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30.1.11

Etíopes lutam por reconhecimento em Israel

Trinta e cinco anos depois do início das Operações Moisés e Salomão — que resgataram milhares de judeus etíopes refugiados no Sudão — a presidente da Associação Israelense de Judeus Etíopes, Zva Mekonen Degu (na foto), luta pelos direitos de mais de 120 mil negros. Ela lembra que andou por quatorze dias e ficou quase quatro meses num campo de refugiados, antes de chegar à Israel.
— A imigração em massa começou em 1976. O governo israelense fez um acordo com o governo do Sudão e enviou armas para que pudessem ser trocadas por nós. Só que houve um vazamento e muitos não conseguiram imigrar. Em 1984, quando eu vim com minha família, a imigração de 14 mil etíopes foi feita de forma secreta e ilegal. Quatro mil morreram no percurso para Israel — revela.
Antes de começar a entrevista, Zva faz questão de ressaltar que ainda tem muito que trabalhar, "mas que precisa dizer que não há país no mundo que envie seus melhores soldados para arriscarem suas vidas em território inimigo com objetivo de salvar judeus negros da guerra". Ela nos conta que uma de suas maiores lutas é pelo reconhecimento dos sacerdotes etíopes para a realização de circuncisões e casamentos:
— A primeira grande batalha que travamos ao chegar aqui foi lutar pelo nosso reconhecimento junto aos religiosos ortodoxos. Os nossos sacerdotes (kessin, os rabinos etíopes) ainda hoje rezam em Gez, língua sagrada do meu povo. De todas as versões sobre a origem da minha comunidade, a que mais foi aceita é a de que somos a Beyta Israel — uma das 12 Tribos de Judá — que se perdeu na África.
Essa mulher de fala mansa, mãe de quatro filhos, diz que ainda hoje fala em arandi — idioma de sua etnia africana:
— Quando chegamos em Israel, recebemos apartamentos, os Centro de Absorção nos ensinou o hebraico, nossas crianças foram matriculadas em escolas, tivemos ajuda financeira, mas isso ainda não é o bastante. Queremos manter nossa identidade. Já tivemos uma vitória: os kessin já podem dirigir os cerimoniais. Queremos que as investigações dos etíopes que se declaram judeus, mas que foram cooptados pelos missionários cristãos, sejam feitas pelos nossos sacerdotes.
O pesquisador Avraham Milgran, diretor das Pesquisas Históricas do Novo Museu do Yad Vashen, reconhece que o racismo está presente nas relações em Israel:
— A integração dos judeus etíopes na sociedade não é fácil. Há uma discriminaçao racial e social, oriunda principalmente nas camadas mais baixas, que os veem como concorrentes por postos de trabalho.
Milgran, que foi criado no Brasil, faz uma comparação entre Brasil e Israel:
— Os etíopes, ao contrário dos negros brasileiros, são tratados como cidadãos.
O professor define o racismo como um fenômeno cultural. Ele revela que a sociedade israelense ainda tem problemas em assimilar os etíopes, mas que a maior discriminaçao ainda é com os refugiados das guerras religiosas da África. "Veja, a discriminação é menor contra os etíopes porque eles são judeus. Esse é um fenômeno que está presente numa parcela da poopulação que os vê como concorrentes no mercado de trabalho. Os etíopes vivem, em sua maioria, nas periferias. E são exatamente as pessoas de classes menos favorecidas que os discrimina", relata.
Já com relação ao refugiados, Milgram admite que Israel precisa pensar em políticas específicas. "Estamos ao lado de países que estão em guerra há décadas, como o Sudão e Eritréia. Os africanos que chegam aqui vêm com suas vidas destruídas, marcados pelas tragédias. Na verdade, o mundo se acostumou a dar as costas para África. Existe um déficit de políticas para os africanos que é preciso ser revisto. E tenho convicção que é preciso pensar o que faremos com esses refugiados", explica.
Milgram é nascido na Argentina e criado em Curitiba (capital do Paraná, Sul do Brasil) esse estudioso das relações de ódio que marcaram o antisemitismo em nível mundial, conhece bem a realidade brasileira e vai mais longe. "O racismo no Brasil tem uma forma muito refinada, se compararmos a outros paises. As questões que envolvem as discriminações raciais no Brasil são estruturais. A questão é que aqui (Israel), os negros têm cidadania, levam o filho para a escola, são profissionalizados e todos moram em apartamentos dados pelo governo. Quando os etíopes chegaram foram acolhidos pelo Ministério da Imigração e recebidos pelos Centros de Absorção para aprenderem o idioma. Como todos eles vieram de campos de refugiados, se concentram em locais pobres. Mas não vivem na miséria".

*Rosiane Rodrigues, colunista do blog Religião & Fé, viajou como bolsista de um curso do Museu Yad Vashem.

Zweig em três tempos

Os 70 anos do livro ‘Brasil, país do futuro’, os 130 anos do nascimento do autor e o aniversário de sua morte ganham uma série de homenagens, incluindo a transformação da casa onde ele viveu em museu.

Por Arnaldo Bloch –Artigo publicado em O Globo

O país do futuro: a expressão que virou sobrenome do Brasil (e da qual o ex-presidente Lula fez uso) foi carimbada no imaginário nacional a partir da obra do escritor, poeta, ensaísta e dramaturgo vienense Stefan Zweig, aqui refugiado em 1941. Em agosto de 2011, serão 70 anos da publicação deste livro utopista. Afastado pelo editor brasileiro Abraão Koogan, seu cicerone, dos círculos liberais e de esquerda, amigo de Freud, Rilke e Joyce, humanista formado por Rolland Romain, Zweig sequer tomou conhecimento de que aquele regime encarcerava Jorge Amado. Dois meses depois do aniversário do livro, serão 130 anos do nascimento do escritor. E, encerrando este ciclo com a efeméride mais sombria, em fevereiro de 2012 o país lembrará sua morte e a de sua esposa Lotte, por ingestão voluntária de veneno.

STEFAN ZWEIG no convés do navio Alcântara, prestes a desembarcar pela primeira vez no Rio, em 1936
Muitos críticos foram implacáveis com o livro, a ponto de acusar Zweig de ter sido comprado pelo DIP, o poderoso órgão de propaganda de Vargas, em troca do passaporte que lhe salvava a vida. Ele não respondeu, mas afastou-se, indo morar em Petrópolis, numa espécie de exílio dentro do exílio. Num verão extremamente chuvoso e úmido, com Lotte tomada por acessos de asma, o isolamento e a depressão fizeram-no enxergar no cenário de guerra a impossibilidade da paz vindoura. Terminou a sua autobiografia, “O mundo que eu vi”, concebeu e escreveu a célebre novela “Uma partida de xadrez” e, dias depois do afundamento do primeiro barco brasileiro por submarinos nazistas, deu fim a tudo na madrugada de 23 de fevereiro de 1942.

A CARTA DE DESPEDIDA que Zweig escreveu antes de se suicidar e foto da mesa de cabeceira como ela foi encontrada, ambas em exposição em Petrópolis: há duas versões do adeus, uma delas com as anotações do copidesque que o autor fez, preocupado com a concisão.
— Nos últimos anos acreditamos que o país deixava de ser uma promessa. De repente, naquela mesma Petrópolis, nos defrontamos com as venerandas mazelas públicas. A única coisa que confirma o livro e avisa que podemos estar diante de novos tempos é a cadeia de solidariedade. Ao contrário de outros viajantes, Zweig não se fascinava com as riquezas do país, preferia discorrer sobre a humanidade dos brasileiros — reflete o jornalista Alberto Dines, autor da biografia “Morte no paraíso” (Rocco).
A pedra fundamental das celebrações desse biênio Zweig seria lançada na semana passada, com um evento de abertura da exposição multimídia “Zweig vive”, no Centro Cultural Raul de Leoni, em Petrópolis, enfim cancelado devido às enchentes. O painel, contudo, está lá, aberto à visitação. É uma parte do acervo que será reunido na casa onde o escritor viveu. O projeto é tornar realidade a Casa Zweig, que também é o nome da entidade que centraliza a iniciativa, presidida por Dines. Caindo aos pedaços, descaracterizada, a habitação, tombada, passará por ampla reforma. O novo projeto, do escritório do arquiteto Miguel Pinto Guimarães, prevê uma escadaria pontuada por vários espaços multiuso. Os interiores — desfigurados pela criação de mais um piso, puxadinhos, garagem e o envidraçamento das varandas que Zweig, com certo ímpeto ficcional, descrevia como “gigantescas” — serão totalmente reconstruídos.

A CASA ONDE Zweig viveu com Lotte em Petrópolis e o projeto de sua renovação: obras devem começar em breve.
Duas camas patente ocuparão o quarto. As máscaras mortuárias serão recuperadas, e as duas versões de sua carta de suicídio, em alemão (e respectiva tradução), poderão ser lidas: artífice do idioma, Zweig fez copidesque de seu adeus, preocupado em que coubesse numa só pagina. A última agenda de telefones será exibida. Toda a sua obra, traduzida e editada no Brasil por Abraão Koogan, estará nas prateleiras, junto com as edições internacionais de “Brasil, país do futuro”, além de fotos, textos, recortes de jornal, caricaturas e uma conferência inédita no Rio. Um acervo com as biografias de outros ilustres imigrantes aqui refugiados (Otto Maria Carpeaux, Paulo Rónai, Bernanos e Ziembinski figuram numa lista que já atinge 200 nomes) está sendo formatado, sob a batuta do historiador carioca Fábio Koifman, especialista no assunto e autor de “Quixote nas trevas”. Estudantes austríacos vêm participando da pesquisa, sob as custas do governo de Viena. O estado alemão se comprometeu a investir recursos na restauração, através de um programa para a reconstrução de imóveis históricos relacionados com a cultura germânica.
O grosso do dinheiro, porém, vem de filantropos brasileiros e estrangeiros e da Lei Rouanet. O acervo, contudo, poderia ser bem maior. Em 1943, o diplomata Paschoal Carlos Magno, à época servindo em Londres, conheceu os cunhados de Zweig, que manifestaram a vontade de doar todo o acervo pessoal ao Brasil. A lista incluía cartas, volumes encadernados, a correspondência, objetos. Pascoal fez a ponte com o Ministério das Relações Exteriores, mas o país estava em guerra e não se deu a devida importância. Hoje, a maior parte está nas mãos da sobrinha Eva, que fez uma seleção das cartas para o livro “Stefan and Lotte Zweig’s South American Letters” (1940-1942), lançado no exterior e já nas mãos de editores brasileiros. A publicação traz a correspondência de Zweig com familiares na Inglaterra e defende a tese de que a importância de sua segunda mulher, Lotte, na trajetória do escritor foi subestimada pelos biógrafos. De carona no biênio, ainda vem o filme teuto-brasileiro “Leporella”, baseado no conto homônimo publicado pelo escritor, da dupla Moacyr Góes/Diler Trindade. No elenco, Sandra Corveloni, premiada em Cannes por “Linha de passe”, e o alemão Peter Ketnath, de “Cinema, aspirinas e urubus”. Espera-se que mais surpresas projetem a memória de um dos autores mais traduzidos da História, best-seller até hoje nas praças europeias e americanas, e outrora muito lido pela classe média brasileira.

Shoah = Shoah

Sei que a palavra Shoah, independentemente de seu significado de origem (sacrifício), passou, com o advento do genocídio judaico pelos nazistas, a designar este, e apenas este, emblemático desastre. Mas, judeu e, portanto, humanista, que sou (para mim essa correlação é automática...), não consigo pensar no Holocausto sem pensar nos outros povos irmãos que sofreram não só a fúria assassina de Hitler: ao chorar o Shoa, choro também a matança de 70 milhões de índios pelos ibéricos; choro os negros acorrentados nos navios; choro os Incas e os Astecas; choro os expurgos soviéticos; choro Hiroshima; choro pelos armênios; choro o Vietnam; choro o 11 de setembro; choro Candelária; choro Vigario Geral. Lembrar dos nossos é lembrar de todos os que, injustamente, pereceram sob o ódio e a incompreensão dos tiranos e lembro que a tirania é humana e pode nascer no copração de alguém que um dia chamamos de irmão. Shoah é a lembrança de nossa própria condição, e, consequentemente, a luz para a nossa redenção.

Judíos conmemoran el 70 aniversario de la Noche de los Cristales Rotos rumana



Decenas de judíos rumanos conmemoraron en Bucarest el 70 aniversario del pogromo fascista de enero de 1941, una "Noche de los Cristales Rotos" rumana que segó en tres días la vida de más de 120 personas de origen judío.

Los actos comenzaron con una ofrenda floral en uno de los cementerios israelitas de la capital rumana, y continuaron en la Gran Sinagoga con el testimonio de una superviviente de aquella matanza.

A la ceremonia de conmemoración asistieron también los embajadores de Israel, Estados Unidos, Italia, Alemania y Eslovaquia.

El 21 de enero de 1941, la fascista Guardia de Hierro inició una revuelta violenta contra su hasta entonces aliado en el Gobierno rumano, el general filonazi Ion Antonescu.

Los tres días de caos que duró el levantamiento, finalmente frustrado, fueron aprovechados por los fascistas para secuestrar y asesinar a 124 judíos, incendiar 4 sinagogas y destrozar casas y comercios regentados por judíos.

Las víctimas de aquel pogromo fueron torturadas, fusiladas y en algunos casos, colgadas vivas en los ganchos de un matadero de Bucarest.

La brutalidad de los militantes de la Guardia de Hierro contra los judíos impresionó a los mismos nazis, que se quejaron del salvajismo de las matanzas.

El brutal pogromo sólo fue el principio de la persecución antisemita en los territorios administrados por Rumanía hasta el final de la II Guerra Mundial.

Se estima que hasta 270.000 judíos fueron asesinados bajo el régimen de Antonescu.

(Fonte: Aurora Israel)

Comisión Turkel: El abordaje a la flotilla de Gaza fue legal



Los soldados que tomaron parte en el abordaje a la flotilla que se dirigía a Gaza el 31 de mayo, que resultó con la muerte de 9 activistas islámicos turcos muertos, actuaron en defensa propia, concluyó la primera parte del informe de la Comisión Turquel que investigó el incidente.

La comisión también determinó que el bloqueo a la Franja de Gaza, durante tres años y medio, no transgrede la ley internacional.

La primer parte del informe se focalizó en la legalidad del bloqueo sobre la franja de Gaza y el esfuerzo israelí para hacerlo cumplir, incluyendo el abordaje de los seis navíos que componían la flotilla. También identificó los objetivos de los organizadores y los pasajeros de la flotilla.

Comando marinos israelíes abordaron el buque Mavi Mármara, de bandera turca, que lideraba una flotilla de ayuda humanitaria a Gaza, el 31 de mayo de 2010. Los activistas islámicos a bordo del barco resistieron el abordaje, y nueve personas resultaron muertas. La comisión concluyó que el incidente no constituyó una transgresión contra la ley internacional en tanto que existían evidencias claras que la flotilla trataba de romper el bloqueo naval.

El informe determinó también que Israel ha cumplido con las condiciones formales de acatamiento de las condiciones humanitarias para dicho bloqueo.

Sin embargo, el informe es crítico con respecto al bloqueo terrestre que impone Israel sobre la franja, llamando al Estado judío a "examinar las necesidades médicas de la gente de Gaza para encontrar las formas de mejorar la situación actual".

La comisión instó a Israel a buscar las formas de "focalizar las sanciones sobre Hamás y evitar perjudicar a la población civil".

La comisión señaló que los testigos turcos fueron invitados a testimoniar, incluyendo a la tripulación del Mavi Mármara y al líder del grupo islámico IHH, Bolent Yeldom; pero las invitaciones no fueron respondidas.
La comisión está integrada por dos observadores extranjeros, el brigadier general Ken Watkin, de Canadá, y Lord David Trimble de Irlanda del Norte, quienes firmaron las conclusiones del reporte.

El reporte de la Comisión Turkel será enviada a una comisión de la ONU que también investiga el incidente, y que está presidida por el ex primer ministro de Nueva Zelanda, Geoffrey Palmer, y que incluye representantes israelíes y turcos.

La segunda parte del informe de la Comisión Turkel será enviada en algunos meses, y discutirá los mecanismos para investigar la sospecha de violaciones a la ley internacional, como así también el proceso de toma de decisiones del gobierno que ordenó la incursión de los comandos marinos.

Turquía ya ha enviado su reporte sobre el incidente a la comisión de la ONU, culpando completamente a Israel del incidente. Israel ha dicho que los soldados dispararon en defensa propia antes de ser brutalmente atacados por los activistas islámicos que iban en la flotilla, pero la comisión de la ONU ha estado esperando el informe de la Comisión Turkel antes de elaborar una conclusión propia.

(Fonte: Aurora Israel)

"Vão falar que foi comprado! Mesmo assim: CHUPA!!!!!!"

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Flávia Fichmann)

FLÁVIA FICHMANN
A paulista Flávia Fichmann, de 25 anos, é a entrevistada da semana desta coluna. Formada em psicologia pela PUC de São Paulo, ela chegou em Israel há apenas um ano e meio e busca, agora, um futuro profissional no país, provavelmente na área de psicologia do trabalho. Enquanto isso, ajusta-se à nova realidade trabalhando no Hotel Hilton, onde usa seu inglês, aperfeiçoado depois de uma estadia de seis meses na Austrália. “O sentimento de estar em Israel e Austrália é completamente diferente. É mais familiar aqui. Lá eu me sentia perdida, num lugar estranho. Sempre achei que Israel é o lugar para mim”, conta Flávia, mesmo admitindo que se decepcionou com alguns aspectos da vida no país.

1) Flávia, quando você veio morar em Israel?
Em meados de 2009, há um ano e meio.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Em 2004, fiz Shnat Hachsara (um ano de estudo) em Israel pelo Habonim Dror. Pelo curso, passei meio ano no Kibutz Hatzerim e me apaixonei por lá, adorei o modo de vida e a ideologia. Para uma jovem de 18 anos, era tudo muito bonito. Voltei para o Brasil com a intenção de fazer aliá para um kibutz logo depois dos estudos. Mas, em 2007, passei um mês no país de novo e me decepcionei com os kibutzim, que me fecharam as portas. Fui para Tel Aviv, adorei, e concluí que queria fazer aliá para a cidade grande. Foi o que fiz.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Pode parecer mundano, mas gosto de andar de bicicleta até o trabalho, com meu iPod, e voltar no meio da noite, sem problemas, assaltos ou violência. Além disso, adoro morar sozinha, o que é muito difícil, muito caro, no Brasil. Aqui sinto que sempre vou conseguir me sustentar porque é sempre possível trabalhar em empregos temporários, como garçonete. Muitos jovens fazem isso. Fora isso, adoro falar hebraico, muito mais do que inglês.

4) Do que menos você gosta?
Tenho muita dificuldade para resolver problemas burocráticos. É preciso ter muita paciência. Qualquer problema leva muito tempo e você tem que ter habilidade com a língua para correr atrás e resolvê-lo. Também fico revoltada com o fato de um país tão avançado ainda sofrer com blecautes em dias de chuva. E não me acostumei totalmente com o jeito direto das pessoas. É difícil de se acostumar, se você vem de uma cultura cheia de dedos. Fora isso, bate também saudades. Estar longe da família e dos amigos é muito difícil.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
A praia de Tel Aviv. Adoro aquele calçadão. No Norte do país também tem muitos lugares legais para passear.

6) Qual é o lugar menos agradável?
Jerusalém. É uma cidade com clima muito pesado. Não se pode andar por bairros religiosos sem ser olhado com cara feia, principalmente no Shabat. Em Tel Aviv você nem sente isso. É difícil morar em Jerusalém para quem não é religioso.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Achla” (algo como “ótimo” ou “maneiro”).

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Beteavon” (bom apetite). Me irrita muito toda vez que me dizem isso. Você está com o garfo em punho, com a boca aperta, e na hora que vai dar uma dentada, te desejam beteavon. Irritante.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
A verdade é que não sei o que é israelense o que não é. No começo, eu adorava shawarma (sanduíche de carne de carneiro). Mas cansei. Agora, adoro sambussak (espécie de pastel iraquiano).

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Depende da pessoa. Diria que aliá não é para todo mundo, não é fácil. Você tem que estar muito certo de seus objetivos por aqui, porque vai passar por muitos momentos de indecisão. Não conheço ninguém que fez aliá e nunca se perguntou, pelo menos uma vez: “O que estou fazendo aqui?”. Você tem que saber responder a isso nos momentos de crise.

É melhor ser avó do ano do que ser Prêmio Nobel", diz cientista Ada Yonath

SABINE RIGHETTI

A israelense Ada Yonath, Prêmio Nobel de química em 2009, coleciona também uma vasta lista de outras premiações. Mas é do título "avó do ano", concedido pela sua neta de 15 anos de idade, que ela gosta mais.
Yonath foi laureada com o prêmio internacional mais importante de ciência por seus estudos com os ribossomos: estruturas celulares que fabricam proteínas e que abriram caminhos para novos antibióticos.

A química Ada Yonath, ganhadora do Prêmio Nobel em 2009,
observa instrumentos em laboratório em Campinas (SP)
Os trabalhos dela, junto com dois norte-americanos, mostraram ao mundo, pela primeira vez, imagens dos ribossomos com uma definição que permitia interpretar as suas posições atômicas. Em entrevista exclusiva à Folha concedida em Campinas (SP), durante sua participação na Escola São Paulo de Ciência Avançada, do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), ela falou sobre sua vida pessoal e suas atuais pesquisas. Aos 71 anos, ela ainda trabalha no Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, onde tem nove orientandos. Mas revelou não ter uma obsessão científica específica. Só gosta muito de estudar.

FOLHA - A senhora foi a primeira cientista mulher israelense a ganhar um Nobel. Foi difícil entrar no mundo da ciência sendo uma mulher?
Ada Yonath - Não, não foi difícil. Existem, sim, problemas de gênero em toda a sociedade, incluindo na ciência. A sociedade ainda acredita que as mulheres devem ser só mães. Mas é a sociedade que deve mudar, e não só os homens. Mas eu não me atenho a questões de gênero. O fato é que há muitas mulheres na ciência hoje em dia. Todos têm dificuldades: a ciência pode ser difícil para homens ou para mulheres. Entendo que a única diferença entre homens e mulheres é biológica: mulheres podem dar à luz. Só isso. Não sou uma militante de gênero.

A senhora tem uma filha que é médica. Acha que foi um exemplo para ela seguir nessa carreira?
O fato de eu ter uma filha mostra que é possível ter filhos e trabalhar duro com ciência. Não acredito que eu seja um modelo para a minha filha. As pessoas devem fazer o que amam, sem modelos.

A senhora teve modelos na sua família?
Não, sou de uma família muito pobre de agricultores de Israel. Meu pai era agricultor e minha mãe era uma mulher normal.

Quando a senhora decidiu ser química?
Eu sempre fui interessada em tudo, era curiosa, gostava de entender processos naturais. Quando era adolescente, queria ir para um kibutz [comunidade agrícola comum em Israel], mas acabei estudando. Quando descobri que existia uma profissão em que era possível estudar e receber por isso, eu decidi seguir essa profissão. Você faz perguntas interessantes a si mesmo e tenta respondê-las. Isso é fantástico.

A senhora começou a trabalhar em Israel e agora está de volta ao seu país, depois de passar alguns anos nos EUA e mais de duas décadas na Alemanha. Como foi viver nesses países?
Eu não vivi, na verdade. Apenas trabalhei. Foi um pouco difícil, especialmente na Alemanha. Até hoje não falo alemão. Mas devo reconhecer que os alemães sempre tentaram me receber muito bem. Foi difícil dentro de mim, porque eu estava longe de casa. Hoje me sinto mais feliz em Israel.

E o que a senhora acha da ciência no Brasil?
Tenho ouvido que a ciência brasileira tem progredido muito. Sei que há muitos cientistas que estão vindo trabalhar no Brasil. Se isso for mantido, o Brasil poderá ser um país pioneiro em alguns anos.

Anti-semitismo na Bélgica é a causa da Aliá

Por Benari Elad

Segundo dados divulgados pela Agência Judaica e publicados na semana passada no site FightHatred.com (= LuteContraoÓdio.com) em 2010 houve um aumento de 63 por cento no número de judeus belgas que fizeram a aliá para Israel. Duzentos e cinqüenta judeus belgas optaram por fazer de Israel o seu lar em 2010, em comparação com os 152 em 2009. O relatório cita o anti-semitismo nos últimos anos cada vez mais aberto e o aumento de ataques violentos contra membros da comunidade, especialmente seus membros mais visíveis – os religiosos hareidi, como as causas para o aumento acentuado do número de pessoas que estão fazendo a aliá. Na Bélgica atualmente vivem 40 mil judeus e cerca da metade são membros da comunidade judaica da Antuérpia, que é famosa por sua participação para tornarem a cidade um importante centro mundial do comércio de diamantes, mas, ao mesmo tempo, nos últimos anos tem estado sob ameaças cada vez maiores.
A FightHatred.com apresentou números publicados pela organização belga ‘Centro para a Igualdade de Oportunidades e Oposição ao Racismo’ que publicou em 2009 um relatório indicando uma onda de anti-semitismo no país. Entre 2004 e 2008, o Centro registrou cerca de 60 incidentes anti-semitas em cada ano, porém o mesmo número de casos já foi registrado nos quatro primeiros meses do ano de 2009.
Incidentes anti-semitas têm aumentado não só na Bélgica, mas em toda a Europa. Na verdade, há apenas seis meses o presidente do Congresso Judaico Europeu Moshe Kantor disse que os judeus europeus estão em sua pior condição desde o fim da Segunda Guerra Mundial. "Os judeus agora têm medo de andarem pelas ruas da Europa com símbolos judaicos" disse Kantor. "Sinagogas, escolas e até mesmo jardins de infância judaicos têm cercas de arame farpado e forte segurança, e judeus homens, mulheres e crianças têm sido espancados em plena luz do dia".
O principal alvo dos ataques anti-semitas tem sido a sinagoga na cidade sueca de Malmo. No ano passado foi atingida duas vezes num espaço de duas semanas por dois ataques por bomba que atingiram a sinagoga. Felizmente não houve feridos em qualquer deles.
Na Bélgica palavras e ações anti-semitas não se originam apenas das massas. As lideranças também ficaram conhecidas por fazer tais observações, sendo um exemplo o de Karel de Gucht, o ex-ministro das Relações Exteriores e atual comissário europeu para o Comércio. de Gucht ocupou o número seis na lista do Centro Simon Wiesenthal de 2010 por seus insultos anti-semitas, como o de setembro: "... Não subestime o poder do lobby judeu no Capitólio. ... Não se deve subestimar o domínio que têm na política americana, não importa se forem republicanos ou democratas".

HUMOR JUDAICO AMERICANO

2 GET and 2 GIVE creates 2 many problems.
But... (just double it)
4 GET and 4 GIVE solves all the problems !!

Visita com Osias ao Rebe Azimov

Disse-me certa vez o Reb Azimov que... o que é que ele disse mesmo? Na verdade, não disse nada. Ele dormiu, em plena ceia de shabat. Era a primeira vez que o chefe dos Lubavitche de Paris me chamava para passar o Shabat na casa dele. Longa caminhada, da 17 Rue des Rosiers (a minúscula sinagoga mais antiga de Paris) até a região da Republique. Umas 30 quadras. E o rebe dormiu. Minha conversa podia estar chata, mas nem tanto. Era a exaustão do homem santo. Ao menos espero que fosse.
Azimov era (ou ainda é) de poucas palavras, ponderadíssimo. Certa vez numa daquelas discussões de sábado na sinagoga em que todo mundo come uns biscoitos e bebe vodca, uns lubs passavam a garrafa de uma polonesa de 99% por baixo da mesa, burlando a inofensiva Wiborowa que era oferecida à congregação. Uns enlouqueciam, outros em êxtase estavam já resvalando no candomblé. Na saída, Azimov me disse: eu bebo só um copinho e sossego. Assim posso ver essa gente toda tirar as máscaras e se revelar.
Pois um dia noutro shabat fomos visitar a mãe de Azimov. Na saída, umas ruelas sinuosas, passamos por um desses pátios internos parisienses, e de uma janela vinha um ruído horrível, metálico, de um maçarico ou algo assim, estragando o silêncio e a concentração pós-ceia, o repouso da alma. Azimov deu só uma olhada de relance. Fiquei com uma sensação ruim, como se aquele ruído fosse algum engenho infernal.
Duas semanas depois, Azimov teve um derrame. Fiquei um bom tempo sem notícias e acabei voltando a viver no Brasil. Uma estranha sensação, quase de culpa, me assaltou.
Anos depois, numa das vezes em que voltei à capital francesa, encontrei o Osias e ele me disse que ia visitar o Azimov (nem sabia que o Osias o conhecia).
Só então soube que ele estava vivo. Pedi para ir junto à visita. Apesar de os movimentos e a expressões de Azimov estarem limitadas pelo derrame, ele teve o ânimo de me perguntar se eu continuava casado com minha esposa iídiche. Eu disse que me separara. E que estava com uma goy.
Azimov se balançou como uma torre. Ele ficara realmente abalado por um momento, pois se lembrava dos tempos em que eu andava "na linha". Mas não foi hostil. Se estivéssemos na casa dele, no shabat, era capaz até de dormir. Por isso eu gosto tanto de Azimov. Um rabino que sobrevive ao inferno (desculpe, sei que isso não existe no judaísmo, então, seria a casa de um Dibuk ou algo assim) e que, de volta à vida, guarda na memória quem eu fui. E aceita quem eu hoje sou. Shalom.

Sonia, la esposa de Shimón Peres, murió a los 87 años

  
La esposa del presidente Shimón Peres, Sonia Peres, falleció a la edad de 87 años, en su casa en el barrio de Ramat Aviv, en el norte de Tel Aviv.

Nacida en Polonia, Sonia Peres aparecía raramente en público y prefería mantener un bajo perfil durante los sesenta años de carrera política de su marido. Inclusive, prefirió quedarse en su casa en Tel Aviv y no mudarse con él a la Residencia Presidencial en Jerusalén.

La esposa del presidente sufrió aparentemente un ataque cardíaco mientras dormía, y no ya no mostraba signos de vida cuando arribó al Centro Médico Sheba de Tel Hashomer.

Sonia nació en 1923 e inmigró a Israel con su familia a los cuatro años, en 1927. Su padre trabajaba como carpintero y maestro. Ella conoció a Shimón Peres en la aldea juvenil Ben Shemen.

Al finalizar la escuela se enroló en el ejército británico en 1942. Allí sirvió como enfermera y fue emplazada en Egipto junto a otras cien enfermeras de Israel.

Al año siguiente fue enviada a un curso de conducción y sirvió como chofer de camión recorriendo toda Europa.

En 1945, Sonia se casó con Peres y ambos estuvieron entre los fundadores el kibutz Alumot. Poco después nació su primera hija Tzvía y luego Ionatán y Nejemia.

Sonia observaba la religión judía y cuidaba la kashrut (la comida kosher) en su hogar. Había recibido la bendición y el consejo del rabino Jaim Pinto e Itzjak Kaduri sobre asuntos personales. Sus amistades dicen que se ofrecía como voluntaria a favor de varias causas, siempre lejos de la vista del público.

A través de los años, siempre evitó ser foco de la atención y raramente atendía funciones públicas.

(Fonte: Aurora Israel)

"É muito ruim para uma grande figura, como o Presidente Shimon Peres, perder seu porto seguro. Acredito que Eretz Israel ainda está de luto. Uma pena."

Apesar do Congelamento, a População Judaica na Judéia e Samaria Aumentou em 4,5%

O Escritório Central de Estatísticas divulgou os números mais recentes sobre as populações da Judéia e Samaria, indicando outra vez taxas significativas de crescimento da nação. Apesar dos dez meses de congelamento que terminaram em setembro para construções, a população judaica na Judéia e Samaria (Yesha) cresceu em mais de 4,5 por cento no ano de 2010 - em comparação com os 2,9 por cento para todo o país. O número de judeus vivendo em Yesha (acrônimo para Yehuda, Shomron e Aza), o nome hebraico para a Judéia, Samária e Gaza, cresceu em cerca de 15 mil pessoas durante o ano, e agora totalizam cerca de 327.800 habitantes. A taxa de crescimento foi um pouco atrofiada pelo congelamento, pois em 2009 a população cresceu 5,8 por cento. Estes números não incluem as áreas de Jerusalém que foram libertadas na Guerra dos Seis Dias de 1967, onde vivem cerca de 230.000 judeus.
Não foi amplamente divulgado que na sua aparição semestral perante o Comitê de Relações Exteriores e de Defesa do Knesset, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, disse o seguinte: "Deve-se lembrar que nós, como judeus, habitamos as amplas fronteiras da Terra de Israel não por dezenas ou centenas de anos, mas por milhares de anos. Como podem os palestinos falar de direitos históricos quando deveriam lembrar que lá estão por um tempo muito mais curto. O direito dos judeus de Hebron, Beit El, o Túmulo de Raquel e Shilo são maiores e mais significativos. Portanto estes locais devem permanecer em nossas mãos, em qualquer acordo".
O parlamentar do Knesset Yaakov Katz (Ketzaleh), que é dirigente do partido da União Nacional, revelou os últimos dados da população numa entrevista no Canal 2. Ele disse que se espera que com as taxas de crescimento atuais, e sem o congelamento de construções, a população judaica da Judéia e Samaria chegue ao meio milhão de habitantes em meados de 2018, ou seja, em apenas 7,5 anos.

"A expressiva taxa de crescimento habitacional em nossa pátria bíblica" afirmou Katz "expressa a profunda e forte vontade do povo de Israel para a manutenção em sua totalidade das terras dos seus antepassados, pois somente eles mantém os direitos plenos sobre as mesmas".
Entre as várias comunidades, a Bracha cresceu em 11,4 por cento, e agora conta com 1.672 pessoas; Givat Ze'ev (8,2 por cento) com 12.643; Beit El (3 por cento) com 5.867; Beitar Illit (6,4 por cento)  com cerca de 40.000; Modiin Illit (Kiryat Sefer) ( 7,7 por cento) com quase 50.000. As 14 comunidades de Gush Etzion cresceram em 5 por cento para 16.583 habitantes e os 30 municípios do Conselho Regional de Shomron aumentaram em 6 por cento para cerca de 26.000 pessoas.

Conforme diz a letra de uma música popular israelense: "Esta canção não pode parar".

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Eva Sonnenreich)

EVA SONNENREICH
A socióloga Eva Sonnenreich é a entrevistada desta semana nesta coluna de brasileiros em Israel. Nascida e criada em Porto Alegre, ela mora hoje em dia em Tel Aviv, depois de uma temporada de sete anos no kibutz Bror Chail, no sul do país. Casada pela segunda vez, mãe de dois filhos e avó de cinco netos (mais os quatro do marido), Eva passou 16 anos se ocupando da importação de artesanato brasileiro. Mas, com a supervalorização do real, passou a se dedicar a um bem-sucedido serviço de bufê de comida típica brasileira. “De tédio, eu não morro aqui em Israel”, brinca.

1) Eva, quando você veio morar em Israel?
Em 1988.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Quando estava estudando na Alemanha, minha filha, que mora no kibutz Bror Chail, ficou grávida. Tirei licença da Secretaria Municipal de meio-ambiente, onde trabalhava, em São Paulo, e vim para ajudá-la. Fiquei um ano. Voltei ao Brasil, mas depois acabei me mudando para cá, definitivamente.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto do fato de que a pessoa pode ser o que ela é,  por aqui. Há muitas opções e oportunidades de vivenciar e aprender muitas coisas. Israel fica no umbigo do mundo. Em só quatro horas de viagem, chega-se à Europa, por exemplo.

4) Do que menos você gosta?
Da falta de educação ambiental. A consciência ambiental existe, mas é incipiente. As pessoas deixam lixo nos parques, nas ruas. Deveriam colocar educação ambiental no currículo escolar. Mas, apesar disso, considero que é preciso compreender as diferenças culturais. A educação do povo, aqui, vem de uma mescla de culturas. O país ainda está construindo a sua própria identidade.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Tel Aviv, sem dúvida. Considero que moro em Copacabana, na beira da praia. É uma cidade cosmopolita, maravilhosa, com 24 horas diárias de atividades. É pequena, mas tem tudo o que há em Nova York ou Londres.

6) Qual é o lugar menos agradável?
Não sei. Realmente não sei.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Meulé” (“excelente”). Pelo sentido, mas também porque é uma palavra que enche a boca,
é redonda.

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
 “Chutzpá” (algo como “cara-de-pau”). É uma palavra que arranha a garganta.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
As saladas, os vários tipos de queijos brancos, o estilo mediterrâneo da comida. Adoro.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que venha, dê uma voltinha, encha os olhos com coisas boas, volte para o Brasil, termine os estudos, aprenda bastante hebraico e volte preparado. A vida é linda por aqui, mas é dura. E o hebraico é fundamental para integração.

Os Problemas da Rabina Negra nos EUA

Alysa Stanton afirma que "os desafios que ela enfrentou não foram tão diferentes dos de qualquer outro rabino durante o seu primeiro ano, mas os dela eram mais visíveis, porque o mundo todo estava observando".
Alysa Stanton, que chegou às manchetes quando ela se tornou a primeira rabina mulher negra, estará deixando o púlpito de Greenville na Carolina do Norte - após a sua contratação pela congregação a menos de dois anos atrás a qual decidiu não renovar seu contrato. Stanton informou que a decisão da sua saída não foi dela e que ela tem a intenção de permanecer até o final do seu contrato, que termina em 31 de julho de 2011.
"Não me arrependo da minha decisão de vir para Greenville" disse Stanton, que nasceu em uma família pentecostal e se converteu ao judaísmo quando já adulta. "Eu aprendi a amar a comunidade e os cidadãos me acolheram de uma forma que foi transformadora".


"Pô, bem que ela poderia ser minha tia e eu não sei!"

Noé e o Dedo de Deus

Noé, como sabemos, foi escolhido para liderar aquela tropa de elite que Deus recrutou, através dele, para recomeçar Sua Obra. Em termos bem contemporâneos, digamos que Adonai resolveu dar uma limpada na banda podre da Humanidade, sendo que a banda podre correspondia a 99,9999999% dos seus efetivos na Terra. Parafraseando o Xexéo, a "pergunta que não quer calar" é a seguinte: passados alguns milhares de anos desde que a Arca enfrentou o Dilúvio, a Humanidade que aqui habita é melhor do que aquela de então? Indo mais longe um pouco: as enchentes, os tsunamis, os terremotos, o degelo das calotas polares, as mudanças de clima, enfim, os grandes desastres da Natureza, cada vez mais frequentes, serão, em síntese, um Novo Dilúvio, desta vez em doses homeopáticas, em ritmo de tortura chinesa? Se for isso, é porque a Humanidade evoluiu para pior. Faz sentido: a ponto de destruir seu habitat, provocando os tais desastres... Então Deus nem precisou trabalhar muito (nem sequer existir...) para dar sua resposta: foi só deixar a Natureza agir. No caso da tragédia na região serrana, fica óbvio: ao descaso público e individual, recorrente, ano a ano, corresponde a resposta, cada vez mais furiosa, da Natureza. Ou será o dedo de Deus? Bom enigma para os panteístas.

Inglaterra: O Número de Conversões Para o Islamismo Duplicou nos Últimos 10 Anos

Um novo estudo revela que a cada ano cerca de 5.000 britânicos se convertem ao islamismo, apesar das crescentes críticas em relação à comunidade muçulmana. São pessoas interessadas em descobrir o que é o Islã.

O número de britânicos que escolheram para se tornarem muçulmanos quase dobrou na última década, segundo um estudo publicado pelo jornal The Independent. O relatório disse que os números se mostraram surpreendentes, levando-se em conta o fato de que os muçulmanos britânicos têm enfrentado um maior foco de críticas do que qualquer outra comunidade religiosa após a propagação mundial do islamismo violento.
The Independent disse que estimativas sobre o número de convertidos que vivem na Grã-Bretanha sempre se tornam difíceis porque os dados do censo não distinguem entre os adotaram uma nova fé religiosa ou os que nasceram nela. Estimativas anteriores eram que na Inglaterra haveria entre 14.000 a 25.000 pessoas que haviam se convertido como muçulmanos, de acordo com o diário britânico. No entanto, estudo preparado pelo instituto inter-religioso ‘Faith Matters’ sugere que o número real pode atingir os 100 mil, com até 5.000 novas conversões a cada ano por todo o país. Usando dados do censo escocês de 2001 os pesquisadores estimaram que houvesse 60.699 convertidos vivendo na Grã-Bretanha naquele ano de 2001.

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Sheila Gerzgorin)

SHEILA GERZGORIN
A paulista Sheila Gerzgorin, de 38 anos, é a primeira entrevistada de 2011 da série de conversas de brasileiros que decidiram morar em Israel. Moradora do vilerejo de Cochav Yair, no centro do país, ela é especialista em turismo para a América Latina, além de se dedicar também à fotografia e à produção do Festival de Cinema Brasileiros em Israel.

1) Sheila, quando você veio morar em Israel?
Em 1992.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Pois dois motivos: sionismo e vontade de estudar fora do Brasil.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da praticidade das pessoas. Aqui não tem enrolação, tudo é muito pratico, muito direto.
4) Do que menos você gosta?
Da chutzpa dos israelenses... É demasiada. Eu gosto do fato de que tudo é sem máscaras, mas, por outro lado, acho exagerado que se metam demais na vida dos outros, que sejam diretos demais. Às vezes passam dos limites
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
As praias do país. A de Michmoret (9k ao norte de Natania) é a melhor, tem piscininhas naturais. É linda.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Jerusalém Oriental. E um pouco assustador.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
É uma frase: “Ein lanu eretz acheret” (“Não temos outro país). É usada nos momentos de crise, de guerra e conflito.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Detesto a palavra “fraier” (algo como “otário”). Acho que virou um estado de espirito, um conceito. Todos aqui têm medo de ser fraier. E, por causa disso, acabam tentando levar vantagem. É um pouco diferente do Brasil, onde para tudo se dá um “jeitinho”. Aqui a questão é o medo de ser passado para traz, de ser otário.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
As saladas daqui são maravilhosa. As verduras são divinas. Eles adicionam ingredientes deliciosos, como queijo de leite de cabra. Antes de vir para Israel eu só comia tomate. Agora, adoro saladas.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Diria que quanto antes, melhor. Sempre que alguém me pergunta se deve fazer aliá, eu digo que sim. Que precisa tentar. Não precisa ter medo de que dê errado. Se der certo, maravilhoso. Se não der, sempre se pode voltar para o porto seguro brasileiro.

O Que as Mulheres (Religiosas) Querem?

"A maioria das mulheres religiosas têm uma visão igualitária, mas ao mesmo tempo ainda têm uma visão tradicional de que um homem deve ser mais do que elas". "Não seria de se admirar que haja mais mulheres religiosas solteiras?" 

Tzofia Hirschfeld

Quase todos no mundo estão à procura de alguém para envelhecerem juntos. Resultados do recente recenseamento geral mostram um constante crescimento na população, e, portanto pode-se supor que um grande número dessas pessoas encontra outro parceiro para viverem juntos, e, na maioria dos casos, têm filhos. No entanto, lado a lado com esses casais, existem muitas pessoas para as quais a fase de procura nunca termina. Algumas continuam procurando por anos, encontraram centenas de parceiros em potencial e nada. E continuam sozinhos (as). Em um estudo realizado por Audrey Leiman, uma conselheira de casais e divulgado através da sua tese ‘Solteira em Uma Sociedade Religiosa’ para a Lesley University, Leiman verificou que para as mulheres religiosas, o processo de procura de um parceiro é ainda mais difícil.
Leiman estará apresentando suas descobertas em uma conferência de profissionais sobre o tema de ‘Aconselhamento para Singles’ que será realizada pela organização Yashfe (um serviço casamenteiro para o setor religioso) em Jerusalém. "Eu posso dizer que felizmente o setor da sociedade sionista-religiosa educa suas filhas para um elevado nível de auto-realização e desenvolvimento" explica Leiman. "Por outro lado, espera-se que construam um lar e que tenham filhos ainda muito jovens, e desta forma criando-se uma situação que se torna um paradoxo importante que acontece desde o primeiro momento que iniciam a busca por um parceiro.

"Um paradoxo adicional é o conflito entre as visões tradicionais sobre os relacionamentos e o casamento e as visões modernas desse setor. Atualmente as mulheres mais religiosas têm uma visão igualitária, mas ao mesmo tempo ainda mantém a visão tradicional no que diz respeito ao papel de um homem. – Seja do domínio religioso até a chefia da casa. "A maioria das mulheres religiosas ainda têm a visão tradicional de que o homem deve ser mais do que elas - mais altos, mais educados, ganhando mais; O problema é que atualmente elas têm progredido e ocupam cargos-chave ganhando bem, e tendo títulos de mestrado e doutorado. “Estas duas visões conflitantes devem conviver juntas sob um mesmo teto, e por isso atualmente não há mais uma mensagem clara”.  Segundo Leiman, as mulheres jovens religiosas estão convivendo com a grande complexidade do mundo pós-moderno. "Isso pode tornar as coisas interessantes, mas sem dúvida é mais difícil conviver com esses tipos de conflitos".

Encher linguiça é kosher?

Depois de alguns meses tendo a honra de escrever nesse espaço, finalmente aconteceu o que ocorre com todos os cronistas e que já havia me acontecido em outros espaços que ocupo, como a coluna semanal em O Globo: não saber sobre o que escrever. E, num espaço como esse, judaico, encher linguiça não seria a coisa mais kosher do mundo. A não ser que fosse linguiça de boi. Um boi supervisionado pelo rabino. Estilete na jugular, golpe rápido e preciso, para não liberar a toxina do medo da morte, medo que nos persegue nesse mundo, pois nesse mundo a morte é a única coisa certa, como diz o chavão. A vida, admita-se, é uma constante encheção de linguiça, de porco para uns, de boi supervisionado para outros. A encheção está em toda parte: as palavras com que preenchemos nossas relações com os outros ou conosco, em pensamento; o dinheiro com que tentamos encher nossas contas, ora para sobreviver, ora para desperdiçar; a comida com que enchemos nosso bucho; a nossa infinita capacidade de encher o saco; e o prazer que cada um busca da maneira que lhe convém, através do que é mundano ou do que é divino. Às vezes fica bom. Mais raramente, ótimo (como se diz, o ótimo é o inimigo do bom: se a gente persegue o ótimo, o bom se transmuta em ruim; se a gente não persegue nada, o bom é uma delícia). Não à toa, Deus, enquanto ia fazendo dia, noite, mar, terra, plantas, bichos, homem, mulher, ia dizendo, ou melhor, vendo, que o que fazia "era bom", e não "ótimo". Deus sabia que a Obra não ia resultar em Paraíso... e, como diz o outro, o otimista é um desinformado. Assim enchendo a Rua Judaica de sabe-se-lá que dizeres, vou compondo minha linguiça semanal, esperando que, na mistura, algo de bom se salve.


"Encher linguiça pode até ser Kosher. Não saber se expressar, pode não ser Kosher."

NÃO EXISTEM “FRONTEIRAS DE 1967”

Por Tzvi Ben Gedalyahu para Israel National News

O termo “fronteiras de 1967”, atualmente usado pelo mundo árabe como mantra para as fronteiras de um Estado da Autoridade Palestina, nunca existiu na história, diz o ex-embaixador israelense no Canadá Alan Baker em artigo escrito para o Centro de Assuntos de Interesse Público de Jerusalém (Jerusalem Center for Public Affairs).

Desde que os países árabes vizinhos atacaram Israel em 1948 em reação à sua independência pela primeira vez em 2000 anos, nunca houve fronteiras, mas tão somente linhas temporárias marcadas para fins militares – chamadas “Linhas do Armistício” de 1949 – as quais terminaram, ao menos formalmente, a Guerra de Independência.

Porém, o mundo árabe vem repetindo tanto o termo “fronteiras de 1967” em seus pronunciamentos que os principais meios de comunicação e a maioria dos líderes de outras nações acabaram por adotá-lo como fato. O termo se refere à linha de cessar-fogo de 1949 cruzada pelas Forças Armadas de Israel no início da Guerra dos Seis Dias, em 4 de junho de 1967. O termo correto seria “Linhas de Armistício Pré-Guerra de 1967”, ou “Linhas do Armistício de 1949”. Este jornal, por sinal, sempre usou o termo correto.
Até mesmo o Brasil, que recentemente decidiu “reconhecer” um Estado palestino com base nas supostas fronteiras de 1967, declarou, durante um debate na ONU sobre a Resolução 242 em 1967 em que se discutia negociações sobre fronteiras, que “sua aceitação não implica em que as linhas de fronteira não possam ser retificadas por acordos livremente firmados entre os Estados interessados. Sempre temos em mente que uma paz justa e duradoura no Oriente Médio deve necessariamente basear-se em fronteiras seguras e permanentes negociadas e acordadas livremente entre os Estados vizinhos”.

Baker observou que a Jordânia, que também adota hoje a falácia das “fronteiras de 1967”, posicionou-se no mesmo debate nos seguintes termos: “Há um acordo de armistício. O acordo não fixou fronteiras, mas apenas uma linha de demarcação. O acordo não julgou direitos políticos, militares ou de outra natureza. Portanto não sei de nenhum território; não sei de nenhuma fronteira; sei de uma situação congelada por um acordo de armistício”.

Baker explicou que, embora as “fronteiras de 1967” denotem linhas de separação, elas carecem de fundamento histórico, legal ou factual. “Os acordos do armistício de 1949 especificam que tais linhas não têm nem significado político nem legal, e nenhum efeito sobre negociações futuras a respeito de fronteiras”, continuou Baker.

 “Não há nenhum dispositivo em nenhum dos acordos firmados entre Israel e os palestinos que exija uma retirada para as ‘fronteiras de 1967’. Nunca houve qualquer imperativo geográfico que santificasse as linhas de 1967”.

As “Linhas do Armistício” de 1949 foram determinadas em acordos assinados por Israel, Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Não eram fronteiras, assinalou Baker. “A linha de demarcação do armistício representava apenas as linhas a partir das quais as forças haviam se movido, tais como reconhecidas no dia em que o cessar-fogo foi declarado... A linha foi demarcada no mapa anexo ao acordo de armistício com um marcador de cor verde, recebendo por isso o nome de ‘Linha Verde’.

“O Conselho de Segurança, em sua resolução, enfatizou a natureza temporária das linhas de armistício que seriam mantidas ‘durante a transição para uma paz permanente na Palestina’”.

O Acordo de Armistício afirmava: “A finalidade básica das Linhas de Demarcação de Armistício é demarcar as linhas para além das quais as forças armadas das partes envolvidas não deverão passar. Os dispositivos deste artigo não deverão ser interpretados como tendo qualquer peso que seja sobre um ajuste político final entre as partes envolvidas neste acordo”.

“As Linhas de Demarcação de Armistício definidas...no presente acordo são acordadas pelas partes sem qualquer peso sobre futuros ajustes territoriais ou linhas de fronteira ou reivindicações das partes a respeito”.

Baker citou o juiz Steven Schwebel, ex-presidente da Corte Internacional de Justiça, que pronunciou em 1994:

“Os acordos do armistício de 1949 contemplaram expressamente as reivindicações territoriais de todas as partes, e não pretendiam estabelecer fronteiras definitivas entre elas”.

A atual campanha árabe pelo reconhecimento de um Estado palestino segundo as supostas “fronteiras de 1967” tem recorrido ironicamente à tão citada Resolução 242 da ONU. Baker observa que esta é justamente a resolução cujo primeiro parágrafo enfatiza: “...reconhecimento e respeito pela soberania, integridade territorial e independência política de todos os Estados da região, bem como seu direito a viver em paz, com fronteiras seguras e reconhecidas, e livres de ameaças ou atos de força”.

A Autoridade Palestina aceitou, em acordos anteriores, o conceito de que as fronteiras devam ser negociadas, mas a “guerra de atrito diplomática” levada a cabo pelo mundo árabe virtualmente apagou esta realidade nos meios de comunicação e na comunidade internacional. Um acordo assinado por Arafat em 1993 assevera que há
“...questões pendentes, tais como: Jerusalém, refugiados, assentamentos, arranjos de segurança, fronteiras, relações e cooperação com outros vizinhos, e outras questões de interesse comum”.

Nos últimos meses a Autoridade Palestina vem propondo “negociações”, mas na realidade apenas exige que Israel aceite as tais “fronteiras de 1967” sem negociar – justamente as linhas que o artigo de Baker demonstra não terem, enquanto fronteiras, nenhum fundamento legal ou histórico.

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Lucas Lejderman)

LUCAS LEJDERMAN
O entrevistado da semana na série de conversas com brasileiros que se mudaram para Israel é o gaúcho Lucas Lejderman, de 28 anos, que há quatro trocou Porto Alegre por Jerusalém. Recém-formado em Educação pela Universidade Hebraica, Lucas – ou Pato, como é conhecido – mora atualmente na cidade de Modiin com a esposa, mas continua indo diariamente a Jerusalém para dar aulas para jovens brasileiros no Machon LeMadrichim (Instituto de Liderança) em Kiryat Moriah. Ele também é o responsável para a América Latina do Movimento Conservador Mundial.

1) Lucas, quando você veio morar em Israel?
Em janeiro de 2007.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Por ideologia. Fui a vida inteira vinculado à Chazit Hanoar e à comunidade judaica em geral. Em Porto Alegre, era ativista em várias instituições. Mas achei que era hora de fazer aliá. Vim porque queria fazer parte da história do povo judaico, ajudar a fazer de Israel um país melhor, um exemplo para as nações. Posso ser considerado ingênuo pelos pós-modernos, mas sou assim.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto de estar aqui. Sinto que faço parte de uma coisa maior. Sinto que posso impactar mais por aqui, mais do que em Porto Alegre.
4) Do que menos você gosta?  
Da questão da educação. Todo mundo grita com o outro. Dirigem agressivamente, berram, te tratam mal. Principalmente no serviço público. Fazer fila, por exemplo, é um conceito que não está na Torá, por isso eles não aprenderam (risos)... Sei que vou ter que me acostumar.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Gosto demais dos mananciais do Norte. Você se sente em paz por lá. Gosto bastante também da Cidade Velha de Jerusalém, não porque é agradável, mas por um sentimento de energia. Atualmente, estou gostando muito também de Modiin, onde moro.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Para mim, é Tel Aviv no verão ou o deserto. Não consigo respirar.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
Sababa” (uma gíria que significa algo como “ok” ou “tudo bem”). Me lembra português, me lembra a palavra “bacana”.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Chutzpa”. Fico maluco quando dizem que sou “chutzpan”... Em geral, quem pensa isso é quem mais tem “chutzpa”.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Shwarma. Como duas vezes por semana, sagradamente. Perto do meu escritório tem um quiosque e sou freguês de lá. Tem um gostinho de carne, de Brasil, de churrasco.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que estude muito hebraico. Venha só quando tiver certeza, porque no inicio vai ser muito dificil, principalmente com o choque cultural sentido pelos brasileiros. Aliá é um projeto de longo prazo. É uma maratona, não uma corrida de cem metros rasos. Quem quiser algo fácil, que fiquem em casa.


FEDERAÇÃO SE MANIFESTA CONTRA O PRECONCEITO A NORDESTINOS E HOMOSSEXUAIS


A Federação Israelita do Estado de São Paulo, vem a publico manifestar a sua indignação perante os atos discriminatórios sofridos por nordestinos e homossexuais nas últimas semanas na cidade de São Paulo.

Como entidade ativista pelos direitos humanos, a Federação considera que atos marcadamente homofóbicos, como o espancamento na Av. Paulista, e também os e-mails discriminando nordestinos e protestando contra o enredo 'São Paulo, capital do Nordeste', da Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, são expressões preconceituosas e devem ser combatidas.

Reiteramos nosso clamor, para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo atue com afinco e rigor na apuração dos fatos e na punição dos autores de tais atos de violência.

Vale lembrar que a Federação está permanentemente trabalhando em conjunto com a DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), visando coibir estes crimes.
A DECRADI, chefiada pela Delegada Dra. Margarette Barreto é o órgão responsável por receber denúncias, fazer pesquisa, patrulhamento, inquérito e investigação de casos de intolerância. A população também pode fazer sua parte denunciando qualquer forma de preconceito diretamente na Polícia Civil pelo telefone gratuito 181, que funciona 24 horas por dia, recebendo ligações com queixas e denúncias de crimes e irregularidades.


"VIVA A DIFERENÇA! PRECONCEITO NÃO!"

Desde Quando os Perdedores Determinam os Termos da Vitória?



O editorial de Robert Wright no New York Times mostra como o mundo tem aceito e engolido por completo as mentiras árabe-palestinas:

Se não houver a solução de dois Estados, Israel poderá:

(a) dar aos palestinos nos territórios ocupados o voto e apenas observar a taxa de natalidade dos árabes e ver os judeus israelenses se transformando em uma minoria, ou

(b) continuar a negar o voto aos árabes como faz há décadas e, portanto ser criticado por apartheid, e cada vez mais no caminho de ser considerado um pária entre as nações, e desta forma continuando a fornecer o combustível para a propaganda feita por desordeiros regionais e aumentando as chances de uma guerra desastrosa.

... A cada dia, a construção de assentamentos - especialmente em Jerusalém Oriental - torna difícil imaginar as fronteiras de dois estados, que proporcionaria aos palestinos um mínimo de dignidade necessária para uma paz duradoura. A palavra "dignidade" é o elemento central.

Quando a Alemanha e o Japão foram derrotados na Segunda Guerra Mundial, ninguém disse que a redução de grande parte dos seus poderes feriria a "dignidade" dos vencidos e que para eles deveria ser dado ainda maior poder - ou então haveria a ameaça de não haver uma "paz duradoura". A condição de paz dependia exatamente da limitação dos seus poderes.

Como este conceito de "dignidade" para o lado perdedor se tornou uma condição ‘sine qua non’ para a paz? Porque é que um povo e os seus líderes que batalhavam e ainda batalham para a destruição de Israel mereçam essa ‘dignidade’ que exigem como sendo o mínimo necessário para a recompensa de terem um Estado?

Os árabes palestinos não aceitaram nenhum plano de divisão antes de 1948; não promoviam agitações e revoltas por um estado "digno" enquanto a Jordânia e o Egito controlavam os territórios; que universalmente apoiaram Saddam Hussein contra os aliados; que pesquisas recentes mostram que eles apóiam os ataques terroristas contra os judeus em Israel e ainda afirmam que há uma obrigação verdadeira para a "resistência" - então por que, exatamente, é a definição de "dignidade" deles que sido aceita como uma exigência legítima?

E muito mais que isso, por que quem perdeu todas as guerras é que quer dizer quais são os termos e as condições da vitória?
Se houver de ser uma solução de dois Estados, esta solução deverá ser a de um Estado viável - e não de um estado "digno". Dignidade é um conceito elástico, sem nenhuma definição objetiva, e definições arbitrárias estão sendo divulgadas pelos árabes palestinos e que nada têm nada a ver com a simples realidade. Ninguém até agora explicou por que Jerusalém vai ter que fazer parte de um Estado palestino.
Não somente isso, mas os árabes palestinos negam aos judeus os seus verdadeiros direitos de viverem na Judéia e Samaria, enquanto que ao mesmo tempo os árabes que vivem em Jerusalém possam facilmente obter a cidadania israelense; que os judeus que vivem após a Linha Verde não possam viver em segurança em um estado árabe-palestino, mas ao mesmo tempo os árabes palestinos achem ser aceitável a exigência para que centenas de milhares de judeus sejam expulsos de suas casas, e que Jerusalém não seja judaica. Não existe nenhuma lógica nem há qualquer base real para tal exigência.

A única razão para que pessoas como Wright insistam para que Jerusalém seja dividida e que os judeus não possam viver no coração histórico de Israel, é porque os árabes palestinos assim o exigem. O que ninguém explica qual seria o direito deles para fazerem tais demandas.

Se o objetivo for de um Estado, eles já poderiam ter um há décadas. Se o objetivo for de um estado "digno", então para eles estaria sendo concedido o direito unilateral para a definição de um Israel sem fronteiras defensáveis, e sem um acesso verdadeiro aos seus locais históricos e religiosos que são inquestionavelmente judaicos.

Tudo isso significa que o mundo aceita que os árabes palestinos apóiem consistentemente o lado errado em todas as guerras e que seus líderes "moderados" exijam até o dia de hoje a destruição demográfica de Israel, e que tenham um direito maior de ‘dignidade’ do que a nação judaica já faz em prol da segurança e à verdadeira dignidade.

As pessoas têm que começar a perceber que as exigências dos palestinos árabes não são as mesmas que os seus direitos, e que um estado árabe-palestino não pode e não deve ser definido de tal forma que negue ao Estado judeu e ao seu povo os seus legítimos direitos. A insistência não é a mesma que a realidade, mas o mundo tem confundido as duas coisas já por muito tempo.

Aliá – Cada Vez Aumenta Mais Para Israel

Aliá – a Imigração para o Estado de Israel - terá aumentado em 16 por cento até ao final de 2010, e é o segundo ano consecutivo que mostra um aumento no número de novos imigrantes depois de anos de declínio, informou a Agência Judaica na terça-feira passada. No entanto, a Agência Judaica se depara com um desafio para aumentar ainda mais este número para os próximos anos, pois o sucesso deste ano foi em grande parte devido aos 1.650 recém-chegados da Etiópia, em comparação com apenas 140 em 2009. O governo recentemente decidiu auxiliar aos "Falashmura" etíopes restantes para virem para Israel nos próximos quatro anos.
Um aumento significativo de "olim" - novos imigrantes - foi observado proveniente da América do Sul. Do ex-bloco soviético continuaram a chegarem novos olim na sua pluralidade. O número de norte-americanos que se mudaram para Israel em 2010 aumentou em seis por cento em comparação com o ano anterior. Os Estados Unidos é o país com o maior potencial de aliá, e a Agência Judaica está adotando uma abordagem diferente, com foco na educação e no fortalecimento da identidade judaica, bem como o reforço da ligação com Israel, na esperança de que os americanos “voltem para casa”. Até o final de 2010 a Agência estima que 19.130 judeus mudaram para o Estado judeu em comparação com 16.465 que vieram em 2009 e apenas os 15.452 em 2008. Da América do Norte, 3980 olim se mudaram para Israel, em comparação com 3767 anos do ano passado, enquanto que a imigração da Grã-Bretanha declinou de 853 para 760 pessoas.
A Agência Judaica se sentiu incentivada pela aliá proveniente do antigo bloco soviético, apesar da melhoria das condições econômicas lá. Um aumento significativo de olim, embora que seu número variasse apenas de 48 para 175 pessoas provenientes da Austrália, Nova Zelândia, Bélgica, Suíça, Itália e Índia. Da Venezuela, onde o anti-semitismo e anti-sionismo têm acompanhado os laços do país com o Irã, a aliá este ano saltou para 150 em comparação com apenas 38 em 2009. Grandes aumentos também foram observados de pessoas provenientes do México, Peru e Argentina. Dez judeus chineses, três do Japão e três de Hong Kong também vieram morar em Israel. Como de costume, Jerusalém foi a escolha mais popular de residência dos novos imigrantes, apesar do alto custo da habitação na capital.
O presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, comentou: "Estou muito contente em ver que as estatísticas apontam para um aumento da aliá proveniente de quase todas pares do mundo, particularmente tendo em vista a campanha que percorre o mundo para deslegitimar o Estado de Israel. Muitos dos novos imigrantes são jovens de países livres que sentem que pertencem ao Estado de Israel e optaram para construírem suas vidas e as vidas dos seus filhos aqui".

Sofa Landver, Ministro Para a Absorção de Imigrantes afirmou que "a aliá bem sucedida e absorção de emigrantes sempre foram e sempre serão o núcleo do empreendimento sionista e uma garantia do crescimento do Estado judeu ... Nós continuaremos a fazer tudo o que pudermos fazer para que a aliá continue a crescer e aumentar, e sempre melhorarmos o processo de absorção no melhor que seja possível".

Judeus na Antiga União Soviética Lutam Para Sobreviverem

A crise econômica deixa os idosos sem medicamentos e comida, enquanto que as crianças logo não poderão ir mais para suas escolas. "Eu não entendo como os judeus do mundo inteiro possam ver o desespero deles, mas não os ajudam" afirma Yechiel Eckstein, presidente da ‘International Fellowship of Christians and Jews = Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus’. A condição da comunidade judaica na antiga União Soviética está se deteriorando: Dezenas de milhares de judeus idosos que vivem na Comunidade de Estados Independentes não estão mais recebendo cestas básicas de alimentos e remédios, e o sistema escolar judaico está à beira do colapso.
A crise econômica mundial resultou que as organizações de ajuda humanitária que auxiliam os judeus no Bloco de Leste disputando magros recursos nos últimos anos. Representantes dessas fundações, incluindo a Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus, o Joint Distribution Committee, o Chabad, a Agência Judaica, bem como o Ministério da Educação de Israel, se reuniram para uma conferência de emergência na semana passada para elaborarem um plano estratégico para aliviar as dificuldades dos judeus naquela parte do mundo.

O American Jewish Joint Distribution Committee, uma organização humanitária que proporciona apoio aos judeus idosos relatou que este ano tiveram que reduzir o número de beneficiários da ajuda de 200.000 para 150.000 - deixando um quarto da população idosa sem assistência básica. "Somos obrigados a distribuir menos de tudo", disse Asher Ostrin, o diretor-executivo para programas para ex-União Soviética do JDC. "As necessidades estão crescendo, mas o orçamento não está".
De acordo com Ostrin, a população judaica naquela parte do mundo está a envelhecendo e ficando mais pobre. Como os governos proporcionam aos seus cidadãos idosos apenas uma magra pensão, muitos deles vivem em situação de pobreza, incapazes de pagar por serviços médicos ou remédios.

O JDC é obrigado a priorizar apenas as pessoas que estão gravemente enfermas em detrimento aos que não têm comida ou remédios. "Se a condição de uma pessoa idosa se deteriora e precisa de assistência, essa assistência, infelizmente, vem à custa de outra pessoa idosa" relatou Ostrin. "Comida e o fornecimento de remédios são menos urgentes do que uma pessoa deitada na cama sozinha em casa, prestes a morrer".A falta de dinheiro também está afligindo a população mais jovem. A Heftziba, a rede de escolas da Agência Judaica que oferece educação judaica para milhares de crianças, muitas das quais são carentes, recentemente relatou sérias dificuldades financeiras. O governo israelense, que costumava fornecer um orçamento anual de NIS 80 milhões (US$ 22,4 milhões) para as escolas, reduziu nos últimos anos esse orçamento para NIS 20 milhões (US$ 5,6 milhões). A Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus interveio no sentido de ajudar, mas esses esforços não são suficientes.
"É preciso compreender que as escolas no leste da Europa não são apenas instituições de ensino", disse o rabino Yechiel Eckstein, que dirige a Sociedade. "Existem muitas crianças órfãs que não têm casas. Sem essas escolas vão ser jogadas na rua". "O que eu não compreendo é, se os judeus em Israel e em todo o mundo não entendem o estado grave dos judeus que vivem lá - ou então que não se importam" ele acrescentou. "Quando eu observo essas condições difíceis, não entendo como ninguém vem para ajudá-los".