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30.1.11

HUMOR JUDAICO AMERICANO

2 GET and 2 GIVE creates 2 many problems.
But... (just double it)
4 GET and 4 GIVE solves all the problems !!

Visita com Osias ao Rebe Azimov

Disse-me certa vez o Reb Azimov que... o que é que ele disse mesmo? Na verdade, não disse nada. Ele dormiu, em plena ceia de shabat. Era a primeira vez que o chefe dos Lubavitche de Paris me chamava para passar o Shabat na casa dele. Longa caminhada, da 17 Rue des Rosiers (a minúscula sinagoga mais antiga de Paris) até a região da Republique. Umas 30 quadras. E o rebe dormiu. Minha conversa podia estar chata, mas nem tanto. Era a exaustão do homem santo. Ao menos espero que fosse.
Azimov era (ou ainda é) de poucas palavras, ponderadíssimo. Certa vez numa daquelas discussões de sábado na sinagoga em que todo mundo come uns biscoitos e bebe vodca, uns lubs passavam a garrafa de uma polonesa de 99% por baixo da mesa, burlando a inofensiva Wiborowa que era oferecida à congregação. Uns enlouqueciam, outros em êxtase estavam já resvalando no candomblé. Na saída, Azimov me disse: eu bebo só um copinho e sossego. Assim posso ver essa gente toda tirar as máscaras e se revelar.
Pois um dia noutro shabat fomos visitar a mãe de Azimov. Na saída, umas ruelas sinuosas, passamos por um desses pátios internos parisienses, e de uma janela vinha um ruído horrível, metálico, de um maçarico ou algo assim, estragando o silêncio e a concentração pós-ceia, o repouso da alma. Azimov deu só uma olhada de relance. Fiquei com uma sensação ruim, como se aquele ruído fosse algum engenho infernal.
Duas semanas depois, Azimov teve um derrame. Fiquei um bom tempo sem notícias e acabei voltando a viver no Brasil. Uma estranha sensação, quase de culpa, me assaltou.
Anos depois, numa das vezes em que voltei à capital francesa, encontrei o Osias e ele me disse que ia visitar o Azimov (nem sabia que o Osias o conhecia).
Só então soube que ele estava vivo. Pedi para ir junto à visita. Apesar de os movimentos e a expressões de Azimov estarem limitadas pelo derrame, ele teve o ânimo de me perguntar se eu continuava casado com minha esposa iídiche. Eu disse que me separara. E que estava com uma goy.
Azimov se balançou como uma torre. Ele ficara realmente abalado por um momento, pois se lembrava dos tempos em que eu andava "na linha". Mas não foi hostil. Se estivéssemos na casa dele, no shabat, era capaz até de dormir. Por isso eu gosto tanto de Azimov. Um rabino que sobrevive ao inferno (desculpe, sei que isso não existe no judaísmo, então, seria a casa de um Dibuk ou algo assim) e que, de volta à vida, guarda na memória quem eu fui. E aceita quem eu hoje sou. Shalom.

Sonia, la esposa de Shimón Peres, murió a los 87 años

  
La esposa del presidente Shimón Peres, Sonia Peres, falleció a la edad de 87 años, en su casa en el barrio de Ramat Aviv, en el norte de Tel Aviv.

Nacida en Polonia, Sonia Peres aparecía raramente en público y prefería mantener un bajo perfil durante los sesenta años de carrera política de su marido. Inclusive, prefirió quedarse en su casa en Tel Aviv y no mudarse con él a la Residencia Presidencial en Jerusalén.

La esposa del presidente sufrió aparentemente un ataque cardíaco mientras dormía, y no ya no mostraba signos de vida cuando arribó al Centro Médico Sheba de Tel Hashomer.

Sonia nació en 1923 e inmigró a Israel con su familia a los cuatro años, en 1927. Su padre trabajaba como carpintero y maestro. Ella conoció a Shimón Peres en la aldea juvenil Ben Shemen.

Al finalizar la escuela se enroló en el ejército británico en 1942. Allí sirvió como enfermera y fue emplazada en Egipto junto a otras cien enfermeras de Israel.

Al año siguiente fue enviada a un curso de conducción y sirvió como chofer de camión recorriendo toda Europa.

En 1945, Sonia se casó con Peres y ambos estuvieron entre los fundadores el kibutz Alumot. Poco después nació su primera hija Tzvía y luego Ionatán y Nejemia.

Sonia observaba la religión judía y cuidaba la kashrut (la comida kosher) en su hogar. Había recibido la bendición y el consejo del rabino Jaim Pinto e Itzjak Kaduri sobre asuntos personales. Sus amistades dicen que se ofrecía como voluntaria a favor de varias causas, siempre lejos de la vista del público.

A través de los años, siempre evitó ser foco de la atención y raramente atendía funciones públicas.

(Fonte: Aurora Israel)

"É muito ruim para uma grande figura, como o Presidente Shimon Peres, perder seu porto seguro. Acredito que Eretz Israel ainda está de luto. Uma pena."

Apesar do Congelamento, a População Judaica na Judéia e Samaria Aumentou em 4,5%

O Escritório Central de Estatísticas divulgou os números mais recentes sobre as populações da Judéia e Samaria, indicando outra vez taxas significativas de crescimento da nação. Apesar dos dez meses de congelamento que terminaram em setembro para construções, a população judaica na Judéia e Samaria (Yesha) cresceu em mais de 4,5 por cento no ano de 2010 - em comparação com os 2,9 por cento para todo o país. O número de judeus vivendo em Yesha (acrônimo para Yehuda, Shomron e Aza), o nome hebraico para a Judéia, Samária e Gaza, cresceu em cerca de 15 mil pessoas durante o ano, e agora totalizam cerca de 327.800 habitantes. A taxa de crescimento foi um pouco atrofiada pelo congelamento, pois em 2009 a população cresceu 5,8 por cento. Estes números não incluem as áreas de Jerusalém que foram libertadas na Guerra dos Seis Dias de 1967, onde vivem cerca de 230.000 judeus.
Não foi amplamente divulgado que na sua aparição semestral perante o Comitê de Relações Exteriores e de Defesa do Knesset, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, disse o seguinte: "Deve-se lembrar que nós, como judeus, habitamos as amplas fronteiras da Terra de Israel não por dezenas ou centenas de anos, mas por milhares de anos. Como podem os palestinos falar de direitos históricos quando deveriam lembrar que lá estão por um tempo muito mais curto. O direito dos judeus de Hebron, Beit El, o Túmulo de Raquel e Shilo são maiores e mais significativos. Portanto estes locais devem permanecer em nossas mãos, em qualquer acordo".
O parlamentar do Knesset Yaakov Katz (Ketzaleh), que é dirigente do partido da União Nacional, revelou os últimos dados da população numa entrevista no Canal 2. Ele disse que se espera que com as taxas de crescimento atuais, e sem o congelamento de construções, a população judaica da Judéia e Samaria chegue ao meio milhão de habitantes em meados de 2018, ou seja, em apenas 7,5 anos.

"A expressiva taxa de crescimento habitacional em nossa pátria bíblica" afirmou Katz "expressa a profunda e forte vontade do povo de Israel para a manutenção em sua totalidade das terras dos seus antepassados, pois somente eles mantém os direitos plenos sobre as mesmas".
Entre as várias comunidades, a Bracha cresceu em 11,4 por cento, e agora conta com 1.672 pessoas; Givat Ze'ev (8,2 por cento) com 12.643; Beit El (3 por cento) com 5.867; Beitar Illit (6,4 por cento)  com cerca de 40.000; Modiin Illit (Kiryat Sefer) ( 7,7 por cento) com quase 50.000. As 14 comunidades de Gush Etzion cresceram em 5 por cento para 16.583 habitantes e os 30 municípios do Conselho Regional de Shomron aumentaram em 6 por cento para cerca de 26.000 pessoas.

Conforme diz a letra de uma música popular israelense: "Esta canção não pode parar".

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Eva Sonnenreich)

EVA SONNENREICH
A socióloga Eva Sonnenreich é a entrevistada desta semana nesta coluna de brasileiros em Israel. Nascida e criada em Porto Alegre, ela mora hoje em dia em Tel Aviv, depois de uma temporada de sete anos no kibutz Bror Chail, no sul do país. Casada pela segunda vez, mãe de dois filhos e avó de cinco netos (mais os quatro do marido), Eva passou 16 anos se ocupando da importação de artesanato brasileiro. Mas, com a supervalorização do real, passou a se dedicar a um bem-sucedido serviço de bufê de comida típica brasileira. “De tédio, eu não morro aqui em Israel”, brinca.

1) Eva, quando você veio morar em Israel?
Em 1988.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Quando estava estudando na Alemanha, minha filha, que mora no kibutz Bror Chail, ficou grávida. Tirei licença da Secretaria Municipal de meio-ambiente, onde trabalhava, em São Paulo, e vim para ajudá-la. Fiquei um ano. Voltei ao Brasil, mas depois acabei me mudando para cá, definitivamente.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto do fato de que a pessoa pode ser o que ela é,  por aqui. Há muitas opções e oportunidades de vivenciar e aprender muitas coisas. Israel fica no umbigo do mundo. Em só quatro horas de viagem, chega-se à Europa, por exemplo.

4) Do que menos você gosta?
Da falta de educação ambiental. A consciência ambiental existe, mas é incipiente. As pessoas deixam lixo nos parques, nas ruas. Deveriam colocar educação ambiental no currículo escolar. Mas, apesar disso, considero que é preciso compreender as diferenças culturais. A educação do povo, aqui, vem de uma mescla de culturas. O país ainda está construindo a sua própria identidade.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Tel Aviv, sem dúvida. Considero que moro em Copacabana, na beira da praia. É uma cidade cosmopolita, maravilhosa, com 24 horas diárias de atividades. É pequena, mas tem tudo o que há em Nova York ou Londres.

6) Qual é o lugar menos agradável?
Não sei. Realmente não sei.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Meulé” (“excelente”). Pelo sentido, mas também porque é uma palavra que enche a boca,
é redonda.

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
 “Chutzpá” (algo como “cara-de-pau”). É uma palavra que arranha a garganta.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
As saladas, os vários tipos de queijos brancos, o estilo mediterrâneo da comida. Adoro.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que venha, dê uma voltinha, encha os olhos com coisas boas, volte para o Brasil, termine os estudos, aprenda bastante hebraico e volte preparado. A vida é linda por aqui, mas é dura. E o hebraico é fundamental para integração.

Os Problemas da Rabina Negra nos EUA

Alysa Stanton afirma que "os desafios que ela enfrentou não foram tão diferentes dos de qualquer outro rabino durante o seu primeiro ano, mas os dela eram mais visíveis, porque o mundo todo estava observando".
Alysa Stanton, que chegou às manchetes quando ela se tornou a primeira rabina mulher negra, estará deixando o púlpito de Greenville na Carolina do Norte - após a sua contratação pela congregação a menos de dois anos atrás a qual decidiu não renovar seu contrato. Stanton informou que a decisão da sua saída não foi dela e que ela tem a intenção de permanecer até o final do seu contrato, que termina em 31 de julho de 2011.
"Não me arrependo da minha decisão de vir para Greenville" disse Stanton, que nasceu em uma família pentecostal e se converteu ao judaísmo quando já adulta. "Eu aprendi a amar a comunidade e os cidadãos me acolheram de uma forma que foi transformadora".


"Pô, bem que ela poderia ser minha tia e eu não sei!"

Noé e o Dedo de Deus

Noé, como sabemos, foi escolhido para liderar aquela tropa de elite que Deus recrutou, através dele, para recomeçar Sua Obra. Em termos bem contemporâneos, digamos que Adonai resolveu dar uma limpada na banda podre da Humanidade, sendo que a banda podre correspondia a 99,9999999% dos seus efetivos na Terra. Parafraseando o Xexéo, a "pergunta que não quer calar" é a seguinte: passados alguns milhares de anos desde que a Arca enfrentou o Dilúvio, a Humanidade que aqui habita é melhor do que aquela de então? Indo mais longe um pouco: as enchentes, os tsunamis, os terremotos, o degelo das calotas polares, as mudanças de clima, enfim, os grandes desastres da Natureza, cada vez mais frequentes, serão, em síntese, um Novo Dilúvio, desta vez em doses homeopáticas, em ritmo de tortura chinesa? Se for isso, é porque a Humanidade evoluiu para pior. Faz sentido: a ponto de destruir seu habitat, provocando os tais desastres... Então Deus nem precisou trabalhar muito (nem sequer existir...) para dar sua resposta: foi só deixar a Natureza agir. No caso da tragédia na região serrana, fica óbvio: ao descaso público e individual, recorrente, ano a ano, corresponde a resposta, cada vez mais furiosa, da Natureza. Ou será o dedo de Deus? Bom enigma para os panteístas.

Inglaterra: O Número de Conversões Para o Islamismo Duplicou nos Últimos 10 Anos

Um novo estudo revela que a cada ano cerca de 5.000 britânicos se convertem ao islamismo, apesar das crescentes críticas em relação à comunidade muçulmana. São pessoas interessadas em descobrir o que é o Islã.

O número de britânicos que escolheram para se tornarem muçulmanos quase dobrou na última década, segundo um estudo publicado pelo jornal The Independent. O relatório disse que os números se mostraram surpreendentes, levando-se em conta o fato de que os muçulmanos britânicos têm enfrentado um maior foco de críticas do que qualquer outra comunidade religiosa após a propagação mundial do islamismo violento.
The Independent disse que estimativas sobre o número de convertidos que vivem na Grã-Bretanha sempre se tornam difíceis porque os dados do censo não distinguem entre os adotaram uma nova fé religiosa ou os que nasceram nela. Estimativas anteriores eram que na Inglaterra haveria entre 14.000 a 25.000 pessoas que haviam se convertido como muçulmanos, de acordo com o diário britânico. No entanto, estudo preparado pelo instituto inter-religioso ‘Faith Matters’ sugere que o número real pode atingir os 100 mil, com até 5.000 novas conversões a cada ano por todo o país. Usando dados do censo escocês de 2001 os pesquisadores estimaram que houvesse 60.699 convertidos vivendo na Grã-Bretanha naquele ano de 2001.

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Sheila Gerzgorin)

SHEILA GERZGORIN
A paulista Sheila Gerzgorin, de 38 anos, é a primeira entrevistada de 2011 da série de conversas de brasileiros que decidiram morar em Israel. Moradora do vilerejo de Cochav Yair, no centro do país, ela é especialista em turismo para a América Latina, além de se dedicar também à fotografia e à produção do Festival de Cinema Brasileiros em Israel.

1) Sheila, quando você veio morar em Israel?
Em 1992.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Pois dois motivos: sionismo e vontade de estudar fora do Brasil.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da praticidade das pessoas. Aqui não tem enrolação, tudo é muito pratico, muito direto.
4) Do que menos você gosta?
Da chutzpa dos israelenses... É demasiada. Eu gosto do fato de que tudo é sem máscaras, mas, por outro lado, acho exagerado que se metam demais na vida dos outros, que sejam diretos demais. Às vezes passam dos limites
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
As praias do país. A de Michmoret (9k ao norte de Natania) é a melhor, tem piscininhas naturais. É linda.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Jerusalém Oriental. E um pouco assustador.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
É uma frase: “Ein lanu eretz acheret” (“Não temos outro país). É usada nos momentos de crise, de guerra e conflito.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Detesto a palavra “fraier” (algo como “otário”). Acho que virou um estado de espirito, um conceito. Todos aqui têm medo de ser fraier. E, por causa disso, acabam tentando levar vantagem. É um pouco diferente do Brasil, onde para tudo se dá um “jeitinho”. Aqui a questão é o medo de ser passado para traz, de ser otário.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
As saladas daqui são maravilhosa. As verduras são divinas. Eles adicionam ingredientes deliciosos, como queijo de leite de cabra. Antes de vir para Israel eu só comia tomate. Agora, adoro saladas.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Diria que quanto antes, melhor. Sempre que alguém me pergunta se deve fazer aliá, eu digo que sim. Que precisa tentar. Não precisa ter medo de que dê errado. Se der certo, maravilhoso. Se não der, sempre se pode voltar para o porto seguro brasileiro.

O Que as Mulheres (Religiosas) Querem?

"A maioria das mulheres religiosas têm uma visão igualitária, mas ao mesmo tempo ainda têm uma visão tradicional de que um homem deve ser mais do que elas". "Não seria de se admirar que haja mais mulheres religiosas solteiras?" 

Tzofia Hirschfeld

Quase todos no mundo estão à procura de alguém para envelhecerem juntos. Resultados do recente recenseamento geral mostram um constante crescimento na população, e, portanto pode-se supor que um grande número dessas pessoas encontra outro parceiro para viverem juntos, e, na maioria dos casos, têm filhos. No entanto, lado a lado com esses casais, existem muitas pessoas para as quais a fase de procura nunca termina. Algumas continuam procurando por anos, encontraram centenas de parceiros em potencial e nada. E continuam sozinhos (as). Em um estudo realizado por Audrey Leiman, uma conselheira de casais e divulgado através da sua tese ‘Solteira em Uma Sociedade Religiosa’ para a Lesley University, Leiman verificou que para as mulheres religiosas, o processo de procura de um parceiro é ainda mais difícil.
Leiman estará apresentando suas descobertas em uma conferência de profissionais sobre o tema de ‘Aconselhamento para Singles’ que será realizada pela organização Yashfe (um serviço casamenteiro para o setor religioso) em Jerusalém. "Eu posso dizer que felizmente o setor da sociedade sionista-religiosa educa suas filhas para um elevado nível de auto-realização e desenvolvimento" explica Leiman. "Por outro lado, espera-se que construam um lar e que tenham filhos ainda muito jovens, e desta forma criando-se uma situação que se torna um paradoxo importante que acontece desde o primeiro momento que iniciam a busca por um parceiro.

"Um paradoxo adicional é o conflito entre as visões tradicionais sobre os relacionamentos e o casamento e as visões modernas desse setor. Atualmente as mulheres mais religiosas têm uma visão igualitária, mas ao mesmo tempo ainda mantém a visão tradicional no que diz respeito ao papel de um homem. – Seja do domínio religioso até a chefia da casa. "A maioria das mulheres religiosas ainda têm a visão tradicional de que o homem deve ser mais do que elas - mais altos, mais educados, ganhando mais; O problema é que atualmente elas têm progredido e ocupam cargos-chave ganhando bem, e tendo títulos de mestrado e doutorado. “Estas duas visões conflitantes devem conviver juntas sob um mesmo teto, e por isso atualmente não há mais uma mensagem clara”.  Segundo Leiman, as mulheres jovens religiosas estão convivendo com a grande complexidade do mundo pós-moderno. "Isso pode tornar as coisas interessantes, mas sem dúvida é mais difícil conviver com esses tipos de conflitos".

Encher linguiça é kosher?

Depois de alguns meses tendo a honra de escrever nesse espaço, finalmente aconteceu o que ocorre com todos os cronistas e que já havia me acontecido em outros espaços que ocupo, como a coluna semanal em O Globo: não saber sobre o que escrever. E, num espaço como esse, judaico, encher linguiça não seria a coisa mais kosher do mundo. A não ser que fosse linguiça de boi. Um boi supervisionado pelo rabino. Estilete na jugular, golpe rápido e preciso, para não liberar a toxina do medo da morte, medo que nos persegue nesse mundo, pois nesse mundo a morte é a única coisa certa, como diz o chavão. A vida, admita-se, é uma constante encheção de linguiça, de porco para uns, de boi supervisionado para outros. A encheção está em toda parte: as palavras com que preenchemos nossas relações com os outros ou conosco, em pensamento; o dinheiro com que tentamos encher nossas contas, ora para sobreviver, ora para desperdiçar; a comida com que enchemos nosso bucho; a nossa infinita capacidade de encher o saco; e o prazer que cada um busca da maneira que lhe convém, através do que é mundano ou do que é divino. Às vezes fica bom. Mais raramente, ótimo (como se diz, o ótimo é o inimigo do bom: se a gente persegue o ótimo, o bom se transmuta em ruim; se a gente não persegue nada, o bom é uma delícia). Não à toa, Deus, enquanto ia fazendo dia, noite, mar, terra, plantas, bichos, homem, mulher, ia dizendo, ou melhor, vendo, que o que fazia "era bom", e não "ótimo". Deus sabia que a Obra não ia resultar em Paraíso... e, como diz o outro, o otimista é um desinformado. Assim enchendo a Rua Judaica de sabe-se-lá que dizeres, vou compondo minha linguiça semanal, esperando que, na mistura, algo de bom se salve.


"Encher linguiça pode até ser Kosher. Não saber se expressar, pode não ser Kosher."

NÃO EXISTEM “FRONTEIRAS DE 1967”

Por Tzvi Ben Gedalyahu para Israel National News

O termo “fronteiras de 1967”, atualmente usado pelo mundo árabe como mantra para as fronteiras de um Estado da Autoridade Palestina, nunca existiu na história, diz o ex-embaixador israelense no Canadá Alan Baker em artigo escrito para o Centro de Assuntos de Interesse Público de Jerusalém (Jerusalem Center for Public Affairs).

Desde que os países árabes vizinhos atacaram Israel em 1948 em reação à sua independência pela primeira vez em 2000 anos, nunca houve fronteiras, mas tão somente linhas temporárias marcadas para fins militares – chamadas “Linhas do Armistício” de 1949 – as quais terminaram, ao menos formalmente, a Guerra de Independência.

Porém, o mundo árabe vem repetindo tanto o termo “fronteiras de 1967” em seus pronunciamentos que os principais meios de comunicação e a maioria dos líderes de outras nações acabaram por adotá-lo como fato. O termo se refere à linha de cessar-fogo de 1949 cruzada pelas Forças Armadas de Israel no início da Guerra dos Seis Dias, em 4 de junho de 1967. O termo correto seria “Linhas de Armistício Pré-Guerra de 1967”, ou “Linhas do Armistício de 1949”. Este jornal, por sinal, sempre usou o termo correto.
Até mesmo o Brasil, que recentemente decidiu “reconhecer” um Estado palestino com base nas supostas fronteiras de 1967, declarou, durante um debate na ONU sobre a Resolução 242 em 1967 em que se discutia negociações sobre fronteiras, que “sua aceitação não implica em que as linhas de fronteira não possam ser retificadas por acordos livremente firmados entre os Estados interessados. Sempre temos em mente que uma paz justa e duradoura no Oriente Médio deve necessariamente basear-se em fronteiras seguras e permanentes negociadas e acordadas livremente entre os Estados vizinhos”.

Baker observou que a Jordânia, que também adota hoje a falácia das “fronteiras de 1967”, posicionou-se no mesmo debate nos seguintes termos: “Há um acordo de armistício. O acordo não fixou fronteiras, mas apenas uma linha de demarcação. O acordo não julgou direitos políticos, militares ou de outra natureza. Portanto não sei de nenhum território; não sei de nenhuma fronteira; sei de uma situação congelada por um acordo de armistício”.

Baker explicou que, embora as “fronteiras de 1967” denotem linhas de separação, elas carecem de fundamento histórico, legal ou factual. “Os acordos do armistício de 1949 especificam que tais linhas não têm nem significado político nem legal, e nenhum efeito sobre negociações futuras a respeito de fronteiras”, continuou Baker.

 “Não há nenhum dispositivo em nenhum dos acordos firmados entre Israel e os palestinos que exija uma retirada para as ‘fronteiras de 1967’. Nunca houve qualquer imperativo geográfico que santificasse as linhas de 1967”.

As “Linhas do Armistício” de 1949 foram determinadas em acordos assinados por Israel, Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Não eram fronteiras, assinalou Baker. “A linha de demarcação do armistício representava apenas as linhas a partir das quais as forças haviam se movido, tais como reconhecidas no dia em que o cessar-fogo foi declarado... A linha foi demarcada no mapa anexo ao acordo de armistício com um marcador de cor verde, recebendo por isso o nome de ‘Linha Verde’.

“O Conselho de Segurança, em sua resolução, enfatizou a natureza temporária das linhas de armistício que seriam mantidas ‘durante a transição para uma paz permanente na Palestina’”.

O Acordo de Armistício afirmava: “A finalidade básica das Linhas de Demarcação de Armistício é demarcar as linhas para além das quais as forças armadas das partes envolvidas não deverão passar. Os dispositivos deste artigo não deverão ser interpretados como tendo qualquer peso que seja sobre um ajuste político final entre as partes envolvidas neste acordo”.

“As Linhas de Demarcação de Armistício definidas...no presente acordo são acordadas pelas partes sem qualquer peso sobre futuros ajustes territoriais ou linhas de fronteira ou reivindicações das partes a respeito”.

Baker citou o juiz Steven Schwebel, ex-presidente da Corte Internacional de Justiça, que pronunciou em 1994:

“Os acordos do armistício de 1949 contemplaram expressamente as reivindicações territoriais de todas as partes, e não pretendiam estabelecer fronteiras definitivas entre elas”.

A atual campanha árabe pelo reconhecimento de um Estado palestino segundo as supostas “fronteiras de 1967” tem recorrido ironicamente à tão citada Resolução 242 da ONU. Baker observa que esta é justamente a resolução cujo primeiro parágrafo enfatiza: “...reconhecimento e respeito pela soberania, integridade territorial e independência política de todos os Estados da região, bem como seu direito a viver em paz, com fronteiras seguras e reconhecidas, e livres de ameaças ou atos de força”.

A Autoridade Palestina aceitou, em acordos anteriores, o conceito de que as fronteiras devam ser negociadas, mas a “guerra de atrito diplomática” levada a cabo pelo mundo árabe virtualmente apagou esta realidade nos meios de comunicação e na comunidade internacional. Um acordo assinado por Arafat em 1993 assevera que há
“...questões pendentes, tais como: Jerusalém, refugiados, assentamentos, arranjos de segurança, fronteiras, relações e cooperação com outros vizinhos, e outras questões de interesse comum”.

Nos últimos meses a Autoridade Palestina vem propondo “negociações”, mas na realidade apenas exige que Israel aceite as tais “fronteiras de 1967” sem negociar – justamente as linhas que o artigo de Baker demonstra não terem, enquanto fronteiras, nenhum fundamento legal ou histórico.

Bate Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Lucas Lejderman)

LUCAS LEJDERMAN
O entrevistado da semana na série de conversas com brasileiros que se mudaram para Israel é o gaúcho Lucas Lejderman, de 28 anos, que há quatro trocou Porto Alegre por Jerusalém. Recém-formado em Educação pela Universidade Hebraica, Lucas – ou Pato, como é conhecido – mora atualmente na cidade de Modiin com a esposa, mas continua indo diariamente a Jerusalém para dar aulas para jovens brasileiros no Machon LeMadrichim (Instituto de Liderança) em Kiryat Moriah. Ele também é o responsável para a América Latina do Movimento Conservador Mundial.

1) Lucas, quando você veio morar em Israel?
Em janeiro de 2007.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Por ideologia. Fui a vida inteira vinculado à Chazit Hanoar e à comunidade judaica em geral. Em Porto Alegre, era ativista em várias instituições. Mas achei que era hora de fazer aliá. Vim porque queria fazer parte da história do povo judaico, ajudar a fazer de Israel um país melhor, um exemplo para as nações. Posso ser considerado ingênuo pelos pós-modernos, mas sou assim.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto de estar aqui. Sinto que faço parte de uma coisa maior. Sinto que posso impactar mais por aqui, mais do que em Porto Alegre.
4) Do que menos você gosta?  
Da questão da educação. Todo mundo grita com o outro. Dirigem agressivamente, berram, te tratam mal. Principalmente no serviço público. Fazer fila, por exemplo, é um conceito que não está na Torá, por isso eles não aprenderam (risos)... Sei que vou ter que me acostumar.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Gosto demais dos mananciais do Norte. Você se sente em paz por lá. Gosto bastante também da Cidade Velha de Jerusalém, não porque é agradável, mas por um sentimento de energia. Atualmente, estou gostando muito também de Modiin, onde moro.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Para mim, é Tel Aviv no verão ou o deserto. Não consigo respirar.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
Sababa” (uma gíria que significa algo como “ok” ou “tudo bem”). Me lembra português, me lembra a palavra “bacana”.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Chutzpa”. Fico maluco quando dizem que sou “chutzpan”... Em geral, quem pensa isso é quem mais tem “chutzpa”.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Shwarma. Como duas vezes por semana, sagradamente. Perto do meu escritório tem um quiosque e sou freguês de lá. Tem um gostinho de carne, de Brasil, de churrasco.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que estude muito hebraico. Venha só quando tiver certeza, porque no inicio vai ser muito dificil, principalmente com o choque cultural sentido pelos brasileiros. Aliá é um projeto de longo prazo. É uma maratona, não uma corrida de cem metros rasos. Quem quiser algo fácil, que fiquem em casa.


FEDERAÇÃO SE MANIFESTA CONTRA O PRECONCEITO A NORDESTINOS E HOMOSSEXUAIS


A Federação Israelita do Estado de São Paulo, vem a publico manifestar a sua indignação perante os atos discriminatórios sofridos por nordestinos e homossexuais nas últimas semanas na cidade de São Paulo.

Como entidade ativista pelos direitos humanos, a Federação considera que atos marcadamente homofóbicos, como o espancamento na Av. Paulista, e também os e-mails discriminando nordestinos e protestando contra o enredo 'São Paulo, capital do Nordeste', da Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, são expressões preconceituosas e devem ser combatidas.

Reiteramos nosso clamor, para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo atue com afinco e rigor na apuração dos fatos e na punição dos autores de tais atos de violência.

Vale lembrar que a Federação está permanentemente trabalhando em conjunto com a DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), visando coibir estes crimes.
A DECRADI, chefiada pela Delegada Dra. Margarette Barreto é o órgão responsável por receber denúncias, fazer pesquisa, patrulhamento, inquérito e investigação de casos de intolerância. A população também pode fazer sua parte denunciando qualquer forma de preconceito diretamente na Polícia Civil pelo telefone gratuito 181, que funciona 24 horas por dia, recebendo ligações com queixas e denúncias de crimes e irregularidades.


"VIVA A DIFERENÇA! PRECONCEITO NÃO!"

Desde Quando os Perdedores Determinam os Termos da Vitória?



O editorial de Robert Wright no New York Times mostra como o mundo tem aceito e engolido por completo as mentiras árabe-palestinas:

Se não houver a solução de dois Estados, Israel poderá:

(a) dar aos palestinos nos territórios ocupados o voto e apenas observar a taxa de natalidade dos árabes e ver os judeus israelenses se transformando em uma minoria, ou

(b) continuar a negar o voto aos árabes como faz há décadas e, portanto ser criticado por apartheid, e cada vez mais no caminho de ser considerado um pária entre as nações, e desta forma continuando a fornecer o combustível para a propaganda feita por desordeiros regionais e aumentando as chances de uma guerra desastrosa.

... A cada dia, a construção de assentamentos - especialmente em Jerusalém Oriental - torna difícil imaginar as fronteiras de dois estados, que proporcionaria aos palestinos um mínimo de dignidade necessária para uma paz duradoura. A palavra "dignidade" é o elemento central.

Quando a Alemanha e o Japão foram derrotados na Segunda Guerra Mundial, ninguém disse que a redução de grande parte dos seus poderes feriria a "dignidade" dos vencidos e que para eles deveria ser dado ainda maior poder - ou então haveria a ameaça de não haver uma "paz duradoura". A condição de paz dependia exatamente da limitação dos seus poderes.

Como este conceito de "dignidade" para o lado perdedor se tornou uma condição ‘sine qua non’ para a paz? Porque é que um povo e os seus líderes que batalhavam e ainda batalham para a destruição de Israel mereçam essa ‘dignidade’ que exigem como sendo o mínimo necessário para a recompensa de terem um Estado?

Os árabes palestinos não aceitaram nenhum plano de divisão antes de 1948; não promoviam agitações e revoltas por um estado "digno" enquanto a Jordânia e o Egito controlavam os territórios; que universalmente apoiaram Saddam Hussein contra os aliados; que pesquisas recentes mostram que eles apóiam os ataques terroristas contra os judeus em Israel e ainda afirmam que há uma obrigação verdadeira para a "resistência" - então por que, exatamente, é a definição de "dignidade" deles que sido aceita como uma exigência legítima?

E muito mais que isso, por que quem perdeu todas as guerras é que quer dizer quais são os termos e as condições da vitória?
Se houver de ser uma solução de dois Estados, esta solução deverá ser a de um Estado viável - e não de um estado "digno". Dignidade é um conceito elástico, sem nenhuma definição objetiva, e definições arbitrárias estão sendo divulgadas pelos árabes palestinos e que nada têm nada a ver com a simples realidade. Ninguém até agora explicou por que Jerusalém vai ter que fazer parte de um Estado palestino.
Não somente isso, mas os árabes palestinos negam aos judeus os seus verdadeiros direitos de viverem na Judéia e Samaria, enquanto que ao mesmo tempo os árabes que vivem em Jerusalém possam facilmente obter a cidadania israelense; que os judeus que vivem após a Linha Verde não possam viver em segurança em um estado árabe-palestino, mas ao mesmo tempo os árabes palestinos achem ser aceitável a exigência para que centenas de milhares de judeus sejam expulsos de suas casas, e que Jerusalém não seja judaica. Não existe nenhuma lógica nem há qualquer base real para tal exigência.

A única razão para que pessoas como Wright insistam para que Jerusalém seja dividida e que os judeus não possam viver no coração histórico de Israel, é porque os árabes palestinos assim o exigem. O que ninguém explica qual seria o direito deles para fazerem tais demandas.

Se o objetivo for de um Estado, eles já poderiam ter um há décadas. Se o objetivo for de um estado "digno", então para eles estaria sendo concedido o direito unilateral para a definição de um Israel sem fronteiras defensáveis, e sem um acesso verdadeiro aos seus locais históricos e religiosos que são inquestionavelmente judaicos.

Tudo isso significa que o mundo aceita que os árabes palestinos apóiem consistentemente o lado errado em todas as guerras e que seus líderes "moderados" exijam até o dia de hoje a destruição demográfica de Israel, e que tenham um direito maior de ‘dignidade’ do que a nação judaica já faz em prol da segurança e à verdadeira dignidade.

As pessoas têm que começar a perceber que as exigências dos palestinos árabes não são as mesmas que os seus direitos, e que um estado árabe-palestino não pode e não deve ser definido de tal forma que negue ao Estado judeu e ao seu povo os seus legítimos direitos. A insistência não é a mesma que a realidade, mas o mundo tem confundido as duas coisas já por muito tempo.

Aliá – Cada Vez Aumenta Mais Para Israel

Aliá – a Imigração para o Estado de Israel - terá aumentado em 16 por cento até ao final de 2010, e é o segundo ano consecutivo que mostra um aumento no número de novos imigrantes depois de anos de declínio, informou a Agência Judaica na terça-feira passada. No entanto, a Agência Judaica se depara com um desafio para aumentar ainda mais este número para os próximos anos, pois o sucesso deste ano foi em grande parte devido aos 1.650 recém-chegados da Etiópia, em comparação com apenas 140 em 2009. O governo recentemente decidiu auxiliar aos "Falashmura" etíopes restantes para virem para Israel nos próximos quatro anos.
Um aumento significativo de "olim" - novos imigrantes - foi observado proveniente da América do Sul. Do ex-bloco soviético continuaram a chegarem novos olim na sua pluralidade. O número de norte-americanos que se mudaram para Israel em 2010 aumentou em seis por cento em comparação com o ano anterior. Os Estados Unidos é o país com o maior potencial de aliá, e a Agência Judaica está adotando uma abordagem diferente, com foco na educação e no fortalecimento da identidade judaica, bem como o reforço da ligação com Israel, na esperança de que os americanos “voltem para casa”. Até o final de 2010 a Agência estima que 19.130 judeus mudaram para o Estado judeu em comparação com 16.465 que vieram em 2009 e apenas os 15.452 em 2008. Da América do Norte, 3980 olim se mudaram para Israel, em comparação com 3767 anos do ano passado, enquanto que a imigração da Grã-Bretanha declinou de 853 para 760 pessoas.
A Agência Judaica se sentiu incentivada pela aliá proveniente do antigo bloco soviético, apesar da melhoria das condições econômicas lá. Um aumento significativo de olim, embora que seu número variasse apenas de 48 para 175 pessoas provenientes da Austrália, Nova Zelândia, Bélgica, Suíça, Itália e Índia. Da Venezuela, onde o anti-semitismo e anti-sionismo têm acompanhado os laços do país com o Irã, a aliá este ano saltou para 150 em comparação com apenas 38 em 2009. Grandes aumentos também foram observados de pessoas provenientes do México, Peru e Argentina. Dez judeus chineses, três do Japão e três de Hong Kong também vieram morar em Israel. Como de costume, Jerusalém foi a escolha mais popular de residência dos novos imigrantes, apesar do alto custo da habitação na capital.
O presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, comentou: "Estou muito contente em ver que as estatísticas apontam para um aumento da aliá proveniente de quase todas pares do mundo, particularmente tendo em vista a campanha que percorre o mundo para deslegitimar o Estado de Israel. Muitos dos novos imigrantes são jovens de países livres que sentem que pertencem ao Estado de Israel e optaram para construírem suas vidas e as vidas dos seus filhos aqui".

Sofa Landver, Ministro Para a Absorção de Imigrantes afirmou que "a aliá bem sucedida e absorção de emigrantes sempre foram e sempre serão o núcleo do empreendimento sionista e uma garantia do crescimento do Estado judeu ... Nós continuaremos a fazer tudo o que pudermos fazer para que a aliá continue a crescer e aumentar, e sempre melhorarmos o processo de absorção no melhor que seja possível".

Judeus na Antiga União Soviética Lutam Para Sobreviverem

A crise econômica deixa os idosos sem medicamentos e comida, enquanto que as crianças logo não poderão ir mais para suas escolas. "Eu não entendo como os judeus do mundo inteiro possam ver o desespero deles, mas não os ajudam" afirma Yechiel Eckstein, presidente da ‘International Fellowship of Christians and Jews = Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus’. A condição da comunidade judaica na antiga União Soviética está se deteriorando: Dezenas de milhares de judeus idosos que vivem na Comunidade de Estados Independentes não estão mais recebendo cestas básicas de alimentos e remédios, e o sistema escolar judaico está à beira do colapso.
A crise econômica mundial resultou que as organizações de ajuda humanitária que auxiliam os judeus no Bloco de Leste disputando magros recursos nos últimos anos. Representantes dessas fundações, incluindo a Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus, o Joint Distribution Committee, o Chabad, a Agência Judaica, bem como o Ministério da Educação de Israel, se reuniram para uma conferência de emergência na semana passada para elaborarem um plano estratégico para aliviar as dificuldades dos judeus naquela parte do mundo.

O American Jewish Joint Distribution Committee, uma organização humanitária que proporciona apoio aos judeus idosos relatou que este ano tiveram que reduzir o número de beneficiários da ajuda de 200.000 para 150.000 - deixando um quarto da população idosa sem assistência básica. "Somos obrigados a distribuir menos de tudo", disse Asher Ostrin, o diretor-executivo para programas para ex-União Soviética do JDC. "As necessidades estão crescendo, mas o orçamento não está".
De acordo com Ostrin, a população judaica naquela parte do mundo está a envelhecendo e ficando mais pobre. Como os governos proporcionam aos seus cidadãos idosos apenas uma magra pensão, muitos deles vivem em situação de pobreza, incapazes de pagar por serviços médicos ou remédios.

O JDC é obrigado a priorizar apenas as pessoas que estão gravemente enfermas em detrimento aos que não têm comida ou remédios. "Se a condição de uma pessoa idosa se deteriora e precisa de assistência, essa assistência, infelizmente, vem à custa de outra pessoa idosa" relatou Ostrin. "Comida e o fornecimento de remédios são menos urgentes do que uma pessoa deitada na cama sozinha em casa, prestes a morrer".A falta de dinheiro também está afligindo a população mais jovem. A Heftziba, a rede de escolas da Agência Judaica que oferece educação judaica para milhares de crianças, muitas das quais são carentes, recentemente relatou sérias dificuldades financeiras. O governo israelense, que costumava fornecer um orçamento anual de NIS 80 milhões (US$ 22,4 milhões) para as escolas, reduziu nos últimos anos esse orçamento para NIS 20 milhões (US$ 5,6 milhões). A Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus interveio no sentido de ajudar, mas esses esforços não são suficientes.
"É preciso compreender que as escolas no leste da Europa não são apenas instituições de ensino", disse o rabino Yechiel Eckstein, que dirige a Sociedade. "Existem muitas crianças órfãs que não têm casas. Sem essas escolas vão ser jogadas na rua". "O que eu não compreendo é, se os judeus em Israel e em todo o mundo não entendem o estado grave dos judeus que vivem lá - ou então que não se importam" ele acrescentou. "Quando eu observo essas condições difíceis, não entendo como ninguém vem para ajudá-los".

População de Israel Chega aos 7,7 Milhões

Escritório Central de Estatísticas: 75,4% da população são de judeus, 20,4% são árabes e 4,2% de outras etnias.

Há 7.695.000 de pessoas residindo atualmente em Israel, de acordo com um estudo realizado pelo Bureau Central de Estatísticas de Israel e divulgado para marcar o fim da primeira década do terceiro milênio.

Desse número, 5.802.000 (75,4%) são judeus, 1.573.000 (20,4%) são árabes e 320.000 (4,2%) são de outras etnias.
As estatísticas mostram que a população de Israel aumentou em 143.000 pessoas (1,9%) em 2010, uma taxa de crescimento semelhante ao do resto da década.

Este ano, Israel absorveu cerca de 16.000 imigrantes, incluindo cerca de 6.000 filhos de pais israelenses e que nasceram no exterior e que se mudaram para Israel. Outras 4.000 pessoas vieram para Israel para reagrupamento familiar.

Cerca de 11.000 israelenses que vivem no estrangeiro, há mais de 12 meses, foram deduzidos do total da população.

Aqui e Agora

Aqui e Agora
É difícil sempre saber o que nos reserva um novo ano. Hoje vi nos olhos de Dilma, por exemplo, um quê pueril, um desejo quase fetal de fazer carinho no Brasil e no mundo. Mas o mundo, quando se nasce para ele, é frio. Como diz Gilberto Gil em "Aqui e agora", "Morrer deve ser tão frio/quanto na hora do parto". Vir ao mundo, sair do aconchego do útero para um ambiente incerto, é tão assustador, diz Gil, quanto aquele momento que precede a hora de nos irmos daqui. A cara de Lula era desse frio na alma: se ele vai voltar mesmo nem ele sabe, pode até querer, mas saber não sabe, ninguém sabe. Para Lula era o frio da morte, para Dilma, era o frio de vir ao mundo, um mundo chuvoso como o do primeiro dia do ano. Mas havia aquele quê pueril em seus olhos. Um desejo de servir bem. Nos cumprimentos, abraçou brancos, negros, judeus, silvícolas, latinos e palestinos. O mundo está aí, o ano está chegado, frio, no maior calor de janeiro. Ninguém sabe nem nunca saberá nada. Por isso vamos terminar essa curta croniqueta de dia primeiro com Gil, de novo, em suas palavras que remetem ao budismo: "O melhor lugar do mundo é aqui/e agora". Pois nenhum momento é igual ao outro e, ao contrário do que dizem, a História nunca, nunca se repete. Vamos aproveitar. Shalom e, num certo aspecto, Shaná Tová.

DESPEDIDA VIRTUAL

Duas iniciativas presidenciais marcaram a despedida de Lula: o caso Battisti e a cessão de terreno federal para Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina-AP.
O primeiro gerou terrível mal estar com um país tradicionalmente amigo do Brasil como a Itália. O segundo insere-se nas iniciativas unilaterais, que de nada acrescentam aos objetivos pretendidos.
Abbas foi recebido entusiasticamente por Lula e Amorim, para festejarem o lançamento da pedra fundamental da “embaixada palestina”.

Pergunta-se:

- Onde fica o país Palestina, e sua capital, para justificar uma embaixada no Brasil?

-Quem representa o povo palestino, atualmente dividido entre Gaza e Cisjordânia?

Os 1,5 milhão de residentes em Gaza seguem os ditames do Hamas e de seu primeiro-ministro Ismail Hanyeh.

Os 2,5 milhões de residentes na Cisjordânia seguem os ditames do Fatah e de seu presidente Mahmoud Abbas.

Vale lembrar que Hamas e Fatah são inimigos mortais!

Doar área no Setor das Embaixadas na capital federal do Brasil, para a construção de uma embaixada de país inexistente, é ato inconsistente que somente trará o afastamento do Brasil da mesa das negociações de paz para a região.

Em matéria de Oriente Médio, Lula fez uma despedida virtual com esta iniciativa unilateral e inócua.

23.12.10

WikiS**ts


Pode não parecer, mas sou contra toda essa bajulação sobre o portal WikiLeaks e seu editor, o australiano Julian Paul Assange, mesmo sendo estudante de Comunicação Social. A pergunta é: como um "zé" como eu pode ter acesso a informações do Pentágono, Kremlin, Casa Rosada, Itamaraty e outros palácios presidenciais? O mais engraçado é que existe uma foto de Assange com sua face grudada no The Guardian, o primeiro jornal comprado por seu compatriota, o mega-magnata das Comunicações Rupert Murdoch, dono da News Corporation, detentora da produtora cinematográfica Twentieth Century Fox. Será que tem alguma coisa a ver...?

Assange não fica longe de Paulo Maluf, José Sarney, José Genoíno e outros políticos safados que conhecemos em terras tupiniquins. Funciona desse jeito: "me dê alguns milhões e não publico essas informações." É assim essa "liberdade de imprensa" que falam desse cara e desse site nem um pouco confiável? Se fosse a liberdade de imprensa que conhecemos, ele publicaria tudo o que sabe sem saber de dinheiro, ou melhor, liberdade de imprensa sem extorsão ou estelionato (convenhamos, jogar supostas informações secretas e pessoas 'comprarem' esse tipo de idéia, pra mim é estelionato!).

Sim, Assange está cheio de querer ser. Não é justo uma pessoa como Chico Mendes morrer assassinado e um "maluquinho" desses aí, livre, leve e solto. Garanto que nem a Interpol gosta e confia no australiano, e nem a CIA, nem as falecidas KGB e Scotland Yard, e nem mesmo a nossa fuleira ABIN. Claro, todas essas estão atrás dele, e com razão. Segundo o que saiu nesse site, o otário, quer dizer, ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, disse que a Venezuela não assusta. Sabemos que não. E existiram pessoas que disseram que o Comandante Chávez iria revidar. Aonde? Com a Dilma eleita? Até ele vai querer um real do Bolsa-Família!

Seja lá o que for, quem gosta do homem e do site - como a Senhorita Start-Cohen, por exemplo, pode continuar a acreditar neles. Eu, bom, confio nas minhas tradicionais fontes: BBC, Reuters, El País, Clarín X, entre outros. Jornais como esses nunca precisaram, ou um dia irão precisar de um Assange e sua quadrilha. Viva a verdadeira liberdade de imprensa, aquela que combate monopólios, e não os ajude por trás, né, Mr. Assange?

Guilherme & Camilla

Ciências Humanas, Comunicação Social, Badminton, tranquilidade, religião.
Fluminense Football Club.

Ciências Exatas, Sistemas de Informação, futebol, impulsividade, estudante de Cabala.
Clube de Regatas do Flamengo.

Karl Marx, Theodor Herzl, David Ben-Gurion.
Grêmio Football Porto-Alegrense.

David Guetta, Julian Assange, Steve Jobs.
Sport Club Internacional.

Amor, paixão, compartilhar carinho e cuidado, tudo pelos sobrinhos.
São Paulo Futebol Clube.

Pequenas Luzes

Todo final de ano é a mesma história.
Bancos, governo, e tudo o que é instituição - seja ela financeira ou não, investe nisso.

Só por dois meses, somente para alguns flashes e nada mais.

São pequenas luzes no mato que brilham,
São olhos admirados que piscam,
E uma avenida que pára .

Prédios enfeitados, corais cantando a todo a vapor, papais-noéis em cena.
Vermelho e branco contrastando, os cristãos consumistas.
Lá no fundo uma Chanukiá encostada, apagada, sem ninguém tirando uma foto sequer.

São pequenas luzes no mato que brilham,
São olhos admirados que piscam,
E crianças pedindo presente.

Para muitos o ano está acabando,
Para bem poucos, o ano só está começando...

Echad (Só Existe Um)

D-us.
Avraham, Moshe Rabeinu, Baal Shem Tov.

Albert Einstein.
Mahatma Gandhi, Martin Luther King.

Ayrton Senna.
Pelé, Diego Maradona, Telê Santana.

Podem vir iguais,
Com a mesma finalidade.
Não terão outros,
Não importa a publicidade.

Marilda, Wanda, Wilma.
Leandro Vinícius, Maíra Cláudia.

Karl Marx.
Vladimir Lenin, Leon Trotsky, Ernesto Guevara.

John Lennon.
Ian Curtis, Jimi Hendrix, Janis Joplin, John Bonham.

Podem vir iguais,
Com a mesma finalidade.
Não terão outros.


Camilla Sedrez.

O Quarto Azul

Parece uma caixa, logo de início, não tem janelas.
Totalmente fechado.

Pode ser celeste.
Entre as paredes, não há distinção entre norte e leste.

Conforme o desespero aumenta,
O quarto se expande.
As lágrimas tocam o chão,
Formando fragmentos de oceano.

Não há nuvens,
Não há noite.
Raios, não existem ultra-violeta.
Mas sim tempestades intermináveis em pequenos copos.

Corredor ou prédio.
Nasce a dor do tédio.
Não há emoção.
Somente a companhia fria da solidão.

Ao abrir os olhos, surge uma Luz...