Quase três anos, mais de sete mil visualizações e muitos assuntos. Esse é o blog que durante todo esse tempo, teve o nome de "From Aricanduva 2 Israel (Via Canadá)".
O intuito era mostrar o mundo em uma visão poli-cultural, de um garoto que sonha com a conversão judaica e com a paz mundial. Pois bem. Mais de 600 postagens entre matérias de entrevistas, notícias, artigos, curiosidades, poesias, contos, piadas, sugestões, letras de música, receitas (eu acho!), enfim, muita coisa está por aqui.
Segundo as estatísticas do Blogger, mais de 50 países visitam esse blog que tem três linguas, a nativa língua portuguesa, espanhol e inglês, fora a ferramenta do Google Translator que traduz pra "mais de metro".
Ao contrário do que se possa pensar, esse blog não será "encostado". Vai continuar com muitas matérias, mas a tag "David Start-Cohen" não vai mais ter atualizações. Esse era o meu nome até a última quinta (18/08), já que passei a assumir o sobrenome Sedrez da minha esposa, Camilla Stella.
O nome do blog passa a ser: "The Start-Cohen (Good) Times". Simplicidade e informação como sempre, desde 2009.
Um blog sionista, marxista, ironista, romancista, e o que tiver de -ista por aí!
Agradeço a todos os visitantes dessa joça e por favor: NÃO ME DEIXE!!!!!!!!
Ainda vai ter muita coisa boa, muita curiosidade, muita notícia, com muita esperança, se D-us quiser!
Muito Obrigado!
Muchas Gracias!
Thank You Very Much!
Merci Beaucoup!
Shalom!
Salam Aleikum!
20.8.11
Torcer para mais de um time: Isso é problema?
Em todo lugar, tem um fanático pra alguma coisa. Religião, música etc. Na América Latina, os fanáticos se afloram pelo futebol, herança dada pelos europeus, mais os britânicos, italianos e espanhois mesmo. O esporte mais popular do planeta ganha adeptos a cada dia, assim como as agremiações socias que tem o futebol no carro chefe.
No Brasil, país de dimensões continentais, o Clube de Regatas do Flamengo, cujo departamento de futebol foi criado a partir do primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club, tem a maior torcida graças as transmissões da Rádio Nacional, com as partidas sendo ouvidas do Oiapoque ao Chuí. Já o Fluminense, tem a terceira maior torcida do estado. O Flamengo tem torcedores nordestinos, paulistas e do sul.
As outras duas maiores torcidas do Brasil pertecem ao estado mais importante da união: São Paulo. O ex-Botafogo paulista, que em 1910 mudou de nome para Corinthians por causa de um time amador britânico, tem a maior torcida do estado e a segunda maior do país, devido a identificação com o povo, e também pelos contextos de suas partidas, que lembram as aventuras dos trabalhadores de todas as áreas. A Comunidade Judaica paulistana, em sua grande maioria, é corinthiana. O outro clube, de Floresta, não tem nada. O maior campeão brasileiro a partir de 1971, e o brasileiro com mais títulos internacionais, tem a segunda maior torcida do estado e a terceira maior do Brasil, embora o departamento de marketing do São Paulo afirma que, em uma década, ultrapassará os outros dois clubes que estão na sua frente.
Torcedores do interior brasileiro, buscam, nesses times de maior expressão, uma identificação para vestir uma determinada camisa. Na era do rádio, acontecia com o Flamengo, hoje, na era televisiva, o São Paulo leva vantagem, por causa dos campeonatos conquistados nos últimos 25 anos. Todos eles, tem esses "grandes" como segundo time. E os torcedores urbanos? Podem torcer para mais de um time grande?
Torcedores paulistanos, são-paulinos, corinthianos, palmeirenses, santistas e até lusitanos ou juventinos são "radicais", ou seja não torcem para outros times a não ser os seus, exceto um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United por aí. Eu, por exemplo, além de ser são-paulino, torço pro Fluminense, por causa do meu avô, de Niterói, e também me identifico com o Grêmio de Porto Alegre, e, pela minha família ser do sul de Minas, torço pro Atlético Mineiro. Não sou só eu. Minha esposa, Stella, além de ser são-paulina também, torce pelo Internacional de Porto Alegre por causa da sua família, que veio de lá, e pelo Flamengo, por causa do seu ex-chefe, o paranaense Maurício Parra. Acredita? É possível sim.
Onde passamos, sempre despertamos a atenção dos outros torcedores: "não se pode torcer pra mais de um time grande, não existe isso!". Não há problemas para nós, só em dias de clássicos, como Fla-Flu e Gre-Nal, dois clássicos de grande reconhecimento no mundo todo. Aí, é um tal de "você vai dormir no sofá" e por aí vai... O máximo de time estrangeiro que ela torce é o Barcelona, o mesmo time do meu irmão, Leandro Vinícius. Já eu...
Recentemente, fiquei muito triste pelo rebaixamento do River Plate, da Argentina. Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro já amargaram isso, e ver um grande time meu nessas condições de novo, é ruim. Mas, não ofusca o brilho de suas tradições e torcidas. E isso é muito bom.
Leva um tempo para todos os outros entenderem, mas pelo visto, até agora, que não há nenhum problema. O que importa é que podemos assistir um bom jogo, e sempre temos que torcer pra alguém, é essa a graça do esporte!
No Brasil, país de dimensões continentais, o Clube de Regatas do Flamengo, cujo departamento de futebol foi criado a partir do primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club, tem a maior torcida graças as transmissões da Rádio Nacional, com as partidas sendo ouvidas do Oiapoque ao Chuí. Já o Fluminense, tem a terceira maior torcida do estado. O Flamengo tem torcedores nordestinos, paulistas e do sul.
As outras duas maiores torcidas do Brasil pertecem ao estado mais importante da união: São Paulo. O ex-Botafogo paulista, que em 1910 mudou de nome para Corinthians por causa de um time amador britânico, tem a maior torcida do estado e a segunda maior do país, devido a identificação com o povo, e também pelos contextos de suas partidas, que lembram as aventuras dos trabalhadores de todas as áreas. A Comunidade Judaica paulistana, em sua grande maioria, é corinthiana. O outro clube, de Floresta, não tem nada. O maior campeão brasileiro a partir de 1971, e o brasileiro com mais títulos internacionais, tem a segunda maior torcida do estado e a terceira maior do Brasil, embora o departamento de marketing do São Paulo afirma que, em uma década, ultrapassará os outros dois clubes que estão na sua frente.
Torcedores do interior brasileiro, buscam, nesses times de maior expressão, uma identificação para vestir uma determinada camisa. Na era do rádio, acontecia com o Flamengo, hoje, na era televisiva, o São Paulo leva vantagem, por causa dos campeonatos conquistados nos últimos 25 anos. Todos eles, tem esses "grandes" como segundo time. E os torcedores urbanos? Podem torcer para mais de um time grande?
Torcedores paulistanos, são-paulinos, corinthianos, palmeirenses, santistas e até lusitanos ou juventinos são "radicais", ou seja não torcem para outros times a não ser os seus, exceto um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United por aí. Eu, por exemplo, além de ser são-paulino, torço pro Fluminense, por causa do meu avô, de Niterói, e também me identifico com o Grêmio de Porto Alegre, e, pela minha família ser do sul de Minas, torço pro Atlético Mineiro. Não sou só eu. Minha esposa, Stella, além de ser são-paulina também, torce pelo Internacional de Porto Alegre por causa da sua família, que veio de lá, e pelo Flamengo, por causa do seu ex-chefe, o paranaense Maurício Parra. Acredita? É possível sim.
Onde passamos, sempre despertamos a atenção dos outros torcedores: "não se pode torcer pra mais de um time grande, não existe isso!". Não há problemas para nós, só em dias de clássicos, como Fla-Flu e Gre-Nal, dois clássicos de grande reconhecimento no mundo todo. Aí, é um tal de "você vai dormir no sofá" e por aí vai... O máximo de time estrangeiro que ela torce é o Barcelona, o mesmo time do meu irmão, Leandro Vinícius. Já eu...
Recentemente, fiquei muito triste pelo rebaixamento do River Plate, da Argentina. Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro já amargaram isso, e ver um grande time meu nessas condições de novo, é ruim. Mas, não ofusca o brilho de suas tradições e torcidas. E isso é muito bom.
Leva um tempo para todos os outros entenderem, mas pelo visto, até agora, que não há nenhum problema. O que importa é que podemos assistir um bom jogo, e sempre temos que torcer pra alguém, é essa a graça do esporte!
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Alfa, Bravo, Charlie
Com letras eu brinco, com as palavras eu desvendo,
Com contos eu sonho, sentimentos eu não vendo.
Com crônicas eu conto o dia,
Com as poesias eu conto a alegria.
Uma rima para o romantismo,
Estudando o barroco.
Lembrando Augusto dos Anjos,
Pensando em um vazio oco.
Para a Pauliceia Desvairada, lembro a minha cidade,
Com o mesmo sobrenome do Mário, leio Carlos Drummond de Andrade.
No mundo, a língua portuguesa ecoa.
A minha pátria é ela, como diria, Fernando Pessoa.
Com contos eu sonho, sentimentos eu não vendo.
Com crônicas eu conto o dia,
Com as poesias eu conto a alegria.
Uma rima para o romantismo,
Estudando o barroco.
Lembrando Augusto dos Anjos,
Pensando em um vazio oco.
Para a Pauliceia Desvairada, lembro a minha cidade,
Com o mesmo sobrenome do Mário, leio Carlos Drummond de Andrade.
No mundo, a língua portuguesa ecoa.
A minha pátria é ela, como diria, Fernando Pessoa.
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A Jewish Death at the End of the Soviet Union
Funeral Marked Turning Point in Struggle Against Totalitarianism
By Sasha Senderovich
On Friday, August 23, 1991, Rabbi Zinovy Kogan received a telephone call from Boris Yeltsin’s office. Yeltsin, president of the Russian Federation, the largest republic of the Soviet Union, had emerged as a leading political figure just a few days earlier, between August 19 and 21. During those momentous three days exactly 20 years ago, Yeltsin stood at the head of the resistance to a group of Communist Party hard-liners who were seeking to have Soviet President Mikhail Gorbachev’s policies of openness (glasnost) and reform (perestroika) scaled back and authoritarianism restored.
Three civilians died on the streets of Moscow during the attempted coup, all of them killed when the Soviet army tried to wrest control of the streets from protesters propelled by a sense of civic responsibility never before seen in the USSR. The names of two of the victims — Dmitry Komar and Vitaly Usov — were published right away when the coup failed; it took longer to name the third victim, who was not carrying any identification on him when he was killed by a stray bullet. The call Kogan received from Yeltsin’s administration informed him that the third victim, Ilya Krichevsky, a 28-year old architect and amateur poet, was a Jew.
In 1985, Kogan, who had received some of his training in Los Angeles and London, founded Hineini. This was Russia’s first liberal Jewish congregation, whose idiosyncratic form of Judaism grew not so much out of the American-style Reform movement but rather, organically, out of some of the Jewish dissident circles in the 1970s and ’80s,where nascent interest in Jewishness merged with the secular way of life in the Soviet Union to produce a new form of cultural and religious practice. With Adolf Shayevich, Russia’s chief Orthodox rabbi, having refused to participate in the state funeral, Yeltsin’s people contacted Kogan with a request that he officiate at Krichevsky’s burial. The ceremony was due to take place the following morning, on Saturday, August 24, alongside the funerals of the other two victims.
Despite the traditional Jewish ban on holding funerals during the Sabbath, Kogan was told that a decision had been made that the victims were to have religious funerals and that if Kogan did not show up, Krichevsky would receive Russian Orthodox last rites. To bury Krichevsky a day after, separately from other victims, was out of the question: His parents wanted their son to be buried together with the two other men. Out of respect for the wishes of the parents and his concern that a priest might bury a Jew, Kogan agreed to participate.
Kogan, who is now 70, speculated in a telephone interview from his home in Moscow that Yeltsin’s decision to hold public religious funerals for the victims emerged from his understanding that the country needed to make a clean break from Soviet-era symbols. After decades of official atheism, such an event was seen as the proper way to lay the foundation of the country’s new identity, one tolerant of religious expression.
Getty Images
Back in the USSR: Russia issued a stamp to honor Ilya Krichevsky, a victim of the 1991 coup that helped end Communism.
Three civilians died on the streets of Moscow during the attempted coup, all of them killed when the Soviet army tried to wrest control of the streets from protesters propelled by a sense of civic responsibility never before seen in the USSR. The names of two of the victims — Dmitry Komar and Vitaly Usov — were published right away when the coup failed; it took longer to name the third victim, who was not carrying any identification on him when he was killed by a stray bullet. The call Kogan received from Yeltsin’s administration informed him that the third victim, Ilya Krichevsky, a 28-year old architect and amateur poet, was a Jew.
In 1985, Kogan, who had received some of his training in Los Angeles and London, founded Hineini. This was Russia’s first liberal Jewish congregation, whose idiosyncratic form of Judaism grew not so much out of the American-style Reform movement but rather, organically, out of some of the Jewish dissident circles in the 1970s and ’80s,where nascent interest in Jewishness merged with the secular way of life in the Soviet Union to produce a new form of cultural and religious practice. With Adolf Shayevich, Russia’s chief Orthodox rabbi, having refused to participate in the state funeral, Yeltsin’s people contacted Kogan with a request that he officiate at Krichevsky’s burial. The ceremony was due to take place the following morning, on Saturday, August 24, alongside the funerals of the other two victims.
Despite the traditional Jewish ban on holding funerals during the Sabbath, Kogan was told that a decision had been made that the victims were to have religious funerals and that if Kogan did not show up, Krichevsky would receive Russian Orthodox last rites. To bury Krichevsky a day after, separately from other victims, was out of the question: His parents wanted their son to be buried together with the two other men. Out of respect for the wishes of the parents and his concern that a priest might bury a Jew, Kogan agreed to participate.
Kogan, who is now 70, speculated in a telephone interview from his home in Moscow that Yeltsin’s decision to hold public religious funerals for the victims emerged from his understanding that the country needed to make a clean break from Soviet-era symbols. After decades of official atheism, such an event was seen as the proper way to lay the foundation of the country’s new identity, one tolerant of religious expression.
At the beginning of the ceremony, a very large gathering assembled around the three coffins at Manezh Square just outside the Kremlin walls. Gorbachev spoke and awarded the three victims the posthumous titles of Hero of the Soviet Union — the final time that this state-level award was given in Soviet history. Gorbachev and the other leaders of the country who assembled at the podium mistakenly wore red armbands, something usually worn by party leaders at official Communist celebrations. During Gorbachev’s speech, in a moment caught on camera and shown in the news programs that day, one of the organizers walked around the podium to flip the armbands — including Gorbachev’s — to the mournful black, quite literally replacing old symbols in anticipation of the Communist Party being outlawed several days later.
Metropolitan Kirill, who is now patriarch of the Russian Orthodox Church, read a prayer at the gathering, after which Kogan recited the Kaddish, the Jewish prayer for the dead. In what Kogan recalls as the first ecumenical conversation in present-day Russia, both he and the Russian priest ascertained that their prayers at this public gathering would include the names of all three victims, not just the names of their coreligionists.
At the end of the memorial service, Krichevsky’s coffin — on the agreement of his parents — was wrapped in a tallis, a Jewish prayer shawl, while the coffins of the other two victims were wrapped in the Russian tricolor flag. The procession then set out in the direction of the so-called White House, the seat of Russian Parliament and the focal point of resistance during the coup. While speaking of the victims as the camera focused on a portrait of Krichevsky, Yeltsin said that “their names are becoming sacred for Russia — sacred names for all peoples of our much-suffering motherland.” The presence of a Jew among the victims allowed Yeltsin to establish the narrative of a new Russia that would be welcoming to all its minority groups. The last
Heroes of the Soviet Union were on their way to Russia’s post-Soviet sainthood.
Kogan recalls that the burial itself involved an additional violation of the religious law to which he agreed, given the circumstances. At the gravesite, Krichevsky’s parents wanted their son’s friend to play a violin, something that would violate the injunction against playing musical instruments on the Sabbath. In the end, however, the mournful tune played over the gravesite gave a Jewish feeling to this turning point in Russia’s history.
As Kogan recalls, he justified his decision to officiate at Krichevsky’s nationally televised funeral by telling himself that the Jewish prayer for the dead, pronounced before the entire country, would quell the wave of popular anti-Semitism that was palpable at the time. Though he faced reproach by other religious Jewish leaders and says he was even threatened with herem, or excommunication, by New York’s Lubavitcher rebbe, Kogan thought the occasion important for the well-being of Russian Jewry.
The funeral of Ilya Krichevsky and the other two victims of the failed coup in the Soviet Union 20 years ago became an important public event in the shaping of Russia’s post-Soviet identity. The presence of a Jew among the victims seemed to many at the time like the visible proof of Jews’ willingness to participate in the defense of Russia’s nascent democracy.
An additional unexpected outcome of Krichevsky’s funeral was the beginning of a realignment of the relation between the government and Russia’s Jews. Primarily an ethnic and secular rather than religious group in the Soviet period, the Jews were now beginning to be understood as a community marked by religious difference — not necessarily the most apt approach to a population that for the most part is still secular. Krichevsky was perhaps a perfect illustration of assimilated Soviet Jewry whose state-mandated religious funeral projected an image of Jewishness that was alien to most Jews in the Soviet Union. Most likely, had Krichevsky’s family made funeral arrangements on their own, they wouldn’t have opted for a religious funeral at all. Kogan, whose friends call him “the people’s rabbi” because he has sought to approach Russia’s assimilated Jewish population on its terms, played a crucial role in that transitional moment by navigating among the needs of the state, the wishes of the nonobservant family of the Jewish victim of the coup and religious practice that needed to be amended.
Kogan’s contribution to Russia’s civic discourse is, however, in danger of being forgotten today. The tendencies of the all-powerful Prime Minister Vladimir Putin include questioning the usefulness of democracy in Russia altogether. It’s Putin’s authoritarianism, in fact, that makes it that much more poignant to remember today what happened 20 years ago, when people risked their lives to stop an attempt to reinstate totalitarianism in the Soviet Union, with the hope that they were creating a different, better world.
Sasha Senderovich is a Mellon Post-doctoral Fellow at the Center for the Humanities at Tufts University.
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Sasha Senderovich
A Call for Social Justice on Tisha B'Av
Groups Plan Holiday Actions to Support Israeli Protests
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Mass Action: With Israel’s social protest movement growing, more voices are calling for government action to meet its demands.
By Rabbi Andrew Sacks
Israel is in the midst of an awakening, perhaps even a social revolution, but its official State Rabbinate and, indeed, virtually all religious officials, are silent. How can this be? Isn’t it the role of religious leaders to provide guidance?Three weeks ago a few people set up tents on Rothschild Boulevard in Tel Aviv to protest the inability of people to find reasonably priced housing. There are now thousands of tent and camp sites in over 40 cities, and 300,000 people marched in protest Saturday night.
Although Israel has the 24th largest economy in the world, we are 42nd in the average earned income per citizen. While the economy may be strong, many educated, hard-working, taxpaying citizens find that they are unable to finish the month on the salary earned. At the same time, significant segments of our society do not work by choice. Tens of thousands are excused from military service.
Those who play by the rules, who work hard, who do military duty and pay taxes, are getting a raw deal. But the tipping point has surfaced and, in a wave of intensity that caught almost all by surprise, tens of thousands of working and middle class Israelis are demanding that Israel change social priorities.
The leadership of the Masorti movement and of the Rabbinical Assembly in Israel has designated Tisha B’Av as a day of solidarity with the “tent protest” movement.
On the evening of the fast, and for the duration of the day, we will hold events connecting the destruction of the ancient Temple with this struggle for the future of our homeland. These actions will link the “senseless hatred” in their time with the gaping economic disparity in Israel today.
We call upon the government of Israel to concern itself with the welfare of all in the society. Not from the perspective of charity, but from that of justice; not tzedeka, but tzedek. The government must repair the errors which have brought the working and middle classes to the brink.
The continuing erosion of the middle class strikes at the heart of democracy. The government must alter national priorities in a profound and comprehensive manner, to be attentive to the cry of the people and to preserve our uniquely valuable homeland.
Israel was established as a fulfillment of a Zionist dream that yearned for social justice and equity. “Zionism,” Theodor Herzl wrote, “as I understand it, is not solely about the desire to acquire a legally secure piece of real estate for our downtrodden people, after all, but also about the desire to grow towards moral and spiritual perfection.”
This Tisha B’Av, let us commit ourselves again to that vision.
Rabbi Andrew Sacks is the director of the Rabbinical Assembly of Israel.
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G. David Sedrez-Conde
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Rabi Andrew Sacks
Jew Who Was Mandela's "First White Friend" Dies
Johannesburg — Nat Bregman, whom anti-apartheid activist Nelson Mandela described as his “first white friend,” died in Johannesburg.
Bregman, who shared an office with Mandela for three years at a Johannesburg law firm, died July 20. He was 88.
He and Mandela were law clerks in the 1940s at the offices of Sidelsky, Witkin and Eidelman when they shared an office.
In a recent interview with the Nelson Mandela Centre of Memory, Bregman recalled that at the time he was a member of the Communist Party of South Africa and invited Mandela to attend “mixed parties” with him. That impressed Mandela.
In his autobiography “Long Walk to Freedom,” Mandela described Bregman, who established his own law firm in 1946, as “bright, pleasant, and thoughtful.”
“He seemed entirely color-blind and became my first white friend,” Mandela wrote.
Mandela, the former president of South Africa and a Nobel Peace Prize winner, remembered Bregman as being a “deft mimic” who did “fine imitations of the voices of Jan Smuts, Franklin Roosevelt and Winston Churchill.”
Bregman later combined his professional activities with being a part-time entertainer, particularly in front of Jewish audiences. In his later years he became religiously observant.
Bregman and Mandela, who was jailed for his anti-apartheid activism, renewed their friendship following Mandela’s release from prison in 1990. They met annually at Mandela’s home, where they were joined by Lazar Sidelsky, for whom they both worked all those years ago – the only man Mandela ever called “boss.”
The Nelson Mandela Foundation extended its condolences to Bregman’s family.
Bregman, who shared an office with Mandela for three years at a Johannesburg law firm, died July 20. He was 88.
He and Mandela were law clerks in the 1940s at the offices of Sidelsky, Witkin and Eidelman when they shared an office.
In a recent interview with the Nelson Mandela Centre of Memory, Bregman recalled that at the time he was a member of the Communist Party of South Africa and invited Mandela to attend “mixed parties” with him. That impressed Mandela.
In his autobiography “Long Walk to Freedom,” Mandela described Bregman, who established his own law firm in 1946, as “bright, pleasant, and thoughtful.”
“He seemed entirely color-blind and became my first white friend,” Mandela wrote.
Mandela, the former president of South Africa and a Nobel Peace Prize winner, remembered Bregman as being a “deft mimic” who did “fine imitations of the voices of Jan Smuts, Franklin Roosevelt and Winston Churchill.”
Bregman later combined his professional activities with being a part-time entertainer, particularly in front of Jewish audiences. In his later years he became religiously observant.
Bregman and Mandela, who was jailed for his anti-apartheid activism, renewed their friendship following Mandela’s release from prison in 1990. They met annually at Mandela’s home, where they were joined by Lazar Sidelsky, for whom they both worked all those years ago – the only man Mandela ever called “boss.”
The Nelson Mandela Foundation extended its condolences to Bregman’s family.
"Conhecemos Steve Biko, além do próprio Mandela, temos a trajetória do apartheid de cor, seus criadores, os lutadores etc. Entretanto, nunca ouvimos falar de Nat Bregman. Um personagem no qual o próprio Mandela reconhece a sua importância, e não se fala da história dele. Bregman tem o seu lugar na história da África do Sul, e de todos os corações que lutam por um mundo melhor. O melhor de tudo, é que teve judeu com Mandela! Legal!
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Nat Bregman
Two Narratives for Two Peoples
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Two Flags: Just as Israelis and Palestinians cherish two different flags, the historical narratives that animate the two peoples cannot be reconciled.
By Hussein Ibish
Many Jewish Israelis and their supporters have reacted with outrage to a New York Times Op-Ed on May 17 by Palestinian President Mahmoud Abbas, particularly its invocation of the Palestinian historical narrative. Most troubling to them was Abbas’s description of how his family was “forced” to flee their home in what became Israel in 1948 — a word choice they feel implies that Abbas and his family were evicted by Jewish troops.
Abbas did not make any such claim, of course. Palestinians did, as the historical record suggests, quite reasonably feel “forced” to flee a war zone even when they were not physically compelled to do so. But the focus on that one verb was also a distraction from the main point of his narrative: the ongoing denial of the right of Palestinian refugees to return to their homes. This denial, which is unquestionably true, lies at the heart of the Palestinian refugee grievance. It is also a historical fact — confirmed even by Israeli leaders who personally participated in these actions like the late Prime Minister Yitzhak Rabin — that many Palestinians were subjected to forced expulsions, even if Abbas’s family was not among them.
What this disingenuous uproar points to is the continued refusal by both Palestinians and Israelis to recognize each other’s narratives as legitimate and to insist that their version of history alone is truthful.
Both sides fundamentally regard each other as interlopers. Modern Jews, particularly Jewish Israelis, see themselves as the sole heirs of the biblical Hebrews, and tend to view that ancient history as a metaphysical deed to the entirety of the land. They also tend to see Palestinian history as beginning with the Muslim conquest of Palestine, and sometimes dismiss most Palestinians as recent arrivals drawn to the area by the benefits of Jewish immigration in the 20th century. Palestinians typically consider themselves to be the descendants of all of the ancient peoples of the land, including the biblical Hebrews, and often question the lineal descent of modern Jews from the biblical Hebrews. They sometimes cast Jewish Israelis simply as colonialists and question key aspects of the Jewish historical narrative.
Israeli leaders have a long history of denying not only Palestinian history, but also Palestinian identity, such as Golda Meir’s infamous comment that there was no such thing as a Palestinian people. Palestinians, of course, have consistently returned the favor, frequently implying that Jews are a religious community but not a coherent national or ethnic group with the right of self-determination.
The truth elided by both parties is that the Palestinian and Israeli identities are 20th-century phenomena that emerged in parallel and in contradiction to each other. One hundred years ago, the words “Israeli” and “Palestinian” were meaningless. This is not to say that Arabs and Jews don’t have deep histories, but both political identities are recent constructs, forged in the context of the ongoing conflict.
Palestinian and Israeli national narratives both contain elements of the truth but they are tendentious and dismiss crucial and undeniable, but inconvenient, historical facts that are crucial to the other party’s identity. It is impossible, in the foreseeable future, for these narratives to be reconciled. Jewish Israelis will not become Palestinian nationalists, and Palestinians will not become Zionists.
One of the reasons that the two-state solution is the only way out of the conflict is that it would allow the two national projects and narratives to coexist in separate states. Rather than trying to base a resolution on arriving at one mutually accepted understanding of history, a two-state solution would also be a tacit acceptance that there are two mutually exclusive narratives, but this should not prevent each side from achieving some compromised version of its national aspirations.
Ultimately, it will be necessary for Palestinians to acknowledge the deep Jewish attachment to the land and for Israelis to acknowledge that the Palestinians are indeed its indigenous people, with not only civil and religious rights, but national ones as well.
But Prime Minister Netanyahu’s demand that Palestinians recognize Israel as “the nation-state of the Jewish people” is implausible because it implies a permanent, metaphysical national right belonging to all Jews in the world, whether or not they are Israelis. However, language in which Palestinians recognize a Jewish right of self-determination in the State of Israel and Israelis recognize the Palestinian right of self-determination on what are now the occupied territories, is almost certainly a prerequisite for the conclusion of a viable peace agreement.
Such reciprocal recognition of self-determination in two states will probably have to come at the end of negotiations, rather than as a prerequisite for them. The core final status issues, like refugees and Jerusalem, cannot be bypassed or foreclosed first.
The ultimate goal of a two-state solution, however, must be not only two states for two peoples but also two states that will each embody an expression of their respective people’s national and historical narratives, two stories that will coexist without one needing to negate the other.
Hussein Ibish is a senior research fellow at the American Task Force on Palestine and blogs at Ibishblog.com.
Abbas did not make any such claim, of course. Palestinians did, as the historical record suggests, quite reasonably feel “forced” to flee a war zone even when they were not physically compelled to do so. But the focus on that one verb was also a distraction from the main point of his narrative: the ongoing denial of the right of Palestinian refugees to return to their homes. This denial, which is unquestionably true, lies at the heart of the Palestinian refugee grievance. It is also a historical fact — confirmed even by Israeli leaders who personally participated in these actions like the late Prime Minister Yitzhak Rabin — that many Palestinians were subjected to forced expulsions, even if Abbas’s family was not among them.
What this disingenuous uproar points to is the continued refusal by both Palestinians and Israelis to recognize each other’s narratives as legitimate and to insist that their version of history alone is truthful.
Both sides fundamentally regard each other as interlopers. Modern Jews, particularly Jewish Israelis, see themselves as the sole heirs of the biblical Hebrews, and tend to view that ancient history as a metaphysical deed to the entirety of the land. They also tend to see Palestinian history as beginning with the Muslim conquest of Palestine, and sometimes dismiss most Palestinians as recent arrivals drawn to the area by the benefits of Jewish immigration in the 20th century. Palestinians typically consider themselves to be the descendants of all of the ancient peoples of the land, including the biblical Hebrews, and often question the lineal descent of modern Jews from the biblical Hebrews. They sometimes cast Jewish Israelis simply as colonialists and question key aspects of the Jewish historical narrative.
Israeli leaders have a long history of denying not only Palestinian history, but also Palestinian identity, such as Golda Meir’s infamous comment that there was no such thing as a Palestinian people. Palestinians, of course, have consistently returned the favor, frequently implying that Jews are a religious community but not a coherent national or ethnic group with the right of self-determination.
The truth elided by both parties is that the Palestinian and Israeli identities are 20th-century phenomena that emerged in parallel and in contradiction to each other. One hundred years ago, the words “Israeli” and “Palestinian” were meaningless. This is not to say that Arabs and Jews don’t have deep histories, but both political identities are recent constructs, forged in the context of the ongoing conflict.
Palestinian and Israeli national narratives both contain elements of the truth but they are tendentious and dismiss crucial and undeniable, but inconvenient, historical facts that are crucial to the other party’s identity. It is impossible, in the foreseeable future, for these narratives to be reconciled. Jewish Israelis will not become Palestinian nationalists, and Palestinians will not become Zionists.
One of the reasons that the two-state solution is the only way out of the conflict is that it would allow the two national projects and narratives to coexist in separate states. Rather than trying to base a resolution on arriving at one mutually accepted understanding of history, a two-state solution would also be a tacit acceptance that there are two mutually exclusive narratives, but this should not prevent each side from achieving some compromised version of its national aspirations.
Ultimately, it will be necessary for Palestinians to acknowledge the deep Jewish attachment to the land and for Israelis to acknowledge that the Palestinians are indeed its indigenous people, with not only civil and religious rights, but national ones as well.
But Prime Minister Netanyahu’s demand that Palestinians recognize Israel as “the nation-state of the Jewish people” is implausible because it implies a permanent, metaphysical national right belonging to all Jews in the world, whether or not they are Israelis. However, language in which Palestinians recognize a Jewish right of self-determination in the State of Israel and Israelis recognize the Palestinian right of self-determination on what are now the occupied territories, is almost certainly a prerequisite for the conclusion of a viable peace agreement.
Such reciprocal recognition of self-determination in two states will probably have to come at the end of negotiations, rather than as a prerequisite for them. The core final status issues, like refugees and Jerusalem, cannot be bypassed or foreclosed first.
The ultimate goal of a two-state solution, however, must be not only two states for two peoples but also two states that will each embody an expression of their respective people’s national and historical narratives, two stories that will coexist without one needing to negate the other.
Hussein Ibish is a senior research fellow at the American Task Force on Palestine and blogs at Ibishblog.com.
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Nunca é tarde demais
Sua alma veio a este mundo com uma promessa específica. Com sua própria missão. Igual ao 007.
Bem, talvez não com a arma e o carro legal, mas você também tem a missão de fazer alguma coisa neste mundo que só você pode fazer. E quer você se refira a isso como “atender a um chamado” ou “fazer o trabalho da sua vida”, esteja consciente de que forças mais poderosas do que você possa imaginar estão tentando impedi-lo.
Mas nunca é tarde demais para mudar. Geralmente somos bombardeados pelos nossos próprios pensamentos e crenças limitantes, que nos mantêm empacados no mesmo lugar porque somos “muito velhos, muito despreparados, sem dinheiro”.
A verdade é que esse bombardeio mental vem do nosso Oponente interno, cujo propósito é nos apresentar desafios para que possamos superá-los. Quando ficamos dando desculpas, nosso Oponente marca um ponto.
Pense no ditado chinês “Uma caminhada de 1000 milhas começa com um único passo”. Ele é muito apropriado esta semana.
Nunca é tarde demais para seguir um sonho. Como pai, vejo meus filhos sempre com um olhar de encantamento, sempre ansiando pelo próximo dia de atividades, o próximo projeto, o próximo desafio. E penso com meus botões: “Por que não tenho essa mesma empolgação o tempo todo?”
Injete entusiasmo no que tenha se tornado rotina. Procure novas estradas pelas quais você tenha medo de viajar. Os kabalistas ensinam que nossas esperanças e sonhos vêm do nível de alma; assim, quando nos conectamos com esses sonhos, estamos revelando Luz no mundo.
Nunca é tarde demais.
Seja encontrar sua alma gêmea 20 anos depois do que você imaginava ou mudar de carreira, nunca é tarde demais para cumprir a promessa da sua alma.
Bem, talvez não com a arma e o carro legal, mas você também tem a missão de fazer alguma coisa neste mundo que só você pode fazer. E quer você se refira a isso como “atender a um chamado” ou “fazer o trabalho da sua vida”, esteja consciente de que forças mais poderosas do que você possa imaginar estão tentando impedi-lo.
Mas nunca é tarde demais para mudar. Geralmente somos bombardeados pelos nossos próprios pensamentos e crenças limitantes, que nos mantêm empacados no mesmo lugar porque somos “muito velhos, muito despreparados, sem dinheiro”.
A verdade é que esse bombardeio mental vem do nosso Oponente interno, cujo propósito é nos apresentar desafios para que possamos superá-los. Quando ficamos dando desculpas, nosso Oponente marca um ponto.
Pense no ditado chinês “Uma caminhada de 1000 milhas começa com um único passo”. Ele é muito apropriado esta semana.
Nunca é tarde demais para seguir um sonho. Como pai, vejo meus filhos sempre com um olhar de encantamento, sempre ansiando pelo próximo dia de atividades, o próximo projeto, o próximo desafio. E penso com meus botões: “Por que não tenho essa mesma empolgação o tempo todo?”
Injete entusiasmo no que tenha se tornado rotina. Procure novas estradas pelas quais você tenha medo de viajar. Os kabalistas ensinam que nossas esperanças e sonhos vêm do nível de alma; assim, quando nos conectamos com esses sonhos, estamos revelando Luz no mundo.
Nunca é tarde demais.
Seja encontrar sua alma gêmea 20 anos depois do que você imaginava ou mudar de carreira, nunca é tarde demais para cumprir a promessa da sua alma.
Tudo de bom,
Yehuda
Yehuda
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Uma Oportunidade para Mudar
Para entender a natureza do crescimento espiritual, não precisamos olhar além do nosso próprio progresso, da infância até a idade adulta. Quando iniciamos nosso caminho espiritual, somos crianças, e a Luz representa nossos pais. Usar nossas ferramentas – proatividade, restrição, amor incondicional, atos de compaixão – é como aprender a andar. Quando as usamos pela primeira vez, sentimos aquela sensação inicial feliz de liberdade. E quando tropeçamos e caímos, a Luz está sempre presente para nos apoiar com amor incondicional, incentivando-nos a levantar e a tentar novamente.
Assim que dominamos o ato de andar, temos que seguir adiante e aprender a comer sozinhos. Depois da sorte que acompanha os iniciantes, temos que nos trabalhar cada vez mais arduamente, a fim de enxergar onde mais podemos colocar as ferramentas em prática.
E assim como quando estamos crescendo e começamos a sentir que já aprendemos tudo que podemos aprender com nossos pais, e ficamos ansiosos para caminhar por nossas próprias pernas, assim também nossa alma sente esse desejo. Espiritualmente, é como se estivéssemos revirando os olhos e pedindo: “Vamos lá, Luz, me deixa experimentar isso por minha conta. Quero viver a liberdade verdadeira!” E a Luz concede nosso desejo, empurrando-nos para fora do nosso ninho e dizendo: “Ensinei a você tudo o que podia. Agora, é sua hora de mergulhar e nadar”.
E o que isso significa? De repente, as pequenas coisas que antes conseguíamos resolver grudam em nós como carrapatos. Nossos dias ficam cheios de oportunidades para exercer a restrição. As dúvidas se tornam mais atemorizantes, nossos julgamentos mais crueis e menos misericordiosos.
E lembre-se de que o maior ato de compartilhar que um pai pode praticar é não ajudar seu filho depois que ele cai, mas sim deixá-lo levantar-se sozinho.
Tudo de Bom,
Yehuda
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Ame Seu Próximo
Há muito tempo os Kabalistas têm sustentado que a união mundial será um dia uma realidade física. E a forma através da qual isto irá ocorrer será quando um número suficiente de indivíduos viverem o princípio de “Amar o próximo como a si mesmo”.
Rav Yehuda Ashlag, que fundou o Kabbalah Centre em 1922, discutiu a importância da união em seu livro The Wisdom of Truth. Ele escreveu que as palavras “como a si mesmo” nos indicam que deveríamos amar o nosso próximo na exata medida em que nos amamos a nós próprios – e nem um pouquinho a menos. Isso significa que temos que desejar ser sensíveis às necessidades de cada pessoa com quem tenhamos contato, e nos importar com elas, da mesma forma como nos importamos conosco.
Muitos de nós passamos a maior parte do tempo cuidando dos nossos desejos e absorvidos pelas nossas dores, reais ou imaginárias. Dar o salto que permite sentir a dor do outro requer trabalhar um conjunto de ‘músculos’ totalmente diferente.
Se quisermos fortalecer essa parte em nós, precisamos internalizar como nos sentiríamos no lugar da outra pessoa. Quando nos esquecemos de nós próprios e estendemos nosso desejo a fim de descobrir a situação pela qual a outra pessoa está passando, começamos a sentir sua dor. Nesse ponto, podemos amá-la como amamos a nós próprios.
Mas isso não significa simplesmente dar – e dar sem pensar, ou sentir a dor e expressar simpatia. Não. O que isso requer é o sentimento de empatia.
Para mim, ajuda muito meditar no milagre da concepção e do nascimento. Pense nisso – como é incrível que todos nós comecemos como uma única célula. Uma célula que evolui em diversas frequências de Luz, de acordo com o processo individual da nossa alma. E ainda assim nossa essência é a mesma.
Quando estivermos tendo qualquer problema para nos relacionar com uma pessoa que tenha tido uma experiência de vida completamente diferente da nossa, vamos nos lembrar que bem lá no fundo somos todos iguais.
Assuma o compromisso de ir além de você mesmo. Busque oportunidades de se conectar pelo menos com alguma outra pessoa, e sinta sua dor de verdade. Force a si mesmo a ser um canal puro, sendo aberto e se importando. A Luz fará o resto.
Tudo de bom,
Yehuda
Rav Yehuda Ashlag, que fundou o Kabbalah Centre em 1922, discutiu a importância da união em seu livro The Wisdom of Truth. Ele escreveu que as palavras “como a si mesmo” nos indicam que deveríamos amar o nosso próximo na exata medida em que nos amamos a nós próprios – e nem um pouquinho a menos. Isso significa que temos que desejar ser sensíveis às necessidades de cada pessoa com quem tenhamos contato, e nos importar com elas, da mesma forma como nos importamos conosco.
Muitos de nós passamos a maior parte do tempo cuidando dos nossos desejos e absorvidos pelas nossas dores, reais ou imaginárias. Dar o salto que permite sentir a dor do outro requer trabalhar um conjunto de ‘músculos’ totalmente diferente.
Se quisermos fortalecer essa parte em nós, precisamos internalizar como nos sentiríamos no lugar da outra pessoa. Quando nos esquecemos de nós próprios e estendemos nosso desejo a fim de descobrir a situação pela qual a outra pessoa está passando, começamos a sentir sua dor. Nesse ponto, podemos amá-la como amamos a nós próprios.
Mas isso não significa simplesmente dar – e dar sem pensar, ou sentir a dor e expressar simpatia. Não. O que isso requer é o sentimento de empatia.
Para mim, ajuda muito meditar no milagre da concepção e do nascimento. Pense nisso – como é incrível que todos nós comecemos como uma única célula. Uma célula que evolui em diversas frequências de Luz, de acordo com o processo individual da nossa alma. E ainda assim nossa essência é a mesma.
Quando estivermos tendo qualquer problema para nos relacionar com uma pessoa que tenha tido uma experiência de vida completamente diferente da nossa, vamos nos lembrar que bem lá no fundo somos todos iguais.
Assuma o compromisso de ir além de você mesmo. Busque oportunidades de se conectar pelo menos com alguma outra pessoa, e sinta sua dor de verdade. Force a si mesmo a ser um canal puro, sendo aberto e se importando. A Luz fará o resto.
Tudo de bom,
Yehuda
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Elevando as Águas
Existe uma história no Zohar sobre dois homens em um lago, remando em um pequeno barco. Sem qualquer aviso, um deles começa a fazer um furo no fundo do barco. O outro homem grita: “O que você está fazendo?”. E o primeiro responde: “Por que você está tão preocupado? Estou furando só o meu lado do barco!”
Embora essa resposta pareça absurda, a história ilustra o que acontece quando não enxergamos a figura maior, a forma como nossas ações afetam o nosso entorno. A consciência humana influencia diretamente o mundo físico em que vivemos. Isso significa que o “pensamento poluído” causa poluição física.
A água é um exemplo básico disso. Conforme descrito no Livro de Gênesis, a água era um agente de cura maravilhoso, e beber água removia todas as impurezas do corpo humano. Mas por causa da disseminação do egoísmo e da negatividade, ocorreu o Grande Dilúvio, e a partir de então a água perdeu a maior parte do seu poder de promover saúde e prolongar vidas. Recentes descobertas científicas confirmam os antigos ensinamentos kabalísticos de que a água reflete a consciência coletiva. Leve isso em consideração após ler as mais recentes manchetes.
Tudo de bom,
Yehuda
Embora essa resposta pareça absurda, a história ilustra o que acontece quando não enxergamos a figura maior, a forma como nossas ações afetam o nosso entorno. A consciência humana influencia diretamente o mundo físico em que vivemos. Isso significa que o “pensamento poluído” causa poluição física.
A água é um exemplo básico disso. Conforme descrito no Livro de Gênesis, a água era um agente de cura maravilhoso, e beber água removia todas as impurezas do corpo humano. Mas por causa da disseminação do egoísmo e da negatividade, ocorreu o Grande Dilúvio, e a partir de então a água perdeu a maior parte do seu poder de promover saúde e prolongar vidas. Recentes descobertas científicas confirmam os antigos ensinamentos kabalísticos de que a água reflete a consciência coletiva. Leve isso em consideração após ler as mais recentes manchetes.
Tudo de bom,
Yehuda
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18.8.11
MITOS NO JUDAÍSMO
1) A Torah é paradoxal ao progresso científico.
Falso: Quanto mais evolui o progresso científico, mais fica em evidência a sabedoria dos ensinamentos da Torah. Por exemplo, há dois mil anos atrás, já constava da Torah, em frações de milésimos de segundo, a duração exata do ciclo lunar (número confirmado pela Nasa há menos de 50 anos). A observação da quantidade de estrelas no céu é um outro exemplo: Até 100 anos atrás acreditava-se que seriam 50.000; após inventarem o primeiro telescópio já falavam na estimativa de 3 e 4 milhões de estrelas a Torah já falava em trilhões ("trilhões e trilhões") de estrelas, estimativa que hoje em dia confirma-se ser a mais aproximada. (fonte:tratado de Brachot, página 32/b - Talmud Bavli) .
Falso: Quanto mais evolui o progresso científico, mais fica em evidência a sabedoria dos ensinamentos da Torah. Por exemplo, há dois mil anos atrás, já constava da Torah, em frações de milésimos de segundo, a duração exata do ciclo lunar (número confirmado pela Nasa há menos de 50 anos). A observação da quantidade de estrelas no céu é um outro exemplo: Até 100 anos atrás acreditava-se que seriam 50.000; após inventarem o primeiro telescópio já falavam na estimativa de 3 e 4 milhões de estrelas a Torah já falava em trilhões ("trilhões e trilhões") de estrelas, estimativa que hoje em dia confirma-se ser a mais aproximada. (fonte:tratado de Brachot, página 32/b - Talmud Bavli) .
A cura da raiva canina, feita através do próprio cachorro doente (fonte: Talmud- tratado de Yoma 83/ b), ou a invenção do pára-raios, por Benjamin Franklin, já encontravam-se explicados (porém infelizmente não patenteados) no Talmud há mais de 2000 anos atrás. O Talmud traz também diversas descrições que remetem a invenções tecnológicas, tratamentos médicos, e por aí vai.
Evidentemente, quem estuda o Talmud não saberá construir um satélite ou consertar o motor de um carro, e necessitamos de médicos, doutores, cientistas, e especialistas em geral. No entanto, é possível observar hoje em dia que há infinitos paralelos passíveis de serem traçados entre o conhecimento que adquirimos, através da dos avanços da tecnologia e da ciência, e a inteligência intrínseca à nossa sabedoria milenar da Torah.

2) É proibido andar de meias em casa já que este é um costume exclusivo aos enlutados.
Falso: Existe uma falsa afirmativa em relação a este costume. Devido ao fato que, durante os dias de luto (como em Yom Kipur), não se pode utilizar sapatos de couro, muitos optam por circular de meias pela casa.
Mas o fato de permanecerem de meias durante os dias de luto não significa que as meias representem o estado de luto — é apenas uma consequência de não usar sapatos de couro. Mas se o uso das meias em uma situação comum for causar um mal estar entre os mais velhos da família, por sinal de respeito com eles, é melhor evitar.

3) Bater na madeira e fazer figa trazem boa sorte.

Falso: Segundo a revista Super Interessante, estes costumes surgiram da seguinte forma: "Como surgiu o costume de bater na madeira para afugentar o azar?
O costume de bater na madeira para afugentar o azar nasceu com os índios da América do Norte e também entre os egípcios; os primeiros batiam no carvalho para chamar as divindades e os outros na mesa para invocar a proteção dos deuses caseiros.
Há cerca de 4 mil anos, os índios da América do Norte – e, quase á mesma época, os egípcios – observaram que o carvalho, apesar da sua imponência, era a árvore mais frequentemente atingida pelos raios. Daí concluíram que o carvalho era a morada dos deuses na Terra. Por isso, toda vez que se sentiam culpados de alguma coisa, batiam no tronco do carvalho, com nós dos dedos, para chamar as divindades e pedir-lhes perdão. Já em Roma, batia-se na madeira da mesa para invocar proteção das divindades caseiras, pois a mesa era considerada sagrada.
... E o costume da figa? Começou a ser usado durante orgias religiosas, para representar a união dos órgãos feminino e masculino. Na Europa, se difundiu como algo que afastava a esterilidade e outros tipos de azar. Chegou ao Brasil como amuleto, junto com os portugueses."
Ou seja, bater na madeira e fazer figa são costumes originados da idolatria e de práticas profanas, e segundo o judaísmo nenhum destes "amuletos" e superstições devem ser levados a sério.
Um adendo: deixar o sapato virado, ou deixar as portas do armário abertas não apresentam nenhum problema.
4) Deve-se evitar passar debaixo de uma escada e cruzar um gato preto.

Falso e Verdadeiro: O Talmud, ao discutir um caso de responsabilidade no caso de danos, diz que não se deve passar debaixo de uma escada, já que existe um alto risco de que algo possa cair em sua cabeça e causar com que você se machuque. Portanto, melhor evitar (não há aqui nenhuma razão mística ou superstição).
Em relação ao gato, existe um tratado do Talmud que traz detalhada uma prática da magia negra na qual se utiliza um gato preto, cujas três gerações anteriores tenham sido também gatos pretos. O Talmud narra o procedimento e explica o perigo que este ritual pode acarretar, suas consequências e a proibição em realizá-lo. Devido a existência desta prática, e os desastres que podem haver ocorrido em seu entorno, criou-se a idéia de que não se deve passar em frente a um gato preto, e que isto traria má sorte. O fato é que, segundo o judaísmo, o perigo relativo ao gato em si não existe.
5) Mesmo para quem só come comida kasher, a ingestão de queijo não-kasher não tem problema — já que queijo é queijo, e não pode haver nada errado.
Falso: A avaliação da kashrut em queijos duros é complicada, porque a produção do queijo envolve uma substância chamada "rennet" — também conhecida como chymosin ou rennin — uma enzima que separa (ou coagula) a parte líquida (o soro) da parte sólida do leite (a coalhada).

O rennet pode ser de origem vegetal, porém a maior parte do rennet existente provém de uma enzima que encontra-se na parte interna que reveste o estômago de um animal, constituindo-se em um ingrediente não-kasher. O rennet de um animal kasher, que além de ser uma espécie de animal kasher, também tenha sido abatido de forma kasher, seria permitido para o consumo e para a coagulação do leite — já que a enzima em si não seria considerada como "carne", logo, não se estaria violando a regra de misturar carne com leite. É evidente, no entanto, que na produção em série de queijos duros em geral não são utilizados apenas restos de animais kasher, nem muito menos daqueles que teriam sido abatidos de forma apropriada.
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quinta-feira, agosto 18, 2011
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Fernando Bisker
Tecnologia israelense para proteger crianças de relacionamentos perigosos pela internet
A Sensegon desenvolveu tecnologia para proteger os jovens usuários da Internet.
David Schwimmer em seu mais recente filme "Trust (Confiar), diz tudo: Diante da enormidade do mundo online proteger o seu filho ou filha de predadores potenciais é quase impossível. No filme uma menina de 14 anos entra em um relacionamento virtual com um homem que ela acredita que tenha 19 anos de idade.
Quando ela descobre, meses depois, que ele é realmente um pedófilo de meia-idade, já é tarde demais. Este cenário extremo é o pior pesadelo de todos os pais. Outro problema para as crianças na internet é a impossibilidade de controlarmos o seu acesso a conteúdos de sexo explícito ou o fenômeno relativamente novo de cyber-bullying.

A Sensegon, uma empresa israelense que tomou por base a necessidade de uma melhor proteção desenvolveu a tecnologia que chamou de Kangaroo, para detectar e proteger os jovens usuários da internet dos perigos do ambiente virtual. Inspirado em um software avançado da inteligência militar e desenvolvido com algoritmos projetados para identificar padrões predatórios de comportamento online a Sensegon informa sobre riscos em potencial no desenvolvimento das relações virtuais.
Alguns serviços e programas já existentes usam uma varredura no texto e apresentam um aviso quando uma palavra "quente" é detectada. Palavras "quentes" são palavras com conotações sexuais, ou mostram quando houver a tentativa de se encontrar pessoalmente com a criança. Mas esta análise textual nem sempre é eficaz ou relevante para a detecção de ameaças reais. O sistema da Sensegon é baseado em inteligência artificial para a análise e detecção dos padrões através da utilização de uma "linguagem corporal virtual" dos que participam de relacionamentos online.
O sistema emite alertas sobre relacionamentos ofensivos ou potencialmente criminais - sem expor o conteúdo em si, a fim de proteger a privacidade da criança. A tecnologia da Sensagon é baseada em módulos de análise comportamental que podem diferenciar vários tipos de relacionamentos e os analisa sob 200 parâmetros diferentes, a fim de identificar se um relacionamento está tomando uma direção problemática.
Omer Efrat que é o presidente executivo da Sensegon diz que o seu objetivo para este software é o treinamento das crianças para compreendam por si só os perigos: "Em vez de agir como policial censurando certas palavras a Sensegon age como uma conselheira para o seu filho para que ele ou ela aprenda a reconhecer o perigo e mudar o seu comportamento para permanecer em segurança. A tecnologia funciona através do mapeamento ao longo do tempo das interações da criança e os papéis desempenhados pelos seus vários amigos on-line, e então prever com base em padrões e probabilidades qual caminho essas relações tomarão. Isso permite que a criança pense criticamente sobre o seu relacionamento on-line e olhe os indicadores que ele ou ela não haviam percebido".
Um dos projetos que a Sengsegon participa é a rede social para crianças israelenses "Daf Kesher" (Lista de Contatos em hebraico). O sistema é integrado na rede social e pode alertar quando relacionamentos suspeitos começam a se formar.
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Israel
Heróis Esquecidos do Holocausto

Reconhecendo tardiamente heróis do Holocausto
Por Isabel Kershner
HORASHIM, Israel - Quando 20 pessoas se reuniram para uma cerimônia modesta no cemitério tranquilo deste kibutz na parte central de Israel no mês passado, a intimidade e a dignidade silenciosa do evento não correspondiam às forças históricas que estavam por trás dela.
A ocasião era o translado dos restos mortais de Samuel Merlin, um dos fundadores de um grupo pequeno, porém atrevido de sionistas militantes e ativistas que atuaram no resgate de vitimas do Holocausto, que sacudiram a América e desafiaram as autoridades judaicas na década de 1940, mas que, porém até recentemente tinham sido amplamente excluídos da história oficial do Holocausto.
Os ativistas formaram o grupo conhecido por Bergson, que os historiadores modernos creditam e atribuem um papel fundamental no resgate de centenas de milhares de judeus europeus. Mas o grupo foi rejeitado pelo establishment judaico que se sentiu desafiado, tanto nos Estados Unidos como em Israel, por suas táticas militantes e pelo sionismo de direita que colidiram com as correntes mais influentes do sionismo. A simples menção deste grupo desperta paixões antigas e um doloroso questionamento sobre o que a América fez ou deixou de fazer para salvarem os judeus europeus, e na medida em que cismas dentro das fileiras judaicas dificultaram ações mais eficazes.
Mais recentemente proeminentes historiadores começaram a reconhecer as realizações do grupo. No dia 17 de julho em Jerusalém no Yad Vashem, que é a autoridade oficial da memória do Holocausto e que havia ignorado o grupo Bergson em suas mostras e exposições, realizou um simpósio sobre o mesmo pela primeira vez.

Esther Rafaeli, de 85 anos, viúva de um dos membros do Grupo Bergson, no túmulo de Samuel Merlin.
Para os participantes do translado dos restos mortais do Sr. Merlin que ocorreu alguns dias antes, que incluiu algumas viúvas e filhos dos membros do grupo, o evento foi o início simbólico de um processo de reconciliação.
"Este é um momento de cura para os judeus americanos e para os judeus de Israel" disse em tom grave Rafael Medoff, diretor do Instituto David S. Wyman Para Estudos Sobre o Holocausto em Washington, logo após recitar o Kaddish, a oração judaica para os mortos, sobre o túmulo do Sr. Merlin. O instituto, que tem sido instrumental na promoção do legado do grupo Bergson, co-patrocinou a conferência no Yad Vashem.
O grupo Bergson foi formado em 1940 quando cerca de 10 jovens judeus da Palestina e da Europa vieram para os Estados Unidos para angariarem fundos e promoverem o Irgun, a milícia de direita sionista. O grupo foi organizado pelo Hillel Kook, um líder carismático do Irgun que assumiu o pseudônimo de Peter H. Bergson. O Sr. Merlin era o seu braço direito.
O grupo começou arrecadando dinheiro para a imigração judaica ilegal para o que então era o Mandato Britânico da Palestina e promovendo a idéia de um exército composto de judeus apátridas e Palestinos. Mas a missão mudou abruptamente em novembro de 1942 após o surgimento de relatos que dois milhões de judeus europeus foram aniquilados pelos nazistas. Da mesma maneira que outros relatórios desses assassinatos em massa de judeus, as notícias mal apareciam nas páginas internas dos principais jornais americanos como o The New York Times e o The Washington Post.
Os Bergsonitas ficaram horrorizados com a indiferença da administração Roosevelt e da passividade das lideranças judaicas, que apoiavam firmemente o governo americano e aceitavam amplamente o argumento de que o objetivo primário americano era militar para ganharem a guerra, não para salvarem os judeus europeus. O grupo embarcou em uma campanha provocativa para a divulgação do genocídio e assim como fazer lobby no Congresso para que apoiassem o resgate de judeus, andando nos corredores do Capitólio e batendo nas portas, exibindo um grau de ousadia (chutzpah) que causou desconforto no establishment judaico pró-Roosevelt.
O grupo publicou uma série de inflamados anúncios de página inteira no The New York Times e em outros jornais importantes destacando os assassinatos em massa, e na parte de baixo do anúncio solicitavam doações para poderem pagar o próximo. Com a ajuda de simpatizantes célebres como o diretor e roteirista Ben Hecht, o empresário Billy Rose e o compositor Kurt Weill eles encenaram uma apresentação teatral extravagante com o nome de "We Will Never Die (Nunca Morreremos)" que lotou o Madison Square Garden por duas vezes antes que o show fosse para outras cidades. Em outubro de 1943 o grupo Bergson organizou uma marcha de 400 rabinos ortodoxos para a Casa Branca, a maioria deles em trajes negros tradicionais, um espetáculo do tipo que ainda nunca tinha sido visto em Washington. Finalmente em janeiro de 1944, sob a forte pressão do secretário do Tesouro Henry Morgenthau Jr. o presidente Franklin D. Roosevelt criou por ordem executiva o Conselho de Refugiados de Guerra, que resgatou cerca de 200 mil judeus.
"Sem Hillel Kook e o grupo Bergson" disse David S. Wyman que é o autor do livro "Abandonment of the Jews: America and the Holocaust 1941-1945 (O Abandono dos Judeus: os Estados Unidos e o Holocausto 1941-1945, em tradução livre)", que foi o primeiro que reavaliou o papel dos Bergsonitas e "sem os quais não haveria o Conselho de Refugiados de Guerra". Contudo as lideranças judaicas americanas na época combateram os recém-chegados, dizendo que suas táticas levariam apenas ao aumento do anti-semitismo. O Rabino Stephen Wise, o principal representante da comunidade judaica escreveu para um colega em 1944 que os Bergsonitas "são um desastre para a causa sionista e para o povo judeu". Os líderes judeus norte-americanos da época aparentemente tinham receio de provocarem agitações (= causarem problemas) e de perderem as suas próprias proeminências.
"Esta era uma época em que movimentos de ações civis militantes não eram costumeiros, e certamente não por judeus" afirmou Charley Levine, um especialista em relações públicas e de comunicações internacionais baseado em Israel que tem estudado o grupo Bérgson; "Isso foi antes do Vietnã".
O grupo Bergson também foi colocado no ostracismo pelos líderes de Israel após a sua fundação em maio de 1948. Um confronto ocorreu logo em seguida em junho, quando o grupo enviou o navio chamado Altalena para Israel carregado com armas para o Irgun, violando um acordo com o novo Estado independente para que parassem com as compras de armas.
David Ben-Gurion, o primeiro primeiro-ministro israelense ordenou às suas tropas para dispararem contra o navio. Dezesseis membros do Irgun e três soldados foram mortos no confronto. O Sr. Merlin, que estava a bordo, foi baleado no pé.
Merlin e Kook passaram a servir como membros do primeiro Parlamento de Israel, mas os Bergsonitas logo tiveram uma desavença ideológica com o seu próprio líder político, Menachem Begin, o líder do Irgun que mais tarde se tornaria primeiro-ministro de Israel. Eles permaneceram em confronto com o Mapai de esquerda e com os líderes trabalhistas que dominaram o estado nos seus primeiros 30 anos.
A dissensão ocasionou que o grupo Bergson fosse apagado das primeiras histórias sobre o Holocausto. "Meu pai e o seu grupo foram contra a corrente dos que escreviam as narrativas da guerra" disse a filha do Sr. Kook, Rebecca Kook, que é agora uma cientista política da Universidade Ben Gurion do Negev, em Israel.
Mas com a perspectiva do tempo e a abertura de outros arquivos do Holocausto, incluindo os do Sr. Merlin, o grupo Bergson começou a ser reformulado na história judaica. Após anos de campanha pelo Sr. Medoff e outros, o ‘United States Holocaust Memorial Museum’ em Washington incluiu em 2008 uma pequena exposição sobre o grupo.
Um relato detalhado do Sr. Merlin sobre a campanha de resgate de judeus foi publicado postumamente no mês passado. O Sr. Merlin morreu nos Estados Unidos em 1996. No prefácio do livro Seymour D. Reich, um líder veterano das maiores organizações judaicas escreveu: "Chegou a hora de reconhecermos, de forma inequívoca, que o Rabino Wise e seus colegas estavam errados".
Em vez de atacarem o Sr. Bergson, deveriam ter ficado focados na missão de resgate, ele escreveu e acrescentando: "Essa era a sua obrigação, e eles falharam".
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Isabel Kershner,
Israel,
The New York Times
Diamantes são para sempre e eternos
Vários trabalhos artísticos de jóias africanas estão sendo exibidos no Museu de Diamantes de Israel, e que combinam brilhantes e ouro no valor de cerca de 3,5 milhões dólares.
Em todo o mundo e em muitas culturas, os diamantes são considerados jóias exclusivas e de prestígio. Mas o que há nos diamantes que consegue atrair tantas pessoas e conquistar o coração das mulheres?
Esta exposição especial no Museu do Diamante em Ramat Gan tenta esclarecer este antigo mistério. De acordo com Yehuda Kassif, o curador e diretor de arte do Museu do Diamante, os brilhantes tiveram origem na monarquia e aristocracia e associavam os seus proprietários com aquele grupo. "Quando você leva em consideração a sua beleza, magia e esplendor, você terá um produto de prestígio" afirma ele.
Eli Avidar, diretor-gerente do Israel Diamond Institute Group – IDI explica que um diamante não tem um valor transitório ou temporário como uma caneta ou qualquer outra coisa: "É muito importante se você herdar um anel de diamantes que pertenceu à avó da sua avó".

Vários designs de jóias Africanas estão expostos no Museu do Diamante, combinando diamantes e ouro no valor de cerca de US$ 3,5 milhões. Uma das peças mais importantes da exposição, afirma Kassif, é uma jóia muito cara que vale cerca de US$ 1 milhão, e que possui 507 gramas de ouro e cerca de 4.000 diamantes que pesam 85 quilates.
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Israel
TRADIÇÃO JUDAICA
Rabbi Yisrael Salanter, um grande sábio da geração anterior, nos ensinou 13 Midot (qualidades, princípios), para que valorizemos nossas vidas:
1. Verdade
Seja sincero ao falar. Não diga nada a menos que você tenha certeza que é verdade.
2. Agilidade
Saiba aproveitar o tempo, o que tiver que ser feito, deve ser feito imediatamente. O tempo é muito valioso para ser desperdiçado.
3.Entusiasmo
Tome decisões conscientemente. Decida o que deve fazer e faça logo, com entusiasmo. Em caso de dúvida, peça conselho. Não permaneça confuso.
4. Respeito
Tenha muito cuidado com os sentimentos das outras pessoas. Todo ser humano é precioso por ter sido criado a imagem de D-us. Seja atencioso com todos.
5. Tranquilidade
Tenha serenidade. Não deixe que pequenas coisas tirem sua tranquilidade. Conserve a calma e a serenidade. Demonstre sossego em tudo o que você faz.
6. Serenidade
Recorda o conselho do Rei Salomão, “as palavras de um sábio são ditas calmamente”. Fomenta esse hábito e te compreenderão e você compreenderá os outros melhor.
7. Higiene
É importante manter a higiene pessoal, roupas, casa e lugares públicos limpos. Respeita tanto o teu corpo como tuas vestimentas.
8. Paciência
É necessário cultivar a paciência seja em qual situação for. Há um momento para tudo na vida, não queira adiantá-lo.
9. Ordem
É importante concentrar-se em tudo o que se está fazendo, sem se distrair. Guardar cada coisa em seu respectivo lugar evitará perda de tempo e de paciência. Conduz teu tempo e teus objetivos com ordem. Planifica e organiza. Assim concretizará teus projetos com êxito.
10. Humildade
Reconheça as próprias limitações e ignora os erros do próximo. Aprenda de todos. Cada pessoa tem algum conhecimento ou virtude que nós não possuímos. Não somos perfeitos.
11. Integridade
Recorda o conselho do Sábio Hilel, “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Aquele que ama e pratica a justiça é justo e sua consciência é limpa. Faz sempre o que é correto, especialmente no que diz respeito as tuas obrigações.
12. Austeridade
Recorda o conselho de Ben Zoma “quem é rico? Aquele que está satisfeito com o que tem”. O dinheiro é para ser usado, não amado. É um meio, e não um fim em si mesmo. Não gaste dinheiro sem necessidade. Para outras pessoas seria de vital importância.
13. Silêncio
Julga o valor das palavras antes de falar. Falar é uma das armas mais poderosas. É a única característica humana. O silêncio é uma expressão de sabedoria. Pensa antes de falar e não fale a menos que tenha algo importante para dizer.
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Rabi Yisrael Salanter
Liberdade de Opinião (Alexandre Wrobel)

ALEXANDRE WROBEL
Alexandre J. Wrobel, 38 anos, casado, advogado, empresário, pai de dois filhos, estudou a vida toda no Colégio Max Nordau, foi o conselheiro mais novo na história da FIERJ, atuou como diretor de comunicação, diretor de juventude, foi um dos fundadores e Presidente da Fierj Jovem, foi 1º Secretário da Associação de Advogados e Juristas Brasil – Israel e hoje é Vice Presidente de Patrimônio do Clube de Regatas do Flamengo.
O que fez de mais importante em sua vida?
Sem duvida nenhuma a constituição da minha família calcada nos princípios que meus pais me passaram e que eu tento passar aos meus filhos, preservando a tradição milenar do nosso povo. Fora isso me orgulho de alguns trabalhos voluntários como a criação da FIERJ-Jovem e agora recentemente, ocupando a Vice-Presidência do Flamengo, ajudando na recuperação patrimonial do clube que é uma das minhas grandes paixões.
O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer, de importante?
Não me lembro de algo que eu lamente não ter feito. Desejo na realidade é ter tempo e sabedoria suficientes para poder por em prática tudo aquilo que eu ainda sonho fazer.
Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo, você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?
Definitivamente não. A história da Humanidade sempre foi repleta de disputas e conflitos, porém, hoje em dia, com o acesso fácil e imediato a uma quantidade absurda de informações isso acaba sendo mais divulgado e discutido. Sou otimista e ainda consigo ver mobilizações, gestos e atitudes que me fazem acreditar que os bons são maioria.
Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?
Não gosto de nada que seja imposto. A liberdade é uma prerrogativa natural do ser humano e o conhecimento é o grande agente equilibrador das nossas ações. O importante é achar esse equilíbrio.
Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?
Certamente não iria sossegar e me faria valer de todos os meios possíveis em busca do resgate da minha liberdade.
O que fez de mais importante em sua vida?
Sem duvida nenhuma a constituição da minha família calcada nos princípios que meus pais me passaram e que eu tento passar aos meus filhos, preservando a tradição milenar do nosso povo. Fora isso me orgulho de alguns trabalhos voluntários como a criação da FIERJ-Jovem e agora recentemente, ocupando a Vice-Presidência do Flamengo, ajudando na recuperação patrimonial do clube que é uma das minhas grandes paixões.
O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer, de importante?
Não me lembro de algo que eu lamente não ter feito. Desejo na realidade é ter tempo e sabedoria suficientes para poder por em prática tudo aquilo que eu ainda sonho fazer.
Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo, você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?
Definitivamente não. A história da Humanidade sempre foi repleta de disputas e conflitos, porém, hoje em dia, com o acesso fácil e imediato a uma quantidade absurda de informações isso acaba sendo mais divulgado e discutido. Sou otimista e ainda consigo ver mobilizações, gestos e atitudes que me fazem acreditar que os bons são maioria.
Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?
Não gosto de nada que seja imposto. A liberdade é uma prerrogativa natural do ser humano e o conhecimento é o grande agente equilibrador das nossas ações. O importante é achar esse equilíbrio.
Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?
Certamente não iria sossegar e me faria valer de todos os meios possíveis em busca do resgate da minha liberdade.
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Alexandre Wrobel
Amos Oz – O Equivoco

Nostalgia de Amos Oz tem um efeito adverso sobre a memória de Oz; coloração da condição passada de Israel no aspecto econômico com tons fortes de rosa, apesar do fato de que a cor predominante era cinza escuro.

Por Nehemia Shtrasler
Até esta semana, eu não sabia que Israel foi um paraíso. Que foi durante os primeiros 30 anos após a sua criação. "A pobreza não era aguda ... Aqueles que trabalharam poderia fazer um modesto, mas uma vida respeitável para si e suas famílias", disse o escritor, Amós Oz, indicado no Haaretz de terça-feira passada. Oz continuou a falar nostalgicamente do passado magnífico, acrescentando que esta era uma sociedade igualitária em que os novos imigrantes, refugiados e aqueles que viveram em campos de trânsito foram concedidos educação, saúde e habitação pública. No entanto, ele afirmou: "tudo isso foi destruído nos últimos 30 anos como os governos de grandes capitais incentivados e inflamado as leis da selva econômica".
O único problema com esta descrição idílica é que não está correto. Porque nostalgia é um mau conselheiro. Ele colore o passado com tons fortes de rosa, apesar do fato de que a cor predominante era cinza escuro. Os primeiros 30 anos após o estabelecimento do Estado foram anos difíceis, anos de pobreza e escassez, a discriminação étnica, e um baixo nível de vida. Foi sorte não estamos mais lá.
Para este dia, eu me lembro como todas as manhãs o nosso vizinho iria andar de bicicleta no norte de Ibn Gvirol Street, em Tel Aviv para seu local de trabalho, em Jaffa, porque ele nem sequer tinha dinheiro para o ônibus. Quem tinha um carro, então? Que saiu para comer em um restaurante? Que sonhava em ir para o estrangeiro? Apenas os ativistas políticos. Numa fase posterior, quando a viagens ao exterior começou, o passeio mais incrível não foi do Louvre, mas de um supermercado local para ver a abundância de alimentos, a diversidade, as cores -, enquanto tivemos apenas toothpaste Shenhav, café solúvel e Elite OSEM macarrão em nossas prateleiras.

Oz escreve que "quase todas as mulheres e os homens trabalhavam." Mesmo isto não sendo correto. Porque, a fim de trabalhar durante aqueles anos felizes, você tinha que estar num livro vermelho dos membros da Histadrut, a Federação dos Trabalhadores. E na sociedade igualitária de Oz eram distribuídos belos apartamentos pela metade do preço apenas para "aqueles que estão perto de nós", enquanto nos bairros de baixa renda as pessoas moravam em condições terríveis.
Educação para todos? De onde ele tirou isso? Houve excelente educação com bons professores para a elite Ashkenazi, mas os "professores" que foram enviados para os bairros pobres e as cidades em desenvolvimento foram nada mais do que soldados do sexo feminino que haviam concluído o ensino médio e que não poderiam manter uma classe em silêncio por mais de cinco minutos, mesmo se suas vidas dependessem disso.
De cuidados de saúde? Isso também é um mito. Afinal, até a reforma introduzida pelo ex-chefe da Histadrut Haim Ramon, no início da década de 1990, cerca de 250.000 pessoas não tinham seguro de saúde porque não pagavam as quotas para a Histadrut. Só em 1994 nós recebemos uma lei nacional de saúde e agora todo mundo pode receber atenção médica, mesmo quem não trabalha, não paga uma agorá, e tem 10 filhos. E isso aconteceu nos últimos 30 anos, e não o primeiro.
Você poderia definhar na pobreza e, em seguida, um representante das autoridades de bem-estar, com uma expressão grave, viria em uma visita a sua casa e, talvez, lhe daria um prato de comida, fora algumas moedas. Mas, nos últimos 30 anos, tem havido mesadas para crianças, que todos recebem, e há também o seguro complementar para aqueles que não ganham o suficiente - algo que não existia no paraíso de Oz. É inconcebível que Oz não se lembra da revolta das Panteras Negras no início da década de 1970.
Nossa sorte foi que os pais fundadores, a despeito do fato de que eles vieram da revolução socialista na Europa, entenderam que o socialismo a longo prazo leva à pobreza, e eles mudaram mais para uma economia de mercado depois de um tempo relativamente curto. Este processo, que ainda está em curso, nos salvou. Nosso padrão de vida aumentou dramaticamente nos últimos 30 anos. Importações foram autorizados e a seleção de produtos aumentou, enquanto os preços caíram. De uma economia fechada e atrasada, que dependia das laranjas de exportação, nós nos transformamos em exportadores de alta tecnologia na vanguarda cientifica.

Mas é claro que a situação não é perfeita. As lacunas são demasiado grandes e precisam ser corrigidos. Isso é porque uma economia de mercado exige uma regulamentação forte e constante preocupação para os elementos mais fracos na sociedade. Por isso, é bom que o “protesto das tendas” entrou em erupção.
A fim de melhorar a sorte da classe média, o governo deve lidar com os monopólios e cartéis, comitês de trabalhadores grandes, os magnatas que controlam muito da economia, o orçamento militar exagerado, e os impostos louco que são aplicados sobre os alimentos. Ele também deve lidar com aqueles que têm direitos excessivo - os ultra-ortodoxos e os colonos.
Com relação a este último ponto, não há ninguém que vai estar mais de acordo com o que Amos Oz disse do que eu.
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Nehemia Shtrasler
Pianista que une árabes a judeus através da música proposto para Nobel da Paz
O pianista e regente argentino de origem israelita Daniel Barenboim será proposto para o Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho desenvolvido no Médio Oriente, anunciou a Academia Argentina de Letras, que se junta a instituições promotoras da iniciativa. A proposta será formalizada no próximo dia 17 de agosto, na sede da Academia, em Buenos Aires, de acordo com o comunicado publicado na página da Academia na Internet.
Na base da proposta está o projeto Orquestra West-Eastern Divan, que junta músicos árabes e israelitas. A orquestra foi criada em 1999, com o ensaísta e professor de origem palestina Edward Said, já falecido, quando ambos estabeleceram um "workshop" para jovens músicos oriundos de Israel, dos territórios palestinos ocupados e de outros países árabes, com o objetivo de promover "a convivência" entre eles e "o diálogo intercultural".

"Esta orquestra leva a mensagem que temos de nos habituar a viver juntos", disse o Daniel Barenboim há um ano, durante uma visita à Argentina. "Este maldito conflito não é militar, nem político", prosseguiu o regente durante a atuação da West-Eastern Divan na capital argentina. "É um conflito humano de dois povos que estão profundamente convencidos de ter o direito de viver no mesmo pedaço de terra. É muito difícil resolvê-lo".
O nome da Orquestra West-Eastern Divan tem origem numa coletânea de poemas do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, "West-Eastern Divan", publicada em 1819 pelo expoente do Romantismo. A obra transformou-se rapidamente numa referência do conceito de cultura global e do mapa europeu da época, quando se tornava evidente o desmembramento do Império Otomano e a miscigenação cultural resultante de séculos de conflitos e de convivência.
"A razão pela qual nomeamos assim a orquestra, advém do fato de Goethe ter sido um dos primeiros alemães a interessar-se genuinamente por outros países – começou a aprender árabe quando tinha mais de 60 anos", disseram Barenboim e Said quando da apresentação do projeto, em 2000. "A West-Eastern Divan não é apenas um projeto musical, mas também um fórum para o diálogo e reflexão sobre o conflito israelo-palestino".
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Daniel Barenboim
Morre heroína australiana da Segunda Guerra Mundial
A australiana Nancy Wake, a mulher mais condecorada pelos aliados durante a 2ª Guerra Mundial, morreu no domingo (7) em Londres aos 98 anos, informou a imprensa local. Nascida em 1912 em Wellington, na Nova Zelândia, e criada em Sydney, Austrália, se mudou para a França em 1932 e pouco depois, após a invasão do país em 1940, se uniu às forças de resistência para ajudar aos aliados e a centenas de judeus a escapar do regime nazista. Wake fugiu para o Reino Unido depois que foi incluída na lista de pessoas mais procuradas pela Gestapo, que a chamava de 'rata branca' por sua habilidade em fugir.

Nancy Wake ajudou aliados e judeus a escapar do regime nazista.
Ali recebeu treinamento como espiã nas forças especiais britânicas antes de retornar para a França para trabalhar com a Resistência nos preparativos do Dia D, o desembarque aliado na Normandia em junho de 1944. Ao terminar a guerra descobriu que seu marido, o empresário francês Henri Fiocca, foi torturado e executado em 1943. Casou-se anos depois da guerra com o piloto australiano John Forward, com quem se mudou para a Austrália. Em 2001, decidiu retornar ao Reino Unido. A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, disse que 'Nancy Wake foi uma mulher de valor excepcional', enquanto a ministra neo-zelandesa de Assuntos dos Veteranos, Judith Collins, assinalou que 'o mundo perdeu uma mulher valente'.
Wake, de origem neozelandesa, foi condecorada pela França com o maior reconhecimento militar, a 'Legião de Honra', por sua atividade na Resistência Francesa, além de receber três medalhas da 'Cruz de Guerra' e a 'Medalla da Resistencia'. Também recebeu a 'Medalla George' do Reino Unido, a 'Medalha da Liberdade' dos Estados Unidos e, em 2006, a 'Insígnia RSA', da Nova Zelândia. Em 2004 foi agraciada com a 'Companhia da Ordem da Austrália' apesar das reservas no Exército que assinalaram que Wake não tinha servido nunca nas forças armadas australianas e que anos antes disse aos comandantes militares da Austrália que introduzissem as medalhas 'onde os macacos guardam as nozes'.
De acordo com seu desejo, Wake será cremada e suas cinzas espalhadas na localidade de Montlucon, no centro da França.
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Nancy Wake
11.8.11
Rembrandt e o judaísmo – As Cabeças de Rembrandt
Uma exposição no Museu de Filadélfia pesquisa por raízes judaicas dos Jesus de Rembrandt e revisita o mal compreendido relacionamento do mestre holandês com o judaísmo.
POR ROBIN CEMBALEST
Como tantos outros aspectos da sua vida e obra, a conexão de Rembrandt com os judeus tem sido sentimentalizada, superestimada, distorcida, criticada, dissecada - e ridicularizada. Nos últimos anos a imagem do artista como sendo um filo-semita que pintou e manteve contatos sociais com seus vizinhos judeus tornou-se um intenso tema de debate acadêmico. No entanto a noção de que há algo de cripto-judaico sobre Rembrandt continua a atrair as atenções.
Mas talvez os judeus que aparecem na arte de Rembrandt estão escondidos, porém a plena vista, e claramente visíveis nas representações do seu protagonista favorito judeu. Essa é a tese do "Rembrandt e o Rosto de Jesus", uma exposição provocativa que estreou no Louvre no ano passado e irá ser mostrada no Museu de Arte da Filadélfia na próxima semana antes de viajar para Detroit em novembro. No catálogo o curador Lloyd DeWitt sugere que o modelo para a série de sete cabeças de Cristo - estudos que DeWitt acredita que Rembrandt utilizava para várias das suas grandes pinturas religiosas eram de um judeu. Embora DeWitt não seja o primeiro que identificou um Jesus judeu na obra de Rembrandt ou nesta particular série de pinturas, a mostra é a primeira que une todas as sete desde 1656 e se constitui no esforço mais ambicioso para visualizá-las num contexto mais amplo do trabalho religioso do artista. Além de ser a maior mostra conjunta das pinturas d e Jesus por Rembrandt, a exposição é também a maior mostra conjunta dos judeus de Rembrandt.

Ou seja, se você concordar com a tese de DeWitt sobre a etnia da figura que aparece nestes estudos, uma teoria para a qual não há nenhuma prova documental. Não há registro conhecido de que um homem judeu posou para tais pinturas. Nenhum dos estudos foi assinado ou datado, e apenas um foi autenticado. DeWitt, no entanto encontra apoio para a sua premissa através de uma fonte intrigante: uma auditoria de 1656 da casa de Rembrandt. Na lista foram encontradas três cabeças de Cristo, possivelmente da mesma série que os da dessa exposição. Uma dessas cabeças era descrita como "ao vivo", uma frase que os estudiosos inferem que Rembrandt trabalhou com um modelo vivo. Naquele determinado lugar e época da carreira do artista, DeWitt explica, quando as suas obras religiosas tornaram-se mais espirituais e menos espetaculares, é provável que Rembrandt tenha procurado um modelo com uma mesma fisionomia como a do seu salvador, ou seja, a de um judeu, na sua busca de um Jesus humilde e naturalista que tem sido pintado na história da arte até os dias de hoje.
Esclarecer as ligações do mestre holandês com os judeus, ou então a não ligação, tornou-se uma obsessão para os estudiosos ao longo da última década. Livros e exposições têm analisado a genealogia de Rembrandt, a sua religiosidade, suas encomendas, seus motivos para se mudar para um bairro judeu, as suas cenas do Velho Testamento, as suas cenas do Novo Testamento, e sua relação com o rabino Manassés ben Israel - cujo livro Rembrandt talvez tenha ilustrado e cujo retrato ele pintou ou não, e que possivelmente o ajudou nos escritos em aramaico da famosa tela ‘Belshazzar Feast’. Alguns destes esforços destacam a relação especial de Rembrandt com os judeus numa Amsterdam tolerante, multicultural e que era também um refúgio para os que fugiam da Inquisição e dos pogroms da Europa Oriental. Porém o Museu Histórico Judaico de Amsterdã argumenta não haver evidências de qualquer relação especial entre Rembrandt e os judeus, e que a imagem que vem de l onga data do Velho Mestre é apenas um mito romântico.
As características que distinguem esses homens são rostos largos, pesadas pálpebras e lábios arredondados, apóiam a opinião de DeWitt, porque se assemelham às imagens de Jesus que Rembrandt começou a pintar no final da década de 1640, e um dos estudos dessa época aparece nesta exposição. No catálogo da exposição vários estudiosos opinam que estas obras foram feitas em um ponto na carreira de Rembrandt, quando ele se afastava de imagens altamente dramáticas e divinamente inspirados de Jesus as quais eram a regra na pintura ocidental, para uma figura mais introspectiva que inspirava a meditação e a reverência, uma qualidade que caracterizou obras-primas como ‘The Hundred Guilder’ e a ‘Ceia em Emmaús’. A ‘Ceia’ e ‘Emmaús’ fazem outras alusões diretas sobre a herança judaica de Cristo, escreveram os historiadores da arte Larry Silver e Shelley Perlove nesse catálogo: O pão que partilha com os seus discípulos é uma chalá trançada.
No entanto a maioria dos que escreveram no catálogo são mais prudentes do que DeWitt sobre a confirmação que este sereno e introspectivo Jesus teve como modelo uma pessoa judia real. Larry Silver, por exemplo, acredita que ainda não se chegou à conclusão se Rembrandt necessitava de ter um modelo judeu na sua frente para pintar um Jesus com aparência judaica. "os rostos de Rembrandt parecem tão reais que você imediatamente é compelido para dizer, isso é um retrato", ele me disse por telefone. "Se alguém lhe pedisse para pintar um retrato de qualquer figura da fantasia, você provavelmente iria desenhar a Branca de Neve. Você pode ter uma imagem na sua cabeça sem ter um modelo real.
"Em qualquer caso o Jesus judeu de Rembrandt, se é o que ele era, foi um sentimento à frente de seu tempo – Um Jesus semita não foi percebido de imediato, ou talvez nem depois. Séculos mais tarde, porém, ele reapareceu no trabalho de alguns dos primeiros artistas judeus proeminentes que despontaram no cenário internacional, figuras como Maurycy Gottlieb e Max Liebermann.
Num livro que está prestes a ser publicado ‘Jewish Art: A Modern History’, Silver e sua co-autora Samantha Baskind tecem crônicas de como estes artistas, juntamente com outros judeus que se integraram no mundo da arte no final do século 19, emulavam Rembrandt que eles achavam como sendo um modelo judaico.
Efraim Moses Lilien desenhou cenas do Velho Testamento; Hermann Struck pintou cabeças de velhos judeus que se assemelham as dos profetas de Rembrandt, e as pinturas mal vestidas de Jozef Israëls parecem que foram pinçadas, como as de Rembrandt, do bairro judaico de Amsterdam. Estes descendentes dos "judeus" de Rembrandt não nos ajudam muito para determinar exatamente o que nele era considerado como sendo cripto-judaico, é claro. Mas eles confirmam que a arte judaica moderna é cripto-Rembrandt.
Robin Cembalest é editora executiva da ARTnews. Ela bloga no letmypeopleshow.com.
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Rembrandt
Irmãos – Somos todos irmãos
É profundamente comovente ver manifestantes veteranos, que durante anos eram vozes clamando no deserto, se juntando nas barracas com os jovens, que sabiamente estão liderando este novo protesto.
Por Amos Oz
Israel nunca foi um estado igualitário. Mas no seu auge, era mais igualitário do que a maioria das nações do mundo. A pobreza não era aguda e a riqueza não era ostensiva, e a responsabilidade social para com os pobres e os necessitados era mostrada não só no plano econômico, mas também no nível emocional.
Na Israel de antes, aqueles que trabalhavam - e quase todos os homens e mulheres trabalhavam muito – podiam levar uma vida modesta, mas respeitável para si e suas famílias. Os novos imigrantes, os refugiados, os que moravam em alojamentos para imigrantes, todos recebiam educação pública, serviços de saúde e habitação. O jovem e pobre Israel era um perito no empreendedorismo social.

O protesto que hoje ocupa as ruas e praças de Israel deixou de ser apenas um protesto sobre a angústia da habitação. O cerne deste protesto é a afronta e o ultraje em relação à indiferença do governo para com o sofrimento do povo, com medidas ambíguas contra a população ativa e a destruição da solidariedade social.
A visão que toca o coração ao ver as praças de tendas espalhadas pelas cidades de Israel, dos médicos marchando por seus pacientes, as manifestações e comícios por si só são um reviver da fraternidade mútua e do comprometimento. Afinal, a coisa principal que esses manifestantes estão dizendo, antes mesmo de "justiça social" e "abaixo o governo," é: "Nós somos irmãos".
Os recursos necessários para o estabelecimento da justiça social em Israel estão localizados em três lugares:
Em primeiro lugar, Israel tem investido bilhões nos assentamentos, que são o maior erro da história do estado, bem como a sua maior injustiça.
Em segundo lugar as enormes somas que são canalizadas para yeshivot ultra-ortodoxas, onde crescem gerações de preguiçosos ignorantes, cheios de desprezo para com o Estado, o seu povo e da realidade do século 21.
E em terceiro, e talvez o mais importante, o apoio apaixonado do governo de Netanyahu e dos seus antecessores para o enriquecimento desenfreado dos muitos magnatas e seus camaradas, à custa da classe média e dos pobres.
Não nos esqueçamos da origem das riquezas que vão para os assentamentos, às yeshivot e para os magnatas. Elas vêm do trabalho e do talento criativo de milhões de israelenses que estão carregando nas suas costas esta maravilha econômica sem par de um estado pobre em recursos naturais (não podemos contar com o gás natural, ainda), porém rica em recursos humanos.
Nem os partidos nem as organizações da oposição veteranas geraram este protesto, que nasceu da devoção e do entusiasmo de centenas e milhares de jovens que reuniram na sua esteira as melhores pessoas do país.
É profundamente comovente ver manifestantes veteranos de todas as gerações protestando, e que durante anos eram como uma voz clamando no deserto, permanecendo nas barracas dos jovens, que sabiamente estão liderando estes novos protestos.
Pessoas como eu, que protestaram por muitos anos contra a política dos governos de Israel, abraçam com amor e admiração esta nova geração, que supera as anteriores.
"Amos Oz, entre outras linhas, descreveu o orgulho de ser israelense, de um país, que nasceu do socialismo, e viu com o tempo, a direita desgraçar totalmente o país, colocando-o em o mais odiado no mundo todo. Existe sim, um socialismo sionista que foi construído por Ben-Gurion e Meir que os ultra-ortodoxos, preguiçosos, como disse Oz, querem extinguir a qualquer custa. Não vão. Israel é democracia. Israel é socialismo sempre, e nunca, nunca Israel será teocrática, se D-us quiser!"
O ÚLTIMO SOBREVIVENTE DOS "TRIÂNGULOS ROSAS"
Rudolf Brazda, o último sobrevivente dos "triângulos rosas" --símbolo que identificava os homossexuais levados aos campos de concentração nazistas--, morreu na quarta-feira em Bantzenheim, leste da França. Ele tinha 98 anos e a causa da morte não foi revelada pela família. O funeral será realizado na próxima segunda-feira (8) em Mulhouse, ao sul de Bantzenheim. Nascido em 26 de junho de 1913 na Saxônia (leste da Alemanha), em uma família tcheca de língua alemã, Brazda foi detido duas vezes nas prisões nazistas. Rudolf Brazda, 98, foi levado a um campo de concentração nazista por manter relações homossexuais.

Em agosto de 1942, ele foi deportado para o campo de concentração de Buchenwald (centro da Alemanha) por ter mantido relações homossexuais. Ao lado de seu amigo Jean-Luc Schwab, Rudolf Brazda escreveu a biografia "Triângulo Rosa - um homossexual no campo de concentração nazista", no qual relembrou os 32 meses no campo de concentração, os trabalhos forçados, a presença da morte, as agressões e as humilhações. No campo de Buchenwald, do qual foi libertado em abril de 1945, foi obrigado a usar um triângulo rosa, símbolo que estigmatizava os homossexuais. Brazda saiu do anonimato em 2008, quando a Alemanha inaugurou um monumento para homenagear os "triângulos rosas" e anunciou que apenas uma testemunha do horror permanecia viva. Um mês depois foi o convidado de honra da Parada do Orgulho Gay de Berlim. Com uma camisa rosa, depositou uma flor diante do novo memorial na presença do prefeito da capital alemã, KlausWowereit, também homossexual. Ele r ecebeu ainda o título de cavaleiro da Legião de Honra. Nos últimos anos, Brazda vivia em Kingersheim, perto de Mulhouse, com o companheiro. Ele foi internado em junho em Bantzenheim.
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