Os mais catastróficos dos especialistas em Relações Internacionais dizem que qualquer faísca de ódio pode surgir a Terceira Guerra Mundial. Pois é, até que faz sentido. Desde 2001, quando aconteceu o atentado ao World Trade Center em Nova York, no qual judeus foram mortos, aumentou a desconfiança em relação aos islâmicos de qualquer nacionalidade.
Cat Stevens, um ídolo na década de 1960, se tornou islâmico adotando até o pseudônimo de Yusuf Islam. Só por causa disso, foi preso em seu próprio país, os Estados Unidos. Isso é um caso caseiro, imagine os estrangeiros adeptos dessa religião... O pior que, por causa de meia dúzia de fanático retardado, o resto "paga o pato", desde Gaza e Cisjordânia, passando ao redor do mundo. Triste...
Suíça, Suécia, Finlândia, e até mesmo Israel. O que eles têm a ver? O fato de suas populações serem originadas de vários povos que emigraram para esses países. Suíça e Israel têm suas populações de origem predominantemente estrangeira. Agora, todos eles também tem algo em comum: a maldita extrema-direita, com ideias que separam, discriminam e matam. As principais vítimas: os africanos, pra variar. No Brasil, diariamente batalhamos pelo fim do preconceito, mas na verdade, essa luta é no mundo inteiro.
Secretamente, Israel deportou ultimamente, mais de três mil pessoas de origem africana, ao contrário da Operação Shlomo que salvou judeus etíopes em 1991. Obra de quem? Governo Netanyahu-Lieberman. Adivinha? Extrema-direita. Propaganda difamando os islâmicos na Suíça. Eles não param. Xenofobia mata, de fato. Em pleno século XXI (5771), por quê tudo isso? Já não bastou a escravidão em muitos países e a própria Shoá?
Por que playboyzinhos, que merecem apodrecer na cadeia, espancam homossexuais em plena Avenida Paulista? Existem certas perguntas que exigem respostas diretas. Qualquer tipo de preconceito não é legal. Como diria Geraldo Vandré, independente de origem, etnia, credo, opção sexual, "somos todos iguais, braços dados, ou não"!
15.2.11
Summer Rain
Sun in the morning,
Heat in the afternoon,
Mystery in the evening,
Traffic's headache in the night.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
On the north, snow.
On the south, 30 degrees.
Airports closed.
Streets open.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Because of this time,
No matches in the Premiership.
Because of this time,
People come down the mountain,
Running to the harbor, to the beach, get some fish in a little ship.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Let's go to the indoor.
No more water.
Go to Israel!
Rain in the desert, let the prayers come true.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the damn' summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Erasing the kilometers, to walk away in much miles.
Heat in the afternoon,
Mystery in the evening,
Traffic's headache in the night.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
On the north, snow.
On the south, 30 degrees.
Airports closed.
Streets open.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Because of this time,
No matches in the Premiership.
Because of this time,
People come down the mountain,
Running to the harbor, to the beach, get some fish in a little ship.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Let's go to the indoor.
No more water.
Go to Israel!
Rain in the desert, let the prayers come true.
The end of the year is in,
Causing happiness and smiles.
In the other, comes the damn' summer rain.
Gettin' wet and a lot of pain.
Erasing the kilometers, to walk away in much miles.
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Em Busca da Luz
A Kabbalah explica que todos nós temos uma faísca de Luz que foi perdida pelo Big Bang. E que cabe a nós recuperar tal faísca.
Pode levar uma vida inteira, ou boa parte dela, vai conforme os caminhos de transformação interna que você mesmo segue. Independente do nível que você estuda, a Luz aparece conforme suas ações. E pensamentos. E orações.
Você abdica do seu ego e do seu comodismo, em prol do outro. Esse é a verdadeira busca pela Luz.
E estou disposto a abdicar da minha faísca em prol de quem mais amo. Sou abençoado por D-us, por ter a família, os amigos e pela namorada que tenho.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Não quero mais que sua mãe lhe magoe.
Não quero mais que sua irmã sofra.
Apenas não quero mais vê-la sofrer em relação a outras coisas.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Eu lhe daria a minha vida para fazê-la feliz. Gostaria que toda a Luz que pudesse adquirir pudesse ser transferida a ela. Sei que essa Tefilá será ouvida.
Injetando certeza. Sempre.
Pode levar uma vida inteira, ou boa parte dela, vai conforme os caminhos de transformação interna que você mesmo segue. Independente do nível que você estuda, a Luz aparece conforme suas ações. E pensamentos. E orações.
Você abdica do seu ego e do seu comodismo, em prol do outro. Esse é a verdadeira busca pela Luz.
E estou disposto a abdicar da minha faísca em prol de quem mais amo. Sou abençoado por D-us, por ter a família, os amigos e pela namorada que tenho.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Não quero mais que sua mãe lhe magoe.
Não quero mais que sua irmã sofra.
Apenas não quero mais vê-la sofrer em relação a outras coisas.
Com todo o amor, ela ainda não está feliz. E ela é tudo o que sempre quis.
Agradeço a Hashem pela companhia da minha namorada.
Peço a Hashem para que mantenha a mente dela iluminada.
Eu lhe daria a minha vida para fazê-la feliz. Gostaria que toda a Luz que pudesse adquirir pudesse ser transferida a ela. Sei que essa Tefilá será ouvida.
Injetando certeza. Sempre.
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14.2.11
10 de Tevet de 5771 (Cansados do Cansaço)
Lembrai-vos da queda do Templo,
Lembrai-vos da invasão babilônica,
Lembrai-vos da diáspora, 70 anos de exílio.
Lembrai-vos de um ano atrás.
Por um lado, felicidade profissional,
Pelo outro, pedindo para o novo ano da Era Comum começar.
Então, veio a dispensa, para ambos os lados.
Depois de dois anos de um lado, 45 dias de outro.
Vieram os altos e baixos.
Outro Call Center.
Uma nova profissão.
Três meses de um lado, cinco de outro.
Julho.
Novo Call Center.
A estreia como operadora.
Um início de um novo relacionamento.
Nisso, as coisas vão bem.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Sem comer para lembrar,
Sem beber para rezar,
Sem ter a mente calma,
Sem limites para amar.
Com muitas lágrimas para evitar.
Sem forças para buscar.
Sem tempo para esperar.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Bem cansados. O milagre já começou.
*Poema originalmente escrito no dia 17 de Dezembro de 2010. Nesse dia era 10 de Tevet de 5771 no calendário judaico, dia do "jejum de Tevet", um dos dias de maior reflexão para os judeus.
Lembrai-vos da invasão babilônica,
Lembrai-vos da diáspora, 70 anos de exílio.
Lembrai-vos de um ano atrás.
Por um lado, felicidade profissional,
Pelo outro, pedindo para o novo ano da Era Comum começar.
Então, veio a dispensa, para ambos os lados.
Depois de dois anos de um lado, 45 dias de outro.
Vieram os altos e baixos.
Outro Call Center.
Uma nova profissão.
Três meses de um lado, cinco de outro.
Julho.
Novo Call Center.
A estreia como operadora.
Um início de um novo relacionamento.
Nisso, as coisas vão bem.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Sem comer para lembrar,
Sem beber para rezar,
Sem ter a mente calma,
Sem limites para amar.
Com muitas lágrimas para evitar.
Sem forças para buscar.
Sem tempo para esperar.
Sem dinheiro, sem bem-estar, sem tranquilidade.
Sem saber o que vamos fazer, rezando pelo próximo passo.
A essa altura, estamos cansados do cansaço.
Bem cansados. O milagre já começou.
*Poema originalmente escrito no dia 17 de Dezembro de 2010. Nesse dia era 10 de Tevet de 5771 no calendário judaico, dia do "jejum de Tevet", um dos dias de maior reflexão para os judeus.
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PROBARE-10
Certa angústia. Todos estão elétricos, ansiosos, nervosos.
Precisam desse selo. Precisam do dinheiro. Não podem perder tempo.
Alguns metros nos separam. Mais precisamente quatro estações.
Por enquanto saída ás 18, encontro ás 20:30 (por volta).
Depois, entrada mútua ás 14.
E cada um vai sair no seu horário, morrendo de saudade um do outro. Haja crédito pra tanta ligação!
Dois domingos por mês.
Você e o computador. E a pressão da empresa, do cliente, do supervisor...
Acaba? Não parece ter fim.
Mais 330 minutos de acréscimo, pelo o que parece, ninguém quer que o jogo se acabe.
Não tem juiz, jogadores, bolas, chuteiras ou torcidas, Há dez artigos que, pseudo-ditatoriamente, querem enfiar em tua mente e tuas pausas.
10-20-10. Para respirar e esticar as pernas, 400 contos de réis para palitar os dentes e segurar broncas momentâneas.
Precisam desse selo. Precisam do dinheiro. Não podem perder tempo.
Alguns metros nos separam. Mais precisamente quatro estações.
Por enquanto saída ás 18, encontro ás 20:30 (por volta).
Depois, entrada mútua ás 14.
E cada um vai sair no seu horário, morrendo de saudade um do outro. Haja crédito pra tanta ligação!
Dois domingos por mês.
Você e o computador. E a pressão da empresa, do cliente, do supervisor...
Acaba? Não parece ter fim.
Mais 330 minutos de acréscimo, pelo o que parece, ninguém quer que o jogo se acabe.
Não tem juiz, jogadores, bolas, chuteiras ou torcidas, Há dez artigos que, pseudo-ditatoriamente, querem enfiar em tua mente e tuas pausas.
10-20-10. Para respirar e esticar as pernas, 400 contos de réis para palitar os dentes e segurar broncas momentâneas.
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Segundo pela Primeira Vez
Quem já acompanhou minha tag nesse blog, já viu que passei por três cursos superiores diferentes em três faculdades diferentes. Desde 2009, quando acabei de concluir o Ensino Médio, comecei a caça por faculdade. A primeira foi a Faculdade Integrada Alcântara Machado, onde iria cursar História, em um campus próximo ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, no Morumbi, bem longe de onde eu moro.
Na hora da matrícula, exigiram mais do que eu tinha. Não deu. Fui parar na falecida Faculdade Hebraica Renascença, hoje UNIESP. O mesmo curso. Como tinha apenas 17 anos, embora fui o membro mais novo da Família Conde a pisar em uma faculdade, percebi que eu era muito novo para ser professor. Da Licenciatura, tentei ir para os cursos tecnólogos. Pulei em várias faculdades até querer fazer Eventos na UNIBAN. Não gostei do campus, Rudge (Campos Elíseos), centro-noroeste de São Paulo.
Em menos de 15 dias, saí de um curso tecnólogo para me aventurar no bacharelado pela primeira vez. O primeiro semestre de 2010 foi preenchido pelo curso de Publicidade & Propaganda, na Faculdade das Américas, no bairro da Consolação, centro-oeste da Capital Federal. Por ter saído da empresa onde estava trabalhando, Contax, faltei o equivalente a dois meses e meio na faculdade, fora a dança dos períodos, entre matutino e noturno. Difícil. Veio o PROUNI no meio do ano, decidi trancar a faculdade. Tinha a opção de cursar Relações Internacionais, porém, não saí da Comunicação Social.
Depois de História, Eventos e Publicidade & Propaganda, finalmente veio a tentativa corrente. Em uma faculdade já conhecida. O bairro da Vila Mariana que tanto gosto, me acolheu de novo, ainda mais, próximo a um Beit Chabad. É nesse campus da UNIBAN que tem o curso no qual estou estudando, Gestão em Rádio e Televisão. Tecnólogo, não teve jeito.
Apelidado de "Google", consegui me sobressair em todas as matérias e "me classificar" para o segundo semestre sem nenhuma dependência, aliviando assim, o caminho rumo á formação, prevista para julho de 2012. Claro que não quero mudar de curso nem de área, ainda mais com um bom retrospecto. O próximo passo é arranjar um estágio e seguir estudando, agora que estou sentindo o gosto de passar para o segundo semestre pela primeira vez, depois de duas tentativas.
Na hora da matrícula, exigiram mais do que eu tinha. Não deu. Fui parar na falecida Faculdade Hebraica Renascença, hoje UNIESP. O mesmo curso. Como tinha apenas 17 anos, embora fui o membro mais novo da Família Conde a pisar em uma faculdade, percebi que eu era muito novo para ser professor. Da Licenciatura, tentei ir para os cursos tecnólogos. Pulei em várias faculdades até querer fazer Eventos na UNIBAN. Não gostei do campus, Rudge (Campos Elíseos), centro-noroeste de São Paulo.
Em menos de 15 dias, saí de um curso tecnólogo para me aventurar no bacharelado pela primeira vez. O primeiro semestre de 2010 foi preenchido pelo curso de Publicidade & Propaganda, na Faculdade das Américas, no bairro da Consolação, centro-oeste da Capital Federal. Por ter saído da empresa onde estava trabalhando, Contax, faltei o equivalente a dois meses e meio na faculdade, fora a dança dos períodos, entre matutino e noturno. Difícil. Veio o PROUNI no meio do ano, decidi trancar a faculdade. Tinha a opção de cursar Relações Internacionais, porém, não saí da Comunicação Social.
Depois de História, Eventos e Publicidade & Propaganda, finalmente veio a tentativa corrente. Em uma faculdade já conhecida. O bairro da Vila Mariana que tanto gosto, me acolheu de novo, ainda mais, próximo a um Beit Chabad. É nesse campus da UNIBAN que tem o curso no qual estou estudando, Gestão em Rádio e Televisão. Tecnólogo, não teve jeito.
Apelidado de "Google", consegui me sobressair em todas as matérias e "me classificar" para o segundo semestre sem nenhuma dependência, aliviando assim, o caminho rumo á formação, prevista para julho de 2012. Claro que não quero mudar de curso nem de área, ainda mais com um bom retrospecto. O próximo passo é arranjar um estágio e seguir estudando, agora que estou sentindo o gosto de passar para o segundo semestre pela primeira vez, depois de duas tentativas.
Oh, Africa!
2010 foi o ano da África. Não somente por causa da Copa do Mundo. Mas sim, futebolisticamente falando, 2010 foi realmente o ano da África. A seleção de Gana, os Black Stars, foram longe demais, só perderam para eles mesmos, frente á tradição dos pampas uruguaios, e a mão de Luís Suárez, e o nervosismo de Asamoah Gyan, e a "cavadinha" de Sebástian "El Loco" Abreu, atual Botafogo e ex-River Plate e Beitar Yerushalayim.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde os petro-dólares "roubaram" o Mundial Interclubes do nosso querido Japão, aconteceu mais uma travessura dos "irmãos". Ninguém conhecia o Tout Puissant Mazembe (República Democrática do Congo), Campeão Africano Interclubes. Sim, o verbo conhecer está no passado. Porém, todo o mundo conhece o rival do meu Grêmio Football Porto-Alegrense, o Sport Club Internacional, duas vezes campeão da Libertadores da América (com uma final vencida contra o São Paulo, e na outra vez, na semi-final venceu o mesmo Tricolor Paulista) e campeão do Mundo em 2006, vencendo o todo-poderoso FCBarcelona de Deco e Ronaldinho Gaúcho (ambos são rivais agora no Rio de Janeiro, um no Fluminense - Campeão Brasileiro de 2010, e outro no Flamengo).
Também, todos sabem que o Grêmio é duas vezes campeão da Libertadores, e uma vez só campeão do Mundo, em 1986. O desconhecido Mazembe fez com que os grandes rivais de Porto Alegre se igualassem até nisso. Mas há uma "pequena" diferença. Desde 2005, ao menos nesse formato, nunca uma equipe sul-americana perdeu nas semi-finais do Mundial. Temos a lista: São Paulo, Internacional, Liga Deportiva Universitaria de Quito e Estudiantes de La Plata. O Inter poderia estar nessa lista pela segunda vez. Sim, o verbo poder está no passado.
A equipe congolesa despachou os colorados por 2 a 0 na semi-final da agora Copa do Mundo de Clubes. Eis o problema. Quando o Imortal Tricolor perdeu sua segunda final, foi para o grande Ajax Amsterdam (Holanda), que em 1996, era a base da seleção holandesa, que poderia fazer mais bonito do que o Brasil que a venceu na copa seguinte (França-1998). Isso quando era um jogo só, a Copa Intercontinental, disputada no Estádio Nacional de Tokyo.
A "zebra" nunca passeou na Copa do Mundo de Clubes. Passeou quando ainda era Campeonato Mundial de Clubes, a primeira edição da competição em questão, ainda disputada no Japão em 2005, quando o "já vencedor" Liverpool teve três gols corretamente anulados pelo árbitro mexicano "São" Benito Archundia e ainda tomou um gol do volante gaúcho Carlos Luciano da Silva, o "Mineiro", que deu o terceiro título mundial para o São Paulo Futebol Clube. E foi só. Em 2009, quase que nuestros hermanos do Estudiantes repetiu o feito do Inter e do São Paulo. Quase. Tomou virada na prorrogação para o Barcelona de Lionel Messi (Melhor do Mundo em 2010), e a zebra só mostrou as caras um ano depois, e os colorados foram as vítimas.
Esse texto não foi escrito ás risadas. Muito pelo contrário, gostaria de ver a Internazionale contra o Internacional. Não vou ver, vai ficar no FIFA ou no Winning Eleven/Pro Evolution Soccer (né, Corinthians?). Apesar de tudo, a final da Copa do Mundo de Clubes selou o ano da África, já que seu melhor jogador em campo foi um africano, o lendário goleador Samuel Eto'o Fils, que só faltou fazer chover contra seus conterrâneos.
Pois é, parafraseando a canção do artista pop senegalês-estadunidense Akon, "Oh, Africa"!
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Football
13.2.11
O Judeu da Mala Amarela
Em memória ao meu avô Simão Ostrowiecki Z”L
- Judeu, tire sua mala daí de cima porque eu quero colocar a minha!
- Qualé, a amarrrélah? pergunta o judeu com voz preguiçosa
- É! A amarela!
E o judeu ignora completamente o homem e volta a dormir. Novamente o anti-semita vem à carga.
- JUDEU, VOCÊ ESTÁ SURDO?! TIRE JÁ A MALA SENÃO VOU PEGÁ-LA E JOGAR PARA FORA DO TREM!!!
- Qualé, a amarrrélah? A voz permanece tranqüila e sonolenta
- Claro! Sim! A AMARELA
Novamente, o judeu fecha os olhos e tranquilamente encosta a cabeça no banco. Enfurecido, o anti-semita abre a janela, arranca a mala do bagageiro e a joga para fora.
- HAHA! Viu só judeu, joguei a mala fora!!! Ela se foi!
- Qualé, a amarrrélah?
- Mas que coisa!! Sim, a amarela.
- A amarela não é minha…
A família sempre adorou escutá-lo contando as piadas. Essa era especialmente apreciada pelo delicioso sotaque europeu e tom inocente com que meu avô contava, ano após ano, a mesma piada. Apesar de ser uma peça de humor, poucas histórias poderiam representar melhor o espírito de um tempo e de um mundo que já não existe mais. A Polônia dos anos vinte, onde meu avô cresceu e foi educado, era um planeta diferente do que vivemos hoje. A maioria das pessoas vivia no campo, praticamente ninguém possuía automóvel ou havia entrado num avião. As pessoas viviam da agricultura e do comércio, andavam de carroça e sabiam pouco do mundo exterior. Celulares, computadores, Internet não existiam ainda nem nas obras de ficção. Naquele mundo ordeiro havia dois tipos de pessoa: os poloneses, cristãos, normais. E havia os judeus. Meu avô pertencia ao segundo grupo e esse fato decisivo moldaria sua vida. Posso imaginar perfeitamente meu próprio avô protagonizando a história da mala amarela: o mesmo tom inofensivo, a mesma ingenuidade mascarando uma profunda sabedoria, a mesma resignação e senso de sobrevivência num mundo no qual ele tinha pouca voz. A Europa pertencia aos europeus e os judeus eram claramente vistos como intrusos.
Alguns anos mais tarde, já com a guerra e a ocupação nazista em curso, contava meu avô que ele em certa ocasião estava com o cano de uma arma na cabeça, apontada pelo soldado alemão do campo de concentração. Meu avô instintivamente começou a rir. O alemão olhou incrédulo para aquele homem impotente, prestes a morrer e perguntou porque ele estava rindo: “hahaha… que mau negócio! Você está prestes a desperdiçar uma boa bala alemã com um mero judeu que já vai morrer de qualquer jeito! Hahaha que péssimo negócio”. Simão conta que em seguida o nazista resolveu guardar a arma e desistiu de disparar.
Esse espasmo de genialidade e criatividade lhe salvou a vida. Astúcia imensa que, tal como num golpe de judô, usa a força do oponente para derrubá-lo. Ele era assim. Em poucos segundos avaliava uma situação e sabia o melhor caminho a seguir. Doente, impotente, sem ninguém a quem recorrer, Simão se manteve alerta, enfrentou pesadelos e horrores sem paralelo, viu cenas que jamais lhe sairiam da cabeça. E sobreviveu. Hoje o nazismo está enterrado enquanto a família do Simão segue forte no caminho judaico.
Ser testemunha ocular do mal absoluto não abalou em nada a sua disposição para o bem. Já logo nos primeiros anos após a guerra casou-se com minha avó Raquel, uma companheira fiel e esposa exemplar que o acompanharia nos próximos 65 anos. Rapidamente se tornou conhecido por ajudar os outros. A partir das cinzas, colocou em prática sua genialidade nos negócios e com o fruto do seu trabalho sustentava a família, os irmãos e ajudava amigos a se estabelecerem na vida. No início da década de 50 partiu da Alemanha em direção ao Brasil, país que o acolheria de braços abertos. Ao iídiche, hebraico, polonês e alemão, acrescentou ainda o português ao seu status de poliglota sem estudos. Teve dois filhos, trabalhou duro, construiu um lar e ajudou os outros. Não havia causa judaica para a qual Simão dissesse não. Não havia um amigo ou conhecido que viesse pedir algo para quem ele negaria ajuda. Ele adorava os negócios, o comércio, o câmbio. Fazia cálculos complexos de cabeça. Sabia que trabalhar significa agregar valor e que não existe vida plena sem trabalho.
Quando a velhice se aproximou, a providência divina entendeu que Simão talvez ainda não tivesse recebido a cota de sofrimento que deveria. Já com mais de 80 anos de idade, recebeu a notícia da perda do filho Israel, meu pai, desaparecido em um acidente no mar. Se enterrar o pai é o fardo de todo filho, a lógica se inverteu de forma peculiarmente cruel, tendo o pai que agüentar essa tragédia e não ter nem um corpo sobre o qual podia chorar. Recebeu mais esse golpe com a força espiritual que lhe era única e concentrou suas atenções em ajudar o neto a estabilizar a empresa que também tinha ficado órfã. Durante os oito anos seguintes, Simão se tornaria um habitué na empresa, ajudando no que podia, cuidando das compras de mercadoria e encantando a todos com seu jeito especial. Certa ocasião, após eu ter pedido categoricamente para ele não comprar mais nenhum produto devido à falta de espaço, ele se sensibilizou com a história de algum fornecedor de sucata. Cedeu então e comprou mais um monte de coisas para as quais não tínhamos espaço nem interesse. Fiquei tão enfurecido que mandei despejar o excesso de sucata na casa dele, no meio da sala de estar. Minha avó deve ter adorado a cena daquelas pilhas de sucata contrastando com os tapetes e quadros que ela arrumara com tanto capricho.
Um homem paradoxal, cujo semblante e cujas ações eram bondade pura, mas cuja mente estava repleta das imagens de indescritíveis horrores do Holocausto. Um homem insuperável no brilhantismo e capacidade de fazer dinheiro, mas para quem os bens materiais não valiam nada. A riqueza lhe escapou da mão a vida toda tão rapidamente quanto ela vinha: ele a distribuía aos outros sem restrições. Um homem cético e que afirmava não crer em nada, seja em Deus ou nos homens, mas que cumpria à risca as tradições judaicas, rezava impecavelmente e fazia questão de transmitir a educação judaica aos descendentes. Simão sobreviveu ao Holocausto e pelo resto dos dias parecia que estava empenhado em vencer esse jogo criado por Deus chamado vida. Se existe um propósito divino e se tal propósito é arremessar contra o ser humano todo tipo de privações e desafiando-o a emergir mais forte e mais justo, então o Simão venceu, com louvor.
(Fonte: Pletz.com)
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Alexandre Nani Ostrowiecki
RECORDAR É VIVER
FRASES DE GOLDA MEIR – PRIMEIRA-MINISTRA DE ISRAEL (1969 - 1974)
“Nós podemos perdoá-los por matarem os nossos filhos. Mas jamais os perdoaremos por terem obrigado nossos filhos a matarem os seus". (Para Anuar Sadat, presidente do Egito, antes dos acordos de paz)
"Eu sempre repeti que em nossas guerras contra os árabes tínhamos uma arma secreta: a falta de alternativa".
"Muitas vezes fui acusada de conduzir as questões públicas mais com a emoção do que com a razão. Bem... e se for verdade? Aqueles que não sabem chorar com o coração tampouco sabem rir".
"Tenho uma queixa contra Moshé Rabeinu. Eles nos conduziu durante 40 anos pelo deserto e nos trouxe para um dos raros lugares do Oriente Médio onde não há petróleo".
"Sou eu quem tem que comandar o relógio e não me deixar ser comandada por ele".
"Um professor ensina a ler, escrever, calcular e assim por diante. Um educador adiciona a essas matérias algo mais importante: o espírito".
"Não seja tão humilde. Você não é tão grande como imagina".
"A paz virá quando os árabes amarem os seus filhos tanto quanto nos odeiam". (Perante o Clube Nacional da Imprensa, em Washington, 1957)

"Estou convencida de que haverá paz entre Israel e seus vizinhos porque milhões de árabes precisam da paz tanto quanto nós. Uma mãe árabe que perde seu filho no campo de batalha chora tão amargamente quanto uma mãe israelense na mesma condição".
"Nós devemos considerar que o caminho para a paz pode ser difícil, mas não tão difícil quanto o caminho para a guerra". (Para Sadat, durante sua visita a Jerusalém, 1977)
"A única alternativa para a guerra é a paz. E a única alternativa para a paz é a negociação".
"Sionismo e pessimismo são incompatíveis. Um judeu não pode dar-se ao luxo de ser pessimista".
"Há quem me acuse de ser cínica. Nada disso, Apenas perdi as ilusões".
"Enfrentar a idade avançada é como estar a bordo de um avião durante uma tempestade. Não há o que fazer. É impossível parar o avião, parar a tempestade ou parar o tempo. Portanto, o melhor é aceitar a situação e seguir em frente, com calma e sabedoria".
De Richard Nixon para Golda Meir (referindo-se a Henry Kissinger e Abba Eban): "Ambos temos judeus como ministros do exterior". Resposta de Golda Meir: "Certo, só que o inglês do meu é bem melhor".
"Não posso dizer que as mulheres sejam melhores do que os homens. Mas posso afirmar que não são piores".
"Não é possível apertar as mãos com os punhos fechados".
"Nunca aceitei a ideia de que o povo judeu é o povo eleito por D'us. Parece-me mais razoável acreditar que os judeus foram os primeiros na história a eleger D'us - e isso foi uma ideia realmente revolucionária".
"Ben Gurion costumava dizer, a título de piada, que eu era o único homem em seu gabinete. Eu gostaria de ver como reagiriam alguns dos meus colegas de governo se eu dissesse que ele era a única mulher em meu gabinete".
"Acredito que teremos paz com os nossos vizinhos, mas estou certa de que ninguém fará paz com um Israel fraco. Se Israel não for forte, não haverá paz". "É melhor receber críticas do que condolências".
"Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel".
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Golda Meir
Judeus Restauram Sinagogas na Síria
Judeus restauram sinagogas em Damasco enquanto a Síria procura melhorar a sua imagem
Por Massoud A. Derhally
Albert Cameo, líder do que resta da comunidade judaica na Síria, diz que está tentando cumprir a obrigação da sua herança religiosa. Aos 70 anos de idade ele está organizando a restauração de uma sinagoga chamada de Al-Raqi que foi construída durante o Império Otomano há cerca de 400 anos no antigo bairro judaico de Damasco, capital da Síria. O projeto que começou em dezembro será concluído este mês como parte de um plano para a restauração de 10 sinagogas com o apoio do presidente sírio, Bashar al-Assad, e o financiamento de judeus sírios.
"Assad considera a reconstrução da Damasco judaica como um modo de preservar a laicidade da Síria" afirmou Josh Landis, diretor do Centro de Estudos do Oriente Médio da Universidade de Oklahoma. "Este é um esforço por parte do regime para mostrar a sua seriedade e um ramo de oliveira para a comunidade judaica nos Estados Unidos, que tem procurado cortejar".

Embora a Síria ainda esteja oficialmente em guerra com Israel, o país está tentando mostrar-se como um estado mais tolerante para ajudar a melhorar a sua imagem internacional. Cerca de 200 judeus na Síria estão procurando espelhar as ações de seus correligionários no Líbano, onde os trabalhos de restauração da Sinagoga Maghen Abraham em Beirute tiveram início em julho de 2009.
As negociações de paz indiretas entre a Síria e Israel e mediadas pela Turquia, foram interrompidas em dezembro de 2008 quando Israel começou sua ofensiva militar na Faixa de Gaza que tinha o propósito de impedir militantes islâmicos de dispararem milhares de foguetes contra o sul de Israel. A rodada anterior tinha parado em 2000 quando os dois países não chegaram a um acordo sobre o retorno das Colinas de Golam, que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Comunidade Síria nos EUA
A maior comunidade sírio-judaica, estimada em 75.000 pessoas, está centrada no Brooklyn em Nova York e em Nova Jersey. A emigração remonta à Revolução dos Jovens Turcos em 1908 "quando os judeus temiam que os seus filhos fossem convocados para o exército turco otomano" conforme comenta Sara Reguer, autora do "Os Judeus do Oriente Médio e Norte da África nos Tempos Modernos".

Joey Allaham de 35 anos, um judeu sírio que vive em Nova York, ainda considera a Síria como a sua terra natal. Em dezembro ele ajudou a marcar uma reunião entre Assad e Malcolm Hoenlein que é o vice-presidente executivo da Conference of Presidents of Major American Jewish Organizations (Conferência de Presidentes das Principais Organizações Judaicas Americanas), uma organização que agrupa diversos grupos judaicos para a promoção de laços entre a Síria e a comunidade judaica americana.
Durante a visita Allaham e Hoenlein visitaram a sinagoga Franji em frente ao Hotel Talisman em Bab Touma, na parte antiga da capital síria. A sinagoga, também conhecida como Ilfrange, recebeu este nome por causa dos judeus que vieram da Espanha e foi construída há 400 anos. "O presidente Assad teve a gentileza de nos apoiar" Allaham contou em uma entrevista. "Nós vamos providenciar os fundos necessários".

Os judeus sírios formam uma comunidade que remonta ao Império Romano, com 30.000 pessoas em 1947 e eram árabes com origem local ou sefaraditas que fugiram para a Síria depois da expulsão Cox judeus da Espanha em 1492, e que residiam nas cidades de Aleppo, Damasco e Qamishli, mas cujo número diminuiu por causa da emigração para os EUA, Europa Ocidental e América do Sul no início de 1900.
A "grande saída" dos judeus sírios ocorreu logo após a criação do Estado de Israel em 1948, quando ocorreram distúrbios em Alepo na Síria, que como conseqüência trouxe a proibição dos judeus deixarem o país, porque estavam indo para Israel.
A diminuição da população
Os judeus restantes foram autorizados a deixarem a Síria em 1990 quando as relações com os EUA descongelaram e Washington procurou o apoio do país para expulsar o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein do Kuwait, relatou Landis. "Atualmente os judeus sírios vivem em Israel, na Turquia, Europa Ocidental e nos Estados Unidos, mas sentem uma afinidade positiva em relação a sua pátria" afirmou por email Tom Dine, que já ocupou a direção do American Israel Public Affairs Committee. "A reconciliação já deveria ter acontecido".
Ao contrário dos seus três irmãos que vivem no México, Cameo diz que não tem desejo de deixar a Síria. "Moralmente eu não posso sair do meu país e nem os seus locais de culto religioso" disse Cameo da sua casa em Damasco. "Tenho o dever de preservar o nosso patrimônio".
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Alexandre Moser Vissoky)
O gaúcho Alexandre Moser Vissoky, de 18 anos, é o primeiro entrevistado numa nova série de entrevistas que começa esta semana, que focará nos participantes do MASA (pronuncia-se “massá”), uma instituição que oferece bolsas para jovens que desejem passar de cinco a dez meses em Israel, estudando, trabalhando ou viajando pelo país. Desde 2005, quando foi criado, a filial brasileira do MASA já enviou a Israel cerca de 1.250 jovens de 18 a 30 anos através de um leque de 150 programas.
Há pouco mais de seis meses em Israel pelo programa Lech Lechá, um dos mais procurados do MASA, Alexandre Vissoky aproveita a experiência para estudar hebraico e trabalhar como voluntário em Jerusalém, onde começa em breve a ajudar crianças com problemas motores através da chamada equinoterapia, ou terapia com ajuda de cavalos.

ALEXANDRE MOSER VISSOKY
1) Por quê você decidiu viajar para Israel?
Por uma série de fatores. Queria conhecer a vida no exterior, estar sozinho, limpar, cozinhar, lavar... Crescer de verdade. Comecei a verficar oportunidades. Mas, pela facilidade econômica e pelo sentimento judaico, decidi por Israel.
2) Por quê escolheu um programa ligado ao MASA?
Meu pai fez a indicação e eu averiguei. Acabei não precisando averiguar outras opções.
3) Do que você mais gostou em Israel?
Das amizades que fiz. É muito bom conhecer pessoas de outros países. Me identifiquei com muitos.
4) O que mais estranhou?
A comida. A falta de carne como em Porto Alegre. Cresci fazendo churrascos todos os domingos. Aqui em Israel, a única vez que comi um bom churrasco foi quando meu pai veio me visitar.
5) Qual o ponto alto do programa?
O verão. Acampei com amigos, viajei muito.
6) O que poderia se melhorado?
A organização. O pessoal do Lech Lechá é gente boa. Mas às vezes podem ser meio desorganizados. Quando quero alguma coisa, tenho que correr atrás.
7) Qual a maior lição da experiência?
Acho que aprendi a ser um pouco israelense, no jeito de ser. Ser mais duro por fora, mesmo mantendo a suavidade por dentro. Os israelenses não se importam com aparências. Eles provam o que são com atos concretos e não com palavras à toa. Gosto disso.
8) O que você diria para quem pretende visitar o país?
Diria para não perder tempo. Vir logo e deixar os preconceitos para lá. Aqui a atrações para todos. A visão que se tem de Israel, no Brasil, é errada. Não há a vivência de guerra que se pinta no Brasil.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
VICE-PRESIDENTE DA COSTA RICA É JUDEU
Entrevista feita por Fernando Bisker com o Vice-Presidente da República da Costa Rica, Luís Liberman Ginsburg.


1) Como é a segurança dos judeus na Costa Rica?
A segurança dos judeus é igual à segurança de toda a população costa-riquenha. A comunidade judaica conta com sua própria ‘bitachon’ [segurança judaica], mas neste momento não temos nenhuma preocupação específica neste sentido. Nas universidades existem alguns pequenos grupos com ideologia anti-Israel, mas tudo acontece de forma pacífica.
2) Como observa o fenômeno que tem ocorrido em outros países da América Latina, no qual fala-se de um reconhecimento do Estado Palestino antes da conquista de um plano de paz oficial?
É um movimento que já está acontecendo e que dificilmente será alterado. Em relação ao ponto de vista nacional, prefiro não tocar nesse assunto nesta entrevista.
3) Como é a relação da presidenta Laura Chichilla com a comunidade judaica?
É excelente, participa dos eventos quando convidada e é muito querida pela comunidade.
4) Como é a questão da assimilação dentro da comunidade local?
O índice de assimilação vem aumentando nos últimos anos. Apesar de todos os esforços, a assimilação continua crescendo. Antigamente, o casamento inter-religioso era um tabu, algo não tão aceitável dentro da própria família. Mas hoje, como esse padrão é mais aceito, subiu a curva. Mesmo assim, o percentual de assimilação na Costa Rica é relativamente pequeno em comparação às outras comunidades judaicas no mundo. Temos várias atividades judaicas para que a comunidade tenha mais acesso ao judaísmo. Um grupo de empresários "importou" o Aish Hatorá para a Costa Rica, e o trabalho realizado tem sido excelente.
5) Como é possível fortalecer os laços entre a Costa Rica e o Estado de Israel?
A Costa Rica é reconhecida mundialmente por ter um relacionamento que pode ser colocado entre os melhores no mundo com o Estado de Israel. Um relacionamento amistoso, há muito tempo.
6) Como é coordenada a supervisão da Kashrut na comunidade?
Meu avô foi o primeiro shochet e também mohel de Costa Rica. Temos nossos mashguichim (responsáveis pela Kashrut). Sempre tivemos Kashrut na Costa Rica. Em épocas críticas, em que não há havia mashguiach local disponível, sempre nos preocupamos em trazer dos Estados Unidos. Temos um Burguer King Kasher, o único Burguer King Kasher fora de Israel, já que os donos da representação do Burguer King para a Costa Rica — membros da comunidade — decidiram abrir uma unidade kasher.
7) Há outros integrantes do governo que são também judeus?
Sim — A ministra do trabalho, Sra. Sandra Piszk Feinzilber, e Ofelia Taitelbaum Yoselewich, a ombudsman do governo da Costa Rica. Além de outros funcionários.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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A abdução do idealismo
Não sei se eu seria uma outra pessoa se tivesse frequentado as colônias de férias de movimentos como o Chazit. Ali o sionismo se unia a ideais de uma sociedade mais justa, em consonância com aqueles que regeram a criação do Estado de Israel. Há quem diga de boca cheia que os kibutzim foram a única experiência de socialismo que deu certo. Mas como eu ia dizendo, por excessos de zelo de minha querida mãe Iná (temerosa de que eu pegasse tétano ou tifo), fui salvo de vários tipos de provação, como acordar empastado, mas perdi também uma série de oportunidades de me enturmar com a "comunidade" num nível mais adulto, o que, àquela altura de minha adolescência tímida, teria sido bastante útil.
Quando, entretanto, surgiu a chance de fazer o Tapuz, eu não aceitaria qualquer negativa maternal. Contei com o apoio de papai na empreitada. E fui. No dia seguinte à minha partida, a saudosa Judith Goldfarb, mãe de meu amigo de infância, o artista plástico Walter Goldfarb, ligou para Iná às seis da manhã e, com sua voz peculiar, gritou: "Iná, você já soube?" Em estado de choque, certa de que se tratava de uma acidente de avião ou de uma guerra iminente em Israel, mamãe ficou muda, à espera da notícia. Judith aguardou a pausa e enfim disse: "O Preço do chuchu! Você já viu quanto está o chuchu?!".
Pois, fora o susto do chuchu, a temporada no Kibutz Urim, uma fazenda búlgara, compensaria em grande medida o que eu perdera não tendo participado das colônias de férias. Trabalhei como um verdadeiro agricultor, acordando às 5 da manhã no frio de zero grau do deserto de Neguev. Ao meio-dia, quando o clima se invertia e um calor senegalesco se instalava, vinha um trator trazendo café com leite e biscoitos de maizena. Ligavam o rádio e estava sempre tocando o Trem das 11, de Adoniran, não sei em que estação, com letra em hebraico.
Foram quarenta dias de labor dos quais guardo histórias saborosas sobre as quais nunca escrevi, mas que me deram o senso da solidariedade e da importância do suor coletivo para a construção de uma vida em comum sem vaidades torpes. Depois, passamos 20 dias visitando o país. Por mais que Massada, Jerusalém, o Mar Morto, Tel Aviv ou o Mediterrâneo tenham me impressionado, foi o cheiro de esterco de vacas do Kibutz Urim, o iogurte do refeitório, a fábrica de casacos Dubon, as plantações de nectarina e de melão, as festas, as fogueiras e as viagens psicodélicas com meus amigos (muitos eram ex-colegas do Liessin), que ficaram guardadas com mais pujança no meu coração.
Depois voltei para o Rio (alguns continuaram, foram à Índia, desbundaram naquele final dos anos 70). Eu estava ansioso Por seguir meus estudos de comunicação na ECO-UFRJ. Encontrara ali também uma família, uma comunidade: a comunidade geral, multiétnica, de vários credos ou sem credo nenhum. Nunca mais voltei a Israel, mas ouço dizer que os kibutzim não são mais aqueles: viraram empresas. Hoje os jovens vão antes à Alemanha e à Polônia para chorar o Holocausto numa espécie de parque de horror temático. E quando chegam a Israel não passam mais por aquele aprendizado das fazendas coletivistas.
Prefiro como as coisas eram nos meus 17 anos. Mesmo sem ter participado de nenhuma das marchas da vida, tenho inteira consciência, ou até maior, dos terrores pelos quais meu povo passou, que transcendem o Holocausto: as cruzadas, a inquisição, as perseguições na Europa Oriental, os pogroms. Sei também que resta muito pouco daquele idealismo em Israel ou na diáspora. Por isso tenho medo, hoje, de ir a Israel: não pelo risco de cair o avião ou de dar de cara com a eclosão de um conflito com os palestinos ou com o mundo árabe. Mas pelo fato de meu passado ter sido dali abduzido, rumo a um futuro em que tudo o que resta é o pragmatismo. Shalom.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Israel no Espaço
Israel e a Agência Espacial Européia Assinam Acordo Revolucionário
O primeiro acordo desse tipo de cooperação em pesquisas e exploração espacial foi assinado entre o Governo do Estado de Israel e a Agência Espacial Européia – (European Space Agency = ESA). A cerimônia de assinatura foi realizada como parte da Sexta Conferência Internacional Ilan Ramon. Ilan Ramon foi o primeiro astronauta de Israel e morreu na explosão da nave Columbia. A sua viúva Rona assistiu a cerimônia.
A vice-administradora da NASA, Lori Garver, participou da cerimônia e relacionou a questão de se um astronauta de Israel seria algo que devemos esperar para se ver no futuro próximo. Garver também foi questionada sobre o Capitão da Marinha dos EUA o Astronauta Mark E. Kelly que é marido da deputada Gabrielle Giffords.

"Este é um passo adicional para a pesquisa e desenvolvimento em conjunto como um todo e para pesquisa espacial em especial, que está sendo fortalecida e intensificada com os países europeus e que permitirá a expansão da cooperação científica e econômica com este continente de países importantes" disse o Dr. Tzvi Kaplan que é o diretor-geral da Agência Espacial de Israel.
"Esse acordo constitui um reconhecimento internacional do Estado de Israel como uma potência espacial" afirmou o ministro da Ciência, Daniel Hershkowitz, que participou do ato da assinatura.
O documento é o compromisso que Israel e Europa irão trabalhar juntos em determinadas áreas, em especial na engenharia espacial e exploração do espaço. Também foram incluídas as tecnologias espaciais como nano satélites, a observação da Terra - incluindo o monitoramento da contaminação do meio ambiente e os desastres naturais - e pesquisas sobre a micro gravidade.
Em termos práticos o acordo vai facilitar o intercâmbio de cientistas, engenheiros e informações entre as duas agências espaciais, e também resultará em reuniões conjuntas e a intensificação da comunicação. Esse acordo é similar aos acordos já assinados entre Israel e as agências espaciais francesa e italiana.

A Agência Espacial Européia (ESA) é composta por 18 países da Europa que tem um programa de colaboração conjunta em pesquisas e desenvolvimento de programas para a ciência espacial, com um orçamento anual de cerca de 4 bilhões de euros. A ESA está na vanguarda da Europa e é a principal executora de grandes projetos espaciais voltados para o desenvolvimento das capacidades espaciais da Europa para assegurar a continuidade de investimentos em pesquisas espaciais e promover e prover benefícios para os povos europeus e para o mundo. A ESA e a UE colaboram em dois projetos conjuntos: o "Galileo" e o "Projeto GMES – Global Monitoring for Environment and Secutiry (Monitorização Global do Ambiente e Segurança" que foram criados para o fornecimento de informações precisas e em tempo hábil para um melhor gerenciamento do meio ambiente, para entender e mitigar os efeitos das alterações climáticas e garantir a segurança civil.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Helena Americano Fragman)

HELENA AMERICANO FRAGMAN
A entrevistada da semana na série de entrevistas com brasileiros em Israel é a paulista Helena Americano Fragman, de 48 anos. Mãe de dois filhos, Helena chegou em Israel depois de uma temporada de quatro anos na França, onde estudou na Sorbonne. Foi lá que conheceu o futuro marido, um israelense. Antes de se casar em Israel, ela voltou a São Paulo para se converter ao Judaísmo. Em Israel, Helena se formou em turismo, área na qual trabalha até hoje.
1) Helena, quando você veio morar em Israel?
Em 1987.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Sempre quis vir para Israel, desde criança. Mas não tive oportunidade. Quando conheci meu ex-marido, que é israelense, resolvi vir.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Aqui me sinto segura, principalmente como mãe. Meus filhos vão e voltam para escola sem babás, sem acompanhantes. Eles podem ir a pé, pegar ônibus sozinhos, andar livres e tranquilos, sem medo de serem assaltados ou raptados. Costumo fazer piqueniques noturnos com minhas amigas sem nenhum problema. Aqui é seguro.
4) Do que menos você gosta?
Do jeito grosseiro que os israelenses falam. Às vezes você anda na rua e ouve o maior bate-boca. Acha que estão brigando, mas não é nada demais. É uma barulheira.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
As praias. Adoro uma praia, ficar no sol, ouvindo o barulho do mar.
6) Qual é o lugar menos agradável?
No verão, Eilat. É quente demais. Você não consegue sair do hotel.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Shalvá” (“tranquilidade”). Gosto do que ela significa, da idéia de paz de espírito, de estar bem consigo mesmo.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Pigúa” (“atentado”).
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Depende do cozinheiro... Gosto muito de patê de frango com cebola frita.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Diria muitas coisas. Que esse é um país gostoso de se viver, mas complicado. Tem segurança urbana, por um lado, mas insegurança nacional por outro. O mais importante é aprender hebraico antes de vir, levando em consideração que é uma língua bem difícil.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Versão Kasher do Youtube
Um site para o setor ultra-ortodoxo oferece um conteúdo estritamente kasher. "É exatamente como o Youtube, mas sem fotos de mulheres", relata o seu criador
Apesar da proibição rabínica abrangente sobre a Internet a utilização da web pelos haredi é generalizada. Um novo site oferece ao setor ultra-ortodoxo uma alternativa ao conteúdo considerado impróprio: o Glatube.
O site de compartilhamento de vídeos é estritamente kasher. Rihanna não vai aparecer lá, e nem o cantor de rap Subliminal ou a cantora Sarit Hadad.

"É exatamente como o Youtube, com uma diferença: Não há promiscuidade" afirmou Sharon Bokobza, criador do site e estudante da yeshiva Shuvu Banim em Breslov. "O Glatube é voltado para aqueles que estão se tornando religiosos e querem ouvir música, mas não estão interessados na promiscuidade que se encontra na Internet".
Mais de 1.000 vídeos já foram incluídos no site e mais de cem surfistas também incluem vídeos continuamente. Cada clipe passa primeiro pelo crivo de uma equipe de "supervisores de kashrut" o que garante que não serão incluídos conteúdos inadequados, como o sexo ou violência.
"Nós não temos regras rígidas como o Amnon Yitzhak. Qualquer vídeo pode incluído, exceto se for promíscuo" falou Bokobza.
Sua definição de conteúdo permissivo? "Um clipe que contenha fotos de mulheres não será incluído" explicou Bokobza. "O canto por mulheres também não será incluído". Uma visita ao site mostra música folclórica israelense, aulas de Toráh e o vídeo de um gato tocando piano.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Humor Judaico
Cartaz pendurado numa sinagoga do Cairo:

"Dear Egyptian rioters, please don't damage the pyramids.
We will not rebuild. Thank you."
“Caros egípcios revoltados, favor não estragar as pirâmides.
Nós não as reconstruiremos. Obrigado
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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'Desentupidora Adonai'

Deus salva, O Messias vem, O Todo-Poderoso disse, Jeová fez. Atribuem-se muitas ações a Deus, e muitos verbos as descrevem, até porque Ele é o próprio verbo. Não esperava, porém, ver o verbo "desentupir" associado a uma das atribuições de nosso senhor. Isso ocorreu quando dei de cara, em pleno trânsito da Rua Lineu de Paula Machado, com a van que aparece na foto. O carro, como mostram os dizeres na carroceria, pertence à Desentupidora Adonai, excelente para tanques, pias, ralos e esgotos. Achei graça mas ao mesmo tempo fiquei ofendido: para um ser supremo que dividiu o mar e a terra, desentupir uma pia é tarefa um tanto dispensável e, por maior que seja a sujeira do mundo e de nossas almas, esgoto não é trabalho para Adonai. E a frase à direita? 24 horas por dia. Ligou, chegou!!!! Ou seja, é só chamar que Adonai aparece. Fácil, né? Mashiah, Mashiah 24h por dia! Nem Shabat tem esse pobre Adonai que desentope pias. E a questão do uso do nome em vão? Nessa aí a Desentupidora Adonai vacilou feio, e por motivos torpes, comerciais!... Por outro lado, dá o que pensar se a gente for pro terreno metafórico: tudo o que queremos é desentupir as nossas vidas. De compromissos, de problemas, de maus sonhos, de maus sentimentos, de más notícias. Para muitos, a psicanálise, a Yoga, a ciência (no caso de um problema intestinal...) podem dar um jeito, mas a verdade é que logo os espaços se enchem de novo de tudo que é detrito e nos vemos, novamente, intoxicados, entrando pelo cano e precisando dos serviços de um roto-rooter existencial ou, no limite, divino. Qualquer hora, num momento de desesperança, vou ligar para a Desentupidora Adonai, agora que tenho o telefone. E aguardar o que acontece. Quem sabe se aquela van não estava, na verdade, levando uma equipe de Gabriéis e outros anjos caídos de férias no Rio, e nós estamos aqui, perdendo a maior oportunidade de fazer uma bela de uma limpeza de espírito. De resto, aceitem meu shalom, mesmo entupido.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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6.2.11
Cristianos, musulmanes y judíos conmemoran 66 aniversario fin de Auschwitz
Más de 150 representantes del mundo cristiano, musulmán y judío conmemoraron en Auschwitz el 66 aniversario de la liberación del campo de concentración nazi, un acto organizado por la UNESCO que pretende combatir a todos aquellos que defienden la intolerancia y niegan la existencia del Holocausto.
La delegación internacional reunió a miembros de los Gobiernos de Marruecos, Egipto, Pakistán y Turquía, así como intendentes de varias ciudades europeas, africanas y de Oriente Medio, entre ellos el concejal madrileño, Alberto Ruiz Gallardón.
Entre los asistentes también se encontraba el ex canciller alemán Gerhard Schröder y la vicesecretaria general de Naciones Unidas, Asha-Rose Migiro.
En total, representantes de más de cuarenta países llegaron hoy hasta el campo de exterminio, donde durante la II Guerra Mundial fueron asesinados más de un millón de personas, en su mayoría judíos traídos de toda Europa, dentro de la llamada "solución final" nazi para acabar con el pueblo hebreo.
La visita, organizada por la UNESCO y el Proyecto Aladdin, pretende concienciar de "las horrorosas consecuencias del nazismo y de las ideologías fascistas".
El Proyecto Aladdin, auspiciado por la UNESCO, promueve desde 2009 el diálogo intercultural para luchar contra el negacionismo del Holocausto, especialmente en el mundo musulmán, y cualquier actitud de intolerancia y racismo.
Durante su visita a Auschwitz, cristianos, musulmanes y judíos depositaron flores y oraron juntos cerca de las ruinas de las cámaras de gas en recuerdo de las víctimas de la barbarie nazi.
"La idea es enseñar en nuestras escuelas lo que pasó en Auschwitz, para que jamás vuelva a suceder algo así en ningún lugar del mundo", declaró el Gran Mufti de Bosnia-Herzegovina, Mustafa Ceric.
"Me parece que es una ocasión extraordinaria para que algunos intendentes de las ciudades más representativas de Europa hagamos una manifestación clara de que la memoria tiene que estar siempre viva", explicó el intendente madrileño.
"Si a ello se le suma el hecho de que hay una representación importante de intendentes de ciudades musulmanas, creo que avanzamos claramente en la dirección de un encuentro intercultural, que es lo que más necesita en estos momentos Europa", afirmó Gallardón.
El 27 de enero de 1945 las tropas soviéticas liberaron el complejo de campos de concentración de Auschwitz-Birkenau, la fábrica de muerte nazi, campo de exterminio construido en 1940 y convertido hoy en un museo-memorial que recibió en 2010 cerca de un millón y medio de visitantes.
La fecha de la liberación del campo de concentración ha sido elegida para celebrar el día internacional del Holocausto, para no olvidar de la memoria la "solución final nazi al problema judío".
(Fonte: Aurora Israel)
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domingo, fevereiro 06, 2011
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30.1.11
Mishpatim

Normalmente pensamos, com razão, que as leis vêm para limitar nossas liberdades. As leis estabelecem o que é proibido e o que é permitido e com isso delimitam o uso de nossas forças e capacidades.
Os mandamentos estabelecem uma relação segundo a qual quem recebe uma ordem precisa fazer o que ordena aquele que mandou, realizar o que o mandamento manda, e portanto, o mandado fica de algum modo numa posição fraca diante de quem manda.
Porém um olhar mais profundo, no mínimo no caso das leis da Torá, mostra-nos que as coisas não são sempre e apenas assim.
As leis judaicas não apenas estabelecem proibições, mas também ordenam mandamentos positivos. Um mandamento positivo, ao expressar-se, implica que o mandado tem a capacidade de realizá-lo. Desse modo, ao contrário do que normalmente tendemos a pensar, a ordem diz ao ordenado: você é capaz de realizar isto ou aquilo, você pode e eu confio na sua capacidade de realizar. Ainda que estabeleçam limites, os mandamentos promovem o uso de nossas capacidades. Inclusive os limites entre os quais é estabelecida a permissão de realizar uma capacidade ou uma força, pois mesmo que limitem também promovem, chamam à realização da força ao mostrá-la.
Na parashá de semana, Mishpatim, aparecem muitas de nossas leis mais antigas. Lá podemos comprovar mais uma vez que o judaísmo mais original não era uma religião de meros rituais. Embora fique bem claro que se trata de uma religião de ação, de preceitos e de leis, eles não se limitam nem se centram em rituais. Seu objetivo é organizar a vida da sociedade e do indivíduo de modo de garantir a postura ética tanto no agir quanto no ponderar antes de agir. A lei que mais se repete nesta grande lista é a de ajudar o estrangeiro e se ver identificado precisamente com ele, fazer a viagem de aproximação em direção ao mais diferente, achar o mais necessitado e ajudar.
Aqui surge o paradoxo mais estranho e bonito da lei judaica: não apenas precisamos ajudar aquele que nos solicita ajuda, mas precisamos buscar o necessitado e ajudá-lo. Nós que temos uma força, uma vantagem, uma capacidade, devemos buscar aquele que pode precisá-la para doá-la. Desse modo o fraco da sociedade, o necessitado, é quem necessitamos para realizar nossa capacidade, nossa vantagem e nosso bem. É a existência do fraco e do necessitado que nos doa a oportunidade existencial de realizar o nosso bem. É o fraco que de algum modo convoca nossa força à existência.
Toda demanda, bem como todo mandamento e toda necessidade, convocam nossas capacidades a responder aos mesmos e desse modo, diria o filósofo Emmanuel Lévinas, nos convoca a existir, a ser e a evoluir. Assim a lei, mesmo que limite ou mande, promove nossas forças assim como de quem necessita de nós. Na Idade Média o sábio Almosnino propôs que são os ricos que devem gratidão aos pobres, por serem os pobres que geram aos ricos a oportunidade de dar. Se ampliarmos o conceito para além do material, podemos sentir gratidão em relação a cada pessoa que espera algo de nós e assim nos leva à nossa própria realização.
Shabat Shalom,
Rabino Ruben Sternschein
(Fonte: Congregação Israelita Paulista)
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domingo, janeiro 30, 2011
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Rabinos revisan restaurante de São Paulo para recibir a Demi Moore y Ashton Kutcher

La pareja de actores Demi Moore y Ashton Kutcher (foto), seguidores de la Cábala, llevaron la revolución al restaurante del lujoso hotel en el que se hospedan en Brasil, que fue revisado por rabinos para verificar que los alimentos estaban siendo cocinados según los preceptos judíos.
El chef del restaurante compró nuevas sartenes para poder cumplir las estrictas reglas de alimentación kosher (que trata de lo que los practicantes de la religión judía pueden o no ingerir).
La pareja se encuentra en São Paulo con motivo de la semana de la moda de São Paulo (São Paulo Fashion Week - SPFW), donde Kutcher participará como estrella invitada en el desfile de la firma Colcci, en el que compartirá protagonismo con la supermodelo brasileña Gisele Bundchen.
Los actores están alojados en una suite presidencial de un conocido hotel de São Paulo de 120 metros cuadrados que cuesta 4.500 reales (unos 2.700 dólares) por noche.
El matrimonio es amigo de Madonna, también estudiosa de la Cábala (en la tradición judía, el sistema de interpretación mística y alegórica del Antiguo Testamento).
(Fonte: Aurora Israel)
"Ninguém coloca o nome do Kabbalah Centre nisso, né? Tudo bem! Além de ver o Rabbi Yehuda Berg de perto de novo aqui em Sampa, ainda tive o prazer de apertar a mão de Michael Kelso, pra quem é fã do 'That's 70's Show'. Gostaria que toda celebridade vestisse a camisa da Kabbalah e ajude mais pessoas a compartilhar. Congratulations, Mr. & Ms. Kutcher!"
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domingo, janeiro 30, 2011
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Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Sandro Korn)

SANDRO KORN
O carioca Sandro Korn, de 31 anos, é o entrevistado da semana desta coluna. Há mais de dez anos em Israel, Sandro vive uma espécie de vida dupla no país. De dia, trabalha monitorando o vai-e-vem de vagões e locomotivas na Companhia de Trens de Israel. De noite, se transforma no MC Sapinho de Israel, um dos mais conhecidos músicos da cena funk do país. A carreira musical já o levou a diversos países, inclusive ao Brasil, onde costuma de apresentar para o público local também em hebraico.
1) Sandro, quando você veio morar em Israel?
Em 2000.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Acho que é o sonho de todo judeu.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Boa pergunta... De nada específico. Acho que gosto de tudo.
4) Do que menos você gosta?
Da grosseria dos israelenses. De como o povo fala, se comunica.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Tel Aviv, com certeza. A praia me lembra a do Rio, a de Copacabana.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Não tem um lugar que eu menos goste, mas não se adaptei ao norte do país quando morei por lá.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Kol Hacavod” (“muito bem”). É uma expressão boa de se escutar.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Capara” (Literalmente, quer dizer “clemência” ou “expiação”, mas é usada como gíria no sentido de “querido”). Não curto quando usam comigo.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
O humus, com certeza. Não posso comer muito, porque estou de dieta. Aliás, a comida toda por aqui é engordativa. Tudo tem pão, tudo tem massa....
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que aqui é o lugar. Quem nasceu no Brasil e quer uma vida melhor, tem que vir para cá. É o futuro.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
"Não me lembro do último entrevistado não colocar nenhum ponto negativo na décima questão. Korn foi um dos únicos, para não falar o primeiro!"
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G. David Sedrez-Conde
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Etíopes lutam por reconhecimento em Israel
Trinta e cinco anos depois do início das Operações Moisés e Salomão — que resgataram milhares de judeus etíopes refugiados no Sudão — a presidente da Associação Israelense de Judeus Etíopes, Zva Mekonen Degu (na foto), luta pelos direitos de mais de 120 mil negros. Ela lembra que andou por quatorze dias e ficou quase quatro meses num campo de refugiados, antes de chegar à Israel.
— A imigração em massa começou em 1976. O governo israelense fez um acordo com o governo do Sudão e enviou armas para que pudessem ser trocadas por nós. Só que houve um vazamento e muitos não conseguiram imigrar. Em 1984, quando eu vim com minha família, a imigração de 14 mil etíopes foi feita de forma secreta e ilegal. Quatro mil morreram no percurso para Israel — revela.

Antes de começar a entrevista, Zva faz questão de ressaltar que ainda tem muito que trabalhar, "mas que precisa dizer que não há país no mundo que envie seus melhores soldados para arriscarem suas vidas em território inimigo com objetivo de salvar judeus negros da guerra". Ela nos conta que uma de suas maiores lutas é pelo reconhecimento dos sacerdotes etíopes para a realização de circuncisões e casamentos:
— A primeira grande batalha que travamos ao chegar aqui foi lutar pelo nosso reconhecimento junto aos religiosos ortodoxos. Os nossos sacerdotes (kessin, os rabinos etíopes) ainda hoje rezam em Gez, língua sagrada do meu povo. De todas as versões sobre a origem da minha comunidade, a que mais foi aceita é a de que somos a Beyta Israel — uma das 12 Tribos de Judá — que se perdeu na África.
Essa mulher de fala mansa, mãe de quatro filhos, diz que ainda hoje fala em arandi — idioma de sua etnia africana:
— Quando chegamos em Israel, recebemos apartamentos, os Centro de Absorção nos ensinou o hebraico, nossas crianças foram matriculadas em escolas, tivemos ajuda financeira, mas isso ainda não é o bastante. Queremos manter nossa identidade. Já tivemos uma vitória: os kessin já podem dirigir os cerimoniais. Queremos que as investigações dos etíopes que se declaram judeus, mas que foram cooptados pelos missionários cristãos, sejam feitas pelos nossos sacerdotes.

O pesquisador Avraham Milgran, diretor das Pesquisas Históricas do Novo Museu do Yad Vashen, reconhece que o racismo está presente nas relações em Israel:
— A integração dos judeus etíopes na sociedade não é fácil. Há uma discriminaçao racial e social, oriunda principalmente nas camadas mais baixas, que os veem como concorrentes por postos de trabalho.
Milgran, que foi criado no Brasil, faz uma comparação entre Brasil e Israel:
— Os etíopes, ao contrário dos negros brasileiros, são tratados como cidadãos.
O professor define o racismo como um fenômeno cultural. Ele revela que a sociedade israelense ainda tem problemas em assimilar os etíopes, mas que a maior discriminaçao ainda é com os refugiados das guerras religiosas da África. "Veja, a discriminação é menor contra os etíopes porque eles são judeus. Esse é um fenômeno que está presente numa parcela da poopulação que os vê como concorrentes no mercado de trabalho. Os etíopes vivem, em sua maioria, nas periferias. E são exatamente as pessoas de classes menos favorecidas que os discrimina", relata.
Já com relação ao refugiados, Milgram admite que Israel precisa pensar em políticas específicas. "Estamos ao lado de países que estão em guerra há décadas, como o Sudão e Eritréia. Os africanos que chegam aqui vêm com suas vidas destruídas, marcados pelas tragédias. Na verdade, o mundo se acostumou a dar as costas para África. Existe um déficit de políticas para os africanos que é preciso ser revisto. E tenho convicção que é preciso pensar o que faremos com esses refugiados", explica.
Milgram é nascido na Argentina e criado em Curitiba (capital do Paraná, Sul do Brasil) esse estudioso das relações de ódio que marcaram o antisemitismo em nível mundial, conhece bem a realidade brasileira e vai mais longe. "O racismo no Brasil tem uma forma muito refinada, se compararmos a outros paises. As questões que envolvem as discriminações raciais no Brasil são estruturais. A questão é que aqui (Israel), os negros têm cidadania, levam o filho para a escola, são profissionalizados e todos moram em apartamentos dados pelo governo. Quando os etíopes chegaram foram acolhidos pelo Ministério da Imigração e recebidos pelos Centros de Absorção para aprenderem o idioma. Como todos eles vieram de campos de refugiados, se concentram em locais pobres. Mas não vivem na miséria".
*Rosiane Rodrigues, colunista do blog Religião & Fé, viajou como bolsista de um curso do Museu Yad Vashem.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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G. David Sedrez-Conde
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Zweig em três tempos
Os 70 anos do livro ‘Brasil, país do futuro’, os 130 anos do nascimento do autor e o aniversário de sua morte ganham uma série de homenagens, incluindo a transformação da casa onde ele viveu em museu.
Por Arnaldo Bloch –Artigo publicado em O Globo
O país do futuro: a expressão que virou sobrenome do Brasil (e da qual o ex-presidente Lula fez uso) foi carimbada no imaginário nacional a partir da obra do escritor, poeta, ensaísta e dramaturgo vienense Stefan Zweig, aqui refugiado em 1941. Em agosto de 2011, serão 70 anos da publicação deste livro utopista. Afastado pelo editor brasileiro Abraão Koogan, seu cicerone, dos círculos liberais e de esquerda, amigo de Freud, Rilke e Joyce, humanista formado por Rolland Romain, Zweig sequer tomou conhecimento de que aquele regime encarcerava Jorge Amado. Dois meses depois do aniversário do livro, serão 130 anos do nascimento do escritor. E, encerrando este ciclo com a efeméride mais sombria, em fevereiro de 2012 o país lembrará sua morte e a de sua esposa Lotte, por ingestão voluntária de veneno.

STEFAN ZWEIG no convés do navio Alcântara, prestes a desembarcar pela primeira vez no Rio, em 1936
Muitos críticos foram implacáveis com o livro, a ponto de acusar Zweig de ter sido comprado pelo DIP, o poderoso órgão de propaganda de Vargas, em troca do passaporte que lhe salvava a vida. Ele não respondeu, mas afastou-se, indo morar em Petrópolis, numa espécie de exílio dentro do exílio. Num verão extremamente chuvoso e úmido, com Lotte tomada por acessos de asma, o isolamento e a depressão fizeram-no enxergar no cenário de guerra a impossibilidade da paz vindoura. Terminou a sua autobiografia, “O mundo que eu vi”, concebeu e escreveu a célebre novela “Uma partida de xadrez” e, dias depois do afundamento do primeiro barco brasileiro por submarinos nazistas, deu fim a tudo na madrugada de 23 de fevereiro de 1942.

A CARTA DE DESPEDIDA que Zweig escreveu antes de se suicidar e foto da mesa de cabeceira como ela foi encontrada, ambas em exposição em Petrópolis: há duas versões do adeus, uma delas com as anotações do copidesque que o autor fez, preocupado com a concisão.
— Nos últimos anos acreditamos que o país deixava de ser uma promessa. De repente, naquela mesma Petrópolis, nos defrontamos com as venerandas mazelas públicas. A única coisa que confirma o livro e avisa que podemos estar diante de novos tempos é a cadeia de solidariedade. Ao contrário de outros viajantes, Zweig não se fascinava com as riquezas do país, preferia discorrer sobre a humanidade dos brasileiros — reflete o jornalista Alberto Dines, autor da biografia “Morte no paraíso” (Rocco).
A pedra fundamental das celebrações desse biênio Zweig seria lançada na semana passada, com um evento de abertura da exposição multimídia “Zweig vive”, no Centro Cultural Raul de Leoni, em Petrópolis, enfim cancelado devido às enchentes. O painel, contudo, está lá, aberto à visitação. É uma parte do acervo que será reunido na casa onde o escritor viveu. O projeto é tornar realidade a Casa Zweig, que também é o nome da entidade que centraliza a iniciativa, presidida por Dines. Caindo aos pedaços, descaracterizada, a habitação, tombada, passará por ampla reforma. O novo projeto, do escritório do arquiteto Miguel Pinto Guimarães, prevê uma escadaria pontuada por vários espaços multiuso. Os interiores — desfigurados pela criação de mais um piso, puxadinhos, garagem e o envidraçamento das varandas que Zweig, com certo ímpeto ficcional, descrevia como “gigantescas” — serão totalmente reconstruídos.
A CASA ONDE Zweig viveu com Lotte em Petrópolis e o projeto de sua renovação: obras devem começar em breve.
Duas camas patente ocuparão o quarto. As máscaras mortuárias serão recuperadas, e as duas versões de sua carta de suicídio, em alemão (e respectiva tradução), poderão ser lidas: artífice do idioma, Zweig fez copidesque de seu adeus, preocupado em que coubesse numa só pagina. A última agenda de telefones será exibida. Toda a sua obra, traduzida e editada no Brasil por Abraão Koogan, estará nas prateleiras, junto com as edições internacionais de “Brasil, país do futuro”, além de fotos, textos, recortes de jornal, caricaturas e uma conferência inédita no Rio. Um acervo com as biografias de outros ilustres imigrantes aqui refugiados (Otto Maria Carpeaux, Paulo Rónai, Bernanos e Ziembinski figuram numa lista que já atinge 200 nomes) está sendo formatado, sob a batuta do historiador carioca Fábio Koifman, especialista no assunto e autor de “Quixote nas trevas”. Estudantes austríacos vêm participando da pesquisa, sob as custas do governo de Viena. O estado alemão se comprometeu a investir recursos na restauração, através de um programa para a reconstrução de imóveis históricos relacionados com a cultura germânica.
O grosso do dinheiro, porém, vem de filantropos brasileiros e estrangeiros e da Lei Rouanet. O acervo, contudo, poderia ser bem maior. Em 1943, o diplomata Paschoal Carlos Magno, à época servindo em Londres, conheceu os cunhados de Zweig, que manifestaram a vontade de doar todo o acervo pessoal ao Brasil. A lista incluía cartas, volumes encadernados, a correspondência, objetos. Pascoal fez a ponte com o Ministério das Relações Exteriores, mas o país estava em guerra e não se deu a devida importância. Hoje, a maior parte está nas mãos da sobrinha Eva, que fez uma seleção das cartas para o livro “Stefan and Lotte Zweig’s South American Letters” (1940-1942), lançado no exterior e já nas mãos de editores brasileiros. A publicação traz a correspondência de Zweig com familiares na Inglaterra e defende a tese de que a importância de sua segunda mulher, Lotte, na trajetória do escritor foi subestimada pelos biógrafos. De carona no biênio, ainda vem o filme teuto-brasileiro “Leporella”, baseado no conto homônimo publicado pelo escritor, da dupla Moacyr Góes/Diler Trindade. No elenco, Sandra Corveloni, premiada em Cannes por “Linha de passe”, e o alemão Peter Ketnath, de “Cinema, aspirinas e urubus”. Espera-se que mais surpresas projetem a memória de um dos autores mais traduzidos da História, best-seller até hoje nas praças europeias e americanas, e outrora muito lido pela classe média brasileira.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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G. David Sedrez-Conde
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Shoah = Shoah
Sei que a palavra Shoah, independentemente de seu significado de origem (sacrifício), passou, com o advento do genocídio judaico pelos nazistas, a designar este, e apenas este, emblemático desastre. Mas, judeu e, portanto, humanista, que sou (para mim essa correlação é automática...), não consigo pensar no Holocausto sem pensar nos outros povos irmãos que sofreram não só a fúria assassina de Hitler: ao chorar o Shoa, choro também a matança de 70 milhões de índios pelos ibéricos; choro os negros acorrentados nos navios; choro os Incas e os Astecas; choro os expurgos soviéticos; choro Hiroshima; choro pelos armênios; choro o Vietnam; choro o 11 de setembro; choro Candelária; choro Vigario Geral. Lembrar dos nossos é lembrar de todos os que, injustamente, pereceram sob o ódio e a incompreensão dos tiranos e lembro que a tirania é humana e pode nascer no copração de alguém que um dia chamamos de irmão. Shoah é a lembrança de nossa própria condição, e, consequentemente, a luz para a nossa redenção.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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G. David Sedrez-Conde
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