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8.4.11

Juliano Mer-Khamis (1958-2011): Um Herói!


Se já não bastasse a morte do vice-presidente José Alencar, de Elizabeth Taylor, e da tragédia carioca, gostaria de ressaltar o que aconteceu na última segunda-feira em Jenin, nos Territórios Ocupados da Palestina.

O ator e cineasta árabe-israelense Juliano Mer-Khamis, de 53 anos, foi assassinado em sua casa na mesma cidade citada anteriormente. Filho de mãe judia com pai palestino, Mer-Khamis se destacou nas artes cênicas por sua bandeira da coexistência levantada durante sua carreira. Criou o Teatro da Liberdade, na mesma cidade de Jenin, dizendo que era sim possível judeus e árabes islâmicos viverem novamente juntos, antes da colonização britânica, no início do século passado.

Juliano Mer-Khamis (1958-2011): O Teatro da Liberdade teve ex-terroristas em sua equipe cênica

Mer-Khamis sofria oposição de ambos os lados, mas, principalmente do lado de seu pai, o lado palestino. Há tempos, fundamentalistas ameaçavam Juliano, até que na segunda, infelizmente se concretizou. O mundo inteiro, mesmo com o massacre fluminense, ainda chora a perda de um ícone como Juliano Mer-Khamis, que com certeza será exemplo para todos nós. Um herói, com certeza.

Yes, Nós Temos Malucos!

Manhã de quinta, 07.04.11 (03 de Nissan 5771), parecia ser uma manhã normal, como qualquer outra. Saíndo atrasado para ir para faculdade, para variar, tudo bem.

Ao sintonizar a Rádio BandNews FM (96,9 - São Paulo), me deparei com o âncora, o reconhecido Ricardo Boechat, narrando sobre uma "tragédia" que acabava de acontecer. E era onde? Adivinham! Rio de Janeiro. Que lá acontece de tudo, isso já sabemos. Mas essa tragédia tinha um "quê" de diferente...

Nos últimos cinco anos, sempre assistimos e escutamos notícias de homens invadindo escolas e universidades, abrindo fogo, matando o maior número de pessoas e possíveis, e no final, os mesmos assassinos, se matam. Na maioria dos casos, os assassinos sempre tinham o "Mein Kampf" de Adolf Hitler na cabeceira de suas camas, além da maioria desses atos acontecer nos Estados Unidos. Na Europa, eram casos separados.


Na manhã do dia sete de abril, no país onde nada, e ao mesmo tempo, tudo acontece, ficou assustado. Wellington Oliveira, 23 anos, entrou na escola onde estudava, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Tasso da Silveira no bairro do Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dizendo que iria dar uma palestra. Essa palestra resultou em um ataque a crianças - em sua maioria, gurias - onde houve 13 vítimas fatais, e Oliveira, acabou se matando. Como manda o roteiro.


O país, sua Presidente, eu, minha esposa, minha mãe, todos ficaram perplexos pelo o que aconteceu. Nunca, em um ano, o caminho para a faculdade ficou tão triste. Anyway, cheguei na faculdade, noticiando - em primeira mão - a minha Professora (Cida Cavalcanti) e meus colegas sobre o que havia ocorrido. No Rio, aconteceu ás 8 da manhã. A aula começava, e eu, estava saíndo de casa.


Depois, não era pra falar. Wellington Oliveira, o assassino, ficava horas a fio em seu computador - que foi queimado antes do ataque - pesquisando sobre o Islã e planejando o triste evento, inclusive, a carta que deixou, foi impressa, apenas com a assinatura - por extenso - a mão. Ou seja, dá pra dizer, que em partes, foi um ataque terrorista? Pelo o que já conhecemos? Sim. Mas, foi mais um ataque de um doente mental que agora, para quem acredita, já está apodrecendo no inferno, sem sombra de dúvidas.


Como diria Fernando Haddad, Ministro da Educação: "a educação brasileira está de luto". Como estudante universitário e sobrinho de professores, eu afirmo: "já está faz tempo."

6.4.11

O passado nos ensina, mas lá deve ficar

Percebo pessoas tristes, arrependidas, e outras felizes e orgulhosas, ao se lembrar de seu passado. São posições muito distintas, e, mesmo quando a reação é semelhante, noto que o mesmo sentimento pode ser de intensidade variada.

Infâncias e juventudes mais ou menos abundantes, seja de amizades, namoros, carinho, amor, aproveitamento escolar, ou mesmo de bens materiais, fazem com que cada um, no futuro, sinta esse passado de modo diferente, e isso é normal, pois, como as impressões digitais, todos somos diferentes.

Não somos como produtos industrializados, fabricados em série, numa linha de montagem robotizada, controlada por computadores, onde os humanos participam somente do liga e desliga das máquinas e robôs, ou da colocação de peças específicas nas esteiras rolantes.
Fomos, cada um de nós, gerados em locais, momentos, situações, e por pais e mães diferentes, que nos educaram com maior ou menor rigidez. Crescemos cada um em uma casa, rua e cidade. Estudamos em escolas e tivemos professores e amigos diferentes. Durante o crescimento tivemos algumas doenças, caímos, nos machucamos, sofremos acidentes, tomamos determinados remédios, e, por afinidades, opções, praticamos esportes diferentes uns dos outros.

Assim como o ferreiro tradicional, aquele que molda uma ferramenta a ferro e fogo, de modo rústico, e que mesmo trabalhando no mesmo local, e com as mesmas marreta e bigorna, não consegue fabricar duas peças idênticas, apesar de produzi-las muito parecidas, essas diferenças na geração, criação, educação e crescimento, dos menores aos maiores detalhes, são a nossa moldagem pela vida, que nos tornam seres humanos inigualáveis.

Assim, todos nós tivemos passados com moldagens distintas, mesmo que parecidas, como no caso de irmãos, mas diferentes, e essa compreensão, esse entendimento, pode e deve nos ajudar na convivência com nossos semelhantes, próximos ou distantes, e com o nosso próprio passado.

Quando entendemos isso de modo claro e objetivo, passamos a entender e aceitar melhor as pessoas, e de nada adianta nos lastimarmos ou nos vangloriarmos de nosso passado, pois ele é imutável. O que podemos e devemos, é aprender com o passado, de modo a construir um futuro melhor, e, dentro do possível, com moldagens bem semelhantes entre os que se querem bem, e pretendem permanecer próximos.
Estar vivo já significa possuir um passado, e como alterar o nosso ou o de alguém é impossível, devemos ter maturidade para aceitá-lo, pois ele existiu, e alterar o possível, o futuro, para que mais adiante, não tenhamos os mesmos arrependimentos, e os mesmos desejos de mudar o imutável.

Deixando de lado o egoísmo e o individualismo natural do ser humano, devemos analisar o passado para com ele aprender, para com isso aceitar, perdoar, e tentar, cada um, construir um futuro com menos orgulhos ou arrependimentos individuais, e com mais resultados conjuntos.

Aprender com o passado e colocar uma pedra sobre ele, deixando-o para trás, e não permitindo que caminhe mais ao nosso lado, é certamente o melhor caminho para um futuro melhor, pois desejar que esse passado tivesse sido diferente, ou permitir que caminhe conosco, não é construtivo, mas perda de tempo e energia.

O envelhecimento

Sempre procurei entender o motivo pelo qual todos sofremos ao perceber que estamos envelhecendo, que já não somos tão ágeis, que esquecemos de coisas, fatos, ou que já não podemos fazer algo, se isso é inevitável, e que sabemos, desde o nascimento que assim seria.

Quando jovens, passamos por diversas fases, desde os descobrimentos diversos, como os sentimentos e prazeres, e logo já estamos querendo que a idade passe mais rápido, que cheguemos logo aos dezoito anos, para podermos tirar a carteira de habilitação, e termos acesso a novos lugares, como entrar no cinema em filmes censurados.

Em seguida os desejos já são outros, como acabar logo a faculdade, começar a trabalhar, ser independente financeiramente, sair da casa dos pais, e, com isso, pensamos que não iremos mais ter de dar satisfações a ninguém, principalmente àqueles que nos criaram.

Começam os planos de casamento, constituir a própria família, a casa própria e todos os outros comuns nessa fase da vida, quando vem o primeiro filho, e tudo começa a se transformar naquilo que é, literalmente, a vida real, sem sonhos vagos, e passa a ser a de projetos e sonhos mais precisos, de projeções, ambições e futuro.

Provavelmente, no aspecto material, essa é a fase mais produtiva de nossas vidas, pois buscamos incansavelmente a realização de muitas projeções, tanto para nossas vidas, como da de nossos filhos. São as buscas financeiras, de crescimento econômico, aquisições materiais, estabilidade, e, imagina-se, de garantias e segurança futuras.

Na fase da maturidade começamos a entender muitas das razões pelas quais nossos pais e mestres nos diziam algo, que deveríamos ou não realizar, e que, agora, nós é que dizemos a nossos filhos. Percebemos que muitos de nossos sonhos não se realizarão, ou porque eram fantasiosos, ou porque nós, por qualquer motivo, não conseguiremos realizá-lo.

Refazemos as nossas projeções, nossos objetivos, que agora são pautadas em bases mais sólidas, e de maior possibilidade de realização dentro de nossa atual realidade, seja física, econômica ou intelectual. Passamos a aceitar que muitas coisas antes desejadas não se realizarão, mas imaginamos que outras ainda são possíveis de serem alcançadas e traçamos estratégias com esse objetivo.

Penso ser após essa fase, quando se começa realmente a envelhecer, notar limitações físicas e mentais, que o ser humano inicia seu sofrimento pela aproximação do final, que já era esperado, conhecido de longa data, mas de difícil aceitação. Quando, matematicamente notamos que já há bem menos anos a viver do que os já vividos.

Começa a fase do sofrimento pelo inevitável que se aproxima, mas esse sofrimento ocorre não pelo simples final, mas pelo conhecimento, a experiência que alcançamos, e que, com eles, provavelmente teríamos alterado várias decisões e escolhas passadas, e com isso, certamente alcançaríamos com mais facilidade vários objetivos, mas que não há mais tempo para mudanças de rotas, está feito.

Como nunca chegaremos a experimentar certos sonhos e aventuras imaginadas ontem, precisamos viver intensamente o hoje, pois a lembrança do hoje nos aliviará a dor, do que será impossível viver amanhã.

(Fonte: João Bosco Leal)

As escolhas e o futuro de cada um

Um texto, que na internet é atribuído como de autoria de Pedro Bial , diz “Nós somos a soma de nossas decisões”, e “Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar ‘minha vida’.

Sem me interessar pela capacidade filosófica ou não do autor, confesso que poucas vezes vi tanta realidade resumida em um texto tão curto. O texto discorre sobre diversos escolhas de nossas vidas, como ser ou não casado, solteiro, pai, as mudanças ocorridas em nossas vidas, e que a estrada é longa e o tempo curto.

Li, também na internet, muitas discussões e debates sobre o texto, como o de Mariana Camargo, que em seu blog  Je vais te dire un secret… , diz sobre o texto: “Acho que de certa maneira aprendi o preço da ansiedade em minhas escolhas e atitudes. Por isso enquanto o passado e o futuro medem forças, eu vivo o presente… mas ciente de que ao fazer uma escolha, estou descartando outra! Todas as opções são válidas, desde que eu esteja disposta a pagar um preço por elas. Claro que como uma boa pisciana, decido muitas coisas intuitivamente. Assumo as consequências e se tiver que voltar atrás, faço de cabeça”

Interessante que em todos os debates, críticas e opiniões que li sobre o texto, ninguém discorda de seu eixo principal, de que ninguém, além de você mesmo, é responsável por sua vida passada, atual e futura. Isso é muito forte, porque contraria totalmente aqueles que sempre procuram culpados por seu erros e fracassos.
Em uma conversa dia desses falava exatamente sobre pessoas que não conseguem enfrentar os resultados provocados por suas ações, decisões. Estão sempre buscando alguém em que possa colocar a culpa de seu erro, muita vezes totalmente previsível, que seria facilmente evitado se tivesse tido a humildade de simplesmente perguntar a alguém o que achava, antes de agir.

Milhares de pessoas já passaram na vida por experiências semelhantes, ou até idênticas, ao que estaríamos pretendendo fazer, e nos dariam, com o maior prazer, e sem custo algum, informações sobre o que, como e quando fizeram algo, e o resultado obtido, seja em qual área for.

Mas a arrogância de muitas pessoas as impede de perguntar algo que, para outros, talvez fosse um assunto corriqueiro, pelo qual já passou, e provavelmente poderiam ajudar, orientar. São aqueles que normalmente pensam sabem de tudo, sobre tudo e, mesmo sem as experiências vividas pelos outros, sem haver aprendido, estão sempre querendo ensinar.

Pessoas assim erram bastante e sofrem muito, além de fazer sofrer os seus, mas dificilmente aprendem, pois sempre procuram colocar a culpa de seus erros e fracassos em outro e, assim, não se enxergam como culpados por nada, são sempre vítimas de um erro, de uma incapacidade alheia, que o prejudicou e, pior, quase sempre também entendem que isso foi proposital.

E existem, aos milhares, os pais que sempre estão prontos para acudir, resolver, ou buscar soluções para os problemas criados e as consequências agora enfrentadas por seus filhinhos piorando a situação, atrapalhando, ao invés de ajudar, o crescimento, o amadurecimento do filho que, com os pais sempre socorrendo, continuarão sendo irresponsáveis em suas escolhas.

Existem muitos ditados, citações e exemplos de que é caindo que se aprende a levantar, mas na imensa maioria dessas vezes, a queda poderia ter sido evitada, com informações obtidas de quem já passou por aquela estrada, e sabe exatamente onde existe um buraco, um atoleiro, e qual desvio tomar.

(Fonte: João Bosco Leal)

Special Report - Brazil's Olympic push isn't winning any medals

By Brian Winter

(Reuters) - It's 8 p.m. at São Paulo's sublimely overcrowded international airport and Marvin Curie, seeing all the chairs around him taken, decides to join dozens of other business travellers and sit on the floor.
Until, that is, a coffee-coloured mystery liquid starts to seep out of a nearby men's room.

"Oh, Jesus!" Curie exclaims, scrambling to his feet. He checks the seat of his suit pants for stains -- nothing.
"I hate this place," sighs the U.S. pharmaceutical executive, gesturing at the peeling paint, the flickering fluorescent lights and, above all, the crowds. "You'd think that a country like Brazil would have fixed this by now."

Indeed, scenes like this are supposed to become a thing of the past here. Brazil plans more than $1 trillion (625.8 billion pounds) in construction projects this decade to bring its woeful airports, roads and other infrastructure up to date -- an ambitious building boom that will prepare the country to host the 2014 World Cup and 2016 Olympics, provide a bonanza of opportunities for foreign investors, and secure Brazil's place among the world's most dynamic emerging economies.

That's the dream, anyway.

In reality, expectations are coming unravelled -- fast. Brazil's grand infrastructure plans now seem likely to fall well short of President Dilma Rousseff's ambitions, according to a Reuters investigation of major building projects and interviews with nearly two dozen senior political leaders, investors, government watchdog groups and others.

Even Rousseff's top aides are starting to voice doubts.

"We need to begin to control people's expectations," said Sports Minister Orlando Silva, who is overseeing preparations for the World Cup and Olympics. "The idea that we were going to make up for 30 years without investment in infrastructure in just four years was probably never realistic."

Numerous high-profile projects are falling victim to a long list of problems including endemic corruption, red tape, insufficient funds and -- above all -- a glaring lack of leadership and know-how.

By some independent estimates, fewer than half of the major projects planned nationwide will be done on time.

Unless Rousseff and other officials act quickly to overcome the obstacles, investors may need to rethink some of their rosier long-term economic forecasts for Brazil. The delays also raise questions about whether expectations are too high for emerging market democracies generally, including India, South Africa and others, as they try to keep pace with demand from their booming middle classes but lack China's ability to implement rapid, authoritarian solutions.

So many big projects are currently behind schedule that Pele, the Brazilian soccer legend, warned in February that Brazil risks "embarrassing itself" during the World Cup.

The stadium that would host the tournament's opening match in São Paulo hasn't even had its groundbreaking yet, resulting in a public spat with FIFA, the world soccer body. But that's merely the most visible problem. Pele and others say that road and air traffic, communications grids and other systems could simply collapse under the weight of extra demand during the Cup unless progress is made at a pace that Brazil has, so far, not shown it's capable of.

Silva hears the warnings, and he's concerned. The lone cabinet member from Brazil's Communist Party has found himself in the unlikely position of being one of the nation's biggest cheerleaders for private investment, barnstorming the country and meeting with governors and mayors in a furious last-minute effort to untangle the legal and regulatory issues -- and, often, the mental blocks -- that are preventing progress.

It's not going all that well.

"People are finally starting to realise that we're running out of time ... that we need to do more, faster," Silva said. "But resources are scarce. And the work is difficult."

As if to illustrate his point, during an interview in a São Paulo restaurant, Silva spotted a senator from the northeastern state of Ceara whom he had seen the day before at a particularly contentious meeting for World Cup preparations.

"So," said Senator Inácio Arruda, smiling mischievously, "are we going to be have a Cup or not?"

"Are you worried?" Silva asked.

"You're making us worry."

"Everything will work out," Silva replied, clasping him on the back. "But we're going to need help."
Silva may yet be proven right. But the real dilemma for Brazil boils down to this: If it's so hard to get a new stadium or airport built before the World Cup when the whole world is watching, then what will happen to the projects that really matter? That is, what about the ports, refineries and railways that are crucial to Brazil resolving the bottlenecks that stand between it and developed-nation status in the next decade?

"People aren't discussing it publicly, maybe because Brazilians prefer to be optimistic ... (but) the truth is that we are seeing an important change in expectations," said André Glogowsky, president of Hochtief Brazil, one of the country's largest construction firms, which has built hydroelectric dams and other major infrastructure projects here.

"There are just so many barriers."

STUCK AT LATIN AMERICA'S WORST AIRPORT

No case encapsulates those barriers better than the jam-packed, hard-to-reach, 1980s-era time warp that is São Paulo's international airport -- popularly known as Guarulhos.

Congestion inside and outside Guarulhos is so bad that visitors to Brazil's business capital are advised to leave for the airport at least five hours before their flight departs. Those who successfully navigate the 15-mile (25 km) trip, which is only possible by car, are greeted by chaotic, shifting lines that snake through the main terminal; signs in the bathrooms warning of petty thieves; and, of course, the occasional pool of sludge leaking out of the pipes.

Guarulhos was ranked "hands down" the worst among 26 major airports in Latin America in a survey of business travellers published in February by Latin Trade magazine.

The overcrowding is, like so many bottlenecks in Brazil, partly a product of its stunning economic growth. Passenger traffic nationally has doubled in the last seven years, and grew 21 percent in 2010, as millions of Brazilians joined the middle class and flew for the first time.

Yet there are other, more sordid explanations as well.

The government agency that operates Brazil's airports, Infraero, has long been one of the country's most dysfunctional organizations. As many as a third of Infraero's engineers are currently suspended from their normal jobs because of suspected corruption or other irregularities, three sources with direct knowledge of the agency told Reuters.

The sources spoke on condition of anonymity because of the sensitivity of the issue. In an e-mailed statement, Infraero denied the allegations.

Those engineers are critical to any airport expansion, which helps explain why Infraero no longer plans to finish a major new terminal at Guarulhos by mid-2014 -- which would have been soon enough to handle visitors for the World Cup.

Meanwhile, Infraero is barely upgrading its existing facilities. Of the roughly $3.3 billion budgeted for improvements at airports at the 12 cities that will host Cup events, only 2 percent has been spent to date, according to Contas Abertas, an independent group that monitors government accounts.

A major reason why: Employees in Infraero's rank and file often refuse to sign procurement contracts because so many of their colleagues have been prosecuted in graft investigations, said Alex Fabiano, head of Infraero's employee association.

"We've all seen families and entire careers ruined by just the suspicion of corruption," Fabiano said. "Some projects don't proceed because nobody wants to put their name on them."

Infraero, which is part of the defence ministry, was long treated as a repository for politicians to appoint their friends, supporters and relatives. Fabiano estimates that until a recent clean-up drive, about 1,000 of the company's roughly 13,000 employees were political appointees, most of them with little to no technical knowledge of how airports work.

The hope at Infraero, and throughout Brazil, was that the World Cup and Olympics would provide an iron-clad excuse for the country to get its act together -- not just for the sake of the sporting events, but for the long-term good of a country where traffic jams, blackouts, and miles-long lines of trucks at overburdened ports during harvest are all too common.

However, shortly after Rousseff took office on January 1, officials said that airports will likely have to rely on temporary, warehouse-like "modules" to house passengers for the World Cup -- not just at Guarulhos, but in other cities also.

"We hoped the Cup would lead to a more profound expansion," Fabiano said. "It's a shame what corruption has done."

Yet corruption alone cannot explain the woes at Infraero, or at other Brazilian projects, for that matter. After all, the biggest open secret of the global infrastructure business is that streets from Chicago to Beijing have been successfully and efficiently paved over the years by greasing the palms of officials who, in turn, help speed up construction.

People who know the Brazilian state apparatus from the inside out say the problems go much deeper.
"The real problem with Infraero is that it's a prisoner of this mess ... this paralysis you see in the public sector," said Sergio Gaudenzi, a former congressman who ran Infraero from 2007 to 2008. "More than corruption, it's the slowness, the lack of funds, the restrictions."

"This isn't a problem with only Infraero. It's a problem you see everywhere in Brazil."

WAITING FOR GODOT... AND SÃO PAULO'S LINE 4

If anybody deserves a medal for dealing with the Brazilian public sector's problems -- and bearing them with nearly superhuman patience -- it's probably Luis Valenca.

Valenca runs ViaQuatro, a privately held consortium that operates Line 4, São Paulo's newest subway line. Under the arrangement, one of Brazil's first public-private partnerships or PPPs, the São Paulo state government will build the line's tunnels and stations and ViaQuatro will then operate the concession for 30 years.

On rails outside the company's offices, several gleaming, new, top-of-the-line Korean trains sit, ready to go. The subway will be one of the world's most modern and comfortable -- as soon as the state government finishes construction.

The delay: 42 years and counting.

"We didn't expect so many adjustments in the timeline," Valenca says, with practiced understatement and a wry smile.

The plans for Line 4 have been on the books since 1969, when São Paulo's city government first laid out a blueprint for a subway expansion to alleviate traffic in what is now a metropolis of about 20 million people. Yet the system has barely expanded since the late 1970s, and the Line 4 has suffered so many fatal accidents, lawsuits and other problems along the way that tabloids say it is "cursed."

The story of what went wrong begins with a number: 1,825,059,944,843. That was, almost incomprehensibly, the accumulated percentage of inflation in Brazil between 1968 and 1993 -- a period that saw the federal government, straining under the weight of inefficient state-run companies, go functionally bankrupt and print money to cover its debts.

The government finally began to get its accounts in order in 1994 by introducing a new currency and privatizing companies, reforms that set the stage for Brazil's current economic boom. A new feasibility study for Line 4 was completed around the same time. Yet public funds remained extremely tight, and another decade would pass until São Paulo's state government could muster the financing to begin construction.
"That's more than 30 lost years, not just for this project but virtually every large project in Brazil," said Jurandir Fernandes, the transportation secretary for São Paulo state, who is responsible for the construction of Line 4. "We're still suffering the consequences."

In fact, one of the biggest problems facing Brazil sounds almost too simple to be true: There just aren't enough people with experience executing major projects.

Silva, the sports minister, said that at the first meeting he chaired to discuss proposals for transportation projects related to the World Cup, including Line 4, some governors and mayors showed up with nothing but text documents saying little more than "Build Metrô from airport to downtown."

Jose Baião, the president of the engineers' association for the São Paulo Metrô, said "an entire generation" of his colleagues had all the proper training for their jobs but lacked practical experience because so little subway construction took place in the city.

"We tried to go from zero projects to a hundred projects, and that's impossible," Baião said. "Human capital doesn't work like that ... especially in technical fields like this."

An unfortunate example: On January 12, 2007, a portion of the Line 4 tunnel that was under construction collapsed, opening up a massive crater in one of the city's most densely populated areas.
The accident killed seven people. Local media investigations at the time attributed the collapse to errors by engineers running the project. A wave of lawsuits followed.

It wasn't the first legal problem for the line. Brazil's byzantine regulatory and legal system is, essentially, the other major factor in delays at Line 4. Based on Napoleonic code, and thus highly reliant on decisions by individual judges, the system "makes it tremendously easy for parties with complaints to halt construction over and over again," says André Janszky, a lawyer who advises companies in the infrastructure sector.
"The way (judges) give out injunctions here is unlike anything you'll see in most places, certainly in the Anglo-Saxon world," says Janszky, who has also practiced law in the United States. "It's a big reason why companies think two or three times before participating in projects here."

Fernandes, the São Paulo transportation secretary, says Line 4 has suffered almost too many lawsuits to count -- by residents who fought eviction, by environmental groups, and by public-sector unions who he says opposed the participation of private capital "and took any opportunity to make this whole project look like a failure."

Partial service between two stations finally debuted in May 2010, allowing São Paulo's then-governor, who was running for president, to say he had opened the line. Yet, nine months later, no new stations have opened and service remains restricted from 8 a.m. to 3 p.m. until engineers finish conducting "tests," Fernandes said.

The current estimated date for Line 4's completion?

"2014," Fernandes replied.

Guaranteed?

"I'm confident," he said. "But you have to remember that this is Brazil."

TONING DOWN THE BRAZIL EUPHORIA

It's talk like that that has Paulo Resende, one of the country's top independent infrastructure experts, touring the world and pleading with investors to stop treating Brazil like an inevitable success story.

He says the government's current projections are "totally unrealistic" and estimates that fewer than half of the planned works will be completed on time.

The message is a tough one to deliver at a time when so much of the world is betting on emerging markets to be the main engine for growth. "People want very much to believe in Brazil ... but we're going to struggle with these big projects, at least in the short term," said Resende, coordinator for the Centre of Infrastructure and Logistics at Fundação Dom Cabral, a Brazilian business school.

Reeve Wolford, chairman of the infrastructure working group at the Brazil-U.S. Business Council in Washington, agrees and says he is now advising American companies to seek opportunities in "areas where Brazil simply can't fail," such as security systems for the World Cup.

Within the presidential palace in Brasilia, Rousseff's aides acknowledge some problems but say they are confident their flagship infrastructure program, known as PAC for its initials in Portuguese, will be a success.
A lifelong government technocrat, Rousseff personally oversaw the infrastructure program for several years. She campaigned in 2010 as "the mother of the PAC," hailing new bridges, highways and refineries as the path to achieving her dream of ending extreme poverty in Brazil.

"The president is personally committed to this issue," said Mauricio Muniz, the Planning Ministry official who inherited oversight of the PAC. "We are fortunate to have someone in her job who understands perfectly what needs to be done."

Muniz pointed out that the first phase of the PAC, which ran from 2007 to 2010, coincided with the worst global financial crisis in 70 years -- a period that saw private long-term financing, already tenuous in Brazil, practically disappear.

Yet, thanks in large part to a boom in funding from the BNDES state development bank, official data shows that a robust 82 percent of the PAC's planned projects were completed. "That's not perfect, but I think it's acceptable," Muniz said. He expects a similar success rate in the next four years.

Mention that data to the PAC's critics, though, and they tend to go wild.

"Those numbers are not true," said Gil Castello Branco of Contas Abertas, the watchdog group. He and Resende say the official "success rate" is misleading because it includes money that Brazilians spent on mortgages -- on new and old houses alike, and even on renovations.

Contas Abertas' own calculations, which removed mortgages and other expenditures it deemed improperly classified as infrastructure investment, put the number of PAC projects that were concluded by the end of 2010 at a much lower 52 percent. Resende cites a similar number.

"We have no evidence to suggest the government can execute above that level," Castello Branco says.
Rousseff's actions suggest that she sees the need for changes -- to an extent. Her most dramatic move to date was her announcement in March that, for the first time, Brazil would adopt a concession model to allow the private sector to operate terminals or perhaps entire airports.

The declaration was welcomed by investors who saw it as proof that Rousseff will be more open to private capital on big projects than her predecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Yet Line 4's saga shows that private-sector participation does little, by itself, to cut through other barriers to progress in Brazil. Just ask Luis Valenca, who four years after winning the concession for Line 4, is barely making enough revenue to pay for electricity costs.

"If you're going to invest in this sector, you need to have funding," he says with a laugh. "Come with money."
Even some of Rousseff's allies are starting to clamour for wholesale changes. Sérgio Cabral, the governor of Rio de Janeiro state, says the government could easily speed up the pace of works by getting rid of "this absurd centralization we have in Brazil" -- that is, by giving more responsibility for ports and other projects to state and city governments.

Yet the outlook for truly game-changing reforms looks bleak -- in part, paradoxically, because of Brazil's recent success. Rousseff campaigned on a message of continuity of Lula's policies, and she has shown no interest in a fiscal reform, for example, that could open up more money for public investment. Meanwhile, leaders in Congress have ruled out sweeping changes to labour, environmental or procurement laws, essentially arguing that the country seems to be doing just fine as it is.

Many are appalled by what they see as a lack of leadership. "I've heard it said that the best thing that could happen to Brazil would be a fiasco at the World Cup," Castello Branco said. "Maybe that kind of an embarrassment would help convince people that we need big changes."

THE WORLD IS WATCHING

Unfortunately for Brazil, there's a decent chance that Castello Branco will get his wish.

FIFA President Sepp Blatter issued an unusual public rebuke of Brazilian officials in March, saying that the site of the World Cup's opening match was in doubt because stadiums in both São Paulo and Rio de Janeiro might not be ready in time.

The latest complication: two underground oil pipes under the planned stadium site in São Paulo, which will likely put construction on hold until they can be redirected.

One by one, other projects associated with the sporting events are falling apart. Two other Metrô lines that were due to be opened in time for the Cup in São Paulo were postponed. A $20 billion bullet train between Rio and São Paulo is unlikely to be ready by the Olympics, as previously planned, after the bidding for the project was postponed in December. And plans for the Holy Grail of travellers to São Paulo -- a train line linking Guarulhos with the city -- were shelved in December because potential investors had no confidence in the airport's expansion plans, the governor at the time said.

It is true that major infrastructure projects in other countries -- particularly those related to the Olympics -- are often accompanied by a lot of hand-wringing over whether projects will get done on time, and that things usually tend to sort themselves out. Indeed, most Brazilians assume that their government will somehow find a way to make a frantic last-minute push and get the most critical projects done.

What makes this case different though is that, unlike Athens' Summer Olympics in 2004, for example, Brazil is trying to pull off two major sporting events back-to-back while simultaneously attempting a quantum leap to developed-nation status. Beijing pulled it off in 2008; but China is China, and Brazil is facing new, different challenges.

Take labour. With unemployment at all-time lows, the head of São Paulo's biggest civil construction unions says that 80 percent of building sites in the city are currently suffering delays because there aren't enough workers to go around.

"I don't know where they're going to get the people to build the stadium and do all these other projects," said the union leader, Antônio Ramalho. He says some companies are already cutting corners by using unqualified workers, and that complaints over shoddy building have soared in recent months.

Indeed, Brazil gives every impression of a country that simply can't expand any faster than it already is. Robust economic growth in 2010 pushed inflation to a six-year high of nearly 6 percent, which in turn forced Rousseff to announce sweeping budget cuts -- including to some PAC programs -- to cool the economy.
If it's not panic time yet, it's getting there.

"I'm hearing what I'd call a positive anxiety," said Cabral, the Rio governor. "We have work to do."
Others, though, are coming around to the idea that Brazil may simply have to settle for a slower pace.
For Fernandes, the Sao Paulo transportation chief, the realization came on a trip last year to China, of all places.

"I was walking around, and officials were showing me entire blocks of buildings they had just knocked down. At first I was impressed." He started to laugh. "I can't tell you how many times I've dreamed of doing just that."


"We no need World Cup. We no need Bullet Train. We need Independence! Come On, São Paulo, You're My Nation!"

Will God be Brazilian in 2014?

SOCCER-LATAM/
"God is Brazilian” is a favourite phrase for Brazilians when fortune smiles on their country.

Former president Luiz Inacio Lula da Silva famously uttered it after massive new oil reserves were discovered off the coast in 2007.

Often, it is used with a dose of irony after something turns out right even when circumstances suggested it would or should not — such as a game where Brazil find themselves on the back foot for 89 minutes and then sneak a late winner.

The phrase would also fit perfectly if, having dallied and left preparations to the last possible moment, Brazil pulled off a successful and seamless World Cup in 2014.

FIFA president Sepp Blatter highlighted concerns when he said: “It’s tomorrow, the Brazilians think its just the day after tomorrow.”

He added that Brazil were further behind than predecessors South Africa had been three years before the 2010 tournament.

His comments clearly tweaked Brazilian nerves and drew an angry response from Ricardo Teixeira, who is both head of the Brazilian organising committee and the Brazilian Football Confederation (CBF).
Some media reports said Teixeira was so angry that he has decided to vote for Blatter’s rival Mohamed Bin Hammam in the FIFA presidential election in June.

Others speculated that Teixeira wanted Blatter to rebuke Brazil to goad the country’s politicians into speeding up work on roads, transport links and airports, all of which are moving painfully slowly.
Sports minister Orlando Silva, who crucially does not control the purse strings, said earlier this week: “Seventy percent of the projects must be started this year or we run the risk of not finishing them in time.”

As a Reuters special report said recently, the stadium that is ear-marked to host the tournament’s opening match in Sao Paulo has not even been started yet, the latest setback being two oil pipes which pass under the site and must first be diverted.

Many fear that road and air traffic, communications grids and other systems could simply collapse under the weight of extra demand during the Cup unless progress is made at a pace that Brazil has, so far, not shown it is capable of.

Anyone who has travelled on a puddle-hopping domestic flight will know that the country’s air system lags way behind that of South Africa. And Sao Paulo to Recife by bus: you’re looking at 48 bone-grinding hours.
Brazil was elected unopposed in 2007 under the rotational system — subsequently abandoned — which sent the 2010 World Cup to Africa and 2014 version to South America.

But Brazil has had even longer to prepare than that.

Back in 2003, the other nine South American federations agreed to support Brazil as their only candidate making it clear that the country would host the event. As Teixeira said at the time: “If South America has been put forward as the only continent, it’s all done.”

He also said the head start would be used to Brazil’s advantage. “Brazil is up to the task even if there are 36 teams. We have excellent stadia and airports.

“Normally, countries are only awarded the World Cup six years in advance and this gives us a big advantage.”

An advantage, it appears, which may have been squandered.


"Não, essa Copa não vai sair. Estamos na torcida!"

An Orthodox Jew Leads Toledo to a Women's National Basketball Title

From the Hardwood to Halacha (By Elana Sztokman)



Naama Shafir, a junior guard, poured in a career-high 40 points to lead the University of Toledo to victory in the Women’s National Invitation Tournament championship. She was crowned the basketball tournament’s MVP. And then she walked about two miles home.

Shafir, an Orthodox Jew from Israel, did not want to break the Sabbath.

The University of Toledo’s 76–68 triumph over the University of Southern California on April 2 marked a historic moment for Toledo — its first postseason championship in school history. The win also marked the climax of a historic season for Shafir, the first female Orthodox Jew to earn an NCAA scholarship and to play American women’s Division I basketball.

Nothing But Net: Naama Shafir led her team with 40 points to win the Women’s NIT crown.
Courtesy of University of Toledo
Nothing But Net: Naama Shafir led her team with 40 points to win the Women’s NIT crown.
Indeed, Shafir is arguably the only Orthodox woman athlete prominent in the public eye right now. But to get to this point, she had to overcome unique barriers of language, religion and gender.

“The game was one of the most incredible moments of my life,” Shafir told the Forward. “There were over 7,000 people there, and during those seconds when the game was over and the whole crowd ran to the court, I experienced an unbelievable high.”

The 21-year-old star is the fourth of nine children born to a family in the town of Hoshaya in Emek Israel in the Galilee. Like Shafir, almost all of Hoshaya’s residents are traditionally observant. Shafir began playing basketball in the Emek Israel girls’ basketball league when she was in fourth grade, and her talent became readily apparent. Outside the league, she often played with the boys where, her father recalled, she also excelled.

“Naama was always a very special girl, and she has grown into a wonderful young woman,” gushed her coach from Emek Israel, Liran Barel. “She is a natural leader, and she is very creative in her game, very courageous and very humble.”

The Emek Israel league, a mixed club of religious Jews, secular Jews and Arabs from around the Galilee, is considered one of the best in Israel. The league’s makeup has imbued it with a commitment to pluralism and accommodation that respectfully nurtured Shafir’s talents. Out of consideration for its observant members, the league refrains from practice on the Sabbath.

“To coach someone with this kind of talent and ambition is a gift that most coaches don’t get in their lives,” Barel said. “It’s a privilege.”
It was late on a Saturday night in Israel when the Toledo Rockets faced off against USC in the championship game. In Hoshaya, the Shafir house was packed with people, and after the game, celebrations continued long into the night. The family had to wait until 4:30 a.m., when the Sabbath was over in Toledo, to call Shafir and congratulate her personally.

In Toledo, the entire basketball program adapted its practices to accommodate Shafir’s religious needs. There are no practices on the Sabbath, and whenever there is an away game, the team travels together on a Friday, before sundown. To mitigate religious concern regarding modesty, Shafir also wears a T-shirt under her sleeveless jersey. The team stocks a storage freezer in a nearby eatery with kosher meals. The Rockets are also planning a trip to Israel this year.

“The college has been incredibly supportive,” said Itzik Shafir, Naama’s father, who visited different colleges with his daughter before she settled on Toledo. She had been offered several scholarships, but he wanted to ensure that the one she chose would respect her lifestyle.

Shafir, who is 5-foot-7 and led the Rockets with an average 15.3 points and 5 assists per game this season, is not the first Orthodox Jew to play American basketball. Tamir Goodman, an Orthodox Jew from Baltimore once ranked among the top 25 U.S. high school players, and he received public attention for refusing to play on the Sabbath. But he has since moved to Israel and retired from basketball.

More than Orthodox men, women face additional challenges, such as religious demands to wear loose clothing that covers knees and elbows, and in some circles, an expectation not to play in front of men, as Rabbi Shlomo Aviner, a prominent Orthodox Zionist religious leader, has ruled.

Shafir received rabbinic approval to pursue her dream from Chaim Burgansky, rabbi of Hoshaya. “The halachic rationale is based on the fact that although the Halacha says that it’s forbidden to jump and run on Shabbat, someone who derives pleasure from it can do it. But exercise is forbidden,” he told the Forward in an e-mail. “Practice is in the category of ‘exercise’ and therefore forbidden, but the game itself is fun for the player. Who wants to sit on the bench?”

This would not be possible in Israel, Burgansky hastened to explain, since holding a mass-spectator sport there on the Sabbath would involve Jews in desecrating the holy day. “But outside of Israel, it’s non-Jews, so it’s not a problem,” he said.

Burgansky stressed that his ruling was a personal one for Shafir, addressing the specific situation confronting her. “I would under no circumstance give permission to hold a basketball tournament on Shabbat from the outset,” he said.

Few Orthodox women have made such strides in sports. According to the Jewish Women’s Archive, although Jewish women and girls have participated in sports throughout American history — in fact, Senda Berenson was known as the “Mother of Women’s Basketball” in the 1890s — there is little if any history of Orthodox women with advanced athletic careers.

“Religious girls are not exactly encouraged in sports,” said Shira Amsel, founder of a basketball league in Israel for observant Orthodox women and girls. “Sports are not considered ‘feminine’ or ‘religious.’ We’re taught to be quiet and modest and to get married, which is nice, but it’s also important for girls to have a positive body image.” Shafir is a “great role model for girls in general, and especially religious girls,” Amsel said.

Shafir’s athletic achievements in America stem from a decision she made at 18 that required considerable courage: to leave her small community, where everyone knows her and follows her career closely, for Toledo, where she knew no one. At a time when many of her classmates were entering the Israeli army or going to Sherut Leumi, the voluntary national service, Shafir headed for a town in the American heartland with only a small Jewish community and few who are traditionally observant.

“Coming here was the most important decision of my life,” Shafir said.

“She barely knew English,” her father recalled. “The first few weeks there were very difficult. It took her months before she was able to sit in class and understand a lecture.”

Three years later, her English is excellent, her studies are going well and she is majoring in business. And in the process she has taught people a bit about Israel.

“She is Israel’s best ambassador,” her father said.

Like the University of Toledo, Israel has adapted its practices for Shafir. After she left for America, Science and Technology Minister Daniel Hershkowitz expanded the regulation that said women could serve in Sherut Leumi only until the age of 20, allowing them to serve until age 24. This was done explicitly to accommodate Shafir, who felt that she could not pass up the opportunity Toledo offered her but wanted to return after college to serve.

After Sherut Leumi, though, Shafir doesn’t know what she will do. “Anything is possible,” she said.
Meanwhile, her advice for athletic Orthodox girls is this: “If you have a dream, it’s not a question of ‘either-or.’ You can do both. You can be religious and fulfill your dreams.”


(Fonte: Forward.com)
"Guardar o Shabat tem lá suas vantagens, rs!"

8.3.11

Quando Irá Acabar?

No momento em que esse texto foi escrito, a capital do estado natal do meu avô, Otávio Virgílio Z''L, estava vivendo seus piores dias, aparentemente.

Durante a leitura da Torá, porção (Parashá) Vayeshev, 20 de Kislev de 5771 (27 de Novembro de 2010), o professor de Cabala de origem israelense Yonatan Shani disse que "a coisa ruim que estava acontecendo no Rio de Janeiro foi, de fato, uma coisa boa". Como? "Podemos perceber o que nós temos que fazer: aumentar o nível de meditação para a paz", completou. Também, na sintonia diária do dia 24 de Novembro (17 de Kislev), o Rabino Yehuda Berg escreveu, que ao pararmos nosso ego, enxergamos obstáculos como oportunidades.

Talvez seja a solução para os cariocas agora, observar essa "guerra civil" como uma oportunidade. De real mudança. Mudança essa que preciso na minha vida também. É difícil deassociar Rio de Janeiro com tráfico de drogas e/ou violência, e também é difícil desassociar David Start-Cohen com irresponsabilidade.

Questiono-me ás vezes como um garoto, que pela sua idade já consegue ser conservador e é visto como "avançado", pode, em português claro, vacilar tanto? Não percebo as coisas boas em minhas mãos e por causa de atitudes egoístas, acabo prejudicando outras pessoas que outrora tinham admiração e confiança em mim. Como diria um cartaz dos Alcoolicos Anônimos, "chega uma hora que chega". Posso não só perder essas pessoas, como posso perder a vida, observando que não tenho mais namorada, família, amigos, para onde ir.

Desde janeiro de 2009, quando estava estudando Cabala em seu primeiro nível, travo uma guerra constante contra o "oponente". Observei-me vencedor em muitas batalhas. A guerra não acabou e nem irá acabar tão cedo. Só vou vencer se estiver feliz, com a minha família formada, filhos e mulher - meu real desejo. Se eu perder, não vai mais adiantar olhar para meus sobrinhos e ver o futuro - estarei morto. Não seria justo com D-us partir repentinamente depois de me dar tanta coisa boa, como vida, família e namorada.

Sabemos que o Criador não abandona suas criaturas. Nunca encostou minha Camilla, nunca me encostou. Não foi á toa que uniu os dois no dia 28 de Julho de 2010 (18 de Av de 5770), e tenho certeza que é o resto dos anos. O medo acabou. E a irresponsabilidade? Ficará até quando eu perder tudo?

Ian Curtis contribuiu para o título desse texto. Retirei do refrão da canção "Day Of The Lords", da banda britânica Joy Division, do álbum "Unknown Pleasures" de 1979, onde ele pergunta "quando irá acabar?", se referindo ao clima de dor e sofrimento retratado no resto da letra. É uma pergunta que me faço todos os dias. Quando vou ser sério? Quando vou agir mais e pensar menos? Quando vou tomar coragem? Vou ter essas respostas o mais rápido possível. Não somente para viver ao lado de quem mais amo, mas sim para não acabar como meu ídolo citado anteriormente, que disse que não iria passar dos 25 anos. Enforcou-se aos 23.

Estou com 19 anos, há três meses de completar 20. Tenho esperança que vou ter as respostas que preciso a tempo. "O verdadeiro milagre começa pela gente", também disse Yonatan Shani. Para acreditar em milagre, é preciso acreditar mais em mim. A hora é agora.

Ninguém é uma Ilha

Falamos sobre a importância de obter ajuda na nossa jornada. Uma das reações àquela Sintonia me fez lembrar de uma história:

Há centenas de anos atrás, vivia um kabalista sábio e solitário. Ele não possuía um mentor, mestre ou parceiro. Ele sabia que não podia se transformar sem a contribuição de outra pessoa, de forma que sempre pedia ao condutor da sua charrete que lhe dissesse o que estava fazendo de errado.

Se ele não podia se transformar sozinho, muito menos nós.

Pense nisso: o que constitui um desafio maior para você – lidar consigo próprio ou lidar com os outros? As pessoas nos testam e “pisam nos nossos calos”. Através delas, enxergarmos nossos problemas. Quem o desafiaria se você vivesse em uma ilha deserta? Você não pode compartilhar esse caminho com um coco. Você precisa de alguém com quem interagir.

Compartilhar nossa jornada tem muitos outros benefícios: orações, orientações, novas perspectivas. Pesquisas médicas revelam que as pessoas se curam mais rapidamente quando têm alguém, mesmo que seja um estranho, orando pela sua recuperação. Não é preciso dizer mais nada.

Meu pai precisou da minha mãe para seguir o seu caminho, e não é por acaso que tiveram dois filhos – eu preciso do meu irmão e ele precisa de mim. Ocorre o mesmo com todos nós: todos precisamos de alguém para nos ajudar a nos transformar.

Assim, lembre-se que esse caminho não foi feito para ser percorrido sozinho. Conscientize-se sobre as pessoas que você está afetando, e como as está afetando. Se descobrir que não tem ninguém em sua vida com quem você possa compartilhar sua jornada, ligue e peça para falar com um dos nossos professores no 0800 772 3272.

Esta é uma excelente hora para incluir um parceiro espiritual na sua vida.

Tudo de bom,
Yehuda

Conquistando a Liberdade

Se não estamos andando para frente, na verdade isso quer dizer que estamos andando para trás. 

Se não pudermos olhar para quem éramos há seis meses ou três anos atrás e sentir que hoje somos pessoas diferentes, alguma coisa está errada. Não estamos nos transformando. Na vida, ou evoluímos ou permanecemos aprisionados.

Alguns de nós conhecem pessoas que sentem como se estivessem cumprindo uma pena em seus trabalhos, na vida familiar, nos relacionamentos, e até mesmo com relação a seus corpos. Talvez você as tenha conhecido há muito tempo atrás, quando ainda poderiam ter evitado o aprisionamento. Talvez mudar fosse muito desconfortável para elas, ou talvez achassem que daria muito trabalho romper o ciclo, e simplesmente desistiram.

Mas quero lembrar que todos nós temos recursos poderosos à nossa disposição: amigos, família e outras pessoas.

Juntos podemos nos libertar. Não é um trabalho que se consiga fazer sozinho.

Sei que não é fácil se abrir e se mostrar vulnerável para os outros, mas se não o fizermos, permaneceremos aprisionados. Se formos honestos conosco (e esse é outro requisito para se libertar), perceberemos que remover a negatividade, o ego e o egoísmo que bloqueia e impede nossa alma de brilhar é um trabalho muito pesado para se realizar sozinho. Precisamos de outra pessoa para nos ajudar a identificar nossas partes sombrias e para encontrar uma rota de escape da nossa prisão pessoal.

Ninguém gosta de expor suas fraquezas. Queremos que as pessoas vejam somente a nossa face mais atraente. Mas se nossa intenção for conquistar a liberdade, manter as aparências é como caminhar voluntariamente para o confinamento solitário.

A única maneira de sair da prisão é pedir a outra pessoa que destranque a porta da cela.

Desafio você a se libertar. Procure alguém com quem se abrir – melhor ainda, talvez você conheça alguém que precise fazer o mesmo. É necessário identificar nossos padrões, e geralmente eles encontram-se tão entranhados, que não podemos fazer isso sozinhos. Só se nos estendermos para fora da nossa cela e agarrarmos a mão do lado de fora poderemos ser livres.

Tudo de bom,
Yehuda

A Milha Extra

Imagine-se em um paraíso que tenha apenas livros e ferramentas espirituais. Você poderia estudar todo dia; poderia fazer todas as conexões e meditações perfeitas, sem estresse e sem nada na sua lista de pendências.

Soa idílico, não é?

Mas se não estivermos fazendo algo que nos desafie, na verdade não estaremos fazendo absolutamente nada. 
Haverá crescimento e revelação de Luz relativamente pequenos. Se sentirmos que estamos andando sobre uma esteira espiritual sem sair do lugar, é porque é exatamente isso que estamos fazendo.

Há um livro que fala sobre esse ponto, cujo título é There’s No Traffic on the Extra Mile (Não Existe Tráfego na Milha Extra). O autor, Rickey Minor, foi diretor musical do American Idol. Com relação a alcançar o topo, ele diz “O que fará a diferença crítica será a sua impulsão para percorrer a milha extra... Ao deixar todos os outros para trás, você ficará imaginando por que existem tão poucos querendo fazer o esforço extra”. Eu não poderia ter colocado de forma melhor. A milha extra é o que faz a viagem valer a pena.

Vejo muitos alunos nesse caminho, que não se sobressaem. No início, tudo é divertido; as coisas fluem; eles vêem a Luz; e então, batem na parede. Não conseguem ter a mesma empolgação do início, quando compartilhavam, exerciam restrição e tinham um comportamento proativo. Quantos alunos rompem a parede? Um em mil.

Quando desistimos da milha extra, desistimos de toda a energia do nosso trabalho até aquele momento.

Nem sempre se trata dos resultados, do tempo ou da importância do que estamos fazendo. Trata-se de expandir nossa consciência com relação a conhecer quais são as nossas limitações pessoais.

Como podemos saber se estamos fazendo a milha extra? Sentimos que demos tudo que podíamos dar, mas ainda assim damos mais. Isso requer esforço, pelo menos um pouco, se não muito. Pode até doer.

Provavelmente você já adivinhou qual é a tarefa: Fazer a Milha Extra. E tem mais... Pense em alguém que o inspire através do que alcançou. Pergunte-lhe ou pesquise, e descubra como essa pessoa rompeu seus próprios limites. Eu lhe asseguro, fazer a milha extra é o ingrediente mais vital do sucesso, não importa como você o defina.

Tudo de bom,
Yehuda

Pense Grande

Uma das primeiras leis com a qual um aluno se depara em seu caminho dentro da Kabbalah é:
 
Não pode existir Luz sem um receptor.

Isso significa que, embora o Criador deseje compartilhar e nos dar tudo (Luz), temos que criar um receptor para receber.  A quantidade de Luz que recebemos é proporcional ao tamanho do receptor que criamos.

Então, por que não obtemos tudo que desejamos?
 
Porque pensamos pequeno.  Nos contentamos com pouco.  Permitimos que a dúvida e o medo nos impeçam de receber a beneficência plena da Luz.

Ao sentirmos alguma carência (depressão, problemas financeiros, de saúde, dor no coração, raiva) temos que ter consciência de que a Luz está presente, batendo na nossa porta.  Na verdade, essas coisas “ruins” são apenas a Luz forçando o caminho para entrar.  O truque é abraçar os desconfortos com entusiasmo, sabendo que uma vez que eles sejam superados, os milagres estarão à nossa espera.  Vamos encarar nossos desafios como oportunidades para aumentar o nosso receptor. Lembrar que existe Luz do outro lado do desafio.

Peça mais do que apenas alívio da pressão; ou só o dinheiro suficiente; ou alguém somente para passar a noite, e assim por diante.

Lembre que nossa satisfação e plenitude dependem de PENSAR GRANDE.

Mas tome nota: quando falamos em manifestar, geralmente temos algo específico em mente.  Queremos manifestar uma nova carreira, um relacionamento empolgante, uma casa maior ou mais saúde.

É importante ter objetivos específicos. Mas paradoxalmente também temos que estar abertos para o que a Luz quer nos trazer.  Uma pessoa profundamente espiritual permanece aberta a toda e qualquer coisa.

Vamos trabalhar na eliminação dos interesses limitados das nossas vidas diárias e deixar que a Luz nos conduza na direção correta.  Pode não ser exatamente o lugar para onde esperamos ir, mas a longo prazo, será melhor.

Assim, ao pensar grande, deixe entrar toda e qualquer solução para suas necessidades, mesmo as soluções que você não poderia ter previsto por si próprio.  Trata-se de compreender que você não pode fazer tudo sozinho, e de entender que tudo surge na sua vida para ajudá-lo a crescer espiritualmente – desde que você encare os eventos como oportunidades e não como obstáculos.

Tudo de bom,
Yehuda

Continue com fome

Milagres não acontecem simplesmente.  Nós os fazemos acontecer - quando temos o desejo.

Qualquer que seja o estágio de vida em que esse email o encontre, saiba que é possível querer mais, e ser mais.  Mas precisamos do desejo.  E precisamos de inspiração.

Quando vemos outras pessoas tendo mais sucesso do que nós, vivendo milagres, isso nos lembra—no nível de alma—que a Luz também se encontra presente para nós.  Se sentimos alguma carência em nossa própria vida, em vez de sentir inveja dos outros, podemos optar por nos inspirar a fazer mais, a saltar para o próximo nível.

E se prestarmos bem atenção, descobriremos que as pessoas que aparecem em nossas vidas não surgem por acaso.  Elas são canais para a Luz, e são enviadas para nos inspirar a mudar.  Quando estamos abertos, elas podem nos despertar para um novo estágio de crescimento.

Assim, quando as pessoas em sua vida pedirem que você dê um pouco mais, não as evite—escute-as.  E deixe que elas lhe apontem que você PODE fazer mais. 

A maioria de nós não gosta de ter essas pessoas ao seu redor.  Preferimos andar com quem é igual a nós, porque é mais confortável.  Podemos achar que não conseguimos fazer mais, mas certamente podemos.  É claro que sentir a dor do nosso ego não é uma coisa prazerosa, mas quando persistimos e não desistimos, acabamos fazendo o que nunca imaginávamos poder realizar.

Concentre-se na pessoa que o empurra para fora da sua zona de conforto—e não para aqueles que o aceitam como você é.  As pessoas com quem realmente precisamos estar são aquelas que nos dizem “Eu te amo, mas você pode fazer mais”. 

Não deixe que o medo o impeça de realizar um milagre.  Os milagres estão à nossa espera, bem na nossa frente.

Tudo de bom,
Yehuda Berg

Cruze o Oceano

A Kabbalah nos ensina que toda destruição—incluindo a guerra e a violência física, bem como todas as formas de desastres naturais—ocorrem por um motivo: ódio humano contra o nosso semelhante. Se temos ódio ou animosidade uns contra os outros, trazemos destruição para nossas almas e para o mundo em geral. 

O que isso significa é que muito embora muitos de nós desejemos mudar o mundo, primeiro temos que mudar a nós mesmos.

Meu pai, o Rav Berg, disse uma vez: “Se não somos capazes de viver em paz uns com os outros, por que achamos que é possível promover a paz entre árabes e israelenses?”

Acho que o desafio que meu pai nos apresenta é claro: para que a situação no Oriente Médio mude algum dia, precisamos intensificar nossos esforços para tratar as pessoas com dignidade. Significa que precisamos encontrar uma forma de amar a pessoa que está sentada ao nosso lado, mesmo que ela seja um caos. 

Significa sorrir para a senhora que nos dá uma cortada, ao invés de xingá-la. Significa que se não tivermos nada gentil para dizer, então que não digamos absolutamente nada.

Sei que essa parece uma mensagem um tanto forte, mas temos que lembrar que conflito e guerra entre nações se inicia com atrito e desunião entre indivíduos. Uma nação em guerra é simplesmente o efeito de uma escuridão espiritual nascida da intolerância entre os indivíduos que formam aquela nação. Enquanto dois irmãos encontrarem motivo para desrespeitar um ao outro, e dois amigos acharem meios de errar um com o outro, então duas nações inventarão razões para se envolver em uma batalha sangrenta.

Como o Rav Ashlag—o maior kabalista do século passado—escreve em seu livro The Wisdom of Truth, bit.ly/fWemlM página 243:

"Por exemplo, quando duas pessoas se odeiam, dizemos que elas estão tão distantes uma da outra como o Oriente e o Ocidente. E se elas se amam, dizemos que elas estão juntas e unidas como um corpo. E isso não se refere à sua distância física, mas sim à sua similaridade (afinidade) de forma ou diferença de forma. Porque quando duas pessoas se amam, é porque possuem uma similaridade ou afinidade de forma. Quando uma pessoa ama tudo que seu amigo ama e odeia tudo que seu amigo odeia, isso os faz se juntar e unir um com o outro e amar um ao outro. Mas se existe uma diferença de forma entre eles, ou seja, se um ama uma coisa, muito embora seu amigo a deteste, o nível dessa diferença faz com que se odeiem um ao outro e isso os separa e distancia um do outro."

A paz começa com o indivíduo no espelho. A paz é mantida quando esse indivíduo estende a tolerância ao seu semelhante.

Mantenha uma boa relação com todos. O mundo depende disso.

Tudo de bom, 
Yehuda

Vocês estão todos compromissados?

Promessas. Todos nós fazemos promessas. E todos nós as quebramos.

Uma promessa é qualquer compromisso que assumimos sobre alguma coisa que queiramos realizar. Podemos prometer não ser reativos, ou alimentar os sem teto ou mudar de carreira – qualquer coisa.
“Essa semana vou parar de fumar”. “Hoje, vou começar minha dieta”. “A partir de amanhã, vou separar um tempo para trabalho voluntário”. 

Você sabe o que acontece espiritualmente quando fazemos uma promessa? O Criador quer nos dar a capacidade de tornar realidade qualquer promessa que tenhamos feito; dessa forma, Ele nos preenche com a quantidade de Luz certa e necessária para cumprirmos aquela promessa.

Você sabe aquele sentimento gostoso que você tem quando toma uma decisão? Você se sente bem, porque quando faz uma promessa cria um receptor e recebe Luz. O entusiasmo que sentimos é a Luz. 

Infelizmente, muitas vezes mudamos de ideia e não cumprimos nossas promessas. É da natureza humana encontrar motivos para não fazer algo bom e, inversamente, encontrar todos os motivos para fazer uma coisa ruim. Por isso um mau hábito é mais fácil de ser desenvolvido do que um bom hábito. Vamos ser honestos, é mais fácil desenvolver um vício com relação a chocolate e cigarro do que a saúde e exercício.
Então, qual o problema de se quebrar uma promessa?

O Zohar afirma que se obtemos Luz ao fazer uma promessa e depois não a levamos adiante, a Luz que recebemos tem que ir embora. E quando essa Luz se retrai, não sabemos de onde ela será removida. Assim, se recebemos Luz para iniciar um relacionamento e depois nos afastamos, a Luz não se retrai daquela área necessariamente. Ela pode ser removida de outra área da nossa vida.

Faça uma promessa em tudo que tu possa cumprir. Esteja presente 100% para o outro. Seja incansável. Complete o trabalho. 

Tudo o que você tem que fazer é começar, e o resto virá naturalmente.

Tudo de bom,
Yehuda

Por Sua Alma

Os Kabbalistas afirmam que a maioria de nós foge do que tem que realizar nesta vida, encontrando desculpas para evitar fazer o trabalho espiritual para o qual nascemos.

Os sábios revelam que quando um homem, que tenha evitado a espiritualidade, comparecer perante o Criador e lhe for perguntado por que não mudou, ele sacará da sua sacola de desculpas: “Eu estava muito ocupado tentando sobreviver”, “Fui uma boa pessoa”, “Eu não sabia que o Senhor realmente existia”.  Deus então lhe dirá: “Você tem todas as desculpas, mas não realizou nem perto do suficiente nesta vida. Agora você tem que voltar ao mundo e fazer mais”.

O que é que existe na nossa natureza humana que faz com que evitemos nos estender?  A resposta é simples: quando o trabalho espiritual parece compulsório, resistimos.  Como você reage quando alguém diz que você deve fazer alguma coisa?  As chances são de que você reaja contra aquilo.  O mesmo acontece quando dizemos a nós mesmos que “devemos fazer”.

Vamos apagar o “devemos” do nosso vocabulário.
O motivo por que fazemos trabalho espiritual é o nosso próprio beneficio.  E é importante lembrar que nossa alma encarnou por uma razão específica.  A Kabbalah ensina que o ponto principal em sermos humanos reside em nos transformar.

O grande kabbalista, o Netziv (Rav Naftali Zvi Yehuda Berlin, 1816 – 1893), esclarece esse conceito em um discurso feito a seus discípulos:

Quando eu tinha onze anos, era um aluno considerado como causa perdida.  Uma noite, escutei meus pais no quarto ao lado conversando sobre mim.  Minha mãe estava chorando e dizia a meu pai: “O que vamos fazer com nosso filho? A qualquer momento vão expulsá-lo e então o que será dele?” Ao escutá-la, pude sentir sua angústia bem precisamente, como se fosse minha.  Prometi a mim mesmo que daquele momento em  diante trabalharia à altura do meu potencial.  Mantive minha palavra e cresci e me tornei o  erudito que vocês vêem agora à sua frente.

Se eu não tivesse escutado meus pais aquele dia, teria crescido como uma pessoa boa, mas comum, já que minha natureza era aquela.  Mas imagine o que teria acontecido depois que eu tivesse deixado este mundo e chegasse ao lugar chamado “Corte Celestial”, onde eles me mostrariam tudo o que eu poderia ter realizado?

A dor que eu teria sentido! Não existe inferno maior do que ver o que poderíamos ter feito, mas deixamos de fazer.

Costumo usar esse discurso como um exemplo para mostrar que precisamos nos impulsionar, para tão longe quanto possível, a fim de sermos o melhor que pudermos ser. E não estou só me referindo às nossas situações de trabalho.  Temos um trabalho muito mais importante – a correção da nossa alma.

Sei que depois de estudar e viver a Kabbalah por algum tempo, alguns alunos caem na armadilha de se tornar religiosos: “Devo fazer isso”, “Devo fazer aquilo”. É bom reexaminar por que estamos estudando Kabbalah e para retornar ao contato com o desejo inicial que nos motivou a buscá-la.

Adquira o hábito de separar alguns instantes do seu dia para fechar os olhos e se perguntar “Será que me estendi além das minhas responsabilidades imediatas? Estou seguindo os passos no sentido de realizar o meu propósito neste mundo?”

Tudo de bom,
Rabi Yehuda Berg

Saltando para Alcançar A Escada

Podemos ter tudo?

Precisamos abrir mão de alguma coisa para conseguir o que queremos?

Muitos se contentam com pouco, seja na vida profissional ou pessoal. Deixamos nossas paixões de lado para levar o que chamamos uma “vida normal”. Permitimos que estatísticas, autoridades, desespero e antigas vozes do passado ofusquem nossa visão do futuro.

A Luz quer nos dar tudo. Somos nós que nos limitamos, seja porque alguém disse que não podemos ter tudo ou porque o que chamamos de fracasso nos fez enxergar dessa maneira. É esse pensamento limitado que nos faz abrir mão das coisas. Não acreditamos que podemos ter tudo.


Se começássemos a sentir um inflexível e incansável desejo de dar a nós mesmos uma nota 10 em todas as áreas de nossa vida, passaríamos a elevar  nosso grau de exigência.



Mas, o problema é que nos apegamos à ilusão de que, embora possamos ter muito sucesso, nosso sucesso se limitará a uma ou duas áreas da vida.

Lembro que na escola eu era ótimo em matemática, mas que ninguém ousasse sequer pensar em me mostrar um livro de inglês, num determinado momento da minha vida escolar, tive um professor que me fazia sentir um zero à esquerda no que se referia à leitura. Então, parei de tentar e me resignei a ser bom somente em matemática.

Mesmo assim, anos depois, quando as notas já não importavam, descobri que eu tinha o que dizer às pessoas, e encontrei uma forma de transmitir minhas ideias em livros. A resposta foi maravilhosa. Tenho certeza de que você sentiu essa mesma alegria quando descobriu que podia se destacar em algo que julgava impossível.

O Universo quer nos dizer que:
Podemos ter tudo.

Por que não? Repense no que você espera da vida e faça algo revolucionário. Uma ideia é se reconectar com algo que faz os seus olhos brilharem ou se desconectar de algo que o puxa para baixo. Abandone um hábito ruim. Recupere um antigo hobby. Faça alguma coisa que o ajude a se reconectar com aquela parte de você que sabe que não existem limites para o que podemos realizar.

Tudo de bom,
Yehuda

Compartilhando a Sabedoria

Com frequência os alunos me pedem para descrever o propósito do Kabbalah Centre em uma frase e esta é minha resposta: a missão do Kabbalah Centre é remover a escuridão do mundo, revelando Luz.


E dou o exemplo de um grande auditório às escuras. Se você colocar uma única vela acesa no meio desse auditório, não só ela diminui a escuridão, como também nenhuma quantidade de escuridão pode extinguir a chama. Mesmo que a escuridão seja expandida, ela não teria qualquer efeito sobre o brilho da vela.

A escuridão não tem poder na presença da luz. O relacionamento entre luz e escuridão no mundo diário revela um profundo segredo da espiritualidade. A escuridão espiritual só pode existir na ausência de Luz.

Ao compartilhar a sabedoria da Kabbalah com o mundo, estamos essencialmente acendendo velas nesse mundo escuro, porque sua sabedoria e ferramentas são o material e a substância da Luz espiritual.

Quanto mais compartilharmos essas ferramentas, mais diminuiremos a escuridão ao redor do mundo.


Estudar Kabbalah é uma jornada pessoal incrível, mas requer assumir responsabilidade pessoal pelo mundo.

Pensar que somos uma pequena gota no vasto oceano não é a forma de um kabbalista pensar. Um verdadeiro kabbalista sabe que suas ações podem ser o grão de areia que pode fazer a balança pender a favor da paz e da harmonia no mundo.

Nenhum de nós pode descansar em paz até que uma massa crítica tenha sido atingida – quando um suficiente número de pessoas no mundo esteja usando as ferramentas da  Kabbalah para remover a escuridão de suas vidas.

A energia essa semana é tal, que se você desejar renovar seu compromisso de remover a escuridão, encontrará os métodos para fazê-lo. E, claro, não esqueça que cada vida que você tocar, significa mais e maiores bênçãos na sua vida.

Ao estudar Kabbalah, você está se beneficiando do sangue, do suor e das lágrimas de gerações de kaballistas comprometidos, que puseram suas vidas em risco para manter a sabedoria viva. Sei disso por experiência própria.

Como filho do Rav e de Karen Berg, os líderes espirituais do Kabbalah Centre, na maior parte da minha juventude fomos tratados como párias e tínhamos poucos amigos e pouco dinheiro. Mas o Rav e Karen tinham 100% de certeza de que a Kabbalah seria a única força que poderia transcender as religiões e unificar todas as pessoas do mundo.

Se você tem conhecimento dessas informações, inconscientemente aceitou uma grande responsabilidade – compartilhar esse antídoto contra a dor e o sofrimento com seus amigos, familiares e com toda a humanidade.

Como tantas vezes mencionamos em palestras e livros: Uma única estrela não ilumina o céu à noite. São necessárias milhões.

É importante que você faça a si mesmo duas perguntas. Primeira: “Será que eu entendo de verdade o potencial que a Kabbalah tem de salvar o mundo?” E segunda: “O que eu estou fazendo para compartilhar essa chama?” Quando você chegar à sua resposta, não importa como você esteja compartilhando a chama nesse momento, chegará à conclusão de que não é o suficiente. Não seja egoísta com relação a essa sabedoria. Seja generoso.

Tudo de bom,
Yehuda

Apreciação

Se não sentirmos que estamos recebendo da Luz infinitamente mais do que estamos dando, então apreciação é uma área em que precisamos colocar o foco de  no nosso trabalho espiritual.  Podemos também ter certeza de que, não importa o quanto esse trabalho seja desafiador, as recompensas são muito maiores do que jamais possamos imaginar.

Se nosso foco está dirigido ao que não possuímos, começamos a perder a apreciação.  E quando perdemos a apreciação, também podemos perder o que possuímos.

Uma pessoa com um verdadeiro desejo de viver tem gratidão pelo que possui, e ainda assim anseia por mais.  Somos destinados a ter tudo.  Uma pessoa com desejo autêntico sabe que recebeu dádivas maravilhosas, mas também reconhece que elas podem desaparecer a qualquer instante.  Ela se sente plena e incompleta ao mesmo tempo.

O ensinamento a ser lembrado é o seguinte:

"Nossa conexão conosco mesmos, com os outros e finalmente com a Luz do Criador começa e termina na apreciação."

Já sabemos disso.  Só quero lembrar a importância crucial de lutar constantemente para permanecer em estado de gratidão.  E não se iluda, trata-se de uma luta, porque nosso instinto natural é procurar o que existe de negativo.  Requer esforço não nos compararmos com os outros e não sentir carências.  É fácil explodir de raiva e auto-piedade, resultantes da inveja ou da insegurança, mas é muito difícil travar a batalha interna contra o ego (que é a raiz de todo ressentimento, dúvida e de todo o resto que você mesmo pode enumerar...).

E não é só o fato de que devemos lutar para apreciar as coisas e as experiências.  As pessoas que nos ajudam pelo caminho também são canais para a Luz.  Se esquecemos delas, então rompemos nossa conexão com a Fonte de tudo que é bom na vida.  Mesmo que tenha sido há 20 anos, é importante lembrar das pessoas que estiveram presentes para nos apoiar ao longo da jornada.  Quando nos ocupamos reconhecendo o bem que os outros nos fizeram, nossa atenção se desloca do que não possuímos.


Todos nós somos abençoados com diversas dádivas.  Precisamos ser gratos por essas dádivas, para que elas possam permanecer conosco.  Através da apreciação, podemos evitar o sentimento de que estamos deixando escapar alguma coisa, o que nos faz desperdiçar ou perder o que temos.  O sentimento de abundância cria mais abundância.

Dê um passo atrás.  Desenvolva maior apreciação, imaginando como seria a vida se as coisas, as pessoas, as qualidades, as habilidades que você possui lhe fossem retiradas.  Toda vez que você se sentir fixado no brilho das vidas contido nas páginas das revistas sobre celebridades, ou no carrão que seu vizinho possui, traga seu foco de volta.  Retorne para você, para sua vida, e olhe ao seu redor.

E se essas coisas e pessoas não estivessem aqui amanhã? Quanta falta você sentiria delas?

Tudo de bom,
Yehuda

Onde moram as respostas

Pense em uma época da sua vida em que você tinha certeza absoluta de que alguma coisa ia acontecer e depois não aconteceu.  Você ficou chateado, frustrado, com raiva.

Esqueça o fato de que, ao olhar para trás três anos depois, você percebeu aquele mesmo resultado como a melhor coisa que poderia ter acontecido em sua vida.

Se as coisas não caminham de acordo com nossos planos, precisamos ser capazes de nos distanciar o suficiente para reconhecer que provavelmente não estamos vendo o quadro inteiro, o cenário completo, mas apenas partes isoladas do todo. Quando adotamos uma atitude de desapego, de deixar fluir, eliminamos nossas vendas.  E aí fica mais fácil ter acesso à esfera onde se encontram todas as respostas; onde existe tudo o que precisamos.

Quando ficamos muito ocupados com a realidade nublada do 1% físico, geralmente não pensamos em ir além dela – para o mundo dos 99% -- a fim de obter acesso à informação completa.  E é por isso, não importa o quanto sejamos espertos, que simplesmente não conseguimos encontrar uma resposta.

Existe um lugar em nossa consciência onde podemos saber o resultado de todas as situações. 
Provavelmente cada um de nós já sentiu isso.  Mas muitas vezes ficamos empacados, vendo apenas o que se encontra no âmbito físico, em vez de tentar acessar o conhecimento na esfera que se encontra mais acima.

Existem algumas ações que podemos tomar – rezar, escanear o Zohar, compartilhar, ajudar outra pessoa – para nos elevarmos e acessarmos a sabedoria de que necessitamos.

Se você está preso no Mundo do 1%, não vai conseguir obter todas as respostas.  Mas se você for para o Mundo dos 99%, obterá acesso a toda informação de que necessita.

Ou vivemos no mundo das perguntas ou no mundo das respostas.  Ou vivemos num mundo sem informação ou num mundo com todas as informações.  Para todos aqueles que se encontram no caminho espiritual, a questão é abandonar o mundo das perguntas, da incerteza, da dor e do sofrimento.  Queremos ter acesso ao mundo das respostas – ao mundo dos sonhos.

Trata-se de uma escolha: em que universo queremos viver?

Procure respostas. Usem as ferramentas espirituais que se encontram à sua disposição – seu professor, o Zohar, meditação, compartilhar, ir contra sua zona de conforto – acessem a esfera das respostas.

Sequência dos 72 Nomes:

yud nun aleph

hei    lamed    lamed
06. Estado de Sonho