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19.12.10

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Tânia Greif)

TÂNIA GREIF
A arquiteta carioca Tânia Greif, de 45 anos, é a entrevistada desta semana da série de entrevistas com brasileiros que moram em Israel. Casada com o conhecido músico brasileiro Bá Freyre, ela cria três filhos (Uzi, de 18 anos, Arik, de 16 e Maya, de 11) na cidade costeira de Natanya.

1) Tânia, quando você veio morar em Israel?
No final de 1988, dois antes antes do começo da aliá russa. Foi uma época difícil por causa do preconceito em relação aos imigrantes. Mas ser brasileira abriu muitas portas para mim. Meu primeiro empregador me escolheu só porque gostava de Gal Costa. Posso dizer que devo minha vida profissional à Gal Costa...

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Minha família sempre foi sionista. Depois que minha irmã voltou do shnat (um ano de estudos em Israel), em 1986, ela decidiu morar em Israel. A família inteira resolveu seguí-la. Primero vim eu, depois meus pais. Eu tinha 22 anos e vim como quem vai para Teresópolis. Não me programei muito. Mas fui ficando...

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da segurança que a gente sente aqui. A segurança de poder deixar as crianças saírem pelas ruas, de noite, com os amigos, sem paranóias. Gosto também da solidariedade do povo nas horas difíceis, vide o caso do incêndio no Monte Carmel, no mês passado.

4) Do que menos você gosta?
Da grosseria do pessoal. Não me acostumo depois de tantos anos. E do trânsito. As pessoas aqui são muito fominhas atrás do volante. O sinal ainda está amarelo e já começam a buzinar...

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Amo Cesaréia, principalmente o contraste entre a parte velha e a nova.

6) Qual é o lugar menos agradável?
A área da rodoviária velha de Tel Aviv. Dá medo.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Matate”(vassoura), “bakbuk” (garrafa), meshushe (hexágono). E todas que têm sílabas repetidas assim.

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Cacha” (algo como “desse jeito”). Principalmente quando é dito em resposta a “por quê?”. É uma maneira de responder sem dar explicação.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Existe comida israelense? Aqui tem muito falafel, humus, burrecas... Mas não gosto muito não. Gosto mesmo é dos chocolates daqui. São uma delícia.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Só venha se amar muito o país. E não venha esperando receber nada. O país é difícil e a adaptação não é fácil. Mas quanto você aprende a entender a realidade daqui, fica mais fácil.

Livro de Autor Israelense é Classificado em Oitavo Lugar no "Best Books of 2010"

O livro do autor israelense David Grossman "To the End of the Land (Para os Confins da Terra, em tradução livre)" traduzido para o inglês por Jessica Cohen, foi classificado na oitava posição no "Best Books of 2010", lista publicada pelo site da Amazon.

Este livro de Grossman, que foi publicado em setembro passado, está em boa companhia entre Stieg Larsson com o "The Girl Who Kicked the Hornet’s Nest", classificado em sétimo lugar, e "Just Kids"  de Patti Smith, que conta a história da sua complexa relação com o lendário fotógrafo Robert Mapplethorpe - em nono lugar na lista.
O livro que encabeçou a lista da Amazon foi o de Rebecca Skloot "The Immortal Life of Henrietta Lacks (A vida imortal de Henrietta Lacks, em tradução livre)", que descreve a vida de uma mulher pobre que sem saber contribuiu para a investigação de câncer devido à sua condição única de saúde. Na opinião editorial da Amazon sobre o livro de Grossman, Tom Nissley escreveu: "O ‘To The End of the Land" é um livro de luto por aqueles que não estão mortos, é o lamento de uma mãe para a vida durante uma guerra cujo fim não era possível prever. Ao mesmo tempo, é alegre e quase dolorosamente vivo, cheio ao ponto de ruptura de emoções e detalhes de um cotidiano interminável de algumas vidas profundamente imaginadas.
Grossman constrói um retrato impressionante, como expressa nas palavras de uma das personagens, de ‘milhares de momentos, horas e dias que fazem parte de uma pessoa no mundo, e do poder de guerra para a destruição de uma pessoa, quando - ou principalmente - quando sobrevivem a suas cruéis demandas’. No site os leitores também deram feedbacks positivos sobre o livro, classificando-o com uma média de quatro estrelas.

Não existe razão para o ódio!

6ª feira passada (17/12), 10 de Tevêt no calendário judaico marca o início do cerco de Jerusalém pelos exércitos do imperador da Babilônia, Nabucodonosor, que levou à conquista da cidade, à destruição do Templo Sagrado e à expulsão do povo de Israel de sua terra.
"Devido ao ódio infundado entre os judeus" – conclui o Talmud – "Jerusalém foi destruída." Por quê – perguntou o Rebe – o Talmud insiste em dizer que o ódio era "infundado"? Não havia motivos, tanto ideológicos quanto pragmáticos, para as divisões entre os judeus? Mas nenhuma razão, disse o Rebe, é motivo suficiente para o ódio. A mutualidade de nosso destino é muito mais profunda que qualquer possível causa para animosidade. Todo ódio, então, é infundado.

Portanto, se o "ódio infundado" foi a causa da destruição, continua o Rebe, seu remédio é o "amor infundado" – nossa redescoberta da unidade intrínseca que supera todos os motivos para a discórdia e os conflitos.

Reze por Jerusalém, encoraje e ajude seus defensores, e demonstre amor ao próximo judeu – não importa o quanto ele ou ela seja diferente de você. Pois se existe uma virtude redentora em estar sitiado, é a oportunidade de perceber que estamos juntos nisso tudo.

Beit Lubavitch de Copacabana - RJ 

GÊNIO JUDEU É PERSONALIDADE DO ANO DA TIME

Mark Zuckerberg é eleito a personalidade do ano pela revista Time, títulos já dados a Gandhi, Rainha Elisabeth e Barack Obama. O Fundador da rede social Facebook foi o escolhido de 2010 por manter pessoas do mundo inteiro interligadas umas às outras através da internet e também por começar a criar uma fortuna bilionária aos 19 anos.

Hoje com 26 anos é bilionário influente, segundo adjetivo dado pela revista Time, que o indicou nesta última quarta-feira a personalidade do ano 2010. Segundo a revista Time, “Mark foi premiado por conectar mais de 500 milhões de pessoas e mapear as relações entre elas; por ter criado um novo sistema de compartilhamento de informações e por ter mudado a forma como vivemos hoje”.



Esta história começou quando Mark, ainda na universidade americana de Havard, via as meninas e as tentava paquerar, mas sem sucesso, sendo assim, teve a idéia de criar um site com perfis das pessoas e no qual essas pudessem também se comunicar. Na época um dos então, amigos de Mark, o brasileiro Eduardo Saverin, topou a parada e entrou junto no negócio aplicando US$ 1 mil.

Mas mal sabia os meninos que hoje a empresa valeria mais de US$ 40 bilhões e que de cada 12 pessoas no mundo, uma teria conta no Facebook. Mas também, com o tempo, o brasileiro Eduardo foi aos poucos, sendo colocado de fora da valiosa rede social, ficando assim, totalmente de fora do negócio.


Discreto e de pouca fala sobre o negócio que ajudou a criar, o brasileiro Eduardo, hoje também bilionário, não quis comentar nada sobre a escolha do seu ex-amigo como a personalidade do ano 2010. Eduardo hoje vive entre Ásia e Estados Unidos ao lado de belas mulheres.

A vida de Mark, Eduardo e do Facebook virou um filme, intitulado “A rede social”, em cartaz no Brasil, sendo um sucesso de crítica e assim, recebendo seis indicações ao Globo de Ouro e um dos filmes favoritos ao Oscar.

O nome de Mark a escolha da personalidade do ano da Time, deixou para trás nomes como Julian Assange e Hamid Karzai, presidente do Afeganistão. Escrito no próprio Facebook, Mark agradece a escolha feita pela revista, “Ser escolhido a personalidade do ano da Time é uma grande honra e um reconhecimento de que nossa pequena equipe está construindo algo que milhões de pessoas querem usar para fazer do mundo um lugar mais aberto e conectado”.

Vaiechi


Conteúdos e funções da bênção
Qual é a função de uma bênção? O que deveria conter? Quem pode elaborar uma bênção? O que pode conseguir uma bênção?

A vida religiosa dá a entender que pedimos normalmente a bênção de Deus e, mesmo assim, nós próprios pedimos muitas vezes o que gostaríamos que esta incluísse. Assim, pedimos a bênçãos de saúde, de sustento, de conhecimento e sabedoria, de amor e paz.

Porém, o próprio Deus estabelece já no caso do primeiro hebreu, Abraão, que ele mesmo seja a bênção para o seu entorno, que cumpra a sua missão e se torne bênção. Ou seja, ao desenvolvermos nossas faculdades, tornamo-nos bênção para aqueles com quem compartilhamos o mundo. A bênção nesse caso teria três momentos: a) o pedido, o sonho, a necessidade; b) a descoberta de que ela se encontra, pelo menos em parte, dentro de nós mesmos; c) a realização por nós mesmos do conteúdo da bênção através da realização de nossa própria essência. Ou seja, visualizamos uma necessidade, um desejo, e o pedimos; descobrimos que o pedido tem tudo a ver conosco assim como sua realização, nós o realizamos e nos tornamos nossa própria bênção.

A bênção é de algum modo uma revelação em várias dimensões: revelação de nós mesmos, de nossos sonhos, necessidades e capacidades, de nosso vínculo com a divindade mais como uma orientação com respeito a nós mesmos do que como um diálogo entre uma parte que pede milagres e outra que os concede. Desse ponto de vista, o conteúdo de uma bênção pode ser elaborado pelo próprio destinatário ou por alguém que saiba captar sua essência, uma vez que sua função é principalmente revelar a necessidade e ao mesmo tempo a capacidade.

Na parashá, o terceiro e último patriarca, Jacó, em seu leito de morte, despede-se de seus filhos e netos com bênçãos individualizadas, uma para cada um. Uma análise detida das palavras das respectivas bênçãos mostra um formato que inclui encorajamentos, críticas e esperanças. Jacob fala do bom que tem cada filho, do pendente que há de ser melhorado e sua esperança expressa de que consigam a melhor realização de ambas, críticas e esperanças.

Ambivalências da força

Especialmente estranha resulta ser a bênção a Shimon e a Levi. Jacó mostra nelas que guardou uma conta pendente com esses dois filhos pelo affaire da irmã Dina. Como sabemos, Dina havia sido maltratada pelo filho do rei de Shechem que logo pediu para se casar com ela, mas Shimon e Levi estabeleceram a condição de que ele e todo o povo deveria antes se circuncidar. Eles aceitaram e em meio à convalescência foram brutalmente atacados. Jacó alude à imensa força deles em vários aspectos, critica-os ferozmente na bênção pelo mau uso da força, diz que não quer ter parte nem vínculo nenhum, mas ao mesmo tempo pede para serem distribuídos por toda a nação. Os sábios se perguntam se no fim das contas Jacó valorizava positiva ou negativamente a força deles. O rabino S.R.Hirsch, do século XIX, propôs que Jacó estabeleceu uma dupla mensagem a respeito desta força, uma vez que a força em si tem aspectos diversos, especialmente a força de uma nação. Segundo ele, a mensagem não era apenas para seus dois filhos e sim para as gerações futuras de Israel. Desenvolver força e coragem quando estivermos nas diásporas e formos minorias, para não perder nossa dignidade; e desenvolvermos os freios de nossas forças quando estivermos na nossa terra, Israel e formos maioria, para conservarmos nossa humanidade diante das minorias.

Shabat shalom,
Rabino Ruben Sternschein

Rabinos vetam venda de casas a não judeus; presidente de Israel vê crise moral

MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM – Folha.com

Rabinos-chefes de cerca de 50 cidades de Israel endossaram decreto que proíbe a venda de imóveis a não judeus, despertando fortes críticas e acusações de racismo por parte de líderes árabes.

O endosso dos religiosos dá força a um movimento iniciado no mês passado em Tsfat (norte), quando rabinos da cidade, considerada sagrada no judaísmo, emitiram uma ordem semelhante.

O decreto é inspirado em injunções bíblicas que os rabinos signatários interpretam como uma proibição à venda de terras a não judeus.

"Gentios [não judeus] têm estilos de vida diferentes do de judeus" e podem colocar vidas em risco, argumenta o decreto. Judeus que venderem casas a gentios devem ser evitados, completa.

Apesar de não ter força de lei, a ordem abala a delicada convivência com os árabes de Israel, 20% da população. E causa enorme constrangimento ao país que gaba-se de ser a única democracia do Oriente Médio. Os rabinos-chefes exercem função pública e são pagos pelo Estado.


(Foto: Rua Judaica)

Entre os signatários da carta estão rabinos-chefes de cidades importantes, como Yossi Sheinen, de Ashdod (quinta maior de Israel).

O presidente Shimon Peres reagiu num tom de condenação raramente usado por políticos em Israel contra autoridades religiosas.

"O anúncio abre uma crise moral fundamental no Estado de Israel", disse Peres. "Toca na essência e no conteúdo do Estado como Estado judeu e democrático."

O premiê Binyamin Netanyahu também não poupou críticas ao anúncio e garantiu que Israel "rejeita totalmente" o decreto religioso.

"Como nos sentiríamos se alguém dissesse para não vender apartamentos para os judeus?", questionou. "É proibido dizer coisas assim, especialmente num Estado judeu democrático".
Ahmed Tibi, um dos mais ativos deputados árabes no Parlamento israelense, chamou os rabinos que assinaram a carta de "skinheads".

"Tenho certeza de que o número de rabinos vai crescer", disse. "Uma vez que os árabes são um povo semita, isso é antissemitismo. Esses rabinos são skinheads agindo contra os árabes".

O decreto também causou um choque com autoridades religiosas que discordam da interpretação dos rabinos.

"Não há veto a vender casas a não judeus", disse o rabino-chefe de Ramat Gan, Yaakov Ariel, respeitado especialista em lei judaica.

A controvérsia acompanha o conflito palestino-israelense desde seus primórdios, quando os primeiros sionistas chegaram e passaram a adquirir propriedades.

No lado palestino, o veto é oficial e levado às últimas consequencias. A ANP (Autoridade Nacional Palestina) confirmou recentemente que a venda de terras a israelenses é uma ofensa grave, punida com pena de morte.


Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista André Lajst)

ANDRÉ LAJST

O paulista André Lajst, de 25 anos, é o brasileiro entrevistado, esta semana, na série de conversas com quem optou em morar em Israel. Há quatro anos, André deixou o trabalho com publicidade e a empresa de camisetas que tinha em São Paulo para estudar diplomacia e contraterrorismo no Centro Interdisciplinar de Herzelyia. Hoje, mora em Ramat Gan e se prepara para continuar os estudos até ser chamado pelo exército (terá que fazer dois anos de serviço militar).

1) André, quando você veio morar em Israel?
Em agosto de 2006.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Por sionismo. E também por qualidade de vida. Mas 90% sionismo.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da história, da realidade de um país como esse, que foi construído do nada em menos de 70 anos. Da sensação abstrata de pertencer a essa nação.

4) Do que menos você gosta?
Do calor.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
As Colinas do Golan, e não só por causa da temperatura e da paisagem. Nós transformamos um território que era usado para nos atacar num centro de cultura, de agricultura, de modernidade. Transformamos o mal no bem.

6) Qual é o lugar menos agradável?
O trânsito, em qualquer lugar.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Shalom”. Pode-se usar a palavra em vários contextos e também para cumprimentar as pessoas.

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
“Cacha” (algo como “desse jeito”). Quando é dito em resposta a “por quê?”. É uma maneira de responder sem dar explicação.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Sem duvida, é o mussaka (caçarola de beringela). É um prato grego, na verdade, mas se come bastante na cultura oriental por aqui. Também gosto de humus e falafel, mas não como muito para cuidar da saúde.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que o Sionismo e a ideologia precisam ser muito fortes e você precisa ter força de vontade para que eles sempre cresçam e aumentem, porque o dia a dia israelense, que o turista não conhece, é extremamente difícil e diferente do cotidiano do Brasil. Aqui é muita correria, exige-se mais das pessoas e há pouca preocupação com os sentimentos nas relações interpessoais. Aqui, há pouca formalidade e pouco interesse nos sentimentos pessoais de cada indivíduo. Confesso que sinto falta de um pouco de formalidade.

Adolpho Lives

Quinze anos sem Adolpho. Parece que foi ontem que se completaram dez. Lembro que na época (2005) eu havia escrito uma crônica exaltando a atriz Luana Piovani, depois de ter passado horas numa mesa de Jobi de frente para a mesa em que ela estava sentada, exuberante. Luana leu e, num programa de TV (acho que o Saia Justa) retribui: "Eu queria mandar um beijão pro Adolpho Bloch". Na crônica seguinte, agradeci, e fiz uma ponderação usando o linguajar do personagem Nerson da Capitinga: "Só um detalhe, Luana: o Adolpho Bloch mó-rrreu". E aproveitei para lembrar os dez anos, que, por coincidência, se completavam naquela semana. Três anos depois, no centenário de seu nascimento, lançaria "Os irmãos Karamabloch" (Cia das Letras), saga desassombrada sobre a família, que reúne a multifacetada constelação de fatos e relatos que orbita sua existência. Aliás, vira e mexe alguém me chama de Adolpho, cartas para mim vêm assim endereçadas, e tem leitor que acha que tenho uns 120 anos. 


Adolpho e seu irmão Arnaldo, avô do assinante da coluna, vestido de cossacos, na Ucrânia.

Uma vez chegou uma correspondência para "Arnolfo" Bloch. Jamais me ofendo. Ao contrário, me oferendo: é uma honra ser chamado de Adolpho. O único infortúnio é o de pensar que não estou à altura de tal designação. Sou apenas um brasileiro descendente de judeus ucranianos, jornalista, botafoguense e escritor, que vem a ser sobrinho-neto de Adolpho. Ele, por sua vez, é um personagem, para além da história da imprensa brasileira, da civilização universal. Um antipatriarca bíblico amaldiçoado e abençoado por todas as forças, divinas e dibukianas, cosmológicas, naturais e sobrenaturais. Adolpho foi uma resultante, um mar formado por muitos rios, tentando expandir sua angústia, sua dor e sua (mais rara) alegria no oceano de nossa condição humana, por mais absurda que ela pareça. Se John Lennon ainda vive, eu digo: Adolpho lives, too. Se mora no Gan Eden ou só em nossas lembranças, uma coisa é indiscutível e provada através da razão e da emoção: ele vive. E pra não deixar passar, um detalhe: era Botafogo. Gostava quando o Flamengo ganhava porque o Brasil ficava mais feliz e vendia mais revista. Vamos lembrar Adolpho. E fazê-lo reviver nesse final de 2010, e que a Chanukiá ilumine a corrente que ele criou em nossa alma.

5.12.10

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Eunice Figueiredo)

EUNICE FIGUEIREDO
A recifense Eunice Figueiredo, de 63 anos, está em Israel há quase 40 anos. Se divide entre uma casa no Norte, em Zichron Yaakov, e em Jerusalém, onde tem um escritório de arquitetura e restauração. Casada com um romeno, com quem tem duas filhas, ela também se dedica à pintura e expõe seus quadros por todo o país. Eunice é a entrevistada desta semana na série de conversas com brasileiros que vivem em Israel.

1) Eunice, quando você veio morar em Israel?

Em 1971. Ganhei uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação em arquitetura no Technion (Instituto de Tecnologia, em Haifa). Aí fui ficando. Comecei a trabalhar com o David Reznik, um arquiteto brasileiro, em Jerusalém e me apaixonei pela cidade.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Eu poderia ter ido para outros lugares, mas meu caminho foi direcionado para cá. A verdade é que foi intencional. É claro que o lugar me atraía muito, mas isso foi só no começo.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Gosto de muita coisa, principalmente da independência, da liberdade... Me sinto livre aqui.

4) Do que menos você gosta?
Não gosto da chamada “coerção religiosa”. 

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Zichron Yaakov, sobre o Monte Carmel. Escohi ter uma casa por lá porque morava em Jerusalém, mas tinha muita saudade do mar. Isso foi há uns 20 anos. Aos poucos, o pólo da minha vida foi se transferindo de Jerusalém para Zichron. 

6) Qual é o lugar menos agradável?
Qualquer lugar que tem bronca.
 
7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Azui” (algo como “alucinante” ou “incrível”). Adoro a palavra.
 
8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
São duas, em forma de pergunta: “Lama lo?” (“Porque não?”). Odeio quem diz isso em resposta a uma pergunta como “quer ir ao cinema ver esse filme?”.  Sempre me entusiasmo com as coisas. Responder “Lama Lo?” e muito negativo.
 
9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Tehina (pasta de gergelim). Bem simples, na colher.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que abandone o que chamo de “hábitos da senzala”. O brasileiro é muito ligado na empregada, na faxineira, o que é terrível. Sempre me incomodei com ess coisa de empregada, desde que era criança. Mas o brasileiro é muito acomodado. Tem gente que já voltou daqui por causa desse “luxo”.

Humor Judaico

O rabino tinha 12 filhos, precisava sair da casa onde morava e alugar outra, mas não conseguia por causa do monte de crianças. Quando ele dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar porque sabiam que a criançada iria destruir a casa. Ele não podia dizer que não tinha filhos, não podia mentir, rabinos não devem mentir.

Ele estava ficando desesperado, o prazo para se mudar estava se esgotando. Daí teve uma ideia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 dos filhos. Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o corretor da imobiliária.  

Gostou de uma e o agente perguntou quantos filhos ele tinha. Ele respondeu que tinha 12 e então o corretor perguntou: mas onde estão os outros?

E ele respondeu, com um ar muito triste:

"Estão no cemitério, junto com a mamãe deles".

E foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem mentir.

A inteligência faz a diferença. Não é necessário mentir, basta saber escolher as palavras.


"Mais um motivo pra eu virar Rabino!"

Hapoel Tel Aviv venceu sua primeira partida na Liga dos Campeões

Hapoel-Coach Eli Guttman respondeu a algumas perguntas sobre isso.

O que essa vitória significa para você e para o Hapoel?

É uma grande vitória. É a nossa primeira vitória na Liga dos Campeões, contra um grande clube como o Benfica. Nós mostramos a todos, e nós mostramos-nos como estamos a melhorar. As três primeiras partidas do nosso grupo foi muito ruim para nós, mas depois jogamos bem contra o Schalke, que empatou o jogo, mas merecemos a vitória. Agora que ganhamos contra o Benfica, isso é uma grande vitória para o Hapoel Tel Aviv.

O Benfica dominou o jogo, mas no final foi uma vitória para o Hapoel. Qual foi o segredo?

Sabíamos que o Benfica ia nos pressionar, nós sabíamos que eles iam vir para vencer esta partida, porque esta era a chance para que eles se classificassem. Nós jogamos no contra-ataque, e tivemos muita sorte neste jogo, o que nos faltou no jogo contra o Schalke. Às vezes, isso faz parte do futebol.

Você acha que o Hapoel pode-se classificar para a Liga Europa?

Não está dependendo apenas de nós. Nós dependemos do Benfica, mas vamos chegar a Lyon para ganhar e dar o nosso máximo lá. 


"É sempre bom ver o futebol israelense triunfar e ver o Benfica perder!"

Leon Feffer

 Vera Brobow, ex-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, e Leon Feffer (Z''L), ex-cônsul do Estado de Israel em São Paulo e idealizador da Casa de Cultura de Israel (atual Centro da Cultura Judaica)

“Sempre tenham coragem de tomar iniciativas. Não importa se uma ou outra vai fracassar, mas aquelas que vocês acertarem, essas sim, têm grande valor!”

Dilma deve rever a política para o Irã

A presidente eleita Dilma Rousseff deve rever a estratégia de aproximação do Brasil com o Irã, grande alvo de críticas da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores da petista, ela avalia que a atitude em relação a violações aos direitos humanos no Irã foi "equivocada" e "causou desgaste desnecessário". Para Dilma, associar-se a um regime que apedreja mulheres e aprisiona opositores foi um "enorme erro", dizem esses interlocutores.

O governo brasileiro reluta em condenar a sentença de apedrejamento da viúva Sakineh Ashtiani, acusada de adultério, e se abstém nas votações de resoluções da ONU contra essas práticas, e não condena a opressão a opositores. Um dos motivos para a não manutenção do chanceler Celso Amorim no cargo seria sua atuação no caso do Irã.

Seu desempenho nas negociações da ALCA foi considerado um sucesso. Mas ele teria caído em desgraça por causa do Irã. Para fazer um recomeço, seria preciso ter um novo chanceler e Amorim ficou muito identificado com a iniciativa. Além disso, a química de Amorim com Dilma não seria das melhores - os dois tiveram algumas rusgas quando ela era ministra da Casa Civil.

Dilma já havia indicado que se opunha à atitude não intervencionista na questão iraniana. "Acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh. Mesmo considerando usos e costumes de outros países, continua sendo bárbaro", disse Dilma em entrevista no dia 3 de novembro.

Para assessores próximos da presidente, a percepção é de que a aproximação com o Irã pode ter custado ao presidente Lula o Nobel da Paz por seu avanço em reduzir a pobreza.



SARA, MIRIAM, LEAH, ALIZA... PRIMEIRAS-DAMA EM FOCO

Não é a primeira vez que uma primeira-dama israelense é colocada no centro das atenções. Mas, dessa vez, parece que Sara Netanyahu conseguiu bater suas antecessoras. Ela está sendo bombardeada por críticos de dentro do governo - que se juntaram a jornalistas e opositores – por supostamente influenciar demais nas decisões do marido, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Os jornais israelenses têm divulgado que fontes ligadas ao escritório do premiê acusam Sara de “ser uma má influência” e de criar mal-estar entre os assessores de Natanyahu. Um deles disse ao site Ynet, a página online do jornal Yedioth Aharonoth, que a primeira-dama está “enlouquecendo todo mundo”.

Recentemente, um dos mais conhecidos ativistas do Likud, Israel Yagal, divulgou cartas nas quais acusa Sara de interferir em tudo, se transformando num fator na situação caótica em que se encontra, atualmente, o escritório do primeiro-ministro.

Não é de hoje que Sara é tema de polêmica. Já se falou muito sobre seu envolvimento na campanha do marido para o governo e, depois que ele foi eleito, nas indicações e nomeações de pessoas para cargos-chave. O mesmo aconteceu durante o primeiro mandato do marido, entre 1996 e 1999.

Para o professor Ilan Ben Ami, autor do livro “A mulher que está com ele” (“Ha-Ishá she-Itó”), Sara Netanyahu realmente não é a primeira primeira-dama a ser acusada de influenciar demais seu marido. Até porque, segundo ele, não existe, em Israel, uma definição concreta do papel da primeira-dama.

“Não sabemos o que esperar delas”, disse Ben Ami em entrevista à Rádio Reshet Bet.
O professor citou outras mulheres “poderosas”, companheiras de líderes israelenses. As mais influentes, segundo ele, foram Miriam, mulher de Levi Eshkol (1963-1969), e Leah, esposa de Yitzhak Rabin (1974-1977 e 1992-1995). A primeira se intrometia em tudo, até mesmo em políticas de governo. A segunda influenciava mais em nomeações para cargos oficiais.

Mas há outros exemplos, como Aliza, mulher de Ehud Olmert (2006-2009), Tzipora, esposa de Moshe Sharett (1954-1955), e Shulamit, companheira de Yitzhak Shamir (1983-1984 e 1986-1992).

Sara Netanyahu está, por algum motivo, recebendo mais atenção do que suas antecessoras. Talvez porque a imprensa pós-Internet seja mais fominha e tenha mais meios de criticar os poderosos. Ou talvez porque uns e outros estejam em campanha contra o atual primeiro-ministro... Tudo é possível.

Israel vs Irã na Copa do Qatar

A cada quatro anos, quando começam as eliminatórias, fico me perguntando: será que desta vez Israel vai disputar, enfim, uma Copa do Mundo (a única para a qual a seleção se classificou foi a de 1970, sendo eliminada na primeira fase)? O incrível é que, hoje disputando pela UEFA, que reúne seleções europeias (já foi expulsa de várias ligas por estados árabes...) Israel fica sempre a um pontinho da classificação. Vem empatando com grandes seleções, como a França. Mas falta sempre um gás. Parece o Botafogo... nada, nada e morre na beira do mar Morto. Se disputasse pela confederação asiática, o papo seria outro, mas o páreo europeu é complicado e, ainda assim, os guiborim alvi-anil chegam perto. Hoje, quando vi o anúncio de que a Copa de 2022 será no Qatar, primeiro estado muçulmano e primeiro país do Oriente Médio a sediar o evento, refleti: imagina se Israel se classifica justamente para essa Copa? Dei uma pesquisada e soube que o Wikileaks vazou informação de que o Qatar tem tamanho pavor do Irã que, secretamente, já ofereceu seu espaço aéreo a Israel em caso de conflito com o país governado por Ahmadinejad... mesmo assim, imaginem a pressão de jogar num país muçulmano... Já pensaram numa partida entre Israel e Irã pelas oitavas, no Qatar? Que clássico! Seja como for, no Brasil, na Rússia ou no Qatar, está na hora de Israel fazer o dever de casa e divertir a galera que tem a estrela de Davi no repertório. Para mim, que já tenho a estrela botafoguense no peito, como diria o Galvão, haaaaaaja coração!!!!!

Brasil reconoce al Estado palestino, Israel decepcionado


Israel manifestó su "decepción" y "frustración" por la decisión del Gobierno brasileño de reconocer el Estado palestino en las fronteras de 1967, algo que estima con certeza que repercutirá negativamente en el proceso de paz en Oriente Medio.

"Todo intento de buscar atajos a ese proceso y determinar de antemano y de forma unilateral los temas importantes y controvertidos tan sólo dañará la confianza entre las partes y su compromiso para concluir unas negociaciones de paz", señaló el Ministerio de Exteriores.

La diplomacia israelí también lamenta que el jefe de Estado brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, haya tomado la decisión apenas un mes antes de entregar el cargo a su sucesora, Dilma Rousseff.

Asimismo señala que el reconocimiento del Estado palestino supone una violación de los acuerdos bilaterales firmados en 1995 y de la Hoja de Ruta, el plan de paz presentado en 2003 por el Cuarteto de Madrid, porque instan a las partes a resolver los temas que los enfrentan en la mesa de negociaciones.

Lula comunicó la decisión por carta al presidente de la Autoridad Palestina, Mahmud Abás.

El reconocimiento fue una respuesta a la solicitud realizada por Abás el pasado 24 de noviembre y es una posición "coherente" con las resoluciones de Naciones Unidas, explicó la Cancillería brasileña en un comunicado.

"La decisión no implica abandonar la convicción de que son imprescindibles las negociaciones entre Israel y Palestina, a fin de que se alcancen concesiones mutuas sobre las cuestiones centrales del conflicto", señala la nota.

Brasil se suma de este modo a una lista de más de cien países que reconocen al Estado palestino, entre ellos todos los árabes, la gran mayoría de África, buena parte de los asiáticos y del este de Europa.

El portavoz del Departamento de Asuntos Relacionados con la Negociación de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP), Xavier Abu Eid, indicó que otros siete países latinoamericanos se han mostrado dispuestos en conversaciones bilaterales a reconocer la independencia palestina en las fronteras de 1967 en el momento adecuado.

"Esperamos que la decisión de Brasil origine una oleada de reconocimientos latinoamericanos como la que hubo tras 1988 (a raíz de la Declaración de Independencia Palestina) en otras partes del Planeta", señaló.

Brasil ya reconocía desde 1975 a la Organización para la Liberación de Palestina (OLP) como "legítima representante del pueblo palestino" y en 1993 abrió su primera legación diplomática en los territorios palestinos, cuyas atribuciones fueron equiparadas a las de una embajada cinco años después.

El Ejecutivo de Lula ha intensificado sus relaciones con Palestina en estos últimos años y el pasado marzo realizó una gira oficial a la zona que también incluyó una visita a Israel.

En los últimos tiempos Brasil se ha ofrecido como mediador entre Israel y los palestinos, intentando atribuirse la imagen de un interlocutor neutral y ajeno al conflicto.

En su misiva a Abás, Lula renueva su oferta mediadora, al asegurar que "Brasil estará siempre preparado para ayudar en lo que sea necesario".

Por su parte, el dirigente palestino Nabil Shaat felicitó el enfoque unilateralista del presidente brasileño alegando que cumplió "con su palabra de poner la solidaridad en acción y dar una respuesta de forma no violenta al unilateralismo israelí".

(Fonte: Aurora Israel)
"O que é mais fácil de se decepcionar? Os israelenses por deixar a direita no poder, ou os brasileiros que não sabem o que fazem? Difícil..."

Miketz


A história de José e seus onze irmãos é contada em detalhes nos últimos quatro trechos do Bereshit.

José esteve no fundo do poço por mais de uma vez. Ele era diferente de seus irmãos. Embora fosse o mais amado pelo pai, era incompreendido, odiado e perseguido pelos irmãos. Na primeira oportunidade, os irmãos livraram-se de José jogando-o em um poço.

Porém, a história dele teve a primeira reviravolta e ele conseguiu sair do poço de cabeça erguida e transformou-se no homem mais importante da casa do Potifar, שר הטבחים – o ministro dos cozinheiros.

Mais uma vez, por uma armadilha preparada pela esposa do Potifar, José foi parar no fundo do poço. Ele foi levado para a prisão que é chamada pela própria Tora de בור – poço.

No entanto, nosso herói conseguiu dar a volta por cima e, devido a sua capacidade de interpretar os sonhos alheios, tornou-se o segundo homem mais poderoso de todo o Egito. Este cargo lhe garantiu uma vida tranquila e também a seu pai Jacob e seus onze irmãos, que vieram ao Egito à procura de comida.

Estamos comemorando Chanucá e acendemos hoje a terceira vela. A história desta festa relembra uma época em que o Povo de Israel conheceu o fundo do poço. Os dominadores gregos haviam proibido a prática do judaísmo e impunham seus rituais pagãos ao nosso povo. Conquistaram o Templo de Jerusalém e profanaram-no colocando em seu seio estátuas de deuses gregos. Os macabeus surgiram para retirar o povo de dentro do poço e trouxeram luz e esperança para os judeus daquela época.

Tanto na vida de José como na história dos macabeus, os personagens conheceram a escuridão e o desespero. No entanto, quando tudo parecia perdido, uma luz era acesa e a escuridão do poço era substituída pela chama da esperança.

Vivemos hoje uma ameaça mais amedrontadora que o poço de José e mais poderosa que o extinto Império Grego. O inimigo da Era Contemporânea chama-se indiferença.

A falta de preocupação com a transmissão dos valores judaicos, e ausência de interesse pela continuidade das tradições, o abandono das práticas religiosas e a indiferença em relação ao futuro da nossa comunidade é o poço do qual todos fazemos parte.

Precisamos dar a volta por cima e ser os macabeus de nossos tempos.

Podemos, por meio de iniciativas simples, trazer luz à nossa comunidade e fomentar a chama do judaísmo. Devemos participar dos serviços religiosos e também convencer os amigos e familiares a fazê-lo. Devemos nos voluntariar em instituições da comunidade. Precisamos nos certificar de que nossos filhos e netos recebem uma educação judaica durante o ano e participam, nas férias, de uma colônia de férias da comunidade. Precisamos ler livros judaicos e participar de palestras e cursos de judaísmo. A cada Shabat devemos nos perguntar, o quê de judaico eu aprendi na semana que se passou? Finalmente, devemos praticar o תיקון עולם e colaborar para que o mundo seja um lugar mais justo.

Sejamos nós os macabeus da atualidade e façamos a nossa parte para que a chama da existência judaica torne-se mais vigorosa a cada dia e que a escuridão do poço de José seja substituída pela luz de uma esplendorosa Chanukiá.

Shabat Shalom e Chanucá Sameach
Rabino Michel Schlesinger

Janucá llena de luces los hogares judíos

La Fiesta de las Luminarias o "Janucá", en la que los judíos conmemoran la consagración del Templo de Jerusalén tras la revuelta macabea del siglo II a.C., llena estos días de luces y regalos las ciudades israelíes.

El país vivió ayer la primera jornada, que se inició al caer la noche y se prolongará durante ocho días.

En las vías más concurridas de Jerusalén y el resto de ciudades israelíes se han instalado grandes candelabros de ocho brazos (llamados "janukiá"), cuyas velas o bombillas van encendiéndose al ritmo de una por noche hasta que, en la octava jornada, todos los brazos aparecen iluminados.

Gran parte de la población ha colocado los candelabros, como marca la tradición, en lugares visibles de la vivienda como ventanas y entradas para que puedan ser vistos desde el exterior.

Los más religiosos han instalado también grandes y llamativos "janukiot" en el capó de sus coches, que circulan despacio alegrando el asfalto con una luz diferente.

Los judíos observantes acudirán esta semana masivamente a las sinagogas, donde se recitan oraciones especiales, y harán bendiciones típicas para la ocasión tras las principales comidas.

"Janucá" significa literalmente "inauguración" y conmemora la consagración del templo judío de Jerusalén en el año 165 A.C, tras la revuelta de los macabeos contra el monarca seleúcida Antíoco Epifanes que, siguiendo la tradición helenística de su dinastía, había implantado el culto a Zeus a fin de que los israelitas asimilaran su cultura.

Aunque en el moderno Estado judío la fiesta rescata como símbolo la gesta militar del líder de la revuelta Judas Macabeo, el uso de la luz recuerda una historia recogida en el Talmud y conocida como el "milagro de Janucá".

Según esta leyenda, cuando los sacerdotes judíos llegaron a Jerusalén para restituir el culto y encender la lámpara del Templo, se dieron cuenta de que sólo quedaba una pequeña jarra de aceite puro suficiente para un día pero, a pesar de ello, las luces del candelabro permanecieron encendidas ocho jornadas consecutivas.

"La festividad simboliza la lucha por la libertad religiosa y de expresión llevada a cabo por un pequeño grupo de sacerdotes que se rebelaron contra la imposición helenística de prohibir a los judíos vivir según su creencia", explica Yosef Benarroch, rabino del centro sefardí para mujeres "Midreshet Eshel".

"Una de las costumbres de Janucá es colocar el candelabro iluminado a la entrada de la casa, pues según explica Maimónides, se trata de mostrar que somos libres", subraya.

Los niños se convierten en protagonistas de la celebración y los mayores les suelen regalar una perinola de cuatro costados llamada "sevivón", en la que suele aparecer la leyenda hebrea "un gran milagro ha ocurrido ahí".

Para mayor disfrute de los pequeños, los escaparates de las pastelerías están llenos de las hermosas y coloridas "sufganiot", una especie de donut relleno de mermelada o chocolate y cubierto de azúcar glaseado.

En las comunidades israelitas en el exterior se degustan buñuelos y otros pasteles para recordar el milagro que se produjo en el santuario de Jerusalén asociado al aceite.

Otro de los actos tradicionales es el encendido de una antorcha en Modiín, una moderna ciudad ubicada cerca de la bíblica población del mismo nombre donde surgió la sublevación hebrea contra los gobernantes que controlaban la región desde tiempos de Alejandro Magno.

Mientras en Europa padece una ola de frío polar, este año la festividad judía se produce en medio de inusuales temperaturas primaverales para esta época, que rondan en algunos puntos del país los treinta grados centígrados.

A pesar de que Janucá suele coincidir con el inicio de la lluvia y la estación invernal, los meteorólogos pronostican que las primeras gotas sólo llegarán a la región a mediados de diciembre, por lo que los israelíes disfrutan de la Fiesta de las Luces en manga corta.


(Fonte: Aurora Israel)

Muere Samuel T. Cohen, el padre de la bomba de neutrones

El físico Samuel T. Cohen (foto), inventor de la bomba de neutrones, falleció en su domicilio en Los Ángeles a los 89 años, dos semanas después de someterse a una operación para extirparle un tumor de estómago.

Cohen era considerado el padre de la controvertida arma nuclear conocida como bomba de neutrones, ideada para matar seres vivos sin apenas causar daños materiales en la zona afectada por la explosión.

El científico cursó sus estudios en la Universidad de California, en Los Ángeles (UCLA), y mientras cumplía el servicio militar en la II Guerra Mundial fue reclutado para participar en el Proyecto Manhattan que sirvió para desarrollar la primera bomba atómica.

En 1958 diseñó la bomba de neutrones y, a pesar de sus campañas para convencer a los diferentes presidentes de EE.UU. para que incluyeran el arma en el arsenal táctico del país, casi todos los mandatarios desoyeron sus argumentos.

Únicamente Ronald Reagan en 1981 ordenó la fabricación de 700 bombas de neutrones en pleno apogeo de la Guerra Fría, aunque las armas nunca llegaron a utilizarse y se desmantelaron.

Se cree que Francia, China, Rusia e Israel produjeron bombas de neutrones y se desconoce si actualmente tienen alguna en su poder.

Cohen siempre defendió su creación como el arma "más sana y moral jamás diseñada porque cuando la guerra termine el mundo seguirá intacto".

A diferencia de la bomba atómica, que genera una gran cantidad de radiación y calor que incinera todo lo que se encuentra a su paso, la bomba de Cohen emplea únicamente la fuerza destructora de los neutrones, capaces de atravesar estructuras inanimadas sin alterarlas y sin apenas generar radiación.

La bomba de neutrones, no obstante, es letal para las células vivas.

Los críticos de esta tecnología bélica acusaron a Cohen de crear un arma que hace asumible una guerra nuclear y que podría detonar un conflicto a gran escala que derivaría en una conflagración atómica.

El que fuera presidente soviético Nikita Khrushchev calificó la bomba de neutrones como el arma capitalista definitiva porque se construyó para "matar a un hombre de forma que su traje no quedara manchado de sangre, para poder quedarte con él". 

(Fonte: Aurora Israel)

29.11.10

Abuela de Obama rogó a Dios en La Meca para que su nieto se convierta al islam


Sarah Omar, abuela del presidente de EEUU, Barack Obama, ha afirmado que rogó a Dios para que su nieto se convierta al islam, durante la última peregrinación a La Meca (Arabia Saudita), en una entrevista publicada al diario Al Watan.

"Rogué a Dios para que haga entrar a mi nieto Barack en el islam", subrayó la anciana keniana de 88 años en la ciudad portuaria saudí de Yeda, adonde llegó junto a un hijo suyo y cuatro nietos, procedente de La Meca tras culminar la peregrinación musulmana, según la edición digital del periódico.

Pese a que Omar rechazó tajantemente hablar de las políticas de Obama, al ser preguntada si esperaba que el mandatario estadounidense fuera reelegido para un segundo mandato, ella respondió con una sonrisa "eso solo Dios lo sabe".

La abuela de Obama también rezó por la pronta recuperación del rey de Arabia Saudita, Abdalá bin Abdelaziz, que se sometió con éxito a una operación quirúrgica de una hernia discal y de un coágulo en un hospital de Nueva York (EEUU).

"Que se recupere pronto (el rey saudita) de lo que ha sufrido, quiero dar las gracias por su buena acogida y generosa hospitalidad, es un monarca generoso", deseó la anciana en lengua "suajili".

Sara Omar, que vive en Kenia, adelantó que cuando regrese a su aldea "dará a conocer el islam y su fuerza".

Al Watan agregó que el príncipe saudita Mamduh bin Abdelaziz recibió en su palacio de Yeda a la abuela y los familiares que la acompañan por considerarlos huéspedes del reino y les ofreció una cena de honor.
(Fonte: Aurora Israel)

Rabinos, imanes y sacerdote cristiano rezan juntos para que llueva en Tierra Santa


Los líderes religiosos de Tierra Santa pocas veces están de acuerdo en algo, pero estos días rezan por una causa común: traer la lluvia a la árida región, que vive un mes de noviembre con temperaturas veraniegas.

En iglesias, sinagogas y mezquitas los asistentes al culto no dejan de dedicar desde hace semanas unas palabras para pedir a Dios que les bendiga con las ansiadas precipitaciones, cuya ausencia podría causar estragos en una agricultura que soporta ya siete años consecutivos de sequía.

Unos sesenta imanes y rabinos y un sacerdote cristiano unieron sus fuerzas hace dos semanas en un curioso encuentro en el pueblo palestino de Wallajah para orar juntos por la llegada de un otoño que no se decide a aparecer.

Al poco común rezo inter-confesional han seguido multitud de iniciativas, a cual más original, para conmover a la Divinidad y que se apiade de sus fieles en esta región que alberga algunos de los más importantes lugares sagrados de las principales religiones monoteístas.

Quizás los más activos hayan sido los judíos, cuyos rabinos jefes, el ashkenazí Yona Metzger y el sefardí Shlomo Amar, han dejado claro en una misiva a sus seguidores que "la tierra está seca debido a nuestros muchos pecados", un castigo celestial ante el que sólo cabe esperar la misericordia del Todopoderoso.

Los rabinos Menashe Malka y Reuven Deri se subieron a un globo aerostático junto a la reina de la belleza Shavit Wiesel (Miss Israel 2010) para pedir desde el cielo del caldeado desierto del Negev que Yavé envíe las lluvias.

El colorido grupo entonó una oración del rabino Mordejai Eliahu, destinada específicamente para este tipo de ocasiones.

Metzger y Amar visitaron en la ciudad de Hatzor Haglilit, en el norte del país, la tumba de Honi Hamagel, sabio judío del siglo I A.C. famoso por invocar con éxito la llegada de la lluvia.

En la última quincena, los más altos guías espirituales judíos han convocado a sus feligreses a varias jornadas de ayuno, en las que cientos de creyentes no han comido ni bebido desde el anochecer de un día hasta el del siguiente, como muestra de sacrificio y expiación de los pecados que han llevado a Dios a castigar con la sed a su rebaño.

El miércoles, docenas de rabinos se unieron en una ceremonia multitudinaria con el mismo objetivo a bordo de un barco en el Mar de Galilea, cuyo nivel disminuye medio centímetro cada día y ha superado ya en más de un metro el nivel mínimo de alerta.

Los dos rabinos jefes han diseñado una oración especial que los judíos más religiosos recitan estos días con fervor para luchar contra la alarmante situación.

"Oh, Aquel que escucha las oraciones, por favor, trae la lluvia a esta tierra y bendice al mundo entero con tu bondad, y llena nuestras manos con tus bendiciones y la riqueza de tus regalos. Ten misericordia con nosotros y con nuestras frutas y cultivos. Bendícenos con la lluvia y haznos merecedores de la vida, el sustento y la paz como en los buenos años", dice la plegaria.

El rabino Mezger está convencido de su poder y asegura que: "Hace un año nos encontramos en la misma situación, en la que no había lluvia en mitad del invierno. Después de que distribuyésemos nuestra oración y las sinagogas en todo el país hicieran servicios especiales, llegaron las lluvias al final del invierno y se evitó la sequía".

La relación entre las lluvias y el pueblo judío está plasmada en la Biblia, en el capítulo once del Deuteronomio, en el que se advierte a los judíos de que, si adoran a otros dioses, Yahvé "cerrará los cielos y no habrá lluvia y la tierra no dará sus frutos".

Hoy, a pocos días de finalizar el mes de noviembre, los residentes de Tel Aviv pueden disfrutar de su paradisíaca playa, con una temperatura de 25 grados, mientras en Jerusalén se registran 23 y a las orillas del Mar Muerto se llega a los 30.

El fin de semana será aún más caluroso y el termómetro subirá todavía un par de grados más en esta tierra sedienta, cuyos agricultores miran al cielo con la esperanza de avistar a lo lejos alguna nube que preceda a la tormenta.

Si las cosas no cambian pronto, los peregrinos cristianos podrían llegar a la ciudad palestina de Belén dentro de unas semanas a pasar una calurosa Navidad en camiseta, sandalias y pantalón corto.


(Fonte: Aurora Israel)

28.11.10

Vaieshev


Sonhos e interpretações
O que são os sonhos? Como funcionam? O que dizem com respeito à realidade? Existem diversas teorias. Alguns sustentam que os sonhos são restos da experiência vivida durante o dia e simplesmente retratam como essa experiência ficou registrada na emoção da pessoa, sem barreiras, às vezes sem leis de coerência, a partir de livre associação. Nos sonhos juntamos pessoas que não se conhecem, paisagens distantes umas das outras, tempos afastados uns dos outros, conforme as relações que têm para nossas emoções. Os sonhos assim podem nos mostrar as expectativas que temos, medos e desejos. Outros acreditam que os sonhos são revelações mesmo, que vêm de outras esferas, e através deles voltamos a viver mesmo o passado; vivemos um futuro possível ou preciso; e também opções que nunca aconteceram nem acontecerão na realidade física. É outra dimensão de realidade, talvez não menos verdadeira, embora menos concreta.

Na parashá, José sonha o que se realizará anos mais tarde e revela nos sonhos dos demais o que acontecerá em breve. Os comentaristas se dividem em três a respeito da capacidade de ver as verdades históricas de José através dos sonhos.

1) Deus revelou a José a verdade escondida na metáfora do sonho. O sonho é profético e precisa de um decodificador.

2) José sabia os segredos da corte real e ouvira o que aconteceria. Ele simplesmente colocou a informação que obtivera dentro da metáfora do sonho. Sem magias, nem místicas, nem interpretações. Simplesmente com astúcia e sabedoria diplomática.

3) José tinha uma intuição psicológica muito aguçada, com uma profunda sensibilidade para compreender o próximo, e através do sonho sentia a pessoa e a entendia. Os sonhos não são senão o que vibra no fundo da alma da pessoa. O que se apresenta nos sonhos é a profundidade do coração.


Belezas interiores e exteriores em diferentes circunstâncias

José era bonito de atitude e de aspecto, diz o texto. Os sábios se detêm na diferenciação. Uma é a beleza física e outra é a beleza do espírito. Uma é a beleza do corpo, externa; a outra é a que se reflete no comportamento, é a estética da ética. Esta segunda é a que nos leva a dizer muitas vezes “que lindo gesto”, “que linda personalidade”, “que lindo pensamento”. José conta a verdade de seus sonhos a seus pais e irmãos, assim como também conta a verdade sobre as fracas atitudes dos irmãos para seus pais. Porém junto à virtude da verdade, ele tem o defeito da insensibilidade para com o outro. José começa seu percurso com transparência, mas também com arrogância e encerrado apenas em seus próprios interesses. Só mais tarde, quando estiver no fundo do poço, experimentará a humildade necessária para ver os demais e reconhecer as expectativas deles. Assim rechaçará a sedução da mulher de Potifar, o amo que deu tudo para ele; e rejeitará de si a arrogância de crer que pode tudo, que tudo lhe pertence e que só ele conta. Inclusive dirá que sua sabedoria não é dele, não é mérito próprio e sim um presente da vida e de Deus. Reconhecerá que tudo é produto de vários, que tudo o que acontece convive com vários fatores e várias pessoas. Apenas então José entenderá o seu lugar único e ao mesmo tempo pequeno e relativo. Nesse momento será definido como belo de atitude e não apenas de aspecto.

Presença Divina na desgraça?

A cada passo da vida de José o texto fala que Deus estava com ele. É imprescindível perguntar-se qual é o significado dessa frase nos momentos de desgraça de José. Onde estava a Presença Divina na vida de José quando este sofria por ter sido jogado no poço por seus irmãos, quando foi sido vendido como escravo, quando foi posto na cárcere por um crime que não cometeu? Alguns dirão que Deus evitava em cada circunstância que esta fosse pior do que podia ser: para que José saísse rapidamente do poço, que fosse vendido para um bom amo, que no cárcere tivesse as melhores condições. Segundo esta ideia, a Presença Divina não muda a história feita pelos homens, mas apenas cuida deles no decorrer desta história. Cuida deles mesmos, cuida para que os homens não consigam usar a sua liberdade a fim de cometerem danos maiores contra si mesmos. Essa interpretação seria difícil de aceitar diante da Shoá, da Inquisição e de desastres naturais. A menos que digamos que o cuidado de Deus consiste em acompanhar a pessoa na desgraça, no enfoque em lidar com ela, mas não em intervir física ou ativamente nos fatos. Outra explicação diz que a Presença Divina consiste no significado que conseguimos tirar ou dar às diversas experiências que vivemos, boas e más. A Presença Divina é o significado e a prova que se nos apresenta através de cada momento de felicidade e de angústia, de sucesso e de desgraça.  “Deus estava com José” para fazer com que ele tire o melhor de cada oportunidade de vida e não apenas viva.



Shabat shalom,
Rabino Ruben Sternschein

Lubavitch, Nigga!


Um dos mais de 100 “mitzveh tank” do Movimento Lubavitch dos EUA circula diariamente pela 5ª Avenida nova-iorquina em busca de “ovelhas desgarradas” do judaísmo.
O veículo é um truck com livraria, sala de estudos, projetor de vídeos do REBE e local para a colocação de filactérios.
Os “tanques de boas ações” são conhecidos e populares na terra do Tio Sam.

Sinagoga faz bem!

Um original anuncio da Sinagoga Chabad de Sunny Isles, em Miami, chama a atenção dos passantes.
Diz o anuncio:
“Por que devo ir a uma sinagoga?”
1-Evite usar automóveis pois eles são os responsáveis por 20% dos acidentes fatais.
2-Não fique em casa pois 17% de todos os acidentes ocorrem em casa.
3-Evite andar pelas ruas pois 14% de todos os acidentes atingem os pedestres.
4-Evite usar o transporte aéreo, marítimo ou ferroviário pois 16% de todos os acidentes ocorrem com estes meios de transporte.
5-Dos 33% remanescentes, 32% ocorrem nos hospitais. Evite os hospitais!
Você ficará feliz em saber que apenas 0,001% dos óbitos ocorrem nas sinagogas e, grande parte deles, são devido a doenças pré-existentes.



"Seria fantástico se aqui em São Paulo existisse uma sinagoga realmente aberta. Um dia terá, e todos aqueles 'curiosos' também vão se sentir bem dentro de uma!" 

18.11.10

Uma última mensagem

A 613a u última mitsvá contida na Torá é escrever um Sêfer Torá. Aprende-se
este mandamento do versículo (Devarim 31:19): “Veatá kitvu lachem et hashira
hazot – e agora, escrevei para vós este cântico”.
O Rambam escreve que este mandamento pode ser cumprido escrevendo-se uma
única letra de um rolo completo da Torá. Já que a falta de uma letra torna o rolo
todo inválido, escrever ou corrigir uma única letra corresponde a completar todo
o rolo (Hilchot Sêfer Torá 7:1).
Para cumprir esta mitsvá, pessoas contratam um sofer (escriba) para escrever uma
Torá, ou compram um rolo existente com algumas das últimas linhas ou letras
em branco. Qualquer um que escreva uma ltra ou mais para completar o rolo,
terá cumprido a mitsvá.
A família Reichmann, de Toronto, é conhecida no mundo todo por sua integridade,
lantropia e fé aboluta em Hashem e Sua Torá. Apesar de sua imensa
riqueza, suas prioridades permaneceram rmes, com o cumprimento religioso e
valores familiares sempre elevados em suas mentes. Esta convvicção originou-se com o patriarca da família, que xou padrões
para as gerações futuras.
O Patriarca desta família foi Shemeyáhu (Samuel) Seichmann. Quando ele envelheceu, quis ter um Sêfer Torá, escrito em seu
mérito para cumprir uma mitsvá que poucos judeus têm a oportunidade de cumprir. O custo desta mitsvá é grande. Hoje
contratar um sofer para escrever um Sêfer Torá pode custar bem mais que trinta mil dólares.
Em 1960, o senhor Reichmann contratou um notável sofer em Benê Berac para escrever um Sêfer Torá. Mas o homem estava
sobrecarregado com outros trabalhos e não pôde encontrar muito tempo para concentrar-se completamente no projeto do
senhor Reichmann.
Quando alguns membros da família do senhor REichmann iam a Israel, eles convenciam o sofer a escrever mais algumas yeriot
(folhas de pergaminho). Mas logo depois ele se desviava para outros projetos que sentia serem mais urgentes. Era muito
frustante, mas os Reichmann continuaram aguardando a continuidade do trabalho por aquele sofer devido à sua reputação de
realizar um belo trabalho manual.
Finalmente, em 1975, a Torá foi completada e enviada a Toronto em tempo para Shavuot. Não poderia haver momento mais
apropriado para entrega da Torá, pois Shavuot comemora a outorga da Torá, por Hashem no Monte Sinai.
Planos foram feitos para a Torá ser trazida com pompa e grande solenidade no primeiro dia de Shavuot para a Yeshiva Yessodê
Hatorá.
Haveria um cortejo para levar a Torá, no qual a família, amigos e mebros da comunidade se juntariam com músicas e danças.
O primeiro dia de Shavuot em 1975 caiu numa sexta-feira. No dia anterior o senhor Reichmann, com a ajuda de um sofer
local, completou a escrita do Sêfer Torá, preenchendo as últimas letras. Normalmente o senhor Reichmann era uma pessoa
tranquila e estável, mas nesta oportunidade estava visivelmente excitado com a oportunidade de presentear um Sêfer Torá em
Shavuot.
No primeiro dia de Shavuot a polícia fechou as quadras da Avenida Dalemount, onde o senhor Reichman morava, Um ponto
de encontro marcado na interseção das avenidas Dalemount e Fairholme. Por volta das 9h50m, aproximadamente cem adultos
e crianças saíram da Yeshiva Yessodê Hatorá caminhando atrás de cinco homens, cada qual carregando um Sêfer Torá, pela
Avenida Fairholme em direção à casa do senhor Reichmann.
Enquanto andavam, cantavam alegremente valorizando a beleza daqueles momentos. Às 9h55, o senhor Shemeyáhu Reichmman
acompanhado de seus lhos e netos levou o novo Sêfer Torá de sua casa, caminhando majestosamente pela Avenida Dalemount,
em direção à multidão que o saudaria na esquina combinada.
Exatamente às 10 horas, conforme planejado, os dois grupos se encontraram. O senhor Reichmann cou de pé por um
momento segurando o rolo da Torá. De repende virou-se para seu lho, Moshê, e disse: “Não estou me sentindo bem.”
Ele entregou a Torá para seu lho caiu naquele mesmo lugar e faleceu!
O patriarca transmitiu sua mensagem ao cumprir a última mitsvá. Ele passou a Torá para seu lho Moshê – e ele e seus irmãos
transmitiram a mensagem que ressoa na família até hoje.
Naquele mesmo lugar, onde o senhor Shemayáhu completou sua messorá, uma yeshivá foi contruída. Ela é adequadamente
chamada de “Zichron Shemayáhu – Memória de Shemayáhu”.