais do cloro, tais como asma e da contaminação da água utilizada.

TRATAMENTO DE PERDA DA VISÃO (2010): A VisionCare Ophthalmic Technologies inaugura o dispositivo CentraSight, um implante telescópico para degeneração macular produzida pelo envelhecimento da pessoa. O CentraSight é o primeiro e único tratamento para a AMD (Age-related Macular Degeneration), uma doença da retina que é a causa mais comum de cegueira entre os seniors do "primeiro mundo".

CÂMERA DE VÍDEO EM MINIATURA (2011): A Medigus Ltd. desenvolve a menor câmera de vídeo do mundo, medindo apenas 0,99 milímetros. O dispositivo é utilizado para diagnósticos e tratamentos de diversas doenças gastrointestinais.

AJUDANDO PARAPLÉGICO ANDAR (2011): A FDA aprova o uso clínico de ReWalk, um exoesqueleto biônico desenvolvido pela Argo Technologies que permite que paraplégicos fiquem de pé, caminham e subam escadas.

TRATAMENTO DE TUMOR DE MAMA (2011): A IceCure Medical lança o IceSense 3, um dispositivo que destrói os tumores benignos da mama, infundindo-os com gelo. O procedimento é rápido, indolor, acessível e é realizada em regime de ambulatório. Pouco tempo depois, começaram os ensaios clínicos para estudar a eficácia do tratamento em tumores malignos da mama.

DEFESA COM MÍSSEIS (2011): O Iron Dome (Domo de Ferro), um sistema de defesa antimíssil de curto alcance desenvolvido pela Rafael Sistemas Avançados de Defesa, que abate foguetes Grad disparados contra Israel disparados de Gaza. Pela primeira vez mísseis de curto alcance foram interceptados, abrindo novas possibilidades para a defesa, civil e militar e em zonas de fronteira de conflito no mundo.

CÉLULAS-TRONCO DE ESPÉCIES ANIMAIS EM PERIGO DE EXTINÇÃO (2012): o cientista israelense Inbar Friedrich Ben-Nun lidera uma equipe de pesquisadores para a produção de células-tronco de rinocerontes ameaçados e primatas em cativeiro. O procedimento tem o potencial para melhorar a saúde de membros de várias espécies em perigo, bem como protelando a sua extinção.

TRATAMENTO DA DIABETES (2012): DiaPep277, uma vacina com base nos trabalhos de Irun Cohen, mostra uma melhoria significativa da condição da diabetes Tipo 1 (juvenil) em doentes recentemente diagnosticados.

AJUDANDO PESSOAS CEGAS A "VEREM" SONS (2012): O Dr. Amir Amedi e sua equipe da Universidade Hebraica demonstraram que sons criados por um dispositivo de substituição sensorial (SSD= Sensory Substituition Device)) ativa o córtex visual no cérebro de pessoas congenitamente cegas. A ressonância magnética de pessoas cegas que utilizam o dispositivo mostra as mesmas respostas do cérebro das pessoas que enxergam. Esta descoberta permite que a equipe adapte o SSD para que indivíduos cegos possam "ver" os seus arredores, aprendendo a interpretar os sinais de áudio visualmente.

EMBALAGEM DE ALIMENTOS FUTURISTA (2012): A engenheira de computação israelense Daphna Nissenbaum criou um material de embalagem revolucionário para alimentos, 100 por cento biodegradável. A sua empresa, Tiva, produz materiais para saquinhos para bebidas, barrinhas de lanches, iogurtes e outros alimentos – e todos oferecem um mínimo de seis meses de vida útil, e se decomporão completamente em aterros sanitários, e poderão ser transformadas em adubo industrial e doméstico.

A "PARTÍCULA DE D’US" (2012): O Grande Colisor de Hádrons na Suíça produz o Santo Graal da física - o bóson de Higgs, ou a "partícula de D’us", uma partícula subatômica que explica a existência da matéria e a diversidade no universo. Uma equipe do Technion de Israel foi encaregada da construção e monitoramento dos detectores elementares do colisor de partículas, sem os quais a descoberta do bóson de Higgs teria sido impossível.


(Marcella Rosen, presidente da News Untold, é a autora com David Kornhaber de " Tiny Dynamo " do qual este cronograma foi extraído).

18.4.13

PESSACH E AS OUTRAS ESCRAVIDÕES (Vereador Floriano Pesaro)

Uma das festividades mais ricas e simbólicas do calendário judaico acontece na celebração do Seder de Pessach. É quando comemoramos, ao redor de uma mesa farta e em companhia da família estendida e, por vezes, de vários amigos, a passagem da escravidão para a liberdade e a nossa constituição como comunidade no deserto.

É uma destas ocasiões que nos permite refletir sobre liberdades pessoais, sobre sociedade e sobre como tratar o outro, pois a sabedoria judaica nos insta a que recordemos que nós já fomos o estrangeiro na casa do outro.

Como cientista social, fico imaginando como devemos fazer para não nos esquecermos desta nossa traumática experiência e para que tentemos olhar ao nosso redor e ver se não estamos, por acaso, sendo hoje os egípcios de outras pessoas.

Em nossos dias, a escravidão se manifesta pelo domínio econômico, pela falta de reconhecimento do trabalho da classe mais humilde, daquele que na noite de Pessach talvez esteja apenas passando bandejas e lavando os pratos.

Simbolicamente, podemos todos ser um pouco mais gentis e reconhecer o fruto do labor daquelas pessoas que, ao lavarem nossos pratos e arrumarem nossas mesas junto com nossas famílias, possibilitam de alguma forma que esta celebração tão fundamental de nossa tradição aconteça num clima festivo e farto.

Adicionalmente, no caráter mais universalista, Pessach  foi a transição dos antigos israelitas se fortalecendo e tornando-se coletivamente o povo judeu. Como povo, nessa jornada, a responsabilidade social de aceitar e lutar pela liberdade própria e de todos assumiu para sempre uma conotação relevante.

O próprio livro da narrativa de Pessach, a Hagadá, começa com o mandato para que todos os famintos venham e comam.

A fome e a miséria. Estes são temas indissociáveis da política e da sociedade desde a Antiguidade até os dias de hoje. Em Pessach, O povo judeu pode se permitir então repensar questões como estas e reavaliar suas responsabilidades sociais diante da memória de seu passado milenar.

Em nossos dias, infelizmente, ainda persiste a escravidão sexual, o tráfico humano, a opressão econômica, as guerras tribais e outras situações humilhantes que tornam o ser humano ‘o estrangeiro’.

Neste Pessach, sugiro que possamos aproveitar os vários aspectos que estas celebrações nos sugerem e que, além de relembrar nossas conquistas inabaláveis do passado, busquemos outros meios para fazer ainda mais parte desta corrente de liberdade.

A origem do jogo “Banco Imobiliário”

O jogo Monopoly (“Banco Imobiliário”) foi produzido na oficina gráfica do gueto de Theresienstadt, no noroeste da antiga Tchecoslováquia, como parte da atividade clandestina.


Jobo "Banco Imobiliário" (ou Monopoly, em inglês) nasceu em um gueto na antiga Tchecoslováquia.
Jogo “Banco Imobiliário” (ou Monopoly, em inglês) nasceu em um gueto na antiga Tchecoslováquia.

Ele foi desenhado por Oswald Poeck, um artista levado de Praga a Terezin em novembro de 1941 e posteriormente deportado para a sua morte em Auschwitz, aos 51 anos, em 29 de setembro de 1944. Além de entreter as crianças separadas dos pais, o jogo de papelão “Ghetto” se destinava a fornecer-lhes informações sobre a vida e a sobrevivência no gueto, como uma reflexão sombria da realidade através de um recurso lúdico. Locais importantes foram colocados como as estações do jogo: a prisão, os quartéis, o forte, o armazém, a cozinha.

Aqueles que eram deportados, muitas vezes deixavam seus pertences com os amigos que permaneciam no gueto. Desta forma, o jogo Monopoly chegou às mãos dos irmãos Pavel e Tomas Glass, de 8 e 10 anos.

Eles haviam cheagado ao gueto em 1942, com a mãe. Em 1945, as tropas soviéticas libertaram Theresienstadt e, milagrosamente, os irmãos Glass sobreviveram. Logo depois, ficaram sabendo que seu pai havia sido morto em Auschwitz, assim como a maior parte da família. Os Glass emigraram a Israel para começar uma nova vida, e com eles levaram o jogo “Ghetto”. Há cerca de quinze anos, os irmãos decidiram doar o jogo para o Yad Vashem, onde agora fica em exposição permanente. De acordo com Pavel, as razões eram simples: “Porque há muitas pessoas que pensam que não houve um Holocausto”.

Aproximadamente 144 mil judeus foram enviados a Theresienstadt. Ao fim da Guerra, apenas 17.247 sobreviveram. Cerca de 15 mil crianças viveram no gueto; apenas 93 sobreviveram.

Fonte: Museu do Holocausto

Cerveja de Matzah

Ano após ano, quando Pessach se aproxima, nós procuramos e destruímos, vendemos ou doamos o Chametz encontrado. Assim é a cerimônia que chamamos de “Bedikas Chametz”. Mas porque será que nós não temos um ritual para nos livrarmos da Matzá que sobrou do Pessach? Mas agora alguém inventou uma forma de reciclar a Matzá que sobrou! Trata-se da fábrica de cervejas Brewery Portland Ambacht. Eles criaram a MatzoBrau, uma cerveja feita a partir de restos de Matzá. Sim, você leu certo! Mas infelizmente ela não é Kasher le’Pessach… :-(

A cerveja é produzida diretamente após o Pessach com sobras de Matzá que são coletadas em diversas sinagogas. Em troca as sinagogas recebem cerveja de graça! A Matzá é usada como um componente da bebida e não apenas como um aditivo de sabor. Ou seja, isso não é um truque, isso é a reutilização adaptada da forma mais criativa, e refrescante! A Matzobrau deve ser uma ótima maneira de quebrar o Pessach, ou até para a contagem do Ômer!

cerveja-de-matzah

17.4.13

Leonard Cohen Day Proclaimed in Milwaukee

                                             
We’re not sure if he’s going to be presented with the keys to the city, but we do know that March 15 has been officially declared Leonard Cohen Day in Milwaukee by Mayor Tom Barrett.

It’s not every day…or every year…or every decade that the legendary singer-songwriter plays Wisconsin’s largest city. So, his first performance there in 38 years is indeed a reason to celebrate.

Friday’s show at the Milwaukee Theatre is part of his “Old Ideas” 2012-2013 tour. Cohen, 78, is doing gigs in 12 cities in March alone, with the Milwaukee stop squeezed in between Chicago and Tampa.

Fans may refer to Cohen by one of his 156 (and counting) nicknames, like Lord Byron of Rock ‘n Roll, Poet of Holy Sinners, Troubadour of Travail and Maestro of Melancholy, but we can tell the people running Milwaukee know who he really is. He’s the guy who was “born to Nathan Cohen and Marsha Klonitsky” of Montreal, according to the second paragraph of the official Leonard Cohen proclamation:

24.3.13

MULHERES DE TALIT - VIOLAÇÃO OU NOVA TRADIÇÃO?


Nestes dias tenho lido algumas posições muito fortes contra as 300 Mulheres do Muro que forçaram a barra e entraram na área feminina do Kotel, com talitot (xales de oração) para fazer as orações delas debaixo de agressões verbais e sopros do shofar dos hassidim e hareidim do lado masculino. Precisa ficar claro para todos que o uso do talit apenas pelo homem é tradição: não é legislação judaica (halachá). Um dos pontos focais da lei judaica é TRADICIONALMENTE TAMBÉM: "Se não está expressamente proibido, pode ser feito." Não há proibição da mulher usar o talit como não há obrigação do homem usar o talit.

Por acaso você já viu alguma sinagoga ou alguém no Kotel EXIGIR AOS HOMENS PRESENTES o uso do Talit? Isso não acontece porque essa é a forma correta de agir. Com a kipá ocorre a mesmíssima coisa. Não há nem obrigação nem proibição, tanto que no ramo reformista inteiro, os homens não usam a kipá. Sequer "cobrir a cabeça" (pela tonelada de motivos sugeridos pelos mais diversos rabinos) é uma obrigação, mas talvez seja nossa mais enfática tradição. E caso todos achassem isso especificamente válido, todos o fariam, mas estamos muito longe disto.
Mas as posições que me incomodam profundamente são das pessoas, algumas de fato obtusas e outras comprovadamente inteligentíssimas que afirmam "É uma tradição então TEM QUE SER CUMPRIDA!"

Estas pessoas não conseguem entender que tal tradição por ser afeita ao ramo judaico onde ela cresceu ou está, pode não ter nada a ver com outro ou outros ramos judaicos. Não temos centralização clerical ou teológica. Não existem vaticanos judaicos, papas judaicos, ou encíclicas judaicas. Deve ser pela nossa heterogeneidade que estão tentando acabar com nossa fé e não conseguem porque não há um ponto focal que derrube todos os ramos. Hoje, pode-se citar pelo menos umas 12 designações judaicas maiores que se afirmam ortodoxas ou se afirmam religiosas quase todas elas são teologicamente opostas e excludentes umas as outras. Isso não inclui o judeu não se define como religioso, mas apenas faz o que lhe permite sentir-se bem consigo mesmo dentro da religião. É um círculo de ramos onde um coloca a mão no ombro do que está a sua frente e diz: "você não é judeu...", mas é um círculo e não um reta!

A estas pessoas que IMAGINAM que tradição é algo PARA SER CUMPRIDO, peço um segundo de consideração a ideia absolutamente verdadeira de que nenhuma tradição COMEÇOU SEM SER EXATAMENTE A NOVIDADE CONTRAPOSTA ÀS TRADIÇÕES ANTERIORES! Isso é a mais nítida das verdades e é muito simples de compreender.

O que se vê atualmente como o estereótipo dos judeus de roupas pretas (nas mais diversas formas divididas por grupo) é apenas o formato hassídico, afeto aos que militam no ramo hassídico iniciado no século 18 como MODERNIDADE E OPOSIÇÃO, principalmente aos judeus de Vilna, e consolidado em meados do século 19 na Europa Oriental, exatamente quando na Europa Ocidental se consolidava a Reforma e o Liberalismo (coisas diferentes).

Estes grupos cresceram juntos. Foram contemporâneos em seu surgimento pelas necessidades localizadas. Mas quando são colocados juntos na mesma praça, defronte ao mesmo muro que é tanto de uns quanto de outros as diferenças ficam violentamente aparentes e em algum momento os ramos precisam compreender que são da mesma árvore e nenhum árvore possui galhos iguais e simétricos.
Dizem por aí e os religiosos escutam mais facilmente que a destruição do Segundo Templo e sua não reconstrução deve-se a cisão judaica, inicialmente a de 2.000 anos atrás e depois disso sua manutenção e modificação. Seria um conceito muito louco afirmar que a solução para tal cisão é a COMPREENSÃO E ACEITAÇÃO DO OUTRO e não a submissão do outro ao meu conceito. Creio que não haja para quem falar isso.

Quanto o leiteiro Tevie,no Um Violinista no Telhado diz: “Tradição? Não sei quando começou, mas é tradição”, ele está certo, mas era um leiteiro de shtetel. Você não é!

José Roitberg - jornalista

18.2.13

10 Dicas de Planejamento Judaico para 2013 (Rabino Sir Jonathan Sacks)

"Permitam compartilhar com vocês segredos que aprendi do judaísmo. Eles lhes proporcionarão felicidade – seja o que for que o destino lhes reserve no próximo ano.

1 – Saibam agradecer. Uma vez por dia, no inicio das orações da manhã, agradeçam a Deus por tudo que Ele lhes tem proporcionado. Só isto já será suficiente para os trazer a meio caminho para a felicidade.

2 – Saibam louvar. Prestem atenção em alguém que está fazendo alguma coisa certa e o elogiem. Muitas pessoas, quase sempre, não são apreciadas. Ser reconhecido, agradecido e receber congratulações de alguém é uma das coisas mais reconfortantes que pode nos acontecer.

3 – Dediquem algum tempo às famílias de vocês. Casamentos e famílias felizes necessitam que se dedique tempo a elas.

4 – Saibam descobrir significados. De vez em quando, separem um tempo para fazer a si mesmos as perguntas: "Por que estou aqui? O que espero alcançar? Qual a melhor forma de empregar meus talentos? O que eu gostaria que dissessem a meu respeito depois que eu não estiver mais aqui?"

5 – Vivam de forma coerente com seus valores. A maior parte de nós acredita em ideais, mas raramente atua de acordo com eles. O melhor a fazer é estabelecer hábitos que nos façam agir diariamente segundo estes ideais.

6 – Saibam perdoar. Esta atitude é o equivalente emocional a perder excesso de peso. A vida é por demais curta para nela carregarmos ressentimentos e procurar vinganças.

7 – Continuem a crescer. Não se imobilizem, especialmente na vida espiritual. A maneira judaica de transformar o mundo é começar por você mesmo.

8 – Aprendam a escutar. Muitas vezes, numa conversa, passamos metade do tempo pensando o que dizer no próximo instante em vez de prestar atenção no que a outra pessoa está dizendo. A palavra chave no judaísmo é Shemá, que significa simplesmente "Escute".

9 – Criem momentos de silencio para sua alma. Libertem-se, ainda que apenas por cinco minutos a cada dia, da tirania das tecnologias, do celular, do laptop e de todos os outros invasores eletrônicos. Lembrem-se que Deus está em cada partícula de ar que inalamos. Aspirem o ar da existência e sintam a alegria de ser.

10 – Transformem o sofrimento. Quando lhes acontecerem coisas ruins, usem-nas para se sensibilizar com a dor dos outros.

A vida é por demais repleta de bênçãos para desperdiçar tempo e atenção com substitutos artificiais. Viver, doar, perdoar, celebrar e louvar – estas ainda são as melhores formas de fazer uma prece à vida, transformando assim a vida numa bênção."


Fonte: Editora Sêfer

New York Yankee Mariano Rivera Named Man of Year by Rabbis


Future Hall of Famer Honored With Trip to Israel

Do-Gooder: Mariano Rivera, the indominable New York Yankees relief pitcher, has been named man of the year by the New York Board of Rabbis.
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Do-Gooder: Mariano Rivera, the indominable New York Yankees relief pitcher, has been named man of the year by the New York Board of Rabbis.

By JTA

Yankees pitcher Mariano Rivera will be named Man of the Year by the New York Board of Rabbis and will be given a guided tour of Israel.
Rivera, the record-holder for most career saves, was chosen because of his philanthropic efforts and extensive relief work for Panama through his church, said Rabbi Joseph Potasnik, the executive vice president of the interdenominational rabbinic group.
“Mariano is a very religious person who is deeply committed to doing good, and is a strong supporter of Israel,” Potasnik told JTA. “We will be doing a family trip after baseball season and the Jewish holidays later in the year.”
The group is still deciding on Rivera’s exact title, as well as the time and location of the ceremony.

Mazel Tov, Montreal!


By Renee Ghert-Zand

YOUTUBE
Michael Applebaum
With his election, Michael Applebaum has become not only the first non-native French speaker in a century to hold the post. He is also the first-ever Jewish mayor of the second-largest French speaking country in the world.
“It’s definitely a proud day,” Leo Kolber, a businessman, philanthropist, former Canadian senator and lifelong Montrealer, said about Applebaum’s swearing-in ceremony on Nov. 19.
Applebaum, 49, was chosen by a two-vote margin by city councilors after he ran as an independent calling for transparency in government, following the resignation of former mayor Gérald Tremblay. Tremblay resigned earlier this month as a result of revelations made by the Charbonneau Commission exposing widespread corruption among Montreal officials, contractors and members of organized crime.
As Montreal mayor, Applebaum must step down as borough mayor of Cote des Neiges/Notre Dame de Grace, one if the city’s most heavily populated boroughs, and one with a high concentration of Jewish residents. His interim post will last only until municipal elections scheduled for November 3, 2013. Applebaum has stated that he will not seek re-election.
“I see very clearly what people are saying on the street,” Applebaum told The Montreal Gazette. “I am very much a goal-oriented person and I think we have an opportunity,” Applebaum said. “I personally have an opportunity to really make a difference.”
Critically, in a province in which language-based cultural identity permeates politics, Applebaum is bilingual, although he admits that his French is a bit rusty and that he speaks with an accent. “People may criticize me for my French. I will make errors, but I’m very proud to be able to speak and work in the French language. I’m going to do the best I can,” he said.
“What is interesting to me about this story is that Mr. Applebaum is being widely hailed as making history as the first non-francophone mayor of Montreal to hold the position in a hundred years. He also happens to be a Jew,” Rebecca Margolis,author of an award-winning book on Yiddish culture in Montreal remarked. “In Quebec’s current political climate, language trumps religion as the ultimate marker of identity.”
“The fact that Michael Applebaum is Jewish and anglophone…demonstrates the huge gap between the lovely, warm, mutually-respectful day-to-day realities of life in Montreal, and the xenophobic, divisive, demagogic religious, cultural, and linguistic bigotry of the separatist Parti Québécois,, McGill University history professor Gil Troy said in addressing the same issue in stronger terms.
Along the same lines, Kolber expressed doubts as to whether Applebaum would have won a regular election (rather than a vote among city councilors), given “the make-up of the city.”
But what matters right now, says Kolber, who has personally met the new mayor, is that “he’s a nice man and he works hard.” With Applebaum having his work cut out for him, Kolber is adopting a wait-and-see attitude. “Let’s see what happens,” he said.
For Beverly Akerman, a freelance writer and author who has lived her entire life in Montreal, transparency trumps religion. “What we need is someone who can raise the shades on the dark rooms of municipal politics, let in some light, the ultimate disinfectant,” she said. “I prefer an honest, competent mayor of any faith over a mayor whose only distinction is Judaism, any day. I’m sure most Montrealers feel the same.
Troy agrees. “As with all such milestones, I look forward to the day when we can simply welcome a Mayor Applebaum for what Montreal most needs in a mayor, an honest, efficient, effective leader, rather than focusing on where he prays, who his people are, or which of the two ‘official languages’ he speaks,” he said.

On Her Majesty’s Semitic Service


The Untold Jewish History of the James Bond Flicks

By Seth Rogovoy

It’s hard to imagine anyone less Jewish — or more goyish — than James Bond: He of the shaken-not-stirred-martinis; he who serially beds the blond, buxom “Bond girls”; he who drives the latest, fastest, gadget-equipped sports car. He may be the hero, but he’s no mensch. The United Kingdom newspaper the Daily Mirror recently called the fictional secret agent (and sometimes it’s easy to forget that Bond is an invented character, not a real person) “a British icon as enduring as the Royal Family and the Rolling Stones.”
Quantum of Prejudice: Ian Fleming might be surprised by the Jews who have made James Bond an icon.
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Quantum of Prejudice: Ian Fleming might be surprised by the Jews who have made James Bond an icon.
In fact, Bond was the literary creation of novelist Ian Fleming, a notorious right-winger who, like many Englishmen of his generation, wore his anti-Semitism on his sleeve. Fleming’s books, unlike the much more popular films they spawned, occasionally trade in vulgar and hateful Jewish stereotypes, and whenever a character does seem Jewish, he is always a villain.
Yet from its beginning a half-century ago, from the 1962 “Dr. No” up through the most recent entry in the series, “Skyfall” — the 23rd Bond film, which opens in the United States on November 9 — Jews have played an essentially creative role in the James Bond film series. “Skyfall” features a Jewish director (Sam Mendes), and an actor, Daniel Craig, who, while not Jewish himself, is well known for his portrayal of heroic Jews (including roles in “Defiance” and “Munich”) and who is married to the prominent British Jewish actress Rachel Weisz. (Besides which, my mother always said it was a dead giveaway that a celebrity is Jewish when he sports two first names, like Laurence Harvey or Jack Benny.) 
Even on a grander scale, a Jewish-inspired theme plays out in this gem business of a movie series, whose titles include “Goldfinger” and “Diamonds Are Forever.” Fleming based the title character of “Goldfinger,” who is Bond’s nemesis, on Ernö Goldfinger, the real-life Hungarian-born Modernist architect and leftist who was a neighbor of Fleming’s in Hampstead. Fleming invested his Goldfinger, renamed Auric (meaning “gold” in Latin), with an obsession with power. The movie “Goldfinger” elides the character’s Jewish origins, which in Fleming’s original are the subject of some consideration. Ironically, German actor Gert Fröbe, who portrayed Goldfinger in the film, had been a member of the Nazi Party during World War II.
Hollywood being Hollywood, a place more friendly and conducive to Jewish participation than Fleming’s universe — fictional or otherwise — there have been plenty of Jewish contributions, or contributions by people who happen to be Jewish, to the James Bond corpus:
Ken Adam, aka Sir Kenneth Adam, OBE, was the production designer on all the classic 1960s and ’70s Bond films, from “Dr. No” in 1962 to “Moonraker” in 1979. Adam was born in Berlin in 1921; his father and uncles were successful high-fashion clothiers, prominent in the city since the late 19th century. Adam and his family left for England in 1934, after Nazi harassment forced them out of business. Adam was one of only two German nationals who flew planes for the wartime Royal Air Force; had the Germans captured him, he could have been executed as a traitor rather than kept as a prisoner of war.
Irvin Kershner, whose directorial credits include “The Empire Strikes Back” and the TV movie “Raid on Entebbe” (for which he received an Emmy nomination), and who played the role of Zebedee, the father of the apostles James and John, in Martin Scorsese’s “Last Temptation of Christ,” helmed the 1983 Bond film, “Never Say Never Again,” which marked Sean Connery’s return to the title role and made Kershner the only person to direct both a “Star Wars” film and a James Bond film, two of Hollywood’s most successful franchises. (The Bond films are second only to the Harry Potter films in total revenue.)
Harry Saltzman, born Herschel Saltzman in Quebec, was the proverbial rebel who at age 15 ran away from home and joined the circus. During World War II he served with the Canadian army in France, where he met his future wife, Jacqui, a Romanian immigrant, and began his career as a talent scout. He wound up working as a producer for theater and then film in England in the mid-1950s, and afterreading Fleming’s “Goldfinger” in 1961, he optioned the film rights to the Bond stories.
Saltzman’s friend, screenwriter Wolf Mankowitz, introduced him to the American-born Albert R. Broccoli, who also wanted to make James Bond films. Together, Saltzman and Broccoli formed Eon Productions, the company that to this day — still owned by Broccoli’s heirs (Broccoli bought out Saltzman in 1975) — produces the official Bond movies. Mankowitz, a native of London’s East End, which was the heart of the Jewish community at the time, was an incredibly prolific and successful writer whose outlets included musical theater, novels and screenplays, one of which is the first draft of the first Bond film for Eon, “Dr. No.” Mankowitz allegedly asked that his name be removed from the credits, fearing that the film would be a flop and damage his reputation. Ironically, the release of security files in 2010 showed that Mankowitz was suspected by the MI5, the British security service, of being a Soviet spy.
The 1967 film version of “Casino Royale,” based on Fleming’s very first Bond novel, is one of the only ones not produced by Eon, although Mankowitz had a hand in writing the screenplay, as did fellow Jewish writers Ben Hecht, Joseph Heller and Billy Wilder (along with Terry Southern, John Huston and Val Guest). The spoof featured actors Woody Allen and Peter Sellers.
New York-born screenwriter Richard Maibaum, who already worked for Broccoli before the latter began producing the Bond series, wrote most of the classic Bond films. Maibaum began his writing career in New York as a playwright, and his work included the anti-lynching play “The Tree,” and “Birthright” — an anti-Nazi drama. Maibaum contributed to all but three of the Bond films, beginning with “Dr. No” and running through “License To Kill,” in 1989. More than anyone, perhaps even Fleming, Maibaum can be said to have created and sustained the mythical icon of Bond. Mensch or not, Bond has proved to be an enduring figure over the past 50 years, one whose image has been shaped, prodded and refined — in significant measure by Jews — far beyond anything Fleming might have imagined or, indeed, may have wanted.
Seth Rogovoy, an award-winning cultural critic, is the author of “Bob Dylan: Prophet, Mystic, Poet” (Scribner, 2009).

Bob Dylan's 10 Most Jewish Songs


'Blowin' in the Wind' Made List, But Just Barely

By Seth Rogovoy

While Bob Dylan has, throughout his life and career, engaged in all sorts of mythologizing and playful biographical falsification, it has never been in the service of denying his heritage.
This son of a middle-class appliance salesman from the Upper Midwest, who grew up with a Yiddish-speaking grandmother down the hallway in an extended Jewish family that was at the nexus of Jewish life in Hibbing, Minn. — mom was president of the local Hadassah, and dad was president of B’nai B’rith — wound up making several trips to Israel in the late-1960s and ’70s (during one visit, he even began the application process for moving his family to a kibbutz). He sent his children to the same Jewish summer camp in Wisconsin that he attended for four or five summers as a teenager.
It Takes a Lot To Laugh: Jewish ideas inform Dylan’s work.
CHRIS WOOD/EXPRESS/GETTY IMAGES
It Takes a Lot To Laugh: Jewish ideas inform Dylan’s work.
By the time he arrived in New York City’s Greenwich Village 51 years ago, he intended to make a name for himself on the folk scene — and that name was Dylan, not Zimmerman (the name is German and not Jewish, anyway, although his forebears were from Russia), and Bob fashioned himself a latter-day Woody Guthrie (as it turns out, Guthrie himself had a whole secret Jewish side to his work, born of his close relationship with his mother-in-law, Yiddish poet Aliza Greenblatt).
So while Dylan didn’t exactly grow up to be Shlomo Carlebach, the happy, guitar-strumming Hasid, he never strayed too far from his roots, nor did he deny them. One of his earliest original numbers, in fact, was a parody of “Hava Nagilah,” then and now (thank you, Olympic gymnast Aly Raisman) probably the best-known Jewish song in the world. Throughout his career, his songs have been peppered with biblical allusions and paraphrases and informed by Jewish themes and concepts. How much of this is the result of a conscious effort on Dylan’s part to address these issues, and how much is simply the result of magpie tendencies that see him draw variously from Shakespeare, French symbolism, movie dialogue, blues clichés and even obscure Japanese yakuza novels? Well, only Dylan can answer that — and even then, probably not.
Still, based on the evidence of the songs themselves, Dylan was actually paying attention in the Hebrew classes leading up to his bar mitzvah, and also in his adult life, which has at times reportedly included private studies with various rabbis, often from the Chabad movement. A cursory review of songs from the past 50 years turns up many tunes that are inflected with varying degrees of Yiddishkeit.
  1. “Talkin’ Hava Nagilah Blues” Fresh off the boat (okay, the car) from Minnesota, the 20-year-old Dylan made this novelty in which he struggles to pronounce the words before letting loose with a yodel, a staple of his Greenwich Village folk-club gigs.
  2. “With God on Our Side” Years before “Schindler’s List,” Dylan takes to task “the Germans” for having “murdered 6 million… in the ovens they fried” in this 1963 protest song.
  3. “New Morning” Nu, morning?
  4. “All Along the Watchtower” The 1967 song, which continues to be a cornerstone of Dylan’s live performances to this day, may be best known in its Jimi Hendrix version, but its narrative and imagery are basically a rearrangement of material cribbed from Isaiah 21.
  5. “Forever Young” Dylan poetically rewrites a father’s blessing over his children at the Sabbath table, invoking the story of Jacob (“May you build a ladder to the stars /And climb on every rung”) to connect it to his own youngest son, who would grow up to be a rock star, outselling even his father.
  6. “Highway 61 Revisited” A midrashic retelling of the sacrifice of Isaac (“Oh, God said to Abraham, ‘Kill me a son!’ / Abe says, ‘Man, you must be puttin’ me on”) by the son of Abe Zimmerman, who was born just a few miles from U.S. Highway 61.
  7. “Gotta Serve Somebody” The Grammy Award-winning centerpiece of, and hit single from, his first so-called born again album could easily be seen as a tribute to Jewish mothers everywhere. (It also alludes to Joshua 24:14-15.)
  8. “Neighborhood Bully” Dylan warms the cockles of the most rabid, right-wing Zionist, positing Jewish history and the State of Israel like some rock ’n’ roll Vladimir Jabotinsky.
  9. “Everything Is Broken” Swamp-rock meets Lurianic Kabbalah.
  10. “Blowin’ in the Wind” Perhaps his best-known anthem, the song that made him a household name, it is a litany of unanswered, unanswerable questions. What could be more Jewish?
Seth Rogovoy is the author of “Bob Dylan: Prophet, Mystic, Poet” (Scribner, 2009).

A Brazilian Bar Mitzvah Video Goes Viral


By Andrea Palatnik

Forget about the religious ceremony: A bar or bat mitzvah is an opportunity for the family to show off its riches, with lavish parties in fancy hotels and enough food to feed a small town. Right?
Well, at least that’s how I remember it, growing up in Rio in the 1990’s.
Every weekend there would be two or three bar mitzvahs, and parents who knew each other too well in such a small community (composed of mostly Ashkenazi Reform Jews) would ostentatiously compete to see who could serve the most expensive champagne; who could hire the most popular band; who could book the swankiest venue.
Then, in those years before the mass adoption of digital photography and video, bar and bat mitzvah parties began to feature a usually embarrassing tradition (for the boy or girl): A “surprise” slideshow for all guests to see, right before dinner was served, featuring embarrassing childhood pictures. There would be those classic shots of you as a naked baby trying to lick your own feet and of you as a toddler during a potty training session; or a photo of your mom with a weird hairdo from the 80’s holding you as you blow the candles on your first birthday cake. But that was about it, and everybody marveled at the time at the corny PowerPoint effects.
Being far from bar and bat mitzvah parties (and from Rio for that matter) for a while, I was surprised last week when my Facebook timeline got crammed with multiple posts linking to a video from Brazil named “Nissim Ourfali’s Bar Mitzvah.” Who was this kid and why was there a video — of his bar mitzvah, I presumed — trending like crazy on social media?
Well, it turns out that the slideshow tradition in bar and bat mitzvahs has evolved to the point where families now hire a video production company to put together a short “video clip” of the kid, lip synching to some teen pop hit parody in which he talks about his life.
And that’s what Nissim Ourfali, an upper middle class Sephardic boy from Sao Paulo, does in his video — which is almost up to three million hits on YouTube.
Visibly shy, Nissim appears in the three minute video singing a parody version of “What makes you beautiful,” by British boy band One Direction, gesticulating with his skinny arms and hands and dancing. “Eu sou o Nissim Ourfali” (“I am Nissim Ourfali”) replaced the chorus (“what makes you beautiful”) and is repeated a dozen times during the song. Behind him flows a sequence of photomontages of him, his parents and siblings and photos of the family’s trips around the world.

One Direction, “What Makes You Beautiful”




The video has been mocked in every possible way, while dozens of covers, memes and animated gifs have been created and spread across the web. There’s even a Tumblr where people can upload their own version of the most infamous moment of the video, when Nissim sings “The best part is when we go to the whale” — meaning the Whale Beach (Praia da Baleia), in Sao Paulo’s northern coast — and a surreal montage of the boy on top of a killer whale appears.
Noemy Lobel, the video producer hired by Nissim’s parents, told a Brazilian newspaper that the family is “in shock” over the video’s reception, and decided to take down the original YouTube video. Nissim, however, is not suffering any kind of bullying at school — his friends “loved” the video, said Lobel.

17.2.13

Lou Reed's Return to Dark Roots


'Lou-Tallica' Collaboration Rebounds From Bad Press

Rock Star: Reed’s album ‘Lulu’ was hated by critics, but it’s better in person.
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Rock Star: Reed’s album ‘Lulu’ was hated by critics, but it’s better in person.

By A.J. Goldmann




“Lulu,” the unlikely collaboration between Lou Reed and Metallica, rapidly went from being one of the year’s most anticipated releases to being the most reviled album of 2011. USA Today called it “arty sludge” and gave it one star. Writing in Grantland, Chuck Klosterman lambasted it as “a successful simulation of how it feels to develop schizophrenia while suffering from a migraine, although slightly less melodic.” Gothamist reported that Reed had even received death threats from “betrayed” Metallica fans.
Apparently, Reed has gotten over the bad press. This summer, he is performing songs from “Lulu” across Europe. In late June, Reed brought the career-spanning tour “From VU to Lulu” to Berlin, the European city most closely associated with his music. Thousands braved the bitter wind and rain to see the founder of The Velvet Underground perform on the open-air stage of the medieval fortress in Spandau, one of the city’s 12 boroughs. Supported by an excellent band and by singer-songwriter Allison Weiss on back-up vocals, Reed put on a slick and tightly engineered show that, without intermission, clocked in at slightly less than two hours.
What wasn’t apparent to most reviewers of the album but is clear from performances is that despite the novelty of “Loutallica” — the inevitable moniker for the collaboration — the songs that Reed wrote for “Lulu” signal a return to his signature dark rock ’n’ roll idiom. In both a literal and an artistic sense, “Lulu” also marks the singer’s return to Berlin, a city that has influenced Reed for the past four decades.
In the early 1970s, Reed spent time in West Berlin hanging with other foreign transplants, like Iggy Pop and David Bowie. His solo album “Berlin,” released in 1973, was a depressing hymn to a city that has influenced musicians, from Kurt Weill to Nick Cave. The record follows a destructive relationship in the divided capital and includes themes of drugs, domestic violence and suicide. On the album’s most disturbing track, “The Kids,” Reed sings about a negligent mother who loses custody of her children after her daughter dies. The song is notable for the shrieking kids in the background. Direct on the heels of his hit 1972 record “Transformer,” Reed shocked critics and listeners alike with a collection of ballads wry and cynical enough to be a Weill/Brecht collaboration.
Though recognized today as one of Reed’s finest solo albums, “Berlin” was panned at the time of its release. Rolling Stone was unequivocal when it called Berlin a “disaster.” It didn’t help that Reed’s fans were expecting another glam smash after “Transformer” and not a heavily orchestrated rock opera with lots of nasty.
In Reed’s oeuvre, “Berlin” is the work that most anticipates “Lulu,” thematically if not musically. Reed wrote the songs featured on the new album for a Berlin production of fin-de-siècle German playwright Frank Wedekind’s two plays “Erdgeist” (“Earth Spirit,” 1895) and “Die Büchse der Pandora” (“Pandora’s Box,” 1904), known together as the “Lulu” plays. Directed by legendary avant-garde American playwright Robert Wilson, the production opened in spring 2011 at the Berliner Ensemble, where it is currently in repertory. Lulu, the plays’ heroine, is equal parts minx and naïf, femme fatale and victim. In the course of the plays, she kills three husbands before winding up in London as a prostitute trailed by a desperate lesbian lover. Her last client is Jack the Ripper. It’s wild stuff.
Reed is no stranger to themes of twisted sexuality, and, like Wedekind, he is able to raise perversity to the level of art. Since the beginning of his career with The Velvet Underground, in the 1960s, he has broken all the rules of rock ’n’ roll with his unsparingly graphic depictions of sex and addiction — a tendency explained by author Steven Lee Berger as a rebellion against his middle-class Jewish upbringing. He wrote songs like “Venus in Furs” (inspired by Leopold von Sacher-Masoch’s kinky novella), “Some Kinda Love” (“Like a dirty French novel / combines the absurd with the vulgar”) and “Walk on the Wild Side,” which dwelt on drug use, male prostitution and oral sex.


With his songs for “Lulu,” Reed seems to be picking up where he left off almost 40 years ago. His lyrics are notably crass, and largely unprintable in this publication. “I wish there was a strap of blood / That you could kiss away / Tie me with a scarf and jewels / Put a bloody gag to my teeth,” Reed bellows in one of the tamer verses of the song “Mistress Dread.”
At the open-air stage in Spandau, the audience howled along to Reed standards, including “Heroin,” “Sweet Jane” and “Satellite of Love,” but the “Lulu” songs were also received enthusiastically. Hearing them alongside Reed’s earlier material, and minus Metallica, the “Lulu” selections were convincingly of a piece with the musician’s body of work. Reed made a compelling argument for this continuity by playing the final tracks of “Berlin” and “Lulu” back to back. “Sad Song,” a mockingly upbeat anthem from the earlier album, inhabits a different melodic universe than “Junior Dad,” a 10-minute-long, spoken-word poem with minimal instrumental support. But they are bound together by a spirit of tender pessimism and by verbal repetition that points to a bitter, sarcastic nostalgia. The songs on “Lulu” are difficult listening — largely unmelodic, with wrenchingly vulgar lyrics — but then again, Reed has always been an iconoclast who revolts against the expectations of his listeners.
Watching Reed perform, I wondered about his impressions of this contemporary city, a place so different from the divided capital he knew nearly four decades ago. I’m curious because I sense that Reed feels an affinity with the old Berlin and a kinship with the artists incubated in a city whose reputation for creative experimentation and excellence continues to this day. Stefan Zweig, the Jewish author from Austria, once described the world from which “Lulu” emerged as a “sticky, perfumed, sultry, unhealthy atmosphere.” Present-day Berlin is less contaminated than it was during the epoch that Zweig wrote about, but it still has a unique mixture of edginess, sophistication and daring. I imagine that’s what attracted Reed to this city 40 years ago — and what brings him back today.

A.J. Goldmann writes about art and culture from Berlin. He is a regular contributor to the Forward.

World's Strongest Girl Lifts Twice Weight


Naomi Kutin Is 10, Weighs 99 Pounds, Lifts Amazing 215

By Naomi Zeveloff

The strongest girl in the world is an Orthodox Jewish 10-year-old from Fair Lawn, N.J.
Naomi Kutin, a soon-to-be sixth-grader at the Yeshivat Noam day school in Paramus, can lift more than twice her own 99 pounds. In January she set a world record for women in her weight class (then 97 pounds), beating competitors decades older than her to squat 214.9 pounds at a meet in Corpus Christi, Texas. On the first Sunday in July, she established two regional records for her age group, with a 199.5-pound squat and a 209.4-pound deadlift.
But ask Naomi about her powerlifting prowess — unusual for a 10-year-old and virtually unheard of for an Orthodox girl — and she’ll just say this: “It’s kind of weird being stronger than an adult.”
Naomi, who is 4 feet 9 inches tall with a sturdy figure and a sandy blond pageboy haircut, practices lifting in the basement of her family’s two-story home, where a handwritten “No Fear” sign hangs next to a white porcelain mezuza. A recent practice session there provided a tableau of a Sunday afternoon in the life of an observant Jewish family surely like no other:
Naomi’s father, Ed Kutin, wearing a yarmulke and a gray shirt with a picture of an eagle grasping a barbell, prepared Naomi for a squat, rubbing a cylinder of white chalk across her back. She dipped her hands into a cardboard box of loose chalk powder.
“The chalk is getting into my nose!” she squealed. “Well, you’re not lifting with your nose,” said her mother, Neshama Kutin, crouched in a long jeans skirt in the corner of the room to spot the lift.
Naomi then steadied herself in a wide leg stance in front of the barbell, propped at chest-height on a metal stand. Her father loaded several discs onto the 45-pound bar — a total of 205 pounds. Naomi gripped the bar, glancing back and forth between her hands and making “shush” noises to focus. She rolled her head under the bar, placing it on top of her upper back. Face red, eyes bulging to the ceiling, she lifted the bar from its stand and then lowered herself onto her haunches.
“Take it low. Come on, Supergirl,” her mother said. “You can do this. No fear.”
Naomi first started lifting two years ago. Her father introduced her to it after watching her outshine the boys in her karate class. Ed Kutin bears the formidable mustache of a circus strongman. He became acquainted with the sport in the campus gym of the Massachusetts Institute of Technology, where he went to college. He now holds several national records in the deadlift, a maneuver that entails hoisting a weighted bar off the ground with both hands. Powerlifting — a derivative form of Olympic weightlifting — has three movements: the deadlift, the squat and the bench press.
Ed and Neshama Kutin proceeded with caution as they trained Naomi, researching the health effects of child weightlifting. But Ed Kutin said he found that the typical warnings — stunted growth or injuries — were nothing but “old wives’ tales.” Even so, Naomi started slowly, using a 14-pound bar instead of the typical 45-pound one. Soon it became apparent that she excelled at squatting, which is a pose in which the athlete crouches and then stands up, grasping a barbell across her upper back. The Kutin family competes “raw” — that is, without supportive clothes.
When Naomi was 8 years old, her parents brought her to her first meet, in Clearfield, Pa. She lifted 148 pounds, setting her first national record. Today, her purple-painted bedroom is dotted with medals; a shelf of trophies overflows onto a pile of stuffed animals.
The Kutins are Modern Orthodox Jews — he became religious as an adult, while she converted from Christianity. They refrain from competing or practicing on the Sabbath. First, there is the problem of driving to a meet. But even if the Kutins found a competition close enough to walk to, they still might encounter halachic quandaries. At powerlifting events, for instance, judges gauge the quality of each lift by blinking a white or red light to indicate that the maneuver either passed technical muster or didn’t. If a person judging a Saturday meet happens to be Jewish, then the Kutins would be violating Halacha by asking him or her to blink lights on the Sabbath on their behalf.
Another problem has to do with the physical act of weightlifting. The Torah prohibits carrying objects on the Sabbath to a public area from a private home. Technically, Ed Kutin said, the family could still lift weights in their basement gym. But this would interfere with the restful spirit of the Sabbath. “We try to avoid it,” he said.
At most two-day powerlifting meets, women and adolescents compete on Saturdays and men compete on Sundays. Because the Kutins won’t participate on the Sabbath, Naomi must lift at the Sunday meets, which are typically filled with muscle-bound, tattooed men. But she isn’t intimidated. “They are an unusual look for us,” Neshama Kutin said. “It’s not like you go to synagogue and see that.”
At Yeshivat Noam, Naomi, like all the girls there, wears a long, dark skirt that covers her knees, as well as shirts with sleeves that extend to just above her elbows. Naomi’s powerlifting outfit — typically a spandex onesie with a white T-shirt underneath — is a very different look. When she’s at home practicing, she augments the outfit with a 10-year-old’s flair: turquoise striped knee socks and candy-red ankle boots.
According to Neshama, Naomi’s teachers have cheered on her powerlifting, placing a newspaper clipping of one of her record-setting competitions in the hallway trophy case and playing video recordings of her competitions in school for the girls’ classes. Linda Stock, the assistant principal at Yeshivat Noam’s elementary school, said that Naomi’s athleticism has earned her the admiration of her peers. The powerlifting apparel, she added, does not clash with the school’s modesty standards.
“I don’t think it plays into anything,” she said. “We have plenty of kids who wear pants outside of school, or sleeveless shirts. When they come in, they are dressed appropriately.”
Though Naomi might be the only young Modern Orthodox female powerlifter, she is certainly not the only Jew involved in the sport. Scot Mendelson, who grew up in Brooklyn and lives in Glen Valley, Calif., holds several world records for bench pressing. In one competition, he lifted 1,030 pounds. Mendelson is the grandson of Morris Reif, the Jewish boxer known as the “Bronxville Bomber,” according to a 2005 article in the Jewish Journal.
Doug Heifetz, a rabbi at Oseh Shalom, a Reconstructionist synagogue in Laurel, Md., is another prizewinning powerlifter. He has broken local records in deadlifting, and he said his hobby makes him more approachable to congregants.
“I think our tradition calls us to balance and to wholeness, and the body is part of that,” Heifetz said. “There are a lot of references to strength and body movements as part of our spirituality.”
Powerlifting has caused Naomi to compromise one aspect of her Jewish life: summer camp. While the rest of her classmates went to sleep-away camps in the Poconos and upstate New York, Naomi chose to attend a day camp in Monsey, N.Y., so that she could compete during the summer.
Like every 10-year-old, Naomi can use some encouragement now and then. Next to the “No Fear” sign in the family gym, she has hung a list of rewards for her powerlifting goals: a cup of pudding, a bubble bath, ice cream and a visit to the aquarium store. She’s motivated, too, by a little healthy competition. Last November, the family — Naomi has a younger brother and an older sister at home — tried to best each other in a bench pressing competition.
Naturally, Naomi came in first.

Contact Naomi Zeveloff at Zeveloff@forward.com or on Twitter @NaomiZeveloff