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3.8.11

Liberdade de Opinião (Rabino Michel Schlesinger)

Rabino Michel Schlesinger 

Michel Schlesinger, rabino da Congregação Israelita Paulista desde 2005, é Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, e rabino e Mestre em Talmud e Halachá pelo Seminário Rabínico Schechter, em Jerusalém. Possui treinamento em apoio espiritual para enlutados, doentes e terceira idade, realizado em Nova Iorque e em Israel, e é membro do International Council of Christians and Jews. Trabalhou no acampamento “Camp Ramah” em New England, como educador e conselheiro, e participou de um grupo de diálogo entre jovens seculares, reformistas, conservadores e ortodoxos que vivem em Israel.

O que fez de mais importante em sua vida?
Constituí uma família. Penso que esta é a origem de inspiração para tudo o que faço.

O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer, de importante?

Lamento não encontrar mais tempo em meu cotidiano para estudar com maior assiduidade. Pretendo buscar este espaço fixo de reflexão e aprofundamento.

Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo,você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?

Não, sou otimista. Acredito que a humanidade vai amadurecer e compreender que cada povo, etnia e religião possui a sua beleza e sua verdade. Nós apenas nos beneficiamos com a complexidade da raça humana.

Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?

Penso que a liberdade individual inclui a possibilidade de escolher os fatores que serão levados em conta em determinada decisão. Decisões privadas poderão ser baseadas em diretrizes públicas ou religiosas, mas nunca impostas.

Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?

Procuraria o canal legítimo para denunciar esta censura seja ela contra mim ou contra qualquer outro ser humano.

<Rua Judaica>

"Anos atrás, eu tomava um 'não' colossal do Rabino Schlesinger, enquanto eu o escutava e observava o diploma da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo que estava na parede de sua sala. Foi um momento memorável. Espero que daqui um tempo, possamos conversar de judeu para judeu, e que tanto ele como o resto da Congregação nos reconheça como judeus. Nunca vou esquecer a sua frase: 'estude e forme a sua família, depois disso, tente se converter'. Se pudesse falar com ele agora, diria que estou no caminho!"

A RAINHA WILHELMINA DA HOLANDA E O MUNKACZER REBBE

Não é um conto, é a narração de uma história: aconteceu no ano de 1908. A Rainha Wilhelmina da Holanda decidiu tirar férias na cidade de Marienbad, que na época fazia parte da Hungria (atualmente faz parte da República Tcheca). Tratava-se de uma viagem extra-oficial, portanto reunira apenas uma pequena comitiva para acompanhá-la.

Ao aproximar-se da estação de trem em Marienbad, a rainha notou que havia uma multidão reunida na última parada do trem. Virou-se para sua acompanhante e observou, penosa: "Havia requisitado que este trajeto permanecesse sigiloso, para que pudesse descansar." Sua ajudante investigou rapidamente o que havia ocorrido, e dirigiu-se à rainha com a solução do problema: "Vossa alteza, não há motivo para preocupação, pois de fato esta multidão não aguarda a chegada da realeza Holandesa, e sim de um famoso rabino, o Rebbe Chassídico."

A Rainha, notoriamente religiosa, conhecia, sem dúvida, alguns fatos sobre judeus, porém nunca havia escutado nada a respeito de nenhum Rebbe Chassídico. Percebendo que tratava-se de uma figura muito importante, o que despertou sua curiosidade. Voltando-se para os habitantes locais, rainha Wilhemina indagou: "Por favor expliquem-me de quem se trata, quem é o Rebbe Chassídico?"

Explicaram-lhe que se tratava do grande rabino Munkaczer Rebbe, Rav Tzvi Hirsch Spira (1845-1914), conhecido como uma pessoa sábia, referência e fonte de inspiração para muitos; e que havia aqueles que viajavam kilômetros para fazer perguntas a com este Rebbe. "O Rebbe, acima de tudo, é conhecido pelo poder de suas rezas — milhares de pessoas de todo o mundo desejam falar com este Rebbe, pedindo que faça rezas a seus favores."

Ao escutar esta frase, a rainha lembrou-se de seu sofrimento mais intenso. Última sobrevivente da linhagem real, ela corria o risco de representar o fim da realeza Holandesa. Seus três meio-irmãos haviam falecido sem deixar herdeiros, e caso ela também não tivesse filhos — o que acontecera até então — a linhagem real deixaria de existir. Os médicos reais haviam alertado que suas chances eram mínimas. Ela e seu marido, o Príncipe Hendrik, estavam constantemente preocupados com a continuidade da monarquia. Assim, a rainha Wilhemina decidiu pedir uma audiência com o Rebbe.

Marcaram um encontro no Jardim Botânico da cidade, a rainha acompanhada de duas ajudantes, e o Rebbe com dois de seus alunos.

A Rainha descreveu seu problema. O Rebbe escutou com toda atenção; depois fechou os olhos, refletiu, sentiu a dor da rainha, e rezou. Em Idish, ele disse — e um de seus alunos traduziu: " Vossa alteza, a Rainha, dentro de um ano verá florescer sua descendência. O reinado continuará existindo."
Após um ano nasceu a única filha da rainha, a princesa Juliana.

Fim da primeira parte.
A Rainha Wilhelmina com sua filha Juliana

A segunda parte da história envolve um grande erudito da Torah, Rav Yaakov Tzvi Katz, sendo levado com sua família da Hungria para Bergen-Belsen. 

Seu filho de 18 anos Shmuel fora brutalmente assassinado. De forma milagrosa, Rav Yaakov havia conseguido sobreviver. Após a guerra, não desejava voltar à Hungria, e havia tentado aplicar para um visto Holandês, que havia sido negado, com a resposta de que a Holanda só aceitaria pessoas que pudessem contribuir para o país. Ao informar sua profissão de rabino, alegou-se que já haviam muitos rabinos na Holanda.

Monumento de entrada do campo de concentração Bergen-Belsen

O Rabino Yaakov decide escrever uma carta em Idish para a Rainha, por suspeitar que uma carta redigida em um idioma diferente seria traduzida e levada diretamente à Rainha:
"Cara Rainha Wilhelmina,
Estou seguro de que vossa majestade se lembra do inesquecível encontro em Marienbad com o Rebbe de Munkaczer, no qual o Rebbe rezou por vossa descendência. Ao lado do Rebbe havia um rapaz que traduzia de Idish o que ele dizia. Este rapaz era eu. Fui eu quem lhe deu as boas notícias. Da mesma forma, gostaria gentilmente de solicitar a vossa alteza que me concedesse também o prazer de receber boas notícias e que permitisse a minha entrada, para que eu possa viver em vosso país."

A Rainha enviou um visto especial, com selo real, autorizando a entrada do Rabino na Holanda. Já no trem, os guardas reais o levaram para a primeira classe do trem.

O Rabino Yaakov passou a ser o rabino principal da sinagoga Nidchei Israel Yuchanes Shul — sempre afirmando ter um reconhecimento especial pela rainha, e rezando para o bem estar de sua família. Sua neta, a rainha Beatrix, filha de Juliana, é a atual rainha da Holanda. A família real holandesa mantém um excelente relacionamento com a comunidade judaica local até os dias de hoje.
Rabino-Chefe da Holanda Binyamin Jacobs com a Rainha Beatrix


Liberdade de Opinião (Luciano Szafir)

Luciano Szafir

Luciano Lebelson Szafir nasceu em 31 de dezembro de 1968, e pertence a umas das mais conhecidas famílias judaicas de São Paulo. Aos 13 anos já ajudava o pai no trabalho com tecidos. Durante uma viagem a Nova Iorque, acabou descoberto por olheiros de moda e foi modelo em desfiles e ensaios de marcas como Giorgio Armani e Calvin Klein. Durante a estada nos EUA, foi convidado para participar da série Barrados no Baile, mas acabou recusando a oportunidade por não ser ator – viria a se formar em Administração de Empresas em 1990.

De volta ao Brasil, as propostas para trabalhar na TV não cessavam. Depois de recusar alguns papéis, foi convidado pelo diretor Carlos Manga para integrar o elenco do remake da novela Anjo Mau, em 1997. Desde então nunca mais parou, acumulando dezenas de trabalhos em teatro, televisão e cinema. Luciano Szafir é pai de Sasha Meneguel, fruto da relação com a apresentadora Xuxa.

O que fez de mais importante em sua vida?

Sempre estive envolvido em diferentes causas sociais, causas essas que provavelmente fizeram diferença na vida de diversas pessoas. Entre tantas, acredito que na qual fui mais atuante foi na Ver & Ouvir, uma ONG que se tornou OSCIP. Proporcionamos aparelhos auditivos, óculos, tratamento odontológico, palestras sobre cidadania, entre outras. Infelizmente, após oito anos de dedicação e trabalho árduo, os recursos e patrocínios escassearam e não tive como assumir os custos sozinho, mas milhares de crianças foram beneficiadas no Brasil e fiquei muito feliz com esse trabalho.

O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer de importante?

Não há o que lamente não ter feito, pois como disse, me envolvo em causas sociais. Como sempre há o que fazer nesse sentido, outros projetos surgirão e poderão contar com minha colaboração.

Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo o mundo, você acha que a humanidade caminha para tempos sombrios?

Realmente não há como fechar os olhos ao que se assiste diariamente acontecendo no mundo, mas sou otimista e acredito no homem. Apesas de tantas coisas ruins acontecendo, vemos também o crescimento da procura pelo homem por um caminho espiritual que o aproxime de Deus, que o faça crescer e melhorar como ser humano e por isso acredito que apesar de tempos difíceis, não caminhamos
para tempos sombrios.

Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada indivíduo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?


Acredito que somos livres para decidirmos o que é melhor para nossas vidas, mas não dá para falar disso de forma simples, porque vivemos em sociedade e alguns assuntos são polêmicos, mas claro que dependendo da questão abordada, posso concordar ou discordar desse balizamento, seja ele estatal ou religioso.

Qual seria sua reação, caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?

Defendo minhas opiniões com firmeza e com certeza seria um rebelde.

Rabino é eleito com ampla margem de votos para a Câmara Municipal de Buenos Aires

Argentina: Rabino é eleito para o parlamento de Buenos Aires como o principal candidato da chapa de centro-direita; o rabino Sergio Bergman obteve quase metade dos votos, numa eleição com mais de 10 candidatos.
 
O rabino argentino Sergio Bergman foi eleito para uma cadeira no Legislativo municipal de Buenos Aires obtendo expressivos 45 por cento do total dos votos e que foi o triplo do número de votos do candidato que ficou em segundo lugar, Juan Cabandié do Partido da Frente Vitoriosa que amealhou 14 por cento dos votos.

Rabino sênior da tradicional Congregacion Israelita Argentina, Bergman é um dos fundadores da Memória Ativa, um grupo que fazia demonstrações todas as segundas-feiras durante uma década na frente do Supremo Tribunal da Argentina clamando por justiça para as vítimas do atentado a bomba em 1994 contra o centro judaico AMIA.
 

Bergman foi indicado pelo atual prefeito da cidade Mauricio Macri para encabeçar a lista do seu partido, o PRO para a legislatura municipal. Como principal candidato na chapa do partido de centro-direita o rabino obteve quase metade dos votos, numa eleição com mais de 10 candidatos da capital Buenos Aires, que tem uma população de cerca de 13 milhões de habitantes e um orçamento de 5,9 bilhões dólares. Bergman comentou ao JTA que se envolveu na política porque a sociedade argentina está "em uma profunda crise de valores" e acrescentando que "eu acredito que a Toráh também possa ser ensinada na legislatura".

Ele rejeitou a noção de que a sua candidatura poderia colocar a comunidade judaica em risco. "Se a sociedade nos conhecer melhor, o nível de anti-semitismo se tornará menor" afirmou Bergman. "A maioria dos meus eleitores são não-judeus. A única dúvida que tenho hoje é se os judeus votaram em mim". "O que posso garantir é que eu posso ser criticado por muitas coisas, mas não por ser rabino. Eu recebo críticas que estou à direita ou que conclamo pela lei e a ordem, mas ninguém me critica por ser judeu. Se recebo ataques por ser rabino, os primeiros que me defendem são os não-judeus". Já tendo o status de um dos mais proeminentes lideres espirituais de Buenos Aires a justiça decidiu em 16 de junho que Bergman não poderia usar o título de "rabino" na cédula eleitoral. 

 

Macri obteve 47 por cento dos votos para prefeito e, portanto haverá um segundo turno em 31 de julho quando competirá com um candidato judeu Daniel Filmus, ex-ministro da educação e o preferido pela presidente da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner e candidato pelo partido de centro-esquerda Frente Vitoriosa. Filmus obteve 27,8 por cento dos votos. Também concorreram Jorge Telerman, outro candidato judeu a prefeito pelo Partido da Frente Progressista, que já foi vice-prefeito e assumiu a Prefeitura por quase dois anos após o impeachment e destituição do cargo em 2006 de Aníbal Ibarra, bem como seu companheiro de chapa e vice-prefeito o judeu Diego Kravetz. 

Em meio à proliferação de proeminentes candidatos judeus os eleitores de Buenos Aires também tiveram a oportunidade de depositar seus votos para um neo-nazista para prefeito: Alejandro Biondini do Partido Alternativo Social que tem defendido abertamente o anti-semitismo e cujo o seu partido anterior, o Novo Triumfo foi proibido em 2009 pelo Supremo Tribunal de Justiça. Biondini obteve 0,19 por cento dos votos. Estimativas da população judia na Argentina variam de 180.000 até 280.000 pessoas. É a maior comunidade judaica da América Latina, mas sofreu a problemas de anti-semitismo durante a sua história.

O que fazer para ser feliz?

O que podemos fazer para tornar nossa vida feliz?


Primeiro, parar de correr atrás da felicidade. O grande paradoxo da felicidade é que a encontramos quando não a procuramos. Quanto mais caçamos a felicidade, mais ela foge do nosso alcance. Buscar a felicidade é inútil.


Vejam bem, não há nada de errado em querer ser feliz: errada é a nossa insistência, aquela idéia fixa de que temos que ser felizes, temos o direito de ser felizes, o direito de ser poupados das dificuldades e das desilusões. Quem disse que temos que ser felizes?

Muita gente acredita que a felicidade resulta da ausência de sofrimento, e que uma pessoa feliz é aquela que não tem problemas. Isto simplesmente não é verdade! Somente os mortos não têm problemas. A vida machuca a todos nós: perdemos entes queridos, sofremos mágoas em nossos relacionamentos, fracassamos em nossos objetivos profissionais. A ausência de dor não é uma condição necessária para a felicidade.

Se fosse, todos nós sonharíamos em ser vegetais, pois os vegetais não sentem dor, ou quase não sentem!

Quedas acontecem na vida de qualquer um. Feliz não é aquele que nunca leva um tombo; feliz é aquele que levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. É preciso ter fé e coragem para ser feliz.

Morre o inspirador do filme "A vida é bela"

Morreu no último dia 09/07, em Roma, aos 91 anos, Rubino Romeo Salmoni, judeu que inspirou o roteiro do longa vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1999, A Vida é Bela, de Roberto Benigni. A informação foi confirmada pelo site do jornal Corriere Della Sera. Salmoni nasceu na capital da Itália no dia 22 de janeiro de 1920 e foi enviado à Auschwitz, na Polônia, em abril de 1944, campo que serviu para o extermínio de milhões de pessoas, principalmente judeus, nos três últimos anos da II Guerra Mundial, no projeto batizado por Adolf Hitler de Solução Final para a Questão Judaica.

Antes disso, passou pelo campo de concentração de Fossoli, ao norte da Itália, o que descreveu como o início da “longa viagem em direção à morte”. Sua vida foi contada em diversos trabalhos, o mais recente deles, Ho Sconfitto Hitler (Derrotei Hitler, em português). “A cada manhã, você podia ver as pobres criaturas conectadas às redes com fios de alta tensão. Eles estavam cansados de sofrer e abandonados à misericórdia de Deus para acabar com o inferno da fome de cada dia”, foi uma das descrições sobre os campos nazistas feitas por Salmoni, identificado durante a guerra com o número A1581 no braço.

Salmoni foi um dos principais responsáveis por chamar a atenção do mundo aos horrores praticados contra judeus na Itália durante a II Guerra Mundial, conflito responsável por esfacelar mais de 60 milhões de vidas em seis anos – equivalente a quase 1/3 da população brasileira. Deste montante, 10% eram judeus. “Salmoni dedicou sua vida a manter viva a lembrança, certo de que só a memória pode ser capaz de impedir o retorno dos monstros do passado”, disse o presidente da Câmara dos Deputados do país, Gianfranco Fini.

MITOS NO JUDAISMO

1) Segundo a Torah, deve-se afastar do materialismo como uma forma de aproximação de Deus.

Falso: Ao realizar o Kidush (a reza na qual se utiliza uma taça de vinho ou suco de uva) toda sexta-feira no jantar de Shabat, ergue-se com a palma da mão uma taça que contém uma substância que tem o poder de embebedar. Aprende-se daqui uma lição — é possível elevar o mundano utilizando-se do próprio objeto de desejo. Enquanto toda a materialidade estiver sob controle, na palma das mãos, é possível dosá-la, e controlar a medida de sua influência. De fato, ser escravo da matéria — do dinheiro, do julgamento alheio, de marcas, de rótulos da sociedade — é prejudicial à integridade do espírito, e afasta o indivíduo de sua meta espiritual. Por outro lado, a fim de alcançar o equilíbrio e a plenitude física e espiritual, é crucial saber utilizar este veículo — saber usufruir da matéria moldando-a de forma a alcançar metas nobres; como por exemplo o sustento, a saúde, o amor, a caridade, e muitos outros valores fundamentais.



2) Segundo a Torah, para evitar a atração e a sensualidade, a mulher judia deve abdicar do cuidado com a beleza.

Falso:
A mulher tem a obrigação de cuidar-se, e deve preocupar-se em ser bonita e apresentável. No entanto, existe uma linha a ser traçada entre a beleza e a sensualidade vulgar. A beleza deve ser traduzida em cuidados com o corpo e com a mente. A sensualidade deve ser direcionada exclusivamente para o casal. Sem perceber, aceitamos certas formas de linguagem não verbal. A sedução tornou-se parte de uma linguagem subliminar nos relacionamentos interpessoais, e leva muitas vezes mulheres e meninas adolescentes a comportarem-se como objetos de desejo. Quem não se lembra da ‘material girl’? São parâmetros que guiam o comportamento em sociedade, e que de fato entram em choque com os valores que a Torah deseja preservar. Resumindo: abdicar do cuidado com a beleza é proibido, mas dosar e direcionar a sensualidade dentro do relacionamento do casal é necessário.
3) O suicida não pode ser enterrado na área comum de um cemitério judaico.

Verdadeiro e falso:
Aquele que comete o suicídio deve ser enterrado em uma área especial do cemitério. No caso de suicídio, o shivá, os 7 dias de luto, não devem ser observados pelos familiares, a roupa não deve ser rasgada. Porém, em casos de suicídio devido a condições extremas emocionais ou físicas — tais como depressão profunda, abuso de drogas, estado de doença terminal e outros — parte-se do pressuposto que o indivíduo estava impedido de utilizar de um julgamento pleno ao tomar a decisão de terminar sua vida. É muito importante frisar que cada caso deve ser devidamente analisado por uma autoridade rabínica. Caso seja considerado inocente, o  processo de luto deve ser cumprido normalmente, e o suicida pode ser enterrado na área comum do cemitério.


4) Um judeu que foi enterrado em um cemitério não-judaico deve ser realocado para um cemitério judaico.

Verdadeiro:
Infelizmente, muitos judeus que encontravam-se casados com não-judeus, ao falecer, terminam sendo enterrados em cemitérios não-judaicos com cerimônias realizadas por líderes de outra religiões, e às vezes têm até seus caixões adornados com símbolos alheios. O comediante judeu, Bussunda, por exemplo, infelizmente foi enterrado em um cemitério cristão, com cerimônia não-judaica. Evidentemente, guardamos todo o respeito às outras religiões, e seus rituais relativos à morte. No entanto, no que se refere a um judeu, sabemos que este deve ser enterrado de acordo com as tradições da Torah. No caso do Bussunda, ou de outros judeus enterrados em cemitérios não-judaicos, caso as famílias estivessem interessadas, deveriam procurar o Chevra Kadisha para realocar seus restos mortais pa ra um cemitério judaico. A Torah nos ensina que, independente da quantidade de anos que tenham se passado desde a data da morte, fazê-lo , quando possível, ajudará a trazer paz à alma do falecido.

Quem estiver interessado em saber mais detalhes pode entrar em contato com o Chevra Kadisha de São Paulo ou do Rio de Janeiro para obter maiores informações a respeito do seu caso em especial.

A comunidade de Manaus fez um levantamento destes casos na comunidade local, para tentar entrar em contato com os familiares e transferir os restos mortais dos judeus enterrados em outros cemitérios para o cemitério judaico.

5) O judaísmo aceita casamento homossexual e inclusive vemos rabinos realizando cerimônias entre pessoas do mesmo sexo.

Falso: O judaísmo não aceita o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Rabinos que realizam este tipo de cerimônia são em geral rabinos que pertencem a linhas muito específicas, que contradizem a Torah e fazem uma distorção manipulativa das leis originais. Um casal homossexual, segundo a Torah, não se caracteriza como tal. A definição de ‘casal’ está ligada à noção de complemento; e as essências feminina e masculina são diferentes, e através do convívio e da troca, ambas partes podem atingir seu potencial máximo de auto-aprimoramento. Não se refere aqui à atração sexual propriamente dita, já que esta pode acontecer de diversas formas, e no momento em que surge ainda não passou por nenhum filtro moral ou psicológico. É importante respeitar socialmente, não ofender e conviver com os homossexuais, porém o judaísmo não avaliza a formação deste tipo de matrimônio.
6)  Muitos judeus estão se tornando mais religiosos nestas últimas duas décadas. Isso é fruto de muita ‘lavagem cerebral.’

Falso:
O processo de retorno ao judaísmo em grandes números, vem acontecendo desde o começo da década de 90, com a abertura de centros de estudos judaicos em Israel e no resto do mundo. O mundo globalizado, o avanço da tecnologia, a facilidade de fazer circular a informação e a popularização da comunicação são todos benefícios dos nossos tempos. Porém, o estilo de vida pragmático e acelerado pode levar ao esvaziamento do lado espiritual. E por vezes faz-se necessário exercitar a reflexão, a introspecção, ao buscar entender o que nos faz tomar determinadas decisões em nossas vidas. O estudo aprofundado do judaísmo, do Talmud, da mística judaica, apareceu recentemente como tendência. O judaísmo, que vinha sendo relegado à condição de ‘religião tradicionalista,’ passou a ser veiculado de forma diferente pelos próprios meios de comunicação modernos; e percebeu-se que trata-se de um legado gigantesco de sabedoria que pode ser acessada de forma questionadora, inteligente, revolucionária e atual.  A maneira correta de aproximar-se é voluntária e deve ser a mais honesta possível. A pressão, a coerção e o extremismo são armas manipulativas do caráter humano que eventualmente podem acontecer em qualquer meio. De fato, existem indivíduos que estão envolvidos com a disseminação de valores judaicos cuja conduta não está afinada com a essência daquilo que a própria Torah determina. É fundamental frisar que estes indivíduos não são porta-vozes de toda uma geração. A força da nossa sabedoria milenar é inquestionável e transcende qualquer rótulo. E isso é o que se vê nos dias de hoje.


** URI ZOHAR - um dos mais famosos artistas do cinema israelense de todos os tempos, atualmente considerado um grande rabino em Jerusalém, após ter se tornado religioso e estudado por mais de 30 anos em grandes Yeshivot. 



"Nessas horas dá orgulho de ser judeu!"

Liberdade de Opinião (Soraya Ravenle)

SORAYA RAVENLE

Soraya Ravenle é atriz e cantora, Irma da também cantora Ithamara Koorax. Graduou-se em 1986, no curso de formação de atores do Calouste Gulbenkian. Neste mesmo ano estreou no teatro, em "A Estrela Dalva", de Renato Borghi. Em 1992, atuou como vocalista do show "Sla 2 - be a sample", de Fernanda Abreu, seguindo em turnê pelo Brasil com a cantora. De 1995 a 1999, fez parte do grupo Arranco de Varsóvia, com o qual gravou os discos "Quem é de sambar" e "Samba de Cartola". Soraya atuou em grandes produções na TV Globo, como as novelas Que Rei sou Eu? , Vale Tudo, Laços de Família entre outros grandes sucessos. Atualmente esta em cartaz no teatro com o espetáculo: Um Violinista no Telhado.

PERGUNTAS:

O que fez de mais importante em sua vida?

Não acho que exista um acontecimento ou uma realização que seja a mais importante de toda a minha vida. A busca pelo crescimento e pela liberdade exigem um compromisso que provoca uma série de escolhas e desafios pela vida afora.  Creio que só terei a dimensão de certas decisões com o passar do tempo. Mas posso enumerar algumas escolhas decisivas e essenciais para a minha existência, coisas sem as quais a vida para mim não teria muita graça: o teatro, a música, o palco; ser mãe.   

O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer, de importante?

Estudar mais, viajar mais, acho o tempo curto para tantos interesse que a vida provoca.


Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo,você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?

A humanidade sempre precisou conviver com seu lado sombrio, negativo, faz parte da natureza humana. Conflitos étnicos e raciais estão presentes em todas as fases da história. Então me pergunto se a diferença hoje, não estaria no poder da comunicação que faz com que entremos em contato com o que se passa em quase todos os pontos do planeta. Tudo fica mais evidente, muita sujeira que costumava ficar "debaixo do tapete" entra nas discussões diárias, e isso tem um lado muito positivo de jogar luz nas trevas. Mas o futuro da humanidade para mim é uma grande interrogação...   

Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?

"Balizamento" como forma de restringir, separar, censurar, não concordo.Nunca. Defendo a qualidade na educação de um povo como forma de dar a ele condições de refletir, questionar e buscar novos caminhos. Criar seus próprios caminhos com consciência. É uma lástima que o governo brasileiro não priorize a educação de qualidade e não enxergue nela a real possibilidade de transformação do país.
Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?

Acho que buscaria me aproximar de grupos, pessoas, movimentos com os quais pudesse me alinhar e lutar para ter esses direitos de volta.

24.7.11

Israel estudia ampliar en un día el fin de semana



El primer ministro, Biniamín Netanyahu, ordenó estudiar la posibilidad de reducir la jornada laboral a cuatro días y medio y ampliar el fin de semana en un día, declarando festivo el domingo, en la actualidad laborable.


El jefe del Gobierno ha encargado a su asesor económico y presidente del Consejo nacional Económico, Eugene Kandel, estudiar la cuestión, que tendría importantes consecuencias económicas, sociales y religiosas.

El fin de semana en Israel se celebra los viernes y sábados, si bien el viernes por la mañana es laborable y las tiendas y algunas oficinas están abiertas.

Los festivos en el país comienzan al caer la noche del día anterior, como marca el judaísmo, por lo que la noche del viernes es ya jornada sabática, sagrada y de descanso.

El nuevo plan sería que el fin de semana se iniciase el viernes al mediodía y se prolongase hasta la mañana del lunes.

A cambio, se trabajaría media hora más de lunes a jueves.

El viceprimer ministro, Silván Shalom (foto), es uno de los impulsores de la medida, que considera tendría un efecto positivo para la economía, las exportaciones, la bolsa y las empresas de tecnología.

Entre otros beneficios, asegura Shalom, llevaría a imponer una semana escolar de cinco días (frente a los seis de la actualidad), lo que obligaría a aumentar la jornada de colegio (que ahora es solo por las mañanas), y reduciría las limitaciones de muchas madres para participar en el mercado laboral y alcanzar puestos de alto nivel.

La propuesta ha recibido el apoyo de la Asociación de Fabricantes de Israel, el Presidium de Cámaras de Comercio, el Sindicato de Autoridades Locales, la Asociación Hotelera, varios sindicatos de profesores y el Consejo Nacional Económico.


"Fora o Shabat, mais um dia de folga? Interessante...!"

LIBERDADE DE OPINIÃO (Rabino Nilton Bonder)

RABINO NILTON BONDER

Nilton Bonder é Rabino da Congregação Judaica do Brasil, no Rio de Janeiro. Recebeu sua ordenação rabínica no Jewish Theological Seminary em 1987. Nilton Bonder é autor de livros reconhecidos nacional e internacionalmente e que foram publicados na Holanda, Itália, Alemanha, Estados Unidos, China, Rússia, Coréia do Sul, Espanha e República Tcheca. Em 2000 recebeu o prêmio Jabuti  na Categoria Religião. Atualmente dirige o Centro de Cultura Midrash no Rio de Janeiro. Seu livro "A Alma Imoral" foi adaptado para teatro com grande sucesso tendo sido considerado melhor espetáculo em São Paulo no ano 2008 pela revista Veja. 

PERGUNTAS:

O que fez de mais importante em sua vida?

Vou parafrasear o Rebe de Kotzk: aquilo que estou fazendo nesse momento. Acabei de lançar um novo livro, “Segundas Intenções”, que como todo o escrito recente me mobiliza. Mas também sou grato por minhas realizações com a esposa, os filhos, CJB, Midrash e toda a vez que sou capaz de tocar a vida das pessoas seja em presença, ato, fala ou escrito.

O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer, de importante?

Não lamento nada. Tenho como disse Yaakov avinu, tudo. Não de tudo, mas tudo. Quanto a “desejar fazer” sempre muitos planos até a KB”H dizer que chega. Entre eles continuar a oferecer para a comunidade um discurso que integre nossa tradição milenar e tão profunda a linguagem de nosso tempo; ajudar a manifestar estes valores em sintonia com as mais sensíveis formas de amor e respeito ao ser humano, o que acredito ser a única maneira de ofertar ao Criador.
 
Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo, você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?

Sombrios? Nunca experimentamos tanta luz!
Os conflitos hoje são vistos, debatidos e trazidos ao olhar de uma Gaia humana integrada como nunca antes. Se aproximam sim os dias messiânicos. Isso não quer dizer “almoços de graça”, mas não temos mais como esconder nossas artimanhas humanas. Elas são vistas no divã, na política, nos discursos, na religião. Estamos amadurecendo e tal como o é para uma civilização adolescente, nos é difícil.

Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?

Esta opção é irreversível. O texto bíblico manifesta isso com nossa expulsão do paraíso. Não há volta pelo mesmo caminho. Mas o individualismo tem custos enormes que devem ser contemporizados. A Torá representa este caminho a um lugar harmônico, mas por outro caminho: pela junção de discernimento e compromisso. Só pelo discernimento nos auto-enganamos porque ele não é absolutamente confiável. Sobre isso é meu ultimo livro. Sobre a importância de coibir-se seja pelo coletivo, pela ancestralidade ou pelo reconhecimento de que o centro da realidade não somos nós.
 
Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?

Reagiria como se estivesse sendo lesado de um direito humano. Mas eu mesmo posso optar por restringir meu direito fazendo uso de meu próprio livre arbítrio. Deixaria de opinar para afirmar responsabilidade para com a coletividade, deixaria de consumir para reforçar a presença ancestral e espiritual em minha vida, não me expressaria como uma maneira de reconhecer que não é tudo sobre mim; que muito do que me diz respeito não é sobre mim.

Notícias da Rua Árabe

Cobrindo o referendo do Marrocos para O GLOBO conversei, hoje (quinta-feira), véspera do pleito em que o povo dirá sim ou não às reformas propostas pelo Rei Mohamed VI, com um professor de física, sobre a questão do Oriente Médio. Ele dizia como é importante para ele e seu povo a coabitação pacífica com todos os credos e todos os povos. Bem compreensível vindo de um homem bem formado que integra um país onde a moderação e a vontade de paz falam mais alto que as paixões políticas, exceção no atual mundo árabe, em que as primaveras pela liberdade se fazem com derramamento de sangue. Meu amigo físico dizia-se, contudo, decepcionado com o que se passa em Israel. Eu lhe respondi  que sou a favor de um estado palestino mas não abro mão, claro, da existência de Israel. Ele acha que enquanto Israel não tiver uma posição mais flexível, nada avançará, e acha que os EUA são condescendentes demais com o país. Eu respondi que sou ultraliberal, desde que I srael não suma do mapa e que, no Islã, figuras como Ahmadinejad e países com posições obscuras como a Arábia Saudita, que financiam o terrorismo, não ajudam em nada os palestinos. Ele argumentou que Israel também faz terrorismo, e disse: Somos todos filhos de Abrão. Ficamos assim, discordando na maioria dos pontos, concordando em alguns, mas com a mesma civilidade com que, no Brasil, judeus, libaneses, sírios etc conversam, às vezes em torno de tabuleiros de gamão. Isso, num país árabe, faz com que o gosto do chá de hortelã e os aromas indescritíveis das confeitarias daqui fiquem ainda mais gostosos. Parafraseando o Osias, vou pôr hoje o Salam na frente do Shalom, e resumir dizendo Paz.

23.7.11

LIBERDADE DE OPINIÃO (Fábio Koifman)

FABIO KOIFMAN

Fábio Koifman é historiador, professor da UFRRJ. Autor de alguns textos acadêmicos, entre eles o livro “Quixote nas trevas: o embaixador Souza Dantas e os refugiados do nazismo” publicado em 2002 e “Porteiros do Brasil”, no prelo, com edição prevista para início de 2012.

1) O que fez de mais importante em sua vida?
Do ponto de vista pessoal, os meus filhos foram a coisa mais importante que fiz na vida. Do ponto de vista acadêmico, comunitário e intelectual, a pesquisa que descreveu, comprovou e detalhou a atuação humanitária durante a II Guerra Mundial do embaixador brasileiro na França, Luiz Martins de Souza Dantas. Esse esforço fez com que os atos do diplomata fossem reconhecidos nacional e internacionalmente.

2) O que lamenta não ter feito ou ainda deseja fazer, de importante?

Do ponto de vista pessoal, lamento não ter visitado a antiga Iugoslávia enquanto ela ainda era um só país e não ter seguido a rota da seda a partir do oeste da China. Do ponto de vista acadêmico, não ter ainda contado (passado organizadamente para o papel) diversas histórias ocorridas durante o Estado Novo brasileiro cuja documentação eu já levantei. Muitas dessas histórias envolvem direta ou indiretamente a comunidade judaica

3) Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo,você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?

A minha opinião é de que a essência dos conflitos não tem real origem em diferenças étnicas ou religiosas. As pessoas comuns basicamente desejam vivem em paz e com estabilidade. As diferenças entre os grupos humanos são manipuladas por parte das lideranças políticas de maneira a justificar e mobilizar populações em conflitos cujos interesses são outros. Com a difusão e popularização cada vez maior da comunicação a tendência é de que o diálogo e o esclarecimento levem a tempos de luz e não sombrios. Cada vez mais governos descobrem e praticam investimentos na área da educação e da ciência. Essa é a chave para o desenvolvimento econômico. Tal política terá como conseqüência direta cada vez mais o esclarecimento da humanidade e, portanto, a diminuição das guerras.

4) Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?

A minha opinião é de que o Estado só deve intervir para garantir a liberdade individual em todos os quesitos mencionados acima. A repressão do Estado deve recair aos que negam essa liberdade amplamente. Guardadas os cuidados com hábitos que afetam a terceiros, como o fumo. Quanto ao balizamento religioso, toda a vez que religião e Estado se confundiram na história foi terrível. As religiões e suas normas devem sempre envolver uma opção pessoal individual. Toda e qualquer interferência religiosa no Estado deve ser banida completamente. A humanidade tem evoluído com essa premissa.
 
5) Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, consumir e de se expressar?

Se isso ocorresse em um regime democrático, a minha reação seria desde partir para a denúncia pública até a busca por reparação na justiça, dependendo da gravidade dessa limitação ou a forma que ela foi praticada.

Gilad Shalit: Cinco anos em cativeiro terrorista

Em 25 de junho de 2006, o soldado Gilad Shalit foi sequestrado por terroristas do Hamas em território israelense e levado à Faixa de Gaza. O sequestro era parte de um ataque não provocado, envolvendo sete terroristas armados que utilizavam um túnel escavado sob a fronteira Israel-Gaza. Gilad tinha 19 anos na ocasião do seu sequestro.
Durante o ataque, dois membros da Força de Defesa de Israel foram mortos: o Sargento Pavel Slutzker e o Tenente Hanan Barak. Cinco outros militares ficaram feridos.

O dia 25 de junho de 2011 marca os cinco anos de cativeiro do Primeiro Sargento Shalit. Por cinco anos, o Hamas nega a Gilad o mais básico dos direitos humanitários, incluindo o acesso da Cruz Vermelha. Por cinco anos sua família sofre esperando pelo seu retorno.

A comunidade internacional deve agir para acabar com esta situação intolerável. Como o Primeiro Ministro Netanyahu declarou (23 de maio de 2011): “Acredito que toda a comunidade civilizada deveria juntar-se a Israel e aos Estados Unidos e, todos nós, realizarmos uma demanda simples ao Hamas: Libertem Gilad Shalit”.

"E mesmo cinco anos sem Shalit, acusam Israel de terrorismo. Engraçado, não?"

A morte de Mashiah

Estava eu, em 1994, num almoço na casa do Rabino Azimov, o cabeça, até hoje, dos lubavitches franceses, discutindo a morte de Menachem Mendel Schneerson com outros convidados, todos ortodoxos, sendo eu, sempre, aquele carneiro passível de ser amealhado, com roupas normais e questões sempre incômodas que eles adoravam responder. Naquele dia eu perguntava o que aconteceria agora. Quem seria o novo líder. Um dos meus convivas me chamou a um canto e respondeu, rindo:

- Aron, a questão, agora, não é quem será o nosso líder. É como muitos de nós vamos compreender a morte do Messias antes mesmo de sua revelação definitiva.
Perguntei o que ele queria dizer com isso.

- Você está insinuando que o Rebe ERA o Messias?

- Bom, eu não sou daqueles que pensava isso. Mas uma boa metade dos lubavitches tinham certeza disso. Achavam que faltava só mais um pouco para, diante do fervor crescente do judaísmo mundial, ele se declarar como tal e promover todos os feitos que se espera de Mashiah.

- Quer dizer que ele desfilaria em carruagens por Jerusalém? Que os mortos ressuscitariam e as árvores dariam frutos eternos?

- Não sei se esperavam algo assim tão literal. Na verdade, apenas aguardavam o momento. Que ia ser ainda nos nossos dias, como sempre rezamos para ser.

Veio o almoço, sempre gostoso, de sábado, a fome altíssima de quem caminhou da Rue des Rosiers até os arredores da Place de la Republique, uns bons 8 quilômetros. Despedi-me e caminhei mais uns quatro até minha casa, próxima à Bastilha. Cheguei por volta das 22h. Não consegui dormir. O Messias, na melhor das hipóteses, estava morto, e a esperança de vê-lo, ainda que até a véspera eu não a alimentasse, se havia reacendido numa nova escala do impossível.

Lea y Rajel: una incursión a sus vidas íntimas

¿Destino o similitudes?

En estos días se realizan muchos encuentros literarios, teatrales, seminarios y debates, conmemorando 100 años del nacimiento de Lea Goldberg (1911 1970), una de las más destacadas expresiones de la literatura hebrea del siglo XX.

Su amplia y rica obra es aún de lectura cotidiana, sus cuentos son aún los preferidos para los niños antes del sueño nocturno, sus escritos son estímulo para estudiantes ávidos de aprender, y siguen siendo apasionantes temas para críticos y docentes de literatura moderna.

El relato de su vida personal, los interrogantes que para sus contemporáneos eran motivo de inquietud y chismorreo, son hoy tema de análisis y compenetración.

No menos, si bien no igual, el relato de la vida de la Poetisa Rajel (1891 - 1931). Las épocas son distintas: una es la de los idealistas que intentan transformar la sociedad y sus valores en los años de la nación en marcha; la otra es la expresión intelectual de la sociedad que enfrenta el desafío de la soberanía.
Estos nombres, Lea y Rajel, nos transportan también a los orígenes bíblicos, al tremendo relato de amor y engaño, pasión y desengaño, esperanza y frustración de las dos matriarcas ancestrales.


Intimidades bíblicas: dolor y frustración

En Génesis 29 conocemos a Lea y su hermana Rajel, esposas rivales en una relación polígama. Jacob fue a la casa de su tío Labán, hermano de su madre, quien lo invitó a vivir y a trabajar con él. Labán tenía dos hijas: la mayor era Lea, de ojos delicados, y la menor, Rajel, "de lindo semblante y de hermoso parecer". Y Jacob amó a Rajel, y dijo a su tío: "Yo te serviré siete años por Rajel tu hija menor".

Así sirvió Jacob por Rajel siete años, y entonces dijo Jacob a Labán: "Dame mi mujer, porque mi tiempo se ha cumplido…". Entonces Labán juntó a todos los varones de aquel lugar, e hizo banquete.

Pero venida la mañana, he aquí que la esposa era Lea; y Jacob dijo a Labán: "¿Qué es esto que me has engañado?" Y Labán respondió: "No se hace así en nuestro lugar, que se dé la menor antes de la mayor. Cumple con ésta, y se te dará también la otra, por el servicio que hagas conmigo otros siete años". E hizo Jacob así. Y amó a la hermosa Rajel más que a la poco atractiva Lea.

Raquel era hermosa. Cuando aparece por primera vez en Génesis 29,6-12 es como si saltara de la página, llena de vitalidad y energía. No es de extrañarse que la Biblia nos diga que los siete años que trabajó por ella "le parecieron como pocos días, porque la amaba".

En los versículos 31 y 32, esta triste historia de la "no amada Lea" cambia de rumbo: "Y vio Jehová que Lea era menospreciada, y le dio hijos; pero Raquel era estéril. Y concibió Lea, y dio a luz un hijo: Reubén (aflicción)...".

A Lea no la amaban. Sin embargo, pudo concebir hijos. No una, sino al menos siete veces. A través de las ocasiones en que Lea tuvo en sus brazos una nueva criaturita y le puso nombre, podemos ver un poco de cómo pensaba, qué sentía, cuanto sufría.

En Génesis 29, 32, mientras acunaba a su primogénito, Lea "llamó su nombre Rubén (dolor), porque dijo: Ha mirado Jehová mi aflicción; ahora, por tanto, me amará mi marido". Poco después "concibió otra vez, y dio a luz un segundo hijo, y lo llamó Simeón (escuchó)" (vv.33).

Cuatro varones uno detrás del otro. El nacimiento de Rubén no había hecho que Jacob la amase. Él seguía teniendo ojos sólo para Raquel.

Génesis 30 destaca que "…viendo Raquel que no daba hijos a Jacob, tuvo envidia de su hermana", y decía a Jacob: "Dame hijos, o si no, me muero". Y ella dijo: "He aquí mi sierva Bilha; llégate a ella, y dará a luz sobre mis rodillas, y yo también tendré hijos de ella" (vv.1-3).

Bilha tuvo un hijo de Jacob que legalmente era hijo de Raquel, pues fue Raquel quien le puso nombre: Dan (justicia). Y Raquel envió a Bilha a donde Jacob una vez más. La sierva dio a luz otro hijo y Raquel le puso Neftalí (verdad).

Lea se lanzó al mismo juego y también dio a su sierva Zilpa a Jacob. Cuando Zilpa dio a luz un hijo, Lea le puso Gad (fortuna). Y una vez más Zilpa quedó embarazada y dio a luz otro hijo. Lea le puso por nombre Asher (dicha).

¡Qué cambio! La amada y favorecida Raquel estaba desolada. La infeliz y no amada Lea, la esposa de reemplazo, la que quería tan desesperadamente conocer el amor de su marido, había aprendido a centrarse en lo que tenía, no en lo que le faltaba.

El quinto hijo de Lea se llamó Isaschar (recompensa) y el sexto Zevulún (honor).

Después de muchos años de espera, con la anotación en nueve (incluyendo a su hija Dina) para Lea y sólo dos para Raquel concebidos por su sierva, Raquel quedó embarazada: nació José (agregado).
Para entonces, Jacob había trabajado para Labán durante 20 años, y tomó la decisión de regresar a Canaán con su amplia familia de dos esposas, dos concubinas, diez hijos y una hija.

Viajando a Efrata, camino de Belén, sucedió lo inconcebible. Raquel, embarazada de su segundo hijo, murió en el alumbramiento Génesis, 35 16,20. Lo que más deseó en el mundo se convirtió en la causa de su separación final del hombre que la amaba. La mujer que tenía todas las razones para ser feliz murió dando a luz a Benjamín (tristeza).
¿Y Lea? Había desparecido su rival del círculo familiar. Raquel había muerto. Lea era ahora la esposa No. 1. No sabemos si Jacob aprendió a amarla más de lo que la amaba en el momento del primer engaño ni cuántos años más vivieron juntos. Sólo sabemos que cuando Lea murió, Jacob la enterró en el sepulcro ancestral, la cueva de Macpela, en Hebrón, donde estaban enterrados Abraham, Sara, Isaac y Rebeca. La honró en su muerte.

El lamentable caso de la poetisa Rajel (1890-1931)

Raquel, la undécima hija de Isar Leib Blubstein, uno de los magnates judíos de Rusia, nieta del Rabino Supremo de Kiev, había llegado a Eretz Israel en 1909 con su hermana Shoshana en camino a Italia, donde pensaban estudiar Arte y Filosofía. La realidad de esos días, el entusiasmo de la creación de escuelas y poblados agrícolas, las primeras casas de Tel Aviv, las convenció quedarse aquí e incorporarse a la acción redentora de los primeros pobladores en el valle del río Jordán.

Son los años que cristalizan las ideas de renacimiento nacional, de formación de un nuevo ser humano partícipe de una sociedad igualitaria y socialista, distinta a la tradicional y obsoleta concepción judía de la familia.

Entre los ideólogos, se destacan Aarón David Gordon, Berl Katzenelson y Raquel Blubstein, quienes compartían sus entusiastas debates y redacción de lemas ideológicos con momentos románticos en situaciones de apasionada intimidad. Rajel era la musa poética del trío, y sus poemas sirvieron de orientación para toda esa generación.

En 1913, Rajel viaja a París para estudiar agricultura, y luego a Rusia donde pasa los años de la Primera Guerra, volviendo a Palestina en 1919.

Rajel se incorpora inmediatamente al Kibutz Degania, que la acepta por su aporte literario e ideológico de los años en compañía de Gordon y Katzenelson. Al año, se descubre que padece de tuberculosis y el Kibutz resuelve deshacerse de ella.


Los integrantes del "grupo vanguardista de igualdad y responsabilidad colectiva", no saben como hacerlo, pero en una de sus cartas a su madre, Raquel escribe cuanto le dolieron "las palabras de Gilad que le dijo que todos están sanos y ella los podría contagiar, por lo tanto debe abandonar el Kibutz. Ha sido esta una oscura nube que me envolvió y me privó el aire: quise gritar pero no pude emitir ningún sonido".

A Rajel le causó mayor pena el hecho que la conducta de sus compañeros reflejaba que los ideales se habían hecho trizas, que el sueño de crear un nuevo tipo de ser humano basado en la justicia y el apoyo mutuo se había esfumado y que lo que quedaba era la antigua realidad que "el hombre es enemigo del hombre". Todas estas sensaciones aparecen en sus poesías. Se destaca "Ve Ulay", "…tal vez, ocurrió o fue sólo un sueño…".
Se instala en Tel Aviv (Bugrashov 3), la enfermedad avanza. Los "compañeros" del partido y del periódico "Davar" la ignoran, incluso no le pagan lo acordado por sus publicaciones. Cuando las cosas empeoran, se interna en un sanatorio en Guedera. Agonizante ya, la envían de regreso a Tel Aviv en un carro tirado por dos caballos, pues no tenía medios para llegar en forma más apropiada.

En el Hospital Hadassa de Tel Aviv, en la calle Balfour, en plena soledad, termina el trágico relato de esta hermosa mujer, hija de un padre millonario, la princesa de la familia, el tema de sueños de sus compañeros, la envidia de muchas de sus amigas y de sus hermanas, quien había renunciado a sus estudios en Italia para ser una obrera en una colonia colectiva, para componer con un rastrillo y escribir con una pala, para construir Eretz Israel creando un nuevo hombre y estableciendo una nueva sociedad. Ella había redactado las ideas sociales dándoles alas, había expresado sus sueños de igualdad convirtiéndolos en religión, ella impulsó a desecar pantanos y dio las bases a los lemas del retorno a la tierra.

Sólo al fallecer concluyó la soledad y la desesperación. El 17.4.1931 todos aparecieron en el velorio, los que compartieron sus sábanas y los que recitaban sus versos, los que pregonaban sus ideales y los que admiraban sus poemas. Pero el entierro en Kineret fue en absoluto silencio, cada uno con sus pensamientos y la tristeza de su conciencia.
 
La vida secreta de Lea Goldberg

Personaje muy complejo. Sus poesías inspiraron composiciones musicales que acompañan los agridulces versos que los amantes suelen entonar hasta nuestros días. Poesía, prosa, teatro, cuentos para niños, traducciones, crítica literaria todo con un contenido de amor y dedicación que hacen más extraña la realidad que nunca se casó ni tuvo hijos.
Nacida en 1911 en Alemania, al estallar la Primera Guerra Mundial, la familia huye a Rusia, donde nace el hermano Emanuel que fallece antes de su primer año. Es el hermano que no convivió con ella pero que aparece repetitivamente en las obras de Lea, incluso usó su nombre para uno de sus personajes literarios.

Comienza a escribir en hebreo a temprana edad. Al cumplir los ocho, el padre obtiene una enfermedad mental que lleva a toda la familia a la indigencia. Al enterarse que también el hermano del padre había padecido del mismo problema, la espanta la amenaza de una enfermedad hereditaria, y escribe: "los locos no deberían casarse pues hacen la vida imposible al cónyuge. Se les debería prohibir tener hijos pues transmitirán a ellos su enfermedad".

En su juventud se enamoraba silenciosa y desesperadamente de hombres mucho mayores que ella. Ellos solían no enterarse. Su mayor amor fue el poeta Abraham Ben Itzjak, mayor que ella con 20 años, pero ella estaba convencida que era la única persona que podía leer sus pensamientos. Lea escibe en su diario, once años después de la muerte de su amor: "Un apasionado y único amor, que no fue amor".

También había escrito: "…todo gira alrededor de un solo y único nombre. Todas las esperanzas, todos los sueños, todos los deseos, se concentran en un lejano y radiante punto que atrae, llama, intuye, pero es inalcanzable. Eres tú, amado mío. Tres largos y penosos años, años de desesperación y vacío, años de amor, y nada sucedió. Nada. Sólo la alta e infranqueable muralla. ¿Cómo atravesarla? ¿Qué hacer? Lea, deja de hablar sandeces: tú sabes que nadie logró trepar resbaladizas paredes de cristal. Tú no eres una heroína. Hace tiempo que debías haber abandonado la idea y aceptar que no hay nada delante de ti. Es un maravilloso sueño, que siempre te acompañará. Se puede amar y escribir y estar en la soledad. Nada más".

Lea escribió su diario durante toda la vida, no en forma continuada pero sí en momentos de angustia. Se han encontrado gran cantidad de cartas y diarios inéditos en los que se encuentra el dolor de su escritura, la falta de seguridad personal, sus fracasos amorosos y su temor por la locura. A la edad de 21 años, víspera de su doctorado en etimología en la Universidad de Bonn, escribe en su diario: "Soy pobre en este mundo, pues no poseo ningún valor íntegro ni seguro. No tengo objetivos, ni amor, ni fe, no tengo nada".
Tres años después, en 1935, llega a Israel y se incorpora al grupo de Abraham Shlonsky y Natan Alterman, dos pilares de la bohemia literaria de la Palestina de entonces. Reside en Tel Aviv, se emplea como maestra y publica sus libros con los ingresos que recibía por redactar anuncios comerciales. Además, se dedica a la pintura.

Los amigos recuerdan que no era una mujer bonita, y Lea lo sabía. Vestía trajes, siempre maquillada, caminaba con esbeltez, envuelta en el humo de los cigarrillos. Había en ella cierta gallardía, que intentaba disimular su dificultad de oído. Ya a la edad de 40 necesitaba audífonos, lo que la enervaba más. Ella sentía que su apariencia era de una mujer fea, anciana y desconectada de la realidad.

No faltaban las contradicciones. Por una parte compartía sus vivencias con los grupos de vanguardia y la bohemia de su época, y por otra parte vivía con su madre. Siempre vivieron juntas, al principio en Arnón 15 en Tel Aviv y a partir de los años 50 en el aristocrático barrio Rehavia de Jerusalén en una casa de propiedad de la Universidad Hebrea donde ella enseñaba literatura.


En 1952 escribe en su diario: "…hay días que siento que si no fuera por la presencia de mi madre, me envenenaría…", y varios meses después agrega: "…la convivencia con mi madre es difícil, no tengo ni tranquilidad ni privacidad. A veces siento que los últimos años de mi vida son superfluos".
Reunió a su alrededor un grupo de escritores jóvenes, entre ellos Yehuda Amijai, Dalia Rabicovitz, Touvia Ribner, y se encontraban para comentar poesías. Lea se afectó por las severas críticas de Natán Zach a su libro de poesías "Tarde y Temprano" que se publicó en 1959, calificándolo de monótono y sentimentalista. Tampoco su carrera académica fue fácil: la academia jerosolimitana, únicamente hombres, no podía aceptar a una mujer en sus filas, y para colmo poetisa.

En sus últimos años de vida, los estados de depresión eran cada vez más frecuentes. Sentía que se estaba enloqueciendo como su padre, tomaba tranquilizantes y tenía deseos de suicidarse.
A medida que las críticas a sus trabajos eran cada vez más punzantes, dedicaba más tiempo a la pintura. Exteriormente, todo aparentaba corrección: fue reconocida como Profesor Titular en la Universidad y creó la cátedra de Literatura Comparativa. Cada verano salía sola a pasear por Europa, donde se sentía "como en casa" a pesar de la soledad.

En mayo de 1969 se descompuso y se declara un cáncer de pecho muy avanzado, que se extendió al pulmón. "¿Qué será de mi madre?" fueron sus últimas palabras. La madre falleció 12 años después.

Mitos e Fatos sobre a flotilha rumo a Gaza



MITO: O bloqueio naval a Gaza é ilegal.
FATO: O bloqueio é absolutamente legal do ponto de vista das convenções internacionais. Elas permitem que um país intercepte e vistorie embarcações rumo a outro país com qual esteja em guerra, a fim de certificar-se de que não transportam armas ao inimigo.

Apesar de Gaza não ser um Estado formalmente estabelecido, desde que assumiu (à força) o governo do território em 2007 o Hamas iniciou uma guerra de fato contra Israel, através de intenso bombardeio a alvos civis israelenses.

Nessa situação, as regras para um conflito armado valem plenamente. Sob a Lei internacional, o bloqueio marítimo é reconhecido como ferramenta legítima e Israel pode controlar o tráfego naval em direção a Gaza mesmo em águas internacionais.


MITO: O fim do bloqueio naval a Gaza não traria riscos à segurança de Israel.
FATO: Se os mísseis produzidos domesticamente em Gaza já conseguem levar pânico às comunidades israelenses próximas à fronteira, pode-se imaginar o que aconteceria se o Hamas tivesse acesso a armas de maior alcance e poder de destruição.

Em 3 de junho de 2002, por exemplo, a marinha israelense capturou o navio Karine A, que estava levando do Irã a Gaza 50 toneladas de armas avançadas. Em março de 2011, mais 50 toneladas de armamento pesado foram encontradas no navio Victoria, interceptado pela marinha de Israel quando se aproximava de Gaza.


MITO: É preciso furar o bloqueio naval a Gaza, pois o território está isolado do resto do mundo.
FATO: Gaza faz fronteira com dois países: Israel e Egito. E, desde maio de 2011, a fronteira entre Gaza e Egito está aberta. Cidadãos e mercadorias podem circular livremente, desde que vistoriados pelas autoridades egípcias. O que o Hamas quer (e se vale da inocência ou conivência dos ativistas a bordo da flotilha para tal) é a chegada de armamentos sem qualquer controle, para que sejam utilizados contra a população civil de Israel.


MITO: Devido ao bloqueio, a população de Gaza sofre com a falta de remédios e gêneros de primeira necessidade.
FATO: Desde que Israel iniciou o bloqueio naval a Gaza, toda carga apreendida passa por verificação. Apenas armas e materiais que possam ser utilizados para fabricação de armamentos são confiscados. Todo resto é liberado e segue em caminhões rumo a Gaza.

Diversos jornalistas têm visitado Gaza recentemente e reportado a mesma situação: as lojas e supermercados estão repletos de mercadorias, não há qualquer falta de gêneros de primeira necessidade e os habitantes vivem uma rotina normal – apesar da ferrenha ditadura implementada pelo Hamas em 2007.

17.6.11

Guilherme Conde (São Paulo, 19 de Junho de 1991) - Análise no Ano XX

Não dá pra virar e contar como que era o mundo há 20 anos, é difícil. Quando eu vim, logicamente, era tudo novo.

 David Start-Cohen: 20 anos fazendo bagunça

O dia 19 de junho de 1991 era um dia normal, até para Marilda Conde, a minha mãe, mesmo com um barrigão imenso, acredito. Estava tudo bem. Grávida passa mal a toda hora. Sim, e com Marilda não podia ser diferente. Segundo a própria, ela teve um mal estar, foi para o Hospital do Servidor Público pra ver o que que era, e, ás 18:50 daquele início de noite, eis que surgia o irmão mais novo de Leandro Vinícius e Maíra Cláudia. Exatamente uma semana depois quando as matriarcas da Família Ferreira Conde, Wanda e Wilma completarem 55 anos. Sinal que coisa boa vinha por aí - modéstia a parte.


Embora passei a minha vida inteira na Zona Leste, morei nove meses ao todo na região onde nasci, a Zona Sul. Seis meses com a família, lá no Campo Limpo (Jardim Campo de Fora), e três meses com a minha atual companheira, Camilla Sedrez. De resto, 18 anos de Zona Leste, sendo 11 anos de Cidade Tiradentes. No último bairro citado, os meus irmãos conheciam a adolescência, e eu, a infância. Lá, empinei pipa, brincava de bolinha de gude, escalava morros, lançava pedras nos prédios vizinhos, jogava bola, corria pra tudo, enfim, só alegria. Além de tudo isso, aos três anos de idade, começava a escrever, ler, e até falar difícil - coisa que faço até hoje.

Por desenvolver um raciocínio fora dos padrões das minhas gerações passadas (se é que eu posso dizer assim), iniciei em muita coisa, bem cedo por "pensar sempre a frente." Com 12 anos, começei a pesquisar quem eram aqueles "carinhas legais" com "histórias incríveis" que estava no antigo livro de história da minha irmã. Nada mais, nada menos que: Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lênin e Leon Trotsky. Aos 15, era militante do Partido da Causa Operária.


Hoje, ainda posso me dizer um socialista, mas conformado. Com esperança de uma verdadeira Revolução que balance tudo e a todos. Permanente. Aos 18 anos, conheci o Movimento Humanista, fundado pelo filósofo argentino Mario Silo. Lá, conheci e aprendi muita coisa, e conheci pessoas fora de série. Mesmo sendo um antigo representante da União dos Estudantes Secundaristas de São Paulo e gremistas em duas escolas onde estudei, me afastei totalmente do ativismo político. Posso voltar? Quem sabe."Com família em formação, não dá pra morrer mais pelos ideais.

Mais de 10 anos de vida escolar ativa. Lembranças das bagunças, discussões com professores, amores platônicos, conversas com diretoras, campeonatos interclasses etc. "O Guilherme é um bom aluno, sempre foi. Só que ele conversa demais e acaba atrapalhando os colegas." Toda reunião de pais a dona Marilda escutava a mesma coisa. Orgulho da cria.


Oito anos em escola particular (6 como bolsista) e três anos na escola estadual, e tive dois lados de aprendizado. Entretanto, meus professores maiores são Leandro Vinícius e Maira Cláudia Conde de Souza. Os dois, filhos de mãe solteira, precisavam "se virar" para cuidar da casa e cuidar do irmão menor. Graças a eles, aprendi como se escuta uma música (e como tocar um instrumento!), retocar a casa, entre várias coisas. Sofriam muito comigo na temida "fase dos porquês". Respondiam o que podiam, mas garanto que sabiam muito. Ainda aprendo com eles, mas, prefiro assistir as melhores aulas, e não ficar presente em todas.


O Brasil é um país religioso. Facto. De família majoritariamente cristã, e também ter estudado em um colégio cristão, não me fez ser um cristão de fato. Embora eu era Protestante Histórico (Metodista) por parte de pai de criação, eu abandonei o cristianismo aos 17 anos. Nem quando eu era ativista político, vivendo com um bando de ateus, deixei de ser prostestante, mas, depois de pensar muito, optei por largar. Hoje, com ajuda da minha prima, a Dra. Joise Helena Lima, sou judeu em formação, e não me recrimino (ainda) de trabalhar no Shabbat, embora a conversão será feita por completo quando os meus filhos vierem. Me converto por eles, pela família que está pra se formar.


Resumindo, são duas décadas de muita coisa.


Dúvidas? Consulte Marilda Conde e Camilla Sedrez. Elas vão te responder tudo o que eu nem mesmo sei. E olha que é sobre mim!


20 anos se fecham. 20 anos começam.


E há sempre espaço para uma nova estória para entrar pra História.











Meu nome é Guilherme Conde, ainda conhecido por David Start-Cohen.
Muito prazer, Mundo. Estou nascendo. De novo. De verdade.

15.6.11

Israel Tem Comando Cibernético

O governo de Israel criou uma equipe de oitenta pessoas liderada por um general reformado para garantir o país de ataques de hackers contra suas principais redes de comunicações, assim como para impulsionar a competitividade das indústrias locais especializadas em segurança de alta tecnologia

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a criação dessa nova unidade que segue iniciativas semelhantes do Ocidente como precaução para evitar que nações industrializadas sejam vítimas de sabotagens paralisantes dos seus sistemas online. Apesar de que os serviços secretos de Israel estejam sob suspeita de terem lançado ataques cibernéticos contra o seu arquiinimigo Irã, Netanyahu afirmou que essa nova unidade será defensiva.



O Grupo Cibernético de Trabalho Nacional terá um orçamento de "centenas de milhões de shekels" nos próximos anos. "Eu prometo que vamos enfrentar a ameaça de futuros ataques cibernéticos" Netanyahu afirmou a jornalistas sem dar detalhes sobre essas ameaças. "Não há qualquer sombra de dúvida sobre isso." Israel é líder mundial e importante exportador de alta tecnologia, com empresas civis impulsionadas pela cooperação industrial e com a cooperação das universidades do país. O novo comando "vai assegurar a coordenação entre as necessidades da defesa nacional e do potencial de crescimento das cyber indústrias e do campo acadêmico", disse Netanyahu, mencionando um plano para incorporar estudos já no nível do ensino secundário para esses campos. "O Estado de Israel é e será um importante centro para o desenvolvimento do mundo cibernético" ele afirmou.

Turismo em Alta em Israel

Cerca de 5.000 novos apartamentos e quartos de hotel serão construídos em Israel nos próximos cinco anos como parte dos novos planos para a expansão dos novos hotéis e reforma dos já existentes, a Israel Hotel Association (IHA = Associação dos Hotéis de Israel) informou na terça-feira. De acordo com a IHA estes planos destinam-se para os 410 mil turistas adicionais por ano e possibilitarão a criação de 12.500 novos empregos, assim como produzirão lucros de NIS 28 bilhões (cerca de US$ 8 bilhões) que serão acrescentados ao produto interno bruto em uma década. Os planos têm o objetivo de reduzir a escassez de acomodações em hotéis em Israel devido ao número reduzido de construções hoteleiras no país. De acordo com pesquisas da IHA as razões para esta situação são o nível alto de risco e a rentabilidade além dos altos preços dos terrenos causados pela escassez de locais disponíveis.



"Investidores em hotéis que analisarem o desempenho do setor ficarão desapontados, e na maior parte prefeririam investir o capital em setores mais rentáveis ou na construção de hotéis no exterior" informa o presidente da IHA Ami Federman. "Estamos perto do esgotamento da oferta hoteleira existente. Em tal situação não seremos capazes de utilizar nosso potencial turístico ao máximo, e o Estado perderá receita, assim como potenciais novos postos de trabalho". As pesquisas da IAH também revelaram que uma mudança significativa no ambiente econômico e a construção de novos hotéis iriam proporcionar a solução para a falta de acomodações num espaço de tempo de oito anos ou mais. As autoridades advertem que neste período de o número existente de acomodações em hotéis impedirá um crescimento contínuo no turismo.


O Ministério do Turismo tem alertado sobre uma possível escassez de milhares de quartos de hotéis já por um bom tempo. De acordo com uma previsão "otimista" a escassez começará em 2015 quando haverá uma falta de 19.000 acomodações, pois a previsão é a chegada de cinco milhões de turistas por ano. Segundo dados divulgados pelo Escritório Central de Estatísticas apenas 1.700 novas acomodações em hotéis foram adicionadas na última década, e Israel atualmente tem um total de 47.400 acomodações em hotéis.


Os planos da IHA incluem a expansão e atualização dos hotéis já existentes em áreas populares das férias a ser realizada em duas etapas: a adição de 2.000 quartos nos primeiros três anos e 3.000 nos dois anos seguintes. "Um acréscimo nos quartos em hotéis já existentes em áreas populares irá melhorar significativamente os níveis de rentabilidade e irá fornecer uma solução rápida para a falta de acomodações" afirma Federman. "É bom para o país e para os investidores, e mesmo para o meio ambiente em relação às novas construções". Segundo o presidente da IAH, com o orçamento do Ministério do Turismo se poderia dobrar a quantidade de acomodações nos hotéis já existentes ao invés de construir hotéis novos.

Israel – 17ª Economia mais competitiva do Mundo

O Anuário da IMD sobre a competitividade mundial classifica o estado judeu em primeiro lugar em investimentos em pesquisas e desenvolvimento, com o impacto positivo do banco central.

O Estado de Israel permanece no 17 º lugar entre as 59 economias mundiais líderes em termos de competitividade, de acordo com o Anuário de Competitividade Mundial 2011 do Instituto Internacional de Gestão do Desenvolvimento (Institute for Management Development = IMD) que tem sede em Lausanne na Suíça.

 

O relatório anual classifica os países de acordo com parâmetros de diferenças econômicas e se baseia em dados recolhidos de organizações de negócios de diferentes partes do mundo. O IMD é representado em Israel pela Federação das Câmaras de Comércio de Israel.

A lista deste ano é liderada por Hong Kong, Estados Unidos, Singapura, Suécia e Suíça; Bulgária, Grécia, Ucrânia e Croácia se situaram nas últimas colocações no ranking sendo que a Venezuela ocupou o último lugar. Israel recebeu uma pontuação de 81,6.

A economia israelense ficou em primeiro lugar em relação ao impacto positivo do banco central que é o mais importante investidor do mundo em pesquisas e desenvolvimento, uma posição semelhante a de 2010, mas a economia ficou apenas em 54º lugar na participação da força de trabalho.

Na categoria de infra-estrutura tecnológica, Israel, subiu do quinto para o quarto lugar em 2010.

Livro retrata resistência ao nazismo e relação do Bayern de Munique com judeus

O livro "FC Bayern und seine Juden - Aufstieg und Zerschlagung einer liberalen Fussballkultur" (traduzindo:  "Bayern e seus judeus - Ascensão e destruição de uma cultura liberal do futebol"), publicado pelo historiador Dietrich Schulze-Marmeling, está dando o que falar na Alemanha.  A obra, como o indica o título, aborda antes de tudo a relação do clube de Munique com seus integrantes e  atletas  judeus, entre os quais estão pelo menos dois dos fundadores, Joseph Pollack e Benno Elkan, e, especialmente, com um de seus ex-presidentes, Kurt Landauer, que esteve no cargo de 1911 a 1933, quando teve que renunciar devido a ascensão nazista.

No entanto, Landauer seguiu exercendo influência sobre a instituição, diretamente de seu exílio em Genebra, após ter tido que suportar a desapropriação e a detenção no campo de concentração de Dachau, até o final da década de 30. Em 1940, em um episódio raro, todo o elenco do Bayern visitou Landauer na cidade suíça, aproveitando um amistoso contra o Servette, desprezando temores sobre possíveis represálias por manter contato com o dirigente judeu. Além do ex-presidente, o clube teve, antes de 1933, quatro técnicos judeus, entre eles Richard Dombio, que comandou a equipe na conquista do Campeonato Alemão de 1932, o primeiro da história do Bayern.


Time do Bayern de Munique em 1933

Após 1933 e a renúncia forçada de Landauer, os nazistas convictos, normalmente pertencentes ao departamento de esqui do clube, seguiram sendo minoria dentro do Bayern e tendiam a ser, na medida do possível, ignorados pelos dirigentes. Boa parte desses dados foram o publicados em 2005, no livro "Futebol sob a suástica", de Nils Havemann, no qual se mostra, entre outras muitas coisas, o contraste entre a posição assumida pelo Bayern entre 1933 e 1945 e a que assumiram muitos outros clubes.

A obra de Havemann foi escrita por encomenda da Federação Alemã de Futebol (DFB) como resposta às exigências de muitos críticos que pediam à organização que encarasse a função que desempenhou durante a época nazista. Além disso, em 2005, a DFB criou o Prêmio Julius Hirsch, pela tolerância e contra o extremismo, que foi dado ao Bayern de Munique , justamente pelo papel que teve durante o regime nacional-socialista. O atual presidente do clube, Uli Höness, prometeu que Landauer terá um posto digno em um museu que está sendo planejado pelo Bayern.