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12.12.11

Comida israelense cada vez mais é consumida nos EUA

Alimentos israelenses são devorados por 6 milhões de americanos, independentemente da sua observância religiosa, relata a ‘Kosher Today’, e aproximadamente um milhão de consumidores nos EUA observam as leis dietéticas kasher durante o ano inteiro. Izzet Özdogan, presidente executivo da divisão americana da empresa israelense Osem de produtos alimentícios informou durante o evento anual Kosherfest que os americanos estão cada vez mais atraídos por marcas israelenses como Osem, Sugat, Elite, Telma, Wisotzky e Pereg.

A comida kosher é encontrada na escola de culinária de Gustibus na Macy’s de Nova York, no mesmo momento que a comida kasher certificada se torna cada vem mais popular. A de Gustibus oferece aulas dadas por conhecidos chefs de todo o país, com uma seleção de vinhos. Salvatore Rizzo que dirige a escola de culinária disse ao Kosher Today, "Nós só aceitamos chefs que preparem seus alimentos em cozinhas certificadas como kasher. Nós também temos aqui uma cozinha kasher com um mashgiach [supervisor de costumes judaicos] que está presente durante o curso e usamos somente papel e plásticos. "Mais de 80 alunos já pagaram 95 dólares para o curso, que é dado uma vez a cada seis meses. 

A comida kasher não escapou da atenção de outros países que querem atrair o turismo. O programa "Shalom Buenos Aires" recentemente treinou funcionários do setor de turismo sobre as necessidades dos viajantes kasher, e a municipalidade publicou uma revista especial com mapa com uma lista de sinagogas, estabelecimentos kasher e hotéis que atendem aos viajantes kasher. Para os interessados, Buenos Aires é onde fica o McDonalds Glatt Kosher.

Israel tenta "nacionalizar" local sagrado


O Supremo Tribunal de Justiça Israelense rejeitou um pedido apresentado por uma yeshiva, que opera o túmulo de Shimon Bar Yochai, um rabino cabalista e disciplo de Rav. Yakiva, no Monte Meron, pedindo uma liminar contra a intenção do Estado de adquirir e usar partes do local para fins públicos. O tumulo de Bar Yochai (também conhecido como Rashbi) é o local mais visitado, depois do Muro das Lamentações, por religiosos judeus. Pesquisas afirmam que mais de um milhão de visitantes chegam ao local do tumulo de Shimon Bar Yochai todos os anos.

JUDEUS EM CUBA (Cuban Jews)

Por Marcelo Horn

Ao contrário do que se poderia imaginar, os judeus cubanos podem expressar sua fé livremente e as famílias interessadas têm autorização do governo para fazer aliah quando desejarem. A comunidade, que possuía 15 mil membros antes da revolução, hoje é composta de 1.500 pessoas, concentradas, em sua grande maioria, em Havana. Quase todos chegaram ao país a década de 30, e a intenção final era chegar ao território americano. O visto, porém, foi negado a centenas de famílias que acabaram se estabelecendo na ilha. Os ashquenazis cubanos provêm de diversos países do Leste Europeu enquanto todos os sefaraditas são oriundos da Turquia.


Há cinco sinagogas na ilha, sendo quatro na capital e uma em Santiago de Cuba, e dois cemitérios. Todos os feriados são comemorados e aproximadamente três casamentos e cinco bar-mitzvot são celebrados anualmente. Estas cerimônias são marcadas de acordo com a visita do rabino Schmuel Steinhandler, argentino radicado no Chile, que viaja a Cuba a cada dois meses. Não há um rabino permanente na ilha. Os brit-miláh são realizados nos hospitais públicos por cirurgiões judeus (também não há um mohel) e, depois, a cerimônia é feita com a presença do rabino. Quase todos os casamentos são mistos e o cônjuge realiza um curso de conversão posteriormente aprovado por um tribunal rabínico.


A sinagoga Beth Shalom, no elegante bairro de Vedado, segue a linha conservadora. Foi inaugurada em 1953 e sua sede, impecavelmente conservada, possui salão de festas, biblioteca com computador ligado à internet (raro em Cuba) e sinagoga com ar condicionado e assentos revestidos de veludo. O tradicional Sunday School se encarrega de transmitir aos jovens a tradição e os princípios judaicos e uma farmácia fornece medicamentos - inclusive para não judeus – no caso de falta desses produtos no serviço público. Uma nova torá será recebida em novembro, vinda diretamente de Israel.

Dentre as celebridades que visitaram a Beth Shalom destaca-se o cineasta Steven Spielberg, em 2002. O presidente Fidel Castro, com a saúde já debilitada, esteve na sinagoga pela última vez em 2010 e o irmão Raul encontra a comunidade no Yom Kippur ou Rosh Hashaná.


Na Cidade Velha de Havana fica localizada a Adath Israel, sinagoga de orientação ortodoxa fundada por poloneses em 1924. Duas sessões de reza, freqüentadas por asquenazis e sefarditas, são realizadas diariamente, uma pela manhã e outra à tarde. Todos os dias são fornecidas gratuitamente três refeições aos membros da sinagoga e a alimentação é sim casher. A instituição compra galinhas vivas que são abatidas por um shocet rigorosamente de acordo com a tradição judaica.

Adela Dworin, presidenta da Casa de la Comunidad Hebrea de Cuba, é a representante principal dos judeus na ilha. “Não há antissemitismo nem qualquer tipo de discriminação em Cuba. Nossas sinagogas estão abertas diariamente sem nenhum esquema de segurança. Temos tranquilidade” afirma, orgulhosa.
(Texto e fotos de Marcelo Horn. Álbum de família: fotos de Fidel, Spielberg e Pessach)

Ditadura argentina imitou nazismo no roubo de bebês


A ditadura instalada na Argentina entre 1976 e 1983 utilizou um método idealizado pelo nazismo para o roubo de bebês e a substituição de sua identidade, segundo o historiador e escritor Carlos De Nápoli. De Nápoli, que na semana passada apresentou no Museu do Holocausto de Buenos Aires um documentário sobre a vida do criminoso de guerra nazista Josef Mengele, na Argentina, explicou que o programa de roubo de bebês foi executado pelo Escritório Principal para a Raça e o Reassentamento (RUSHA). Essa organização tinha, entre outros objetivos, o "de assassinar todas as minorias consideradas impuras e indesejáveis".

"Lá, todos estão sendo presos, pelo menos. E no Brasil? Quando vai acordar?"

Maconha poderia evitar e tratar estresse pós-traumático

Os canabinoides emergem como possível tratamento para estresse e ansiedade.

Pesquisadores israelenses realizaram experimento com ratos e detectaram que a maconha pode diminuir sintomas de estresse pós-traumático. Agora, eles pretendem repetir o teste com voluntários humanos, de acordo com o artigo publicado no periódico científico Neuropsychopharmacology. Um grupo de camundongos foi submetido a estresse psicológico, físico e mecânico, a ponto de desenvolver sintomas similares aos do problema em humanos. No grupo em que foi aplicada injeção de canabinoides em um período entre duas e 24 horas, os sintomas desapareceram. Analisando a atividade cerebral dos animais durante o tratamento, os pesquisadores identificaram que os canabinoides agiram em um receptor específico na área de amígdala, responsável pela resposta ao trauma. 


Os resultados sugerem que pode haver uma janela de tempo ideal para o tratamento de estresse e transtornos relacionados a traumas com o uso de canabinoides, ou mesmo prevenir o desenvolvimento de sintomas do distúrbio após a exposição a um evento altamente estressante, pela administração de uma dose medicinal de maconha. É um transtorno psíquico que desperta a sensação de medo e de ameaça constantes. 

O paciente fica imaginando que a situação que gerou o trauma possa se repetir a qualquer momento, e é comum não conseguir controlar o próprio corpo. As lembranças do trauma podem vir acompanhadas de náuseas, diarréia, dor de cabeça e suor nas mãos. Com o passar do tempo, o interesse nas atividades do cotidiano vai se perdendo. 

(BEM-ESTAR e Rua Judaica

"Será verdade? Mas que tu fica mais tranquilo, beeeem mais tranquilo, é fato!"

Vovô deve estar tendo orgasmos no Holám Habá

Estive afastado dessa Rua por um bom tempo (por culpa unicamente minha) e não sei com que regularidade irei aparecer por aqui futuramente. Talvez o critério que passe a me orientar seja aquele que me leva a escrever para esta edição: além das saudades, o fator fundamental foi o advento de "ter o que escrever", motor de toda motivação. Por exemplo, comecei a estudar iídiche semana passada e não podia deixar de compartilhar tal fato neste espaço. Sempre tive inveja do iídiche falado por meus pais, tios e patrícios mais velhos em geral, ornado por risos tão saborosos quanto um borbulhante "iúr" (ou será "iór"?) e de uma musicalidade que fazia contraponto ao alemão, língua irmã, tornado tão rude pela memória dos discursos de Hitler.


Meu avô Salomão bem que tentou me ensinar: ele mesmo confeccionava as apostilas em papel timbrado do Instituto de Meteorologia com sua grafia luxuosa a lápis, e tinha o cuidado de transliterar as palavras para o português, fazendo-as soar com o sotaque bessarabiano. Claro que ele sabia escrever iídiche em caracteres hebraicos (com os quais eu estava familiarizado, ma non troppo) como deve ser, mas sua intenção, ao transliterar, era facilitar minha vida.


Ocupado demais com minhas veleidades juvenis, não consegui persistir e acabei abandonando a empreitada. Mais recentemente, fui levado, por uma corrente caótica de emails, ao nome do professor (e cantor de coral, e advogado) Moysés Garfinkel.

A primeira aula foi numa salinha do Midrash, e lá serão as seguintes. Garfinkel não quis me dar vida fácil: começamos já com a grafia hebraica, e fiquei surpreso (Moisés também) com a facilidade que tive em decifrá-las: a proximidade de meus pais provavelmente criou um mimetismo inconsciente que me levou a intuir a maneira certa de fazê-las soar, não caindo na tentação de "falar hebraico em iídiche".

Meu objetivo final, além, é claro, de poder conversar com meus pais e ouvir o Osias fazer humor em iídiche (sempre disse a ele que seria um mestre do stand-up-comedy se quisesse), é de um dia poder contar, em iídiche, a piada do negro americano que, num banco de praça, lê um jornal iídiche nos EUA dos anos de caça às bruxas e é interrompido por um judeu que passa e pergunta, em iídiche: "Você é judeu"? O negro o olha com certo espanto e responde (em iídiche): "Só me faltava isso". Fico imaginando o sabor de contar essa história nesse idioma germânico dos judeus da diáspora leste-europeia tantos séculos atrás. Ou, quem sabe, de ler, um dia, Scholem Aleichem no original. Será que consigo? 

Projeto de Lei permitirá que todos rabinos realizem cerimônias de casamento

A parlamentar do Knesset Tzipi Hotovely anunciou na segunda-feira que ela em conjunto com outro parlamentar Uri Orbach apresentarão um projeto de lei que permitirá que rabino de qualquer ordenação aprovada pelo Rabinato Chefe possa realizar cerimônias de casamento. Isto acontece depois do furor desencadeado na semana passada quando a organização religiosa-sionista Tzohar encerrou seus serviços gratuitos de casamento por causa de obstáculos burocráticos que tiveram origem no Ministério de Assuntos Religiosos. Porém logo após um acordo foi firmado e o Tzohar reiniciou seus trabalhos.


Numa audiência realizada no Comitê do Knesset para o Progresso do Status da Mulher, que Hotovely é a presidente e disse que a situação atual necessita ser alterada, apesar do acordo recentemente firmado, e que os critérios definindo quais os rabinos que estariam habilitados para realizar as cerimônias de casamento deveriam ser modificados. Orbach que também estava presente e protestou contra o rabinato em termos veementes. ‘Os problemas criados pelos rabinos do Tzohar começaram com o Rabinato Chefe e continuam com o Ministério de Assuntos Religiosos... é o Rabinato Chefe que impede que rabinos religioso-sionistas possam realizar as cerimônias de casamento quando estabelecem critérios que permitem que qualquer rabino, mesmo aquele que somente seja conhecido por seus hassidim (seguidores ultra-ortodoxos) realize casamentos, enquanto que um rabino religi oso-sionista de uma hierarquia superior não estaria qualificado, segundo estes mesmos critérios’.

O projeto de lei terá o objetivo de alterar os critérios atuais para a aprovação de licenças para que rabinos celebrem casamentos, porém o Tzohar diz que este projeto seria discriminatório contra todos os rabinos e impediriam que centenas deles pudessem celebrar casamentos. Esta nova lei, caso seja aprovada, significaria que qualquer rabino de qualquer ordenação aprovada pelo rabinato, que tenha recebido a aprovação do rabino-chefe de qualquer cidade e que tenha sido aprovado no curso sobre as leis do casamento poderiam oficiar cerimônias e emitir o registro do casal. Hotovely na audiência disse, ‘a verdade está distorcida quando o ministro de Assuntos Religiosos ou qualquer outra pessoa possa alocar cotas para casamentos. Porque alguém que foi aprovado como rabino numa instituição aprovada pelo rabinato, aprovado em exam es e obteve o título de rabino, precisa enviar um fax antes de qualquer casamento para obter a permissão para realizar o casamento?’.

O parlamentar do partido Shas Haim Amsalem argumentou sobre um aspecto mais amplo da controvérsia. ‘Todos os dias observamos outra forma de radicalização (religiosa) e onde isto está nos levando?’ e conclamou para que o rabinato pare de fazer o que ele chamou de ‘sabotagem e discriminação’.
Ilan Gilon do partido Meretz continuou e conclamou para uma completa separação do Estado e o Poder Religioso. ‘Achamos que a religião dominou a política, mas na verdade é o contrário, a política dominou a religião’. O pluralismo pleno, afirmou Gilon, é a única solução. ‘Eu sou um homem de fé, não sou um secular, mas temos que separar a religião e o estado para que todos e qualquer um escolha exatamente o que quiser’.

Governo canadense financia a segurança de alimentos kasher

O governo federal canadense anunciou fundos de até 764.000 dólares como ajuda para a supervisão cuja finalidade será proporcionar um elevado nível de segurança alimentar para todas as fases dos produtos alimentícios - desde a matéria-prima até o processamento, distribuição e a venda no varejo de alimentos kasher. O anúncio foi feito pelo Conselho da Comunidade Judaica de Montreal, também conhecido como Vaad Ha'ir, que irá desempenhar um papel importante na coordenação desta nova e voluntária iniciativa por todo o país.

De acordo com o Canadian Jewish News, a Canadian Kosher Food Safety Initiative irá supervisionar todas as fases da segurança alimentar, das matérias-primas, até o seu processamento, distribuição e venda ao consumidor.

"A segurança alimentar é uma prioridade para este governo e para todos os canadenses" afirmou o ministro da Indústria, Christian Paradis "Este investimento irá aumentar ainda mais a confiança dos consumidores em relação à segurança dos alimentos kasher e ajudar a tornar o setor ainda mais competitivo".

Sabedoria Judaica


“Quando você é jovem, acredita que comédia e tragédia são concepções opostas. Quando você chega a minha idade, se dá conta de que são apenas duas janelas diferentes, através das quais vemos a mesma paisagem: o quintal de nossas vidas.” (Amós Oz, durante palestra em SP)

1.11.11

Espionagem alemã resgata passado nazista de agentes na América Latina

A decisão do serviço secreto alemão de abordar de forma transparente o passado nazista da inteligência na Alemanha Ocidental (BND) volta a dirigir os olhares para a América Latina, refúgio de alguns dos criminosos mais procurados do Terceiro Reich.

A recente criação de uma comissão formada por quatro historiadores para estudar o passado nazista do BND refletem a vontade de seu presidente, Ernst Uhrlau, de resgatar o funcionamento da espionagem alemã após a Segunda Guerra Mundial.

Os arquivos de espionagem confirmam que os serviços secretos ocultaram o paradeiro de muitos criminosos nazistas foragidos da justiça para transformá-los em possíveis agentes.

A revista "Der Spiegel" publicou recentemente que Walther Rauff, coordenador de unidades móveis de câmaras de gás desenvolvidas por ele mesmo, colaborou com o BND quando residia no Chile, entre 1958 e 1962, para espionar o líder cubano Fidel Castro.

Apesar de conhecer perfeitamente o passado de Rauff, acusado pela justiça alemã da morte de 98 mil prisioneiros durante o nazismo, a espionagem federal não duvidou em contratar seus serviços.

Rauff, que se estabeleceu como empresário no Chile após uma temporada na Síria e Equador, foi preso em 1962 por solicitação da Alemanha. Porém, o processo acabou arquivado porque a justiça do Chile, onde ele morreu em 1984, considerou que seus crimes tinham prescrito.

Já Klaus Barbie, conhecido como "Açougueiro de Lyon" e chefe da Gestapo na França ocupada, foi recrutado pela inteligência germânico-ocidental em 1966 na Bolívia, onde morava desde 1951.
O BND, que então ampliava internacionalmente sua rede de agentes, seguia atentamente o desenvolvimento da Bolívia, temendo que o país sofresse influência soviética, como Cuba. 

As Flores no Jardim do Mal

Procurado pelo BND por sua "ideologia alemã" e seu "anticomunismo", Barbie elaborou para os serviços secretos 35 relatórios, cujo conteúdo ainda é desconhecido.
No entanto, sabe-se que poucas semanas após seu recrutamento, Barbie assumiu a representação de uma empresa alemã de venda de excedentes de armamento do Exército alemão. O posto ocupado dava chance de o agente informar quanto os bolivianos gastavam em armas e munição.
Por considerar perigoso esse vínculo, o BND rompeu com seu colaborador no final de 1967. Em 1983, Barbie foi expulso da Bolívia e entregue à França. O "Açougueiro de Lyon" morreu em 1991 de leucemia em uma prisão francesa, onde cumpria prisão perpétua. 

Um dos fugitivos nazistas mais procurados, Josef Mengele, conhecido como "Anjo da Morte" por seus experimentos com prisioneiros no campo de extermínio de Auschwitz, viveu seus últimos dias no Brasil, depois de passar por Argentina e Paraguai. 

Além das especulações sobre a colaboração de Mengele com inteligência alemã, os últimos documentos revelados mostram que ele não só não cooperou com o BND, como também foi ajudado pelo organismo para iniciar sua fuga. 

Em 1961, o serviço secreto alemão já sabia de sua residência no Brasil - onde faleceu em 1979 -, mas nunca demonstrou interesse em sua prisão. Em 1972, o BND informou ao Governo que desconhecia "onde ele poderia estar" e "se ainda permanecia vivo". 

Os registros revelam também que a espionagem alemã ocultou durante anos o paradeiro de Adolf Eichmann, artífice do plano de extermínio dos judeus na Europa. Segundo informações divulgadas pela imprensa alemã, o BND sabia que Eichmann vivia na Argentina desde 1952, porém, não informou à CIA até 1958.
O criminoso nazista foi sequestrado na Argentina, em maio de 1960, pelo serviço secreto israelense (Mossad) e executado dois anos depois em Israel. 

A nova comissão de historiadores, que contará com um prazo de quatro anos para estudar os registros dos serviços secretos, irá focar sua investigação nos anos entre 1945 e 1968, período que precedeu a criação do BND. 

Neste período, quem assumia o serviço secreto alemão era a chamada "Organização Gehlen", liderada pelo antigo general Wehrmacht Reinhard Gehlen, que anteriormente tinha sido responsável pela espionagem exterior nazista.

Rabinos pedem que religiosos se tornem doadores voluntários de órgãos

40 rabinos da organização religiosa Tzohar votaram na aprovação do novo cartão de doador de órgãos, garantindo que este procedimento está em conformidade com a lei judaica.

Uma nova iniciativa destinada a aumentar o número de pessoas para assinarem cartões de doação de órgãos foi formalmente aprovada pela Tzohar, um grupo religioso-sionista rabínico. Em uma reunião na semana passada no Centro Médico Shaare Zedek em Jerusalém 40 rabinos da organização votaram aprovando um novo cartão de doador de órgãos e para a divulgação de explicações que visam reduzir quaisquer preocupações potenciais de doadores religiosos que poderão ter seus órgãos retirados em conformidade com as leis judaicas. 


"Queremos incentivar que a sociedade israelense reconheça e aceite a importância de salvar a vida de alguém" disse no domingo o presidente da Tzohar o Rabino David Stav ao The Jerusalem Post. "Acreditamos também que é imoral estarmos dispostos a aceitar órgãos de outras pessoas enquanto que ao mesmo tempo não estamos dispostos a doar nossos órgãos, se tais circunstâncias surgirem". Atualmente o cartão de doador de órgãos "Edi" é o único sistema do gênero em uso no país e é emitido pelo Centro Nacional de Transplantes e autorizado pelo Ministério da Saúde. No entanto de acordo com a Tzohar apenas 10 por cento da população adulta já se inscreveu para o cartão.

O programa "Bilvavi" procura amenizar as dúvidas de potenciais doadores, aumentando assim o número de pessoas voluntarias para a doação de órgãos, garantindo a eles e suas famílias que os transplantes serão realizados de acordo com a lei judaica, e especificamente que a morte cerebral será firmemente estabelecida por um médico com conhecimento da legislação pertinente, antes que os órgãos sejam removidos.

A morte cerebral foi estabelecida pelo árbitro mais respeitado da lei judaica dos últimos tempos, o rabino Moshe Feinstein, para ser o critério relevante para a declaração da morte, embora ele estipulasse que outros testes também sejam realizados para a confirmação. Para este propósito foi criada a organização chamada Arevim, com mais de 30 médicos conhecedores e competentes em relação às leis judaicas.

Haim Falk , diretor do sistema Bilvavi informou ao Post que ser signatário do novo sistema significa que um médico da Arevim estará presente no momento que a morte for declarada para assegurar uma garantia extra que qualquer transplante seja de acordo com as leis judaicas. 


O Rabino Stav disse que uma das principais razões em Israel para a baixa taxa de doação de órgãos é por causa de preocupações religiosas, na maioria das vezes completamente infundadas. "Muitas pessoas não estão dispostas a se tornar doadoras de órgãos por causa de sentimentos religiosos, embora que muitas dessas pessoas não sejam religiosas" ele disse. "É que em relação à questão da morte as pessoas tornam-se mais religiosas do que a religião exige". Criticas têm sido expressas em relação ao novo cartão Bilvavi por membros do Centro Nacional de Transplantes, especificamente que o estabelecimento de uma estrutura alternativa possa desencorajar as pessoas seculares de se inscreverem, mesmo que seja para o atual sistema. E é por esta razão que Stav afirma que a Tzohar está recomendando o novo cartão Bilvavi especificamente para as pessoas que não se inscreveram para o cartão Edi, e que a coisa mais importante não é o sistema do registro, mas o f ato de se registrar como doador de órgãos". 

Há três preocupações halachicas sobre doação de órgãos: a proibição contra a profanação de um cadáver; o atraso do enterro, e a obtenção de qualquer tipo de vantagem de um cadáver. Atualmente a maioria dos rabinos aceita que a possibilidade de salvar vidas graças à doação de órgãos supera essas preocupações.

63% dos judeus em favor dos ônibus no Shabat

Um estudo sobre a Religião e o Estado, realizado pelo Instituto Smith pouco antes do Rosh Hashana, revelou que 62% aprovam o casamento civil, 52% apóiam o casamento homossexual, 87% querem que todos sirvam nas FDI, 79% querem cortes nos orçamentos para yeshivot.

A sociedade israelense está cheia de conflitos e tensões: entre sefarditas e asquenazis, entre a direita e a esquerda, entre ricos e pobres. Mas uma das mais profundas divisões se relaciona com o estado e a religião – como o transporte público no Shabat, conversões, casamento e divórcio, servir nas FDI, além de outras questões.

O ano passado também foi cheio de debates acalorados sobre a situação da religião na sociedade israelense, com foco em conversões de militares, mulheres cantoras no exército, casamento civil, e cartas de rabinos contra aluguel de apartamentos para árabes e trabalhadores estrangeiros.

Ás vésperas do Ano Novo judaico a Associação Hiddush para a Liberdade e Igualdade Religiosa divulgou seu Índice sobre o Estado e a Religião em 2011, que pesquisa a opinião pública sobre questões fundamentais. O índice é baseado em uma pesquisa abrangente realizada pelo Instituto Smith entre os 800 inquiridos – que representariam uma amostra significativa da população judaica adulta de Israel (erro amostral máximo: 3,4%).

Resultados da pesquisa revelam que 56% dos judeus em Israel acreditam que o Estado e a Religião deveriam ficar separados, 35% apóiam "muito" e 21% apóiam "bastante". Por outro lado, 28% são fortemente contra e 16% apenas um pouco contra. Uma análise baseada nas definições religiosas dos pesquisados revela que 85% dos haredim, 87% dos judeus religiosos e 54% dos judeus tradicionais, se opõem a uma separação entre o Estado e religião, enquanto que 80% dos seculares são a favor. 


Aos entrevistados foi perguntado: "Você concorda ou discorda que o Estado de Israel deveria governar a liberdade de religião e de consciência - em outras palavras, dando aos judeus seculares e religiosos a opção de agir de acordo com sua visão de mundo?". Oitenta e três por cento disseram que sim (60% "concordam totalmente" e 23% "concordam parcialmente") e 17% disseram que não (10% "discordando totalmente" e 7% "discordando parcialmente"). Os haredim são o único setor cuja maioria se opõe contra a liberdade de religião em Israel (51%), enquanto que a maioria dos judeus religiosos, tradicionais e seculares manifestaram o seu apoio (68%, 84% e 91%, respectivamente).

A calúnia do apartheid em Israel

A acusação de que Israel é um Estado que pratica o apartheid é falsa e maliciosa e se opõe à paz e à harmonia, ao invés de promovê-las



Por Richard J. Goldstone
(Publicado em 01/11/2011 no The New York Times)

Pedido da Autoridade Palestina para ser aceita como membro pleno nas Nações Unidas aumentou a pressão pela solução de dois Estados. A necessidade de reconciliação entre israelenses e palestinos nunca foi tão grande. Por isso, é importante separar a crítica legítima a Israel de ataques que visam isolá-lo, demonizá-lo e deslegitimá-lo.

Uma acusação particularmente perniciosa e duradoura é a de que Israel adota políticas de apartheid. Na Cidade do Cabo (África do Sul), a partir do próximo sábado, uma organização não-governamental com sede em Londres chamada Tribunal Russell sobre a Palestina vai realizar uma "audiência" sobre se Israel é culpado do crime de apartheid. Não será um "tribunal". As "evidências" serão unilaterais e os membros do "júri" são críticos cujas duras posições contra Israel são bem conhecidas.

Apesar de o termo "apartheid" poder ter um significado mais amplo, sua utilização destina-se a evocar a situação pré-1994 na África do Sul. Esta é uma calúnia injusta e imprecisa contra Israel, calculada para retardar, ao invés de avançar, as negociações de paz.

Eu conheço muito bem a crueldade do repugnante sistema de apartheid na África do Sul, em que os seres humanos caracterizados como negros não tinham direito a votar, ocupar cargos políticos, usar praias ou banheiros "brancos", casar com brancos, viver em áreas só para brancos ou até mesmo estar lá sem um passe. Negros gravemente feridos em acidentes de carro eram deixados sangrar até a morte, se não houvesse ambulância "negra" para levá-los a um hospital "negro". Hospitais “brancos” eram proibidos de salvar suas vidas.

Ao avaliar a acusação de que Israel adota políticas de apartheid que são, por definição, principalmente sobre raça ou etnia, é importante primeiro fazer a distinção entre as situações em Israel, onde os árabes são cidadãos, e em áreas da Cisjordânia que permanecem sob o controle israelense na ausência de um acordo de paz.

Em Israel, não há apartheid. Nada chega perto da definição de apartheid nos termos do Estatuto de Roma de 1998 ("Atos desumanos ... cometidos no contexto de um regime institucionalizado de opressão sistemática e dominação de um grupo racial sobre qualquer outro grupo ou grupos raciais e comprometidos com a intenção de manter esse regime"). Árabes israelenses - 20 por cento da população de Israel - votam, têm partidos políticos e representantes no Knesset (parlamento) e ocupam posições de destaque, incluindo na Suprema Corte do país. Pacientes árabes ficam lado-a-lado de pacientes judeus em hospitais israelenses, recebendo tratamento idêntico.

Para sermos precisos, há uma separação “de fato” entre as populações judaica e árabe maior do que Israel deveria aceitar. Muito desta separação é resultado de escolhas das próprias comunidades. Alguns, resultado de discriminação. Mas não é apartheid, que, conscientemente, consagra a separação como um ideal. Em Israel, a igualdade de direitos é a Lei, a aspiração e o ideal; desigualdades são na maioria das vezes derrubadas com sucesso nos tribunais.

A situação na Cisjordânia é mais complexa. Mas também aqui não há a intenção de manter "um regime institucionalizado de opressão sistemática e dominação de um grupo racial". Esta é uma distinção crítica, mesmo que lá Israel aja opressivamente contra os palestinos. A separação racial forçada na África do Sul tinha a intenção de beneficiar permanentemente a minoria branca, em detrimento de outras raças. Israel, ao contrário, concordou com o conceito da existência de um Estado palestino em Gaza e em quase toda a Cisjordânia, e está chamando os palestinos para negociar os parâmetros.

Mas até que haja uma paz de dois Estados, ou pelo menos enquanto os cidadãos de Israel permaneçam sob ameaça de ataques a partir da Cisjordânia e de Gaza, Israel verá barreiras em estradas e medidas similares como medidas necessárias à sua auto-defesa, mesmo que os palestinos sintam-se oprimidos por elas. Do jeito que as coisas estão, os ataques de um lado são retribuídos com contra-ataques do outro. E as profundas disputas e reclamações apenas endurecem quando a analogia ofensiva do "apartheid" é invocada.

Aqueles que procuram promover o mito do apartheid israelense muitas vezes citam os confrontos entre soldados israelenses fortemente armados e atiradores de pedras palestinos na Cisjordânia, ou a construção do que chamam de "muro do apartheid", ou o tratamento desigual em estradas da Cisjordânia. Mesmo que essas imagens sirvam para estimular uma comparação superficial, é hipócrita usá-las para distorcer a realidade. A barreira de segurança foi construída para impedir ataques terroristas implacáveis e, embora tenha infligido grandes dificuldades em alguns lugares, a Suprema Corte de Israel em muitos casos ordenou o Estado a corrigir sua rota para minimizar as dificuldades impostas. Restrições em estradas tornam-se mais intrusivas após ataques violentos e são aliviadas quando a ameaça é reduzida.

Claro que o povo palestino tem aspirações nacionais e direitos humanos que todos devem respeitar. Mas aqueles que confundem as situações em Israel e na Cisjordânia e as comparam à velha África do Sul prestam um desserviço a todos os que esperam por justiça e paz.

As relações entre árabes e judeus em Israel e na Cisjordânia não podem ser simplificadas em uma narrativa de discriminação judaica. Há hostilidade e desconfiança em ambos os lados. Israel, caso único entre as democracias, está em um estado de guerra com muitos dos seus vizinhos que se recusam a aceitar a sua existência. Mesmo alguns árabes israelenses, por serem cidadãos de Israel, vêem-se por vezes sob suspeita de outros árabes como resultado desta inimizade de longa data.

O reconhecimento mútuo e a proteção da dignidade humana de todas as pessoas são indispensáveis para pôr fim ao ódio e à raiva. A acusação de que Israel é um Estado que pratica o apartheid é falsa e maliciosa e se opõe à paz e à harmonia, ao invés de promovê-las.


Richard J. Goldstone, ex-juiz do Tribunal Constitucional Sul-Africano, liderou a comisssão de investigação da Organização das Nações Unidas sobre o conflito em Gaza em 2008-9.


26.8.11

General que liderou vitória do Vietnã contra EUA completa 100 anos

O general vietnamita artífice da vitória militar de seu país contra franceses e americanos, Vo Nguyen Giap, completa 100 anos nesta quinta-feira em um hospital de Hanói, onde está internado há meses por problemas de saúde.

Fontes ligadas a ele citadas pela imprensa local indicaram que o aniversariante estava acordado e reconhecia os visitantes que o cumprimentavam pelo centenário.

Giap nasceu em 1911 na região central da então Indochina francesa e, enquanto cursava estudos no Liceu Nacional de Hue, fez contato com os setores políticos mais radicais.


Hoang Dinh Nam/France Presse
O 
general vietnamita artífice da vitória militar de seu país contra 
franceses e americanos, Vo Nguyen Giap
O general vietnamita artífice da vitória militar de seu país contra franceses e americanos, Vo Nguyen Giap

Em 1933, ingressou no Partido Comunista da Indochina quando estudava Direito em Hanói. Após um breve exílio na China, retornou ao Vietnã em 1944 e, no ano seguinte, o próprio Ho Chi Minh nomeou-o ministro da Defesa em seu Governo provisório.

Durante os nove anos seguintes, dirigiu as tropas que lutaram para expulsar os franceses com táticas que fundamentaram sua reputação. A vitória sobre os franceses na batalha de Dien Ben Phu, em 1954, deu-lhe fama histórica.

Com o prestígio de general vitorioso em circunstâncias adversas, foi-lhe encomendada a missão de dirigir a ofensiva do Tet na guerra contra os Estados Unidos, na década seguinte.

Nos anos 60 e 70, foi vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e membro do Politburo, até que, de acordo com algumas versões, foi obrigado a renunciar da pasta da Defesa por sua oposição à intervenção militar no Camboja para expulsar o Khmer Vermelho.


Em 1982, Giap foi afastado do Politburo, mas manteve o cargo simbólico de vice-primeiro-ministro.

Pesquisas de opinião indicam que Giap é um dos personagens mais admirados entre a juventude vietnamita, após Ho Chi Minh, o fundador do atual Vietnã.

25.8.11

The extreme Israeli right's alliance with lunatics

In recent years, the extreme Israeli right has developed an alliance with heads of the evangelical movement, who define themselves as Christian Zionists, some of whom believe that another Holocaust of the Jews will ensure the resurrection of Jesus.

Against the backdrop of what Prime Minister Benjamin Netanyahu and his spokesmen call the "delegitimization" of Israel, a "support event" was held in Jerusalem yesterday evening led by American preacher-broadcaster Glenn Beck. Beck was accompanied by personages identified with the Republican Party's extreme right and a group of Christian Zionist evangelical leaders.

Beck never misses an opportunity to speak ill of U.S. President Barack Obama and to challenge his leadership. His television program fell out of favor even with rightist Fox Broadcasting, which took Beck off the air. A few weeks ago, Beck received publicity for comparing the young Norwegians who were killed by an extreme right-winger to the Hitler Youth. Hundreds of rabbis in the United States, from all streams of Judaism, have expressed disgust with Beck's incitement on the air against Jewish financier George Soros and Jewish intellectuals "accused" of harboring liberal, leftist views.

In recent years the extreme Israeli right has developed an alliance with the heads of the evangelical movement, who define themselves as Christian Zionists. National religious rabbis and politicians connect with these preachers, including those who spread the belief in the need for another Holocaust of the Jews in order to ensure the resurrection of Jesus. These rabbis and politicians accept donations from these preachers. It is mystifying that people from Israel's ruling party, Likud, foremost among them Vice Prime Minister Moshe Ya'alon and World Likud Chairman Danny Danon, have joined the circle of Beck's fans. So has Atzmaut MK Einat Wilf. 

One might have expected the government and police to prohibit the East Jerusalem Development Corporation (a government-municipal company ) from making available the archaeological park near the Al-Aqsa Mosque and Silwan neighborhood for the fulminations of extreme rightists. These are unnecessary and harmful fulminations that testify to Netanyahu's distorted priorities. 

It was just a few weeks ago that the government denied dozens of peace activists entry into Israel; they wanted to demonstrate nonviolently their support for the Palestinians' struggle for independence. At the time, it was claimed that this was a "provocation." The "support event" in Jerusalem was no less provocative.

22.8.11

Mike Oren: "Verão Israelense" Não é a "Primavera Árabe"

Por Michael Oren

Há duas semanas quando 300 mil pessoas saíram às ruas de Israel para protestarem contra as condições econômicas no país, os meios de comunicação rapidamente associaram esses protestos com as revoltas que assolam grande parte do mundo árabe. Segundo estes mesmos meios de comunicação os israelenses teriam aprendido esta lição com a Primavera Árabe.

Mas a diferença é que em Israel os judeus se manifestam em conjunto com os muçulmanos e cristãos; imigrantes que vieram da Rússia marcham com os que vieram da África; as divisões entre os seculares e religiosos e entre a direita e a esquerda são praticamente inexistentes. E as mulheres, sempre confinadas a um papel secundário na maioria dos protestos árabes estão entre as líderes das manifestações de Israel. De fato a primeira tenda de protesto foi montada por uma jovem de 25 anos de idade. As mães israelenses que querem voltar a trabalhar realizaram a "marcha dos carrinhos de bebês" pedindo por creches subsidiadas. 

Não estão exigindo uma mudança na forma de governo de Israel, mas uma reforma da sua política - exatamente como deve funcionar uma democracia. 


Ao contrário das revoltas árabes que tem por objetivo a derrubada de ditadores, as manifestações de Israel têm por objetivo a "justiça social" e, muito importante, dentro do sistema político existente. Especificamente querem habitação acessível e aumentos salariais que acompanhem a rápida expansão da economia de Israel; querem reduzir a disparidade social que se ampliou nas últimas décadas em Israel e sob sucessivos governos, de direita e de esquerda. Em Israel não se trata de derrubar um regime, mas a preservação da classe média. Estes israelenses estão empenhados em tornar o seu país num lugar melhor para todos os seus cidadãos - empresários, professores e trabalhadores de fábrica.

Com poucas exceções a Primavera Árabe tem sido tingida pela violência. Milhares já foram mortos e muitos milhares tiveram que se tornarem refugiados. A polícia egípcia agride os manifestantes e os colocam em prisões enquanto as tropas sírias usam tanques para atirar de canhão contra seus concidadãos. Em Israel em contraste são os artistas e escritores - e não as forças de segurança – que recebem os manifestantes. As tendas de protesto são protegidas ao invés de arrancadas, pela polícia.

O modo violento que caracteriza as manifestações árabes e a natureza pacífica das manifestações de Israel reflete a diferença mais notável entre elas. As populações árabes estão protestando para obterem a democracia e a liberdade que os seus governantes consideram como ameaças mortais. As manifestações de Israel, porém, estão ocorrendo porque a democracia e a liberdade já existem. E o governo israelense não as considera como ameaça, mas sim como uma oportunidade. Como conseqüência o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu estabeleceu um comitê constituído por funcionários do governo, economistas e professores para analisarem as demandas dos ativistas, e também foi aberto um fórum online para o diálogo. "Não podemos ignorar as vozes que emanam do público" afirmou Netanyahu. "Nós queremos soluções verdadeiras, e nós vamos realizá-las".

Há alguns dias visitei milhares de tendas e barracas que surgiram ao longo dos bulevares mais ilustres de Tel Aviv e onde vi cartazes expressando amor por Israel e o compromisso para uma sociedade mais justa. Eu falei com os organizadores que me disseram que a eletricidade para os "acampamentos" é fornecida por restaurantes das proximidades e que as pessoas do bairro abriram suas cozinhas e chuveiros para os manifestantes. Não vi um único policial, muito menos um soldado, que de qualquer forma tentasse silenciar os ativistas. A natureza tranqüila e apartidária dos protestos é uma prova importante da democracia israelense.

Porém todas essas diferenças entre a Primavera Árabe e o ‘Verão Israelense’ partilham de uma similaridade fundamental. Em ambas os povos do Oriente Médio estão desafiando o status quo e fazem ouvir a sua voz. Em todos os lugares há um sentimento de um novo senso de poder. Em Israel há a representação parlamentar e a liberdade de expressão para a discussão das demandas dos manifestantes e em conjunto para encontrarem as soluções.

Esperamos que algum dia em breve, nossos vizinhos irão desfrutar dos mesmos direitos básicos. As estações (do ano) por definição passam, mas todos nós podemos trabalhar para um futuro permanente de oportunidades, liberdade e com paz.

Michael Oren é o Embaixador de Israel nos Estados Unidos.

Jerusalém e o Estado Palestino


Humberto Viana Guimarães

No que se refere à cidade de Jerusalém temos que ser realistas: ela jamais foi a capital de qualquer nação árabe. A sede do califado mulçumano sempre foi Bagdá, e as rotas do comércio sempre passavam pelo Cairo e em Damasco. A Jordânia invadiu e ocupou Jerusalém Oriental – 1948-1967 –, dividindo a cidade pela primeira vez, desde a sua criação, sendo o único período, desde os tempos bíblicos, em que não houve presença judaica nessa parte da cidade.

A Jordânia não só expulsou os judeus como proibiu que eles orassem em seus lugares sagrados, além de criar sérias restrições de acesso aos cristãos. Para tal, o governo jordaniano separou os dois setores da cidade com cercas de arame farpado e campos minados, para assim controlar a entrada daqueles que não fossem árabes e mulçumanos. Cometeu todo tipo de arbitrariedade para fazer desaparecer qualquer vestígio da milenar presença judaica na cidade: destruiu várias sinagogas (algumas viraram estábulos) e profanou o milenar cemitério judeu do Monte das Oliveiras, para que ali passasse uma estrada. Suas lápides foram utilizadas na pavimentação e em latrinas.


Uma verdadeira violência, pois a Resolução 181 da ONU previa o livre acesso e trânsito de todas as nacionalidades, sem distinção de credo. Nem nos mais remotos tempos foram cometidas tais arbitrariedades. Mesmo depois da retomada de Jerusalém, em 1187, pelo sultão curdo Salah ad-Din Yusuf ibn Ayyub (Saladino), e no período do império otomano que durou mais de seis séculos (até 1917), nunca havia sido cerceada a liberdade religiosa das três maiores religiões monoteistas.

Que as autoridades do Estado Palestino procedam como o governo de Israel que, como país democrático, após a reconquista da parte oriental de Jerusalém em 1967, deu plena e total liberdade religiosa e acesso, sem qualquer tipo de restrições, aos lugares sagrados dos cristãos, judeus e muçulmanos. Todos circulam livremente.

Curiosa, portanto, essa intransigente exigência da Autoridade Nacional Palestina em ter a capital do Estado Palestino na parte Oriental de Jerusalém.

Pergunto: estarão de fato, Mahmoud Abbas, comandante do Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina, Khaled Meshaal, do Hamas (antes dos conflitos na Síria, vivia nababescamente em Damasco — como nunca quis enfrentar a batalha, “se mandou” para Doha, no Catar, a milhares de quilômetros de Gaza, e Ismail Haniyeh, seu porta-voz, que se vire!) e Sayyid Hassan Nasrallah, do Hezbollah, dispostos a uma paz definitiva com Israel? Dá para acreditar nas promessas do Hezbollah, que é financiado pelo Irã, cujo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, nega a existência do Holocausto e prega abertamente a destruição de Israel? E o que dizer do Hamas, que, após a morte de Bin Laden, fez uma declaração considerando o saudita com um “santo guerreiro árabe”?

O primeiro gesto de boa vontade por parte dos palestinos é reconhecer o Estado de Israel. Como disse Benjamin Netanyahu em seu discurso no Congresso americano em 24/05: “Eu aceito o Estado Palestino. É hora de o presidente Abbas conclamar o seu povo e dizer ‘Eu aceitarei o Estado judeu’”.

Na Sura Al-Baqarah 2,143, do Corão (Al-Karim al-Qur’an), está escrito: “E, assim, fizemos de vós uma comunidade mediana, para que sejais testemunhas dos homens e para que o Mensageiro seja testemunha de vós”. De acordo com a tradução do Corão elaborada pelo eminente professor de estudos árabes e islâmicos da Universidade de São Paulo (USP) Helmi Mohamed Ibrahim Nasr – uma das maiores autoridades mundiais no assunto –, com a colaboração da Liga Islâmica Mundial impressa no Complexo do Rei Fahad, Arábia Saudita, a palavra “mediana é tradução do vocábulo árabe ‘wasat’, e indica que a nação árabe deve estar isenta de extremismo, em todos os aspectos, uma vez que, segundo a máxima árabe, o que é melhor está no meio, aliás, essa ideia coincide com a máxima latina ‘in medio stat virtus’”.

Que os palestinos sigam os ensinamentos do Profeta (sallAllahou alayhi wasallam, que a bênção e a paz de Deus estejam com ele).

*Humberto Viana Guimarães é engenheiro civil, consultor e pesquisador da História do Oriente Médio.
 

O SONHO PELA VISÃO DO JUDAÍSMO

Conforme o livro Derech Hashem, do grande rabino e cabalista Chaim Luzzato (1707-1746), durante o sono, a parte mais ativa do corpo é a mente, no campo da imaginação, enquanto o resto do corpo descansa. O sonho é uma experiência da mente. Há diferentes tipos de sonho, sendo o mais básico deles aquele que reproduz temas arquivados no sub-consciente que foram vivenciados durante o dia em vigília. Um sonho comum também sofre influência dos processos naturais do corpo, como a digestão dos alimentos. 


Certa vez, um rei do império romano questionou Rabi Yeoshua, um de nossos Sábios que viveu na época do Talmud: “Consta que vocês (do Povo de Israel) são um povo inteligente. Assim sendo, saberá o Rabi prever com quê sonharei esta noite?”

Rabi Yeoshua retrucou: “Tú sonharás que os persas, teus inimigos, vão te aprisionar e vão te conduzir ao trabalho forçado, e vão te obrigar a levar seus porcos para pastar em uma cama de ouro”. Os romanos eram inimigos dos persas de longa data. Esta informação preocupou tanto o rei romano que à noite, ao deitar-se para dormir, sonhou com isto (Tratado Brachót 56a). 


Algo semelhante ocorreu, envolvendo o Rabi Shmuel e um rei da Pérsia. O nobre desafiou o sábio a revelar o que sonharia naquela noite. Rabi Shmuel, aplicando o mesmo princípio, trouxe à tona um tema que lhe causaria preocupação; e o rei deveras sonhou com o que Rabi Shmuel lhe mencionara (Brachót na continuação).

Outro fenômeno acontece no momento em que a pessoa está dormindo. A alma desconecta-se parcialmente do corpo, e uma parte dela eleva-se e transporta-se para um outro plano. Somente a parte inferior da alma permanece ligada ao corpo. A parte da alma que se desconecta do corpo segue para uma dimensão espiritual, interagindo com seres não-corpóreos. De acordo com a decisão da Autoridade Divina, o contato se dá através de um canal de pureza ou de impureza. Esta é a origem de um outro tipo de sonho. A interação com esses seres espirituais gera o conteúdo do sonho, que passará da parte inferior da alma — que permanece ligada ao corpo — à mente.

As imagens formadas através da intersecção destes dois planos produzirão as mensagens que serão transmitidas à mente durante o sono. Dependendo da força que estiver regendo o caminho da alma dentro do mundo espiritual — de pureza ou impureza — as mensagens recebidas poderão ser verdadeiras ou falsas. A informação contida neste tipo de sonho pode ser abstrata e sem sentido, em virtude da interferência dos fatores mais comuns citados anteriormente — a experiência vivida durante o dia e a atuação dos processos fisiológicos naturais.


Existe também o sonho que revela algo a respeito do futuro. A revelação acontece através da mesma forma de contato com seres não-corpóreos. A mensagem a ser passada pode aparecer de forma oculta ou explícita, segundo a vontade de Deus. Porém, em todos os casos citados, qualquer informação pode misturar-se com imagens vindas da própria mente, e a este fenômeno se referiram nossos sábios no Talmud (Tratado Brachót 55a): “Não existe um sonho que não esteja misturado com alguma informação vã.” Existe um outro tipo de sonho, o mais elevado de todos, que é o sonho profético.
Em resumo:
 
O Marshá — sábio e comentarista do Talmud — explica que existem três tipos de sonhos:

a. Sonhos imaginários, que em geral surgem no princípio da noite, pois, normalmente, a pessoa está preocupada com aquilo que pensou durante o dia;

b. Sonhos que ocorrem através de forças espirituais impuras, surgindo na parte intermediária da noite; em relação a eles está escrito (Tratado Brachót 55a): “A influência que o sonho exercerá na pessoa dependerá de como ele for interpretado”, pois caso ele seja interpretado para o bem, então será de boa influência para a pessoa, e caso seja interpretado para o mal irá exercer influência negativa. Se, no entanto, o sonho não for interpretado, não trará nenhuma influência, e a este caso se referiram nossos sábios (Brachót 55a): “Um sonho não interpretado é como uma carta que não foi lida”;

c. Sonhos com mensagens transmitidas através de seres espirituais puros e elevados, que aparecem na última parte da noite, quando o dia está começando, e quando o sonho é claro — este é um sonho verdadeiro. Em geral, um sonho ruim se traduz em algo bom, e um sonho bom não é tão bom para o sujeito (Tratado Berachót 55a), diferente do que aparenta ser.

Caso tenha sido decretado algum tipo de sofrimento para o indivíduo, devido a algum mérito, ele poderá vivenciar esta dor indiretamente através do sonho, anulando o decreto na vida real. E, ao contrário, caso a pessoa merecesse receber alguma satisfação ou gratificação, talvez por haver cometido algum ato que a desqualificou, ela receberá sua porção de alegria e contentamento durante o sonho, alterando suas perspectivas de sucesso neste mundo.

O objetivo do sonho:

O sonho que revela o que está oculto no sub-consciente traz tudo aquilo que rege os seus pensamentos ao plano consciente. Isto pode ser usado como uma ferramenta para o aprimoramento pessoal. Conforme a passagem de Rabi Yeoshua e o sonho do rei, o sonho é um reflexo das preocupações vividas durante o dia. 

Logo, é possível verificar e retificar o conteúdo de nossa essência através da análise dos sonhos. O sonho que revela algum sinal do que foi selado no futuro pode ter como objetivo despertar o sujeito para que faça uma re-avaliação de sua maneira de agir, aproveitando a chance de cancelar maus decretos e mudar seu destino. Outros sonhos têm o objetivo claro de estimular e fortalecer a pessoa em seu aprimoramento pessoal e crescimento espiritual. [baseado no livro Michtav MeEliahu parte 4, páginas 164-168].


Em relação a estes últimos, está escrito no Zohar (Trumá 142b) que a alma de um justo que já faleceu tem permissão para comunicar os decretos que foram selados para uma determinada pessoa que está viva, durante seu sono. Quando os decretos forem bons, o objetivo é de simplesmente comunicá-los para trazer mais alegria. Porém, quando ruins, o objetivo será alertar a pessoa para que os problemas em questão sejam retificados, e os decretos sejam alterados.

(Extraído do livro ”O Místico” - Shimshon Bisker)
 

Rabino ortodoxo casa gays com lésbicas

Religioso acredita que "esta é a melhor solução" que se pode "oferecer às pessoas que querem viver dentro da lei judaica".

Há seis anos atrás, um rabino ortodoxo ajudou um gay a realizar o sonho de ser pai. Para isso, elaborou um plano, de o casar com uma lésbica, que também queria ser mãe. Desde o primeiro casamento entre o gay e a lésbica, Areleh Harel tem acompanhado 13 casais, com o mesmo objetivo, revela uma reportagem da revista "Time".

Através de um amigo, o rabino de 37 anos encontrou um casal de lésbicas que também queria conceber uma família "tradicional". Agora, depois de "casados", têm dois filhos, e ninguém suspeita que são gays.


O plano de casamentos "encomendados" foi descoberto e gerou polêmica. Harel já foi mencionado numa discussão em Jerusalém sobre os direitos homossexuais. Líderes gays, após descoberta, criticaram estas uniões, achando-as enganosas. Porém, vários rabinos já apoiaram o colega, apelidando o seu trabalho de corajoso. 

Com o sucesso, e com maior procura, Harel passará a trabalhar via Internet, com o projeto, chamado "matchmaking" (casamenteiro), e acredita que "esta é a melhor solução" que se pode "oferecer às pessoas que querem viver dentro da halachá" (lei judaica).

O ortodoxo garante que o serviço de "matchmaking" estará online e operacional atéo final do ano, e considera ainda que esta "pode não ser uma solução perfeita", mas pelo menos "é um tipo de solução", para que os crentes da lei judaica não vivam em pecado.


São muitos os grupos homossexuais que já fazem pressão para que os seus casamentos sejam aprovados. 

Até 2007 não havia qualquer organização ortodoxa gay em Israel. Atualmente, existem cinco, incluindo uma com sede em Jerusalém.

Um gay, de 28 anos, que está acompanhado e conduzido por Harel, acredita que este tipo de casamento é procurado porque as pessoas acreditam que, com a lei judaica, "esta é a maneira normal e porque é a maneira mais fácil de ter filhos."

Os defensores ortodoxos acreditam que se os rabinos em Jerusalém aceitarem mais casamentos gays, a tolerância vai alastrar para as comunidades ortodoxas em todo o mundo.
"Tolerância. É o primeiro passo."

Was Amy Winehouse 'A Nice Jewish Girl'?

The Term Means Something Very Different in Yiddish

Nice or sheyne? In English, ‘Nice Jewish girl’ has come to have a 
sarcastic or derogatory ring to it.
Getty Images
Nice or sheyne? In English, ‘Nice Jewish girl’ has come to have a sarcastic or derogatory ring to it.

From Massapequa, New York comes this e-mail from Stephen Listfield: “What is the origin and current rationale of the expression ‘nice Jewish boy’ or ‘nice Jewish girl’? The latest example I’ve come across in the media is the repeated reference to Amy Winehouse as a ‘nice Jewish girl who blah, blah, blah.’ Yet I don’t know that Amy Winehouse was especially nice, and I’m quite sure that the term is often applied to Jews who are decidedly not nice. In fact, that sometimes seems to be its implication, as when someone writes, ‘Meyer Lansky was a nice Jewish boy who…’ On the whole, it’s simply an annoying cliché. In identifying those who are Jewish, why can’t it just be left out?”

Of course, it generally is left out and I’m certainly not on the side of clichés. Yet it seems to me that Mr. Listfield is overlooking something important both about the expression “a nice Jewish girl (or boy)” itself and about its cultural and linguistic roots.

When American or British Jews speak of a nice Jewish boy or girl, they are not as a rule talking only about him or her. “X is a nice Jewish girl” is not quite the same sort of statement as “X is a lovely Jewish girl” or “X is a likable Jewish girl,” because it refers not so much to what X is like as to her background and upbringing.

That’s why the expression so often occurs, as Mr. Listfield notes, with a “was” construction. A sentence like “Amy Winehouse was a nice Jewish girl who became a rock star and a drug addict” does not mean that Winehouse was sweet or adorable as a child. It means that she was raised in a “nice Jewish home,” that is to say, in a home with certain values that her adult life did not conform to.
What might these values be? The list would have to include self-discipline; a willingness to work hard and share; a respect for authority; consideration for others; an appreciation of the importance of education; a developed sense of personal responsibility; the ability to defer pleasure and restrain one’s impulses and desires, and a degree of modesty about one’s own worth and accomplishments. These are the virtues that Jews traditionally associated with what they would have called a sheyne mishpokheh, a term that, for lack of a better word, one might translate as “a nice family.”
The problem is that there really is nothing in English that corresponds exactly to the Yiddish sheyn. Although sheyn means “pretty” or “beautiful,” and can be used exactly as “pretty” and “beautiful” are used in English (eg., a sheyne meydl, “a pretty girl”; a sheyner tog, “a beautiful day”), it has other meanings that “pretty” or “beautiful” lack. A sheyner mentsh can mean a handsome man, but it can also mean a fine man, an admirable man, or a man of good character. A sheyner yid is a well-bred and well-behaved Jew. S’iz nisht sheyn can be translated as “it’s not proper” or “it’s not something one does.”

There is a social and behavioral dimension to sheyn that “pretty” and “beautiful” lack. It’s true that in English, too, “a beautiful person” may refer to character rather than looks, but on closer inspection this, too, has an aesthetic component. You can, for example, say of a creatively talented artist, “He has a beautiful soul even though he sometimes treats his friends badly,” but unless you are being ironic, you can’t say that of a sheyner mentsh. Sheyn is as sheyn does. Overall, the use of sheyn in Yiddish tends to convey the classical Jewish attitude that true beauty is at least as much moral as physical, if not far more so. It’s this built-in ambiguity that makes it difficult to find a good English equivalent for the word. “Nice” might be called a default option.

Although it’s fairly colorless and only lukewarmly positive, it does straddle the same ground that sheyn does.

Neither “It’s a nice painting” nor “He’s a nice guy” is particularly high praise, but what we’re looking for in a work of art (aesthetic satisfaction) and what we’re looking for in a person (considerateness, dependability, etc.) are at least expressed in both cases by the same word, just as they would be in Yiddish.

Of course, outside of the world of Orthodoxy, the classical attitude no longer reigns supreme, which is why “nice Jewish boy” and “nice Jewish girl” have often come to have a sarcastic or derogatory ring and to be ways of referring to young Jews who, their natural flamboyance crushed by a staid environment, are timidly conventional, non-adventurous, and afraid to live out their physical nature and needs. It was precisely this “nice Jewish girl” that Amy Winehouse was trying to get away from, which she did with spectacular success.

This is, I assume, why the media called her that, and it’s not really such a cliché.

Repórter descreve fim de semana de tensão em Trípoli


MATTHEW PRICE
DA BBC BRASIL, EM TRÍPOLI

Quando chegaram, chegaram com uma velocidade impressionante.


Ninguém previa o quão rápido as forças rebeldes da Líbia avançariam pela capital sem oposição.

Mas 24 horas após o início do primeiro combate intenso em Trípoli, na noite de sábado, os sinais estavam lá para todos verem.

Primeiro, crianças e mulheres de aliados do coronel Muamar Gaddafi começaram a fazer as malas e deixar o hotel Rixos.

O hotel de cinco estrelas é o local onde o governo obrigou os jornalistas estrangeiros a ficar durante a cobertura do conflito na Líbia.

Durante meses, o Rixos se tornou um ponto de encontro do governo. Um lugar de refúgio e segurança para eles, onde o ministro da Informação do coronel Gaddafi concedia entrevistas coletivas frequentes.

Agora, os familiares de importantes autoridades estavam partindo, supostamente para algum lugar mais seguro.

Então percebi que os tradutores com quem vínhamos trabalhando por meses agora também haviam partido.

Assim como a equipe da televisão estatal que trabalhava no hotel desde que a sede da emissora foi bombardeada pela Otan.

Esses eram sinais sinistros da batalha que viria a seguir.



JANTAR COM COLETE

Um feroz combate teve início do lado de fora do hotel, cada vez mais próximo. Desde a noite de sábado, o som de tiroteios e explosões ecoava pela cidade. Agora estava vindo em nossa direção.
Por muitas horas, disparos de armas pesadas sacudiram o prédio. O barulho das balas entoava sobre nossas cabeças, com um ruído que acompanhava o cair da luz.

Paul Hackett /Reuters
Jornalistas vestem coletes à prova de balas no hotel Rixos, em 
Trípoli
Jornalistas estrangeiros usam coletes à prova de balas e capacetes especiais no hotel Rixos, em Trípoli

Nós --da imprensa internacional-- nos juntamos para tentar decidir o que fazer. Vestidos com colete à prova de balas, e rotas de fuga escolhidas. Nenhuma rota para o porto, não havia nenhum barco lá para nos levar embora.

Então o cozinheiro do hotel apareceu e nos perguntou se gostaríamos de algo para o jantar.

Jantamos com os coletes à prova de balas --capacetes ao lado. E assim que a refeição do Iftar, a quebra do jejum, terminou, o relativo silêncio também chegou ao fim.

Armas pesadas abriram fogo novamente, com explosões do lado de fora do hotel.

As forças pró-Gaddafi montaram um posto de controle na rua. Nós ficamos presos dentro de um alvo para os rebeldes.

O ministro da Informação da Líbia, Moussa Ibrahim, convocou talvez sua última entrevista coletiva.



A Otan estava destruindo seu país, afirmou. Ibrahim pediu um cessar-fogo --caso contrário, haveria enorme perda de vidas, disse o ministro.

No lobby do hotel, um jovem homem armado gritava para um membro da imprensa e o acusava de dar informações para os rebeldes. Nós nos afastamos dele e de sua AK-47.

Em outro canto, o tranquilo e educado Dr. Aguila --o homem que era o encarregado do governo líbio para a imprensa estrangeira-- passou por mim, ainda com sua camisa casual para fora da calça, mas agora agarrado a uma arma.

Na semana passada, ele havia me dito que estava preparado, se necessário, para ir à linha de frente e defender seu país. Tarde demais, pensei.
 
ESCONDIDOS

Mas seria esse o tão anunciado "fim de jogo"?

Na tarde de domingo, Moussa Ibrahim me disse que 65 mil soldados profissionais e treinados, leais ao coronel Gaddafi, estavam na capital, prontos para agir e defender Trípoli.

Teriam os rebeldes caído em uma armadilha? Talvez ao avançar para o interior da cidade eles fossem cercados e atingidos. As tropas pró-Gaddafi já usaram essa tática antes.

Aos poucos, no entanto, ficou claro. A Praça Verde, onde na semana passada estive com aliados de Gaddafi que prometiam que a capital nunca cairia, estava nas mãos da oposição.

Filho de Gaddafi, apontado como seu provável sucessor, Saif Al-Islam havia sido preso.

Postos de controle da oposição se mantinham firmes nas áreas tomadas de Trípoli. A capital do coronel Gaddafi estava saindo de seu controle.

No momento em que escrevo esse texto, ainda há batalhas a serem travadas. Do lado de fora do hotel Rixos, ainda não acreditamos que as ruas estejam seguras. E homens de Gaddafi estão lá fora com armas, esperando. Ainda não podemos sair.

Em outros lugares, consigo ouvir o som de disparos --não de celebração, mas de combate.

Há muitos, muitos moradores desta cidade que, nesta noite, não estão nas ruas para festejar, mas escondidos em casa.

Eles não são apenas as pessoas que até ontem tinham a bandeira verde da Líbia do coronel Gaddafi no telhado de suas casas, mas também as famílias que pensam nos contínuos confrontos do outro lado de suas portas --aqueles que temem as diferenças tribais que agora vão surgir dentro da oposição, colocando em risco a chance de uma transição pacífica.

Ainda há aquela sinistra possibilidade de que o coronel Gaddafi, um homem que em quatro décadas no poder demonstrou habilmente sua capacidade de brutalizar e punir seu povo, possa ainda contra-atacar.

Mas agora isso não parece possível.

Agora parece que mais um regime árabe impopular caiu vítima da Primavera Árabe.
"É o fim de Gaddafi. É o começo da liberdade na Líbia!"

21.8.11

Good Goering!


Seu irmão, Hermann Goering, era o braço direito de Adolf Hitler, criou a Gestapo e foi um dos principais responsáveis pelo genocídio dos judeus europeus. Albert Goering tinha índole inteiramente diferente. Arriscou sua vida (e soube tirar proveito do poder do irmão) para salvar muitos judeus e outros perseguidos pelo regime nazista. Preso depois da derrota da Alemanha da II Guerra - primeiro pelo aliados, depois pela Checoslováquia -, Albert beneficiou-se do testemunho de pessoas que ajudou e pôde recomeçar a vida com um certificado de inocência. O paralelo com Oskar Schindler, popularizado por Steven Spilberg no filme A Lista de Schindler, é inevitável. A história de Albert Goering, contudo, é quase desconhecida, além de mais surpreendente. Quem iria imaginar que o irmão do sucessor designado de Hitler tenha permanecido durante toda a guerra firmemente do lado do bem?

Albert entregou-se ao Exército americano em maio de 1945, certo de que os aliados iriam tentar capturá-lo por causa do parentesco com o Reichsmarschall Hermann Goering. Num relato entregue aos americanos, Albert enumerava suas atividades desde 1933. Afirmou nunca ter-se filiado ao Partido Nazista. Ao contrário, havia sido "um ativo combatente contra o nacional-socialismo", além de ter ajudado "dezenas de judeus". Também apresentou uma lista de 34 pessoas que salvou da Gestapo. Como prova adicional, dizia que Heinrich Himmler, o chefe da SS, chegou a ordenar sua prisão por atividades antinazistas. As afirmações eram mais incríveis por ser verdadeiras.

 Suicídio em Nuremberg - Hermann Goering, o irmão mais velho, é uma figura de destaque entre os maiores vilões do século. Chefe da Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, e criador da Gestapo, a polícia política, ele foi também o idealizador dos campos de concentração. Condenado à forca no Tribunal de Nuremberg, suicidou-se com uma cápsula de cianureto horas antes da execução. Seria possível que, sob suas barbas, o próprio irmão desafiasse o credo totalitário nazista? Um dos melhores relatos sobre a saga do irmão bom-caráter do carrasco nazista foi publicado em forma de reportagem no jornal inglês Sunday Times. Seu autor, Adam LeBor, conta ter ouvido de testemunhas como Albert se recusava a usar a saudação nazista. Sempre que era recebido com um braço levantado e o Heil Hitler, tirava o chapéu e respondia com um polido "bom-dia". O irmão perverso, Hermann, chamava-o de "ovelha negra da família", embora sempre o salvasse de encrencas.

Não há, na verdade, nada na família Goering que justifique o anti-semitismo fanático de Hermann - exceto, e sobre isso só os psicanalistas podem especular, o fato de um amigo judeu da família ter sido amante de sua mãe durante quinze anos. Esse homem, Hermann von Epenstein, era padrinho de ambos, e os meninos passaram parte da infância em seu castelo da Bavária. Sempre houve especulações sobre a paternidade do caçula. A suspeita era reforçada pela tez morena e cabelos escuros de Albert, tão diferentes do loiro Hermann, que os nazistas consideravam o protótipo perfeito "ariano". Os irmãos eram extremamente ligados, o que deve explicar a tolerância do chefe nazista em relação ao rebelde.

Salvo-conduto - Quando os alemães anexaram a Áustria, em 1938, Albert era empregado de uma companhia cinematográfica cujo proprietário, o judeu Oskar Pilzer, foi preso. "Meu pai e Albert não eram amigos", relembrou um filho de Oskar, Georges, hoje com 77 anos, em depoimento a LeBor. "Mas, quando os nazistas o prenderam, Albert conseguiu libertá-lo na mesma tarde". No ano seguinte, Albert foi trabalhar como diretor de exportação da Skoda, a grande metalúrgica checa, então sob o controle dos nazistas, que tinham ocupado o país. Os diretores da Skoda acharam ótimo ter entre eles o irmão do número 2 do regime nazista. Albert ajudou a impedir que a fábrica fosse desmontada e levada para a Alemanha. A indústria era o centro da resistência checa - e Albert com certeza sabia disso.

Como Schindler, Albert era um homem de negócios que soube tirar proveito de suas conexões com a cúpula nazista e viver confortavelmente num mundo mergulhado no horror. Não é por isso que a História irá julgá-lo - o que pesa são depoimentos como o do médico Ladislav Kovacs, judeu húngaro que conheceu Albert em Roma, hoje disponíveis nos arquivos públicos em Londres. Albert propôs a Kovacs abrir uma conta bancária na Suíça para ajudar judeus e outros refugiados do regime nazista. Em 1943, quando os nazistas invadiram a Itália, Albert escreveu pessoalmente um salvo-conduto para Kovacs e sua família - documento sem valor legal, mas nenhum agente da Gestapo ousaria afrontar o irmão do Reichsmarschall. Exibindo o sobrenome poderoso, Albert passou toda a guerra providenciando dinheiro e documentos para pessoas perseguidas pela Gestapo. Umas poucas são bem conhecidas, como Jan Moravek, diretor da Skoda e líder da resistência checa, ou do compositor Franz Lehar, de A viúva Alegre, e sua mulher, a judia Sophie Paschikis. Albert conseguiu do ministro da propaganda nazista, o sinistro Joseph Goebbels, um certificado de "ariana honorária" para Sophie.

Há registros de como os irmãos Goering mantinham negócios lucrativos (afinal, Albert fabricava armamentos e faturou alto com a guerra). Hermann chegou a advertir o irmão para se manter longe dos "assuntos do Estado", eufemismo para o extermínio dos judeus. O caçula era, entretanto, icorrigível. Em 1944, foi finalmente preso, por se recusar a sentar à mesa com um figurão nazista que certa vez assassinara um político socialista. Como sempre, o irmão o socorreu. Albert Goering casou quatro vezes e morreu em 1966, depois de trabalhar como projetista e engenheiro numa firma de construção em Munique. Nunca falava sobre a história excepcional que viveu durante a guerra.



"Albert é um tsadik, um justo. A história dele precisa ser mais divulgada. Um verdadeiro heroi dentre os eternos vilões, demais!"

20.8.11

Start-Cohen, acima de tudo!

Quase três anos, mais de sete mil visualizações e muitos assuntos. Esse é o blog que durante todo esse tempo, teve o nome de "From Aricanduva 2 Israel (Via Canadá)".

O intuito era mostrar o mundo em uma visão poli-cultural, de um garoto que sonha com a conversão judaica e com a paz mundial. Pois bem. Mais de 600 postagens entre matérias de entrevistas, notícias, artigos, curiosidades, poesias, contos, piadas, sugestões, letras de música, receitas (eu acho!), enfim, muita coisa está por aqui.

Segundo as estatísticas do Blogger, mais de 50 países visitam esse blog que tem três linguas, a nativa língua portuguesa, espanhol e inglês, fora a ferramenta do Google Translator que traduz pra "mais de metro".

Ao contrário do que se possa pensar, esse blog não será "encostado". Vai continuar com muitas matérias, mas a tag "David Start-Cohen" não vai mais ter atualizações. Esse era o meu nome até a última quinta (18/08), já que passei a assumir o sobrenome Sedrez da minha esposa, Camilla Stella.

O nome do blog passa a ser: "The Start-Cohen (Good) Times". Simplicidade e informação como sempre, desde 2009.

Um blog sionista, marxista, ironista, romancista, e o que tiver de -ista por aí!

Agradeço a todos os visitantes dessa joça e por favor: NÃO ME DEIXE!!!!!!!!

Ainda vai ter muita coisa boa, muita curiosidade, muita notícia, com muita esperança, se D-us quiser!

Muito Obrigado!
Muchas Gracias!
Thank You Very Much!
Merci Beaucoup!
Shalom!
Salam Aleikum!

Torcer para mais de um time: Isso é problema?

Em todo lugar, tem um fanático pra alguma coisa. Religião, música etc. Na América Latina, os fanáticos se afloram pelo futebol, herança dada pelos europeus, mais os britânicos, italianos e espanhois mesmo. O esporte mais popular do planeta ganha adeptos a cada dia, assim como as agremiações socias que tem o futebol no carro chefe.

No Brasil, país de dimensões continentais, o Clube de Regatas do Flamengo, cujo departamento de futebol foi criado a partir do primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club, tem a maior torcida graças as transmissões da Rádio Nacional, com as partidas sendo ouvidas do Oiapoque ao Chuí. Já o Fluminense, tem a terceira maior torcida do estado. O Flamengo tem torcedores nordestinos, paulistas e do sul.

As outras duas maiores torcidas do Brasil pertecem ao estado mais importante da união: São Paulo. O ex-Botafogo paulista, que em 1910 mudou de nome para Corinthians por causa de um time amador britânico, tem a maior torcida do estado e a segunda maior do país, devido a identificação com o povo, e também pelos contextos de suas partidas, que lembram as aventuras dos trabalhadores de todas as áreas. A Comunidade Judaica paulistana, em sua grande maioria, é corinthiana. O outro clube, de Floresta, não tem nada. O maior campeão brasileiro a partir de 1971, e o brasileiro com mais títulos internacionais, tem a segunda maior torcida do estado e a terceira maior do Brasil, embora o departamento de marketing do São Paulo afirma que, em uma década, ultrapassará os outros dois clubes que estão na sua frente.

Torcedores do interior brasileiro, buscam, nesses times de maior expressão, uma identificação para vestir uma determinada camisa. Na era do rádio, acontecia com o Flamengo, hoje, na era televisiva, o São Paulo leva vantagem, por causa dos campeonatos conquistados nos últimos 25 anos. Todos eles, tem esses "grandes" como segundo time. E os torcedores urbanos? Podem torcer para mais de um time grande?

Torcedores paulistanos, são-paulinos, corinthianos, palmeirenses, santistas e até lusitanos ou juventinos são "radicais", ou seja não torcem para outros times a não ser os seus, exceto um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United por aí. Eu, por exemplo, além de ser são-paulino, torço pro Fluminense, por causa do meu avô, de Niterói, e também me identifico com o Grêmio de Porto Alegre, e, pela minha família ser do sul de Minas, torço pro Atlético Mineiro. Não sou só eu. Minha esposa, Stella, além de ser são-paulina também, torce pelo Internacional de Porto Alegre por causa da sua família, que veio de lá, e pelo Flamengo, por causa do seu ex-chefe, o paranaense Maurício Parra. Acredita? É possível sim.

Onde passamos, sempre despertamos a atenção dos outros torcedores: "não se pode torcer pra mais de um time grande, não existe isso!". Não há problemas para nós, só em dias de clássicos, como Fla-Flu e Gre-Nal, dois clássicos de grande reconhecimento no mundo todo. Aí, é um tal de "você vai dormir no sofá" e por aí vai... O máximo de time estrangeiro que ela torce é o Barcelona, o mesmo time do meu irmão, Leandro Vinícius. Já eu...

Recentemente, fiquei muito triste pelo rebaixamento do River Plate, da Argentina. Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro já amargaram isso, e ver um grande time meu nessas condições de novo, é ruim. Mas, não ofusca o brilho de suas tradições e torcidas. E isso é muito bom.

Leva um tempo para todos os outros entenderem, mas pelo visto, até agora, que não há nenhum problema. O que importa é que podemos assistir um bom jogo, e sempre temos que torcer pra alguém, é essa a graça do esporte!

Alfa, Bravo, Charlie

Com letras eu brinco, com as palavras eu desvendo,
Com contos eu sonho, sentimentos eu não vendo.

Com crônicas eu conto o dia,
Com as poesias eu conto a alegria.

Uma rima para o romantismo,
Estudando o barroco.
Lembrando Augusto dos Anjos,
Pensando em um vazio oco.

Para a Pauliceia Desvairada, lembro a minha cidade,
Com o mesmo sobrenome do Mário, leio Carlos Drummond de Andrade.

No mundo, a língua portuguesa ecoa.
A minha pátria é ela, como diria, Fernando Pessoa.