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22.8.11

O SONHO PELA VISÃO DO JUDAÍSMO

Conforme o livro Derech Hashem, do grande rabino e cabalista Chaim Luzzato (1707-1746), durante o sono, a parte mais ativa do corpo é a mente, no campo da imaginação, enquanto o resto do corpo descansa. O sonho é uma experiência da mente. Há diferentes tipos de sonho, sendo o mais básico deles aquele que reproduz temas arquivados no sub-consciente que foram vivenciados durante o dia em vigília. Um sonho comum também sofre influência dos processos naturais do corpo, como a digestão dos alimentos. 


Certa vez, um rei do império romano questionou Rabi Yeoshua, um de nossos Sábios que viveu na época do Talmud: “Consta que vocês (do Povo de Israel) são um povo inteligente. Assim sendo, saberá o Rabi prever com quê sonharei esta noite?”

Rabi Yeoshua retrucou: “Tú sonharás que os persas, teus inimigos, vão te aprisionar e vão te conduzir ao trabalho forçado, e vão te obrigar a levar seus porcos para pastar em uma cama de ouro”. Os romanos eram inimigos dos persas de longa data. Esta informação preocupou tanto o rei romano que à noite, ao deitar-se para dormir, sonhou com isto (Tratado Brachót 56a). 


Algo semelhante ocorreu, envolvendo o Rabi Shmuel e um rei da Pérsia. O nobre desafiou o sábio a revelar o que sonharia naquela noite. Rabi Shmuel, aplicando o mesmo princípio, trouxe à tona um tema que lhe causaria preocupação; e o rei deveras sonhou com o que Rabi Shmuel lhe mencionara (Brachót na continuação).

Outro fenômeno acontece no momento em que a pessoa está dormindo. A alma desconecta-se parcialmente do corpo, e uma parte dela eleva-se e transporta-se para um outro plano. Somente a parte inferior da alma permanece ligada ao corpo. A parte da alma que se desconecta do corpo segue para uma dimensão espiritual, interagindo com seres não-corpóreos. De acordo com a decisão da Autoridade Divina, o contato se dá através de um canal de pureza ou de impureza. Esta é a origem de um outro tipo de sonho. A interação com esses seres espirituais gera o conteúdo do sonho, que passará da parte inferior da alma — que permanece ligada ao corpo — à mente.

As imagens formadas através da intersecção destes dois planos produzirão as mensagens que serão transmitidas à mente durante o sono. Dependendo da força que estiver regendo o caminho da alma dentro do mundo espiritual — de pureza ou impureza — as mensagens recebidas poderão ser verdadeiras ou falsas. A informação contida neste tipo de sonho pode ser abstrata e sem sentido, em virtude da interferência dos fatores mais comuns citados anteriormente — a experiência vivida durante o dia e a atuação dos processos fisiológicos naturais.


Existe também o sonho que revela algo a respeito do futuro. A revelação acontece através da mesma forma de contato com seres não-corpóreos. A mensagem a ser passada pode aparecer de forma oculta ou explícita, segundo a vontade de Deus. Porém, em todos os casos citados, qualquer informação pode misturar-se com imagens vindas da própria mente, e a este fenômeno se referiram nossos sábios no Talmud (Tratado Brachót 55a): “Não existe um sonho que não esteja misturado com alguma informação vã.” Existe um outro tipo de sonho, o mais elevado de todos, que é o sonho profético.
Em resumo:
 
O Marshá — sábio e comentarista do Talmud — explica que existem três tipos de sonhos:

a. Sonhos imaginários, que em geral surgem no princípio da noite, pois, normalmente, a pessoa está preocupada com aquilo que pensou durante o dia;

b. Sonhos que ocorrem através de forças espirituais impuras, surgindo na parte intermediária da noite; em relação a eles está escrito (Tratado Brachót 55a): “A influência que o sonho exercerá na pessoa dependerá de como ele for interpretado”, pois caso ele seja interpretado para o bem, então será de boa influência para a pessoa, e caso seja interpretado para o mal irá exercer influência negativa. Se, no entanto, o sonho não for interpretado, não trará nenhuma influência, e a este caso se referiram nossos sábios (Brachót 55a): “Um sonho não interpretado é como uma carta que não foi lida”;

c. Sonhos com mensagens transmitidas através de seres espirituais puros e elevados, que aparecem na última parte da noite, quando o dia está começando, e quando o sonho é claro — este é um sonho verdadeiro. Em geral, um sonho ruim se traduz em algo bom, e um sonho bom não é tão bom para o sujeito (Tratado Berachót 55a), diferente do que aparenta ser.

Caso tenha sido decretado algum tipo de sofrimento para o indivíduo, devido a algum mérito, ele poderá vivenciar esta dor indiretamente através do sonho, anulando o decreto na vida real. E, ao contrário, caso a pessoa merecesse receber alguma satisfação ou gratificação, talvez por haver cometido algum ato que a desqualificou, ela receberá sua porção de alegria e contentamento durante o sonho, alterando suas perspectivas de sucesso neste mundo.

O objetivo do sonho:

O sonho que revela o que está oculto no sub-consciente traz tudo aquilo que rege os seus pensamentos ao plano consciente. Isto pode ser usado como uma ferramenta para o aprimoramento pessoal. Conforme a passagem de Rabi Yeoshua e o sonho do rei, o sonho é um reflexo das preocupações vividas durante o dia. 

Logo, é possível verificar e retificar o conteúdo de nossa essência através da análise dos sonhos. O sonho que revela algum sinal do que foi selado no futuro pode ter como objetivo despertar o sujeito para que faça uma re-avaliação de sua maneira de agir, aproveitando a chance de cancelar maus decretos e mudar seu destino. Outros sonhos têm o objetivo claro de estimular e fortalecer a pessoa em seu aprimoramento pessoal e crescimento espiritual. [baseado no livro Michtav MeEliahu parte 4, páginas 164-168].


Em relação a estes últimos, está escrito no Zohar (Trumá 142b) que a alma de um justo que já faleceu tem permissão para comunicar os decretos que foram selados para uma determinada pessoa que está viva, durante seu sono. Quando os decretos forem bons, o objetivo é de simplesmente comunicá-los para trazer mais alegria. Porém, quando ruins, o objetivo será alertar a pessoa para que os problemas em questão sejam retificados, e os decretos sejam alterados.

(Extraído do livro ”O Místico” - Shimshon Bisker)
 

Rabino ortodoxo casa gays com lésbicas

Religioso acredita que "esta é a melhor solução" que se pode "oferecer às pessoas que querem viver dentro da lei judaica".

Há seis anos atrás, um rabino ortodoxo ajudou um gay a realizar o sonho de ser pai. Para isso, elaborou um plano, de o casar com uma lésbica, que também queria ser mãe. Desde o primeiro casamento entre o gay e a lésbica, Areleh Harel tem acompanhado 13 casais, com o mesmo objetivo, revela uma reportagem da revista "Time".

Através de um amigo, o rabino de 37 anos encontrou um casal de lésbicas que também queria conceber uma família "tradicional". Agora, depois de "casados", têm dois filhos, e ninguém suspeita que são gays.


O plano de casamentos "encomendados" foi descoberto e gerou polêmica. Harel já foi mencionado numa discussão em Jerusalém sobre os direitos homossexuais. Líderes gays, após descoberta, criticaram estas uniões, achando-as enganosas. Porém, vários rabinos já apoiaram o colega, apelidando o seu trabalho de corajoso. 

Com o sucesso, e com maior procura, Harel passará a trabalhar via Internet, com o projeto, chamado "matchmaking" (casamenteiro), e acredita que "esta é a melhor solução" que se pode "oferecer às pessoas que querem viver dentro da halachá" (lei judaica).

O ortodoxo garante que o serviço de "matchmaking" estará online e operacional atéo final do ano, e considera ainda que esta "pode não ser uma solução perfeita", mas pelo menos "é um tipo de solução", para que os crentes da lei judaica não vivam em pecado.


São muitos os grupos homossexuais que já fazem pressão para que os seus casamentos sejam aprovados. 

Até 2007 não havia qualquer organização ortodoxa gay em Israel. Atualmente, existem cinco, incluindo uma com sede em Jerusalém.

Um gay, de 28 anos, que está acompanhado e conduzido por Harel, acredita que este tipo de casamento é procurado porque as pessoas acreditam que, com a lei judaica, "esta é a maneira normal e porque é a maneira mais fácil de ter filhos."

Os defensores ortodoxos acreditam que se os rabinos em Jerusalém aceitarem mais casamentos gays, a tolerância vai alastrar para as comunidades ortodoxas em todo o mundo.
"Tolerância. É o primeiro passo."

Was Amy Winehouse 'A Nice Jewish Girl'?

The Term Means Something Very Different in Yiddish

Nice or sheyne? In English, ‘Nice Jewish girl’ has come to have a 
sarcastic or derogatory ring to it.
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Nice or sheyne? In English, ‘Nice Jewish girl’ has come to have a sarcastic or derogatory ring to it.

From Massapequa, New York comes this e-mail from Stephen Listfield: “What is the origin and current rationale of the expression ‘nice Jewish boy’ or ‘nice Jewish girl’? The latest example I’ve come across in the media is the repeated reference to Amy Winehouse as a ‘nice Jewish girl who blah, blah, blah.’ Yet I don’t know that Amy Winehouse was especially nice, and I’m quite sure that the term is often applied to Jews who are decidedly not nice. In fact, that sometimes seems to be its implication, as when someone writes, ‘Meyer Lansky was a nice Jewish boy who…’ On the whole, it’s simply an annoying cliché. In identifying those who are Jewish, why can’t it just be left out?”

Of course, it generally is left out and I’m certainly not on the side of clichés. Yet it seems to me that Mr. Listfield is overlooking something important both about the expression “a nice Jewish girl (or boy)” itself and about its cultural and linguistic roots.

When American or British Jews speak of a nice Jewish boy or girl, they are not as a rule talking only about him or her. “X is a nice Jewish girl” is not quite the same sort of statement as “X is a lovely Jewish girl” or “X is a likable Jewish girl,” because it refers not so much to what X is like as to her background and upbringing.

That’s why the expression so often occurs, as Mr. Listfield notes, with a “was” construction. A sentence like “Amy Winehouse was a nice Jewish girl who became a rock star and a drug addict” does not mean that Winehouse was sweet or adorable as a child. It means that she was raised in a “nice Jewish home,” that is to say, in a home with certain values that her adult life did not conform to.
What might these values be? The list would have to include self-discipline; a willingness to work hard and share; a respect for authority; consideration for others; an appreciation of the importance of education; a developed sense of personal responsibility; the ability to defer pleasure and restrain one’s impulses and desires, and a degree of modesty about one’s own worth and accomplishments. These are the virtues that Jews traditionally associated with what they would have called a sheyne mishpokheh, a term that, for lack of a better word, one might translate as “a nice family.”
The problem is that there really is nothing in English that corresponds exactly to the Yiddish sheyn. Although sheyn means “pretty” or “beautiful,” and can be used exactly as “pretty” and “beautiful” are used in English (eg., a sheyne meydl, “a pretty girl”; a sheyner tog, “a beautiful day”), it has other meanings that “pretty” or “beautiful” lack. A sheyner mentsh can mean a handsome man, but it can also mean a fine man, an admirable man, or a man of good character. A sheyner yid is a well-bred and well-behaved Jew. S’iz nisht sheyn can be translated as “it’s not proper” or “it’s not something one does.”

There is a social and behavioral dimension to sheyn that “pretty” and “beautiful” lack. It’s true that in English, too, “a beautiful person” may refer to character rather than looks, but on closer inspection this, too, has an aesthetic component. You can, for example, say of a creatively talented artist, “He has a beautiful soul even though he sometimes treats his friends badly,” but unless you are being ironic, you can’t say that of a sheyner mentsh. Sheyn is as sheyn does. Overall, the use of sheyn in Yiddish tends to convey the classical Jewish attitude that true beauty is at least as much moral as physical, if not far more so. It’s this built-in ambiguity that makes it difficult to find a good English equivalent for the word. “Nice” might be called a default option.

Although it’s fairly colorless and only lukewarmly positive, it does straddle the same ground that sheyn does.

Neither “It’s a nice painting” nor “He’s a nice guy” is particularly high praise, but what we’re looking for in a work of art (aesthetic satisfaction) and what we’re looking for in a person (considerateness, dependability, etc.) are at least expressed in both cases by the same word, just as they would be in Yiddish.

Of course, outside of the world of Orthodoxy, the classical attitude no longer reigns supreme, which is why “nice Jewish boy” and “nice Jewish girl” have often come to have a sarcastic or derogatory ring and to be ways of referring to young Jews who, their natural flamboyance crushed by a staid environment, are timidly conventional, non-adventurous, and afraid to live out their physical nature and needs. It was precisely this “nice Jewish girl” that Amy Winehouse was trying to get away from, which she did with spectacular success.

This is, I assume, why the media called her that, and it’s not really such a cliché.

Repórter descreve fim de semana de tensão em Trípoli


MATTHEW PRICE
DA BBC BRASIL, EM TRÍPOLI

Quando chegaram, chegaram com uma velocidade impressionante.


Ninguém previa o quão rápido as forças rebeldes da Líbia avançariam pela capital sem oposição.

Mas 24 horas após o início do primeiro combate intenso em Trípoli, na noite de sábado, os sinais estavam lá para todos verem.

Primeiro, crianças e mulheres de aliados do coronel Muamar Gaddafi começaram a fazer as malas e deixar o hotel Rixos.

O hotel de cinco estrelas é o local onde o governo obrigou os jornalistas estrangeiros a ficar durante a cobertura do conflito na Líbia.

Durante meses, o Rixos se tornou um ponto de encontro do governo. Um lugar de refúgio e segurança para eles, onde o ministro da Informação do coronel Gaddafi concedia entrevistas coletivas frequentes.

Agora, os familiares de importantes autoridades estavam partindo, supostamente para algum lugar mais seguro.

Então percebi que os tradutores com quem vínhamos trabalhando por meses agora também haviam partido.

Assim como a equipe da televisão estatal que trabalhava no hotel desde que a sede da emissora foi bombardeada pela Otan.

Esses eram sinais sinistros da batalha que viria a seguir.



JANTAR COM COLETE

Um feroz combate teve início do lado de fora do hotel, cada vez mais próximo. Desde a noite de sábado, o som de tiroteios e explosões ecoava pela cidade. Agora estava vindo em nossa direção.
Por muitas horas, disparos de armas pesadas sacudiram o prédio. O barulho das balas entoava sobre nossas cabeças, com um ruído que acompanhava o cair da luz.

Paul Hackett /Reuters
Jornalistas vestem coletes à prova de balas no hotel Rixos, em 
Trípoli
Jornalistas estrangeiros usam coletes à prova de balas e capacetes especiais no hotel Rixos, em Trípoli

Nós --da imprensa internacional-- nos juntamos para tentar decidir o que fazer. Vestidos com colete à prova de balas, e rotas de fuga escolhidas. Nenhuma rota para o porto, não havia nenhum barco lá para nos levar embora.

Então o cozinheiro do hotel apareceu e nos perguntou se gostaríamos de algo para o jantar.

Jantamos com os coletes à prova de balas --capacetes ao lado. E assim que a refeição do Iftar, a quebra do jejum, terminou, o relativo silêncio também chegou ao fim.

Armas pesadas abriram fogo novamente, com explosões do lado de fora do hotel.

As forças pró-Gaddafi montaram um posto de controle na rua. Nós ficamos presos dentro de um alvo para os rebeldes.

O ministro da Informação da Líbia, Moussa Ibrahim, convocou talvez sua última entrevista coletiva.



A Otan estava destruindo seu país, afirmou. Ibrahim pediu um cessar-fogo --caso contrário, haveria enorme perda de vidas, disse o ministro.

No lobby do hotel, um jovem homem armado gritava para um membro da imprensa e o acusava de dar informações para os rebeldes. Nós nos afastamos dele e de sua AK-47.

Em outro canto, o tranquilo e educado Dr. Aguila --o homem que era o encarregado do governo líbio para a imprensa estrangeira-- passou por mim, ainda com sua camisa casual para fora da calça, mas agora agarrado a uma arma.

Na semana passada, ele havia me dito que estava preparado, se necessário, para ir à linha de frente e defender seu país. Tarde demais, pensei.
 
ESCONDIDOS

Mas seria esse o tão anunciado "fim de jogo"?

Na tarde de domingo, Moussa Ibrahim me disse que 65 mil soldados profissionais e treinados, leais ao coronel Gaddafi, estavam na capital, prontos para agir e defender Trípoli.

Teriam os rebeldes caído em uma armadilha? Talvez ao avançar para o interior da cidade eles fossem cercados e atingidos. As tropas pró-Gaddafi já usaram essa tática antes.

Aos poucos, no entanto, ficou claro. A Praça Verde, onde na semana passada estive com aliados de Gaddafi que prometiam que a capital nunca cairia, estava nas mãos da oposição.

Filho de Gaddafi, apontado como seu provável sucessor, Saif Al-Islam havia sido preso.

Postos de controle da oposição se mantinham firmes nas áreas tomadas de Trípoli. A capital do coronel Gaddafi estava saindo de seu controle.

No momento em que escrevo esse texto, ainda há batalhas a serem travadas. Do lado de fora do hotel Rixos, ainda não acreditamos que as ruas estejam seguras. E homens de Gaddafi estão lá fora com armas, esperando. Ainda não podemos sair.

Em outros lugares, consigo ouvir o som de disparos --não de celebração, mas de combate.

Há muitos, muitos moradores desta cidade que, nesta noite, não estão nas ruas para festejar, mas escondidos em casa.

Eles não são apenas as pessoas que até ontem tinham a bandeira verde da Líbia do coronel Gaddafi no telhado de suas casas, mas também as famílias que pensam nos contínuos confrontos do outro lado de suas portas --aqueles que temem as diferenças tribais que agora vão surgir dentro da oposição, colocando em risco a chance de uma transição pacífica.

Ainda há aquela sinistra possibilidade de que o coronel Gaddafi, um homem que em quatro décadas no poder demonstrou habilmente sua capacidade de brutalizar e punir seu povo, possa ainda contra-atacar.

Mas agora isso não parece possível.

Agora parece que mais um regime árabe impopular caiu vítima da Primavera Árabe.
"É o fim de Gaddafi. É o começo da liberdade na Líbia!"

21.8.11

Good Goering!


Seu irmão, Hermann Goering, era o braço direito de Adolf Hitler, criou a Gestapo e foi um dos principais responsáveis pelo genocídio dos judeus europeus. Albert Goering tinha índole inteiramente diferente. Arriscou sua vida (e soube tirar proveito do poder do irmão) para salvar muitos judeus e outros perseguidos pelo regime nazista. Preso depois da derrota da Alemanha da II Guerra - primeiro pelo aliados, depois pela Checoslováquia -, Albert beneficiou-se do testemunho de pessoas que ajudou e pôde recomeçar a vida com um certificado de inocência. O paralelo com Oskar Schindler, popularizado por Steven Spilberg no filme A Lista de Schindler, é inevitável. A história de Albert Goering, contudo, é quase desconhecida, além de mais surpreendente. Quem iria imaginar que o irmão do sucessor designado de Hitler tenha permanecido durante toda a guerra firmemente do lado do bem?

Albert entregou-se ao Exército americano em maio de 1945, certo de que os aliados iriam tentar capturá-lo por causa do parentesco com o Reichsmarschall Hermann Goering. Num relato entregue aos americanos, Albert enumerava suas atividades desde 1933. Afirmou nunca ter-se filiado ao Partido Nazista. Ao contrário, havia sido "um ativo combatente contra o nacional-socialismo", além de ter ajudado "dezenas de judeus". Também apresentou uma lista de 34 pessoas que salvou da Gestapo. Como prova adicional, dizia que Heinrich Himmler, o chefe da SS, chegou a ordenar sua prisão por atividades antinazistas. As afirmações eram mais incríveis por ser verdadeiras.

 Suicídio em Nuremberg - Hermann Goering, o irmão mais velho, é uma figura de destaque entre os maiores vilões do século. Chefe da Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, e criador da Gestapo, a polícia política, ele foi também o idealizador dos campos de concentração. Condenado à forca no Tribunal de Nuremberg, suicidou-se com uma cápsula de cianureto horas antes da execução. Seria possível que, sob suas barbas, o próprio irmão desafiasse o credo totalitário nazista? Um dos melhores relatos sobre a saga do irmão bom-caráter do carrasco nazista foi publicado em forma de reportagem no jornal inglês Sunday Times. Seu autor, Adam LeBor, conta ter ouvido de testemunhas como Albert se recusava a usar a saudação nazista. Sempre que era recebido com um braço levantado e o Heil Hitler, tirava o chapéu e respondia com um polido "bom-dia". O irmão perverso, Hermann, chamava-o de "ovelha negra da família", embora sempre o salvasse de encrencas.

Não há, na verdade, nada na família Goering que justifique o anti-semitismo fanático de Hermann - exceto, e sobre isso só os psicanalistas podem especular, o fato de um amigo judeu da família ter sido amante de sua mãe durante quinze anos. Esse homem, Hermann von Epenstein, era padrinho de ambos, e os meninos passaram parte da infância em seu castelo da Bavária. Sempre houve especulações sobre a paternidade do caçula. A suspeita era reforçada pela tez morena e cabelos escuros de Albert, tão diferentes do loiro Hermann, que os nazistas consideravam o protótipo perfeito "ariano". Os irmãos eram extremamente ligados, o que deve explicar a tolerância do chefe nazista em relação ao rebelde.

Salvo-conduto - Quando os alemães anexaram a Áustria, em 1938, Albert era empregado de uma companhia cinematográfica cujo proprietário, o judeu Oskar Pilzer, foi preso. "Meu pai e Albert não eram amigos", relembrou um filho de Oskar, Georges, hoje com 77 anos, em depoimento a LeBor. "Mas, quando os nazistas o prenderam, Albert conseguiu libertá-lo na mesma tarde". No ano seguinte, Albert foi trabalhar como diretor de exportação da Skoda, a grande metalúrgica checa, então sob o controle dos nazistas, que tinham ocupado o país. Os diretores da Skoda acharam ótimo ter entre eles o irmão do número 2 do regime nazista. Albert ajudou a impedir que a fábrica fosse desmontada e levada para a Alemanha. A indústria era o centro da resistência checa - e Albert com certeza sabia disso.

Como Schindler, Albert era um homem de negócios que soube tirar proveito de suas conexões com a cúpula nazista e viver confortavelmente num mundo mergulhado no horror. Não é por isso que a História irá julgá-lo - o que pesa são depoimentos como o do médico Ladislav Kovacs, judeu húngaro que conheceu Albert em Roma, hoje disponíveis nos arquivos públicos em Londres. Albert propôs a Kovacs abrir uma conta bancária na Suíça para ajudar judeus e outros refugiados do regime nazista. Em 1943, quando os nazistas invadiram a Itália, Albert escreveu pessoalmente um salvo-conduto para Kovacs e sua família - documento sem valor legal, mas nenhum agente da Gestapo ousaria afrontar o irmão do Reichsmarschall. Exibindo o sobrenome poderoso, Albert passou toda a guerra providenciando dinheiro e documentos para pessoas perseguidas pela Gestapo. Umas poucas são bem conhecidas, como Jan Moravek, diretor da Skoda e líder da resistência checa, ou do compositor Franz Lehar, de A viúva Alegre, e sua mulher, a judia Sophie Paschikis. Albert conseguiu do ministro da propaganda nazista, o sinistro Joseph Goebbels, um certificado de "ariana honorária" para Sophie.

Há registros de como os irmãos Goering mantinham negócios lucrativos (afinal, Albert fabricava armamentos e faturou alto com a guerra). Hermann chegou a advertir o irmão para se manter longe dos "assuntos do Estado", eufemismo para o extermínio dos judeus. O caçula era, entretanto, icorrigível. Em 1944, foi finalmente preso, por se recusar a sentar à mesa com um figurão nazista que certa vez assassinara um político socialista. Como sempre, o irmão o socorreu. Albert Goering casou quatro vezes e morreu em 1966, depois de trabalhar como projetista e engenheiro numa firma de construção em Munique. Nunca falava sobre a história excepcional que viveu durante a guerra.



"Albert é um tsadik, um justo. A história dele precisa ser mais divulgada. Um verdadeiro heroi dentre os eternos vilões, demais!"

20.8.11

Start-Cohen, acima de tudo!

Quase três anos, mais de sete mil visualizações e muitos assuntos. Esse é o blog que durante todo esse tempo, teve o nome de "From Aricanduva 2 Israel (Via Canadá)".

O intuito era mostrar o mundo em uma visão poli-cultural, de um garoto que sonha com a conversão judaica e com a paz mundial. Pois bem. Mais de 600 postagens entre matérias de entrevistas, notícias, artigos, curiosidades, poesias, contos, piadas, sugestões, letras de música, receitas (eu acho!), enfim, muita coisa está por aqui.

Segundo as estatísticas do Blogger, mais de 50 países visitam esse blog que tem três linguas, a nativa língua portuguesa, espanhol e inglês, fora a ferramenta do Google Translator que traduz pra "mais de metro".

Ao contrário do que se possa pensar, esse blog não será "encostado". Vai continuar com muitas matérias, mas a tag "David Start-Cohen" não vai mais ter atualizações. Esse era o meu nome até a última quinta (18/08), já que passei a assumir o sobrenome Sedrez da minha esposa, Camilla Stella.

O nome do blog passa a ser: "The Start-Cohen (Good) Times". Simplicidade e informação como sempre, desde 2009.

Um blog sionista, marxista, ironista, romancista, e o que tiver de -ista por aí!

Agradeço a todos os visitantes dessa joça e por favor: NÃO ME DEIXE!!!!!!!!

Ainda vai ter muita coisa boa, muita curiosidade, muita notícia, com muita esperança, se D-us quiser!

Muito Obrigado!
Muchas Gracias!
Thank You Very Much!
Merci Beaucoup!
Shalom!
Salam Aleikum!

Torcer para mais de um time: Isso é problema?

Em todo lugar, tem um fanático pra alguma coisa. Religião, música etc. Na América Latina, os fanáticos se afloram pelo futebol, herança dada pelos europeus, mais os britânicos, italianos e espanhois mesmo. O esporte mais popular do planeta ganha adeptos a cada dia, assim como as agremiações socias que tem o futebol no carro chefe.

No Brasil, país de dimensões continentais, o Clube de Regatas do Flamengo, cujo departamento de futebol foi criado a partir do primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club, tem a maior torcida graças as transmissões da Rádio Nacional, com as partidas sendo ouvidas do Oiapoque ao Chuí. Já o Fluminense, tem a terceira maior torcida do estado. O Flamengo tem torcedores nordestinos, paulistas e do sul.

As outras duas maiores torcidas do Brasil pertecem ao estado mais importante da união: São Paulo. O ex-Botafogo paulista, que em 1910 mudou de nome para Corinthians por causa de um time amador britânico, tem a maior torcida do estado e a segunda maior do país, devido a identificação com o povo, e também pelos contextos de suas partidas, que lembram as aventuras dos trabalhadores de todas as áreas. A Comunidade Judaica paulistana, em sua grande maioria, é corinthiana. O outro clube, de Floresta, não tem nada. O maior campeão brasileiro a partir de 1971, e o brasileiro com mais títulos internacionais, tem a segunda maior torcida do estado e a terceira maior do Brasil, embora o departamento de marketing do São Paulo afirma que, em uma década, ultrapassará os outros dois clubes que estão na sua frente.

Torcedores do interior brasileiro, buscam, nesses times de maior expressão, uma identificação para vestir uma determinada camisa. Na era do rádio, acontecia com o Flamengo, hoje, na era televisiva, o São Paulo leva vantagem, por causa dos campeonatos conquistados nos últimos 25 anos. Todos eles, tem esses "grandes" como segundo time. E os torcedores urbanos? Podem torcer para mais de um time grande?

Torcedores paulistanos, são-paulinos, corinthianos, palmeirenses, santistas e até lusitanos ou juventinos são "radicais", ou seja não torcem para outros times a não ser os seus, exceto um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United por aí. Eu, por exemplo, além de ser são-paulino, torço pro Fluminense, por causa do meu avô, de Niterói, e também me identifico com o Grêmio de Porto Alegre, e, pela minha família ser do sul de Minas, torço pro Atlético Mineiro. Não sou só eu. Minha esposa, Stella, além de ser são-paulina também, torce pelo Internacional de Porto Alegre por causa da sua família, que veio de lá, e pelo Flamengo, por causa do seu ex-chefe, o paranaense Maurício Parra. Acredita? É possível sim.

Onde passamos, sempre despertamos a atenção dos outros torcedores: "não se pode torcer pra mais de um time grande, não existe isso!". Não há problemas para nós, só em dias de clássicos, como Fla-Flu e Gre-Nal, dois clássicos de grande reconhecimento no mundo todo. Aí, é um tal de "você vai dormir no sofá" e por aí vai... O máximo de time estrangeiro que ela torce é o Barcelona, o mesmo time do meu irmão, Leandro Vinícius. Já eu...

Recentemente, fiquei muito triste pelo rebaixamento do River Plate, da Argentina. Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro já amargaram isso, e ver um grande time meu nessas condições de novo, é ruim. Mas, não ofusca o brilho de suas tradições e torcidas. E isso é muito bom.

Leva um tempo para todos os outros entenderem, mas pelo visto, até agora, que não há nenhum problema. O que importa é que podemos assistir um bom jogo, e sempre temos que torcer pra alguém, é essa a graça do esporte!

Alfa, Bravo, Charlie

Com letras eu brinco, com as palavras eu desvendo,
Com contos eu sonho, sentimentos eu não vendo.

Com crônicas eu conto o dia,
Com as poesias eu conto a alegria.

Uma rima para o romantismo,
Estudando o barroco.
Lembrando Augusto dos Anjos,
Pensando em um vazio oco.

Para a Pauliceia Desvairada, lembro a minha cidade,
Com o mesmo sobrenome do Mário, leio Carlos Drummond de Andrade.

No mundo, a língua portuguesa ecoa.
A minha pátria é ela, como diria, Fernando Pessoa.

A Jewish Death at the End of the Soviet Union

Funeral Marked Turning Point in Struggle Against Totalitarianism

By Sasha Senderovich

On Friday, August 23, 1991, Rabbi Zinovy Kogan received a telephone call from Boris Yeltsin’s office. Yeltsin, president of the Russian Federation, the largest republic of the Soviet Union, had emerged as a leading political figure just a few days earlier, between August 19 and 21. During those momentous three days exactly 20 years ago, Yeltsin stood at the head of the resistance to a group of Communist Party hard-liners who were seeking to have Soviet President Mikhail Gorbachev’s policies of openness (glasnost) and reform (perestroika) scaled back and authoritarianism restored.
Back in the USSR: Russia issued a stamp to honor Ilya Krichevsky, a victim of the 1991 coup that helped end Communism.
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Back in the USSR: Russia issued a stamp to honor Ilya Krichevsky, a victim of the 1991 coup that helped end Communism.

Three civilians died on the streets of Moscow during the attempted coup, all of them killed when the Soviet army tried to wrest control of the streets from protesters propelled by a sense of civic responsibility never before seen in the USSR. The names of two of the victims — Dmitry Komar and Vitaly Usov — were published right away when the coup failed; it took longer to name the third victim, who was not carrying any identification on him when he was killed by a stray bullet. The call Kogan received from Yeltsin’s administration informed him that the third victim, Ilya Krichevsky, a 28-year old architect and amateur poet, was a Jew.

In 1985, Kogan, who had received some of his training in Los Angeles and London, founded Hineini. This was Russia’s first liberal Jewish congregation, whose idiosyncratic form of Judaism grew not so much out of the American-style Reform movement but rather, organically, out of some of the Jewish dissident circles in the 1970s and ’80s,where nascent interest in Jewishness merged with the secular way of life in the Soviet Union to produce a new form of cultural and religious practice. With Adolf Shayevich, Russia’s chief Orthodox rabbi, having refused to participate in the state funeral, Yeltsin’s people contacted Kogan with a request that he officiate at Krichevsky’s burial. The ceremony was due to take place the following morning, on Saturday, August 24, alongside the funerals of the other two victims.

Despite the traditional Jewish ban on holding funerals during the Sabbath, Kogan was told that a decision had been made that the victims were to have religious funerals and that if Kogan did not show up, Krichevsky would receive Russian Orthodox last rites. To bury Krichevsky a day after, separately from other victims, was out of the question: His parents wanted their son to be buried together with the two other men. Out of respect for the wishes of the parents and his concern that a priest might bury a Jew, Kogan agreed to participate.

Kogan, who is now 70, speculated in a telephone interview from his home in Moscow that Yeltsin’s decision to hold public religious funerals for the victims emerged from his understanding that the country needed to make a clean break from Soviet-era symbols. After decades of official atheism, such an event was seen as the proper way to lay the foundation of the country’s new identity, one tolerant of religious expression.
At the beginning of the ceremony, a very large gathering assembled around the three coffins at Manezh Square just outside the Kremlin walls. Gorbachev spoke and awarded the three victims the posthumous titles of Hero of the Soviet Union — the final time that this state-level award was given in Soviet history. Gorbachev and the other leaders of the country who assembled at the podium mistakenly wore red armbands, something usually worn by party leaders at official Communist celebrations. During Gorbachev’s speech, in a moment caught on camera and shown in the news programs that day, one of the organizers walked around the podium to flip the armbands — including Gorbachev’s — to the mournful black, quite literally replacing old symbols in anticipation of the Communist Party being outlawed several days later.
Metropolitan Kirill, who is now patriarch of the Russian Orthodox Church, read a prayer at the gathering, after which Kogan recited the Kaddish, the Jewish prayer for the dead. In what Kogan recalls as the first ecumenical conversation in present-day Russia, both he and the Russian priest ascertained that their prayers at this public gathering would include the names of all three victims, not just the names of their coreligionists.
At the end of the memorial service, Krichevsky’s coffin — on the agreement of his parents — was wrapped in a tallis, a Jewish prayer shawl, while the coffins of the other two victims were wrapped in the Russian tricolor flag. The procession then set out in the direction of the so-called White House, the seat of Russian Parliament and the focal point of resistance during the coup. While speaking of the victims as the camera focused on a portrait of Krichevsky, Yeltsin said that “their names are becoming sacred for Russia — sacred names for all peoples of our much-suffering motherland.” The presence of a Jew among the victims allowed Yeltsin to establish the narrative of a new Russia that would be welcoming to all its minority groups. The last
Heroes of the Soviet Union were on their way to Russia’s post-Soviet sainthood.

Kogan recalls that the burial itself involved an additional violation of the religious law to which he agreed, given the circumstances. At the gravesite, Krichevsky’s parents wanted their son’s friend to play a violin, something that would violate the injunction against playing musical instruments on the Sabbath. In the end, however, the mournful tune played over the gravesite gave a Jewish feeling to this turning point in Russia’s history.

As Kogan recalls, he justified his decision to officiate at Krichevsky’s nationally televised funeral by telling himself that the Jewish prayer for the dead, pronounced before the entire country, would quell the wave of popular anti-Semitism that was palpable at the time. Though he faced reproach by other religious Jewish leaders and says he was even threatened with herem, or excommunication, by New York’s Lubavitcher rebbe, Kogan thought the occasion important for the well-being of Russian Jewry.
The funeral of Ilya Krichevsky and the other two victims of the failed coup in the Soviet Union 20 years ago became an important public event in the shaping of Russia’s post-Soviet identity. The presence of a Jew among the victims seemed to many at the time like the visible proof of Jews’ willingness to participate in the defense of Russia’s nascent democracy.

An additional unexpected outcome of Krichevsky’s funeral was the beginning of a realignment of the relation between the government and Russia’s Jews. Primarily an ethnic and secular rather than religious group in the Soviet period, the Jews were now beginning to be understood as a community marked by religious difference — not necessarily the most apt approach to a population that for the most part is still secular. Krichevsky was perhaps a perfect illustration of assimilated Soviet Jewry whose state-mandated religious funeral projected an image of Jewishness that was alien to most Jews in the Soviet Union. Most likely, had Krichevsky’s family made funeral arrangements on their own, they wouldn’t have opted for a religious funeral at all. Kogan, whose friends call him “the people’s rabbi” because he has sought to approach Russia’s assimilated Jewish population on its terms, played a crucial role in that transitional moment by navigating among the needs of the state, the wishes of the nonobservant family of the Jewish victim of the coup and religious practice that needed to be amended.

Kogan’s contribution to Russia’s civic discourse is, however, in danger of being forgotten today. The tendencies of the all-powerful Prime Minister Vladimir Putin include questioning the usefulness of democracy in Russia altogether. It’s Putin’s authoritarianism, in fact, that makes it that much more poignant to remember today what happened 20 years ago, when people risked their lives to stop an attempt to reinstate totalitarianism in the Soviet Union, with the hope that they were creating a different, better world.

Sasha Senderovich is a Mellon Post-doctoral Fellow at the Center for the Humanities at Tufts University.

A Call for Social Justice on Tisha B'Av

Groups Plan Holiday Actions to Support Israeli Protests

Mass Action: With Israel’s social protest movement growing, more voices are calling for government action to meet its demands.
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Mass Action: With Israel’s social protest movement growing, more voices are calling for government action to meet its demands.

By Rabbi Andrew Sacks

Israel is in the midst of an awakening, perhaps even a social revolution, but its official State Rabbinate and, indeed, virtually all religious officials, are silent. How can this be? Isn’t it the role of religious leaders to provide guidance?

Three weeks ago a few people set up tents on Rothschild Boulevard in Tel Aviv to protest the inability of people to find reasonably priced housing. There are now thousands of tent and camp sites in over 40 cities, and 300,000 people marched in protest Saturday night.

Although Israel has the 24th largest economy in the world, we are 42nd in the average earned income per citizen. While the economy may be strong, many educated, hard-working, taxpaying citizens find that they are unable to finish the month on the salary earned. At the same time, significant segments of our society do not work by choice. Tens of thousands are excused from military service.

Those who play by the rules, who work hard, who do military duty and pay taxes, are getting a raw deal. But the tipping point has surfaced and, in a wave of intensity that caught almost all by surprise, tens of thousands of working and middle class Israelis are demanding that Israel change social priorities.

The leadership of the Masorti movement and of the Rabbinical Assembly in Israel has designated Tisha B’Av as a day of solidarity with the “tent protest” movement.

On the evening of the fast, and for the duration of the day, we will hold events connecting the destruction of the ancient Temple with this struggle for the future of our homeland. These actions will link the “senseless hatred” in their time with the gaping economic disparity in Israel today.

We call upon the government of Israel to concern itself with the welfare of all in the society. Not from the perspective of charity, but from that of justice; not tzedeka, but tzedek. The government must repair the errors which have brought the working and middle classes to the brink.

The continuing erosion of the middle class strikes at the heart of democracy. The government must alter national priorities in a profound and comprehensive manner, to be attentive to the cry of the people and to preserve our uniquely valuable homeland.

Israel was established as a fulfillment of a Zionist dream that yearned for social justice and equity. “Zionism,” Theodor Herzl wrote, “as I understand it, is not solely about the desire to acquire a legally secure piece of real estate for our downtrodden people, after all, but also about the desire to grow towards moral and spiritual perfection.”

This Tisha B’Av, let us commit ourselves again to that vision.
 
Rabbi Andrew Sacks is the director of the Rabbinical Assembly of Israel.

Jew Who Was Mandela's "First White Friend" Dies

Nat Bregman, whom anti-apartheid activist Nelson Mandela described as his “first white friend,” died in Johannesburg.

Bregman, who shared an office with Mandela for three years at a Johannesburg law firm, died July 20. He was 88.

He and Mandela were law clerks in the 1940s at the offices of Sidelsky, Witkin and Eidelman when they shared an office.

In a recent interview with the Nelson Mandela Centre of Memory, Bregman recalled that at the time he was a member of the Communist Party of South Africa and invited Mandela to attend “mixed parties” with him. That impressed Mandela.

In his autobiography “Long Walk to Freedom,” Mandela described Bregman, who established his own law firm in 1946, as “bright, pleasant, and thoughtful.”

“He seemed entirely color-blind and became my first white friend,” Mandela wrote.

Mandela, the former president of South Africa and a Nobel Peace Prize winner, remembered Bregman as being a “deft mimic” who did “fine imitations of the voices of Jan Smuts, Franklin Roosevelt and Winston Churchill.”

Bregman later combined his professional activities with being a part-time entertainer, particularly in front of Jewish audiences. In his later years he became religiously observant.

Bregman and Mandela, who was jailed for his anti-apartheid activism, renewed their friendship following Mandela’s release from prison in 1990. They met annually at Mandela’s home, where they were joined by Lazar Sidelsky, for whom they both worked all those years ago – the only man Mandela ever called “boss.”

The Nelson Mandela Foundation extended its condolences to Bregman’s family.
 
"Conhecemos Steve Biko, além do próprio Mandela, temos a trajetória do apartheid de cor, seus criadores, os lutadores etc. Entretanto, nunca ouvimos falar de Nat Bregman. Um personagem no qual o próprio Mandela reconhece a sua importância, e não se fala da história dele. Bregman tem o seu lugar na história da África do Sul, e de todos os corações que lutam por um mundo melhor. O melhor de tudo, é que teve judeu com Mandela! Legal!

Two Narratives for Two Peoples


Two Flags: Just as Israelis and Palestinians cherish two different flags, the historical narratives that animate the two peoples cannot be reconciled.
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Two Flags: Just as Israelis and Palestinians cherish two different flags, the historical narratives that animate the two peoples cannot be reconciled.
 
By Hussein Ibish
 
Many Jewish Israelis and their supporters have reacted with outrage to a New York Times Op-Ed on May 17 by Palestinian President Mahmoud Abbas, particularly its invocation of the Palestinian historical narrative. Most troubling to them was Abbas’s description of how his family was “forced” to flee their home in what became Israel in 1948 — a word choice they feel implies that Abbas and his family were evicted by Jewish troops.

Abbas did not make any such claim, of course. Palestinians did, as the historical record suggests, quite reasonably feel “forced” to flee a war zone even when they were not physically compelled to do so. But the focus on that one verb was also a distraction from the main point of his narrative: the ongoing denial of the right of Palestinian refugees to return to their homes. This denial, which is unquestionably true, lies at the heart of the Palestinian refugee grievance. It is also a historical fact — confirmed even by Israeli leaders who personally participated in these actions like the late Prime Minister Yitzhak Rabin — that many Palestinians were subjected to forced expulsions, even if Abbas’s family was not among them.

What this disingenuous uproar points to is the continued refusal by both Palestinians and Israelis to recognize each other’s narratives as legitimate and to insist that their version of history alone is truthful.

Both sides fundamentally regard each other as interlopers. Modern Jews, particularly Jewish Israelis, see themselves as the sole heirs of the biblical Hebrews, and tend to view that ancient history as a metaphysical deed to the entirety of the land. They also tend to see Palestinian history as beginning with the Muslim conquest of Palestine, and sometimes dismiss most Palestinians as recent arrivals drawn to the area by the benefits of Jewish immigration in the 20th century. Palestinians typically consider themselves to be the descendants of all of the ancient peoples of the land, including the biblical Hebrews, and often question the lineal descent of modern Jews from the biblical Hebrews. They sometimes cast Jewish Israelis simply as colonialists and question key aspects of the Jewish historical narrative.

Israeli leaders have a long history of denying not only Palestinian history, but also Palestinian identity, such as Golda Meir’s infamous comment that there was no such thing as a Palestinian people. Palestinians, of course, have consistently returned the favor, frequently implying that Jews are a religious community but not a coherent national or ethnic group with the right of self-determination.

The truth elided by both parties is that the Palestinian and Israeli identities are 20th-century phenomena that emerged in parallel and in contradiction to each other. One hundred years ago, the words “Israeli” and “Palestinian” were meaningless. This is not to say that Arabs and Jews don’t have deep histories, but both political identities are recent constructs, forged in the context of the ongoing conflict.

Palestinian and Israeli national narratives both contain elements of the truth but they are tendentious and dismiss crucial and undeniable, but inconvenient, historical facts that are crucial to the other party’s identity. It is impossible, in the foreseeable future, for these narratives to be reconciled. Jewish Israelis will not become Palestinian nationalists, and Palestinians will not become Zionists.

One of the reasons that the two-state solution is the only way out of the conflict is that it would allow the two national projects and narratives to coexist in separate states. Rather than trying to base a resolution on arriving at one mutually accepted understanding of history, a two-state solution would also be a tacit acceptance that there are two mutually exclusive narratives, but this should not prevent each side from achieving some compromised version of its national aspirations.

Ultimately, it will be necessary for Palestinians to acknowledge the deep Jewish attachment to the land and for Israelis to acknowledge that the Palestinians are indeed its indigenous people, with not only civil and religious rights, but national ones as well.

But Prime Minister Netanyahu’s demand that Palestinians recognize Israel as “the nation-state of the Jewish people” is implausible because it implies a permanent, metaphysical national right belonging to all Jews in the world, whether or not they are Israelis. However, language in which Palestinians recognize a Jewish right of self-determination in the State of Israel and Israelis recognize the Palestinian right of self-determination on what are now the occupied territories, is almost certainly a prerequisite for the conclusion of a viable peace agreement.

Such reciprocal recognition of self-determination in two states will probably have to come at the end of negotiations, rather than as a prerequisite for them. The core final status issues, like refugees and Jerusalem, cannot be bypassed or foreclosed first.

The ultimate goal of a two-state solution, however, must be not only two states for two peoples but also two states that will each embody an expression of their respective people’s national and historical narratives, two stories that will coexist without one needing to negate the other.
 
Hussein Ibish is a senior research fellow at the American Task Force on Palestine and blogs at Ibishblog.com.


Nunca é tarde demais

Sua alma veio a este mundo com uma promessa específica. Com sua própria missão. Igual ao 007.

Bem, talvez não com a arma e o carro legal, mas você também tem a missão de fazer alguma coisa neste mundo que só você pode fazer. E quer você se refira a isso como “atender a um chamado” ou “fazer o trabalho da sua vida”, esteja consciente de que forças mais poderosas do que você possa imaginar estão tentando impedi-lo.

Mas nunca é tarde demais para mudar. Geralmente somos bombardeados pelos nossos próprios pensamentos e crenças limitantes, que nos mantêm empacados no mesmo lugar porque somos “muito velhos, muito despreparados, sem dinheiro”.

A verdade é que esse bombardeio mental vem do nosso Oponente interno, cujo propósito é nos apresentar desafios para que possamos superá-los. Quando ficamos dando desculpas, nosso Oponente marca um ponto.

Pense no ditado chinês “Uma caminhada de 1000 milhas começa com um único passo”. Ele é muito apropriado esta semana.

Nunca é tarde demais para seguir um sonho. Como pai, vejo meus filhos sempre com um olhar de encantamento, sempre ansiando pelo próximo dia de atividades, o próximo projeto, o próximo desafio. E penso com meus botões: “Por que não tenho essa mesma empolgação o tempo todo?”

Injete entusiasmo no que tenha se tornado rotina. Procure novas estradas pelas quais você tenha medo de viajar. Os kabalistas ensinam que nossas esperanças e sonhos vêm do nível de alma; assim, quando nos conectamos com esses sonhos, estamos revelando Luz no mundo.

Nunca é tarde demais.

Seja encontrar sua alma gêmea 20 anos depois do que você imaginava ou mudar de carreira, nunca é tarde demais para cumprir a promessa da sua alma.

Tudo de bom,
Yehuda

Uma Oportunidade para Mudar

Para entender a natureza do crescimento espiritual, não precisamos olhar além do nosso próprio progresso, da infância até a idade adulta.  Quando iniciamos nosso caminho espiritual, somos crianças, e a Luz representa nossos pais.  Usar nossas ferramentas – proatividade, restrição, amor incondicional, atos de compaixão – é como aprender a andar.  Quando as usamos pela primeira vez, sentimos aquela sensação inicial feliz de liberdade.  E quando tropeçamos e caímos, a Luz está sempre presente para nos apoiar com amor incondicional, incentivando-nos a levantar e a tentar novamente.

Assim que dominamos o ato de andar, temos que seguir adiante e aprender a comer sozinhos. Depois da sorte que acompanha os iniciantes, temos que nos trabalhar cada vez mais arduamente, a fim de enxergar onde mais podemos colocar as ferramentas em prática.

E assim como quando estamos crescendo e começamos a sentir que já aprendemos tudo que podemos aprender com nossos pais, e ficamos ansiosos para caminhar por nossas próprias pernas, assim também nossa alma sente esse desejo.  Espiritualmente, é como se estivéssemos revirando os olhos e pedindo: “Vamos lá, Luz, me deixa experimentar isso por minha conta. Quero viver a liberdade verdadeira!” E a Luz concede nosso desejo, empurrando-nos para fora do nosso ninho e dizendo: “Ensinei a você tudo o que podia. Agora, é sua hora de mergulhar e nadar”.

E o que isso significa?  De repente, as pequenas coisas que antes conseguíamos resolver grudam em nós como carrapatos. Nossos dias ficam cheios de oportunidades para exercer a restrição.  As dúvidas se tornam mais atemorizantes, nossos julgamentos mais crueis e menos misericordiosos.

E lembre-se de que o maior ato de compartilhar que um pai pode praticar é não ajudar seu filho depois que ele cai, mas sim deixá-lo levantar-se sozinho.

Tudo de Bom,
Yehuda

Ame Seu Próximo

Há muito tempo os Kabalistas têm sustentado que a união mundial será um dia uma realidade física. E a forma através da qual isto irá ocorrer será quando um número suficiente de indivíduos viverem o princípio de “Amar o próximo como a si mesmo”.

Rav Yehuda Ashlag, que fundou o Kabbalah Centre em 1922, discutiu a importância da união em seu livro The Wisdom of Truth. Ele escreveu que as palavras “como a si mesmo” nos indicam que deveríamos amar o nosso próximo na exata medida em que nos amamos a nós próprios – e nem um pouquinho a menos. Isso significa que temos que desejar ser sensíveis às necessidades de cada pessoa com quem tenhamos contato, e nos importar com elas, da mesma forma como nos importamos conosco.

Muitos de nós passamos a maior parte do tempo cuidando dos nossos desejos e absorvidos pelas nossas dores, reais ou imaginárias. Dar o salto que permite sentir a dor do outro requer trabalhar um conjunto de ‘músculos’ totalmente diferente.

Se quisermos fortalecer essa parte em nós, precisamos internalizar como nos sentiríamos no lugar da outra pessoa. Quando nos esquecemos de nós próprios e estendemos nosso desejo a fim de descobrir a situação pela qual a outra pessoa está passando, começamos a sentir sua dor. Nesse ponto, podemos amá-la como amamos a nós próprios.

Mas isso não significa simplesmente dar – e dar sem pensar, ou sentir a dor e expressar simpatia. Não. O que isso requer é o sentimento de empatia.

Para mim, ajuda muito meditar no milagre da concepção e do nascimento. Pense nisso – como é incrível que todos nós comecemos como uma única célula. Uma célula que evolui em diversas frequências de Luz, de acordo com o processo individual da nossa alma. E ainda assim nossa essência é a mesma.

Quando estivermos tendo qualquer problema para nos relacionar com uma pessoa que tenha tido uma experiência de vida completamente diferente da nossa, vamos nos lembrar que bem lá no fundo somos todos iguais.

Assuma o compromisso de ir além de você mesmo. Busque oportunidades de se conectar pelo menos com alguma outra pessoa, e sinta sua dor de verdade. Force a si mesmo a ser um canal puro, sendo aberto e se importando. A Luz fará o resto.

Tudo de bom,
Yehuda

Elevando as Águas

Existe uma história no Zohar sobre dois homens em um lago, remando em um pequeno barco. Sem qualquer aviso, um deles começa a fazer um furo no fundo do barco. O outro homem grita: “O que você está fazendo?”. E o primeiro responde: “Por que você está tão preocupado? Estou furando só o meu lado do barco!”

Embora essa resposta pareça absurda, a história ilustra o que acontece quando não enxergamos a figura maior, a forma como nossas ações afetam o nosso entorno. A consciência humana influencia diretamente o mundo físico em que vivemos. Isso significa que o “pensamento poluído” causa poluição física.

A água é um exemplo básico disso. Conforme descrito no Livro de Gênesis, a água era um agente de cura maravilhoso, e beber água removia todas as impurezas do corpo humano. Mas por causa da disseminação do egoísmo e da negatividade, ocorreu o Grande Dilúvio, e a partir de então a água perdeu a maior parte do seu poder de promover saúde e prolongar vidas. Recentes descobertas científicas confirmam os antigos ensinamentos kabalísticos de que a água reflete a consciência coletiva. Leve isso em consideração após ler as mais recentes manchetes.

Tudo de bom,
Yehuda

18.8.11

MITOS NO JUDAÍSMO

1) A Torah é paradoxal ao progresso científico.

Falso: Quanto mais evolui o progresso científico, mais fica em evidência a sabedoria dos ensinamentos da Torah. Por exemplo, há dois mil anos atrás, já constava da Torah, em frações de milésimos de segundo, a duração exata do ciclo lunar (número confirmado pela Nasa há menos de 50 anos). A observação da quantidade de estrelas no céu é um outro exemplo: Até 100 anos atrás acreditava-se que seriam 50.000; após inventarem o primeiro telescópio já falavam na estimativa de 3 e 4 milhões de estrelas a Torah já falava em trilhões ("trilhões e trilhões") de estrelas, estimativa que hoje em dia confirma-se ser a mais aproximada. (fonte:tratado de Brachot, página 32/b - Talmud Bavli) .
A cura da raiva canina, feita através do próprio cachorro doente (fonte: Talmud- tratado de Yoma 83/ b), ou a invenção do pára-raios, por Benjamin Franklin, já encontravam-se explicados (porém infelizmente não patenteados) no Talmud há mais de 2000 anos atrás. O Talmud traz também diversas descrições que remetem a invenções tecnológicas, tratamentos médicos, e por aí vai.
Evidentemente, quem estuda o Talmud não saberá construir um satélite ou consertar o motor de um carro, e necessitamos de médicos, doutores, cientistas, e especialistas em geral. No entanto, é possível observar hoje em dia que há infinitos paralelos passíveis de serem traçados entre o conhecimento que adquirimos, através da dos avanços da tecnologia e da ciência, e a inteligência intrínseca à nossa sabedoria milenar da Torah.


2) É proibido andar de meias em casa já que este é um costume exclusivo aos enlutados.
Falso: Existe uma falsa afirmativa em relação a este costume. Devido ao fato que, durante os dias de luto (como em Yom Kipur), não se pode utilizar sapatos de couro, muitos optam por circular de meias pela casa.
Mas o fato de permanecerem de meias durante os dias de luto não significa que as meias representem o estado de luto — é apenas uma consequência de não usar sapatos de couro. Mas se o uso das meias em uma situação comum for causar um mal estar entre os mais velhos da família, por sinal de respeito com eles, é melhor evitar.


3) Bater na madeira e fazer figa trazem boa sorte.
Falso: Segundo a revista Super Interessante, estes costumes surgiram da seguinte forma: "Como surgiu o costume de bater na madeira para afugentar o azar?
O costume de bater na madeira para afugentar o azar nasceu com os índios da América do Norte e também entre os egípcios; os primeiros batiam no carvalho para chamar as divindades e os outros na mesa para invocar a proteção dos deuses caseiros.
Há cerca de 4 mil anos, os índios da América do Norte – e, quase á mesma época, os egípcios – observaram que o carvalho, apesar da sua imponência, era a árvore mais frequentemente atingida pelos raios. Daí concluíram que o carvalho era a morada dos deuses na Terra. Por isso, toda vez que se sentiam culpados de alguma coisa, batiam no tronco do carvalho, com nós dos dedos, para chamar as divindades e pedir-lhes perdão. Já em Roma, batia-se na madeira da mesa para invocar proteção das divindades caseiras, pois a mesa era considerada sagrada.
... E o costume da figa? Começou a ser usado durante orgias religiosas, para representar a união dos órgãos feminino e masculino. Na Europa, se difundiu como algo que afastava a esterilidade e outros tipos de azar. Chegou ao Brasil como amuleto, junto com os portugueses."
Ou seja, bater na madeira e fazer figa são costumes originados da idolatria e de práticas profanas, e segundo o judaísmo nenhum destes "amuletos" e superstições devem ser levados a sério.
Um adendo: deixar o sapato virado, ou deixar as portas do armário abertas não apresentam nenhum problema.

4) Deve-se evitar passar debaixo de uma escada e cruzar um gato preto.
Falso e Verdadeiro: O Talmud, ao discutir um caso de responsabilidade no caso de danos, diz que não se deve passar debaixo de uma escada, já que existe um alto risco de que algo possa cair em sua cabeça e causar com que você se machuque. Portanto, melhor evitar (não há aqui nenhuma razão mística ou superstição).
Em relação ao gato, existe um tratado do Talmud que traz detalhada uma prática da magia negra na qual se utiliza um gato preto, cujas três gerações anteriores tenham sido também gatos pretos. O Talmud narra o procedimento e explica o perigo que este ritual pode acarretar, suas consequências e a proibição em realizá-lo. Devido a existência desta prática, e os desastres que podem haver ocorrido em seu entorno, criou-se a idéia de que não se deve passar em frente a um gato preto, e que isto traria má sorte. O fato é que, segundo o judaísmo, o perigo relativo ao gato em si não existe.

5) Mesmo para quem só come comida kasher, a ingestão de queijo não-kasher não tem problema — já que queijo é queijo, e não pode haver nada errado.
Falso: A avaliação da kashrut em queijos duros é complicada, porque a produção do queijo envolve uma substância chamada "rennet" — também conhecida como chymosin ou rennin — uma enzima que separa (ou coagula) a parte líquida (o soro) da parte sólida do leite (a coalhada).
O rennet pode ser de origem vegetal, porém a maior parte do rennet existente provém de uma enzima que encontra-se na parte interna que reveste o estômago de um animal, constituindo-se em um ingrediente não-kasher. O rennet de um animal kasher, que além de ser uma espécie de animal kasher, também tenha sido abatido de forma kasher, seria permitido para o consumo e para a coagulação do leite — já que a enzima em si não seria considerada como "carne", logo, não se estaria violando a regra de misturar carne com leite. É evidente, no entanto, que na produção em série de queijos duros em geral não são utilizados apenas restos de animais kasher, nem muito menos daqueles que teriam sido abatidos de forma apropriada.

Tecnologia israelense para proteger crianças de relacionamentos perigosos pela internet

A Sensegon desenvolveu tecnologia para proteger os jovens usuários da Internet.

David Schwimmer em seu mais recente filme "Trust (Confiar), diz tudo: Diante da enormidade do mundo online proteger o seu filho ou filha de predadores potenciais é quase impossível. No filme uma menina de 14 anos entra em um relacionamento virtual com um homem que ela acredita que tenha 19 anos de idade.

Quando ela descobre, meses depois, que ele é realmente um pedófilo de meia-idade, já é tarde demais. Este cenário extremo é o pior pesadelo de todos os pais. Outro problema para as crianças na internet é a impossibilidade de controlarmos o seu acesso a conteúdos de sexo explícito ou o fenômeno relativamente novo de cyber-bullying.


A Sensegon, uma empresa israelense que tomou por base a necessidade de uma melhor proteção desenvolveu a tecnologia que chamou de Kangaroo, para detectar e proteger os jovens usuários da internet dos perigos do ambiente virtual. Inspirado em um software avançado da inteligência militar e desenvolvido com algoritmos projetados para identificar padrões predatórios de comportamento online a Sensegon informa sobre riscos em potencial no desenvolvimento das relações virtuais.

Alguns serviços e programas já existentes usam uma varredura no texto e apresentam um aviso quando uma palavra "quente" é detectada. Palavras "quentes" são palavras com conotações sexuais, ou mostram quando houver a tentativa de se encontrar pessoalmente com a criança. Mas esta análise textual nem sempre é eficaz ou relevante para a detecção de ameaças reais. O sistema da Sensegon é baseado em inteligência artificial para a análise e detecção dos padrões através da utilização de uma "linguagem corporal virtual" dos que participam de relacionamentos online.

O sistema emite alertas sobre relacionamentos ofensivos ou potencialmente criminais - sem expor o conteúdo em si, a fim de proteger a privacidade da criança. A tecnologia da Sensagon é baseada em módulos de análise comportamental que podem diferenciar vários tipos de relacionamentos e os analisa sob 200 parâmetros diferentes, a fim de identificar se um relacionamento está tomando uma direção problemática.

Omer Efrat que é o presidente executivo da Sensegon diz que o seu objetivo para este software é o treinamento das crianças para compreendam por si só os perigos: "Em vez de agir como policial censurando certas palavras a Sensegon age como uma conselheira para o seu filho para que ele ou ela aprenda a reconhecer o perigo e mudar o seu comportamento para permanecer em segurança. A tecnologia funciona através do mapeamento ao longo do tempo das interações da criança e os papéis desempenhados pelos seus vários amigos on-line, e então prever com base em padrões e probabilidades qual caminho essas relações tomarão. Isso permite que a criança pense criticamente sobre o seu relacionamento on-line e olhe os indicadores que ele ou ela não haviam percebido".

Um dos projetos que a Sengsegon participa é a rede social para crianças israelenses "Daf Kesher" (Lista de Contatos em hebraico). O sistema é integrado na rede social e pode alertar quando relacionamentos suspeitos começam a se formar.

Heróis Esquecidos do Holocausto

Reconhecendo tardiamente heróis do Holocausto
Por Isabel Kershner

HORASHIM, Israel - Quando 20 pessoas se reuniram para uma cerimônia modesta no cemitério tranquilo deste kibutz na parte central de Israel no mês passado, a intimidade e a dignidade silenciosa do evento não correspondiam às forças históricas que estavam por trás dela.

A ocasião era o translado dos restos mortais de Samuel Merlin, um dos fundadores de um grupo pequeno, porém atrevido de sionistas militantes e ativistas que atuaram no resgate de vitimas do Holocausto, que sacudiram a América e desafiaram as autoridades judaicas na década de 1940, mas que, porém até recentemente tinham sido amplamente excluídos da história oficial do Holocausto.

Os ativistas formaram o grupo conhecido por Bergson, que os historiadores modernos creditam e atribuem um papel fundamental no resgate de centenas de milhares de judeus europeus. Mas o grupo foi rejeitado pelo establishment judaico que se sentiu desafiado, tanto nos Estados Unidos como em Israel, por suas táticas militantes e pelo sionismo de direita que colidiram com as correntes mais influentes do sionismo. A simples menção deste grupo desperta paixões antigas e um doloroso questionamento sobre o que a América fez ou deixou de fazer para salvarem os judeus europeus, e na medida em que cismas dentro das fileiras judaicas dificultaram ações mais eficazes.

Mais recentemente proeminentes historiadores começaram a reconhecer as realizações do grupo. No dia 17 de julho em Jerusalém no Yad Vashem, que é a autoridade oficial da memória do Holocausto e que havia ignorado o grupo Bergson em suas mostras e exposições, realizou um simpósio sobre o mesmo pela primeira vez.
Esther Rafaeli, de 85 anos, viúva de um dos membros do Grupo Bergson, no túmulo de Samuel Merlin.


Para os participantes do translado dos restos mortais do Sr. Merlin que ocorreu alguns dias antes, que incluiu algumas viúvas e filhos dos membros do grupo, o evento foi o início simbólico de um processo de reconciliação.

"Este é um momento de cura para os judeus americanos e para os judeus de Israel" disse em tom grave Rafael Medoff, diretor do Instituto David S. Wyman Para Estudos Sobre o Holocausto em Washington, logo após recitar o Kaddish, a oração judaica para os mortos, sobre o túmulo do Sr. Merlin. O instituto, que tem sido instrumental na promoção do legado do grupo Bergson, co-patrocinou a conferência no Yad Vashem.
 
O grupo Bergson foi formado em 1940 quando cerca de 10 jovens judeus da Palestina e da Europa vieram para os Estados Unidos para angariarem fundos e promoverem o Irgun, a milícia de direita sionista. O grupo foi organizado pelo Hillel Kook, um líder carismático do Irgun que assumiu o pseudônimo de Peter H. Bergson. O Sr. Merlin era o seu braço direito.

O grupo começou arrecadando dinheiro para a imigração judaica ilegal para o que então era o Mandato Britânico da Palestina e promovendo a idéia de um exército composto de judeus apátridas e Palestinos. Mas a missão mudou abruptamente em novembro de 1942 após o surgimento de relatos que dois milhões de judeus europeus foram aniquilados pelos nazistas. Da mesma maneira que outros relatórios desses assassinatos em massa de judeus, as notícias mal apareciam nas páginas internas dos principais jornais americanos como o The New York Times e o The Washington Post.

Os Bergsonitas ficaram horrorizados com a indiferença da administração Roosevelt e da passividade das lideranças judaicas, que apoiavam firmemente o governo americano e aceitavam amplamente o argumento de que o objetivo primário americano era militar para ganharem a guerra, não para salvarem os judeus europeus. O grupo embarcou em uma campanha provocativa para a divulgação do genocídio e assim como fazer lobby no Congresso para que apoiassem o resgate de judeus, andando nos corredores do Capitólio e batendo nas portas, exibindo um grau de ousadia (chutzpah) que causou desconforto no establishment judaico pró-Roosevelt.

O grupo publicou uma série de inflamados anúncios de página inteira no The New York Times e em outros jornais importantes destacando os assassinatos em massa, e na parte de baixo do anúncio solicitavam doações para poderem pagar o próximo. Com a ajuda de simpatizantes célebres como o diretor e roteirista Ben Hecht, o empresário Billy Rose e o compositor Kurt Weill eles encenaram uma apresentação teatral extravagante com o nome de "We Will Never Die (Nunca Morreremos)" que lotou o Madison Square Garden por duas vezes antes que o show fosse para outras cidades. Em outubro de 1943 o grupo Bergson organizou uma marcha de 400 rabinos ortodoxos para a Casa Branca, a maioria deles em trajes negros tradicionais, um espetáculo do tipo que ainda nunca tinha sido visto em Washington. Finalmente em janeiro de 1944, sob a forte pressão do secretário do Tesouro Henry Morgenthau Jr. o presidente Franklin D. Roosevelt criou por ordem executiva o Conselho de Refugiados de Guerra, que resgatou cerca de 200 mil judeus.

 

"Sem Hillel Kook e o grupo Bergson" disse David S. Wyman que é o autor do livro "Abandonment of the Jews: America and the Holocaust 1941-1945 (O Abandono dos Judeus: os Estados Unidos e o Holocausto 1941-1945, em tradução livre)", que foi o primeiro que reavaliou o papel dos Bergsonitas e "sem os quais não haveria o Conselho de Refugiados de Guerra". Contudo as lideranças judaicas americanas na época combateram os recém-chegados, dizendo que suas táticas levariam apenas ao aumento do anti-semitismo. O Rabino Stephen Wise, o principal representante da comunidade judaica escreveu para um colega em 1944 que os Bergsonitas "são um desastre para a causa sionista e para o povo judeu". Os líderes judeus norte-americanos da época aparentemente tinham receio de provocarem agitações (= causarem problemas) e de perderem as suas próprias proeminências.

"Esta era uma época em que movimentos de ações civis militantes não eram costumeiros, e certamente não por judeus" afirmou Charley Levine, um especialista em relações públicas e de comunicações internacionais baseado em Israel que tem estudado o grupo Bérgson; "Isso foi antes do Vietnã".

O grupo Bergson também foi colocado no ostracismo pelos líderes de Israel após a sua fundação em maio de 1948. Um confronto ocorreu logo em seguida em junho, quando o grupo enviou o navio chamado Altalena para Israel carregado com armas para o Irgun, violando um acordo com o novo Estado independente para que parassem com as compras de armas.

David Ben-Gurion, o primeiro primeiro-ministro israelense ordenou às suas tropas para dispararem contra o navio. Dezesseis membros do Irgun e três soldados foram mortos no confronto. O Sr. Merlin, que estava a bordo, foi baleado no pé.


Merlin e Kook passaram a servir como membros do primeiro Parlamento de Israel, mas os Bergsonitas logo tiveram uma desavença ideológica com o seu próprio líder político, Menachem Begin, o líder do Irgun que mais tarde se tornaria primeiro-ministro de Israel. Eles permaneceram em confronto com o Mapai de esquerda e com os líderes trabalhistas que dominaram o estado nos seus primeiros 30 anos.

A dissensão ocasionou que o grupo Bergson fosse apagado das primeiras histórias sobre o Holocausto. "Meu pai e o seu grupo foram contra a corrente dos que escreviam as narrativas da guerra" disse a filha do Sr. Kook, Rebecca Kook, que é agora uma cientista política da Universidade Ben Gurion do Negev, em Israel.

Mas com a perspectiva do tempo e a abertura de outros arquivos do Holocausto, incluindo os do Sr. Merlin, o grupo Bergson começou a ser reformulado na história judaica. Após anos de campanha pelo Sr. Medoff e outros, o ‘United States Holocaust Memorial Museum’ em Washington incluiu em 2008 uma pequena exposição sobre o grupo.

Um relato detalhado do Sr. Merlin sobre a campanha de resgate de judeus foi publicado postumamente no mês passado. O Sr. Merlin morreu nos Estados Unidos em 1996. No prefácio do livro Seymour D. Reich, um líder veterano das maiores organizações judaicas escreveu: "Chegou a hora de reconhecermos, de forma inequívoca, que o Rabino Wise e seus colegas estavam errados".

Em vez de atacarem o Sr. Bergson, deveriam ter ficado focados na missão de resgate, ele escreveu e acrescentando: "Essa era a sua obrigação, e eles falharam".

Diamantes são para sempre e eternos

Vários trabalhos artísticos de jóias africanas estão sendo exibidos no Museu de Diamantes de Israel, e que combinam brilhantes e ouro no valor de cerca de 3,5 milhões dólares.

Em todo o mundo e em muitas culturas, os diamantes são considerados jóias exclusivas e de prestígio. Mas o que há nos diamantes que consegue atrair tantas pessoas e conquistar o coração das mulheres?

 
 
Esta exposição especial no Museu do Diamante em Ramat Gan tenta esclarecer este antigo mistério. De acordo com Yehuda Kassif, o curador e diretor de arte do Museu do Diamante, os brilhantes tiveram origem na monarquia e aristocracia e associavam os seus proprietários com aquele grupo. "Quando você leva em consideração a sua beleza, magia e esplendor, você terá um produto de prestígio" afirma ele. 

Eli Avidar, diretor-gerente do Israel Diamond Institute Group – IDI explica que um diamante não tem um valor transitório ou temporário como uma caneta ou qualquer outra coisa: "É muito importante se você herdar um anel de diamantes que pertenceu à avó da sua avó".


Vários designs de jóias Africanas estão expostos no Museu do Diamante, combinando diamantes e ouro no valor de cerca de US$ 3,5 milhões. Uma das peças mais importantes da exposição, afirma Kassif, é uma jóia muito cara que vale cerca de US$ 1 milhão, e que possui 507 gramas de ouro e cerca de 4.000 diamantes que pesam 85 quilates.

TRADIÇÃO JUDAICA

Rabbi Yisrael Salanter, um grande sábio da geração anterior, nos ensinou 13 Midot (qualidades, princípios), para que valorizemos nossas vidas:

1. Verdade
Seja sincero ao falar. Não diga nada a menos que você tenha certeza que é verdade.

2. Agilidade
Saiba aproveitar o tempo, o que tiver que ser feito, deve ser feito imediatamente. O tempo é muito valioso para ser desperdiçado.

3.Entusiasmo
Tome decisões conscientemente. Decida o que deve fazer e faça logo, com entusiasmo. Em caso de dúvida, peça conselho. Não permaneça confuso.

4. Respeito
Tenha muito cuidado com os sentimentos das outras pessoas. Todo ser humano é precioso por ter sido criado a imagem de D-us. Seja atencioso com todos.

5. Tranquilidade
Tenha serenidade. Não deixe que pequenas coisas tirem sua tranquilidade. Conserve a calma e a serenidade. Demonstre sossego em tudo o que você faz.

6. Serenidade
Recorda o conselho do Rei Salomão, “as palavras de um sábio são ditas calmamente”. Fomenta esse hábito e te compreenderão e você compreenderá os outros melhor.

7. Higiene
É importante manter a higiene pessoal, roupas, casa e lugares públicos limpos. Respeita tanto o teu corpo como tuas vestimentas.

8. Paciência
É necessário cultivar a paciência seja em qual situação for. Há um momento para tudo na vida, não queira adiantá-lo.

9. Ordem
É importante concentrar-se em tudo o que se está fazendo, sem se distrair. Guardar cada coisa em seu respectivo lugar evitará perda de tempo e de paciência. Conduz teu tempo e teus objetivos com ordem. Planifica e organiza. Assim concretizará teus projetos com êxito.

10. Humildade
Reconheça as próprias limitações e ignora os erros do próximo. Aprenda de todos. Cada pessoa tem algum conhecimento ou virtude que nós não possuímos. Não somos perfeitos.

11. Integridade
Recorda o conselho do Sábio Hilel, “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Aquele que ama e pratica a justiça é justo e sua consciência é limpa. Faz sempre o que é correto, especialmente no que diz respeito as tuas obrigações.

12. Austeridade
Recorda o conselho de Ben Zoma “quem é rico? Aquele que está satisfeito com o que tem”. O dinheiro é para ser usado, não amado. É um meio, e não um fim em si mesmo. Não gaste dinheiro sem necessidade. Para outras pessoas seria de vital importância.

13. Silêncio
Julga o valor das palavras antes de falar. Falar é uma das armas mais poderosas. É a única característica humana. O silêncio é uma expressão de sabedoria. Pensa antes de falar e não fale a menos que tenha algo importante para dizer.