Há três meses atrás, li um uma frase que me chamou a atenção. Primeiro porque estava na língua que originalmente foi falada, o francês, segundo, pelo jogo de palavras.
Eis a tal: "L'Équipe Prime Sur L'Idée Et Ce Qui Prime Dans L'Équipe C'Est Le Esprit." (A equipe prima pela ideia e o que prima pela equipe é o espírito). Não, não foi o editor-chefe do diário esportivo francês L'Équipe que disse isso, e sim o executivo Jacques Fouchier, do conglomerado financeiro BNP-Paribas, dono da marca Cetelem que o mesmo Fouchier fundou. Através da empresa paulistana VegaNet (chamada carinhosamente de Vega) trabalhava para eles até o início desse mês, antes de ser transferido.
Enfim, no departamento de recursos humanos de qualquer empresa há múltiplas frases motivadoras espalhadas pelo escritório. Essa aí não é diferente. Mas, brincando com a frase, tudo que prima por algo é interessante, e se algo é de prima, é melhor ainda.
A frase me lembra um filme que assisti, há anos atrás, onde tinha um personagem, Alex Perchov, que tudo para ele, se fosse americano, era de prima. O basquete, Michael Jackson, tudo. O protagonista, Jonathan Safran Foer (escritor, interpretado por Elijah Wood, de "O Senhor dos Anéis) era judeu e colecionador de coisas de família, e prometeu para o avô, Safran Foer, já falecido, que iria a cidade fantasma de Trachimbrod, na Ucrânia, coletar mais itens da sua família.
O filme em si, é maravilhoso, é uma história de vida, mas claro, regado a muita comédia por parte de Perchov e Foer. De prima. E o que prima algo para ser de prima, sendo filho do tio, pai de uma bonita prima que rima com laranja-lima? Boa pergunta. O importante, assim como o espírito prima pela equipe, é saber qual é a essência desse espírito e por qual equipe essa ideia é aproveitada.
Jacques Fouchier não disse essa frase só porque teve uma boa ideia ao acordar, mas foi pela força de onde trabalhava, o primeiro banco privado da Zona do Euro. Como ele mesmo disse, tudo prima por algo. Tudo evolui, tudo se torna síntese de tudo, nada e ninguém é insuperável.
Pensar é de prima. Amar é de prima. Viver é de prima. O que prima pelo pensamento é a curiosidade. O que prima pelo amor é a emoção. O que prima pela vida são as bênçãos de D-us. Não importa se é francês ou paulista. Se comunicar é de prima.
15.2.11
De Prima
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
A Placa é Levantada (Apertando o Pause)
Ninguém precisa ser um gamer pra saber que "Start" quer dizer "começar". Tanto em ucraniano, como em inglês significa a mesma coisa. Ironicamente, "Start" faz parte do meu nome. E no video-game, apertando "start" você pausa, ou seja, congela até poder retomar de onde parou.
Se "Start" significa "começo", "Cohen" é sacerdote, aquele que zela. Mais importante que ter um sonho, é zelar por ele, sem perder a esperança e mantendo a certeza injetada. Por amor, vou ter que pausar os objetivos, zelando para que os mesmos não se percam.
Ao conversar com quem quer que seja, enfatizava sempre que iria embora e falava até em largar a família para levá-los com o tempo. Estava até mesmo, planejando, nas próximas férias de inverno (Julho - Sivan/Tammuz) tirar o tão sonhado (e futuro encostado) passaporte, para que no final da faculdade (2012) pudesse usá-lo. Sempre pensando que a Senhorita Start-Cohen quisesse fazer o mesmo, felizmente (ou infelizmente - dependendo da interpretação) enganei-me.
Claro, se enganar faz parte do jogo. Dependendo do tropeço, tu continua em pé. E assim vou me manter. Prefiro esperar, assim vou me preparar melhor, estudo mais e continuo com a pessoa que, seguramente, será a mãe dos meus herdeiros (ou herdeiras) Start-Cohen, se D-us quiser.
Em uma partida válida pela primeira fase, meu time vence por 1 a 0. Estamos aos 45 minutos do segundo tempo. A placa dos acréscimos é levantada, vamos até aos 50 minutos. Vamos segurando o jogo, sem deixar o adversário empatar. Ou até mesmo, tentar virar.
Se "Start" significa "começo", "Cohen" é sacerdote, aquele que zela. Mais importante que ter um sonho, é zelar por ele, sem perder a esperança e mantendo a certeza injetada. Por amor, vou ter que pausar os objetivos, zelando para que os mesmos não se percam.
Ao conversar com quem quer que seja, enfatizava sempre que iria embora e falava até em largar a família para levá-los com o tempo. Estava até mesmo, planejando, nas próximas férias de inverno (Julho - Sivan/Tammuz) tirar o tão sonhado (e futuro encostado) passaporte, para que no final da faculdade (2012) pudesse usá-lo. Sempre pensando que a Senhorita Start-Cohen quisesse fazer o mesmo, felizmente (ou infelizmente - dependendo da interpretação) enganei-me.
Claro, se enganar faz parte do jogo. Dependendo do tropeço, tu continua em pé. E assim vou me manter. Prefiro esperar, assim vou me preparar melhor, estudo mais e continuo com a pessoa que, seguramente, será a mãe dos meus herdeiros (ou herdeiras) Start-Cohen, se D-us quiser.
Em uma partida válida pela primeira fase, meu time vence por 1 a 0. Estamos aos 45 minutos do segundo tempo. A placa dos acréscimos é levantada, vamos até aos 50 minutos. Vamos segurando o jogo, sem deixar o adversário empatar. Ou até mesmo, tentar virar.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
O Dia em que a Vega (Praticamente) Parou
Tarde de uma sexta, Erev Shabat, 21 de janeiro de 2011. Normal como todas as outras passadas. Com a temporada de chuvas, também era normal no serviço e a chuva começar a cair. Só que essa chuva no Planalto Paulista foi totalmente atípica. Mesmo.
Era 14:20. Começando um dia de trabalho, e a chuva junto, quando "do nada", um raio atingiu a empresa, e uma série de árvores caíram. Houve um "apagão" por segundos. Desespero dos operadores, não meu. Consegui manter a cama e até dei risada da situação, até comemorei como se o São Paulo tivesse feito um gol na Libertadores. Mesmo com a volta da energia (pelo gerador), ainda ficamos por volta de 40 minutos sem atender. Alguns ainda até com medo.
Situação pseudo-normalizada, como posso assim dizer, já era por volta das 17:00, quando clarões de luz de fogo brilharam no estacionamento da empresa, noticiando a queda de mais árvores, e causando mais desespero para quem estava na sua merecida pausa. Não só para quem estava na parte externa, mesmo dentro do prédio dava pra ouvir e observar os clarões. Mais uma vez, o sr. desespero visitava a VegaNet. Junto com isso, vieram duas interdições, ninguém entrava, ninguém saía, ninguém entendia.
A imprensa visitava a Avenida Indianópolis. Observei uma viatura da Rádio Central Brasileira de Notíciasm não por muito tempo, mas o destaque ficou por conta da Rede Bandeirantes (Canal 13 UHF - São Paulo), que nos filmou - sim, nos filmou do alto - e que noticiou que a Vega era uma faculdade. Por meio de quem? Adivinham? José Luiz Datena, apresentador dos programas Manhã Bandeirantes (rádio), São Paulo Acontece e Brasil Urgente - esse último visto por muitos como "antro de tragédias".
O corpo de bombeiros foi chamado pra fazer o resto do serviço. Muitas árvores caídas ao redor da empresa. Saída e entrada? Pela rua Campina da Taborda, já que o acesso de pedestres da Avenida Indianópolis estava interditado até a manhã seguinte. E assim foi. cinco horas e alguns minutos de um dia memorável, pelo lado ruim. Uma supervisora do terminal Itaú Parceiros teve seu Chevrolet Corsa totalmente destruído por uma árvore, lamentável. Foi o dia em que a VegaNet praticamente parou. Forçada pela mãe natureza.
Era 14:20. Começando um dia de trabalho, e a chuva junto, quando "do nada", um raio atingiu a empresa, e uma série de árvores caíram. Houve um "apagão" por segundos. Desespero dos operadores, não meu. Consegui manter a cama e até dei risada da situação, até comemorei como se o São Paulo tivesse feito um gol na Libertadores. Mesmo com a volta da energia (pelo gerador), ainda ficamos por volta de 40 minutos sem atender. Alguns ainda até com medo.
Situação pseudo-normalizada, como posso assim dizer, já era por volta das 17:00, quando clarões de luz de fogo brilharam no estacionamento da empresa, noticiando a queda de mais árvores, e causando mais desespero para quem estava na sua merecida pausa. Não só para quem estava na parte externa, mesmo dentro do prédio dava pra ouvir e observar os clarões. Mais uma vez, o sr. desespero visitava a VegaNet. Junto com isso, vieram duas interdições, ninguém entrava, ninguém saía, ninguém entendia.
A imprensa visitava a Avenida Indianópolis. Observei uma viatura da Rádio Central Brasileira de Notíciasm não por muito tempo, mas o destaque ficou por conta da Rede Bandeirantes (Canal 13 UHF - São Paulo), que nos filmou - sim, nos filmou do alto - e que noticiou que a Vega era uma faculdade. Por meio de quem? Adivinham? José Luiz Datena, apresentador dos programas Manhã Bandeirantes (rádio), São Paulo Acontece e Brasil Urgente - esse último visto por muitos como "antro de tragédias".
O corpo de bombeiros foi chamado pra fazer o resto do serviço. Muitas árvores caídas ao redor da empresa. Saída e entrada? Pela rua Campina da Taborda, já que o acesso de pedestres da Avenida Indianópolis estava interditado até a manhã seguinte. E assim foi. cinco horas e alguns minutos de um dia memorável, pelo lado ruim. Uma supervisora do terminal Itaú Parceiros teve seu Chevrolet Corsa totalmente destruído por uma árvore, lamentável. Foi o dia em que a VegaNet praticamente parou. Forçada pela mãe natureza.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
SickVille
Cada vez mais a criação do "patrício" Mark Zuckerberg se destaca da criação do seu rival pioneiro, o também nerd turco Orkut Buyukkokten, não dá pra negar. Toda vez que entramos no Facebook, esquecemos que o Orkut, para quem tem, existe.
Por volta de março de 2009, quando eu completei o cadastro no Facebook, após aceitar o convite da minha prima, amigos começavam a me enviar "presentes" para o jogo local, FarmVille. Eu até aceitava, mas era necessário jogar para "aproveitar" os tais presentes. Como não tenho tempo nem pra mim, o que dirá jogar um joguinho esdrúxulo em um site de relacionamentos!
O FarmVille rapidamente virou a "menina dos olhos" do site de Zuckerberg, logo, o site do turco também tinha sua versão e em português ainda: "A Colheita Feliz". "A Colheita" se tornou tão popular quanto o FarmVille, devido ao número de membros que o Orkut tem, que no Brasil, é superior do que o Facebook, mas, como diria um grande colega meu, Caio Prado, existe o perigo da "baianada" do Orkut migrar de vez para o Facebook.
É, o ilustre gremista Humberto Gessinger já cantava com os Engenheiros do Hawaii: "o pop não poupa ninguém", e a tal da "Colheita" virou um meio de dependência psicológica, pelo menos, na verdadeira Capital Federal. Observei uma reportagem no telejornal "RedeTV News" (RedeTV! - Canal 9 UHF - São Paulo) no final do ano passado, explicando como esse fenômeno (não se aposentou) viciou alguns membros do Orkut, inclusive, o psicólogo entrevistado disse que teve uma sessão finalizada com uma cliente cinco minutos antes do encerramento, porque a mesma teria que colher os morangos da maledetta colheita.
Como "educação vem do berço", "bom exemplo surge de casa". Esther Start-Cohen, sim, ela mesmo, a Senhorita Start-Cohen, chegou a gastar com essa imensa palhaçada, 75 reais. Não foram cinco nem dez, muito menos 50. Foram 75 reais. Dinheiro suado gasto com esse novo "vício". Na falta de bingo, álcool ou cigarro, outras pessoas apelam para a "Colheita", é mole?
Você, que lê esse texto, preste atenção. Você pode ser um viciado nesse tipo de jogo sem perceber. Além do mais, que está viciado em algo, nunca percebe. Se é bom brincar de latifundiário, trabalhe a vida inteira e compre uma fazenda ou vire agricultor! Se é bom construir uma cidade, vá aos Emirados Árabes Unidos e compre a sua! Jogo bom é aquele que te faz sorrir, independente se tu ganha ou perde, e claro, não te vicie.
PS.: Meu Amor, saia da SickVille, esse jogo não te pertence!
Por volta de março de 2009, quando eu completei o cadastro no Facebook, após aceitar o convite da minha prima, amigos começavam a me enviar "presentes" para o jogo local, FarmVille. Eu até aceitava, mas era necessário jogar para "aproveitar" os tais presentes. Como não tenho tempo nem pra mim, o que dirá jogar um joguinho esdrúxulo em um site de relacionamentos!
O FarmVille rapidamente virou a "menina dos olhos" do site de Zuckerberg, logo, o site do turco também tinha sua versão e em português ainda: "A Colheita Feliz". "A Colheita" se tornou tão popular quanto o FarmVille, devido ao número de membros que o Orkut tem, que no Brasil, é superior do que o Facebook, mas, como diria um grande colega meu, Caio Prado, existe o perigo da "baianada" do Orkut migrar de vez para o Facebook.
É, o ilustre gremista Humberto Gessinger já cantava com os Engenheiros do Hawaii: "o pop não poupa ninguém", e a tal da "Colheita" virou um meio de dependência psicológica, pelo menos, na verdadeira Capital Federal. Observei uma reportagem no telejornal "RedeTV News" (RedeTV! - Canal 9 UHF - São Paulo) no final do ano passado, explicando como esse fenômeno (não se aposentou) viciou alguns membros do Orkut, inclusive, o psicólogo entrevistado disse que teve uma sessão finalizada com uma cliente cinco minutos antes do encerramento, porque a mesma teria que colher os morangos da maledetta colheita.
Como "educação vem do berço", "bom exemplo surge de casa". Esther Start-Cohen, sim, ela mesmo, a Senhorita Start-Cohen, chegou a gastar com essa imensa palhaçada, 75 reais. Não foram cinco nem dez, muito menos 50. Foram 75 reais. Dinheiro suado gasto com esse novo "vício". Na falta de bingo, álcool ou cigarro, outras pessoas apelam para a "Colheita", é mole?
Você, que lê esse texto, preste atenção. Você pode ser um viciado nesse tipo de jogo sem perceber. Além do mais, que está viciado em algo, nunca percebe. Se é bom brincar de latifundiário, trabalhe a vida inteira e compre uma fazenda ou vire agricultor! Se é bom construir uma cidade, vá aos Emirados Árabes Unidos e compre a sua! Jogo bom é aquele que te faz sorrir, independente se tu ganha ou perde, e claro, não te vicie.
PS.: Meu Amor, saia da SickVille, esse jogo não te pertence!
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
Regressão Continuada
Além da saúde, a educação é a pior área da gestão tucana em 16 anos de Governo do Estado de São Paulo. Nas últimas eleições, o candidato derrotado da oposição, o ex-professor da Pontifícia Universidade Católica e atual ministro da Ciência e Tecnologia, o senador Aloizio Mercadante, bateu muito nessa tecla, mas não adiantou, não foi nem pro segundo turno, para tristeza da Dona Marilda e alegria minha, afinal, eu apostei que o mesmo não iria acabar assim.
Apostas á parte, vemos os petistas governarem o Brasil desde 2003, e a maioria aprova. Na verdadeira Capital Federal, os petistas só "passearam" quatro anos, e devido a ignorância de muitos, os tucanos governam Sampa desde 2005. As escolas e demais instituições municipais deram um "upgrade" na gestão Marta Suplicy, destacando a criação do Programa Vai e Volta, que fornecia material escolar e transporte de graça. Anos depois, Geraldo Alckmin copiou, criando o Programa Aluno Presente, que somente fornecia material escolar.
O autor desse texto estudou, com certo orgulho, cinco anos em escola estadual, e percebi, com meus próprios óculos, o descaso do governo tucano para com as escolas. No quesito ensino, aprendi muito, é verdade. Tive o privilégio de ser aluno do hoje reconhecido artista plástico Maurício Adinolfi na Escola Estadual Professor Loureiro Júnior, no Tatuapé. Ele dava aula de filosofia, faculdade que "se bobear", até me formo daqui a alguns anos. Sem citar outros professores que me ajudaram muito. Eis o problema.
De que adianta ter ótimos professores e não ter infra-estrutura? Pois é. Em duas das três escolas que estudei, as mesmas tinham estrutura para serem verdadeiras escolas técnicas. Muitas salas, laboratórios de biologia e informática bem equipados, bibliotecas boas, só que ninguém usava, quer dizer, professores não podiam usufruir, limitando ainda mais, nós alunos, o acesso a outros tipos de informação previstos na Constituição. Triste.
Daí, vem vestibulares como o "humano" ENEM, ou até mesmo a gladiada FUVEST, aonde nós, alunos oriundos de escolas estaduais, ficamos, como o povo diz, "a ver navios" - aportados em Santos ainda. Existe casos que alunos de escolas públicas passam, sim, mas não é essa a questão. Se todas as escolas já construídas tivessem 100% de sua estrutura utilizada, para quê gastar mais dinheiro construindo outras? Se passamos cinco horas e 20 minutos dentro da sala de aula, porquê não podemos aprender sobre outras profissões e trabalhar algo em cima delas desde o Fundamental II? E mais, pra quê vestibular?
O pograma de Progressão Continuada nas escolas estaduais não me ajudou. Peguei recuperação no Primeiro Ano do Ensino Médio, e nos outros anos, Conselho de Classe neles! É um caso particular. Quem não teve uma certa base como eu, desde o primário, é quem mais sofre com esse programa. Através dele, crianças chegam a quarta série sem saber escrever o próprio nome. Terminam o Ensino Médio sem saber o que fazer, se terminarem, pois o índice de absenteísmo nessa etapa escolar é grande, pois muitos alunos param de estudar para trabalhar. Casos de colegas meus, lamentável.
Na manhã de terça, dia quatro de janeiro de 2011, ouvi o colunista da Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein na Rádio Central Brasileira de Notícias, pedindo pelo amor de D-us para o reeleito Alckmin parar com essa palhaçada desse programa que em vez de evoluir, regride nossos alunos, atrasando mais São Paulo. Especialidade dessa corja maldita: atrasar nossa Pátria Paulista. Prova que, se criticaram os nordestinos por não saberem votar ao eleger Dilma Rousseff, os paulistas também são passíveis de crítica ao elegerem essa corja. Bem feito. Se continuar assim, como diria Zeca Pagodinho, vamos "chorar na cama, que é um lugar quente!"
Apostas á parte, vemos os petistas governarem o Brasil desde 2003, e a maioria aprova. Na verdadeira Capital Federal, os petistas só "passearam" quatro anos, e devido a ignorância de muitos, os tucanos governam Sampa desde 2005. As escolas e demais instituições municipais deram um "upgrade" na gestão Marta Suplicy, destacando a criação do Programa Vai e Volta, que fornecia material escolar e transporte de graça. Anos depois, Geraldo Alckmin copiou, criando o Programa Aluno Presente, que somente fornecia material escolar.
O autor desse texto estudou, com certo orgulho, cinco anos em escola estadual, e percebi, com meus próprios óculos, o descaso do governo tucano para com as escolas. No quesito ensino, aprendi muito, é verdade. Tive o privilégio de ser aluno do hoje reconhecido artista plástico Maurício Adinolfi na Escola Estadual Professor Loureiro Júnior, no Tatuapé. Ele dava aula de filosofia, faculdade que "se bobear", até me formo daqui a alguns anos. Sem citar outros professores que me ajudaram muito. Eis o problema.
De que adianta ter ótimos professores e não ter infra-estrutura? Pois é. Em duas das três escolas que estudei, as mesmas tinham estrutura para serem verdadeiras escolas técnicas. Muitas salas, laboratórios de biologia e informática bem equipados, bibliotecas boas, só que ninguém usava, quer dizer, professores não podiam usufruir, limitando ainda mais, nós alunos, o acesso a outros tipos de informação previstos na Constituição. Triste.
Daí, vem vestibulares como o "humano" ENEM, ou até mesmo a gladiada FUVEST, aonde nós, alunos oriundos de escolas estaduais, ficamos, como o povo diz, "a ver navios" - aportados em Santos ainda. Existe casos que alunos de escolas públicas passam, sim, mas não é essa a questão. Se todas as escolas já construídas tivessem 100% de sua estrutura utilizada, para quê gastar mais dinheiro construindo outras? Se passamos cinco horas e 20 minutos dentro da sala de aula, porquê não podemos aprender sobre outras profissões e trabalhar algo em cima delas desde o Fundamental II? E mais, pra quê vestibular?
O pograma de Progressão Continuada nas escolas estaduais não me ajudou. Peguei recuperação no Primeiro Ano do Ensino Médio, e nos outros anos, Conselho de Classe neles! É um caso particular. Quem não teve uma certa base como eu, desde o primário, é quem mais sofre com esse programa. Através dele, crianças chegam a quarta série sem saber escrever o próprio nome. Terminam o Ensino Médio sem saber o que fazer, se terminarem, pois o índice de absenteísmo nessa etapa escolar é grande, pois muitos alunos param de estudar para trabalhar. Casos de colegas meus, lamentável.
Na manhã de terça, dia quatro de janeiro de 2011, ouvi o colunista da Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein na Rádio Central Brasileira de Notícias, pedindo pelo amor de D-us para o reeleito Alckmin parar com essa palhaçada desse programa que em vez de evoluir, regride nossos alunos, atrasando mais São Paulo. Especialidade dessa corja maldita: atrasar nossa Pátria Paulista. Prova que, se criticaram os nordestinos por não saberem votar ao eleger Dilma Rousseff, os paulistas também são passíveis de crítica ao elegerem essa corja. Bem feito. Se continuar assim, como diria Zeca Pagodinho, vamos "chorar na cama, que é um lugar quente!"
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
Quando Tudo Começa?
Na primeira ou na segunda semana?
Depois do Carnaval ou da Páscoa?
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
No Campeonato Paulista ou na
Pré-Libertadores?
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
Todos subindo a serra,
Planejando o começa de mais um ano letivo ou semestre.
Para quem é pobre, é correria todos os dias,
Não importa se é final ou início.
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
Tolos. Quem pensa que o ano se inicia agora.
Espertos. Quem sabe que o ano já começou e usufrui desses feriados.
Atrasados. Quem é pouco dos dois e não sabe qual é a sua hora.
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
Depois do Carnaval ou da Páscoa?
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
No Campeonato Paulista ou na
Pré-Libertadores?
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
Todos subindo a serra,
Planejando o começa de mais um ano letivo ou semestre.
Para quem é pobre, é correria todos os dias,
Não importa se é final ou início.
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
Tolos. Quem pensa que o ano se inicia agora.
Espertos. Quem sabe que o ano já começou e usufrui desses feriados.
Atrasados. Quem é pouco dos dois e não sabe qual é a sua hora.
Se não há nada que te impeça,
Depois da virada do ano,
Quando tudo começa?
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
O Ano em que Meus Pais Saíram da Cápsula
2010 foi o ano em que aconteceram coisas curiosas. Todo final de década é assim, todo ano eleitoral é assim, já a Copa do Mundo...
Eu já me acostumei a ver tanto o Brasil ganhar quanto perder. Em 1998, foi a primeira copa que realmente acompanhei, já que em 1994 eu tinha dois para três anos de idade. Ver Zidane & Cia. acabar com o esquadrão vencedor nos Estados Unidos, literalmente, acabou comigo. De cabeça quente, decidi: "não torço mais pra essa m...!". Eu tinha acabado de completar sete anos. Em 2002, comemorei. 2006 e 2010 também. Como, se o Brasil só venceu 2002 e perdeu as outras duas? Exatamente, torci contra e a favor (existe isso?) do Brasil na Coreia do Sul e no Japão, em compensação, na Alemanha e na África do Sul, infernizei a maioria iludida com o tal do hexa (santa França e santa Holanda!)
Em 2010, 33 mineiros chilenos foram dados como mortos. Pheonix. Aquele pássaro que surge das cinzas, no caso, não foi um pássaro, e sim uma cápsula. E não foi das cinzasm e sim de uma mina de cobre no meio do deserto do Atacama. Essa mesma cápsula, de produção chileno-estadunidense, salvou os mesmos mineiros soterrados na mina San José, em Copiapó. Foi festa no mundo inteiro, junto das lágrimas dos mais emocionados espectadores, inclusive do autor desse texto, que não as segurou quando o líder dos mineiros, Luís Úrzua, foi o último a chegar á superfície. O orgulho chileno foi ás alturas. O latino-americano também. No Brasil não temos tal orgulho, uma pena.
Um palhaço chega á Brasília, e quem manda no país é uma búlgara de saia. Pois é, o panorama eleitoral foi esse. Novidades só essas. Porém, correu o mundo todo. Até em um jornal de Bnei Brak, a capital ultra-ortodoxa de Israel, apareceu a foto de Tiririca, pode? O mais engraçado é que um pagodeiro metido a Obama tomou uma virada colossal nas urnas, abrindo para um "certo desconhecido". E duas figuras polêmicas saíram de cena. De vez. O senador Romeu Tuma e o ex-governador e radialista Orestes Quércia morreram, deixando seus partidos, de certa forma, órfãos. O Democratas, antigo Partido da Frente Liberal, fundado por Tuma, já está se desintegrando, enquanto o PMDB, de Quércia, virou o PMDB de Michel Temer, agora dono absoluto do partido, e arranca saco do PT. E Lula deixa o poder com 87% aprovação, dizem que é o maior índice de aprovação de um presidente na História, maior até que o de Nelson Mandela.
Existiram outras coisas nesse ano que eu não vou lembrar. Passou muito rápido, nem vi! Não dá pra esquecer o terremoto no Haiti, em janeiro, muito triste. Perdemos também Zilda Arns, uma verdadeira pacificadora. Libertaram Aung San Suu Kyi, líder política da antiga Birmânia, agora Myanmar, depois de muito tenpo na prisão domiciliar. Enfim, termina a primeira década do terceiro milênio da Era Comum. Em 2011, começa a minha segunda década. Vamos ver no que vai dar, como sempre digo. Bonne Année!
Eu já me acostumei a ver tanto o Brasil ganhar quanto perder. Em 1998, foi a primeira copa que realmente acompanhei, já que em 1994 eu tinha dois para três anos de idade. Ver Zidane & Cia. acabar com o esquadrão vencedor nos Estados Unidos, literalmente, acabou comigo. De cabeça quente, decidi: "não torço mais pra essa m...!". Eu tinha acabado de completar sete anos. Em 2002, comemorei. 2006 e 2010 também. Como, se o Brasil só venceu 2002 e perdeu as outras duas? Exatamente, torci contra e a favor (existe isso?) do Brasil na Coreia do Sul e no Japão, em compensação, na Alemanha e na África do Sul, infernizei a maioria iludida com o tal do hexa (santa França e santa Holanda!)
Em 2010, 33 mineiros chilenos foram dados como mortos. Pheonix. Aquele pássaro que surge das cinzas, no caso, não foi um pássaro, e sim uma cápsula. E não foi das cinzasm e sim de uma mina de cobre no meio do deserto do Atacama. Essa mesma cápsula, de produção chileno-estadunidense, salvou os mesmos mineiros soterrados na mina San José, em Copiapó. Foi festa no mundo inteiro, junto das lágrimas dos mais emocionados espectadores, inclusive do autor desse texto, que não as segurou quando o líder dos mineiros, Luís Úrzua, foi o último a chegar á superfície. O orgulho chileno foi ás alturas. O latino-americano também. No Brasil não temos tal orgulho, uma pena.
Um palhaço chega á Brasília, e quem manda no país é uma búlgara de saia. Pois é, o panorama eleitoral foi esse. Novidades só essas. Porém, correu o mundo todo. Até em um jornal de Bnei Brak, a capital ultra-ortodoxa de Israel, apareceu a foto de Tiririca, pode? O mais engraçado é que um pagodeiro metido a Obama tomou uma virada colossal nas urnas, abrindo para um "certo desconhecido". E duas figuras polêmicas saíram de cena. De vez. O senador Romeu Tuma e o ex-governador e radialista Orestes Quércia morreram, deixando seus partidos, de certa forma, órfãos. O Democratas, antigo Partido da Frente Liberal, fundado por Tuma, já está se desintegrando, enquanto o PMDB, de Quércia, virou o PMDB de Michel Temer, agora dono absoluto do partido, e arranca saco do PT. E Lula deixa o poder com 87% aprovação, dizem que é o maior índice de aprovação de um presidente na História, maior até que o de Nelson Mandela.
Existiram outras coisas nesse ano que eu não vou lembrar. Passou muito rápido, nem vi! Não dá pra esquecer o terremoto no Haiti, em janeiro, muito triste. Perdemos também Zilda Arns, uma verdadeira pacificadora. Libertaram Aung San Suu Kyi, líder política da antiga Birmânia, agora Myanmar, depois de muito tenpo na prisão domiciliar. Enfim, termina a primeira década do terceiro milênio da Era Comum. Em 2011, começa a minha segunda década. Vamos ver no que vai dar, como sempre digo. Bonne Année!
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen,
Eleições 2010
The Couple Of The Golden Ring
Isn't so early,
After a year.
It's so close,
After all.
Every day, this love gets high,
Don't stop.
Kisses after kisses,
Laughs after laughs.
They don't stop with this cuttest things.
I want her,
I love her,
I wanna that thing.
Forever,
Hide the silver,
The couple of the golden ring.
She's spanish,
He's portuguese,
She knows math very well,
He's jewish.
She's strong,
He's slim.
She talks,
He's always wrong.
I want her,
I love her,
Without her, I can't be a king.
Keep it on,
Play the silver,
The couple of the golden ring.
She's my girl,
She's my pearl.
I wanna her for the rest of my life,
I wanna her to be my wife.
I want her,
I love her,
I need her,
I like Google, not Bing.
Praying,
Joking with the silver,
The 5-year difference couple of the golden ring.
After a year.
It's so close,
After all.
Every day, this love gets high,
Don't stop.
Kisses after kisses,
Laughs after laughs.
They don't stop with this cuttest things.
I want her,
I love her,
I wanna that thing.
Forever,
Hide the silver,
The couple of the golden ring.
She's spanish,
He's portuguese,
She knows math very well,
He's jewish.
She's strong,
He's slim.
She talks,
He's always wrong.
I want her,
I love her,
Without her, I can't be a king.
Keep it on,
Play the silver,
The couple of the golden ring.
She's my girl,
She's my pearl.
I wanna her for the rest of my life,
I wanna her to be my wife.
I want her,
I love her,
I need her,
I like Google, not Bing.
Praying,
Joking with the silver,
The 5-year difference couple of the golden ring.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
300
Não é o filme de Esparta. É o valor - em centavos - de nosso deslocamento em São Paulo. Em uma cidade que sofre com inúmeros problemas de uma metrópole (muitos até que superam outras grandes cidades no mundo), seu povo ganhou um verdadeiro "presente de grego" na véspera do novo ano da Era Comum.
Na década de 1990, quando estava crescendo, eu observava a sigla "CMTC" nas paradas de ônibus no bairro de onde morava, Cidade Tiradentes, e sabia o que significava. A Companhia Municipal de Transportes Coletivos era a empresa estatal de ônibus no ínicio dessa década, só existia ela. Só que na metade dessa década, o eterno ficha suja, o ex-prefeito Paulo Maluf decidiu acabar com essa empresa, surgindo assim, uma outra empresa totalmente diferente.
Em 1996 (se não me falha a memória), surgia a Sociedade Anônima São Paulo Transportes, responsável por gerenciar o sistema de transportes coletivos sobre rodas na Capital Federal. A partir daí, "pipocaram" viações por todos os lados. As mais conhecidas eram: Cidade Tiradentes, Masterbus, Penha-São Miguel, Bola Branca, Tânia, Santo Amaro, entre outras. Os ônibus eram brancos com uma faixa horizontal vermelha, servia para todas as regiões.
No Governo Marta Suplicy, o melhor governo municipal pós-ditadura, houve uma revolução jamais vista no transporte público em São Paulo. Além de enfrentar a chamada "máfia dos transportes" e mega-greves, a cidade foi dividida em cores por região, tanto para ônibus como lotações. E as inúmeras viações deixaram também de existir, se unindo em consórcios. Hoje, são os mesmos que são os donos das cores (regiões). A antiga Viação Cidade Tiradentes (VCT) virou Himalaia Transportes, que virou Consórcio Leste 4, cuja cor (região) é vermelha. As antigas viações Penha-São Miguel e Itaim Paulista viraram Consórcio Plus, donos da cor (região) amarela, ambas da Zona Leste. Na Zona Sul, na região (cor) vinho, se uniram Bola Branca, Tânia, Transkuba e Campo Belo, formando o Consórcio 7; Na região (cor) azul, se uniram Paratodos, Piratininga e Metropolitana, formando a UniSul. Na região noroeste, predomina a Viação Santa Brígida, de cor verde-claro, na Zona Norte, Sambaíba (azul-escuro), na Zona Oeste é a Viação Gato Preto, junto com a Transppass, quem "puxa o carro" do Consórcio Sudoeste (laranja), e na região sudeste, por fim, manda a Via Sul (verde-escuro). É graças a atual senadora, que temos esse sistema de certa forma elogiável. Mas, alegria de periferia dura milésimos. Marta só ficou quatro anos e a união de direita PSDB-DEM, que já manda no estado há quase 20 anos, invadiu a capital e já está há quase oito. Começou aí. Quando Marta chegou ao poder, o passe era de papel e a tarifa não chegava nem a 1 real e 50 centavos. Veio o Bilhete Único Eletrônico e o aumento para 1 real e 70 centavos. Ela deixou a prefeitura assim. Veio Serra e Kassab, e mudaram pra pior muita coisa (inclusive o procedimento de uso do Bilhete Único), e aumentaram o preço da passagem três vezes.
A população até que se revolta, mas não continua fazendo nada. Quando faz, não é ouvida. E mais uma vez, tudo sobe, e o salário mínimo pra variar, nada muda. Se agora ficava mais difícil andar em Sampa, a tendência é piorar. A culpa? De todos. Por votar errado. Por não se manifestar direito. Por ficar se lamentando. E cresce a cada dia mais, a nossa vontade (minha e da Senhorita Start-Cohen) de sair do Brasil. Enquanto São Paulo não "andar pelas próprias pernas", como disse, a tendência é piorar.
"Alguém tem 1,50 pra emprestar? Só tenho 1,50! Se não, não vou voltar pra casa!"
Na década de 1990, quando estava crescendo, eu observava a sigla "CMTC" nas paradas de ônibus no bairro de onde morava, Cidade Tiradentes, e sabia o que significava. A Companhia Municipal de Transportes Coletivos era a empresa estatal de ônibus no ínicio dessa década, só existia ela. Só que na metade dessa década, o eterno ficha suja, o ex-prefeito Paulo Maluf decidiu acabar com essa empresa, surgindo assim, uma outra empresa totalmente diferente.
Em 1996 (se não me falha a memória), surgia a Sociedade Anônima São Paulo Transportes, responsável por gerenciar o sistema de transportes coletivos sobre rodas na Capital Federal. A partir daí, "pipocaram" viações por todos os lados. As mais conhecidas eram: Cidade Tiradentes, Masterbus, Penha-São Miguel, Bola Branca, Tânia, Santo Amaro, entre outras. Os ônibus eram brancos com uma faixa horizontal vermelha, servia para todas as regiões.
No Governo Marta Suplicy, o melhor governo municipal pós-ditadura, houve uma revolução jamais vista no transporte público em São Paulo. Além de enfrentar a chamada "máfia dos transportes" e mega-greves, a cidade foi dividida em cores por região, tanto para ônibus como lotações. E as inúmeras viações deixaram também de existir, se unindo em consórcios. Hoje, são os mesmos que são os donos das cores (regiões). A antiga Viação Cidade Tiradentes (VCT) virou Himalaia Transportes, que virou Consórcio Leste 4, cuja cor (região) é vermelha. As antigas viações Penha-São Miguel e Itaim Paulista viraram Consórcio Plus, donos da cor (região) amarela, ambas da Zona Leste. Na Zona Sul, na região (cor) vinho, se uniram Bola Branca, Tânia, Transkuba e Campo Belo, formando o Consórcio 7; Na região (cor) azul, se uniram Paratodos, Piratininga e Metropolitana, formando a UniSul. Na região noroeste, predomina a Viação Santa Brígida, de cor verde-claro, na Zona Norte, Sambaíba (azul-escuro), na Zona Oeste é a Viação Gato Preto, junto com a Transppass, quem "puxa o carro" do Consórcio Sudoeste (laranja), e na região sudeste, por fim, manda a Via Sul (verde-escuro). É graças a atual senadora, que temos esse sistema de certa forma elogiável. Mas, alegria de periferia dura milésimos. Marta só ficou quatro anos e a união de direita PSDB-DEM, que já manda no estado há quase 20 anos, invadiu a capital e já está há quase oito. Começou aí. Quando Marta chegou ao poder, o passe era de papel e a tarifa não chegava nem a 1 real e 50 centavos. Veio o Bilhete Único Eletrônico e o aumento para 1 real e 70 centavos. Ela deixou a prefeitura assim. Veio Serra e Kassab, e mudaram pra pior muita coisa (inclusive o procedimento de uso do Bilhete Único), e aumentaram o preço da passagem três vezes.
A população até que se revolta, mas não continua fazendo nada. Quando faz, não é ouvida. E mais uma vez, tudo sobe, e o salário mínimo pra variar, nada muda. Se agora ficava mais difícil andar em Sampa, a tendência é piorar. A culpa? De todos. Por votar errado. Por não se manifestar direito. Por ficar se lamentando. E cresce a cada dia mais, a nossa vontade (minha e da Senhorita Start-Cohen) de sair do Brasil. Enquanto São Paulo não "andar pelas próprias pernas", como disse, a tendência é piorar.
"Alguém tem 1,50 pra emprestar? Só tenho 1,50! Se não, não vou voltar pra casa!"
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen,
São Paulo
Pocket Aspas
"Mais pesado do que uma camisa ou um título de consideração, é o próprio nome."
"O maior publicitário: você. A melhor marca: a sua."
"Não sei porque existem os livros de auto-ajuda. O nome já diz, auto-ajuda, ou seja, você precisa questionar a sua consciência, e não em best-sellers fajutos."
"Nenhuma motivação escrita pode ser considerada sem uma verdadeira motivação interna."
"No futebol, 'bicuda' pro alto, que se dane, vamos ganhar tempo. Devemos encarar a partida da vida desse jeito?"
(Todas as frases foram escritas originalmente no dia 21 de Dezembro de 2010)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
Somos Todos Iguais (do mesmo país ou não)
Os mais catastróficos dos especialistas em Relações Internacionais dizem que qualquer faísca de ódio pode surgir a Terceira Guerra Mundial. Pois é, até que faz sentido. Desde 2001, quando aconteceu o atentado ao World Trade Center em Nova York, no qual judeus foram mortos, aumentou a desconfiança em relação aos islâmicos de qualquer nacionalidade.
Cat Stevens, um ídolo na década de 1960, se tornou islâmico adotando até o pseudônimo de Yusuf Islam. Só por causa disso, foi preso em seu próprio país, os Estados Unidos. Isso é um caso caseiro, imagine os estrangeiros adeptos dessa religião... O pior que, por causa de meia dúzia de fanático retardado, o resto "paga o pato", desde Gaza e Cisjordânia, passando ao redor do mundo. Triste...
Suíça, Suécia, Finlândia, e até mesmo Israel. O que eles têm a ver? O fato de suas populações serem originadas de vários povos que emigraram para esses países. Suíça e Israel têm suas populações de origem predominantemente estrangeira. Agora, todos eles também tem algo em comum: a maldita extrema-direita, com ideias que separam, discriminam e matam. As principais vítimas: os africanos, pra variar. No Brasil, diariamente batalhamos pelo fim do preconceito, mas na verdade, essa luta é no mundo inteiro.
Secretamente, Israel deportou ultimamente, mais de três mil pessoas de origem africana, ao contrário da Operação Shlomo que salvou judeus etíopes em 1991. Obra de quem? Governo Netanyahu-Lieberman. Adivinha? Extrema-direita. Propaganda difamando os islâmicos na Suíça. Eles não param. Xenofobia mata, de fato. Em pleno século XXI (5771), por quê tudo isso? Já não bastou a escravidão em muitos países e a própria Shoá?
Por que playboyzinhos, que merecem apodrecer na cadeia, espancam homossexuais em plena Avenida Paulista? Existem certas perguntas que exigem respostas diretas. Qualquer tipo de preconceito não é legal. Como diria Geraldo Vandré, independente de origem, etnia, credo, opção sexual, "somos todos iguais, braços dados, ou não"!
Cat Stevens, um ídolo na década de 1960, se tornou islâmico adotando até o pseudônimo de Yusuf Islam. Só por causa disso, foi preso em seu próprio país, os Estados Unidos. Isso é um caso caseiro, imagine os estrangeiros adeptos dessa religião... O pior que, por causa de meia dúzia de fanático retardado, o resto "paga o pato", desde Gaza e Cisjordânia, passando ao redor do mundo. Triste...
Suíça, Suécia, Finlândia, e até mesmo Israel. O que eles têm a ver? O fato de suas populações serem originadas de vários povos que emigraram para esses países. Suíça e Israel têm suas populações de origem predominantemente estrangeira. Agora, todos eles também tem algo em comum: a maldita extrema-direita, com ideias que separam, discriminam e matam. As principais vítimas: os africanos, pra variar. No Brasil, diariamente batalhamos pelo fim do preconceito, mas na verdade, essa luta é no mundo inteiro.
Secretamente, Israel deportou ultimamente, mais de três mil pessoas de origem africana, ao contrário da Operação Shlomo que salvou judeus etíopes em 1991. Obra de quem? Governo Netanyahu-Lieberman. Adivinha? Extrema-direita. Propaganda difamando os islâmicos na Suíça. Eles não param. Xenofobia mata, de fato. Em pleno século XXI (5771), por quê tudo isso? Já não bastou a escravidão em muitos países e a própria Shoá?
Por que playboyzinhos, que merecem apodrecer na cadeia, espancam homossexuais em plena Avenida Paulista? Existem certas perguntas que exigem respostas diretas. Qualquer tipo de preconceito não é legal. Como diria Geraldo Vandré, independente de origem, etnia, credo, opção sexual, "somos todos iguais, braços dados, ou não"!
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
Summer Rain
Sun in the morning,
Heat in the afternoon,
Mystery in the evening,
Traffic's headache in the night.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
On the north, snow.
On the south, 30 degrees.
Airports closed.
Streets open.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Because of this time,
No matches in the Premiership.
Because of this time,
People come down the mountain,
Running to the harbor, to the beach, get some fish in a little ship.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Let's go to the indoor.
No more water.
Go to Israel!
Rain in the desert, let the prayers come true.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the damn' summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Erasing the kilometers, to walk away in much miles.
Heat in the afternoon,
Mystery in the evening,
Traffic's headache in the night.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
On the north, snow.
On the south, 30 degrees.
Airports closed.
Streets open.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Because of this time,
No matches in the Premiership.
Because of this time,
People come down the mountain,
Running to the harbor, to the beach, get some fish in a little ship.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Let's go to the indoor.
No more water.
Go to Israel!
Rain in the desert, let the prayers come true.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the damn' summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Erasing the kilometers, to walk away in much miles.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
Em Busca da Luz
A Kabbalah explica que todos nós temos uma faísca de Luz que foi perdida pelo Big Bang. E que cabe a nós recuperar tal faísca.
Pode levar uma vida inteira, ou boa parte dela, vai conforme os caminhos de transformação interna que você mesmo segue. Independente do nível que você estuda, a Luz aparece conforme suas ações. E pensamentos. E orações.
Você abdica do seu ego e do seu comodismo, em prol do outro. Esse é a verdadeira busca pela Luz.
E estou disposto a abdicar da minha faísca em prol de quem mais amo. Sou abençoado por D-us, por ter a família, os amigos e pela namorada que tenho.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Não quero mais que sua mãe lhe magoe.
Não quero mais que sua irmã sofra.
Apenas não quero mais vê-la sofrer em relação a outras coisas.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Eu lhe daria a minha vida para fazê-la feliz. Gostaria que toda a Luz que pudesse adquirir pudesse ser transferida a ela. Sei que essa Tefilá será ouvida.
Injetando certeza. Sempre.
Pode levar uma vida inteira, ou boa parte dela, vai conforme os caminhos de transformação interna que você mesmo segue. Independente do nível que você estuda, a Luz aparece conforme suas ações. E pensamentos. E orações.
Você abdica do seu ego e do seu comodismo, em prol do outro. Esse é a verdadeira busca pela Luz.
E estou disposto a abdicar da minha faísca em prol de quem mais amo. Sou abençoado por D-us, por ter a família, os amigos e pela namorada que tenho.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Não quero mais que sua mãe lhe magoe.
Não quero mais que sua irmã sofra.
Apenas não quero mais vê-la sofrer em relação a outras coisas.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Eu lhe daria a minha vida para fazê-la feliz. Gostaria que toda a Luz que pudesse adquirir pudesse ser transferida a ela. Sei que essa Tefilá será ouvida.
Injetando certeza. Sempre.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
14.2.11
10 de Tevet de 5771 (Cansados do Cansaço)
Lembrai-vos da queda do Templo,
Lembrai-vos da invasão babilônica,
Lembrai-vos da diáspora, 70 anos de exílio.
Lembrai-vos de um ano atrás.
Por um lado, felicidade profissional,
Pelo outro, pedindo para o novo ano da Era Comum começar.
Então, veio a dispensa, para ambos os lados.
Depois de dois anos de um lado, 45 dias de outro.
Vieram os altos e baixos.
Outro Call Center.
Uma nova profissão.
Três meses de um lado, cinco de outro.
Julho.
Novo Call Center.
A estreia como operadora.
Um início de um novo relacionamento.
Nisso, as coisas vão bem.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Sem comer para lembrar,
Sem beber para rezar,
Sem ter a mente calma,
Sem limites para amar.
Com muitas lágrimas para evitar.
Sem forças para buscar.
Sem tempo para esperar.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Bem cansados. O milagre já começou.
*Poema originalmente escrito no dia 17 de Dezembro de 2010. Nesse dia era 10 de Tevet de 5771 no calendário judaico, dia do "jejum de Tevet", um dos dias de maior reflexão para os judeus.
Lembrai-vos da invasão babilônica,
Lembrai-vos da diáspora, 70 anos de exílio.
Lembrai-vos de um ano atrás.
Por um lado, felicidade profissional,
Pelo outro, pedindo para o novo ano da Era Comum começar.
Então, veio a dispensa, para ambos os lados.
Depois de dois anos de um lado, 45 dias de outro.
Vieram os altos e baixos.
Outro Call Center.
Uma nova profissão.
Três meses de um lado, cinco de outro.
Julho.
Novo Call Center.
A estreia como operadora.
Um início de um novo relacionamento.
Nisso, as coisas vão bem.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Sem comer para lembrar,
Sem beber para rezar,
Sem ter a mente calma,
Sem limites para amar.
Com muitas lágrimas para evitar.
Sem forças para buscar.
Sem tempo para esperar.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Bem cansados. O milagre já começou.
*Poema originalmente escrito no dia 17 de Dezembro de 2010. Nesse dia era 10 de Tevet de 5771 no calendário judaico, dia do "jejum de Tevet", um dos dias de maior reflexão para os judeus.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
PROBARE-10
Certa angústia. Todos estão elétricos, ansiosos, nervosos.
Precisam desse selo. Precisam do dinheiro. Não podem perder tempo.
Alguns metros nos separam. Mais precisamente quatro estações.
Por enquanto saída ás 18, encontro ás 20:30 (por volta).
Depois, entrada mútua ás 14.
E cada um vai sair no seu horário, morrendo de saudade um do outro. Haja crédito pra tanta ligação!
Dois domingos por mês.
Você e o computador. E a pressão da empresa, do cliente, do supervisor...
Acaba? Não parece ter fim.
Mais 330 minutos de acréscimo, pelo o que parece, ninguém quer que o jogo se acabe.
Não tem juiz, jogadores, bolas, chuteiras ou torcidas, Há dez artigos que, pseudo-ditatoriamente, querem enfiar em tua mente e tuas pausas.
10-20-10. Para respirar e esticar as pernas, 400 contos de réis para palitar os dentes e segurar broncas momentâneas.
Precisam desse selo. Precisam do dinheiro. Não podem perder tempo.
Alguns metros nos separam. Mais precisamente quatro estações.
Por enquanto saída ás 18, encontro ás 20:30 (por volta).
Depois, entrada mútua ás 14.
E cada um vai sair no seu horário, morrendo de saudade um do outro. Haja crédito pra tanta ligação!
Dois domingos por mês.
Você e o computador. E a pressão da empresa, do cliente, do supervisor...
Acaba? Não parece ter fim.
Mais 330 minutos de acréscimo, pelo o que parece, ninguém quer que o jogo se acabe.
Não tem juiz, jogadores, bolas, chuteiras ou torcidas, Há dez artigos que, pseudo-ditatoriamente, querem enfiar em tua mente e tuas pausas.
10-20-10. Para respirar e esticar as pernas, 400 contos de réis para palitar os dentes e segurar broncas momentâneas.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
David Start-Cohen
Segundo pela Primeira Vez
Quem já acompanhou minha tag nesse blog, já viu que passei por três cursos superiores diferentes em três faculdades diferentes. Desde 2009, quando acabei de concluir o Ensino Médio, comecei a caça por faculdade. A primeira foi a Faculdade Integrada Alcântara Machado, onde iria cursar História, em um campus próximo ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, no Morumbi, bem longe de onde eu moro.
Na hora da matrícula, exigiram mais do que eu tinha. Não deu. Fui parar na falecida Faculdade Hebraica Renascença, hoje UNIESP. O mesmo curso. Como tinha apenas 17 anos, embora fui o membro mais novo da Família Conde a pisar em uma faculdade, percebi que eu era muito novo para ser professor. Da Licenciatura, tentei ir para os cursos tecnólogos. Pulei em várias faculdades até querer fazer Eventos na UNIBAN. Não gostei do campus, Rudge (Campos Elíseos), centro-noroeste de São Paulo.
Em menos de 15 dias, saí de um curso tecnólogo para me aventurar no bacharelado pela primeira vez. O primeiro semestre de 2010 foi preenchido pelo curso de Publicidade & Propaganda, na Faculdade das Américas, no bairro da Consolação, centro-oeste da Capital Federal. Por ter saído da empresa onde estava trabalhando, Contax, faltei o equivalente a dois meses e meio na faculdade, fora a dança dos períodos, entre matutino e noturno. Difícil. Veio o PROUNI no meio do ano, decidi trancar a faculdade. Tinha a opção de cursar Relações Internacionais, porém, não saí da Comunicação Social.
Depois de História, Eventos e Publicidade & Propaganda, finalmente veio a tentativa corrente. Em uma faculdade já conhecida. O bairro da Vila Mariana que tanto gosto, me acolheu de novo, ainda mais, próximo a um Beit Chabad. É nesse campus da UNIBAN que tem o curso no qual estou estudando, Gestão em Rádio e Televisão. Tecnólogo, não teve jeito.
Apelidado de "Google", consegui me sobressair em todas as matérias e "me classificar" para o segundo semestre sem nenhuma dependência, aliviando assim, o caminho rumo á formação, prevista para julho de 2012. Claro que não quero mudar de curso nem de área, ainda mais com um bom retrospecto. O próximo passo é arranjar um estágio e seguir estudando, agora que estou sentindo o gosto de passar para o segundo semestre pela primeira vez, depois de duas tentativas.
Na hora da matrícula, exigiram mais do que eu tinha. Não deu. Fui parar na falecida Faculdade Hebraica Renascença, hoje UNIESP. O mesmo curso. Como tinha apenas 17 anos, embora fui o membro mais novo da Família Conde a pisar em uma faculdade, percebi que eu era muito novo para ser professor. Da Licenciatura, tentei ir para os cursos tecnólogos. Pulei em várias faculdades até querer fazer Eventos na UNIBAN. Não gostei do campus, Rudge (Campos Elíseos), centro-noroeste de São Paulo.
Em menos de 15 dias, saí de um curso tecnólogo para me aventurar no bacharelado pela primeira vez. O primeiro semestre de 2010 foi preenchido pelo curso de Publicidade & Propaganda, na Faculdade das Américas, no bairro da Consolação, centro-oeste da Capital Federal. Por ter saído da empresa onde estava trabalhando, Contax, faltei o equivalente a dois meses e meio na faculdade, fora a dança dos períodos, entre matutino e noturno. Difícil. Veio o PROUNI no meio do ano, decidi trancar a faculdade. Tinha a opção de cursar Relações Internacionais, porém, não saí da Comunicação Social.
Depois de História, Eventos e Publicidade & Propaganda, finalmente veio a tentativa corrente. Em uma faculdade já conhecida. O bairro da Vila Mariana que tanto gosto, me acolheu de novo, ainda mais, próximo a um Beit Chabad. É nesse campus da UNIBAN que tem o curso no qual estou estudando, Gestão em Rádio e Televisão. Tecnólogo, não teve jeito.
Apelidado de "Google", consegui me sobressair em todas as matérias e "me classificar" para o segundo semestre sem nenhuma dependência, aliviando assim, o caminho rumo á formação, prevista para julho de 2012. Claro que não quero mudar de curso nem de área, ainda mais com um bom retrospecto. O próximo passo é arranjar um estágio e seguir estudando, agora que estou sentindo o gosto de passar para o segundo semestre pela primeira vez, depois de duas tentativas.
Oh, Africa!
2010 foi o ano da África. Não somente por causa da Copa do Mundo. Mas sim, futebolisticamente falando, 2010 foi realmente o ano da África. A seleção de Gana, os Black Stars, foram longe demais, só perderam para eles mesmos, frente á tradição dos pampas uruguaios, e a mão de Luís Suárez, e o nervosismo de Asamoah Gyan, e a "cavadinha" de Sebástian "El Loco" Abreu, atual Botafogo e ex-River Plate e Beitar Yerushalayim.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde os petro-dólares "roubaram" o Mundial Interclubes do nosso querido Japão, aconteceu mais uma travessura dos "irmãos". Ninguém conhecia o Tout Puissant Mazembe (República Democrática do Congo), Campeão Africano Interclubes. Sim, o verbo conhecer está no passado. Porém, todo o mundo conhece o rival do meu Grêmio Football Porto-Alegrense, o Sport Club Internacional, duas vezes campeão da Libertadores da América (com uma final vencida contra o São Paulo, e na outra vez, na semi-final venceu o mesmo Tricolor Paulista) e campeão do Mundo em 2006, vencendo o todo-poderoso FCBarcelona de Deco e Ronaldinho Gaúcho (ambos são rivais agora no Rio de Janeiro, um no Fluminense - Campeão Brasileiro de 2010, e outro no Flamengo).
Também, todos sabem que o Grêmio é duas vezes campeão da Libertadores, e uma vez só campeão do Mundo, em 1986. O desconhecido Mazembe fez com que os grandes rivais de Porto Alegre se igualassem até nisso. Mas há uma "pequena" diferença. Desde 2005, ao menos nesse formato, nunca uma equipe sul-americana perdeu nas semi-finais do Mundial. Temos a lista: São Paulo, Internacional, Liga Deportiva Universitaria de Quito e Estudiantes de La Plata. O Inter poderia estar nessa lista pela segunda vez. Sim, o verbo poder está no passado.
A equipe congolesa despachou os colorados por 2 a 0 na semi-final da agora Copa do Mundo de Clubes. Eis o problema. Quando o Imortal Tricolor perdeu sua segunda final, foi para o grande Ajax Amsterdam (Holanda), que em 1996, era a base da seleção holandesa, que poderia fazer mais bonito do que o Brasil que a venceu na copa seguinte (França-1998). Isso quando era um jogo só, a Copa Intercontinental, disputada no Estádio Nacional de Tokyo.
A "zebra" nunca passeou na Copa do Mundo de Clubes. Passeou quando ainda era Campeonato Mundial de Clubes, a primeira edição da competição em questão, ainda disputada no Japão em 2005, quando o "já vencedor" Liverpool teve três gols corretamente anulados pelo árbitro mexicano "São" Benito Archundia e ainda tomou um gol do volante gaúcho Carlos Luciano da Silva, o "Mineiro", que deu o terceiro título mundial para o São Paulo Futebol Clube. E foi só. Em 2009, quase que nuestros hermanos do Estudiantes repetiu o feito do Inter e do São Paulo. Quase. Tomou virada na prorrogação para o Barcelona de Lionel Messi (Melhor do Mundo em 2010), e a zebra só mostrou as caras um ano depois, e os colorados foram as vítimas.
Esse texto não foi escrito ás risadas. Muito pelo contrário, gostaria de ver a Internazionale contra o Internacional. Não vou ver, vai ficar no FIFA ou no Winning Eleven/Pro Evolution Soccer (né, Corinthians?). Apesar de tudo, a final da Copa do Mundo de Clubes selou o ano da África, já que seu melhor jogador em campo foi um africano, o lendário goleador Samuel Eto'o Fils, que só faltou fazer chover contra seus conterrâneos.
Pois é, parafraseando a canção do artista pop senegalês-estadunidense Akon, "Oh, Africa"!
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
África,
David Start-Cohen,
Football
13.2.11
O Judeu da Mala Amarela
Em memória ao meu avô Simão Ostrowiecki Z”L
- Judeu, tire sua mala daí de cima porque eu quero colocar a minha!
- Qualé, a amarrrélah? pergunta o judeu com voz preguiçosa
- É! A amarela!
E o judeu ignora completamente o homem e volta a dormir. Novamente o anti-semita vem à carga.
- JUDEU, VOCÊ ESTÁ SURDO?! TIRE JÁ A MALA SENÃO VOU PEGÁ-LA E JOGAR PARA FORA DO TREM!!!
- Qualé, a amarrrélah? A voz permanece tranqüila e sonolenta
- Claro! Sim! A AMARELA
Novamente, o judeu fecha os olhos e tranquilamente encosta a cabeça no banco. Enfurecido, o anti-semita abre a janela, arranca a mala do bagageiro e a joga para fora.
- HAHA! Viu só judeu, joguei a mala fora!!! Ela se foi!
- Qualé, a amarrrélah?
- Mas que coisa!! Sim, a amarela.
- A amarela não é minha…
A família sempre adorou escutá-lo contando as piadas. Essa era especialmente apreciada pelo delicioso sotaque europeu e tom inocente com que meu avô contava, ano após ano, a mesma piada. Apesar de ser uma peça de humor, poucas histórias poderiam representar melhor o espírito de um tempo e de um mundo que já não existe mais. A Polônia dos anos vinte, onde meu avô cresceu e foi educado, era um planeta diferente do que vivemos hoje. A maioria das pessoas vivia no campo, praticamente ninguém possuía automóvel ou havia entrado num avião. As pessoas viviam da agricultura e do comércio, andavam de carroça e sabiam pouco do mundo exterior. Celulares, computadores, Internet não existiam ainda nem nas obras de ficção. Naquele mundo ordeiro havia dois tipos de pessoa: os poloneses, cristãos, normais. E havia os judeus. Meu avô pertencia ao segundo grupo e esse fato decisivo moldaria sua vida. Posso imaginar perfeitamente meu próprio avô protagonizando a história da mala amarela: o mesmo tom inofensivo, a mesma ingenuidade mascarando uma profunda sabedoria, a mesma resignação e senso de sobrevivência num mundo no qual ele tinha pouca voz. A Europa pertencia aos europeus e os judeus eram claramente vistos como intrusos.
Alguns anos mais tarde, já com a guerra e a ocupação nazista em curso, contava meu avô que ele em certa ocasião estava com o cano de uma arma na cabeça, apontada pelo soldado alemão do campo de concentração. Meu avô instintivamente começou a rir. O alemão olhou incrédulo para aquele homem impotente, prestes a morrer e perguntou porque ele estava rindo: “hahaha… que mau negócio! Você está prestes a desperdiçar uma boa bala alemã com um mero judeu que já vai morrer de qualquer jeito! Hahaha que péssimo negócio”. Simão conta que em seguida o nazista resolveu guardar a arma e desistiu de disparar.
Esse espasmo de genialidade e criatividade lhe salvou a vida. Astúcia imensa que, tal como num golpe de judô, usa a força do oponente para derrubá-lo. Ele era assim. Em poucos segundos avaliava uma situação e sabia o melhor caminho a seguir. Doente, impotente, sem ninguém a quem recorrer, Simão se manteve alerta, enfrentou pesadelos e horrores sem paralelo, viu cenas que jamais lhe sairiam da cabeça. E sobreviveu. Hoje o nazismo está enterrado enquanto a família do Simão segue forte no caminho judaico.
Ser testemunha ocular do mal absoluto não abalou em nada a sua disposição para o bem. Já logo nos primeiros anos após a guerra casou-se com minha avó Raquel, uma companheira fiel e esposa exemplar que o acompanharia nos próximos 65 anos. Rapidamente se tornou conhecido por ajudar os outros. A partir das cinzas, colocou em prática sua genialidade nos negócios e com o fruto do seu trabalho sustentava a família, os irmãos e ajudava amigos a se estabelecerem na vida. No início da década de 50 partiu da Alemanha em direção ao Brasil, país que o acolheria de braços abertos. Ao iídiche, hebraico, polonês e alemão, acrescentou ainda o português ao seu status de poliglota sem estudos. Teve dois filhos, trabalhou duro, construiu um lar e ajudou os outros. Não havia causa judaica para a qual Simão dissesse não. Não havia um amigo ou conhecido que viesse pedir algo para quem ele negaria ajuda. Ele adorava os negócios, o comércio, o câmbio. Fazia cálculos complexos de cabeça. Sabia que trabalhar significa agregar valor e que não existe vida plena sem trabalho.
Quando a velhice se aproximou, a providência divina entendeu que Simão talvez ainda não tivesse recebido a cota de sofrimento que deveria. Já com mais de 80 anos de idade, recebeu a notícia da perda do filho Israel, meu pai, desaparecido em um acidente no mar. Se enterrar o pai é o fardo de todo filho, a lógica se inverteu de forma peculiarmente cruel, tendo o pai que agüentar essa tragédia e não ter nem um corpo sobre o qual podia chorar. Recebeu mais esse golpe com a força espiritual que lhe era única e concentrou suas atenções em ajudar o neto a estabilizar a empresa que também tinha ficado órfã. Durante os oito anos seguintes, Simão se tornaria um habitué na empresa, ajudando no que podia, cuidando das compras de mercadoria e encantando a todos com seu jeito especial. Certa ocasião, após eu ter pedido categoricamente para ele não comprar mais nenhum produto devido à falta de espaço, ele se sensibilizou com a história de algum fornecedor de sucata. Cedeu então e comprou mais um monte de coisas para as quais não tínhamos espaço nem interesse. Fiquei tão enfurecido que mandei despejar o excesso de sucata na casa dele, no meio da sala de estar. Minha avó deve ter adorado a cena daquelas pilhas de sucata contrastando com os tapetes e quadros que ela arrumara com tanto capricho.
Um homem paradoxal, cujo semblante e cujas ações eram bondade pura, mas cuja mente estava repleta das imagens de indescritíveis horrores do Holocausto. Um homem insuperável no brilhantismo e capacidade de fazer dinheiro, mas para quem os bens materiais não valiam nada. A riqueza lhe escapou da mão a vida toda tão rapidamente quanto ela vinha: ele a distribuía aos outros sem restrições. Um homem cético e que afirmava não crer em nada, seja em Deus ou nos homens, mas que cumpria à risca as tradições judaicas, rezava impecavelmente e fazia questão de transmitir a educação judaica aos descendentes. Simão sobreviveu ao Holocausto e pelo resto dos dias parecia que estava empenhado em vencer esse jogo criado por Deus chamado vida. Se existe um propósito divino e se tal propósito é arremessar contra o ser humano todo tipo de privações e desafiando-o a emergir mais forte e mais justo, então o Simão venceu, com louvor.
(Fonte: Pletz.com)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Alexandre Nani Ostrowiecki
RECORDAR É VIVER
FRASES DE GOLDA MEIR – PRIMEIRA-MINISTRA DE ISRAEL (1969 - 1974)
“Nós podemos perdoá-los por matarem os nossos filhos. Mas jamais os perdoaremos por terem obrigado nossos filhos a matarem os seus". (Para Anuar Sadat, presidente do Egito, antes dos acordos de paz)
"Eu sempre repeti que em nossas guerras contra os árabes tínhamos uma arma secreta: a falta de alternativa".
"Muitas vezes fui acusada de conduzir as questões públicas mais com a emoção do que com a razão. Bem... e se for verdade? Aqueles que não sabem chorar com o coração tampouco sabem rir".
"Tenho uma queixa contra Moshé Rabeinu. Eles nos conduziu durante 40 anos pelo deserto e nos trouxe para um dos raros lugares do Oriente Médio onde não há petróleo".
"Sou eu quem tem que comandar o relógio e não me deixar ser comandada por ele".
"Um professor ensina a ler, escrever, calcular e assim por diante. Um educador adiciona a essas matérias algo mais importante: o espírito".
"Não seja tão humilde. Você não é tão grande como imagina".
"A paz virá quando os árabes amarem os seus filhos tanto quanto nos odeiam". (Perante o Clube Nacional da Imprensa, em Washington, 1957)

"Estou convencida de que haverá paz entre Israel e seus vizinhos porque milhões de árabes precisam da paz tanto quanto nós. Uma mãe árabe que perde seu filho no campo de batalha chora tão amargamente quanto uma mãe israelense na mesma condição".
"Nós devemos considerar que o caminho para a paz pode ser difícil, mas não tão difícil quanto o caminho para a guerra". (Para Sadat, durante sua visita a Jerusalém, 1977)
"A única alternativa para a guerra é a paz. E a única alternativa para a paz é a negociação".
"Sionismo e pessimismo são incompatíveis. Um judeu não pode dar-se ao luxo de ser pessimista".
"Há quem me acuse de ser cínica. Nada disso, Apenas perdi as ilusões".
"Enfrentar a idade avançada é como estar a bordo de um avião durante uma tempestade. Não há o que fazer. É impossível parar o avião, parar a tempestade ou parar o tempo. Portanto, o melhor é aceitar a situação e seguir em frente, com calma e sabedoria".
De Richard Nixon para Golda Meir (referindo-se a Henry Kissinger e Abba Eban): "Ambos temos judeus como ministros do exterior". Resposta de Golda Meir: "Certo, só que o inglês do meu é bem melhor".
"Não posso dizer que as mulheres sejam melhores do que os homens. Mas posso afirmar que não são piores".
"Não é possível apertar as mãos com os punhos fechados".
"Nunca aceitei a ideia de que o povo judeu é o povo eleito por D'us. Parece-me mais razoável acreditar que os judeus foram os primeiros na história a eleger D'us - e isso foi uma ideia realmente revolucionária".
"Ben Gurion costumava dizer, a título de piada, que eu era o único homem em seu gabinete. Eu gostaria de ver como reagiriam alguns dos meus colegas de governo se eu dissesse que ele era a única mulher em meu gabinete".
"Acredito que teremos paz com os nossos vizinhos, mas estou certa de que ninguém fará paz com um Israel fraco. Se Israel não for forte, não haverá paz". "É melhor receber críticas do que condolências".
"Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel".
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Golda Meir
Judeus Restauram Sinagogas na Síria
Judeus restauram sinagogas em Damasco enquanto a Síria procura melhorar a sua imagem
Por Massoud A. Derhally
Albert Cameo, líder do que resta da comunidade judaica na Síria, diz que está tentando cumprir a obrigação da sua herança religiosa. Aos 70 anos de idade ele está organizando a restauração de uma sinagoga chamada de Al-Raqi que foi construída durante o Império Otomano há cerca de 400 anos no antigo bairro judaico de Damasco, capital da Síria. O projeto que começou em dezembro será concluído este mês como parte de um plano para a restauração de 10 sinagogas com o apoio do presidente sírio, Bashar al-Assad, e o financiamento de judeus sírios.
"Assad considera a reconstrução da Damasco judaica como um modo de preservar a laicidade da Síria" afirmou Josh Landis, diretor do Centro de Estudos do Oriente Médio da Universidade de Oklahoma. "Este é um esforço por parte do regime para mostrar a sua seriedade e um ramo de oliveira para a comunidade judaica nos Estados Unidos, que tem procurado cortejar".

Embora a Síria ainda esteja oficialmente em guerra com Israel, o país está tentando mostrar-se como um estado mais tolerante para ajudar a melhorar a sua imagem internacional. Cerca de 200 judeus na Síria estão procurando espelhar as ações de seus correligionários no Líbano, onde os trabalhos de restauração da Sinagoga Maghen Abraham em Beirute tiveram início em julho de 2009.
As negociações de paz indiretas entre a Síria e Israel e mediadas pela Turquia, foram interrompidas em dezembro de 2008 quando Israel começou sua ofensiva militar na Faixa de Gaza que tinha o propósito de impedir militantes islâmicos de dispararem milhares de foguetes contra o sul de Israel. A rodada anterior tinha parado em 2000 quando os dois países não chegaram a um acordo sobre o retorno das Colinas de Golam, que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Comunidade Síria nos EUA
A maior comunidade sírio-judaica, estimada em 75.000 pessoas, está centrada no Brooklyn em Nova York e em Nova Jersey. A emigração remonta à Revolução dos Jovens Turcos em 1908 "quando os judeus temiam que os seus filhos fossem convocados para o exército turco otomano" conforme comenta Sara Reguer, autora do "Os Judeus do Oriente Médio e Norte da África nos Tempos Modernos".

Joey Allaham de 35 anos, um judeu sírio que vive em Nova York, ainda considera a Síria como a sua terra natal. Em dezembro ele ajudou a marcar uma reunião entre Assad e Malcolm Hoenlein que é o vice-presidente executivo da Conference of Presidents of Major American Jewish Organizations (Conferência de Presidentes das Principais Organizações Judaicas Americanas), uma organização que agrupa diversos grupos judaicos para a promoção de laços entre a Síria e a comunidade judaica americana.
Durante a visita Allaham e Hoenlein visitaram a sinagoga Franji em frente ao Hotel Talisman em Bab Touma, na parte antiga da capital síria. A sinagoga, também conhecida como Ilfrange, recebeu este nome por causa dos judeus que vieram da Espanha e foi construída há 400 anos. "O presidente Assad teve a gentileza de nos apoiar" Allaham contou em uma entrevista. "Nós vamos providenciar os fundos necessários".

Os judeus sírios formam uma comunidade que remonta ao Império Romano, com 30.000 pessoas em 1947 e eram árabes com origem local ou sefaraditas que fugiram para a Síria depois da expulsão Cox judeus da Espanha em 1492, e que residiam nas cidades de Aleppo, Damasco e Qamishli, mas cujo número diminuiu por causa da emigração para os EUA, Europa Ocidental e América do Sul no início de 1900.
A "grande saída" dos judeus sírios ocorreu logo após a criação do Estado de Israel em 1948, quando ocorreram distúrbios em Alepo na Síria, que como conseqüência trouxe a proibição dos judeus deixarem o país, porque estavam indo para Israel.
A diminuição da população
Os judeus restantes foram autorizados a deixarem a Síria em 1990 quando as relações com os EUA descongelaram e Washington procurou o apoio do país para expulsar o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein do Kuwait, relatou Landis. "Atualmente os judeus sírios vivem em Israel, na Turquia, Europa Ocidental e nos Estados Unidos, mas sentem uma afinidade positiva em relação a sua pátria" afirmou por email Tom Dine, que já ocupou a direção do American Israel Public Affairs Committee. "A reconciliação já deveria ter acontecido".
Ao contrário dos seus três irmãos que vivem no México, Cameo diz que não tem desejo de deixar a Síria. "Moralmente eu não posso sair do meu país e nem os seus locais de culto religioso" disse Cameo da sua casa em Damasco. "Tenho o dever de preservar o nosso patrimônio".
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Judaísmo,
Massoud Derhally
Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Alexandre Moser Vissoky)
O gaúcho Alexandre Moser Vissoky, de 18 anos, é o primeiro entrevistado numa nova série de entrevistas que começa esta semana, que focará nos participantes do MASA (pronuncia-se “massá”), uma instituição que oferece bolsas para jovens que desejem passar de cinco a dez meses em Israel, estudando, trabalhando ou viajando pelo país. Desde 2005, quando foi criado, a filial brasileira do MASA já enviou a Israel cerca de 1.250 jovens de 18 a 30 anos através de um leque de 150 programas.
Há pouco mais de seis meses em Israel pelo programa Lech Lechá, um dos mais procurados do MASA, Alexandre Vissoky aproveita a experiência para estudar hebraico e trabalhar como voluntário em Jerusalém, onde começa em breve a ajudar crianças com problemas motores através da chamada equinoterapia, ou terapia com ajuda de cavalos.

ALEXANDRE MOSER VISSOKY
1) Por quê você decidiu viajar para Israel?
Por uma série de fatores. Queria conhecer a vida no exterior, estar sozinho, limpar, cozinhar, lavar... Crescer de verdade. Comecei a verficar oportunidades. Mas, pela facilidade econômica e pelo sentimento judaico, decidi por Israel.
2) Por quê escolheu um programa ligado ao MASA?
Meu pai fez a indicação e eu averiguei. Acabei não precisando averiguar outras opções.
3) Do que você mais gostou em Israel?
Das amizades que fiz. É muito bom conhecer pessoas de outros países. Me identifiquei com muitos.
4) O que mais estranhou?
A comida. A falta de carne como em Porto Alegre. Cresci fazendo churrascos todos os domingos. Aqui em Israel, a única vez que comi um bom churrasco foi quando meu pai veio me visitar.
5) Qual o ponto alto do programa?
O verão. Acampei com amigos, viajei muito.
6) O que poderia se melhorado?
A organização. O pessoal do Lech Lechá é gente boa. Mas às vezes podem ser meio desorganizados. Quando quero alguma coisa, tenho que correr atrás.
7) Qual a maior lição da experiência?
Acho que aprendi a ser um pouco israelense, no jeito de ser. Ser mais duro por fora, mesmo mantendo a suavidade por dentro. Os israelenses não se importam com aparências. Eles provam o que são com atos concretos e não com palavras à toa. Gosto disso.
8) O que você diria para quem pretende visitar o país?
Diria para não perder tempo. Vir logo e deixar os preconceitos para lá. Aqui a atrações para todos. A visão que se tem de Israel, no Brasil, é errada. Não há a vivência de guerra que se pinta no Brasil.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
VICE-PRESIDENTE DA COSTA RICA É JUDEU
Entrevista feita por Fernando Bisker com o Vice-Presidente da República da Costa Rica, Luís Liberman Ginsburg.


1) Como é a segurança dos judeus na Costa Rica?
A segurança dos judeus é igual à segurança de toda a população costa-riquenha. A comunidade judaica conta com sua própria ‘bitachon’ [segurança judaica], mas neste momento não temos nenhuma preocupação específica neste sentido. Nas universidades existem alguns pequenos grupos com ideologia anti-Israel, mas tudo acontece de forma pacífica.
2) Como observa o fenômeno que tem ocorrido em outros países da América Latina, no qual fala-se de um reconhecimento do Estado Palestino antes da conquista de um plano de paz oficial?
É um movimento que já está acontecendo e que dificilmente será alterado. Em relação ao ponto de vista nacional, prefiro não tocar nesse assunto nesta entrevista.
3) Como é a relação da presidenta Laura Chichilla com a comunidade judaica?
É excelente, participa dos eventos quando convidada e é muito querida pela comunidade.
4) Como é a questão da assimilação dentro da comunidade local?
O índice de assimilação vem aumentando nos últimos anos. Apesar de todos os esforços, a assimilação continua crescendo. Antigamente, o casamento inter-religioso era um tabu, algo não tão aceitável dentro da própria família. Mas hoje, como esse padrão é mais aceito, subiu a curva. Mesmo assim, o percentual de assimilação na Costa Rica é relativamente pequeno em comparação às outras comunidades judaicas no mundo. Temos várias atividades judaicas para que a comunidade tenha mais acesso ao judaísmo. Um grupo de empresários "importou" o Aish Hatorá para a Costa Rica, e o trabalho realizado tem sido excelente.
5) Como é possível fortalecer os laços entre a Costa Rica e o Estado de Israel?
A Costa Rica é reconhecida mundialmente por ter um relacionamento que pode ser colocado entre os melhores no mundo com o Estado de Israel. Um relacionamento amistoso, há muito tempo.
6) Como é coordenada a supervisão da Kashrut na comunidade?
Meu avô foi o primeiro shochet e também mohel de Costa Rica. Temos nossos mashguichim (responsáveis pela Kashrut). Sempre tivemos Kashrut na Costa Rica. Em épocas críticas, em que não há havia mashguiach local disponível, sempre nos preocupamos em trazer dos Estados Unidos. Temos um Burguer King Kasher, o único Burguer King Kasher fora de Israel, já que os donos da representação do Burguer King para a Costa Rica — membros da comunidade — decidiram abrir uma unidade kasher.
7) Há outros integrantes do governo que são também judeus?
Sim — A ministra do trabalho, Sra. Sandra Piszk Feinzilber, e Ofelia Taitelbaum Yoselewich, a ombudsman do governo da Costa Rica. Além de outros funcionários.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Um comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Fernando Bisker,
Luís Liberman Ginsburg
A abdução do idealismo
Não sei se eu seria uma outra pessoa se tivesse frequentado as colônias de férias de movimentos como o Chazit. Ali o sionismo se unia a ideais de uma sociedade mais justa, em consonância com aqueles que regeram a criação do Estado de Israel. Há quem diga de boca cheia que os kibutzim foram a única experiência de socialismo que deu certo. Mas como eu ia dizendo, por excessos de zelo de minha querida mãe Iná (temerosa de que eu pegasse tétano ou tifo), fui salvo de vários tipos de provação, como acordar empastado, mas perdi também uma série de oportunidades de me enturmar com a "comunidade" num nível mais adulto, o que, àquela altura de minha adolescência tímida, teria sido bastante útil.
Quando, entretanto, surgiu a chance de fazer o Tapuz, eu não aceitaria qualquer negativa maternal. Contei com o apoio de papai na empreitada. E fui. No dia seguinte à minha partida, a saudosa Judith Goldfarb, mãe de meu amigo de infância, o artista plástico Walter Goldfarb, ligou para Iná às seis da manhã e, com sua voz peculiar, gritou: "Iná, você já soube?" Em estado de choque, certa de que se tratava de uma acidente de avião ou de uma guerra iminente em Israel, mamãe ficou muda, à espera da notícia. Judith aguardou a pausa e enfim disse: "O Preço do chuchu! Você já viu quanto está o chuchu?!".
Pois, fora o susto do chuchu, a temporada no Kibutz Urim, uma fazenda búlgara, compensaria em grande medida o que eu perdera não tendo participado das colônias de férias. Trabalhei como um verdadeiro agricultor, acordando às 5 da manhã no frio de zero grau do deserto de Neguev. Ao meio-dia, quando o clima se invertia e um calor senegalesco se instalava, vinha um trator trazendo café com leite e biscoitos de maizena. Ligavam o rádio e estava sempre tocando o Trem das 11, de Adoniran, não sei em que estação, com letra em hebraico.
Foram quarenta dias de labor dos quais guardo histórias saborosas sobre as quais nunca escrevi, mas que me deram o senso da solidariedade e da importância do suor coletivo para a construção de uma vida em comum sem vaidades torpes. Depois, passamos 20 dias visitando o país. Por mais que Massada, Jerusalém, o Mar Morto, Tel Aviv ou o Mediterrâneo tenham me impressionado, foi o cheiro de esterco de vacas do Kibutz Urim, o iogurte do refeitório, a fábrica de casacos Dubon, as plantações de nectarina e de melão, as festas, as fogueiras e as viagens psicodélicas com meus amigos (muitos eram ex-colegas do Liessin), que ficaram guardadas com mais pujança no meu coração.
Depois voltei para o Rio (alguns continuaram, foram à Índia, desbundaram naquele final dos anos 70). Eu estava ansioso Por seguir meus estudos de comunicação na ECO-UFRJ. Encontrara ali também uma família, uma comunidade: a comunidade geral, multiétnica, de vários credos ou sem credo nenhum. Nunca mais voltei a Israel, mas ouço dizer que os kibutzim não são mais aqueles: viraram empresas. Hoje os jovens vão antes à Alemanha e à Polônia para chorar o Holocausto numa espécie de parque de horror temático. E quando chegam a Israel não passam mais por aquele aprendizado das fazendas coletivistas.
Prefiro como as coisas eram nos meus 17 anos. Mesmo sem ter participado de nenhuma das marchas da vida, tenho inteira consciência, ou até maior, dos terrores pelos quais meu povo passou, que transcendem o Holocausto: as cruzadas, a inquisição, as perseguições na Europa Oriental, os pogroms. Sei também que resta muito pouco daquele idealismo em Israel ou na diáspora. Por isso tenho medo, hoje, de ir a Israel: não pelo risco de cair o avião ou de dar de cara com a eclosão de um conflito com os palestinos ou com o mundo árabe. Mas pelo fato de meu passado ter sido dali abduzido, rumo a um futuro em que tudo o que resta é o pragmatismo. Shalom.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Arnaldo Bloch
Israel no Espaço
Israel e a Agência Espacial Européia Assinam Acordo Revolucionário
O primeiro acordo desse tipo de cooperação em pesquisas e exploração espacial foi assinado entre o Governo do Estado de Israel e a Agência Espacial Européia – (European Space Agency = ESA). A cerimônia de assinatura foi realizada como parte da Sexta Conferência Internacional Ilan Ramon. Ilan Ramon foi o primeiro astronauta de Israel e morreu na explosão da nave Columbia. A sua viúva Rona assistiu a cerimônia.
A vice-administradora da NASA, Lori Garver, participou da cerimônia e relacionou a questão de se um astronauta de Israel seria algo que devemos esperar para se ver no futuro próximo. Garver também foi questionada sobre o Capitão da Marinha dos EUA o Astronauta Mark E. Kelly que é marido da deputada Gabrielle Giffords.

"Este é um passo adicional para a pesquisa e desenvolvimento em conjunto como um todo e para pesquisa espacial em especial, que está sendo fortalecida e intensificada com os países europeus e que permitirá a expansão da cooperação científica e econômica com este continente de países importantes" disse o Dr. Tzvi Kaplan que é o diretor-geral da Agência Espacial de Israel.
"Esse acordo constitui um reconhecimento internacional do Estado de Israel como uma potência espacial" afirmou o ministro da Ciência, Daniel Hershkowitz, que participou do ato da assinatura.
O documento é o compromisso que Israel e Europa irão trabalhar juntos em determinadas áreas, em especial na engenharia espacial e exploração do espaço. Também foram incluídas as tecnologias espaciais como nano satélites, a observação da Terra - incluindo o monitoramento da contaminação do meio ambiente e os desastres naturais - e pesquisas sobre a micro gravidade.
Em termos práticos o acordo vai facilitar o intercâmbio de cientistas, engenheiros e informações entre as duas agências espaciais, e também resultará em reuniões conjuntas e a intensificação da comunicação. Esse acordo é similar aos acordos já assinados entre Israel e as agências espaciais francesa e italiana.

A Agência Espacial Européia (ESA) é composta por 18 países da Europa que tem um programa de colaboração conjunta em pesquisas e desenvolvimento de programas para a ciência espacial, com um orçamento anual de cerca de 4 bilhões de euros. A ESA está na vanguarda da Europa e é a principal executora de grandes projetos espaciais voltados para o desenvolvimento das capacidades espaciais da Europa para assegurar a continuidade de investimentos em pesquisas espaciais e promover e prover benefícios para os povos europeus e para o mundo. A ESA e a UE colaboram em dois projetos conjuntos: o "Galileo" e o "Projeto GMES – Global Monitoring for Environment and Secutiry (Monitorização Global do Ambiente e Segurança" que foram criados para o fornecimento de informações precisas e em tempo hábil para um melhor gerenciamento do meio ambiente, para entender e mitigar os efeitos das alterações climáticas e garantir a segurança civil.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Israel
Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Helena Americano Fragman)

HELENA AMERICANO FRAGMAN
A entrevistada da semana na série de entrevistas com brasileiros em Israel é a paulista Helena Americano Fragman, de 48 anos. Mãe de dois filhos, Helena chegou em Israel depois de uma temporada de quatro anos na França, onde estudou na Sorbonne. Foi lá que conheceu o futuro marido, um israelense. Antes de se casar em Israel, ela voltou a São Paulo para se converter ao Judaísmo. Em Israel, Helena se formou em turismo, área na qual trabalha até hoje.
1) Helena, quando você veio morar em Israel?
Em 1987.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Sempre quis vir para Israel, desde criança. Mas não tive oportunidade. Quando conheci meu ex-marido, que é israelense, resolvi vir.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Aqui me sinto segura, principalmente como mãe. Meus filhos vão e voltam para escola sem babás, sem acompanhantes. Eles podem ir a pé, pegar ônibus sozinhos, andar livres e tranquilos, sem medo de serem assaltados ou raptados. Costumo fazer piqueniques noturnos com minhas amigas sem nenhum problema. Aqui é seguro.
4) Do que menos você gosta?
Do jeito grosseiro que os israelenses falam. Às vezes você anda na rua e ouve o maior bate-boca. Acha que estão brigando, mas não é nada demais. É uma barulheira.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
As praias. Adoro uma praia, ficar no sol, ouvindo o barulho do mar.
6) Qual é o lugar menos agradável?
No verão, Eilat. É quente demais. Você não consegue sair do hotel.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Shalvá” (“tranquilidade”). Gosto do que ela significa, da idéia de paz de espírito, de estar bem consigo mesmo.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Pigúa” (“atentado”).
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Depende do cozinheiro... Gosto muito de patê de frango com cebola frita.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Diria muitas coisas. Que esse é um país gostoso de se viver, mas complicado. Tem segurança urbana, por um lado, mas insegurança nacional por outro. O mais importante é aprender hebraico antes de vir, levando em consideração que é uma língua bem difícil.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, fevereiro 13, 2011
Nenhum comentário:
Links para esta postagem
Marcadores:
Daniela Kresch,
Helena Americano Fragman
Assinar:
Postagens (Atom)







