23.12.10
WikiS**ts
Pode não parecer, mas sou contra toda essa bajulação sobre o portal WikiLeaks e seu editor, o australiano Julian Paul Assange, mesmo sendo estudante de Comunicação Social. A pergunta é: como um "zé" como eu pode ter acesso a informações do Pentágono, Kremlin, Casa Rosada, Itamaraty e outros palácios presidenciais? O mais engraçado é que existe uma foto de Assange com sua face grudada no The Guardian, o primeiro jornal comprado por seu compatriota, o mega-magnata das Comunicações Rupert Murdoch, dono da News Corporation, detentora da produtora cinematográfica Twentieth Century Fox. Será que tem alguma coisa a ver...?
Assange não fica longe de Paulo Maluf, José Sarney, José Genoíno e outros políticos safados que conhecemos em terras tupiniquins. Funciona desse jeito: "me dê alguns milhões e não publico essas informações." É assim essa "liberdade de imprensa" que falam desse cara e desse site nem um pouco confiável? Se fosse a liberdade de imprensa que conhecemos, ele publicaria tudo o que sabe sem saber de dinheiro, ou melhor, liberdade de imprensa sem extorsão ou estelionato (convenhamos, jogar supostas informações secretas e pessoas 'comprarem' esse tipo de idéia, pra mim é estelionato!).
Sim, Assange está cheio de querer ser. Não é justo uma pessoa como Chico Mendes morrer assassinado e um "maluquinho" desses aí, livre, leve e solto. Garanto que nem a Interpol gosta e confia no australiano, e nem a CIA, nem as falecidas KGB e Scotland Yard, e nem mesmo a nossa fuleira ABIN. Claro, todas essas estão atrás dele, e com razão. Segundo o que saiu nesse site, o otário, quer dizer, ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, disse que a Venezuela não assusta. Sabemos que não. E existiram pessoas que disseram que o Comandante Chávez iria revidar. Aonde? Com a Dilma eleita? Até ele vai querer um real do Bolsa-Família!
Seja lá o que for, quem gosta do homem e do site - como a Senhorita Start-Cohen, por exemplo, pode continuar a acreditar neles. Eu, bom, confio nas minhas tradicionais fontes: BBC, Reuters, El País, Clarín X, entre outros. Jornais como esses nunca precisaram, ou um dia irão precisar de um Assange e sua quadrilha. Viva a verdadeira liberdade de imprensa, aquela que combate monopólios, e não os ajude por trás, né, Mr. Assange?
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quinta-feira, dezembro 23, 2010
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Guilherme & Camilla
Ciências Humanas, Comunicação Social, Badminton, tranquilidade, religião.
Fluminense Football Club.
Ciências Exatas, Sistemas de Informação, futebol, impulsividade, estudante de Cabala.
Clube de Regatas do Flamengo.
Karl Marx, Theodor Herzl, David Ben-Gurion.
Grêmio Football Porto-Alegrense.
David Guetta, Julian Assange, Steve Jobs.
Sport Club Internacional.
Amor, paixão, compartilhar carinho e cuidado, tudo pelos sobrinhos.
São Paulo Futebol Clube.
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Pequenas Luzes
Todo final de ano é a mesma história.
Bancos, governo, e tudo o que é instituição - seja ela financeira ou não, investe nisso.
Só por dois meses, somente para alguns flashes e nada mais.
São pequenas luzes no mato que brilham,
São olhos admirados que piscam,
E uma avenida que pára .
Prédios enfeitados, corais cantando a todo a vapor, papais-noéis em cena.
Vermelho e branco contrastando, os cristãos consumistas.
Lá no fundo uma Chanukiá encostada, apagada, sem ninguém tirando uma foto sequer.
São pequenas luzes no mato que brilham,
São olhos admirados que piscam,
E crianças pedindo presente.
Para muitos o ano está acabando,
Para bem poucos, o ano só está começando...
Bancos, governo, e tudo o que é instituição - seja ela financeira ou não, investe nisso.
Só por dois meses, somente para alguns flashes e nada mais.
São pequenas luzes no mato que brilham,
São olhos admirados que piscam,
E uma avenida que pára .
Prédios enfeitados, corais cantando a todo a vapor, papais-noéis em cena.
Vermelho e branco contrastando, os cristãos consumistas.
Lá no fundo uma Chanukiá encostada, apagada, sem ninguém tirando uma foto sequer.
São pequenas luzes no mato que brilham,
São olhos admirados que piscam,
E crianças pedindo presente.
Para muitos o ano está acabando,
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Echad (Só Existe Um)
D-us.
Avraham, Moshe Rabeinu, Baal Shem Tov.
Albert Einstein.
Mahatma Gandhi, Martin Luther King.
Ayrton Senna.
Pelé, Diego Maradona, Telê Santana.
Podem vir iguais,
Com a mesma finalidade.
Não terão outros,
Não importa a publicidade.
Marilda, Wanda, Wilma.
Leandro Vinícius, Maíra Cláudia.
Karl Marx.
Vladimir Lenin, Leon Trotsky, Ernesto Guevara.
John Lennon.
Ian Curtis, Jimi Hendrix, Janis Joplin, John Bonham.
Podem vir iguais,
Com a mesma finalidade.
Não terão outros.
Camilla Sedrez.
Avraham, Moshe Rabeinu, Baal Shem Tov.
Albert Einstein.
Mahatma Gandhi, Martin Luther King.
Ayrton Senna.
Pelé, Diego Maradona, Telê Santana.
Podem vir iguais,
Com a mesma finalidade.
Não terão outros,
Não importa a publicidade.
Marilda, Wanda, Wilma.
Leandro Vinícius, Maíra Cláudia.
Karl Marx.
Vladimir Lenin, Leon Trotsky, Ernesto Guevara.
John Lennon.
Ian Curtis, Jimi Hendrix, Janis Joplin, John Bonham.
Podem vir iguais,
Com a mesma finalidade.
Não terão outros.
Camilla Sedrez.
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O Quarto Azul
Parece uma caixa, logo de início, não tem janelas.
Totalmente fechado.
Pode ser celeste.
Entre as paredes, não há distinção entre norte e leste.
Conforme o desespero aumenta,
O quarto se expande.
As lágrimas tocam o chão,
Formando fragmentos de oceano.
Não há nuvens,
Não há noite.
Raios, não existem ultra-violeta.
Mas sim tempestades intermináveis em pequenos copos.
Corredor ou prédio.
Nasce a dor do tédio.
Não há emoção.
Somente a companhia fria da solidão.
Ao abrir os olhos, surge uma Luz...
Totalmente fechado.
Pode ser celeste.
Entre as paredes, não há distinção entre norte e leste.
Conforme o desespero aumenta,
O quarto se expande.
As lágrimas tocam o chão,
Formando fragmentos de oceano.
Não há nuvens,
Não há noite.
Raios, não existem ultra-violeta.
Mas sim tempestades intermináveis em pequenos copos.
Corredor ou prédio.
Nasce a dor do tédio.
Não há emoção.
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Prova Federal
Terceira tentativa, teórica.
Segunda, na prática.
De volta á região que
Anteriormente me fechou as portas.
Por causa de poucos minutos á mais.
Dois dias,
180 questões,
Nove lances de escada rolante,
Inúmeras falhas pelo país.
Tanto faz a cor do teste,
Tanto faz quantas linhas você escreveu em sua redação,
Tanto faz se as ciências eram da natureza ou se eram humanas.
É fundamental a mediocridade do nosso ensino.
É superior a nossa desigualdade.
Será que temos jeito?
Ou vamos de vez afundar?
Ter mais alunos de escola pública em faculdade particular...?
Segunda, na prática.
De volta á região que
Anteriormente me fechou as portas.
Por causa de poucos minutos á mais.
Dois dias,
180 questões,
Nove lances de escada rolante,
Inúmeras falhas pelo país.
Tanto faz a cor do teste,
Tanto faz quantas linhas você escreveu em sua redação,
Tanto faz se as ciências eram da natureza ou se eram humanas.
É fundamental a mediocridade do nosso ensino.
É superior a nossa desigualdade.
Será que temos jeito?
Ou vamos de vez afundar?
Ter mais alunos de escola pública em faculdade particular...?
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19.12.10
Por que nós esquecemos a "Partilha da Palestina"? (Marx Golgher)
É mais do que sabido que o principal desafio de Israel em nossos dias é o enfrentamento da campanha de deslegitimação desfechada pela esdrúxula frente islamo-esquerdista, uma mixórdia ideológica de fundamentalismo religioso pregado pelo profeta Maomé misturado com materialismo dialético de Karl Marx (que deve ter se remoído na tumba...), a fazer de tudo para justificar a destruição física de Israel, “varrendo-o do mapa”, agora, sob a liderança e patrocinio da República Islâmica do Irã. A desenvoltura com que atua essa frente preocupa-nos muito, na medida em que cada vez mais se evidencia se multiplica os efeitos nocivos da publicidade islamo-esquerdista na carência de Relações Públicas, “public diplomacy” israelense, deixando campear livre na opinião pública mistificações, calúnias e difamações a conquistar corações e mentes em todos os continentes.
Lembremos que Israel e mundo judaico justamente festejava até a bem pouco tempo a justa Resolução n. 181 da Assembléia Geral da ONU de 29.11.1947, que cassou o mandato britânico na Palestina, criando em seu lugar dois Estados independentes, um judeu, outro árabe, consagrando afinal o direito de ambos os povos à sua autodeterminação. Com isso, Israel tornou-se uma das poucas nações do mundo a ter um certificado de legitimidade outorgado pelas Nações Unidas em 29.11.1947, inclusive com os votos da União Soviética e dos Estados Unidos, proclamando, por si só, “urbis et orbis” a legalidade e legitimidade existência de Israel. Daí, a minha perplexidade, com a atitude de Israel em deixar passar em “brancas nuvens”, como nada tivesse ocorrido na ONU o dia da Partilha, nenhuma palavra, nenhum pio, nem um balido de ovelha partiu de Israel na lembrança do que foi, e é, o mais relevante reconhecimento do mundo civilizado e democrático do direito à autodeterminação do povo judeu, depois de 1813 anos de Diáspora sem-Estado. Alienação completa, situação resultante dos fatores dominantes da sociedade israelense, e por ele caracterizada sobretudo no esquecimento do trabalho do povo judeu, de tal modo que produza coisas que imediatamente separadas dos interesses e do alcance de quem as produziu- o povo judeu, para se transformarem num lixo político-histórico e social? Por esse vácuo perpassou a celebração do 29 de novembro de 2.010, por parte do Islã radical, predominando a idéia de que foi uma “Nakba”- catástrofe sem remissão, sem paz, apagando orwellianamente a realidade histórica, a gerar sentimentos anti-Israel, antissemitas, como se a Resolução da 181 da ONU não tivesse aprovado a justa divisão da Palestina Britânica, mas gerado uma situação de odiosa opressão do povo palestino. Além de cuspir na memória histórica de tantos judeus e não-judeus, que se bateram pela “partilha” na ONU, tal alienação joga no lixo a certidão de legitimidade internacional, ajudando paradoxalmente a onda de deslegitimação de Israel. Esquecer a Partilha não é apenas um eventual erro, é favorecer paradoxalmente os piores inimigos de Israel. É isso.
Lembremos que Israel e mundo judaico justamente festejava até a bem pouco tempo a justa Resolução n. 181 da Assembléia Geral da ONU de 29.11.1947, que cassou o mandato britânico na Palestina, criando em seu lugar dois Estados independentes, um judeu, outro árabe, consagrando afinal o direito de ambos os povos à sua autodeterminação. Com isso, Israel tornou-se uma das poucas nações do mundo a ter um certificado de legitimidade outorgado pelas Nações Unidas em 29.11.1947, inclusive com os votos da União Soviética e dos Estados Unidos, proclamando, por si só, “urbis et orbis” a legalidade e legitimidade existência de Israel. Daí, a minha perplexidade, com a atitude de Israel em deixar passar em “brancas nuvens”, como nada tivesse ocorrido na ONU o dia da Partilha, nenhuma palavra, nenhum pio, nem um balido de ovelha partiu de Israel na lembrança do que foi, e é, o mais relevante reconhecimento do mundo civilizado e democrático do direito à autodeterminação do povo judeu, depois de 1813 anos de Diáspora sem-Estado. Alienação completa, situação resultante dos fatores dominantes da sociedade israelense, e por ele caracterizada sobretudo no esquecimento do trabalho do povo judeu, de tal modo que produza coisas que imediatamente separadas dos interesses e do alcance de quem as produziu- o povo judeu, para se transformarem num lixo político-histórico e social? Por esse vácuo perpassou a celebração do 29 de novembro de 2.010, por parte do Islã radical, predominando a idéia de que foi uma “Nakba”- catástrofe sem remissão, sem paz, apagando orwellianamente a realidade histórica, a gerar sentimentos anti-Israel, antissemitas, como se a Resolução da 181 da ONU não tivesse aprovado a justa divisão da Palestina Britânica, mas gerado uma situação de odiosa opressão do povo palestino. Além de cuspir na memória histórica de tantos judeus e não-judeus, que se bateram pela “partilha” na ONU, tal alienação joga no lixo a certidão de legitimidade internacional, ajudando paradoxalmente a onda de deslegitimação de Israel. Esquecer a Partilha não é apenas um eventual erro, é favorecer paradoxalmente os piores inimigos de Israel. É isso.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Marx Golgher
Aluguéis para Não-Judeus – Rabinos da Diáspora Conclamam seus Colegas de Israel
Mais de 750 rabinos e celebrantes assinaram uma carta pedindo aos seus colegas israelenses para que protestem contra uma decisão emitida por 39 rabinos municipais que proíbe a locação de imóveis para não-judeus.
Líderes espirituais de todas as denominações assinaram a carta, que teve a iniciativa do ‘New Israel Fund ‘ (Fundo Novo Israel). A carta ficou disponível por dois dias para as assinaturas e divulgada na terça-feira passada.
‘A recente decisão haláquica de rabinos da comunidade de Israel, que proíbe a locação de apartamentos para não-judeus, causou grande choque e dor em nossas comunidades’ foi dito na carta. ‘A tentativa de implantar raízes de políticas discriminatórias que tem como base a religião ou etnia é uma distorção dolorosa da nossa tradição’. E conclui: ‘Pelo bem de nosso povo, da nossa Toráh e de Israel, nós rogamos para que assumam uma posição pública forte e se oponham àqueles que deturpam as nossas tradições’.

Os signatários incluem rabinos e celebrantes de correntes reformistas, reconstrucionistas, conservadoras e ortodoxas. Entre eles estão o rabino Marc Angel, rabino emérito da Congregação Shearith Israel, a histórica sinagoga espanhola e portuguesa em Nova York, o rabino Michael Lerner, editor da Tikun, uma revista progressista judaica e inter-religiosa, com base em Berkeley na Califórnia; o rabino Leonard Levin do Seminário Teológico Judaico da América, o rabino Rachel Cowan, diretor do Instituto da Espiritualidade Judaica, e Sandy Eisenberg Sasso, a primeira mulher a se tornar uma rabina reconstructionista, quando foi ordenada sacerdote em 1974. A maior parte dos signatários é dos Estados Unidos, e com um número significativo do Canadá e da Grã-Bretanha e um punhado de pequenas comunidades.
Muitos líderes rabínicos em Israel condenaram essa decisão, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Na segunda-feira o rabino Aharon Lichtenstein, Rosh Yeshivá da Yeshivá Har Etzion em Israel, divulgou uma carta dirigida aos rabinos que assinaram a decisão pela qual os repreendem por um mau julgamento e sabedoria falha ao assinar a sentença.
‘Eu li o documento que vocês disseminaram por todo o país’ começa a carta. ‘Quando li as tuas palavras, fiquei bastante impressionado pela determinação obstinada inerente ao seu amor pela terra e seu amor pela nação que nela habita. No entanto, preocupa-me que, neste caso, o seu amor tenha prejudicado o seu julgamento. Para dizer o mínimo, é preciso perguntar se esta é uma batalha que vale a pena que seja lutada Além do julgamento, a sabedoria dessa batalha parece ser também defeituosa’.
O procurador-geral israelense está analisando se os rabinos que decidiram contra o aluguel para não-judeus violaram a lei na sua qualidade de funcionários do governo.
Líderes espirituais de todas as denominações assinaram a carta, que teve a iniciativa do ‘New Israel Fund ‘ (Fundo Novo Israel). A carta ficou disponível por dois dias para as assinaturas e divulgada na terça-feira passada.
‘A recente decisão haláquica de rabinos da comunidade de Israel, que proíbe a locação de apartamentos para não-judeus, causou grande choque e dor em nossas comunidades’ foi dito na carta. ‘A tentativa de implantar raízes de políticas discriminatórias que tem como base a religião ou etnia é uma distorção dolorosa da nossa tradição’. E conclui: ‘Pelo bem de nosso povo, da nossa Toráh e de Israel, nós rogamos para que assumam uma posição pública forte e se oponham àqueles que deturpam as nossas tradições’.

Os signatários incluem rabinos e celebrantes de correntes reformistas, reconstrucionistas, conservadoras e ortodoxas. Entre eles estão o rabino Marc Angel, rabino emérito da Congregação Shearith Israel, a histórica sinagoga espanhola e portuguesa em Nova York, o rabino Michael Lerner, editor da Tikun, uma revista progressista judaica e inter-religiosa, com base em Berkeley na Califórnia; o rabino Leonard Levin do Seminário Teológico Judaico da América, o rabino Rachel Cowan, diretor do Instituto da Espiritualidade Judaica, e Sandy Eisenberg Sasso, a primeira mulher a se tornar uma rabina reconstructionista, quando foi ordenada sacerdote em 1974. A maior parte dos signatários é dos Estados Unidos, e com um número significativo do Canadá e da Grã-Bretanha e um punhado de pequenas comunidades.
Muitos líderes rabínicos em Israel condenaram essa decisão, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Na segunda-feira o rabino Aharon Lichtenstein, Rosh Yeshivá da Yeshivá Har Etzion em Israel, divulgou uma carta dirigida aos rabinos que assinaram a decisão pela qual os repreendem por um mau julgamento e sabedoria falha ao assinar a sentença.
‘Eu li o documento que vocês disseminaram por todo o país’ começa a carta. ‘Quando li as tuas palavras, fiquei bastante impressionado pela determinação obstinada inerente ao seu amor pela terra e seu amor pela nação que nela habita. No entanto, preocupa-me que, neste caso, o seu amor tenha prejudicado o seu julgamento. Para dizer o mínimo, é preciso perguntar se esta é uma batalha que vale a pena que seja lutada Além do julgamento, a sabedoria dessa batalha parece ser também defeituosa’.
O procurador-geral israelense está analisando se os rabinos que decidiram contra o aluguel para não-judeus violaram a lei na sua qualidade de funcionários do governo.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Israel
Nova Exposição Conta a História dos Bnei Menashe
Uma exposição criada pela Organização Shavei Israel retrata a vida diária da comunidade em Israel e no nordeste da Índia e narra o seu regresso ao povo judeu depois de séculos de isolamento.
Em reconhecimento à absorção bem sucedida dos Bnei Menashe em Israel o Ministro da Absorção de Imigrantes Sofa Landver, irá inaugurar uma nova exposição que descreve a história dessa comunidade única. Esta exposição, que foi criada pela organização Shavei Israel, retrata a vida diária da comunidade em Israel e no nordeste da Índia, onde a maioria ainda hoje reside, e narra o seu retorno para o povo judeu depois de séculos de isolamento.

A exposição será aberta nesta quarta-feira (22.12) no Ministério da Absorção de Imigrantes, em Jerusalém. A cerimônia será realizada com a presença do Ministro Landver; Michael Freund que é o fundador e presidente da Shavei Israel; Malachi Levinger que é o chefe da municipalidade árabe de Kiryat, e líderes da comunidade Bnei Menashe.
Os Bnei Menashe (em hebraico para os ‘filhos de Manasses’ afirmam que são descendentes de uma das Dez Tribos Perdidas de Israel, que foram enviadas para o exílio pelo Império Assírio há mais de 27 séculos. Eles vivem nos estados de Manipur e Mizoram na fronteira nordeste da Índia.

Durante o seu exílio, os Bnei Menashe, no entanto continuaram a praticar o judaísmo como seus ancestrais, inclusive observando o Shabat, mantendo-se kasher, comemorando as festas e seguindo as leis de pureza familiar. E eles continuaram a alimentar o sonho de um dia retornar à terra dos seus antepassados, à Terra de Israel. Nos últimos anos a Shavei Israel já trouxe cerca de 1.700 Bnei Menashe para o retorno à casa de Sion. Outros 7.200 ainda permanecem na Índia, esperando o dia em que também retornarão para Israel e para o povo judeu.
Em reconhecimento à absorção bem sucedida dos Bnei Menashe em Israel o Ministro da Absorção de Imigrantes Sofa Landver, irá inaugurar uma nova exposição que descreve a história dessa comunidade única. Esta exposição, que foi criada pela organização Shavei Israel, retrata a vida diária da comunidade em Israel e no nordeste da Índia, onde a maioria ainda hoje reside, e narra o seu retorno para o povo judeu depois de séculos de isolamento.

A exposição será aberta nesta quarta-feira (22.12) no Ministério da Absorção de Imigrantes, em Jerusalém. A cerimônia será realizada com a presença do Ministro Landver; Michael Freund que é o fundador e presidente da Shavei Israel; Malachi Levinger que é o chefe da municipalidade árabe de Kiryat, e líderes da comunidade Bnei Menashe.
Os Bnei Menashe (em hebraico para os ‘filhos de Manasses’ afirmam que são descendentes de uma das Dez Tribos Perdidas de Israel, que foram enviadas para o exílio pelo Império Assírio há mais de 27 séculos. Eles vivem nos estados de Manipur e Mizoram na fronteira nordeste da Índia.

Durante o seu exílio, os Bnei Menashe, no entanto continuaram a praticar o judaísmo como seus ancestrais, inclusive observando o Shabat, mantendo-se kasher, comemorando as festas e seguindo as leis de pureza familiar. E eles continuaram a alimentar o sonho de um dia retornar à terra dos seus antepassados, à Terra de Israel. Nos últimos anos a Shavei Israel já trouxe cerca de 1.700 Bnei Menashe para o retorno à casa de Sion. Outros 7.200 ainda permanecem na Índia, esperando o dia em que também retornarão para Israel e para o povo judeu.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Jerusalém
Encontro de Mulheres Rabinas nos EUA
Lynne Kern quando tinha apenas 13 anos de idade sabia que queria ser uma rabina, mesmo que em 1970 não houvesse rabinos do sexo feminino que servissem como modelos.
Então Kern se tornou uma escritora, ganhando um Prêmio Pulitzer de jornalismo. Mas ela nunca esqueceu a sua paixão, e em 2001 ela completou os seus estudos rabínicos e foi ordenada como rabina conservadora pela University of Judaism (Universidade de Judaísmo) de Los Angeles.
Agora, quatro décadas desde o seu bat mitzvah, Kern está trabalhando com a cineasta Ronda Spinak na preparação de um documentário sobre rabinos do sexo feminino. Na semana passada Kern estava por detrás das câmeras em Boston filmando um painel de discussão no qual estavam as primeiras quatro mulheres a se tornarem rabinas, em suas respectivas denominações.
A mais recente adição ao grupo foi a Rabba Sara Hurwitz, que ostenta o título, uma versão feminina de ‘rabino’, que lhe conferido há cerca de um ano por um rabino ortodoxo moderno, Avi Weiss.

O evento de dezembro foi a primeira vez que reuniu as quatro mulheres - Hurwitz, a rabina reformista Sally Priesand, a rabina reconstructionista Sandy Eisenberg Sasso e a rabina conservadora Amy Eilberg. Um público de 600 homens e mulheres lotou o Templo Reyim, perto de Boston.
"Essas mulheres fazem parte da minha narrativa, parte da minha história que eu conto', disse Hurwitz à JTA. Ficar de frente com essas verdadeiras pioneiras me causou um enorme sentimento de admiração".
O evento intitulado "Raising Up the Light (Colocando a Luz Mais Alto, em tradução livre)" teve o patrocínio do Conselho das Sinagogas de Massachusetts. Em uma comovente homenagem, 50 rabinas de toda a região que estavam na platéia foram chamadas até a bimah para se juntarem às debatedoras num certo momento do evento.
"Quando comecei, não havia ninguém. Eu estava sozinha", disse Eisenberg Sasso. "Agora eu não estou mais sozinha".
Priesand foi a primeira mulher que quebrou a barreira do rabinato, quando foi ordenada pelo movimento reformista em 1972. A reconstructionista Eisenberg Sasso veio um ano depois. E transcorreu mais de uma década até a ordenação de Eilberg em 1985 pelo movimento conservador Jewish Theological Seminary of America.
Hoje existem 167 mulheres rabinas reconstructionistas - cerca de metade dos rabinos ordenados pelo movimento desde o ano de 1974. O movimento conservador tem 273 rabinos do sexo feminino em todo o mundo entre um total de 1648. O movimento reformista informa que tem 575 rabinos do sexo feminino na América do Norte.
Hurwitz é a única mulher ortodoxa que ostenta o título de Raba, Weiss informou que não irá outorgar o título para outras mulheres que forem diplomadas no futuro pelo instituto que ele está promovendo para o treinamento de mulheres. A principal associação ortodoxa moderna rabínica, o "Rabbinical Council of America (Conselho Rabínico da América)" se pronunciou contra a ordenação de mulheres como rabinos.
Então Kern se tornou uma escritora, ganhando um Prêmio Pulitzer de jornalismo. Mas ela nunca esqueceu a sua paixão, e em 2001 ela completou os seus estudos rabínicos e foi ordenada como rabina conservadora pela University of Judaism (Universidade de Judaísmo) de Los Angeles.
Agora, quatro décadas desde o seu bat mitzvah, Kern está trabalhando com a cineasta Ronda Spinak na preparação de um documentário sobre rabinos do sexo feminino. Na semana passada Kern estava por detrás das câmeras em Boston filmando um painel de discussão no qual estavam as primeiras quatro mulheres a se tornarem rabinas, em suas respectivas denominações.
A mais recente adição ao grupo foi a Rabba Sara Hurwitz, que ostenta o título, uma versão feminina de ‘rabino’, que lhe conferido há cerca de um ano por um rabino ortodoxo moderno, Avi Weiss.

O evento de dezembro foi a primeira vez que reuniu as quatro mulheres - Hurwitz, a rabina reformista Sally Priesand, a rabina reconstructionista Sandy Eisenberg Sasso e a rabina conservadora Amy Eilberg. Um público de 600 homens e mulheres lotou o Templo Reyim, perto de Boston.
"Essas mulheres fazem parte da minha narrativa, parte da minha história que eu conto', disse Hurwitz à JTA. Ficar de frente com essas verdadeiras pioneiras me causou um enorme sentimento de admiração".
O evento intitulado "Raising Up the Light (Colocando a Luz Mais Alto, em tradução livre)" teve o patrocínio do Conselho das Sinagogas de Massachusetts. Em uma comovente homenagem, 50 rabinas de toda a região que estavam na platéia foram chamadas até a bimah para se juntarem às debatedoras num certo momento do evento.
"Quando comecei, não havia ninguém. Eu estava sozinha", disse Eisenberg Sasso. "Agora eu não estou mais sozinha".
Priesand foi a primeira mulher que quebrou a barreira do rabinato, quando foi ordenada pelo movimento reformista em 1972. A reconstructionista Eisenberg Sasso veio um ano depois. E transcorreu mais de uma década até a ordenação de Eilberg em 1985 pelo movimento conservador Jewish Theological Seminary of America.
Hoje existem 167 mulheres rabinas reconstructionistas - cerca de metade dos rabinos ordenados pelo movimento desde o ano de 1974. O movimento conservador tem 273 rabinos do sexo feminino em todo o mundo entre um total de 1648. O movimento reformista informa que tem 575 rabinos do sexo feminino na América do Norte.
Hurwitz é a única mulher ortodoxa que ostenta o título de Raba, Weiss informou que não irá outorgar o título para outras mulheres que forem diplomadas no futuro pelo instituto que ele está promovendo para o treinamento de mulheres. A principal associação ortodoxa moderna rabínica, o "Rabbinical Council of America (Conselho Rabínico da América)" se pronunciou contra a ordenação de mulheres como rabinos.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Escola de Alta Culinária Kasher em Nova York

Por Michael M. Grynbaum
Escolas de Culinária causaram sérias frustrações para Seth Warshaw, o chef executivo e proprietário da Etc. Steakhouse, um restaurante kasher em Teaneck em Nova Jersey. Ele tinha se matriculado em uma prestigiosa escola de culinária em Nova York, mas logo ficaram claras as suas restrições religiosas em relação a importantes aspectos da fina culinária francesa - como os saborosos molhos e sedutores crustáceos – todos não-permitidos.
‘Eu fiquei lá com uma garrafa de água, bebendo enquanto todos comiam’ lembrou Warshaw, com um pouco de dor na voz. ‘Eu não comi o foie gras. Eu queria. Eu queria levar para casa e tomar um banho com ele’.
Warshaw, um judeu observante que havia sido convidado a refletir sobre este tema, enquanto ele se encontrava em um papel incomum no domingo: `The Next Great Kosher Chef` (O Próximo Grande Chef da Culinária Kasher, em tradução livre); como juiz para a gravação de uma competição culinária totalmente kasher, e que foi realizada em uma cozinha comercial em Long Island City no Queens.

O evento foi promovido pelo ‘Center for Kosher Culinary Arts (Centro de Artes Culinárias Kasher, em tradução livre), uma organização fundada há três anos em Midwood no Brooklyn, que oferece treinamento e instruções para chefs kasher que buscam os segredos para um jantar elegante, que não seja ‘treif’ ou não-kasher. Seus fundadores afirmam que essa escola é a única academia de culinária kasher fora do Estado de Israel.
‘Se pode vir, se pode saborear, se pode comer’ diz Elka Pinson, uma das proprietárias da escola aos seus alunos. Nos institutos seculares ‘vocês pagam US$ 45.000 e não podem provar nada’.
Para a promoção do seu currículo e da vasta arte da culinária kasher, a escola pediu aos concorrentes para participarem de um dia inteiro na preparação de pratos kasher. O prêmio: uma bolsa de estudos para um curso de formação com 152 horas, que a Sra. Pinson informa que custa US$ 5.000.
Porém chefs profissionais não poderiam competir. Batsheva Goldstein de 32 anos, participante do Brooklyn, coziinha constantemente em casa e sonha em apresentar um programa na ‘Food Network’, mas trabalha como enfermeira. ‘É um trabalho que eu posso ganhar um salário’ disse ela, rindo.

Enquanto uma equipe de filmagem registrava o processo - os organizadores esperam que o filme desperte o interesse da mídia - os participantes tinham que realizar uma série de tarefas vagamente sádicas. Primeiro passo: bater uma dúzia de ovos até que ficassem sob a forma de um merengue, cortar uma juliana de cenouras com um cortador na forma de bandolim, escrever algumas palavras com creme de confeiteiro e tirar escamas de um peixe, tudo em 15 minutos.
Isso depois de um exame escrito pelo qual os participantes comentaram sobre a proibição em Nova Iorque de gorduras trans e identificar o animal kasher nas seguintes opções: camelo, girafa, zebra e lebre. (Resposta: girafa).
Enquanto os competidores batalhavam na cozinha, muitos espectadores mandaram opiniões elogiosas em relação da palavra culinária estar firmemente ligada com a palavra kasher.
‘Isso é uma coisa extremamente necessária no mundo kasher’ disse Zacarias Mehler, um crítico de restaurantes que se especializa em refeições kasher. ‘Havia uma época que o vinho kasher era extremamente pesado como o Concord Málaga’. ‘Agora podermos nos encontrar em breve em exposições de comidas e vinhos, e haverá 800 marcas.
Elan Kornblum, um dos juízes, publica um anuário internacional de restaurantes kasher de alto nível em cidades como Nova York, Montreal e Paris. ‘Kasher está sempre atrás cinco anos do mundo não-kasher’ ele observou. Uma das importações mais recentes é o sushi, que também foi o prato principal do almoço daquele dia. ‘O atum, o salmão estão muito bons’ comentou Kornblum disse. ‘Mas sem camarão ou caranguejo’.
Mas as gerações atuais estão também provocando mudanças que estão ajudando para que a culinária kasher dê um salto para os fãs da cozinha‘. No passado você via a sua avó ou a sua mãe na cozinha’ afirmou Kornblum. ‘Agora não há nada de vergonhoso para um homem preparar uma refeição para os seus amigos’.
Para a rodada final cada competidor preparou um prato principal de frango com acompanhamento de abóbora e outros legumes. Todos foram fortemente condimentados.

O primeiro prêmio foi para Jasmine Einalhori de 22 anos, que estará recebendo o seu diploma na próxima semana em hotelaria pela New York University. Nascida em Los Angeles, com raízes persas e israelenses Jasmine disse que queria trabalhar em restaurantes, mas rejeitava a idéia de uma escola de culinária secular, porque ela não poderia provar alguns dos alimentos. ‘Seria como uma tortura’. Com a bolsa, ela disse, ela será capaz de fazer o seu primeiro curso formal de culinária. E ela tem planos maiores no horizonte. ‘Eu quero ser a Danny Meyer kasher’, disse ela com um sorriso enquanto segurava o certificado de primeiro-prêmio.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Tânia Greif)

TÂNIA GREIF
A arquiteta carioca Tânia Greif, de 45 anos, é a entrevistada desta semana da série de entrevistas com brasileiros que moram em Israel. Casada com o conhecido músico brasileiro Bá Freyre, ela cria três filhos (Uzi, de 18 anos, Arik, de 16 e Maya, de 11) na cidade costeira de Natanya.
1) Tânia, quando você veio morar em Israel?
No final de 1988, dois antes antes do começo da aliá russa. Foi uma época difícil por causa do preconceito em relação aos imigrantes. Mas ser brasileira abriu muitas portas para mim. Meu primeiro empregador me escolheu só porque gostava de Gal Costa. Posso dizer que devo minha vida profissional à Gal Costa...
No final de 1988, dois antes antes do começo da aliá russa. Foi uma época difícil por causa do preconceito em relação aos imigrantes. Mas ser brasileira abriu muitas portas para mim. Meu primeiro empregador me escolheu só porque gostava de Gal Costa. Posso dizer que devo minha vida profissional à Gal Costa...
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Minha família sempre foi sionista. Depois que minha irmã voltou do shnat (um ano de estudos em Israel), em 1986, ela decidiu morar em Israel. A família inteira resolveu seguí-la. Primero vim eu, depois meus pais. Eu tinha 22 anos e vim como quem vai para Teresópolis. Não me programei muito. Mas fui ficando...
Minha família sempre foi sionista. Depois que minha irmã voltou do shnat (um ano de estudos em Israel), em 1986, ela decidiu morar em Israel. A família inteira resolveu seguí-la. Primero vim eu, depois meus pais. Eu tinha 22 anos e vim como quem vai para Teresópolis. Não me programei muito. Mas fui ficando...
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da segurança que a gente sente aqui. A segurança de poder deixar as crianças saírem pelas ruas, de noite, com os amigos, sem paranóias. Gosto também da solidariedade do povo nas horas difíceis, vide o caso do incêndio no Monte Carmel, no mês passado.
Da segurança que a gente sente aqui. A segurança de poder deixar as crianças saírem pelas ruas, de noite, com os amigos, sem paranóias. Gosto também da solidariedade do povo nas horas difíceis, vide o caso do incêndio no Monte Carmel, no mês passado.
4) Do que menos você gosta?
Da grosseria do pessoal. Não me acostumo depois de tantos anos. E do trânsito. As pessoas aqui são muito fominhas atrás do volante. O sinal ainda está amarelo e já começam a buzinar...
Da grosseria do pessoal. Não me acostumo depois de tantos anos. E do trânsito. As pessoas aqui são muito fominhas atrás do volante. O sinal ainda está amarelo e já começam a buzinar...
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Amo Cesaréia, principalmente o contraste entre a parte velha e a nova.
Amo Cesaréia, principalmente o contraste entre a parte velha e a nova.
6) Qual é o lugar menos agradável?
A área da rodoviária velha de Tel Aviv. Dá medo.
A área da rodoviária velha de Tel Aviv. Dá medo.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Matate”(vassoura), “bakbuk” (garrafa), meshushe (hexágono). E todas que têm sílabas repetidas assim.
“Matate”(vassoura), “bakbuk” (garrafa), meshushe (hexágono). E todas que têm sílabas repetidas assim.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Cacha” (algo como “desse jeito”). Principalmente quando é dito em resposta a “por quê?”. É uma maneira de responder sem dar explicação.
“Cacha” (algo como “desse jeito”). Principalmente quando é dito em resposta a “por quê?”. É uma maneira de responder sem dar explicação.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Existe comida israelense? Aqui tem muito falafel, humus, burrecas... Mas não gosto muito não. Gosto mesmo é dos chocolates daqui. São uma delícia.
Existe comida israelense? Aqui tem muito falafel, humus, burrecas... Mas não gosto muito não. Gosto mesmo é dos chocolates daqui. São uma delícia.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Só venha se amar muito o país. E não venha esperando receber nada. O país é difícil e a adaptação não é fácil. Mas quanto você aprende a entender a realidade daqui, fica mais fácil.(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Livro de Autor Israelense é Classificado em Oitavo Lugar no "Best Books of 2010"
O livro do autor israelense David Grossman "To the End of the Land (Para os Confins da Terra, em tradução livre)" traduzido para o inglês por Jessica Cohen, foi classificado na oitava posição no "Best Books of 2010", lista publicada pelo site da Amazon.
Este livro de Grossman, que foi publicado em setembro passado, está em boa companhia entre Stieg Larsson com o "The Girl Who Kicked the Hornet’s Nest", classificado em sétimo lugar, e "Just Kids" de Patti Smith, que conta a história da sua complexa relação com o lendário fotógrafo Robert Mapplethorpe - em nono lugar na lista.
O livro que encabeçou a lista da Amazon foi o de Rebecca Skloot "The Immortal Life of Henrietta Lacks (A vida imortal de Henrietta Lacks, em tradução livre)", que descreve a vida de uma mulher pobre que sem saber contribuiu para a investigação de câncer devido à sua condição única de saúde. Na opinião editorial da Amazon sobre o livro de Grossman, Tom Nissley escreveu: "O ‘To The End of the Land" é um livro de luto por aqueles que não estão mortos, é o lamento de uma mãe para a vida durante uma guerra cujo fim não era possível prever. Ao mesmo tempo, é alegre e quase dolorosamente vivo, cheio ao ponto de ruptura de emoções e detalhes de um cotidiano interminável de algumas vidas profundamente imaginadas.
Grossman constrói um retrato impressionante, como expressa nas palavras de uma das personagens, de ‘milhares de momentos, horas e dias que fazem parte de uma pessoa no mundo, e do poder de guerra para a destruição de uma pessoa, quando - ou principalmente - quando sobrevivem a suas cruéis demandas’. No site os leitores também deram feedbacks positivos sobre o livro, classificando-o com uma média de quatro estrelas.
Este livro de Grossman, que foi publicado em setembro passado, está em boa companhia entre Stieg Larsson com o "The Girl Who Kicked the Hornet’s Nest", classificado em sétimo lugar, e "Just Kids" de Patti Smith, que conta a história da sua complexa relação com o lendário fotógrafo Robert Mapplethorpe - em nono lugar na lista.


(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Não existe razão para o ódio!
6ª feira passada (17/12), 10 de Tevêt no calendário judaico marca o início do cerco de Jerusalém pelos exércitos do imperador da Babilônia, Nabucodonosor, que levou à conquista da cidade, à destruição do Templo Sagrado e à expulsão do povo de Israel de sua terra.

"Devido ao ódio infundado entre os judeus" – conclui o Talmud – "Jerusalém foi destruída." Por quê – perguntou o Rebe – o Talmud insiste em dizer que o ódio era "infundado"? Não havia motivos, tanto ideológicos quanto pragmáticos, para as divisões entre os judeus? Mas nenhuma razão, disse o Rebe, é motivo suficiente para o ódio. A mutualidade de nosso destino é muito mais profunda que qualquer possível causa para animosidade. Todo ódio, então, é infundado.
Portanto, se o "ódio infundado" foi a causa da destruição, continua o Rebe, seu remédio é o "amor infundado" – nossa redescoberta da unidade intrínseca que supera todos os motivos para a discórdia e os conflitos.
Reze por Jerusalém, encoraje e ajude seus defensores, e demonstre amor ao próximo judeu – não importa o quanto ele ou ela seja diferente de você. Pois se existe uma virtude redentora em estar sitiado, é a oportunidade de perceber que estamos juntos nisso tudo.
Beit Lubavitch de Copacabana - RJ
Portanto, se o "ódio infundado" foi a causa da destruição, continua o Rebe, seu remédio é o "amor infundado" – nossa redescoberta da unidade intrínseca que supera todos os motivos para a discórdia e os conflitos.
Reze por Jerusalém, encoraje e ajude seus defensores, e demonstre amor ao próximo judeu – não importa o quanto ele ou ela seja diferente de você. Pois se existe uma virtude redentora em estar sitiado, é a oportunidade de perceber que estamos juntos nisso tudo.
Beit Lubavitch de Copacabana - RJ
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
GÊNIO JUDEU É PERSONALIDADE DO ANO DA TIME
Mark Zuckerberg é eleito a personalidade do ano pela revista Time, títulos já dados a Gandhi, Rainha Elisabeth e Barack Obama. O Fundador da rede social Facebook foi o escolhido de 2010 por manter pessoas do mundo inteiro interligadas umas às outras através da internet e também por começar a criar uma fortuna bilionária aos 19 anos.
Hoje com 26 anos é bilionário influente, segundo adjetivo dado pela revista Time, que o indicou nesta última quarta-feira a personalidade do ano 2010. Segundo a revista Time, “Mark foi premiado por conectar mais de 500 milhões de pessoas e mapear as relações entre elas; por ter criado um novo sistema de compartilhamento de informações e por ter mudado a forma como vivemos hoje”.


Discreto e de pouca fala sobre o negócio que ajudou a criar, o brasileiro Eduardo, hoje também bilionário, não quis comentar nada sobre a escolha do seu ex-amigo como a personalidade do ano 2010. Eduardo hoje vive entre Ásia e Estados Unidos ao lado de belas mulheres.
A vida de Mark, Eduardo e do Facebook virou um filme, intitulado “A rede social”, em cartaz no Brasil, sendo um sucesso de crítica e assim, recebendo seis indicações ao Globo de Ouro e um dos filmes favoritos ao Oscar.
O nome de Mark a escolha da personalidade do ano da Time, deixou para trás nomes como Julian Assange e Hamid Karzai, presidente do Afeganistão. Escrito no próprio Facebook, Mark agradece a escolha feita pela revista, “Ser escolhido a personalidade do ano da Time é uma grande honra e um reconhecimento de que nossa pequena equipe está construindo algo que milhões de pessoas querem usar para fazer do mundo um lugar mais aberto e conectado”.
Hoje com 26 anos é bilionário influente, segundo adjetivo dado pela revista Time, que o indicou nesta última quarta-feira a personalidade do ano 2010. Segundo a revista Time, “Mark foi premiado por conectar mais de 500 milhões de pessoas e mapear as relações entre elas; por ter criado um novo sistema de compartilhamento de informações e por ter mudado a forma como vivemos hoje”.

Esta história começou quando Mark, ainda na universidade americana de Havard, via as meninas e as tentava paquerar, mas sem sucesso, sendo assim, teve a idéia de criar um site com perfis das pessoas e no qual essas pudessem também se comunicar. Na época um dos então, amigos de Mark, o brasileiro Eduardo Saverin, topou a parada e entrou junto no negócio aplicando US$ 1 mil.
Mas mal sabia os meninos que hoje a empresa valeria mais de US$ 40 bilhões e que de cada 12 pessoas no mundo, uma teria conta no Facebook. Mas também, com o tempo, o brasileiro Eduardo foi aos poucos, sendo colocado de fora da valiosa rede social, ficando assim, totalmente de fora do negócio.
Mas mal sabia os meninos que hoje a empresa valeria mais de US$ 40 bilhões e que de cada 12 pessoas no mundo, uma teria conta no Facebook. Mas também, com o tempo, o brasileiro Eduardo foi aos poucos, sendo colocado de fora da valiosa rede social, ficando assim, totalmente de fora do negócio.

Discreto e de pouca fala sobre o negócio que ajudou a criar, o brasileiro Eduardo, hoje também bilionário, não quis comentar nada sobre a escolha do seu ex-amigo como a personalidade do ano 2010. Eduardo hoje vive entre Ásia e Estados Unidos ao lado de belas mulheres.
A vida de Mark, Eduardo e do Facebook virou um filme, intitulado “A rede social”, em cartaz no Brasil, sendo um sucesso de crítica e assim, recebendo seis indicações ao Globo de Ouro e um dos filmes favoritos ao Oscar.
O nome de Mark a escolha da personalidade do ano da Time, deixou para trás nomes como Julian Assange e Hamid Karzai, presidente do Afeganistão. Escrito no próprio Facebook, Mark agradece a escolha feita pela revista, “Ser escolhido a personalidade do ano da Time é uma grande honra e um reconhecimento de que nossa pequena equipe está construindo algo que milhões de pessoas querem usar para fazer do mundo um lugar mais aberto e conectado”.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Vaiechi
Conteúdos e funções da bênção
Qual é a função de uma bênção? O que deveria conter? Quem pode elaborar uma bênção? O que pode conseguir uma bênção?
A vida religiosa dá a entender que pedimos normalmente a bênção de Deus e, mesmo assim, nós próprios pedimos muitas vezes o que gostaríamos que esta incluísse. Assim, pedimos a bênçãos de saúde, de sustento, de conhecimento e sabedoria, de amor e paz.
Porém, o próprio Deus estabelece já no caso do primeiro hebreu, Abraão, que ele mesmo seja a bênção para o seu entorno, que cumpra a sua missão e se torne bênção. Ou seja, ao desenvolvermos nossas faculdades, tornamo-nos bênção para aqueles com quem compartilhamos o mundo. A bênção nesse caso teria três momentos: a) o pedido, o sonho, a necessidade; b) a descoberta de que ela se encontra, pelo menos em parte, dentro de nós mesmos; c) a realização por nós mesmos do conteúdo da bênção através da realização de nossa própria essência. Ou seja, visualizamos uma necessidade, um desejo, e o pedimos; descobrimos que o pedido tem tudo a ver conosco assim como sua realização, nós o realizamos e nos tornamos nossa própria bênção.
A bênção é de algum modo uma revelação em várias dimensões: revelação de nós mesmos, de nossos sonhos, necessidades e capacidades, de nosso vínculo com a divindade mais como uma orientação com respeito a nós mesmos do que como um diálogo entre uma parte que pede milagres e outra que os concede. Desse ponto de vista, o conteúdo de uma bênção pode ser elaborado pelo próprio destinatário ou por alguém que saiba captar sua essência, uma vez que sua função é principalmente revelar a necessidade e ao mesmo tempo a capacidade.
Na parashá, o terceiro e último patriarca, Jacó, em seu leito de morte, despede-se de seus filhos e netos com bênçãos individualizadas, uma para cada um. Uma análise detida das palavras das respectivas bênçãos mostra um formato que inclui encorajamentos, críticas e esperanças. Jacob fala do bom que tem cada filho, do pendente que há de ser melhorado e sua esperança expressa de que consigam a melhor realização de ambas, críticas e esperanças.
Ambivalências da força
Especialmente estranha resulta ser a bênção a Shimon e a Levi. Jacó mostra nelas que guardou uma conta pendente com esses dois filhos pelo affaire da irmã Dina. Como sabemos, Dina havia sido maltratada pelo filho do rei de Shechem que logo pediu para se casar com ela, mas Shimon e Levi estabeleceram a condição de que ele e todo o povo deveria antes se circuncidar. Eles aceitaram e em meio à convalescência foram brutalmente atacados. Jacó alude à imensa força deles em vários aspectos, critica-os ferozmente na bênção pelo mau uso da força, diz que não quer ter parte nem vínculo nenhum, mas ao mesmo tempo pede para serem distribuídos por toda a nação. Os sábios se perguntam se no fim das contas Jacó valorizava positiva ou negativamente a força deles. O rabino S.R.Hirsch, do século XIX, propôs que Jacó estabeleceu uma dupla mensagem a respeito desta força, uma vez que a força em si tem aspectos diversos, especialmente a força de uma nação. Segundo ele, a mensagem não era apenas para seus dois filhos e sim para as gerações futuras de Israel. Desenvolver força e coragem quando estivermos nas diásporas e formos minorias, para não perder nossa dignidade; e desenvolvermos os freios de nossas forças quando estivermos na nossa terra, Israel e formos maioria, para conservarmos nossa humanidade diante das minorias.
Shabat shalom,
Rabino Ruben Sternschein
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Rabinos vetam venda de casas a não judeus; presidente de Israel vê crise moral

MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM – Folha.com
DE JERUSALÉM – Folha.com
Rabinos-chefes de cerca de 50 cidades de Israel endossaram decreto que proíbe a venda de imóveis a não judeus, despertando fortes críticas e acusações de racismo por parte de líderes árabes.
O endosso dos religiosos dá força a um movimento iniciado no mês passado em Tsfat (norte), quando rabinos da cidade, considerada sagrada no judaísmo, emitiram uma ordem semelhante.
O decreto é inspirado em injunções bíblicas que os rabinos signatários interpretam como uma proibição à venda de terras a não judeus.
"Gentios [não judeus] têm estilos de vida diferentes do de judeus" e podem colocar vidas em risco, argumenta o decreto. Judeus que venderem casas a gentios devem ser evitados, completa.
Apesar de não ter força de lei, a ordem abala a delicada convivência com os árabes de Israel, 20% da população. E causa enorme constrangimento ao país que gaba-se de ser a única democracia do Oriente Médio. Os rabinos-chefes exercem função pública e são pagos pelo Estado.

(Foto: Rua Judaica)
Entre os signatários da carta estão rabinos-chefes de cidades importantes, como Yossi Sheinen, de Ashdod (quinta maior de Israel).
O presidente Shimon Peres reagiu num tom de condenação raramente usado por políticos em Israel contra autoridades religiosas.
"O anúncio abre uma crise moral fundamental no Estado de Israel", disse Peres. "Toca na essência e no conteúdo do Estado como Estado judeu e democrático."
O premiê Binyamin Netanyahu também não poupou críticas ao anúncio e garantiu que Israel "rejeita totalmente" o decreto religioso.
"Como nos sentiríamos se alguém dissesse para não vender apartamentos para os judeus?", questionou. "É proibido dizer coisas assim, especialmente num Estado judeu democrático".
Ahmed Tibi, um dos mais ativos deputados árabes no Parlamento israelense, chamou os rabinos que assinaram a carta de "skinheads".
"Tenho certeza de que o número de rabinos vai crescer", disse. "Uma vez que os árabes são um povo semita, isso é antissemitismo. Esses rabinos são skinheads agindo contra os árabes".
O decreto também causou um choque com autoridades religiosas que discordam da interpretação dos rabinos.
"Não há veto a vender casas a não judeus", disse o rabino-chefe de Ramat Gan, Yaakov Ariel, respeitado especialista em lei judaica.
A controvérsia acompanha o conflito palestino-israelense desde seus primórdios, quando os primeiros sionistas chegaram e passaram a adquirir propriedades.
No lado palestino, o veto é oficial e levado às últimas consequencias. A ANP (Autoridade Nacional Palestina) confirmou recentemente que a venda de terras a israelenses é uma ofensa grave, punida com pena de morte.
(Fonte: Folha de São Paulo & Notícias da Rua Judaica)
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Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista André Lajst)

ANDRÉ LAJST
O paulista André Lajst, de 25 anos, é o brasileiro entrevistado, esta semana, na série de conversas com quem optou em morar em Israel. Há quatro anos, André deixou o trabalho com publicidade e a empresa de camisetas que tinha em São Paulo para estudar diplomacia e contraterrorismo no Centro Interdisciplinar de Herzelyia. Hoje, mora em Ramat Gan e se prepara para continuar os estudos até ser chamado pelo exército (terá que fazer dois anos de serviço militar).
1) André, quando você veio morar em Israel?
Em agosto de 2006.
Em agosto de 2006.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Por sionismo. E também por qualidade de vida. Mas 90% sionismo.
Por sionismo. E também por qualidade de vida. Mas 90% sionismo.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da história, da realidade de um país como esse, que foi construído do nada em menos de 70 anos. Da sensação abstrata de pertencer a essa nação.
Da história, da realidade de um país como esse, que foi construído do nada em menos de 70 anos. Da sensação abstrata de pertencer a essa nação.
4) Do que menos você gosta?
Do calor.
Do calor.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
As Colinas do Golan, e não só por causa da temperatura e da paisagem. Nós transformamos um território que era usado para nos atacar num centro de cultura, de agricultura, de modernidade. Transformamos o mal no bem.
As Colinas do Golan, e não só por causa da temperatura e da paisagem. Nós transformamos um território que era usado para nos atacar num centro de cultura, de agricultura, de modernidade. Transformamos o mal no bem.
6) Qual é o lugar menos agradável?
O trânsito, em qualquer lugar.
O trânsito, em qualquer lugar.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Shalom”. Pode-se usar a palavra em vários contextos e também para cumprimentar as pessoas.
“Shalom”. Pode-se usar a palavra em vários contextos e também para cumprimentar as pessoas.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Cacha” (algo como “desse jeito”). Quando é dito em resposta a “por quê?”. É uma maneira de responder sem dar explicação.
“Cacha” (algo como “desse jeito”). Quando é dito em resposta a “por quê?”. É uma maneira de responder sem dar explicação.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Sem duvida, é o mussaka (caçarola de beringela). É um prato grego, na verdade, mas se come bastante na cultura oriental por aqui. Também gosto de humus e falafel, mas não como muito para cuidar da saúde.
Sem duvida, é o mussaka (caçarola de beringela). É um prato grego, na verdade, mas se come bastante na cultura oriental por aqui. Também gosto de humus e falafel, mas não como muito para cuidar da saúde.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que o Sionismo e a ideologia precisam ser muito fortes e você precisa ter força de vontade para que eles sempre cresçam e aumentem, porque o dia a dia israelense, que o turista não conhece, é extremamente difícil e diferente do cotidiano do Brasil. Aqui é muita correria, exige-se mais das pessoas e há pouca preocupação com os sentimentos nas relações interpessoais. Aqui, há pouca formalidade e pouco interesse nos sentimentos pessoais de cada indivíduo. Confesso que sinto falta de um pouco de formalidade.
Que o Sionismo e a ideologia precisam ser muito fortes e você precisa ter força de vontade para que eles sempre cresçam e aumentem, porque o dia a dia israelense, que o turista não conhece, é extremamente difícil e diferente do cotidiano do Brasil. Aqui é muita correria, exige-se mais das pessoas e há pouca preocupação com os sentimentos nas relações interpessoais. Aqui, há pouca formalidade e pouco interesse nos sentimentos pessoais de cada indivíduo. Confesso que sinto falta de um pouco de formalidade.
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Adolpho Lives
Quinze anos sem Adolpho. Parece que foi ontem que se completaram dez. Lembro que na época (2005) eu havia escrito uma crônica exaltando a atriz Luana Piovani, depois de ter passado horas numa mesa de Jobi de frente para a mesa em que ela estava sentada, exuberante. Luana leu e, num programa de TV (acho que o Saia Justa) retribui: "Eu queria mandar um beijão pro Adolpho Bloch". Na crônica seguinte, agradeci, e fiz uma ponderação usando o linguajar do personagem Nerson da Capitinga: "Só um detalhe, Luana: o Adolpho Bloch mó-rrreu". E aproveitei para lembrar os dez anos, que, por coincidência, se completavam naquela semana. Três anos depois, no centenário de seu nascimento, lançaria "Os irmãos Karamabloch" (Cia das Letras), saga desassombrada sobre a família, que reúne a multifacetada constelação de fatos e relatos que orbita sua existência. Aliás, vira e mexe alguém me chama de Adolpho, cartas para mim vêm assim endereçadas, e tem leitor que acha que tenho uns 120 anos.

Adolpho e seu irmão Arnaldo, avô do assinante da coluna, vestido de cossacos, na Ucrânia.
Uma vez chegou uma correspondência para "Arnolfo" Bloch. Jamais me ofendo. Ao contrário, me oferendo: é uma honra ser chamado de Adolpho. O único infortúnio é o de pensar que não estou à altura de tal designação. Sou apenas um brasileiro descendente de judeus ucranianos, jornalista, botafoguense e escritor, que vem a ser sobrinho-neto de Adolpho. Ele, por sua vez, é um personagem, para além da história da imprensa brasileira, da civilização universal. Um antipatriarca bíblico amaldiçoado e abençoado por todas as forças, divinas e dibukianas, cosmológicas, naturais e sobrenaturais. Adolpho foi uma resultante, um mar formado por muitos rios, tentando expandir sua angústia, sua dor e sua (mais rara) alegria no oceano de nossa condição humana, por mais absurda que ela pareça. Se John Lennon ainda vive, eu digo: Adolpho lives, too. Se mora no Gan Eden ou só em nossas lembranças, uma coisa é indiscutível e provada através da razão e da emoção: ele vive. E pra não deixar passar, um detalhe: era Botafogo. Gostava quando o Flamengo ganhava porque o Brasil ficava mais feliz e vendia mais revista. Vamos lembrar Adolpho. E fazê-lo reviver nesse final de 2010, e que a Chanukiá ilumine a corrente que ele criou em nossa alma.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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Arnaldo Bloch
5.12.10
Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Eunice Figueiredo)

EUNICE FIGUEIREDO
A recifense Eunice Figueiredo, de 63 anos, está em Israel há quase 40 anos. Se divide entre uma casa no Norte, em Zichron Yaakov, e em Jerusalém, onde tem um escritório de arquitetura e restauração. Casada com um romeno, com quem tem duas filhas, ela também se dedica à pintura e expõe seus quadros por todo o país. Eunice é a entrevistada desta semana na série de conversas com brasileiros que vivem em Israel.
1) Eunice, quando você veio morar em Israel?
Em 1971. Ganhei uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação em arquitetura no Technion (Instituto de Tecnologia, em Haifa). Aí fui ficando. Comecei a trabalhar com o David Reznik, um arquiteto brasileiro, em Jerusalém e me apaixonei pela cidade.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Eu poderia ter ido para outros lugares, mas meu caminho foi direcionado para cá. A verdade é que foi intencional. É claro que o lugar me atraía muito, mas isso foi só no começo.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto de muita coisa, principalmente da independência, da liberdade... Me sinto livre aqui.
4) Do que menos você gosta?
Não gosto da chamada “coerção religiosa”.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Zichron Yaakov, sobre o Monte Carmel. Escohi ter uma casa por lá porque morava em Jerusalém, mas tinha muita saudade do mar. Isso foi há uns 20 anos. Aos poucos, o pólo da minha vida foi se transferindo de Jerusalém para Zichron.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Qualquer lugar que tem bronca.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Azui” (algo como “alucinante” ou “incrível”). Adoro a palavra.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
São duas, em forma de pergunta: “Lama lo?” (“Porque não?”). Odeio quem diz isso em resposta a uma pergunta como “quer ir ao cinema ver esse filme?”. Sempre me entusiasmo com as coisas. Responder “Lama Lo?” e muito negativo.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Tehina (pasta de gergelim). Bem simples, na colher.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que abandone o que chamo de “hábitos da senzala”. O brasileiro é muito ligado na empregada, na faxineira, o que é terrível. Sempre me incomodei com ess coisa de empregada, desde que era criança. Mas o brasileiro é muito acomodado. Tem gente que já voltou daqui por causa desse “luxo”.
1) Eunice, quando você veio morar em Israel?
Em 1971. Ganhei uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação em arquitetura no Technion (Instituto de Tecnologia, em Haifa). Aí fui ficando. Comecei a trabalhar com o David Reznik, um arquiteto brasileiro, em Jerusalém e me apaixonei pela cidade.
2) Por quê você optou em morar em Israel?
Eu poderia ter ido para outros lugares, mas meu caminho foi direcionado para cá. A verdade é que foi intencional. É claro que o lugar me atraía muito, mas isso foi só no começo.
3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto de muita coisa, principalmente da independência, da liberdade... Me sinto livre aqui.
4) Do que menos você gosta?
Não gosto da chamada “coerção religiosa”.
5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Zichron Yaakov, sobre o Monte Carmel. Escohi ter uma casa por lá porque morava em Jerusalém, mas tinha muita saudade do mar. Isso foi há uns 20 anos. Aos poucos, o pólo da minha vida foi se transferindo de Jerusalém para Zichron.
6) Qual é o lugar menos agradável?
Qualquer lugar que tem bronca.
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Azui” (algo como “alucinante” ou “incrível”). Adoro a palavra.
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
São duas, em forma de pergunta: “Lama lo?” (“Porque não?”). Odeio quem diz isso em resposta a uma pergunta como “quer ir ao cinema ver esse filme?”. Sempre me entusiasmo com as coisas. Responder “Lama Lo?” e muito negativo.
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Tehina (pasta de gergelim). Bem simples, na colher.
10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que abandone o que chamo de “hábitos da senzala”. O brasileiro é muito ligado na empregada, na faxineira, o que é terrível. Sempre me incomodei com ess coisa de empregada, desde que era criança. Mas o brasileiro é muito acomodado. Tem gente que já voltou daqui por causa desse “luxo”.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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G. David Sedrez-Conde
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domingo, dezembro 05, 2010
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Humor Judaico
O rabino tinha 12 filhos, precisava sair da casa onde morava e alugar outra, mas não conseguia por causa do monte de crianças. Quando ele dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar porque sabiam que a criançada iria destruir a casa. Ele não podia dizer que não tinha filhos, não podia mentir, rabinos não devem mentir.
Ele estava ficando desesperado, o prazo para se mudar estava se esgotando. Daí teve uma ideia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 dos filhos. Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o corretor da imobiliária.
Gostou de uma e o agente perguntou quantos filhos ele tinha. Ele respondeu que tinha 12 e então o corretor perguntou: mas onde estão os outros?
E ele respondeu, com um ar muito triste:
"Estão no cemitério, junto com a mamãe deles".
E foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem mentir.
A inteligência faz a diferença. Não é necessário mentir, basta saber escolher as palavras.
Ele estava ficando desesperado, o prazo para se mudar estava se esgotando. Daí teve uma ideia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 dos filhos. Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o corretor da imobiliária.
Gostou de uma e o agente perguntou quantos filhos ele tinha. Ele respondeu que tinha 12 e então o corretor perguntou: mas onde estão os outros?
E ele respondeu, com um ar muito triste:
"Estão no cemitério, junto com a mamãe deles".
E foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem mentir.
A inteligência faz a diferença. Não é necessário mentir, basta saber escolher as palavras.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
"Mais um motivo pra eu virar Rabino!"
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G. David Sedrez-Conde
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domingo, dezembro 05, 2010
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Provérbios
Hapoel Tel Aviv venceu sua primeira partida na Liga dos Campeões
Hapoel-Coach Eli Guttman respondeu a algumas perguntas sobre isso.

O que essa vitória significa para você e para o Hapoel?
É uma grande vitória. É a nossa primeira vitória na Liga dos Campeões, contra um grande clube como o Benfica. Nós mostramos a todos, e nós mostramos-nos como estamos a melhorar. As três primeiras partidas do nosso grupo foi muito ruim para nós, mas depois jogamos bem contra o Schalke, que empatou o jogo, mas merecemos a vitória. Agora que ganhamos contra o Benfica, isso é uma grande vitória para o Hapoel Tel Aviv.
O Benfica dominou o jogo, mas no final foi uma vitória para o Hapoel. Qual foi o segredo?
Sabíamos que o Benfica ia nos pressionar, nós sabíamos que eles iam vir para vencer esta partida, porque esta era a chance para que eles se classificassem. Nós jogamos no contra-ataque, e tivemos muita sorte neste jogo, o que nos faltou no jogo contra o Schalke. Às vezes, isso faz parte do futebol.
Você acha que o Hapoel pode-se classificar para a Liga Europa?
Não está dependendo apenas de nós. Nós dependemos do Benfica, mas vamos chegar a Lyon para ganhar e dar o nosso máximo lá.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
"É sempre bom ver o futebol israelense triunfar e ver o Benfica perder!"
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Leon Feffer
Vera Brobow, ex-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, e Leon Feffer (Z''L), ex-cônsul do Estado de Israel em São Paulo e idealizador da Casa de Cultura de Israel (atual Centro da Cultura Judaica)
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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domingo, dezembro 05, 2010
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Leon Feffer
Dilma deve rever a política para o Irã
A presidente eleita Dilma Rousseff deve rever a estratégia de aproximação do Brasil com o Irã, grande alvo de críticas da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores da petista, ela avalia que a atitude em relação a violações aos direitos humanos no Irã foi "equivocada" e "causou desgaste desnecessário". Para Dilma, associar-se a um regime que apedreja mulheres e aprisiona opositores foi um "enorme erro", dizem esses interlocutores.

Seu desempenho nas negociações da ALCA foi considerado um sucesso. Mas ele teria caído em desgraça por causa do Irã. Para fazer um recomeço, seria preciso ter um novo chanceler e Amorim ficou muito identificado com a iniciativa. Além disso, a química de Amorim com Dilma não seria das melhores - os dois tiveram algumas rusgas quando ela era ministra da Casa Civil.
Dilma já havia indicado que se opunha à atitude não intervencionista na questão iraniana. "Acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh. Mesmo considerando usos e costumes de outros países, continua sendo bárbaro", disse Dilma em entrevista no dia 3 de novembro.
Para assessores próximos da presidente, a percepção é de que a aproximação com o Irã pode ter custado ao presidente Lula o Nobel da Paz por seu avanço em reduzir a pobreza.
(Fontes: O Estado de São Paulo e Notícias da Rua Judaica)
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G. David Sedrez-Conde
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domingo, dezembro 05, 2010
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Eleições 2010
SARA, MIRIAM, LEAH, ALIZA... PRIMEIRAS-DAMA EM FOCO
Não é a primeira vez que uma primeira-dama israelense é colocada no centro das atenções. Mas, dessa vez, parece que Sara Netanyahu conseguiu bater suas antecessoras. Ela está sendo bombardeada por críticos de dentro do governo - que se juntaram a jornalistas e opositores – por supostamente influenciar demais nas decisões do marido, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Os jornais israelenses têm divulgado que fontes ligadas ao escritório do premiê acusam Sara de “ser uma má influência” e de criar mal-estar entre os assessores de Natanyahu. Um deles disse ao site Ynet, a página online do jornal Yedioth Aharonoth, que a primeira-dama está “enlouquecendo todo mundo”.
Recentemente, um dos mais conhecidos ativistas do Likud, Israel Yagal, divulgou cartas nas quais acusa Sara de interferir em tudo, se transformando num fator na situação caótica em que se encontra, atualmente, o escritório do primeiro-ministro.
Não é de hoje que Sara é tema de polêmica. Já se falou muito sobre seu envolvimento na campanha do marido para o governo e, depois que ele foi eleito, nas indicações e nomeações de pessoas para cargos-chave. O mesmo aconteceu durante o primeiro mandato do marido, entre 1996 e 1999.
Para o professor Ilan Ben Ami, autor do livro “A mulher que está com ele” (“Ha-Ishá she-Itó”), Sara Netanyahu realmente não é a primeira primeira-dama a ser acusada de influenciar demais seu marido. Até porque, segundo ele, não existe, em Israel, uma definição concreta do papel da primeira-dama.
“Não sabemos o que esperar delas”, disse Ben Ami em entrevista à Rádio Reshet Bet.
Recentemente, um dos mais conhecidos ativistas do Likud, Israel Yagal, divulgou cartas nas quais acusa Sara de interferir em tudo, se transformando num fator na situação caótica em que se encontra, atualmente, o escritório do primeiro-ministro.
Não é de hoje que Sara é tema de polêmica. Já se falou muito sobre seu envolvimento na campanha do marido para o governo e, depois que ele foi eleito, nas indicações e nomeações de pessoas para cargos-chave. O mesmo aconteceu durante o primeiro mandato do marido, entre 1996 e 1999.
Para o professor Ilan Ben Ami, autor do livro “A mulher que está com ele” (“Ha-Ishá she-Itó”), Sara Netanyahu realmente não é a primeira primeira-dama a ser acusada de influenciar demais seu marido. Até porque, segundo ele, não existe, em Israel, uma definição concreta do papel da primeira-dama.
“Não sabemos o que esperar delas”, disse Ben Ami em entrevista à Rádio Reshet Bet.

O professor citou outras mulheres “poderosas”, companheiras de líderes israelenses. As mais influentes, segundo ele, foram Miriam, mulher de Levi Eshkol (1963-1969), e Leah, esposa de Yitzhak Rabin (1974-1977 e 1992-1995). A primeira se intrometia em tudo, até mesmo em políticas de governo. A segunda influenciava mais em nomeações para cargos oficiais.
Mas há outros exemplos, como Aliza, mulher de Ehud Olmert (2006-2009), Tzipora, esposa de Moshe Sharett (1954-1955), e Shulamit, companheira de Yitzhak Shamir (1983-1984 e 1986-1992).
Sara Netanyahu está, por algum motivo, recebendo mais atenção do que suas antecessoras. Talvez porque a imprensa pós-Internet seja mais fominha e tenha mais meios de criticar os poderosos. Ou talvez porque uns e outros estejam em campanha contra o atual primeiro-ministro... Tudo é possível.
Mas há outros exemplos, como Aliza, mulher de Ehud Olmert (2006-2009), Tzipora, esposa de Moshe Sharett (1954-1955), e Shulamit, companheira de Yitzhak Shamir (1983-1984 e 1986-1992).
Sara Netanyahu está, por algum motivo, recebendo mais atenção do que suas antecessoras. Talvez porque a imprensa pós-Internet seja mais fominha e tenha mais meios de criticar os poderosos. Ou talvez porque uns e outros estejam em campanha contra o atual primeiro-ministro... Tudo é possível.
(Fonte: Notícias da Rua Judaica)
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