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25.5.12

Tapping Into Our Fruitfullness

My husband, Rav Berg, once told me a story about two great friends. There was a man who was sentenced to death. Before he was taken away, the condemned man begged the king, “Please allow me three days’ time to put my affairs in order and to make sure that my family is taken care of.”
“How will I know that you will come back?” asked the king. Almost immediately, the condemned man’s best friend raised his hand and said, “I will take his place. If he doesn’t come back, you can hang me instead.”
Three days passed, and the condemned man had not returned. When it came time for the hanging, the king’s guards turned to the man who had offered himself as a substitute and said, “You will have to take his place.”
Just before the noose was slipped over the man’s head, a voice suddenly rang out in the distance. “I’m here! I’m here! Stop! Stop!” The condemned man ran forward from the crowd to take his rightful place on the gallows.

At this point, however, the friend had already made up his mind to die in the first man’s stead. “You were late,” he said. “So maybe this was meant to be my destiny. You have a family who needs you. I’m alone, already here and ready to go.”

The two friends argued back and forth, each one choosing to die for the other. Seeing this, the king declared a stop to the hanging, saying, “My sentence was meant for one man, but I see that if I were to kill one of you it would be as though I were killing two people. Both of you can go free.”
The point of the story? Because each friend was willing to face death for the other, the judgment was removed from both.

Now obviously most of us, thank God, will never be in such an extreme situation. Still, there is a message here about the unlimited power of unconditional love. This week’s portion, Bamidbar, allows us the ability to go against our doubts and to understand that our spiritual growth is not determined by how much we learn or even by how much we pray; it’s determined by how much we’re prepared to extend ourselves for others.
You know the word “Kabbalah” actually means “to receive.” In our lives, we have little problem with receiving. The problem lies with what happens on the other side. Often times, the people that are – or appear to be – the most successful are also the unhappiest because they haven’t found the balance between what they have and what they can share and do for this world. This week, may each and every one of us have the ability to tap into our fruitfulness – whether it be time, money, or talent – and find ways to share it with the world.

A ARTE DE COMPARTILHAR

Os kabalistas ensinam que para nos conectarmos com a Luz do Criador precisamos ser como o Criador. Semelhante atrai semelhante. Como o Criador dá amor e compartilha incondicionalmente, tornar-se um ser de amor e de compartilhar é uma ferramenta para nos conectarmos com Ele.

Mas o que significa exatamente tornar-se um ser de amor e de compartilhar?

Muitas pessoas acham que um simples ato de dar é suficiente, mas este não é o caso. Compartilhar espiritualmente significa que abrimos mão de alguma coisa. É daí que vem a expressão “Compartilhe até doer”. Compartilhar também envolve se importar tão profundamente com o outro, que não achamos que merecemos nada em troca.

Em outras palavras, para realmente compartilhar como a Luz, tem que ser incondicionalmente, sem qualquer interesse próprio.

Gostaria de compartilhar com vocês a história de Rav Aharon de Carlin, que, um dia, sentiu o aroma do Jardim do Éden ao passar por uma casa. O aroma era tão forte, que ele sentiu que devia entrar na casa e encontrar de onde vinha aquele perfume incrível. Seu olfato o conduziu diretamente a um quarto, onde viu uma roupa de palhaço. Ele perguntou ao dono da casa sobre a roupa e o homem lhe contou a seguinte história:

“Muitas vezes, eu tento arrecadar dinheiro para os necessitados. Uma pessoa pobre pode vir até mim e eu vou sair pela cidade tentando juntar o que conseguir para ela. Certa noite, um homem veio pedir por dinheiro, e como de costume fui buscá-lo; mas por algum motivo, nessa noite em particular, ninguém queria me dar nem um centavo! Depois que voltei para casa, outra pessoa veio e implorou para que eu saísse e pedisse dinheiro para ela também; então voltei para a rua e novamente fracassei. Mais tarde ainda, outra pessoa veio pedir ajuda, e pelo menos dessa vez, consegui obter a quantia que o homem havia pedido. Dei o dinheiro a ele e desabei na cama, exausto e pronto para dormir.

“De repente, escutei uma batida na porta. Era um homem extremamente pobre. Eu queria ajudá-lo, mas estava tão cansado, e já tinha pedido dinheiro para todas as pessoas que conhecia. Ele implorou, até que finalmente tive uma ideia. Havia um homem rico na cidade que odiava fazer caridade, mas talvez a Luz o fizesse dar alguma coisa ao menos desta vez.

“Fui procurar o homem rico e o encontrei em uma taberna, bêbado. Quando lhe contei o que estava acontecendo, ele me lembrou que nunca fazia caridade. Mas então disse: ‘Como agora estou de bom humor, se você fizer uma coisa por mim, vou fazer uma exceção só desta vez. Tudo o que quero é que você vista esta roupa de palhaço e ande pela cidade! ’ O homem rico gargalhou alto, porque achou que ninguém faria uma coisa dessas, pois seria motivo de chacotas e risos .

“Mas pensei comigo mesmo: ‘Se eu não fizer isso, haverá um homem pobre que ficará sem nada’. Então peguei a roupa de palhaço e a vesti. Claro, riram de mim, cuspiram na minha cara e fui ridicularizado. Mas graças a Deus consegui o dinheiro para o homem que estava necessitado”.

Ao escutar essa história, Rav Aharon disse ao dono da casa: “Se você for enterrado com essa roupa de palhaço, sua alma vai direto para o Céu”.

O ensinamento aqui é que a bênção não chegou para o homem somente porque ele compartilhou. Foi a distância que ele se dispôs a percorrer para compartilhar! Ele foi muito além da sua zona de conforto, porque se importava profundamente –com um completo estranho.

Tente compartilhar até doer esta semana. Não temos que chegar ao nível do homem da história, ao ponto de cuspirem e rirem de nós, mas devemos ao menos querer alcançar esse nível.

O desejo intenso de compartilhar é o que realmente nos conecta com a Luz.

Tudo de bom,
Yehuda

NADA É NOSSO

O fundador do Kabbalah Centre, Rav Ashlag, explica em sua introdução às Dez Emanações Luminosas: “Nada nesse mundo é realmente nosso. Mesmo que trabalhemos por alguma coisa, na verdade, o que recebemos como resultado não constitui uma posse... Deveríamos ver tudo neste mundo como se tivesse vindo do céu”.

Trata-se de um conceito poderoso, concorda? Nada do que recebemos neste mundo, nada com que nascemos, aliás, nos pertence. Somos meros recebedores de tudo com o que somos abençoados, e é nossa tarefa mudar, passando de copo a canudo – compartilhando todas essas bênçãos – nosso dinheiro, tempo, amor, amizade, talento – da melhor forma possível.
Quando começamos a acreditar que somos a fonte das bênçãos que existem em nossas vidas e que merecemos ou criamos tudo o que temos sozinhos, na essência, estamos dizendo que não precisamos do Criador. E com essa consciência, nos desconectamos da Luz. A Luz só entra onde existe um verdadeiro desejo por ela.

Como alunos de Kabbalah, logo aprendemos em nossos estudos que a forma de receber mais Luz é compartilhar a Luz que temos. Viver essa sabedoria de verdade significa que começamos a nos encarar como administradores das nossas bênçãos em vez de proprietários. Então, podemos nos tornar um canal para a Luz do Criador!

Trata-se de uma transformação bastante dramática em nossa consciência e não é fácil realizá-la; mas os resultados do esforço valem a pena.

Nunca somos os proprietários, mas simplesmente os administradores.

Tudo de bom,
Yehuda

Batalha em Mente

As maiores batalhas da história da humanidade são travadas na mente. As forças negativas têm como alvo nossas mentes, pois é onde somos mais vulneráveis. São nossos pensamentos que nos motivam a chegar ao posto de comando. Se perdermos o controle do posto de comando, perderemos a guerra.

Quando aprendemos a distinguir quais pensamentos vêm da Luz e quais têm origem na escuridão, podemos recuperar o controle sobre nossas vidas.

P.S. Aqui vai uma dica para saber distinguir os pensamentos que vêm da Luz dos provenientes da escuridão.Qualquer pensamento alto, absolutamente claro, nos instigando a reagir a uma situação, certamente toca a música do caos. Um pensamento quase inaudível, uma vozinha bem fraca emanando dos recessos de nossa mente subconsciente é a canção da Luz.

ALEGRIA DURADOURA

O que torna uma pessoa feliz?

A maioria de nós acha que aqueles que conseguem obter o que querem da vida são felizes – e a partir dessa crença, concluímos que as pessoas com poder, dinheiro ou influência devem viver uma vida maravilhosa! No entanto, se olharmos mais de perto, poderemos constatar que geralmente as pessoas mais ricas podem estar perdidas, amarguradas e insatisfeitas.

Esta é uma indicação de como nossa perspectiva sobre a felicidade é realmente superficial. Só porque uma pessoa possui muitos bens físicos, isso não significa que ela tenha felicidade permanente.

Se você pensar sobre isso, torna-se claro que quase todos os prazeres neste mundo físico são temporários.

Enquanto dinheiro pode nos comprar uma casa, é o amor que uma família compartilha que transforma essa casa em lar. É compartilhar nosso tempo e nosso carinho, e não nosso dinheiro, que cria amizades duradouras ao invés de amizades superficiais. Por que isso? Porque quando compartilhamos e colocamos nossa energia em algo, nos comportamos como a Luz, e dessa forma podemos nos conectar com a Luz. Existe uma lei espiritual que explica que a Luz só pode entrar aonde existe similaridade de forma. Nenhuma roupa de grife pode despertar em nós o senso de autoestima – que podemos atingir ao estarmos presentes para alguém que precise de nós.

Comece a mudar o foco do seu desejo das coisas que tenham natureza física para coisas de natureza espiritual.

O mundo físico sempre fornecerá plenitude de curta duração; mas é quando agimos mais como o Criador que encontramos a felicidade duradoura que realmente desejamos.

Tudo de bom,
Yehuda

CRIANDO AMIZADES VERDADEIRAS

Existe uma história famosa sobre um aluno que perguntou a um grande kabalista se ele poderia ensinar todos os ensinamentos da Bíblia enquanto permanecia sobre um pé só. Ele respondeu que certamente poderia fazê-lo, e então disse as seguintes palavras: “Ama teu próximo como a ti mesmo. O resto é comentário”.

O amor não acontece de forma fácil – nem mesmo entre amigos ou dentro de uma família unida. Se nossos irmãos e irmãs ou nossos pais não fossem nossos familiares, será que ainda assim os amaríamos? Muitas pessoas, se fossem responderde forma honesta, teriam que dizer “não”.

Não existe dúvida: amar é um trabalho árduo, especialmente amar aqueles mais próximos de nós.

Lembro-me de uma pessoa que uma vez comentou com meu pai, o Rav, que as pessoas têm sorte se no curso de uma vida inteira conseguirem ter cinco amigos verdadeiros a quem amem de verdade. O Rav respondeu: “Não, você está errado. As pessoas têm sorte se conseguirem ter pelo menos um amigo verdadeiro”.

Um amigo verdadeiro que amemos de verdade é mais do que alguém que vai conosco ao cinema ou a um jogo de futebol. É uma proximidade que está além de apenas se sentir confortável com aquela pessoa. É alguém com quem sempre nos mantemos conectados.

A amizade afetuosa é muito rara, mas também é algo que devemos lutar para conseguir obter. Não por ser divertida ou interessante, mas porque amizade verdadeira é uma necessidade básica. Precisamos atingir um nível de proximidade com os outros onde removamos os espaços; onde o“você” e o“eu” deixem de ser dois e comecem a se fundir em um ente chamado “nós”.

Tente remover a separação entre você e aqueles que se encontram próximos. Ame-os como você gostaria que eles o amassem!Isso terá um significado diferente para cada um de nós. Talvez seja arranjar mais tempo para passar com aqueles que amamos ou talvez seja relevar os defeitos de um amigo ou familiar para enxergar sua bondade interior. Qualquer que seja o caso, isso significará compartilhar com eles, mesmo quando for desconfortável e, amá-los sem quaisquer condições ou interesses.

O verdadeiro teste de amizade não é o quanto você ama uma pessoa quando ela dá o seu melhor, mas o quanto você ama uma pessoa quando ela mostra o seu pior lado.

Você pode ter reparado que recentemente twittei que a amizade é tão importante para mim quanto a espiritualidade.

Mas a verdade é: Amizade é espiritualidade.

Tudo de bom,
Yehuda 

SEJA GRATO

Em 1970, em uma das minhas canções prediletas, Janis Joplin escreveu de forma poética: “Don’t it always seem to go that you don’t know what you’ve got till it’s gone?”, em português: “Não parece que sempre se vai, aquilo que você não sabe que tem, até que já tenha ido?”

E ela está certa. É triste perceber que, às vezes, somente quando as pessoas saem de nossas vidas é que as enxergamos como realmente eram e o que tinham para nos oferecer. Isso é verdadeiro não só para pessoas, como também para muitas outras coisas.

Quantos de nós rezamos para ter saúde apenas quando ela está prejudicada ou para ter sustento financeiro somente quando há pouco dinheiro em nossas contas bancárias? Muitas vezes, acontece de começarmos a apreciar as coisas ou pessoas que temos em nossas vidas, somente quando as estamos perdendo.

Apreciação pode ser uma ferramenta poderosa para manter tanto nossas bênçãos, quanto uma forte conexão com a Luz.

Houve um tempo em que havia muitos tzadikim (pessoas justas) no mundo, mas poucos lhes davam atenção. Quando o grande kabalista do século XVI, Rav Isaac Luria (o Ari) era vivo, nem todas as pessoas da cidade de Safed iam ouvi-lo falar. Mas, quando ele deixou este mundo, todos pensaram: “Ele viveu bem aqui, entre nós, na nossa cidade, e nem mesmo aproveitamos a oportunidade de nos conectarmos com ele!”. Assim como o Ari, o mestre do meu pai, Rav Brandwein e seu mestre, Rav Ashlag, não tinham muitos discípulos. Hoje, graças ao trabalho dos meus pais, Rav e Karen Berg, de tornar esse conhecimento disponível para as massas, esses mesmos mestres têm muito mais alunos agora do que tinham quando estavam vivos! Muitas pessoas daquela geração disseram que se tivessem ao menos se dado conta de como esses mestres eram grandes quando vivos, elas teriam estudado com eles.

Quando apreciamos, podemos vivenciar a bênção. Quanto mais somos gratos por algo, maior é o nosso potencial de nos sentirmos plenos com aquilo. Plenitude é apreciação verdadeira e profunda.

Os kabalistas têm uma oração chamada Modeh Ani, que recitamos toda manhã, assim que abrimos nossos olhos. Traduzindo, as palavras modeh ani significam: “Eu agradeço.” Devemos procurar despertar apreciação por todo o ar que respiramos, por estarmos aqui para viver, amar e aprender por mais um dia.

Seja grato.

É muito mais fácil nos concentrarmos no que não temos, do que sermos gratos por todas as bênçãos que possuímos. Nesta semana, existe uma energia disponível no cosmo que nos permitirá ir contra a nossa natureza e escolher enxergar as bênçãos, para que possamos permanecer conectados com tudo o que há de bom em nossas vidas.

Tudo de bom,
Yehuda

TESOURO ENTERRADO

Existe uma história sobre um homem pobre chamado José que vivia há muito tempo atrás em Jerusalém. Ele precisava desesperadamente encontrar trabalho para sustentar sua família. Uma noite, José teve um sonho sobre um tesouro enterrado debaixo do palácio na cidade de Vilna, na Lituânia. Embora Vilna fosse situadaao norte da Europa, a milhares de milhas de Jerusalém, José resolveu ir até lá para encontrar o tesouro.

A viagem levou quatromeses. Quando José chegou ao palácio, foi imediatamente confrontado pelos guardas do rei. José ficou tentado a mentir sobre o motivo de sua longa viagem, mas decidiu que dizer a verdade era o melhor caminho, já que não havia feito nada de errado.

Assim, José contou seu sonho ao capitão. Ao ouvir José, o capitão começou a rir. “Se eu desse ouvidos a todos os meus sonhos, estaria em Jerusalém nesse instante. Sabe, essa noite mesmo eu tive um sonho sobre um homem que possui um tesouro enterrado em baixo de sua casa!” Pela descrição que o capitão fez da casa, José se deu conta de que ele era o homem e que o tesouro estava em baixo da sua própria casa.

Nesse momento, José entendeu o motivo real da sua viagem: aprender aonde se encontrava o tesouro no final das contas.

O ensinamento nessa conhecida história é que o tesouro que procuramos está bem ali, no nosso próprio quintal. Mas para mim, existe um ensinamento ainda mais profundo no entendimento de que “ir para uma conexão” nunca é o objetivo final, mas sim o meio para alcançar um objetivo final. Não teremos completado o trabalho só por ter feito a viagem. É o que acontece depois que constitui a chave. Como José na história, precisamos retornar para as nossas vidas, para as nossas casas, e realizar ações com a Luz que recebemos.

Não se trata apenas de se conectar com a Luz, mas sim o que fazemos com ela que permitirá que encontremos os tesouros infinitos que todos nós estamos designados a receber.

Tudo de bom,
Yehuda

Não convencionais

A missão de encontrar e perder nosso ego nos empurrará em direção à grandeza. É um dos riscos mais ousados que podemos tomar. É isso que nos tira de nossa zona de conforto para que possamos realmente fazer uma diferença no mundo. Quando ultrapassamos nosso ego – especialmente nosso medo de desaprovação – temos condições de ver soluções verdadeiras, porque repentinamente nos abrimos para enxergar o que desconhecemos. Isso nos dá o poder de fazer perguntas e de não aceitar as coisas como elas parecem.

É claro que pode ser humilhante assumir uma posição e nem todos concordarem com nossa visão. Mas a humilhação é na verdade um dos caminhos mais curtos para atingirmos o ego. O desejo de ser elogiado e reconhecido é um cartaz sinalizando que o ego está firme e forte. Mas se um número suficiente de pessoas começar a ver plenamente o próprio ego em ação e dissolvê-lo, podemos atingir uma massa critica, e o mundo poderá mudar.

Vamos todos cavar mais fundo para encontrar respostas “não convencionais” que podem nos levar a um futuro mais luminoso.

Espiritualidade é compromisso

Às vezes a coisa mais proativa que podemos fazer em um conflito é sair dele. Todos nós passamos por aquelas situações onde as coisas vão esquentando muito e a outra pessoa já perdeu ou está a ponto de perder o controle. Pode ser muito destrutivo alimentar esse fogo. Muitas vezes é útil dar um tempo, deixar a pessoa se acalmar e voltar depois que ela recuperar a perspectiva das coisas.

Contudo, tenha claro em sua mente: espiritualidade é compromisso. Muito embora tenhamos nos retirado da situação, não queremos tirar essa pessoa de nossa mente ou de nosso coração. Ainda que ela tenha algumas questões com as quais precise trabalhar, essa pessoa está em nosso filme e, portanto, há um motivo – e uma oportunidade de fazermos uma correção.

NADA É POR ACASO

Os kabalistas ensinam que nada é por acaso. Podemos não enxergar isso por causa da nossa perspectiva limitada, mas podem ter certeza: para tudo existe uma razão.

Recentemente estive em Honduras e me encontrei com três pessoas: o ex-presidente de Honduras - Manuel Zelaya, o Presidente atual de Honduras - Porfirio Lobo e o General Romeo Vasquez Velasquez. Foi interessante estar na mesma sala com três homens que claramente partilham um pedaço do destino daquele país.

Lembrei que existe uma história sobre o grande Rabi Israel ben Eliezer, também conhecido como o Baal ShemTov. Um aluno do Baal ShemTov foi até ele e disse: “A vida é tão fortuita! Não existe justiça verdadeira no mundo!” O Baal ShemTov pediu ao seu aluno que fosse até o parque; lá ele veria o oposto disso, que a vida certamente não é casual.
O aluno fez que foi sugerido pelo seu mestre, e no parque viu um homem chegar com uma sacola grande de dinheiro. Distraído por alguma coisa que acontecia mais adiante, o homem colocou sua sacola de dinheiro perto de uma árvore e foi ver o que estava acontecendo. Nesse intervalo, uma segunda pessoa apareceu, achou a sacola, olhou o que ela continha e levou a fortuna! Pouco depois, um terceiro homem chegou ao parque e decidiu sentar-se perto da árvore para descansar. Quando o primeiro homem retornou, viu que a sacola com o dinheiro tinha sido levada, e que havia sido roubada pelo homem que ali estava sentado, começou a espancá-lo!

Retornando ao Baal ShemTov, o aluno exclamou: “A vida é casual! Vi um homem perder todo o seu dinheiro. Vi um segundo homem ganhar uma imensa fortuna sem motivo. E vi um terceiro homem apanhar sem motivo”.
O Baal ShemTov explicou: “Você não possuía toda asinformações. Há muito tempo, o primeiro homem que você viu roubou do segundo homem. Foi por isso que agora ele teve que perder sua fortuna para ele. O terceiro homem foi o juiz do julgamento dos dois primeiros e,de forma ilegal, aceitou um suborno para que o primeiro homem pudesse manter o que havia roubado”.

Os homens no parque partilhavam uma história sobre dinheiro; os homens que encontrei em Honduras partilhavam uma história sobre poder.

Cada situação na vida é uma história compartilhada do destino se desenrolando. Esse é um ensinamento importante de lembrar: mesmo que as coisas aparentem ser triviais ou sem significado, existe sempre uma dança cósmica acontecendo. Isso torna cada circunstância importante, relevante e verídica. É nosso trabalho desvendar o mistério e reforçar nosso propósito. Para mim, sinto que estive em Honduras para poder compartilhar essa experiência com vocês!

…Nada é por acaso.

Tudo de bom,
Yehuda

Fórmula para a paz

Soluções para a paz nunca são politicas, filosóficas ou militares. E utilizar violência é apenas lutar contra a escuridão empregando mais escuridão. As soluções precisam estar fundamentadas na Luz espiritual e na alma humana.

Conflito e guerra entre nações começam com atrito entre indivíduos. Uma nação em guerra é simplesmente o efeito da escuridão espiritual que nasce com a animosidade e intolerância entre indivíduos que constituem essa nação. Enquanto irmãos ou amigos encontrarem motivos para entrar em conflito uns com os outros, as nações criarão motivos para justificar batalhas sangrentas.


Nos fizeram cair no engodo de acreditar que nossa forma de agir com os demais não causa impacto no mundo em geral. Errado. A interação de duas pessoas contribui para a situação mundial, e cada uma das interações entre indivíduos transforma total e completamente o mundo.


Quando um número suficiente de pessoas fizer o esforço para encontrar o bem nos outros, as nações descobrirão repentina e milagrosamente formas de alcançar uma harmonia duradoura.
Essa é a fórmula há tanto tempo oculta para se alcançar a paz mundial. Começa conosco. A paz floresce quando estendemos incondicionalmente tolerância aos nossos vizinhos.


Esteja consciente e tenha plena convicção de que nossos esforços estão mudando o mundo inteiro nesse exato momento.

Bem Mais do Que Se Pode Ver

O desejo do Criador de compartilhar a Luz conosco é ainda maior do que o nosso desejo de recebê-la. Fomos projetados para ter tudo. E ainda assim criamos barreiras para essa Luz através do nosso ego, inveja, julgamentos, raiva, insegurança, que minam nossa conexão com a Luz.

Confiar somente nos nossos cinco sentidos é um dos motivos para a nossa desconexão. Acreditamos nas coisas que vemos.

Compramos a ilusão. Compramos a ideia de que se alguém tem mais dinheiro do que nós pode fazer mais do que nós. Ou acreditamos, quando vemos o “retrato perfeito” de uma família, que eles não têm os problemas, as inseguranças e as pendências que nós temos.

Assim que compramos a falsa realidade dos cinco sentidos, permitimos o surgimento da inveja ou - pior ainda - do ódio.

É importante nos lembrarmos constantemente: através dos nossos cinco sentidos limitados, nunca vemos o Cenário Completo.

Tente manter uma consciência de que as coisas raramente são o que parecem! Entenda que o que você testemunha no comportamento de uma pessoa não é a figura completa do que realmente está se passando em sua vida.

Esteja aberto para ver o panorama mais geral, procure a verdade e não somente o que você vê. Isso o ajudará a deixar de sentir inveja ou frustração com relação aos outros e ao invés disso enviar amor e Luz, que é tudo o que geralmente precisamos fazer, a qualquer momento, para nos reconectarmos com a Luz.

Tudo de bom,
Yehuda

O Leite de Deus

A natureza de Deus é derramar seu amor sobre nós constantemente. Como dizem os sábios: "mais do que o bezerro quer mamar, a vaca quer lhe dar o leite".

No entanto, ter a capacidade de aceitar e sentir-se pleno com isso é muito difícil. Dê só uma olhada para as pessoas no mundo que recebem uma grande quantidade de energia - talento, adoração, dinheiro, poder. É necessário ter um determinado grau de maturidade para lidar com toda essa luz. Quantas celebridades saem na frente e quantas desmoronam?

De acordo com a Kabbalah, a forma como podemos ser um receptor constante desta energia é tornando-se um canal ao invés de um recipiente. Em vez de ser um copo, torne-se o canudo.  Desta forma, a energia flui através de nós em vez de estacionar em nós.

Como mudar de copo para canudo?

Tornando-se mais um compartilhador e menos um recebedor. E tome nota: uso a palavra "tornando-se" ao invés de "tornar-se".

Alcançar este estágio é difícil, é um processo em andamento, e é executado  ao longo de nossa vida.

Seja Verdadeiro

Nenhum de nós é 100% verdadeiro, 100% do tempo.

O ego exige admiração e respeito, e assim, buscamos parecer “aquele cara legal”. Quando sentimos muita preguiça de trabalhar no fim de semana, usamos as pessoas que amamos como desculpa e justificamos: “A família vem em primeiro lugar!”, quando sabemos que podíamos muito bem ter encontrado algum tempo entre a televisão e a internet. Quando ajudamos em algum projeto voluntário, logo queremos contar para os amigos, mas quando gritamos com algum colega de trabalho ou magoamos alguém próximo a nós, é pouco provável que coloquemos esses atos na atualização do nosso Facebook.

Isso acontece até mesmo com as pessoas mais espirituais! Talvez nosso desejo seja ter mais pessoas inspiradas a trilhar esse caminho e então fingimos ser seres humanos perfeitos; queremos que as pessoas pensem que não temos ego e que nas nossas vidas não existem conflitos. Mas enquanto isso pode despertar algumas pessoas para o estudo, imagine o que elas pensariam da Kabbalah quando descobrissem que você ainda possui ego, ou que você ainda possui desafios a superar.

No final, a verdade sempre aparece.

Esse é um bom motivo pelo qual muitos de nós fracassamos no trabalho espiritual. Tentamos demonstrar como somos bondosos por fora, mas por dentro não somos realmente o que aparentamos.

Desenvolver a Luz interior é um processo de transformação da negatividade encerrada em nós que ninguém vê. O importante é não mentir – para os outros ou para nós mesmos – na tentativa de encobrir essa negatividade. Em pouco tempo, acreditaremos na mentira e lá se vai o nosso trabalho espiritual por água abaixo.

Vivemos em uma cultura que glorifica a autopromoção, mas tentar parecer “melhor” do que somos na verdade nunca nos trará plenitude genuína. Isso só vem quando aprendemos a “encolher” nosso ego para que possamos encontrar a aceitação e a verdade. Aceitar-nos a nós mesmos conduz à aceitação dos outros.
Expor nossa negatividade para os outros é expô-la para a Luz.

Seja Verdadeiro! Derrube algumas das paredes que você construiu, retire as máscaras e não tenha medo de abraçar a si próprio como um ser humano falho. Todos nós somos!

Somente encarando a verdade sobre a nossa negatividade é que podemos começar qualquer trabalho honesto para removê-la.

Tudo de bom,
Yehuda

Complete seu mundo

O mundo não foi criado perfeito, para que o tornássemos perfeito. Essa é a nossa tarefa. Da mesma forma, nós também não fomos criados perfeitos, e nossa tarefa é nos tornarmos perfeitos. Na verdade a palavra perfeito não é adequada. A palavra completo expressa melhor o que temos que nos tornar.

Minha mãe, Karen Berg, aborda esse tópico em um livro que está escrevendo sobre Reencarnação. O titulo é Continua nos Próximos Capítulos: Reencarnação e o Propósito de Nossas Vidas, e todos nós no Kabbalah Centre estamos muito empolgados com seu lançamento no próximo outono.

Ela diz que nascemos em cada vida com um aspecto de nossa alma que não desenvolvemos plenamente em uma vida anterior. Pode ser que em uma vida tenhamos nascido ricos porque era isso que tínhamos que aprender e em outra vida podemos ser pobres, ou fortes, ou inseguros, etc. Precisamos experimentar todas as facetas de nossa essência para nos tornarmos uma alma completa.
Assim, quando encontramos coisas a nosso respeito de que não gostamos, precisamos resistir à tentação de nos punirmos e nos sentirmos culpados ou sem esperança. Você acha que o grande jogador de futebol americano Eli Manning se encolhia e ficava deprimido toda vez que seu pai ou seus treinadores apontavam coisas que ele precisava melhorar? Duvido. Ele trabalhou duro – muito duro – e veja onde ele chegou.

Na vida é como no esporte. Não estamos aqui para nos julgarmos sem valor.Estamos aqui para continuar com nosso trabalho, para nos esforçarmos 100%. Ao abraçar essa consciência mudamos nossa vida.

P.S. Convencer a nós mesmos de que não há esperança para nós é apenas outra forma de evitar o trabalho de completar nossa alma. Imagine o quanto nos tornaríamos poderosos se apenas abandonássemos aquele pedacinho que odeia a nós mesmos e usássemos toda essa energia para encontrar formas de mudar.

Removendo nossas Máscaras

Existe uma energia que nos ajuda a revelar a totalidade sobre quem somos, as partes de nós que tentamos encobrir com uma máscara.

Todo dia, inventamos alguma coisa falsa para evitar o sentimento de dor e vazio, e é tarefa do nosso ego dizer que nossa máscara está funcionando. Talvez sejamos alguém que vive fazendo piadinhas para evitar conversas sérias ou talvez nosso disfarce seja ser “intocável”, fingindo que não nos importamos com a opinião dos outros, quando na verdade cada pequena crítica é recebida como um golpe demolidor.

Não importa qual seja a nossa máscara, ela esconde sempre a mesma coisa: a verdade.

Quando encobrimos nossos medos, nossas inseguranças, nossos pensamentos e intenções nem sempre tão agradáveis, não conseguimos encará-los e superá-los. Quando somos honestos sobre as nossas características individuais que nos desagradam, não permanecemos ligados ou bloqueados por elas.

Esta semana, separe um tempo para se fazer duas perguntas de vital importância: “O que estou tentando esconder? Que máscara estou usando?”

Nossa máscara é o que nos separa da Luz.

Quanto mais demolimos nossa fachada, tanto mais espaço criamos para a Luz!

Imagine um dia sem necessidade de usar nossas máscaras. Sem medos ou personas falsas. Sem esconder nada e sem precisar da aprovação de ninguém!

A verdade pode libertá-lo.

Tudo de bom,
Yehuda

Abrindo espaço para Deus

Existe uma história sobre um golpe de estado que teve lugar em um pequeno reino. Quando os soldados foram procurar o rei para matá-lo, ele fugiu para o centro da cidade e se escondeu em uma alfaiataria. O alfaiate reconheceu imediatamente a importante visita e sem fazer perguntas o fez se esconder sob uma pilha de roupas.
Pouco depois, os soldados invadiram a loja, espadas em punho, gritando: “Sabemos que o rei está aqui!” Perfuraram repetidamente a pilha de roupas, mas por poucas polegadas não conseguiram atingir o rei. Não encontrando ninguém, saíram tempestivamente e foram procurar o soberano na loja ao lado.
Quando o rei saiu de seu esconderijo debaixo da pilha de roupas, ele disse ao bom e velho alfaiate: “Obrigado. O senhor salvou minha vida. Por esse motivo quero que me faça três pedidos e eles serão atendidos.” Surpreso e entusiasmado, o humilde alfaiate pensou por uns instantes e disse: “Em primeiro lugar, quando vossa majestade receber seu poderde volta, eu gostaria que estabelecesse oficialmente um Dia Nacional dos Alfaiates. Em segundo lugar, todos os alfaiates do reino seriam pagos em dobro. E em terceiro lugar “ ele fez uma breve pausa antes de continuar dizendo “ Eu devo admitir que estou curioso. Gostaria de saber uma coisa: Como foi que vossa majestade se sentiu quando essas pessoas estavam tentando matá-lo?”
Seus pedidos serão atendidos, disse o rei, que então partiu da loja do alfaiate.
O golpe de estado fracassou e o rei retornou a seu trono. E seu primeiro ato oficial foi anunciar um Dia Nacional dos Alfaiates, proclamando também que todos os alfaiates do reino deveriam ser pagos em dobro. Em seguida, ele ordenou que o alfaiate que o havia ajudado fosse preso e enviado à forca. Apavorado e espantado, o alfaiate não conseguia imaginar como e por que ele estava sendo tão maltratado. A corda foi colocada ao redor de seu pescoço, mas segundos antes da alavanca do alçapão ser puxada, o rei interveio e gritou: “Libertem-no!” Ainda tremendo de medo, o alfaiate se voltou para o rei. Quando os olhos dos dois se encontraram, o soberano disse calmamente: “Agora seu terceiro desejo também foi atendido. Agora você sabe como eu me senti!”
O que essa história nos mostra é que nós podemos pensar que talvez saibamos o que os outros estão passando, mas enquanto não nos colocarmos no lugar deles não saberemos realmente.É por esse motivo que quando temos que enfrentar uma pessoa difícil, a coisa mais sábia a se fazer é ser compassivo e aceitá-la.
Vamos encarar a verdade, Todos nós julgamos. Basta dar uma olhada para uma pessoa e já estamos julgando a forma como ela se veste, como caminha, como fala. O problema é que às vezes estamos tão cheios de julgamento que não deixamos nenhum espaço para o amor. Ficamos tão cheios de nós mesmos - de quem nós pensamos que somos, do que acreditamos ser nosso por direito — que não há espaço para os outros e não há espaço para a Luz.
Esta semana, vamos nos lembrar de que o verdadeiro crescimento espiritual acontece quando aumentamos nossa empatia, nossa capacidade de sentir a dor dos demais. Como? Abrindo nossos corações para nos importarmos com os outros em vez de abrir nossas mentes para julgá-los. Afinal, há tantas coisas boas nas piores pessoas e tantas coisas ruins nas melhores pessoas que não cabe a nenhum de nós encontrar defeitos nos outros.

Com carinho,
Karen

24.5.12

Q&A: Barry Sonnenfeld on 'Men in Black'

By Curt Schleier

Understandably, Barry Sonnenfeld seems surprised by the question. He pauses briefly, chuckles and then says, no, he doesn’t believe any of the Men in Black are Hasidim. “But,” he quickly, adds, “some of them could be in disguise.”
  Courtesy of Barry Sonnenfeld

As far as he knows, none of the MIB aliens are Jewish, either. “I don’t really think there are aliens,” he said. “They’re just in the movies. And the ones in our movie were written in by an Orthodox Jew, Etan Cohen.”

Sonnenfeld, of course, is the director of the successful “Men in Black” trilogy — the third opens May 25 — as well as the two popular “Addams Family” films, “Get Shorty” and a host of other commercial and critical successes.

“Men in Black 3” is a return to fun form, with Agent J (Will Smith) going back in time to save the life of his partner Agent K (Tommy Lee Jones and, in 1969, Josh Brolin).
Sonnenfeld spoke to The Arty Semite about celebrating his bar mitzvah in a church, how Judaism infuses his films and how he and the Coen Brothers started their careers together.
 
Curt Schleier: I noticed one Jewish reference in the film — a mezuzah on the door of Apartment 5K once occupied by Agent K. Was that Etan Cohen’s idea?
Barry Sonnenfeld: No, I did that. I did it because all the older New York City apartments on the Upper West Side — including where I grew up in Washington Heights — usually had a mezuzah that was painted over many times. I needed a visual reference. K wasn’t Jewish, but the previous tenant in his apartment was.
 
What was your upbringing like?
I didn’t go to Hebrew School. I was enrolled, but I played hooky and never went. My rabbi had to read my haftorah into a tape recorder and I memorized it.
 
It was an unusual bar mitzvah, wasn’t it?
It was in a church, the Broadway Temple. My temple sold the building a week before the new temple was ready, so I had no place for my bar mitzvah. But a local Catholic church agreed I could have it there, and they would cover up the crucifixes with canvas.
 
How did a kid from Washington Heights wind up in the film business?
After I graduated from college, I started NYU film school just for something to do. I had no interest in film. I didn’t know what I wanted to do. I had a degree in political science and knew I didn’t want to become a political scientist. Going to film school kept me out of the job market for three additional years.
In film school, I discovered I had a talent for cinematography. When I got out of film school — this was in the early ‘70s — a friend and I bought a used 16 mm camera. This was before the age of video. We figured if we owned a camera we could call each other cameramen. We shot industrial films. One night at a party I met Joel Coen. He and his brother [Ethan] had an idea for a film, “Blood Simple.” They were going to shoot a trailer as though the film was finished and show it to industrialists and dentists and doctors to find money to make the film. I said I have a camera and Joel said you’re hired. A year later, Joel, Ethan and I were on a movie set for the first time.
 
Is it easier directing a sequel or starting from scratch on a project?
There are pluses and minuses. The easy part about doing a sequel is that the marketing department knows how to sell the movie, knows the audience and has more money because the first film did well (or there wouldn’t be a sequel). The actors already know their roles and there is less discussion about creating their characters. The hard part is to make a movie that is original, fresh and not some sort of a rebrand in a different box.
 
You are also a writer. How does that impact your directing?
For me, it just reinforces what I do. I don’t do any writing per se. I just make sure the rhythm of the jokes and the words are right. I think more about the way people speak than writing whole scenes.
 
Does your Jewishness influence your work in any way?
Yes, in the comedy. There’s a specific, often arcane, unusual, quirky, dark sense of humor I received as an only child growing up in a Jewish household.
 
”Men in Black” has received some strong advance praise. Will there be a “MIB 4”?
We’ll see if this one does well.

23.5.12

Jews, the Left and the Rest

How Political History Shapes Today's Jewish Narratives

Red Jews: Debates over Jewish leftism include the legacy of Jewish communism in the 20th century.
Archives of the YIVO Institute for Jewish Research
Red Jews: Debates over Jewish leftism include the legacy of Jewish communism in the 20th century.

By Eitan Kensky

On September 10, 1964, sociologist and former journalist Daniel Bell opened a conference at the YIVO Institute for Jewish Research on “Jewish Participation in Social Progress Movements,” with a lecture on “Ideology and Social Movements.” Four years earlier, Bell argued in his landmark book, “The End of Ideology” (Free Press), that politics in the 1950s were no longer driven by internal class divisions but were instead shaped by American foreign policy toward Russia. At YIVO he explained that ideology enters social movements when they emerge “in a combat posture” to oppose a corrupt ruling power. Four years later, college campuses in New York and across the country exploded with anti-Vietnam protests and student takeovers; civil rights gave way, in part, to Black Power and America experienced the rise of the New Left. Ideology had taken only a short break.

On May 6 and 7, YIVO held a new conference on “Jews and the Left.” The sold-out event, co-presented by the American Jewish Historical Society, brought together an international group of scholars to discuss the history and repercussions of Jewish involvement in leftist political movements. There were many excellent presentations on anti-Zionism and anti-Semitism, anti-Semitism and leftist theory and Jews and communism in the 20th century, among other topics.

Suprisingly, the audience’s reactions were as significant as the proceedings themselves. The visceral, and frequently contentious, responses to the papers from multinational and multigenerational listeners demonstrated the challenges of incorporating the left into larger narratives of Jewish history and in resolving Jewish political divisions over Israel.

Although the event was not a sequel to 1964, the earlier conference was never out of mind. YIVO Executive Director Jonathan Brent opened the proceedings with an audio clip of Max Weinreich greeting the attendees in Yiddish, and Hebrew University of Jerusalem history professor Ezra Mendelsohn pointedly mentioned during his concluding remarks that he had been among the youngest speakers in 1964.


Spiritually, however, the two conferences were far apart. At the earlier gathering, it was clear what Jewish workers’ movements, as well as Jewish socialist and anarchist groups, had fought for. The conference took place in the Carnegie Recital Hall (now Weill Recital Hall) and at the YIVO Auditorium at 1048 Fifth Avenue, the former dining room of socialite Grace Wilson Vanderbilt. These buildings were monuments to an ideology that held, as Andrew Carnegie memorably phrased it in “The Gospel of Wealth,” that the man of wealth was “the mere agent and trustee for his poorer brethren… doing for them better than they would or could do for themselves.” Jewish workers were not cared for by “men of wealth,” however, and instead fought for higher wages through trade unions and later built cooperative housing projects to give their members affordable housing. These, too, mark the city.

But in 2012, less than four years after a global financial meltdown, in the crowded main auditorium of the Center for Jewish History, on West 16th street in Manhattan, the goals and accomplishments of the post-’64 Left, including the New Left, were uncertain. Questioners challenged the speakers’ views from both the left and the right, with the audience cheering their rebuttals. The widely divergent attitudes were inseparable from personal and family histories, and audience members repeatedly drew on their autobiographies to explain their political positions. Comments were prefaced with statements like, “My wife is a red diaper baby,” and, “I was in Paris during the ’68 riots.” Questioners repeatedly asked if the left had betrayed Israel. The phrasing made clear that they already had answers in mind.

One of the most intriguing aspects of the conference was the extent to which the participants who self-identify with the left agreed with the view that it had indeed betrayed the Jewish state. Mitchell Cohen, professor of political science at Baruch College, established a distinction between anti-Zionism as legitimate protest of state actions and anti-Zionism as sublimated anti-Semitism, indicating that much of the current discourse falls into the latter category. Moishe Postone, professor of history at the University of Chicago, gave a Marxist critique of anti-Zionism, which, he explained, has become a “fetishized form of anti-capitalism,” meaning that people attribute to Israel and Jews all the negative effects of capitalism. This, he made clear, is racism pure and simple, and a fundamental flaw in leftist theory and practice. (And this was not offered as a criticism of the Democratic Party. Whatever “the left” meant at this conference — and it frequently stayed an abstraction — it did not refer to mainstream American liberalism.)
Mendelsohn’s closing remarks typified this contested legacy of the left. His speech was ruminative and elegiac, marking the closing of an era rather than the closing of a conference. He pointed to real historical achievements, yet also to the left’s troubling history of supporting corrupt communist movements in the name of national liberation. He described the Jewish left as “a good chapter in our history, but one which is gone.”

Machine Age: A cover of the Yiddish communist magazine Der Hammer, November, 1927.
From the Archives of the YIVO Institute for Jewish Research, New York
Machine Age: A cover of the Yiddish communist magazine Der Hammer, November, 1927.

But questioners also drew on their own involvement with contemporary activism to challenge Mendelsohn. One spoke of her recent experiences as a community organizer as evidence of a living Jewish left; another called on her experiences at Occupy Sukkot and Occupy Simchat Torah. Earlier in the conference, questioners pointedly asked Tel Aviv University political science professor Yoav Peled about the Israeli J14 tent protests when he dismissed the relevance of leftism in Israel. Neither Mendelsohn nor Peled accepted the idea that these were real leftist movements. Perhaps that’s because the nature of the left is changing — moving away from the ideological positions of both the New and Old Left, toward community organizing and work for basic economic and social justice.
Jack Jacobs, professor of political science at John Jay College and chair of the conference steering committee, concluded his introductory remarks by raising as an open question what effect the historic involvement with leftist causes will continue to have on the contemporary American Jewish community. Here, in the audience’s reactions, was his answer: emotionally charged memories and experiences that make it difficult to see the left as an academic subject but that simultaneously leave open the possibility of revival.

So those looking for a resurgent Jewish left had reason to be hopeful. A line running through the conference, from the papers of Cohen and Postone to Michael Walzer’s keynote lecture and Mendelsohn’s closing reminiscences, was the argument that future Jewish involvement in leftist politics would hinge on building another New Left, one more open to religion and spirituality, more defined by advocacy for social justice than by opposition to Zionism. What exactly this new leftism might look like is still an open question, but representatives of a possible vision were in the audience, trying to make themselves heard.
 
Eitan Kensky is a doctoral candidate in Jewish studies at Harvard University.

Michael Twitty's Edible Scripture

By Rosemary Hutzler

The African American chef in the rainbow kippah looked up from arranging his implements to survey the crowd assembling before him. “What about the people coming in?” he murmured, and was told, “We’re out of chairs.”

Chef Michael Twitty 

More than 100 people had come in. The chef’s eyes widened theatrically. “It’s mamash a nais!”

“Truly a miracle” — as an estimation of the turnout for “Kosher/Soul,” Michael Twitty’s lecture and cooking demonstration at the Jewish Museum of Maryland — might be hyperbole. After all, with a title like that, and a menu boasting black-eyed pea hummus and egg rolls with turkey pastrami and collard greens, who wouldn’t want to be there if they could? But the back story is no small wonder.

A gifted raconteur from a family of avid cooks, Twitty introduced himself and primed the audience’s salivary reflexes by conjuring the image of a food: warm buttered challah with peach jam. A staple of his childhood Saturday mornings, it contains the basic ingredients of his family’s story: his grandparents’ southern roots and northward migration; his childhood in Cincinnati, where communities of transplanted Southern Blacks, White Appalachians, and Jews lived in close proximity (his mom got the challah at a Jewish bakery on Fridays); and his own early inklings of an affinity for Yiddishkeit, detected first by his taste buds.
Many years would pass before an uncle, “bitten by the ‘Roots’ bug,” traced the family’s genealogy and discovered Jewish ancestry, and more years still before Twitty’s conversion to Judaism. But already as a child he felt the pull.

Today Twitty is not only Jewish but an expert in the foodways of Jews as well as of Africans and African Americans. Telling stories through food is at the heart of his multifaceted career as a culinary historian, historical re-enactor, heritage gardener, blogger (afroculinaria.com and thecookinggene.com, day school Judaics teacher and chef.

When he’s not poring over an heirloom seed catalogue with residents of the Hebrew Home of Washington, D.C., to learn about the foods they remember from the Old Country, or preparing antebellum dishes in the guise of an enslaved cook at Robert E. Lee’s plantation, he may be using a page laid out like the Talmud to teach his high school students about kosher slaughter and how to make chicken soup. At present he is making plans for a food history tour of the South, where he hopes to say Kaddish at his ancestors’ graves and to cook and eat with descendants of the families who enslaved them — some of whom are also relatives. Storytelling through food is common to the heritages of Africans and Jews, he said, two “antique peoples whose histories are braided together like a challah.”

A series of internships with the Smithsonian as a researcher for the Folk Life Festival led to Twitty’s discovery that food could be taken seriously as a subject of study. As he told curator Karen Falk last year in an interview for the Jewish Museum of Maryland’s “Chosen Food” exhibition, the history of food provides “a way to talk about the Shoah and talk about slavery in a way that muted some of the grotesque and highlighted the survival and human spirit aspects.”
That research also led, circuitously, to Twitty’s conversion. When he told the Smithsonian he would like to be a presenter in the Jewish section of the Festival’s Food Expo, “this got a lot of stare.” Nevertheless, he landed the job and networked his way into learning challah baking from Joan Nathan of “Jewish Cooking in America” fame. He told Nathan he wanted Sephardic representation at the Expo, and she sent him to see the rabbi of Congregation Magen David in Rockville, with whom he would eventually convert.

Having taken on Sephardic customs with his conversion, he is among the lucky observant Jews who can eat rice, corn, and legumes during Pesach. But he doesn’t take it for granted; he eats Carolina Gold, the rice that came to America with enslaved Africans, whose cultivation of it turned their owners into millionaires. That choice echoes the complexity embedded in the commandment to eat matzo, which is known as both the bread of affliction and the bread of freedom.
Matzo may be the prototype of Judaism’s use of food as a vehicle for meaning, one of the faith’s best-known features. But “edible scripture,” as Twitty calls it, is also found in traditional West African culture.

“In Senegal, when you want the holy man to give a blessing to your business, you must first give tzadika. Sound familiar? You have to make a pot of black-eyed peas and rice, and go sit down with a hungry person, and feed it to him.”

“In Judaism,” he added, “we pray, ‘May what I have be sufficiently blessed that I feel its abundance.’”
 
(To learn more about Michael Twitty’s Southern Discomfort Tour, which will explore the culinary genes of southern cuisine and his family click here)

19.5.12

POLANSKI FILMARÁ O "CASO DREYFUS"

O cineasta Roman Polanski ("O Pianista) irá dirigir um filme sobre o famoso "Caso Dreyfus" – um militar francês judeu condenado injustamente à prisão perpétua por espionagem no século 19. O filme é um antigo sonho de Polanski, que também é francês e judeu. "Faz tempo que quero rodar este filme sobre o 'caso Dreyfus', mas não como um drama tradicionalista. Seria algo próximo de uma história de espionagem", revelou ele em entrevista à revista Le Film Français. O filme deve ser intitulado simplesmente "D".


O “caso Dreyfus” foi uma farsa jurídica que incriminou um inocente, o militar judeu Alfred Dreyfus, por espionagem, condenando-o à prisão perpétua na Ilha do Diabo. O caso virou comoção nacional na França do século 19, após o escritor Émile Zola escrever um dos mais célebres editoriais jornalísticos de todos os tempos, “J’Accuse!”, uma carta aberta ao presidente francês, que atacou o sistema judiciário e desnudou o antissemitismo do país – após a condenação, houve passeatas em Paris em que os franceses gritavam “Morte aos judeus!”. A união de intelectuais contra a decisão judicial é considerada a única oportunidade em que artistas influenciaram factualmente a História, culminando na libertação do prisioneiro após cinco anos.  Zola foi morto antes da libertação em circunstâncias misteriosas e Dreyfus foi forçado a pedir baixa do exército francês, mesmo sendo vítima de uma grande injustiça. Ele ainda sofreu uma tentativa de assassinato dois ano s após voltar à França.

Robert Harris, que já trabalhou com Polanski no roteiro do suspense “O Escritor Fanstasma” (2010), escreverá a adaptação histórica. Ainda não há nomes confirmados no elenco, mas as filmagens devem começar até o final do ano.  Enquanto “D” não sai do papel, o público brasileiro finalmente poderá ver o mais recente trabalho do diretor. Lançado no ano passado no exterior, “Deus da Carnificina” (Carnage) estreia aqui em 1º de junho. 

Mila Kunis vítima de perseguição religiosa

Atriz judia de 28 anos conta fuga da família da Ucrânia para os EUA, de modo a escapar à perseguição religiosa.

Kunis acaba de ser eleita, pelos leitores do jornal The Sun, "a mulher mais sensual do mundo". Porém, a beldade de 28 anos, nascida na Ucrânia, correu sérios riscos de ter um destino bastante menos risonho do que aquele que a sua cada vez mais sólida carreira em Hollywood deixa prever.


Na infância, Mila, nascida Milena, teve de esconder o fato de ser judia tal era o medo de ser perseguida. “Toda a minha família esteve no Holocausto. Os meus avós faleceram e muitos outros não sobreviveram”, conta. “Após o Holocausto, na Rússia não era permitido ser-se religioso. Por isso os meus pais criaram-me com a convicção de que era judia. Sabemos quem somos no nosso íntimo.”

Durante a ocupação nazi na Ucrânia foram assassinados cerca de 900 mil judeus. Hoje, o preconceito continua, frisa quem assistiu a situações de humilhação entre colegas de escola. Quando a atriz tinha 7 anos, o pai Mark, engenheiro mecânico, e a mãe Elvira, professora de Física, mudaram-se com os filhos Mila e Michael para os EUA. Mila não sabia falar inglês. “Chorava todos os dias. Não entendia a cultura e as pessoas.”

O pai trabalhou como taxista e a mãe arranjou emprego numa farmácia. Preocupados com a adaptação da filha à língua inglesa, aos 9 anos inscreveram-na em aulas de representação. Dois anos depois, debutava na TV, na novela Days of Our Lives. Era o princípio de tudo...

Diretor da Biblioteca Nacional de Israel colocará os disputados manuscritos de Kafka na Internet

Os manuscritos que fazem parte do espólio literário de Max Brod, que foi amigo de Kafka, têm sido o foco de uma prolongada batalha legal.

A Biblioteca Nacional de Jerusalém preparou um programa para lidar com os manuscritos de Franz Kafka e promete torná-los e outras coleções raras disponíveis na Internet. No entanto, o tribunal ainda tem que decidir sobre o destino dos manuscritos do escritor checo.

Os manuscritos, parte do espólio literário de Max Brod que foi amigo de Kafka, têm sido o foco de uma prolongada batalha legal. O Tribunal de Família de Tel Aviv irá julgar se permanecerão em mãos privadas, cedidos à Biblioteca Nacional ou serão vendidos para o Arquivo literário alemão.

 

Max Brod, também um escritor checo, morreu em 1968. Sua secretária Esther Hoffe assumiu a sua propriedade e suas duas filhas afirmam que herdaram os manuscritos quando ela morreu em 2007.

O procurador-geral Yehuda Weinstein argumentou no tribunal na semana passada que os manuscritos –de Kafka e de Brod - pertencem ao público e deveriam ser mantidos para serem disponíveis para o público pela Biblioteca Nacional em Jerusalém.

O Arquivo literário alemão, em Marbach na Alemanha, também está disputando esses manuscritos.

O diretor-geral Oren Weinberg da Biblioteca Nacional comprometeu-se a digitalizar os arquivos e torna-los disponíveis na Internet."A biblioteca permitirá ao público em Israel e no exterior o acesso adequado e razoável para essas coleções, entre outras coisas, através de meios técnicos avançados" afirmou Weinberg.

A biblioteca também tem a intenção de publicar as obras de Max Brod, que escreveu dezenas de livros em sua vida, a maioria dos quais não foram traduzidos para o hebraico.

O Arquivo Brod consiste de milhares de manuscritos que ficaram escondidos durante décadas em cofres de bancos em TelAviv e Zurique, e no apartamento de Hoffeem Tel Aviv. O item mais importante se acredita ser o diário particular de Brod que nunca foi publicado.

VETERANOS JUDEUS MARCHAM EM JERUSALÉM

Centenas de veteranos judeus da Segunda Guerra Mundial, a grande maioria de origem russa ou do leste europeu, percorreram nesta quarta-feira o centro de Jerusalém num emocionante desfile para lembrar o 67º aniversário da vitória aliada sobre os nazistas.

Os veteranos marcharam acompanhados de familiares e amigos, enquanto o público os saudavam e entregavam flores em sinal de agradecimento por sua contribuição para o fim do regime de Adolf  Hitler.


Muitos deles vestiam seus velhos uniformes e as tradicionais boinas usadas pelos partisans, além de levarem bandeiras das potências aliadas e exibirem medalhas e condecorações recebidas na luta contra o nazismo. Alguns desfilaram ao lado de seus netos, que marchavam de mãos dadas com os veteranos, e muitos percorreram o trajeto de cadeira de rodas ou ajudado por muletas.

"Lutei em Königsberg (atual Kaliningrado, na Rússia), com a infantaria, em 1945. Foi uma grande batalha com tanques e artilharia. Meu batalhão capturou dois tanques alemães", disse à Agência Efe, orgulhoso e risonho, Emein Lizema, de 85 anos, um judeu de origem russa que se mudou para Israel nos anos 90.

Representando o governo, a ministra de Imigração, Sofa Lanberg, e o vice-primeiro-ministro, Silvan Shalom, expressaram sua admiração, respeito e gratidão aos veteranos, discursando em hebraico e russo.

Mas o centro das atenções do dia não foram os políticos, mas os octogenários e nonagenários que desfilaram em Jerusalém.

"Lutei dois anos e meio na Alemanha, Belarus e Polônia, de janeiro de 1943 até o Dia da Vitória", relembrou Abraham Botkovich, de 87 anos, que décadas depois do conflito ainda guarda viva a memória dos amigos e parentes que morreram na guerra.

"Perdemos muitos camaradas. Meu irmão morreu. Os alemães mataram 32 de meus familiares", explicou Botkovich, que vive em Israel desde 1991, quando muitos judeus russos deixaram seu país após o fim da União Soviética.