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6.3.11

O empresário de Justin Bieber - Scooter Braun e o Shemá

Muitos cientistas famosos, presidentes e até o Dalai Lama apreciavam e aplicavam os valores judaicos em seus discursos e estilos de vida. Scooter Braun , empresário judeu do adolescente mais famoso do mundo, Justin Bieber, comprova como estas grandes figuras estavam certas e demonstra em sua reportagem como os valores judaicos são os únicos que conseguem manter a celebridade adolescente na linha.

O relógio do Madison Square Garden marcava 20:00 horas e o maior evento do ano, o show de Justin Bieber, já ia começar. O show foi vendido por meses e milhares de fãs escandalosos, na maioria mulheres, esperavam ansiosos que seu ídolo ocupasse o palco. Mas antes disso, Justin e sua equipe deram-se as mãos e pronunciaram:

“Shemá Israel, Hashem Elokeinu, Hashem Echad.”

Sob os cuidados de seu empresário judeu, de 29 anos , Scooter Braun, Justin, que é cristão de nascença, deixa isso de lado, e guia sua carreira baseada nas raízes e princípios judaicos.

Caso o leitor tenha se isolado em uma caverna nos últimos tempos e não tenha ideia de quem seja Justin Bieber, ele é a celebridade mais procurada na Internet. É responsável por 3 % de todo o tráfego do Twitter, isso quer dizer um dos adendos mais “seguidos”. Seu clip da música “Baby”, com 450 milhões de visualizações , é o vídeo mais popular do You Tube.

Tudo começou em 2007, quando Scooter Braun, um empresário musical, que morava em Atlanta, procurava na Internet seu próximo “grande boom.” Por coincidência, enquanto navegava no You Tube, deparou-se com uma criança canadense de 12 anos, que cantava de forma improvisada em casa. Braun ficou encantado: “Essa criança tem uma alma, uma voz incrível, consegue tocar vários instrumentos juntos e sabe dançar. Ele tem tudo”. Scooter entrou no ritmo e foi atrás do menino.

A busca o levou para Stratford, Ontario, a cidade onde Justin foi criado por sua mãe solteira, que o teve aos 18 anos. No primeiro momento, a mãe desconfiou desse agressivo homem que ligava no telefone sem parar e ela o afastou. Mas Braun persistiu, e após algumas conversas, revelou que os dois lados compartilhavam valores familiares e convenceu de que seu filho estaria em boas mãos.

Justin e sua mãe foram para Atlanta, onde fecharam com Scooter um contrato para gravar um disco e que dava ao empresário o direito de assessorar Justin em sua carreira. Atualmente, Justin é simplesmente o adolescente mais popular do planeta.

Tudo isso colocou Justin numa posição de risco, na qual poderia ter acabado como tantos outros adolescentes famosos, cujos quais têm suas vidas pessoais e carreiras afundadas num mundo de drogas, excessos e narcisismo.

E é justamente onde Braun entra: “Eu não vou deixar que isso aconteça com ele”, falou. “O talento nunca trai o artista. São as escolhas pessoais que o traem”.
Scooter, além de administrar todas as negociações e direcionar sua carreira, também assumiu o papel de pai e primeiro homem que exerce uma influência na vida de Justin. “O único jeito de continuar e alavancar sua carreira é fazer com que se torne um adulto saudável entenda suas responsabilidades. Ele precisa das ferramentas certas para lidar com a grande pressão que esse mundo dos famosos traz”.

A primeira regra imposta por Scooter foi a de construir uma equipe caracterizada por corações puros e verdadeiros. “Nós temos uma regra imutável para qualquer pessoa que trabalhar com o Justin: se o tratar como celebridade será demitida imediatamente. Nós não o mimamos. Nós asseguramos que seja responsável. Exigimos que respeite as pessoas. Se comete um erro, deve se desculpar. Nosso trabalho não é garantir somente que tenha uma carreira de sucesso, e sim que cresça e se transforme numa boa pessoa”, frisou Scooter.

Amante dos projetos de caridade


Por ter nascido em “berço de ouro”, Scooter, que cresceu em Connecticut, uma das cidades mais influentes dos Estados Unidos, conhece um pouco dos riscos de se tornar uma criança mimada. A família de Braun viveu numa casa com quadras de tênis, piscina e uma quadra de basquete de garagem. Scooter era o jogador de basquete mais popular no time de sua escolar, Greengwicht High School, e eleito presidente de classe por três anos consecutivos.

Em meio a toda essa riqueza e sucesso, foram os valores judaicos que não o deixaram se perder.

A ideia de adquirir responsabilidades era constantemente frisada. Seu pai citava frequentemente a passagem do Talmud: “Num lugar onde não há um homem, você deve se levantar e ser aquele homem”.

“Meus pais me criaram para seguir um padrão moral mais elevado”, falou Scooter. “Eles me ensinaram que cada ser humano é extraordinário. Cabe a nós definirmos metas grandiosas e lutar para alcançá-las”.

Com uma casa kasher, viagens a Israel e outras atividades judaicas, os Braun alicerçaram a criação de seus filhos nos valores judaicos: educação, família, caridade. “Esses são os valores que eu fui incentivado a acreditar e eles criaram minha relação com Justin”, declarou Scooter.

Como exatamente esses valores influenciam na carreira de Justin?


“Todo contrato ou negócio deve ter um ponto de caridade, se não tiver, o contrato não é fechado”, falou Scooter. Por exemplo, de cada ingresso vendido, um dólar foi para uma organização – fundada por Adam, irmão de Scooter – que constrói escolas nas regiões mais pobres. "Trata-se de desenvolver e ajudar na educação de crianças que precisem”, Justin falou para a MTV. “É muito importante que eu seja capaz de ajudar outras crianças, isso significa muito para mim”.

Outro exemplo: Scooter promoveu um concurso para ajudar mães e crianças do “Women & Children's Hospital of Buffalo”, em Nova York. A escola que coletasse mais moedas de um centavo ganharia um concerto do Justin Bieber de graça. O concurso arrecadou  US$152,000 – 15.2 milhões de centavos, totalizando 41 toneladas.

Orgulho Israelense


O orgulho de Scooter não se limita somente ao fato de ele ser judeu, vai mais além, estende-se ao fato de apoiar Israel também.

Enquanto muitos artistas se recusaram a fazer shows em Israel devido a pressões palestinas, a “Febre Bieber” chegará a Tel Aviv em abril de 2011, com um show que espera atingir 60.000 israelenses. Toda a família Braun acompanhará a turnê e se reunirá com a irmã de Scooter, que estuda na escola de medicina em Tel Aviv. Os planos são estender a estadia e comemorar Pessach em Israel.

A avó de Scooter, que passou sua adolescência em Auschwitz, também participará da viagem. O avô sobreviveu Dachau e Mauthausen. Os dois se conheceram e casaram após a Segunda Guerra e foram viver na Hungria. Em 1956 quando a revolução estourou, o casal liderou um surpreendente escape noturno, atravessando o país em carroças, ultrapassando a fronteira da Áustria.

“Essa é uma das razões porque insisto tanto para fazer um show em Israel. Quando cresci, eu não me conformava de não ter uma família maior. Minha avó foi a única sobrevivente da família. O Holocausto me fez perceber o quanto os judeus haviam sofrido, e para mim o Estado de Israel representa a ideia de que os judeus nunca devem ter medo de sua identidade”.

São esses e muitos outros valores que Scooter tenta incutir em seu cliente e protegido, Justin Bieber.

Mas e o Shemá Israel? Qual o seu propósito?


“Justin tem 20 mil pessoas por noite falando que ele é a coisa mais grandiosa que existe na Terra”, explicou Scooter, “Por isso é tão importante reconhecer quem está acima de nós, pois sem Ele não há chance de atingir o sucesso”.

Para contribuir com isso, a mãe de Justin organizou “círculos de reza” antes de cada show.  Após o terceiro show recitando o Shemá, Justin falou a Scooter que os escutava e havia decorado a reza. Então passou a recitá-lo junto com eles, alegando que gosta da ideia do que ela representa.

Compilado por: Fernando Bisker - Miami e Sandro Maghidman - Costa Rica


Traduzido e editado por Tais Gaon


Israel dá emprego a árabes na área de alta tecnologia

O Projeto Maantech é uma iniciativa do Presidente de Israel, Shimon Peres, com presidentes de 20 empresas de alta tecnologia para empregar cidadãos árabes israelenses em suas indústrias. O projeto foi lançado em fevereiro último; a idéia surgiu no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no ano de 2010.
Segundo Peres, esta iniciativa é benéfica para todos os setores da sociedade: os cidadãos árabes, a economia e as empresas. Estão envolvidas no projeto Intel, Microsoft, HP, IBM e mais outras 16 empresas de ponta.  Maan, em árabe, significa “juntos”.

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Renata Brami)


RENATA BRAMI
A publicitária paulista Renata Brami, de 23 anos, é a entrevistada da semana da série de entrevistas focando nos participantes brasileiros do MASA (pronuncia-se “massá”), que oferece bolsas para jovens que desejem passar de cinco a dez meses em Israel, estudando, trabalhando ou viajando pelo país. Desde 2005, quando foi criado, a filial brasileira do MASA já enviou a Israel cerca de 1.250 jovens de 18 a 30 anos através de um leque de 150 programas.

Renata está em Israel há poucas semanas, estudando Judaísmo na Midrasha Shaarei Biná, em Jerusalém. Esse foi o programa que ela escolheu nos seis meses que vai passar no país.

1) Por quê você decidiu viajar para Israel?
Porque já tinha vindo pelo Taglit e queria passar mais tempo em Israel. Queria conhecer o Judaísmo em Israel, o que é ser judeu aqui.

2)  Por quê escolheu um programa ligado ao MASA?
Eu fazia o Kiruv, um projeto sobre Judaísmo no Brasil, e o pessoal do MASA foi fazer uma palestra numa das aulas. Pensei na opção e gostei.

3) Do que você mais gostou em Israel?
Dos passeios. Você vira para o lado e vê lugares famosos, que você estudou a vida inteira. Lugares que você sempre ouvir falar. Fora isso, as pessoas aqui estão sempre dispostas a ajudar. Você se sente em casa.

4) O que mais estranhou?
Muita coisa, porque é tudo diferente por aqui... A comida é totalmente diferente, muita apimentada, com muito condimento. É estranho também o fato de domingo ser um dia normal, útil. Ou entrar num ônibus aqui em Jerusalém e todo mundo ser religioso. Ou ver soldados com armas nas ruas. Mas o mais diferente é o fato de que as pessoas são muito mais solidárias.

5) Qual o ponto alto do programa?
Até agora, foram as férias. Tive aulas básicas sobre Judaismo e passeios para vários lugares. Para o Muro das Lamentações, museus, Mar Morto, Monte Hermon, Tiberíades... Foi o ponto alto.

6) O que poderia se melhorado?
Não sei porque não conheço outros programas. Não sinto falta de nada.

7) Qual a maior lição da experiência?
Para mim, vai ser sair daqui com uma certeza sobre a minha vida. Cheguei só com dúvidas.

8) O que você diria para quem pretende visitar o país?
Diria para parar de pensar e vir? É uma grande experiência de vida, no sentido social, profissional, pessoal. Só vai agregar.

CRIATIVIDADE SOBRE O REBE

Um casal de imigrantes em Israel, recém chegados da França, decidiram adquirir uma obra especial sobre o Lubavitcher Rebe.
Trata-se de um quadro gigante feito exclusivamente com chapinhas de refrigerantes formando a imagem do Rebe.
O jornal Yediot Aharonot publicou as fotos do quadro de autoria de Osi Peri Jadash, e que foi adquirido por sete mil dólares.
O casal que adquiriu a obre de arte não conseguia ter filhos após dois anos de casamento, até receberem uma benção do Rebe. Atualmente o casal tem dois filhos. 


O que esperar das revoluções no Oriente Médio e da ameaça atômica iraniana?

Palestra do professor Zaki Shalom

Um grande grupo de ouvintes lotou o salão de palestras do Beit Lubavitch do Leblon (RJ) para a palestra do notável professor Zaki Shalom, das Universidades Ben Gurion e de Tel Aviv. Além de membro do Conselho de Segurança de Israel, ele é profundo conhecedor da realidade mundial e da situação dos judeus. Essa foi, portanto, uma grande oportunidade de ouvir alguém com capacidade e experiência no assunto.

A mesa de debates foi composta pelos também muito competentes professor Mauricio Grinberg, presidente da Sociedade dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém no RJ - que traduziu a palestra, proferida em inglês - e pelo cônsul honorário de Israel no Brasil, o jornalista Osias Wurman - ou seja, um time de primeira linha nos quesitos conhecimento e informação.

Dentre os presentes, Sarita Schaffel, presidente da FIERJ e os ex-presidentes "Lea Lozynski e Sergio Niskier. Também presente Alberto Zylberman, presidente do Fundo Comunitário.



Antes do debate, algumas questões preocupavam a todos: 1 - Como ficará Israel diante das novas realidades que afloram na Líbia e no Egito? 2 - Como estamos, a nível de segurança, em relação aos grupos extremistas no Oriente Médio? 3 - O que Israel está fazendo para se defender diante da eterna ameaça do Irã, que busca desenvolver sua bomba atômica e que propala ao mundo o seu ódio por Israel?

Segundo o professor Zaki, as revoltas populares no Egito e na Líbia eram impensáveis, há apenas um mês. Porém, ao analisarmos os fatos, notamos que os indicadores econômicos destes países e as duras realidades sociais vividas pela suas populações acabariam eclodindo. O Egito, por exemplo, tem uma população dez vezes maior que Israel e o mesmo Produto Interno Bruto (PIB). Trocando em miúdos, a renda per capita de cada egípcio é dez vezes menor que a de um israelense.

"As revoltas são fruto do entendimento dos jovens e de uma classe bem educada, que não concebe mais que sejam gastos bilhões de dólares em armamento, enquanto a grande maioria da população não tem acesso aos bens sociais básicos como educação, saúde e trabalho", disse Zaki Shalom.

A grande questão, porém, é: conhecemos o Hosni Mubarak e o Kadafi, mas como se comportarão os próximos líderes de Egito e da Líbia? Segundo o professor Zaki Shalom, "isto é imprevisível, porém, a julgar pela atitude de recuo dos grupos Hamas e Hezbolah - desde o fim da Guerra do Líbano - estou animado".

É óbvio que os grupos extremistas que atuam na região não tiveram um "súbito acesso de bondade, nem viraram sionistas, eles sabem que não é possível enfrentar Israel e que cada ataque deles será retaliado pelas Forças de Defesa Israelenses. Mesmo os mais radicais islâmicos não são burros. Eles entenderam que não é possível um enfrentamento", disse.

Por fim, quanto à ameaça atômica iraniana, o professor Zaki usou o bom humor para informar que "não adianta um país ter armas de ponta, se não possui pessoas capacitadas para usá-las". De acordo com ele, um garoto sabra de 18 anos, sentado com o seu notebook num shopping em Tel Aviv é capaz de acessar os sistemas de informação do inimigo e desarmá-lo.  Nada mal para quem entrou no salão do BL preocupado com a nossa situação. Baruch HaShem! (Fonte: Blog do Yaakov & Notícias da Rua Judaica)

Galãs Judeus nas Telas dos Cinemas

1. Andrew Garfield
Este britânico é o novo Homem-Aranha e que também é reconhecido pelo seu papel no filme  ‘A Rede Social’. Agora que está nos EUA não se surpreendam se virem muito mais dele.

2. Logan Lerman
Também conhecido como Percy Jackson (e os "Olympians") pode ter somente 19 anos, mas já apareceu em outros filmes, tendo atuado em ‘3:10 to Yuma’, ‘Gamer’ e ‘The Butterfly Effect (Efeito Borboleta) e tivemos a oportunidade de vê-lo crescer para o homem de queixo forte que é hoje. E neste ano aparecerá em nova versão de Hollywood dos ‘Três Mosqueteiros’.

3. Drake
Quem poderia esquecer esse menino de Toronto que atingiu a fama com ‘Degrassi: The Next Generation?’ e agora se tornou uma das sensações do rap internacional. Drake (Aubrey Graham) conquistou corações de garotas por todo o mundo.

4. Adrien Brody
Ele tem uma atratividade não convencional, mas a combinação do seu grande talento e pele bronzeada concede-lhe um merecido lugar nesta lista. Seus filmes vão do ‘O Pianista’ de Roman Polanski à refilmagem de ‘King Kong’ de Peter Jackson. Em 2011 está previsto para estrelar cinco filmes.

5. James Franco
Já com sete filmes não se pode negar a fama crescente de Franco. Ele começou sua carreira no cinema como protagonista interpretando James Dean. E foi o co-apresentador da entrega do Oscar.

6. Shia LaBeouf
Este astro de ‘Tranformers’ e ‘Wall Street 2’ começou sua carreira em shows de piadas (stand up comedy) em bares em Los Angeles. Bem, não há nada de engraçado nele.

7. Daniel Radcliffe
Embora a maioria de nós ainda não aceite que Harry Potter tenha crescido não se pode negar que esse garoto adorável agora é um rapagão. Depois do seu papel polêmico em ‘Equus’ na Broadway, Radcliffe lembrou ao mundo que 10 anos já se passaram desde a estréia de Harry Potter e a sua arte é muito mais versátil do que se poderia esperar.

8. Andy Samberg
Comediante do famoso Saturday Night Live Samberg, este rapaz da Califórnia pode se esconder por trás dos seus óculos e cabelo encaracolado, mas gostaria de lembrar-lhes como apareceu no ‘I Love You Man (Eu Te Amo, Cara)’.

9. Joseph Gordon Levitt
Este experimentado ator deve ser elogiado por sua notável transição de criança para ator adulto, desde quando interpretou Tommy, um desajeitado adolescente virgem no ‘3rd Rock From The Sun’? Atualmente ele aparece no filme indicado para concorrer ao Oscar ‘Inception = A Origem)’ e poderá também ser visto no próximo filme do Batman ‘The Dark Knight Rises’.

10. Adam Brody
Há 5 anos atrás este ator era uma espécie de "bad-boy". Brody poderá ser visto no próximo verão no futuro filme de sucesso ‘Pânico 4’.


"Será que um dia teremos um 'galã' judeu afro-descendente?"

Sony se desculpa por uniforme "nazista" do grupo Kishidan


Banda de J-pop prometeu não usar o figurino novamente

A Sony Music precisou se desculpar com o público após a banda de J-pop Kishidan aparecer em um programa da MTV americana trajando um figurino semelhante aos uniformes nazistas. Através de um comunicado oficial, a empresa lamentou o ocorrido e pediu desculpas ao Centro Simon Wiesenthal, uma ONG dedicada às questões do Holocausto, e a todos que se sentiram afetados. A Sony aproveitou para ressaltar que a apresentação do grupo durante o programa não pretendia transmitir nenhuma mensagem ideológica. Os membros do Kishidan também expressaram seu pesar e pediram desculpas pelo ocorrido. A banda não irá se apresentar com o traje novamente. Nesta semana, as discussões sobre o nazismo e seus seguidores voltaram à tona após a grife francesa Dior anunciar a demissão de seu estilista John Galliano, que apareceu em um vídeo na internet expressando sua admiração por Hitler e proferindo xingamentos antissemitas.

Filme Sobre Escola Multi-Étnica em Israel Ganha Oscar

Vários judeus e alguns israelenses estavam entre os vencedores na cerimônia do Oscar 2011 nos EUA. A atriz israelense-americana Natalie Portman de 29 anos ganhou o prêmio de Melhor Atriz por seu desempenho no filme Black Swan (Cisne Negro). O filme The King's Speech (O Discurso do Rei) ganhou vários prêmios. Entre os ganhadores estavam Emile Sherman, um dos produtores e o escritor David Seidler. Ambos Sherman e Seidler são judeus. A diretora e escritora Susanne Bier foi premiada por seu filme em língua estrangeira "In a Better World (Em um Mundo Melhor)". Bier é judia e estudou na Academia Betzalel e na Universidade Hebraica de Jerusalém.
Um documentário sobre uma escola em Tel Aviv com o título de ‘No More Strangers’ também ganhou prêmio. O filme está centrado na escola Bialik-Rogozin, onde muitos alunos são filhos de moradores estrangeiros ilegais em Israel. Os cineastas Kirk Simon e Karen Goodman focalizaram as crianças que fugiram "da pobreza, da adversidade política e até mesmo do genocídio" e observou os seus receios de deportação. Na verdade, a maioria das crianças estrangeiras nascidas de imigrantes ilegais em Israel são filhos de pais que entraram no país em busca de trabalho, e não fugindo de um genocídio.
O governo concedeu visto para milhares de migrantes que fugiam de um genocídio no Sudão para permanecerem no país. Além disso, de cada três imigrantes ilegais dois são autorizados a permanecer, enquanto que apenas aqueles que chegaram a Israel com mais de 13 anos de idade ou estão no país a menos de cinco anos, terão que sair.

No entanto os meios de comunicação continuam a se concentrar nas crianças em processo de deportação, para as quais o ministro do Interior Eli Yishai condenou o "uso cínico dessas crianças com o propósito de seu próprio proveito". O cineasta Kirk Simon admitiu que o seu objetivo ao fazer esse filme foi em parte, influenciar a política de Israel, e disse que espera que o prêmio "ajude a trazer a atenção necessária à questão de ajuda para que os filhos de trabalhadores imigrantes permaneçam em Israel ... Essas crianças deveriam ser permitidas para permanecerem e serem educadas na escola Bialik-Rogozin.

Natalie Portman Ganha Oscar de Melhor Atriz

LOS ANGELES – Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz pelo seu papel como uma bailarina perturbada em ‘Cisne Negro’. Aos 29 anos de idade a israelense-americana era considerada a grande favorita para o prêmio, já tendo ganhado vários prêmios antes do Oscar.

Portman treinou cinco horas por dia durante seis meses como preparação para o ‘Cisne Negro’, um projeto que ela e o diretor Darren Aronofsky discutiram pela primeira vez a cerca de nove anos atrás. Quando eles começaram a rodar o filme em 2009 ainda não tinham garantido o seu financiamento. A sua personagem, desesperadamente insegura e, possivelmente ainda virgem, enfrenta ciúmes e rivalidades profissionais quando ela consegue os papéis duplos principais em "O Lago dos Cisnes".
O filme foi um sucesso comercial e da crítica, com receitas mundiais de ingressos de mais de US$ 200 milhões. Como um bônus, Portman no ano passado anunciou que estava grávida e iria se casar com o pai do bebê, um dançarino que conheceu no set do "Cisne Negro". Ela já recebeu em 2005 uma indicação ao Oscar pelo papel de coadjuvante em ‘Closer (Perto Demais)’. As rivais de Portman eram Annette Bening, que já recebeu 4 indicações para o Oscar por ‘The Kids Are All Right (Minhas Mães e Meu Pai), Nicole Kidman, que já ganhou um Oscar por  ‘Rabbit Hole (Reencontrado a Felicidade’, Jennifer Lawrence por ‘Winter Bone (Inverno na Alma)’, e Michelle Williams por ‘Blue Valentine (Namorados Para Sempre)’.

Liberdade de Opinião (Patrícia Amorim)

Patrícia Amorim


Patricia Amorim Sihman nasceu em 13/02/1969 e é atualmente a Presidente do Clube de Regatas do Flamengo para o triênio 2010/2011/2012. Além disso, também é empresária e administradora da Escolinha de Natação que leva seu nome.

Formou-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1991 e a partir daí acumulou cargos de professora, diretora, supervisora e Vice Presidente de Esportes Olímpicos em 2007 e 2008 no Clube de Regatas do Flamengo.

Como atleta olímpica, Patrícia conquistou 28 títulos brasileiros de natação, bateu 29 recordes sul-americanos, 85 recordes brasileiros e 180 recordes estaduais.

Na vida política, Patrícia está em seu terceiro mandato como Vereadora da Cidade do Rio de Janeiro, é Relatora da Comissão Especial da Copa de 2014, Presidente da Comissão Especial Rio 2016 e da Comissão de Esportes e Lazer da Câmara Municipal, além de Secretária Especial de Assuntos Estratégicos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

1) O que fez de mais importante em sua vida ?
No lado pessoal, sem dúvida foi ter construído uma linda família com quatro filhos.
No lado profissional, ter sido eleita três vezes vereadora e ter me tornado a primeira mulher presidente do Flamengo.
Não posso me esquecer também dos meus feitos como nadadora. Ter ido a uma Olimpíada também foi impar.

2) O que lamenta não ter feito, ou ainda deseja fazer, de importante?
Não me lamento das coisas que não fiz. Quero entregar o Flamengo  melhor do que recebi. Prometi isso na minha campanha e vou cumprir. Já consegui fazer várias melhorias, mas não vou parar por ai.

3) Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo,você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?
Não penso desta forma. Há de se chegar o dia em que as pessoas irão respeitar a individualidade e a religião de cada um. Não é ufanismo mas espero por um mundo onde se possa viver em paz.

4) Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?
Como disse acima vivemos em mundo globalizado e livre. Cada um deve ter respeitado o seu direito de pensar e opinar. 

5) Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, e consumir e de se expressar?
Não gosto nem de imaginar. Não é do meu perfil acatar as coisas e me calar. Quem me conhece sabe que luto pelos meus direitos. Principalmente quando tenho razão. No posto que ocupo hoje, sendo presidente do clube mais popular do país, essa é a postura que a Nação Rubro-Negra espera de mim.


"Não sou hipócrita. Sou Fluminense por causa do meu avô, Otávio Virgílio Z''L e não abro mão, mas, exibir essa matéria com a Presidente Amorim é um orgulho para mim. Primeiro que eu sou judeu, assim como ela, e por que ela é a representação da ascensão feminina no Brasil. Se ela não fosse tão 'alegrinha' e tucana, teria meu respeito dobrado, mesmo sendo presidente do meu clube rival. Segundo, porque a Senhorita Start-Cohen, também adepta rubro-negra, gosta dela. Parabéns, Presidente! PS.: A Taça das Bolinhas vai ficar no Morumbi. O máximo que pode acontecer é ela ir parar nas Laranjeiras por 'acidente'!"

Justa entre as Nações, Aracy Guimarães Rosa, faleceu em São Paulo


Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa nasceu em Rio Negro (PR) em 1908. Por ter sido uma poliglota, prestou serviços ao Itamaraty, tornando-se a segunda esposa do escritor João Guimarães Rosa.

Dona Aracy, como é chamada, salvou judeus na Alemanha nazista, enfrentou as leis anti-semitas do Estado Novo, e ainda escondeu perseguidos políticos durante a ditadura militar brasileira. Enfrentou, portanto, nada menos do que três regimes autoritários, conhecidos por sua violência inclemente.

Em Hamburgo, no final da década de 30, como funcionária do consulado brasileiro, ajudou refugiados judeus a saírem da Alemanha, conseguindo vistos para centenas de pessoas, apesar da lei que proibia a entrada de imigrantes judeus no Brasil. Seu segundo marido, o escritor Guimarães Rosa, com quem se casou em 1940, era cônsul-adjunto em Hamburgo na época em que Aracy se tornou um anjo para os judeus.

Ele sabia de suas manobras arriscadas, como colocar os documentos relativos aos vistos em meio a outros para serem assinados, e deu-lhe seu total apoio. Por isso, ganhou homenagens nos Museus do Holocausto de Jerusalém e de Washington e é conhecida como o “Anjo de Hamburgo”.


"O que Dona Aracy fez precisa ser exaltado pelo resto das gerações. Que Hashem a receba muito bem no lugar que lhe é de direito: o Paraíso!"

Guitarra, jiu-jitsu e Carnaval marcam novo ministro Luiz Fux

Ex-guitarrista e faixa preta de jiu-jitsu, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, 57 anos, nasceu em uma comunidade judaica no bairro do Andaraí, Rio de Janeiro. Usa ternos desde os 14 anos quase que diariamente para atividades voltadas ao Direito.

De uma família de exilados de guerra - os avós fugiram separadamente da perseguição nazista e se reencontraram no Brasil - o descendente de romenos e mais novo ministro da Suprema Corte foi officeboy na empresa do pai e, amante das folias de Carnaval, participava de diversos blocos de rua. Certa vez desfilou com uma gravata na cabeça por cerca de 7 km: do Catete até o tradicional bloco Cordão da Bola Preta, no centro da capital fluminense.

Conhecido como Beckenbauer por professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o novo ministro foi comparado ao meio-campo alemão -mas não exatamente por suas habilidades no futebol. "O Beckenbauer era um meio de campo que distribuía bem a bola na seleção alemã. Ele (um professor) dizia que eu sentava no meio da sala para distribuir cola para os alunos", disse Fux em depoimento para o projeto Faculdade de Direito da Uerj: 70 Anos de História e Memória.

Os prêmios conquistados pelo novo ministro em maratonas da faculdade - um deles equivalente a cerca de R$ 1 mil nos dias de hoje - eram divididos com os amigos. "Gastei tudo em chope com os colegas", disse ele no mesmo depoimento à universidade.

Embora fosse apenas um adolescente em 1968, auge do recrudescimento do regime militar e período de assinatura do AI-5, Fux cursou a Direito em meio aos anos de chumbo. Ele se recorda de um de seus professores ironizar os órgãos de repressão no início de cada aula. "Boa noite, pessoal do Dops. Boa noite, pessoal do SNI. Vocês estão trabalhando, mas eu também estou. Vamos começar a aula".

Favorável a votos com linguagem mais simplificada - padrão não utilizado atualmente no STF - Luiz Fux acredita no ditadismo da explicação dos magistrados em um julgamento. Nunca escreveu um voto e prefere apenas um breve sumário com os principais pontos de seu entendimento. "Essa metodologia de ficar lendo, ninguém presta atenção, ninguém aguenta. A pessoa gosta de saber por que foi acolhida, por que foi rejeitada e da forma mais simples do mundo", disse.

Por volta dos 20 anos de idade, o hoje 11º ministro do STF tocava guitarra no grupo The Five Thunders e se recorda até de ter feito o show de abertura da cantora baiana Daniela Mercury, então em início de carreira. Atualmente abandonou os palcos "porque a liturgia do cargo de magistrado exige um certo comedimento".

Ex-advogado da Shell, Fux se diz uma pessoa "de muita fé". Acredita que "a Justiça tem que ser caridosa e a caridade tem que ser justa". Em tempos em que um ministro recentemente cobrou de outro que fosse "às ruas" ouvir os anseios da população, o novo magistrado defende como juiz ser "preciso estar atento às aspirações do povo".

Carreira na magistratura tem três décadas

Fux concluiu a graduação em 1976 e o doutorado em Direito Processual Civil em 2009, ambos pela Uerj, onde integra o quadro de professores. Ele ocupou ainda o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos últimos dez anos. No entanto, sua história na magistratura já dura três décadas e teve início quando foi aprovado em primeiro lugar no concurso para juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Ocupou também os cargos de juiz eleitoral e de juiz do Tribunal de Alçada do Rio de Janeiro, e foi promovido a desembargador do TJ-RJ. Antes de ingressar na magistratura, atuou no Ministério Público como promotor, aprovado em primeiro lugar em concurso.

O ministro é autor de mais de 20 livros de Direito Processual Civil e, mais recentemente, presidiu a comissão do Congresso Nacional que elaborou a reforma do novo Código de Processo Civil.

Ele é o quarto ministro do STJ a ser indicado para a Suprema Corte, e foi antecedido pelos ministros Carlos Velloso, Ilmar Galvão e Carlos Alberto Menezes Direito (falecido). Outros seis ministros do antigo Tribunal Federal de Recursos, que deu origem ao STJ, também ocuparam cadeira no Supremo.

Moacyr e a folha talhada

A primeira vez que ouvi o nome Scliar não ouvi: vi, assinado num óleo sobre tela, natureza-morta de uma folha de árvore retalhada com pedaços de jornal na casa de meus pais. Tão lindo aquilo. Hoje está na minha sala. Era Carlos Scliar, muito amigo de minha saudosa tia Rosaly, outrora esposa de Alberto Dines. Aliás, a Orla Scliar, em Cabo Frio (onde meus tios tinham casa) é em sua homenagem. Só vim a conhecer pessoalmente seu irmão, o escritor Moacyr Scliar, e seu trabalho, quando Carlos faleceu, dez anos atrás. Não por circunstâncias de luto, mas por circunstâncias de acaso: uma palestra da qual participava ele, Osias Wurman e eu, promovida por alguma entidade que congrega judeus da América Latina. Foi num hotel daqueles antigos, escondido numa rua do Flamengo. Foi um bonito encontro, onde se falou sobre identidade. Preparei um texto especial sobre as múltiplas identidades que um judeu pode assumir. Religiosa. (Multi)étnica. Nacional. Univers al. Cultural. Democrática. Teocrática. Iberica. Russa. Diaspórica. Brasileira. Terminado o evento, Scliar veio me dizer que gostara muito do texto. Que eu devia guardá-lo, difundi-lo. Que estava muito bom o poder de síntese. Fiquei corado. Eu terminara de ler aquela que talvez seja sua obra mais brilhante, curiosamente, uma não-ficção que não tratava de imigração judaica para o Sul, mas de assuntos de interesse da sociedade geral. Chama-se Saturno nos Trópicos, e traça uma historiografia da melancolia, partindo da antiguidade, passando por Portugal e trazendo, via banzo escravo, via saudade lusa, via aculturamento indígena, via angústia árabe e judaica, a nossa grande tristeza brasileira. Estava tão impactado por aquele texto de alta erudição, beleza e poesia que recebi o cumprimento de Scliar quase como uma porrada e sequer tive palavras para comentar a sua obra! Mas isso seria o de menos: nos anos que se seguiriam, nos encontraríamos várias vezes, sobretudo em feiras liter ária. Jantaríamos, beberíamos, trocaríamos ideias sobre o mundo e a vida, mais que sobre literatura. Quando lancei minha saga familiar em 2008, ele foi um grande incentivador e difusor, e um dos primeiros a ler a obra. Mais recentemente, participamos, juntos, da coletânea "Primos", organizada por Tatiana Salem Levy e Adriana Armony, que reúne contos de autores brasileiros de origem judaica e árabe. Lembro-me do seu entusiasmo com o projeto. Quando soube que estava hospitalizado, inconsciente, fiquei perplexo. Scliar era daquelas pessoas que a gente não crê que morram. Hoje olho para a natureza morta de seu irmão e parece que vejo a folha de árvore talhada de letras, viva, se mover. Como uma folha de livro.

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Vanessa Duek)

VANESSA DUEK

Há apenas um mês em Israel, a paulista Vanessa Duek, de 25 anos, é a terceira entrevistada na nova série de entrevistas focando nos participantes do MASA (pronuncia-se “massá”), que oferece bolsas para jovens que desejem passar de cinco a dez meses em Israel, estudando, trabalhando ou viajando pelo país. Desde 2005, quando foi criado, a filial brasileira do MASA já enviou a Israel cerca de 1.250 jovens de 18 a 30 anos através de um leque de 150 programas.

Vanessa escolheu o programa Lech Lechá, através do qual estudará hebraico e inglês em Israel. Ela também pretende trabalhar para viver toda a experiência de estar em Israel antes de se decidir se quer vir morar definitivamente no país. 

1) Por quê você decidiu viajar para Israel?
Vim no ano passado como turista e gostei. Me senti em casa e decidi voltar.


2) Por quê escolheu um programa ligado ao MASA?
Quando estava aqui, ouvi falar do Masa, que oferece bolsas de estudo justamente para quem quer conhecer melhor o país. Achei que seria unir o útil ao agradável.

3) Do que você mais gostou em Israel, até agora?
Gosto muito de Tel Aviv, onde estou morando. É tudo perto, as pessoas são acolhedoras, me sinto parte de algo. Não me sinto como uma turista.

4) O que mais estranhou?
A língua. É estranho não poder falar na minha língua e não conseguir entender o que está escrito nas ruas.

5) Qual o ponto alto do programa?
A experiência de vida. Estar num país diferente, aprender, conhecer gente.

6) O que poderia se melhorado?
Como faz pouco tempo que cheguei, não percebi nada negativo, até agora. Talvez um pouco de falta de atenção individual, antes de vir. Um pouco de burocracia e lentidão. Mas aqui não tenho reclamação.

7) Qual a maior lição da experiência?
Vai ser vivenciar o judaísmo em Israel, não só como religião, mas como cultura.

8) O que você diria para quem pretende visitar o país?
Que venha. É uma experiência muito bacana. Quem nao conhece o país, acha que Israel é igual a bomba. Mas não é assim. É super seguro. 

Egípcio dá o nome de Facebook para sua filha recém nascida

"Egípcio dá para filha recém-nascida o nome de Facebook em homenagem ao sucesso dos protestos".

As redes de mídia social têm desempenhado um papel crucial nos protestos que estão varrendo o mundo árabe nos últimos dois meses, de acordo com um relatório realizado pelo Tech Crunch que citou órgão da imprensa egípcia.

Os recentes protestos no Egito começaram com um evento no Facebook que levou milhares de pessoas para as ruas - e uma homenagem aos sucessos que nasceram a partir desse tipo de mídia social é o que levou um jovem a dar o nome de "Facebook" para a sua filha primogênita.
As redes de mídia social tem desempenhado um papel crucial nos protestos que estão varrendo o mundo árabe nos últimos dois meses, o que provocou o governo egípcio para bloquear os serviços de internet por um período prolongado em uma tentativa de reduzir a afluência em massa de manifestantes anti-governamentais.

Um relatório divulgado pelo Tech Crunch cita o jornal egípcio Al-Ahram que informou que o nome completo do bebê é 'Facebook' Jamal Ibrahim (o nome do pai). A família da pequena Facebook, seus amigos e vizinhos aparentemente estariam satisfeitos com esse nome não convencional, de acordo com o Tech Crunch.

As redes sociais verdadeiramente estão agitando o Egito e relatos recentes têm revelado que o exército egípcio, que tem dirigido o país desde a renúncia de Mubarak também aderiu ao Facebook. Mais de 66 mil usuários se tornaram fãs da página naquele dia.



"Zuckerberg, meu truta, saca só o que você fez! Demais!"

Liberdade de Opinião (Carlos Minc)

CARLOS MINC
Carlos Minc é deputado estadual e assumiu pela segunda vez, em janeiro de 2011, o cargo de Secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro. No Governo Lula, assumiu o Ministério do Meio Ambiente, com uma destacada atuação. É professor-adjunto licenciado do Departamento de Geografia da UFRJ, mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Técnica de Lisboa (1978) e doutor em Economia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I – Sorbonne (1984).

Como escritor, Carlos Minc publicou os livros “Como Fazer Movimento Ecológico” (Editora Vozes; 1985); “A Reconquista da Terra” (Editora Zahar; 1986); “Ecologia e Política no Brasil” (Espaço e Tempo/Iuperj;1987); “Despoluindo a Política” (Editora Relume Dumará; 1994); “Ecologia e Cidadania” (Editora Moderna, 1997) e é coautor do livro “Desafios do Século XXI” (Editora Sextante), coordenado pelo jornalista André Trigueiro. Minc é ambientalista. Em 1989, recebeu o Prêmio Global 500, concedido anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) aos que se destacam mundialmente nas lutas em defesa pelo meio ambiente.

Dentre suas várias iniciativas, vale destacar que Minc foi responsável por um feito histórico: derrubou o desmatamento da Amazônia para o menor nível da história e fez com que o Brasil passasse a contar com uma política e um fundo nacional de clima, com metas de redução das emissões de gases-estufa.
 
PERGUNTAS:
1) O que fez de mais importante em sua vida ?

Criar meus dois filhos, escrever 8 livros e defender o meio ambiente.

2) O que lamenta não ter feito, ou ainda deseja fazer, de importante?

Uma releitura dos clássicos da filosofia e das letras e ajudar a criar uma universidade do meio ambiente e da sustentabilidade.

3) Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo,você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?

Não obrigatoriamente. A intolerância religiosa e o fundamentalismo são assustadores, medievais e regressivos. Mas, a consciência climática, que avança lentamente, e a consciência democrática, que derruba ditadores e inimigos dos direitos humanos nos países árabes é alentadora.

4) Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?

Entendo que as opções da esfera privada devam ser pautadas pela consciência dos indivíduos, para a qual cada um leva em conta seus princípios filosóficos e religiosos. O estado interferir diretamente na vida cotidiana das pessoas é uma invasão da esfera das liberdades individuais e dos direitos. São intromissões que atentam contra a liberdade de escolha.

 
5) Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, e consumir e de se expressar?
Minha opção neste caso seria a de resistir de forma individual e coletiva contra o arbítrio e a ditadura, como fiz ainda jovem, militando contra a Ditadura Militar Brasileira. A opressão e o arbítrio representam a negação da inteligência, da criatividade e dos direitos, e apontam o caminho inquisitorial, das trevas medievais.

Os irmãos Coen e o judeu errado

Vi esta semana o western "Bravura indômita",  novo filme dos Irmãos Coen, talvez os mais prestigiados nomes da direção cinematográfica no mundo inteiro e também em Hollywood nos dias de hoje, o que é ótimo, pois sua obra sempre privilegia a originalidade narrativa e temática. Mas, embora este filme concorra ao Oscar em várias categorias,  quero falar do anterior, "Um homem sério", o único da dupla que tem temática explicitamente judaica. O filme abre com uma cena de 20 minutos que se passa num sthetl e é toda falada em iídiche (descrevendo diálogo de um casal com um rabino que pode ser um dibuk, segundo desconfiança da mulher) e, na sequência, se passa nos dias de hoje, contando a história de um personagem bem judaico, à Scholem Aleichem: aquele sujeito com quem tudo dá errado. Para entender o que se passa com a sua vida, o protagonista, então, recorre a vários rabinos de diferentes tendências. À medida que os ouve, contudo, a confusão de sua mente e de sua vida só aumenta. Para além do humor irresistível, os Coen, neste longa, parece que estão falando de algo que é inerente à cultura judaica e que só a valoriza: a diversidade de visões, opiniões, pontos de vista.  O próprio Talmude, texto tardio, com suas múltiplas interpretações e sentenças de diferentes sábios, mostra que, na prática do dia-a-dia, via tradição oral, o ensinamento da Torá não esgota as verdades. Muito pelo contrário, ele as complexifica! Por isso os judeus discordam tanto entre si, o que é desejável, rico, democrático, e é um espelho da diversidade que rege a sociedade como um todo, judaica ou não. Quando um judeu não reconhece esta riqueza, preferindo pregar a ideia de que, como numa máfia, é necessária, entre os judeus, a proteção mútua, o silêncio, o alinhamento automático a qualquer erro, ele está traindo o seu próprio pertencimento ao todo humano: se um judeu não pode apontar para o outro e evidenciar seu erro pelo fato de ele ser judeu,  ele autoriza um observador "de fora" a adquirir a crença de que o judeu se crê intocável, melhor, superior, imune. É o tipo de postura que semeia a discriminação, sob a justificativa de evitá-la.


Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Michel Steinecke)

O paulista Michel Steinecke, de 23 anos, é o segundo entrevistado na nova série de entrevistas focando nos participantes do MASA (pronuncia-se “massá”), que oferece bolsas para jovens que desejem passar de cinco a dez meses em Israel, estudando, trabalhando ou viajando pelo país. Desde 2005, quando foi criado, a filial brasileira do MASA já enviou a Israel cerca de 1.250 jovens de 18 a 30 anos através de um leque de 150 programas. Michel está em Israel há quase um mês pelo programa “Maslul ishi” (Caminho pessoal), através do qual ele escolheu estudar hebraico e depois cursar aulas de história e política do Oriente Médio na Universidade de Tel Aviv.
MICHEL STEINECKE

1) Por quê você decidiu viajar para Israel?
Em primeiro lugar, porque me sinto bem por aqui, abrigado, seguro. Em segundo lugar, porque tenho interesse em estar ligado ao tema e ao local. A terceira razão é a vontade de viajar e experimentar a vida sozinho.
2) Por quê escolheu um programa ligado ao MASA?
Porque queria estudar num curso estruturado, mas não fazer uma pós-graduação. Queria um curso de curto prazo, de um período, mas que não fosse uma graduação.
3) Do que você mais gosta em Israel?
Da liberdade que sinto aqui.
4) O que mais estranha?
O fato de que tenho que aprender a lidar com os israelenses.
5) Qual o ponto alto do programa?
As aulas. Me sentido bem, aprendendo muito.
6) O que poderia ser melhorado?
Gostaria de ter mais opções, mais interatividade com a universidade. Acho que faltam mais atividades extra-curriculares.
7) Qual a maior lição da experiência?
O meu intuito é ter um tempo para mim. Quero sair daqui com mais ciente do que quero para a minha vida, não só em questão de trabalho.
8) O que você diria para quem pretende visitar o país?
Diria para vir agora. Largar tudo e vir. Aproveitar a juventude para experimentar tudo o que puder.

Liberdade de Opinião (Arnaldo Niskier)

ARNALDO NISKIER

Arnaldo Niskier é carioca, nascido no bairro de Pilares, filho de imigrantes poloneses. Formou-se em Matemática e Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É Doutor em Educação pela UERJ e foi membro do Conselho Nacional de Educação. Foi Secretário de Estado por quatro vezes. Membro da Academia Brasileira de Letras. Na comunidade, criou o programa “Israel em Foco” (TV Rio). Autor de diversos livros, entre os quais “Haskalá – o iluminismo judaico”.

1) O que fez de mais importante em sua vida ?
Nada foi mais importante do que constituir família. Meus três filhos (Celso, Andréia e Sandra) e minhas seis netas (Giovanna, Dora, Gabriela, Fernanda, Bruna e Paula), que devo à doce parceria com minha mulher Ruth, são o que de melhor me aconteceu, na vida. Nossos almoços de domingo e as comemorações das festas judaicas sempre nos unem – e são motivos de alegria para o “patriarca”.
2) O que lamenta não ter feito, ou ainda deseja fazer, de importante?
Lamento não ter podido ler (pelo menos até agora) todos livros que gostaria. Sou fã incondicional da força cultural dos livros impressos, o primeiro dos quais foi a Bíblia que todos respeitamos. Se ainda houver chance, quero aprender o hebraico, para ler tanta coisa bonita da nossa tradição que se encontra na língua oficial do Estado de Israel.
3) Diante da multiplicidade de disputas e conflitos étnicos e raciais se generalizando em todo mundo,você acha que a Humanidade caminha para tempos sombrios?
A Humanidade tem o seu destino traçado. Se os homens quiserem enveredar pelos caminhos da guerra, pior para nós todos. O Oriente Médio pode se tornar um centro exemplar de convívio entre povos irmãos, que viveram de braços dados na Península Ibérica durante mais de 300 anos. Por que isso não pode ser revivido? É claro que tudo irá depender da sanidade do fundamentalismo islâmico.
4) Você concorda com o balizamento estatal ou religioso nas opções e preferências pessoais de cada individuo, incluindo a comunicação, opção sexual, vestimenta, fumo e bebida?
No Brasil, o Estado é laico. Assim está na Constituição. Isso assegura a todos os mesmos direitos, inclusive de professar a sua fé religiosa de forma independente. Quanto às opções pessoais, cada um de nós tem um elenco de direitos que valem sobretudo quando não ofendem os direitos alheios. Sobre fumo e bebida, em excesso, só podemos lamentar.
5) Qual seria a sua reação caso tivesse tolhido seu direito de opinar, e consumir e de se expressar?
Protestaria com todas as forças. Já tivemos no Brasil um longo período de 21 anos de regime de exceção. O exercício pleno da democracia contempla o direito de expressão e condena atitudes preconceituosas, como alguns neonazistas caboclos estão procurando atrair para o nosso território. Isso leva a crimes inafiançáveis. Devemos estar de olho nessa gente. Ninguém nos pegará desprevenidos.

RACISMO NUM QUIOSQUE NO LEME

Meus tempos de universidade foram essenciais em minha formação não apenas como jornalista mas, sobretudo, como homem. Eu vivia por demais atado à comunidade judaica e à família. Claro que já tinha ido aos botequins com meu pai, ao Maracanã, jogado bola com meninos de rua, mas, amigos mesmo, eu só tinha na tribo. Na folclórica Eco-UFRJ - onde estudaram Fátima Bernardes, Chacal, Bussunda e tanta gente boa famosa ou anônima - ganhei novos amigos, 99% não judeus, de todas as partes da cidade, do estado, do país e até do exterior (um peruano, um panamenho e uma boliviana faziam parte do meu novo círculo de relações naquele início dos anos 80). Bussunda, que foi meu colega, costumava também dizer isso: a faculdade abriu seus olhos para a diversidade humana. Por isso, ao receber a carta que abaixo transcrevo, de minha ex-colega de faculdade Elisa Barcellos (de quem perdi contato, ao contrário de muitos dos amigos da Eco, com quem me dou até hoje) se nti-me na obrigação de reproduzi-la aqui, pois diz respeito a todos que um dia foram discriminados, e pelo fato de a situação relatada ter acontecido num estabelecimento de nossa cidade. Segue, entre aspas, a carta:

"A gente tenta esquecer, acreditar que é tratado de forma igual, aí vem um porrada que dá um choque de realidade. O dia 16 de fevereiro de 2011 começou como um dos mais bacanas da minha vida. Um amanhecer lindo comemorava o aniversário de Dorinha, 5 anos de alegria, doçura, irreverência. Festa na escola, paparicação da família, dos amigos, a menina e todos felizes.
Para poder terminar a comemoração, com muita gente, como a menina gosta, e aproveitar mais esse dia de verão, foi marcado um encontro no início da noite no Espaço Ox, quiosque da praia do Leme. Lá, adultos nas mesas reservadas e as crianças brincando ora no parquinho ora na correria pela areia.
Saí de lá por volta das 22 horas, deixando meu irmão, minha cunhada, as crianças, família e amigos, todos felizes.
Pois eis que passando um pouco da meia-noite vem a bomba: Dorinha e Lia haviam sido impedidas de entrar, na verdade reentrar no local porque seriam crianças de rua. Ou seja: negras. Imaginar a cena me causou náuseas. Não por minhas sobrinhas estarem envolvidas. Mas porque crianças estavam sendo agredidas.
Crianças deveriam ser protegidas de todos os males do mundo, de todo o egoísmo, de toda a dor.
Minhas sobrinhas foram agredidas de uma das maneiras mais cruéis que existem. E tão pequenas terão que entender que não somos aceitos como iguais, que a ignorância de alguns é muito mais potente que o bom senso de muitos, que isso machuca, fere profundamente.
Mas também aprenderão que devem se impor. Apesar de toda dor, jamais deverão baixar o olhar ou se esconder.
Precocemente e de forma cruel, sei que o destino acabou de formar mais duas mulheres de garra.
Amo vocês, Lia e Dora."
Observação: o pai da menina está ainda em vias de registrar a queixa, e os jornais já estão alertados. Espera-se que, comprovada a denúncia, a funcionária e o estabelecimento paguem caro pelo crime de racismo.

Documental sobre una escuela en Tel Aviv, Strangers No More, ganó el Oscar de la Academia


La película documental, "Strangers No More", sobre una escuela primaria en el sur Tel Aviv, ganó el Oscar al mejor cortometraje documental.

"Strangers No More", cuenta la historia de niños de 48 diferentes países que acuden a la escuela Bialik-Rogozin. Muchos de ellos han escapado del genocidio, la guerra y el hambre para llegar a Israel en una escuela donde "ningún niño es un extraño".

El documental narra la historia de varios nuevos estudiantes mientras se aclimatan a la nueva vida y tratan de dejar atrás los horrores y las dificultades del pasado.

"Juntos, los lazos entre el maestro y el alumno, y entre los estudiantes mismos, les permite construir una nueva vida en esta comunidad excepcional", dice el sitio oficial de la película.

La película, que fue dirigida y producida por Karen Goodman y Kira Simon, recibió cuatro nominaciones para el Oscar y tres premios Emmy.


(Fonte: Aurora Israel)

15.2.11

De Prima

Há três meses atrás, li um uma frase que me chamou a atenção. Primeiro porque estava na língua que originalmente foi falada, o francês, segundo, pelo jogo de palavras.

Eis a tal: "L'Équipe Prime Sur L'Idée Et Ce Qui Prime Dans L'Équipe C'Est Le Esprit." (A equipe prima pela ideia e o que prima pela equipe é o espírito). Não, não foi o editor-chefe do diário esportivo francês L'Équipe que disse isso, e sim o executivo Jacques Fouchier, do conglomerado financeiro BNP-Paribas, dono da marca Cetelem que o mesmo Fouchier fundou. Através da empresa paulistana VegaNet (chamada carinhosamente de Vega) trabalhava para eles até o início desse mês, antes de ser transferido.

Enfim, no departamento de recursos humanos de qualquer empresa há múltiplas frases motivadoras espalhadas pelo escritório. Essa aí não é diferente. Mas, brincando com a frase, tudo que prima por algo é interessante, e se algo é de prima, é melhor ainda.

A frase me lembra um filme que assisti, há anos atrás, onde tinha um personagem, Alex Perchov, que tudo para ele, se fosse americano, era de prima. O basquete, Michael Jackson, tudo. O protagonista, Jonathan Safran Foer (escritor, interpretado por Elijah Wood, de "O Senhor dos Anéis) era judeu e colecionador de coisas de família, e prometeu para o avô, Safran Foer, já falecido, que iria a cidade fantasma de Trachimbrod, na Ucrânia, coletar mais itens da sua família.

O filme em si, é maravilhoso, é uma história de vida, mas claro, regado a muita comédia por parte de Perchov e Foer. De prima. E o que prima algo para ser de prima, sendo filho do tio, pai de uma bonita prima que rima com laranja-lima? Boa pergunta. O importante, assim como o espírito prima pela equipe, é saber qual é a essência desse espírito e por qual equipe essa ideia é aproveitada.

Jacques Fouchier não disse essa frase só porque teve uma boa ideia ao acordar, mas foi pela força de onde trabalhava, o primeiro banco privado da Zona do Euro. Como ele mesmo disse, tudo prima por algo. Tudo evolui, tudo se torna síntese de tudo, nada e ninguém é insuperável.

Pensar é de prima. Amar é de prima. Viver é de prima. O que prima pelo pensamento é a curiosidade. O que prima pelo amor é a emoção. O que prima pela vida são as bênçãos de D-us. Não importa se é francês ou paulista. Se comunicar é de prima.

A Placa é Levantada (Apertando o Pause)

Ninguém precisa ser um gamer pra saber que "Start" quer dizer "começar". Tanto em ucraniano, como em inglês significa a mesma coisa. Ironicamente, "Start" faz parte do meu nome. E no video-game, apertando "start" você pausa, ou seja, congela até poder retomar de onde parou.

Se "Start" significa "começo", "Cohen" é sacerdote, aquele que zela. Mais importante que ter um sonho, é zelar por ele, sem perder a esperança e mantendo a certeza injetada. Por amor, vou ter que pausar os objetivos, zelando para que os mesmos não se percam.

Ao conversar com quem quer que seja, enfatizava sempre que iria embora e falava até em largar a família para levá-los com o tempo. Estava até mesmo, planejando, nas próximas férias de inverno (Julho - Sivan/Tammuz) tirar o tão sonhado (e futuro encostado) passaporte, para que no final da faculdade (2012) pudesse usá-lo. Sempre pensando que a Senhorita Start-Cohen quisesse fazer o mesmo, felizmente (ou infelizmente - dependendo da interpretação) enganei-me.

Claro, se enganar faz parte do jogo. Dependendo do tropeço, tu continua em pé. E assim vou me manter. Prefiro esperar, assim vou me preparar melhor, estudo mais e continuo com a pessoa que, seguramente, será a mãe dos meus herdeiros (ou herdeiras) Start-Cohen, se D-us quiser.


Em uma partida válida pela primeira fase, meu time vence por 1 a 0. Estamos aos 45 minutos do segundo tempo. A placa dos acréscimos é levantada, vamos até aos 50 minutos. Vamos segurando o jogo, sem deixar o adversário empatar. Ou até mesmo, tentar virar.

O Dia em que a Vega (Praticamente) Parou

Tarde de uma sexta, Erev Shabat, 21 de janeiro de 2011. Normal como todas as outras passadas. Com a temporada de chuvas, também era normal no serviço e a chuva começar a cair. Só que essa chuva no Planalto Paulista foi totalmente atípica. Mesmo.

Era 14:20. Começando um dia de trabalho, e a chuva junto, quando "do nada", um raio atingiu a empresa, e uma série de árvores caíram. Houve um "apagão" por segundos. Desespero dos operadores, não meu. Consegui manter a cama e até dei risada da situação, até comemorei como se o São Paulo tivesse feito um gol na Libertadores. Mesmo com a volta da energia (pelo gerador), ainda ficamos por volta de 40 minutos sem atender. Alguns ainda até com medo.

Situação pseudo-normalizada, como posso assim dizer, já era por volta das 17:00, quando clarões de luz de fogo brilharam no estacionamento da empresa, noticiando a queda de mais árvores, e causando mais desespero para quem estava na sua merecida pausa. Não só para quem estava na parte externa, mesmo dentro do prédio dava pra ouvir e observar os clarões. Mais uma vez, o sr. desespero visitava a VegaNet. Junto com isso, vieram duas interdições, ninguém entrava, ninguém saía, ninguém entendia.

A imprensa visitava a Avenida Indianópolis. Observei uma viatura da Rádio Central Brasileira de Notíciasm não por muito tempo, mas o destaque ficou por conta da Rede Bandeirantes (Canal 13 UHF - São Paulo), que nos filmou - sim, nos filmou do alto - e que noticiou que a Vega era uma faculdade. Por meio de quem? Adivinham? José Luiz Datena, apresentador dos programas Manhã Bandeirantes (rádio), São Paulo Acontece e Brasil Urgente - esse último visto por muitos como "antro de tragédias".





O corpo de bombeiros foi chamado pra fazer o resto do serviço. Muitas árvores caídas ao redor da empresa. Saída e entrada? Pela rua Campina da Taborda, já que o acesso de pedestres da Avenida Indianópolis estava interditado até a manhã seguinte. E assim foi. cinco horas e alguns minutos de um dia memorável, pelo lado ruim. Uma supervisora do terminal Itaú Parceiros teve seu Chevrolet Corsa totalmente destruído por uma árvore, lamentável. Foi o dia em que a VegaNet praticamente parou. Forçada pela mãe natureza.

SickVille

 Cada vez mais a criação do "patrício" Mark Zuckerberg se destaca da criação do seu rival pioneiro, o também nerd turco Orkut Buyukkokten, não dá pra negar. Toda vez que entramos no Facebook, esquecemos que o Orkut, para quem tem, existe.

Por volta de março de 2009, quando eu completei o cadastro no Facebook, após aceitar o convite da minha prima, amigos começavam a me enviar "presentes" para o jogo local, FarmVille. Eu até aceitava, mas era necessário jogar para "aproveitar" os tais presentes. Como não tenho tempo nem pra mim, o que dirá jogar um joguinho esdrúxulo em um site de relacionamentos!

O FarmVille rapidamente virou a "menina dos olhos" do site de Zuckerberg, logo, o site do turco também tinha sua versão e em português ainda: "A Colheita Feliz". "A Colheita" se tornou tão popular quanto o FarmVille, devido ao número de membros que o Orkut tem, que no Brasil, é superior do que o Facebook, mas, como diria um grande colega meu, Caio Prado, existe o perigo da "baianada" do Orkut migrar de vez para o Facebook.

É, o ilustre gremista Humberto Gessinger já cantava com os Engenheiros do Hawaii: "o pop não poupa ninguém", e a tal da "Colheita" virou um meio de dependência psicológica, pelo menos, na verdadeira Capital Federal. Observei uma reportagem no telejornal "RedeTV News" (RedeTV! - Canal 9 UHF - São Paulo) no final do ano passado, explicando como esse fenômeno (não se aposentou) viciou alguns membros do Orkut, inclusive, o psicólogo entrevistado disse que teve uma sessão finalizada com uma cliente cinco minutos antes do encerramento, porque a mesma teria que colher os morangos da maledetta colheita.

Como "educação vem do berço", "bom exemplo surge de casa". Esther Start-Cohen, sim, ela mesmo, a Senhorita Start-Cohen, chegou a gastar com essa imensa palhaçada, 75 reais. Não foram cinco nem dez, muito menos 50. Foram 75 reais. Dinheiro suado gasto com esse novo "vício". Na falta de bingo, álcool ou cigarro, outras pessoas apelam para a "Colheita", é mole?


Você, que lê esse texto, preste atenção. Você pode ser um viciado nesse tipo de jogo sem perceber. Além do mais, que está viciado em algo, nunca percebe. Se é bom brincar de latifundiário, trabalhe a vida inteira e compre uma fazenda ou vire agricultor! Se é bom construir uma cidade, vá aos Emirados Árabes Unidos e compre a sua! Jogo bom é aquele que te faz sorrir, independente se tu ganha ou perde, e claro, não te vicie.




PS.: Meu Amor, saia da SickVille, esse jogo não te pertence!