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31.10.10

Mossad descobriu Mengele no Brasil, mas não o deteve

DE SÃO PAULO

O Mossad sabia desde 1962 que o criminoso nazista Josef Mengele vivia escondido no Brasil e chegou a preparar a operação para prendê-lo, informa reportagem do diário paulista Folha de São Paulo.

O plano do serviço de espionagem israelense era repetir o que havia sido feito dois anos antes na Argentina, quando seus agentes capturaram Adolf Eichmann, um dos arquitetos do extermínio alemão de 6 milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial.

A revelação é do ex-chefe do Mossad Rafi Eitan, 84, o comandante da operação secreta que levou Eichmann em 1960 para Israel, onde o nazista foi julgado e punido com a forca.

"Fui ao Brasil com outro agente em 1962 e confirmamos que Mengele vivia sob identidade falsa nos arredores de São Paulo", contou Eitan à Folha. "Na volta, começamos a preparar a operação para capturá-lo, mas o governo acabou desistindo."

(Fonte: Folha OnLine)

Gorbachov: La victoria en Afganistán es imposible

 Mikhail Sergeyevich Gorbachev, ex-secretario-general del Partido Comunista de la Unión Soviética

El ex presidente soviético Mijail Gorbachov avisó a la OTAN de que no espere salir victoriosa de la guerra de Afganistán.

Gorbachov, que se vio obligado a retirar las tropas soviéticas del país asiático hace veinte años, tras diez años de conflicto armado, dijo que EEUU tendrá que hacer lo mismo si quiere evitar un nuevo Vietnam.

Gorbachov alabó al presidente de EEUU, Barack Obama, por su decisión de comenzar el próximo año la retirada de sus tropas, pero agregó que va a costarle mucho a ese país salir del actual embrollo.

"Es imposible la victoria en Afganistán. Obama tiene razón en retirar las tropas, por difícil que resulte", dijo Gorbachov.

El ex líder soviético recordó que antes de retirarse del país asiático, Moscú llegó a un acuerdo con Irán, la India, Pakistán y Estados Unidos.

"Confiábamos en que Estados Unidos cumpliese aquel acuerdo por el que Afganistán se convertiría en un país neutral y democrático, que tendría buenas relaciones con sus vecinos y con Estados Unidos y la Unión Soviética", explicó.

"Los americanos siempre dijeron que lo apoyaban, pero al mismo tiempo se dedicaban a entrenar a militantes, los mismos que hoy aterrorizan a Afganistán y cada vez más también a Pakistán", agregó Gorbachov.

El ex presidente soviético reconoció que salir de ese atolladero será difícil para EEUU, pero se preguntó acto seguido: "¿Cuál es la alternativa: un nuevo Vietnam? ¿Enviar allí medio millón de militares? No funcionaría".

Según Gorbachov, lo mejor que puede esperar la OTAN es ayudar al país a ponerse de pie y emprender su reconstrucción tras el conflicto.

Gorbachov expresó también su preocupación por lo que pasa en Rusia: "Estoy muy preocupado, sólo estamos a mitad de camino desde un régimen totalitario a la libertad y la democracia. Y sigue la batalla".

"Hay todavía mucha gente en nuestra sociedad (rusa) que tiene miedo a la democracia y preferiría un régimen totalitario", señaló.

(Fonte: Aurora Israel

"O Pacto de Varsóvia deixa saudades!"

Loja Judaica "Diferente" em Nova Iorque

Não é nenhuma novidade que o espaço em armários é um prêmio em Nova York, especialmente se a sua família tem cinco filhos. Então, quando as duas filhas adolescentes de Avi e Michal Schick não mais cabiam em suas roupas, os Schicks fizeram o que muita gente faz: Eles as colocavam em cestos na parte baixa da sua residência em Flatbush - Brooklyn e convidavam os moradores menos afortunados para que levassem o que quisessem.

A partir desse início modesto, cresceu a Bobbie's Place, uma loja de roupas para crianças no Brooklyn que é convencional em todos os sentidos, menos por um detalhe: todos os itens são gratuitos. A Bobbie's Place recebe cerca de 8.500 crianças carentes, muitas das quais os pais são emigrantes recentes da ex-União Soviética, assim como de Israel, Egito, Síria e do Irã. A Sra. Schick disse que entre os seus clientes naquela noite estava um professor que trouxe uma criança cujo pai havia cometido suicídio. Uma outra família sofreu um incêndio na semana anterior. "E há muitas mães solteiras" ela contou. "Parece e funciona como uma loja muito legal" disse Schick, um advogado que trabalha no escritório de advocacia SNR Denton e é presidente da ‘Lower Manhattan Development Corp’. "O objetivo é que nunca se diz e nem mesmo se sussurra a palavra caridade".


Michal Schick, à esquerda, uma co-fundadora da Bobbie's Place, e Tzivie Herber ajudam uma cliente.

A sua imagem é quase de um palco: Uma placa na porta de vidro fosco diz: "Bem-vindo ao Bobbie's Place". As estantes e as prateleiras são bem abastecidas com mercadorias novinhas em folha. Há cartazes para os clientes e também provadores onde para cada um é entregue uma plaquinha com o número de itens, como na Gap, para o controle das roupas que levam para provarem. Há também um sistema informatizado que registra as compras das crianças, e um sistema de atendimento telefônico que recebe ligações em persa, russo, hebraico e Inglês.

"Sempre que faço compras" relatou Schick, em lojas como a DSW Shoe Warehouse Designer, observo bastante, e que alegremente admite que a loja é muito importante para ela: "Estou sempre alerta e procurando jeitos para tornar a experiência mais fácil". "Eu tenho um mestrado em biblioteconomia e que vou usar algum dia", continuou ela, apenas um pouco melancólica. "E eu tenho cinco filhos lindos.

Os filhos dos Schicks também ajudam na loja. Recentemente Estie, de 17 anos, estudava para o seu exame de Espanhol enquanto ajudava nos vestiários. Ela disse que esta experiência mudou a sua atitude sobre quantas coisas uma pessoa realmente precisa. "É muito importante ter algo para fazer você se sentir bem consigo mesmo" disse ela. "Mas necessariamente não tem que ser um novo guarda-roupa a cada estação".

Em iídiche Bobbie significa avó, e a loja foi inspirada pela memória da avó do Sr. Schick, Renee, uma imigrante húngara que chegou aos EUA durante a década de 1920, enfrentou dificuldades e começou a Padaria Schick, que ainda hoje existe no Borough Park, Brooklyn, mesmo que não mais pertença à família. Renee Schick morreu em 1998 e a loja também serve como o ponto focal para os seus 17 netos, a maioria dos quais estão envolvidos com a Bobbie's Place, de uma forma ou de outra, informa o Sr. Schick.

Para se registrar na "loja" da Bobbie, há um processo de verificação: Os clientes são entrevistados por telefone, e a entrevista é seguida por um contato com um assistente social ou um membro religioso que possa atestar a sua necessidade. Uma vez aceitos estão autorizados a fazerem compras para seus filhos, quatro vezes por ano, a cada estação, e a loja fica ainda mais lotada perto dos feriados judaicos, quando o desejo por um novo terno ou vestido é mais premente.

A Bobbie's Place é financiada por fundações, amigos e familiares, com custos de cerca de 650.000 dólares por ano; a angariação de fundos, o Sr. Schick suspira, é "um trabalho brutal" especialmente tendo em conta a situação da economia – com o aumento das necessidades, e os fabricantes estarem sob pressão.


Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Mônica Asifi)

MONICA ASIFI

A operadora de turismo Mônica Asifi, de 31 anos, é a entrevistada desta semana nesta série de conversas com brasileiros que moram em Israel. Casada com um israelense, Mônica, que nasceu no Rio de Janeiro, é mãe de dois filhos (Maya, de 4 anos, e Gabriel, de 6) e mora, atualmente, em Hod HaSharon. Depois de uma temporada de seis anos no Brasil, a família voltou a Israel em fevereiro e ainda está se adaptando à nova realidade.

1) Monica, quando você veio morar em Israel?
Da primeira vez, em 1999. Fiquei até 2004. Da segunda, há nove meses. Voltei em fevereiro deste ano.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Na verdade, não optei... Quando optei, pela primeira vez, foi porque conheci o meu marido e decidi ficar. Da segunda vez, não tive escolha em termos financeiros.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da segurança. Andar na rua de noite, andar com o carro de janela aberta...

4) Do que menos você gosta?
Do lado negativo do povo daqui. Eu sei que há um lado positivo, mas o outro lado eu não gosto. Grosseria, falta de gentileza, de educação.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Tel Aviv. Tem bastante coisa pra fazer, muita gente na rua. A cidade está sempre em movimento, é cosmopolita, livre.

6) Qual é o lugar menos agradável?
O Norte do país. Haifa, essa área. Acho tranquilo demais, sem vida.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
Chutzpa, que quer dizer cara-de-pau. Gosto do som da palavra. É bem israelense, também.

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Bevakasha (por favor). O som é feio... Parece algo relacionado a macumba.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Shakshuka (uma espécie de caçarola com ovos, tomate, pimentão e cebola). Gosto muito de humus, também.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Antes de tudo, tem que realmente querer. Se a pessoa quer realmente, ótimo. Bom sinal. Depois, eu diria que a vida é muito diferente do Brasil, que as pessoas são diferentes, a vida é difícil. Tem que saber que vai deixar muita coisa para trás, principalmente essa coisa alegre do Brasil. É complicado.

Raoul Wallenberg

 Raoul Wallenberg (1912-1945)

Raoul Wallenberg descende de uma das mais proeminentes famílias da
Suécia, da qual fizeram parte, por várias gerações, banqueiros, diplomatas,
políticos e magnatas da indústria. Raoul nasceu em 4 de agosto de 1912,
três meses após o falecimento do pai. A mãe, Maj Wising Wallenberg,
casou-se novamente com Fredrik von Dardel em 1918.


Foi o avô de Raoul, Gustav Wallenberg, quem cuidou da sua educação.
Queria que o neto seguisse a tradição da família como banqueiro, mas ele
estava mais interessado em Arquitetura e Comércio.


Raoul Wallenberg formou-se com louvor em Russo e Desenho. Após o
serviço militar, viajou aos Estados Unidos para estudar Arquitetura, e voltou
à Suécia em 1935. Após vários empregos de pequena projeção, o avô lhe
arranjou uma colocação num banco holandês em Haifa, na então Palestina.
Foi lá que ele tomou conhecimento das perseguições nazistas de Hitler. As
histórias que ouviu dos refugiados alemães o impressionaram
profundamente, talvez porque em suas veias corresse sangue judeu. (O avô
da sua avó fora um judeu chamado Benedicks, que chegou à Suécia no final
do século XVIII).

Em 1936, já de volta à Suécia, conheceu o judeu húngaro Koloman Lauer,
diretor de uma grande empresa sueca de comércio de alimentos. Graças à
sua habilidade com línguas estrangeiras, e à liberdade de transitar pela
Europa, Raoul logo se tornou sócio de Lauer. Em suas viagens a trabalho
pela Europa nazista, aprendeu rapidamente como funciona a burocracia
alemã. A Hungria de então era uma ilha relativamente segura em meio a
uma Europa turbulenta e hostil.

Foi durante a primavera de 1944 que o mundo despertou para o
entendimento do significado da expressão ”Solução Final para o Problema
Judeu”. Os primeiros relatórios de testemunhas oculares autênticos
chegaram ao mundo ocidental em maio de 1944, pelos depoimentos de dois
judeus que conseguiram escapar das câmaras de gás de Auschwitz.

O plano de Hitler, de exterminar todos os judeus da Europa, tornou-se
conhecido. Na Hungria, que desde 1941 era aliada da Alemanha contra a
União Soviética, no início de 1944 ainda viviam cerca de 700.000 judeus.

Quando os alemães perderam a batalha de Stalingrado em 1943, a Hungria
quis seguir o exemplo da Itália conseguindo um tratado de paz separado.
Hitler então chamou o Chefe de Estado Miklós Horty, exigindo dele
solidariedade continuada com a Alemanha. Ao ver sua exigência negada,
Hitler invadiou a Hungria em 19 de março de 1944, e a deportação de
judeus para Auschwitz-Birkenau começou em seguida, a partir das
fronteiras com os países vizinhos, fechando-se como um caracol, de fora
para dentro. Em seu desespero, os cidadãos judeus que viviam em
Budapeste começaram a apelar para as embaixadas dos países neutros,
para conseguirem passes para os respectivos países.

A representação sueca em Budapeste, com destaque para o jovem
diplomata Per Anger, conseguiu negociar que os alemães isentem da
obrigatoriedade de usar a estrela amarela os judeus portadores desses
passes, e que lhes garantam tratamento igual ao dado aos cidadãos suecos.
Em um curto período de tempo, Anger emitiu 700 passes, uma gota no
oceano se comparada ao número de judeus ameaçados. Após uma reunião
em Estocolmo, da qual participaram proeminentes judeus suecos, o War
Refugee Board (Comissão dos refugiados de guerra), graças à persistência
de Koloman Lauer, acabou escolhendo Raoul Wallenberg como o
especialista para a Hungria, em detrimento de outro candidato, Folke
Bernadotte.

Esta escolha logo se mostrou valiosa. Em junho de 1944 Wallenberg foi
designado Primeiro Secretário da Representação Sueca em Budapeste,
tendo por missão o salvamento dos judeus. Antes, porém, escreveu ao
Departamento do Exterior Sueco pedindo autorização irrestrita para tratar
desse assunto com quem ele quisesse, sem ter que passar pelo
Embaixador, inclusive estabelecendo canais diplomáticos de comunicação
extraordinários. Per Albin Hansson, o então Primeiro Ministro, teve que
consultar o Rei Gustav V da Suécia, antes de conceder a Wallenberg essa
autorização incomum.

Quando Raoul Wallenberg chegou a Budapeste em julho de 1944, os
alemães, sob o comando de Adolf Eichmann, já haviam enviado mais de
400.000 judeus, - homens, mulheres e crianças - para os campos de
extermínio. Restavam em Budapeste apenas cerca de 230.000

A primeira tarefa de Raoul Wallenberg foi desenhar esse passe-livre. Pela a
experiência adquirida nas diversas repartições públicas, Raoul conhecia o
”fraco” dos húngaros pelos selos e carimbos nos documentos, e desenhou o
impressionante passe, nas cores azul e amarela com as
três coroas da Suécia no meio. Evidentemente, segundo as leis
internacionais, esses passes não tinham nenhum valor. Mas impunham
grande respeito. Dos 1500 passes inicialmente autorizados, Wallenberg logo
conseguiu aumentar esse número para 4500. Na realidade, ao longo do
tempo, ele multiplicou esse número várias vezes, chegando a ter sob suas
ordens várias centenas de auxiliares.

Outros nomes ligados à atividade de salvamento de Wallenberg são:
ministro Carl Ivar Danielsson, chefe da representação sueca em
Budapeste, Valdemar Langlet, chefe da Cruz Vermelha húngara, e
Baronesa Elizabeth "Liesel" Kemény, esposa do Ministro do Exterior,
que alugaram vários imóveis com a finalidade de abrigar os judeus
perseguidos, declarando esses edifícios território sueco, e denominando-os
de ”Biblioteca Sueca”, ou ”Instituto Sueco de Pesquisas”, etc. A população
dessas Casas Suecas logo aumentou, alcançando 15.000 pessoas.
Em agosto de 1944, Horthy substituiu seu primeiro ministro pró-Alemanha
Sztójay pelo General Lakatos, melhorando consideravelmente a condição
dos judeus na Hungria. Sob a forte pressão diplomática exercida por
Wallenberg, a responsabilidade pela ”Solução final” saiu da esfera de ação
de Eichmann. Wallenberg já pensava em desmontar seu departamento, e
em retornar em breve à Suécia, quando os alemães assumiram o comando
em 16 de outubro de 1944, destituindo Miklós Horty, e colocando em seu
lugar o facínora Ferenc Szálasi, líder da organização ”Nyilas”, tão ou mais
temida que os próprios nazistas. Adolf Eichmann voltou com poder
redobrado, e prosseguiu com o terror contra os judeus.

Outras representações de países neutros em Budapeste, - como a Espanha,
Portugal, a Suiça, o Vaticano, - passaram a seguir o exemplo de
Wallenberg, emitindo passes-livres e abrindo suas próprias ”casas
protegidas” para abrigar os judeus perseguidos.

Por essa época, Eichmann deu início às cruéis ”marchas da morte”,
obrigando grande número de judeus húngaros a fazerem a pé, famintos e
torturados, o percurso de 200 km até a fronteira austríaca, em condições
tão precárias que nem mesmo os nazistas suportaram. Raoul Wallenberg
estava a postos, levando para eles passes, alimentos e remédios.

Quando Eichmann e seus assassinos começaram o transporte por trens,
Wallenberg intensificou seus esforços de salvamento. Ele subia nos tetos
dos vagões, e distribuia pilhas de passes. Os soldados alemães tinham
ordens para abrir fogo contra ele, mas ficavam tão impressionados com sua
coragem, que deliberadamente erravam o alvo. Wallenberg podia então
entrar nos vagões, e exigir a imediata liberação dos portadores de passes.

Em fins de 1944, Wallenberg se mudou para o lado de Pest, onde ficavam
os dois ghettos de judeus. O mínimo de ordem até então existente deu
lugar ao terror instituido pelos ”Nyilasok”, que dividiam o poder com a
polícia e a máquina de guerra alemã.

Na busca de pessoas para subornar, Wallenberg encontrou um poderoso
aliado em Pál Szalay, um oficial graduado da polícia (que foi liberado
depois da guerra, em reconhecimento por sua colaboração com
Wallenberg).

Em meados de janeiro de 1945, Wallenberg descobriu que Eichmann estava
planejando o massacre total do ghetto. Só quem poderia impedí-lo de
executar seu plano era o general August Schmidthuber, comandante-emchefe
das tropas alemãs na Hungria.

Szalay, aliado de Wallenberg, foi enviado para entregar a Schmidthuber
uma nota em que Raoul Wallenberg prometia responsabilizá-lo por seus
atos diante do tribunal militar, e que ele certamente seria enforcado como
criminoso de guerra caso o massacre não fosse suspenso. Os 97.000 judeus
que ainda viviam em Budapeste foram “salvos pelo gongo”, graças à ação
de Wallenberg. Dois dias depois, os russos entravam em Budapeste. Um
total de 120.000 judeus sobreviveram ao extermínio nazista na Hungria.
Destes, 100.000 devem a sua sobrevivência a Raoul Wallenberg e seus
colegas.

Em 13 de janeiro de 1945 uma tropa avançada soviética encontrou um
homem parado esperando por eles na frente de uma casa com uma enorme
bandeira sueca na entrada. Em russo fluente, Raoul Waallenberg explicou a
um atônito sargento russo que ele era o adido de negócios estrangeiros da
Hungria recém liberada pelos Russos. Ele pediu, e obteve permissão para
visitar a sede militar soviética na cidade de Debrecen, a leste de Budapeste.

A caminho de Debrecen, em 17 de janeiro – escoltado pelos russos,
Wallenberg e seu motorista pararam em uma das Casas Suecas para se
despedir dos amigos. Ao Dr. Ernö Petö, um de seus colegas, Wallenberg
disse não ter certeza se ele era hóspede dos russos, ou seu prisioneiro.
Pensou que pudesse voltar em uma semana – mas está desaparecido desde
então.

LUZ DE MEL EM CAXAMBU

Escrevo essas linhas minutos antes de o carro do (jornal O) Globo passar aqui embaixo e seguirmos para Caxambu, onde ocorre, anualmente, o encontro da Anpocs, entidade que congrega cientistas sociais, antropólogos, sociólogos e etnólogos brasileiros, sempre com presenças também do exterior. Este ano as discussões estarão especialmente quentes, pois o encontro, de terça a quinta, ocorre na semana das eleições e haverá um seminário de avaliação do governo Lula. Caxambu me faz pensar também em meus pais, Leonardo e Iná, que passaram a Lua de Mel nessa região das águas, acho que em Cambuquira. Num tempo em que os trens cruzavam o país, tempo que mal presenciei e do qual, imagino, muitos dos que me leem têm saudades. Fui concebido, por sinal, num desses pousos de águas e fornos a lenha, lá por agosto de 1964, meses depois do golpe militar. Nasci em abril de 1965 e o judaísmo, a comunidade, a família, foram minhas referências mais fortes. Minha mãe, das mais iídiches entre as iídiches, sequer me deixava ir às colônias de férias dos movimentos sionistas de esquerda, de forma que cresci meio alienado do que ocorria no Brasil, e mais informado sobre o que acontecia no Oriente Médio ou o que acontecera no Leste Europeu. Felizmente, apesar de minha família não ter lá muito apreço pelo ativismo libertário, eu tive uma ótima educação literária, sobretudo quanto aos clássicos estrangeiros, indo alcanças as belezas pátrias (entre as quais Guimarães Rosa é quase uma bíblia sobre o universalismo) mais tarde. O (Carlos Heitor) Cony, amigo da família, a certa altura serviu como catalizador da minha consciência política, que enfim emergiu quando chegaram os anos de abertura política. Bom, malas prontas para Caxambu, vou indo renascer, como sempre, pois a vida é isso: um parto permanente, em que o gozo é sempre mais raro que a dor, mas, se a gente sabe viver, compensa. Um shalom das águas para todos.

28.10.10

Estado palestino será criado em 2011, afirma primeiro-ministro

DA BBC BRASIL

O premiê palestino, Salam Fayyad, declarou nesta quinta-feira que o Estado Palestino será fundado em 2011 e que está preparando a infraestrutura para possibilitar sua criação.

"Agosto de 2011 será o prazo final da ocupação israelense" nos territórios palestinos e "no próximo verão [no hemisfério norte, inverno no hemisfério sul] os palestinos vão festejar o nascimento de seu Estado", disse Fayyad.

No entanto, analistas se dizem céticos sobre as promessas, a menos que sejam firmados acordos com Israel e com o grupo islâmico Hamas. O governo de Fayyad não tem controle algum sobre a faixa de Gaza, dominada pelo Hamas desde 2007 e onde moram 1,5 milhão de palestinos.

Fayyad, que assumiu o cargo de premiê em 2007, é um economista respeitado internacionalmente que trabalhou no Banco Mundial durante oito anos.

Desde que foi nomeado premiê pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, Fayyad vem se dedicando a construir a infraestrutura de um futuro Estado Palestino, consolidando a economia, as instituições e as forças de segurança na Cisjordânia.
 
ISRAEL

O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, já declarou que o país "não aceitará medidas unilaterais" por parte dos palestinos.

O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, instruiu nesta semana o departamento de planejamento do ministério a elaborar um estudo sobre a possibilidade de que os palestinos declarem um Estado de maneira unilateral e obtenham o apoio da ONU. "Temos que estar prontos para essa eventualidade", afirmou Lieberman.

Nas declarações desta quinta-feira, Fayyad também criticou Netanyahu e disse que "se o premiê israelense tem intenções sérias de fazer a paz, deve prender os colonos que envenenaram as oliveiras dos palestinos".
Fayyad se referiu a um incidente ocorrido nesta semana na Cisjordânia quando colonos do assentamento de Alon Moreh, nas proximidades da cidade de Nablus, contaminaram mais de 600 oliveiras da aldeia palestina de Dir Hatab com águas de esgoto.

Ele declarou também que Netanyahu "permite que os colonos façam atos de terrorismo contra os palestinos".
 
NEGOCIAÇÕES

Ainda nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, e o ministro da Inteligência egípcio, Omar Suleiman, se reúnem em Ramallah com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para discutir a possibilidade de retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos.

Abbas suspendeu as negociações no dia 26 de setembro, quando o premiê Netanyahu se negou a prolongar o congelamento da construção dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Netanyahu declarou que quer negociar "sem condições prévias", mas Abbas afirmou que não retomará as conversas "se os israelenses continuarem construindo os assentamentos". As obras nos assentamentos israelenses na Cisjordânia já foram retomadas.


(Fonte: Folha OnLine

"Agora vai!(?)"

27.10.10

El Ejército de Israel dejaría de incursionar en las ciudades palestinas


El Ejército de Defensa de Israel (Tzáhal) se está preparando para la posibilidad de que sus tropas no puedan ingresar más en las ciudades palestinas a voluntad, algo que la Autoridad Palestina ha estado exigiendo desde hace tiempo, según señala un reporte del diario Haaretz en su versión digital.

Fuentes militares dijeron al rotativo que creen que este cambio no provocará ningún impacto en la situación de seguridad.

La Autoridad Palestina es responsable de la seguridad en la Zona A – donde están incluidas la ciudades como Ramala, Tulkarem, Qalqilyah, Nablus, Hebrón, Belén, Jenin y Jericó. Sin embargo, Tzáhal -está habilitado por los Acuerdos de Oslo, y - de hecho lleva a cabo redadas allí casi todas las noches. Las incursiones normalmente se llevan a cabo sin incidentes, y las fuerzas de seguridad palestinas evitan el contacto con las tropas israelíes.

Sin embargo, Tzáhal ha comenzado a prepararse para la posibilidad de que sus soldados no puedan entrar y salir de las ciudades palestinas a voluntad.

La Autoridad Palestina ha pedido varias veces al ejército israelí que no entre en las ciudades y recientemente cuenta con el respaldo de la administración de EE.UU., que entrena a las fuerzas palestinas.

Oficiales de las tropas de Tzáhal emplazadas en Judea y Samaria expresaron a Haaretz que la creciente cooperación con las fuerzas de seguridad palestinas, sumado a la inteligencia del servicio de seguridad Shin Bet en la Cisjordania, implican que el ejército podría adaptarse a este cambio.

"Las organizaciones de seguridad palestinas controlan bastante bien las ciudades", mantuvo un oficial añadiendo que "un terrorista que se escape a una de las ciudades le será muy difícil esconderse allí".

Tzáhal ha eliminado muchos de los puestos de control carretero en Cisjordania, durante el año pasado, pero todavía tiene tropas estacionadas en las entradas y salidas de las ciudades palestinas.

Tras los últimos ataques terroristas, las fuerzas palestinas de seguridad detuvieron a cientos de activistas de Hamás, y fuentes de Tzáhal manifestaron a Haaretz que creen que gran parte de la actividad de ese grupo fundamentalista islámico se está llevando a cabo fuera de las ciudades principales.

(Fonte: Aurora Israel)

24.10.10

As 10 regras do Futebol de Rua

Quem não jogou nunca vai aprender a jogar .

As 10 regras do Futebol de Rua, o verdadeiro futebol de macho!



1. A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ

Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.
8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições nos casos de:
a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando a partida após utilizar aquela água santa da torneira do quintal de alguém, geralmente quem mora mais perto.
c) Em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes e quem pegar uma pedra antes...

QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.


(Fonte: Marcelo Horvat)

145 anos da Revolta de Morant Bay

 Paul Bogle liderou a Revolta de Morant Bay e foi considerado um herói na Jamaica

Paul Bogle nasceu perto dos últimos dias da escravidão em seu país. Depois da abolição e já adulto, era um homem de situação relativamente melhor do que a dos outros ex-escravos: possuía propriedade particular e sabia ler e escrever. Além disso, Bogle era um dos 106 homens que podiam votar em Saint Thomas, capital da Jamaica.
 
Como católico, ele usou diversas lições da Bíblia para ajudar a comunidade negra a sobreviver ante as injustiças e a pobreza, principalmente no período pós-escravidão, abolida oficialmente em 1838. A Jamaica passava por um período de convulsão social, tendo em vista que os grandes proprietários de terra (brancos) não aceitavam que os ex-escravos tivessem quaisquer direitos, de forma que esses latifundiários cobravam taxas abusivas e promoviam julgamentos totalitários para o povo. E começou a correr rumores de que os latifundiários brancos queriam voltar com a escravidão.
 
Além disso, após os massacres dos europeus durante a Rebelião Indiana de 1857, a população britânica na Jamaica, como em muitas outras colônias britânicas, estava com medo de uma sublevação negra.
 
Foi neste panorama que Bogle tentou promover uma marcha até a sede do governo clamando por justiça racial. Porém, não se sabe ao certo o motivo, as pessoas desistiram da marcha, num episódio que o cantor Bob Marley descreveria poeticamente quase um século depois: "I'll never forget, they turn they back on Paul Bogle." Em português, “eu nunca esquecerei, eles viraram as costas para Paul Bogle”.
 
Porém de fato esta não foi a realidade. Em 1865 ocorreu um julgamento de dois negros que residiam na mesma localidade de Bogle. Ele e alguns homens foram até Morant Bay para dar apoio aos acusados, até porque havia mandado de prisão expedido para o próprio Bogle. Um homem seria preso injustamente, e Bogle intercedeu e evitou que a polícia o prendesse. A seguir, voltou para sua cidade, Stony Gut, e a polícia passou a persegui-lo. Nessa ocasião, toda a população negra oprimida deu suporte a Bogle. Assim, marcharam em protesto para a sede do governo novamente, onde foram recebidas a tiros; cerca de 20 pessoas do grupo de Bogle foram mortas.
 
O grupo voltou para Stony Gut, sendo perseguido pelas tropas do governo inglês de John Eyre, e assim se constituía a chamada Revolta de Morant Bay, que se deus aos dias 11 de outubro de 1865. A cidade Stony Gut foi completamente destruída, e suas as casas foram queimadas.
 
Bogle foi capturado pelas autoridades inglesas, condenado e enforcado dias mais tarde, em 24 de outubro do mesmo ano. Cerca de 440 pessoas também foram executadas e outras punições foram aplicadas, como a flagelação de mais de 600 homens e mulheres (incluindo algumas mulheres grávidas), e longas penas de prisão. Até os dias de hoje, Bogle é considerado um herói nacional da Jamaica por conta da Revolta de Morant Bay.
 

Los dos romances y el asesinato del Comandante Yair


“En días rojos de turbulencia y sangre
En noches negras de desesperanza
En ciudades y aldeas
Nuestra bandera izaremos
Y con ella defensa y conquista”

(Yair Stern)

El libro publicado por Ram Oren, “Días Rojos”, es un retrato cronológico de los dos movimientos de resistencia contra el dominio inglés, del Irgún primero y luego del Leji. Documentado y escrito con sentimiento, humanamente novelado al estilo del autor, quien asume muy bien el rol de historiador.

El marco sentimental, los dos romances paralelos, reales, vividos, no sólo fruto de la exuberante imaginación de Ram Oren en sus 18 best-sellers, son parte integrante de la trama, conmueven, ratifican la fuerza del amor entre la hija del ilustre líder socialista Ber Borojov con un oficial inglés justamente a lo largo de la rebelión, como la titula Beguin en su libro, con Tomas Vilkin; y el segundo idilio del jefe del grupo de Stern, del Leji, Yair (Abraham Stern) con Roni Burstein, de una familia pudiente que luego se empobrece.

Presentemos a los personajes: Tomás Vilkin. A los ocho años ya admiraba a su padre, quien luchó en la India defendiendo al Imperio; admira sus condecoraciones y sueña ser como él. A los 18 años tiene la primera entrevista con un oficial del Reino, pasa los exámenes requeridos y se incorpora a la Policía. En una de las entrevistas escuchó que ocho años atrás Inglaterra recibió el mandato sobre Palestina. El informante expresa:

“Es un país apasionante para hacer orden allí y nosotros desempeñamos un importante rol en ello”.
¿Es peligroso?, pregunta Vilkin. Es interesante, contesta el jefe. ¿Cuándo se sale? Dentro de dos semanas. Así llegó el joven oficial de la Policía inglesa a Palestina.

Allí conoció a Shoshana Borojov y así nació el gran, imperecedero amor. Sho- shana es la joven hermosa de una importante familia en la vida del país, con muchos pretendientes, uno de los cuales es Alexander Penn.

Shoshana pertenece a un hogar con dificultades económicas. La herencia del padre Ber Borojov, muchos escritos, muchas conferencias política socialistas, pero ni un centavo.

Tuvo que salir a trabajar y juntar lo necesario para inscribirse en la Universidad. Para aumentar sus ingresos daba clases de inglés y escribía en publicaciones femeninas.

Más tarde le enseño hebreo al oficial Tomás Vilkin y así prosperó la novela. Lo conoció en un café de Iafo donde él estaba con un grupo de colegas y “no le sacó el ojo”, como escribe el autor, hasta presentarse.

En cuanto a la otra pareja; el 22/12/1907 nace un niño, hijo de un dentista, en un pueblito de Polonia, a quien se llamó Abraham Stern.

En mayo de 1910 en otra localidad de Polonia nace una niña, en el seno de la rica y pudiente familia Burstein, a quien se llamó Roni. La familia llega a Iafo en la primavera de 1914 después de muchas peripecias y dificultades, ya no ricos, buscando trabajo y sustento. En este medio florece Roni y se convierte en una hermosa joven, hasta que liga su destino a Abraham Stern, Yair.

A su vez la familia Stern pasa pogroms, persecuciones, el padre movilizado, queda la madre con sus dos hijos, cruza el río a Rusia. Cuando Abraham cumple 19 años, la madre junta préstamos y donaciones para comprarle un pasaje a Palestina, a Eretz Israel.

Al poco tiempo de su arribo Abraham se inscribe en la Universidad en cursos de Historia de Israel y Literatura de la Edad Media.

Integra grupos juveniles en la lucha contra la ocupación inglesa y comienza la epopeya.

Así están presentados los personajes de los dos romances. Romances con todos los altibajos y oposiciones de parejas de orígenes dispares: una judía hija de Borojov, nada menos que con un oficial británico.

Abraham Stern luchador, soñador, rebelde, de origen humilde, con la hija de los que fueran ricos y poderosos, ahora empobrecidos.

Pasemos al contenido, a la acción y a algunos comentarios y consideraciones.
Dijimos, como su título “Días Rojos” lo indica, días de sangre y rebelión.

Crónica de la rebelión, de la guerrilla de los grupos del Irgún primero, que luego se dividió, y del Leji, del grupo Stern, con palabras de cuyo himno comenzamos esta nota.

De su jefe, de Abraham Stern, de Yair Stern.

De rebelión y por qué no decirlo, de terrorismo judío contra el dominio inglés y por la reconquista de Eretz Israel. ¿Qué me impulsó a escribir esta crónica? Comentarios de libros no es mi especialidad. Sentí que debo hacerlo por honestidad y sinceridad conmigo misma. Primero me referiré a la liquidación, la muerte de Yair.

Es el gran amor de Shoshana Borojov. Tomas Vilkin con un grupo de policías ingleses lo capturan en su escondite y lo ejecutan a sangre fría. Entran en la casa, revisan todo. Hay un ropero, abren las dos puertas y adentro está Yair.

Le ordenan sentarse, él obedece. Los policías sienten que llegó el momento, terminó la contienda y la victoria es toda de ellos.

El jefe del grupo le ordena acercarse a la ventana, abrirla, mirar para afuera. Quiere simular un suicidio. Yair, sin embargo, impávido.

El no se mueve y se escuchan los tres disparos y la dueña de la casa donde se escondía grita: “Mataron a Yair, mataron a Abraham Stern”. Así cayó el telón.

La muerte de Yair produjo desconcierto en las filas del Leji. La Policía británica persiguió y detuvo a varios de sus miembros, otros huyeron. Asumió el mando Itzjak Ieyernitzky, joven de 27 años, a quien conocemos como nuestro ex primer ministro Itzjak Shamir. Junto con otros compañeros se dedica a reconstruir el movimiento.

En el suplemento del libro, “Palabra final”, se hace una reseña, como una pequeña enciclopedia, que define a las instituciones, a los autores de este dramático capítulo de nuestra historia, de la Rebelión.

¿Qué me impulsó a escribir esta crónica? Como dije: sentí que debo hacerlo por honestidad y sinceridad conmigo misma. Muchas veces escribí sobre el terrorismo y sugerí preguntas, y casi siempre nosotros como víctimas, como objeto.

El terrorismo es una forma de guerra y entonces parece que así como en la guerra, el derecho de matar es reconocido.

Pero desde luego en el caso del Irgún y del Leji la lucha era contra el ocupante inglés, que reprimía y dificultaba la aliá de judíos a su tierra. Era contra el ejército dominante, no contra el pueblo, no contra civiles.

Esa era la intención de alcanzar la liberación e independencia. Hoy el terrorismo es un tema candente en el mundo entero y más sangrientas sus consecuencias.

Las técnicas modernas, las armas, los instrumentos se han perfeccionado; el rendimiento homicida es muy superior. Nosotros lo estuvimos y lo estamos viviendo constantemente.

¿Qué es el terrorismo como grupo, como conjunto de personas donde cada uno es un tornillo dentro de la máquina, que cumple ciegamente órdenes, directivas que no se discuten ni analizan?

En una parte del libro se escribe: “La justicia va a triunfar” y agrega: “Justicia es un asunto subjetivo; cada uno desde el lado en que se encuentra, se aferra celosamente a su propia justicia” (pág.188).

Y nosotros volvemos a preguntar: ¿qué es el terrorista: un patriota, un luchador por la libertad o un hombre que mata porque así le ordenan, que cumple órdenes?

(Fonte: Aurora Israel)

Canadá Não É Eleito Para O Conselho de Segurança da ONU Por Seu Apoio a Israel

Por AVNI BENNY: Especial para o New York Sun

NAÇÕES UNIDAS – O aumento dos laços do Canadá com Israel e sua defesa de Jerusalém custou-lhes um assento no Conselho de Segurança, afirmam diplomatas, depois de dias de manobras por parte dos países árabes e também do Brasil e de Cuba, e quando os Estados Unidos simplesmente quase desapareceu. O fracasso do Canadá para ocupar no próximo ano um assento no Conselho de Segurança interromperá uma tradição do vizinho do norte dos EUA que sempre foi eleito para o mais prestigiado organismo das Nações Unidas em todas as décadas desde 1948. Diplomatas experientes dizem que o papel do Brasil foi fundamental nesta derrota do primeiro-ministro Harper nesta eleição internacional que colocou o Canadá, que tradicionalmente sempre esteve presente neste órgão da ONU, competindo com um dos países menos influentes da União Européia - Portugal
O Canadá retirou sua candidatura na eleição para uma das cinco vagas disponíveis no Conselho depois que percebeu que Portugal havia recebido votos suficientes na Assembléia Geral para a votação secreta para o único assento realmente em disputa. Várias fontes relataram que membros de um poderoso bloco de eleitores na assembléia de 192 membros - os 57 países das Organizações da Conferência Islâmica (OCI)- se uniram para votar em Portugal ao invés do Canadá, principalmente por causa do apoio demonstrado por Harper em relação a Israel.

Além dos países das Organizações da Conferência Islâmica, os países anti-ocidentais, como Cuba e Venezuela se mostraram ativos na oposição à candidatura do Canadá. O governo de centro-direita de Harper, que no inicio tentou ficar fora da disputa, aumentou os seus esforços nas últimas semanas, ao montar uma campanha mundial para sua eleição no Conselho.
Mas um diplomata conhecedor das negociatas de bastidores que marcam a votação anual da Assembléia relatou que altos diplomatas do Brasil estiveram muito ativos durante as últimas semanas, convencendo os países muçulmanos que "os votos do Canadá em questões relacionadas a Israel não seriam diferentes do que os dos Estados Unidos, enquanto que Portugal seria mais ‘equilibrado’". Steven Edwards que é o correspondente do jornal canadense National Post junto à ONU, informou que funcionários do Ministério de Relações Exteriores em Ottawa criticaram o timing de uma visita do Ministro do Comércio Peter Van Loan à Tel Aviv, e o seu anuncio no domingo - na véspera da votação na ONU - da sua intenção de estreitar ainda mais as relações comerciais do Canadá com Israel.

"Isso não é maneira de fazer amigos e influenciar pessoas no âmbito da ONU" disse hoje um diplomata. Enquanto se achava que os blocos que incluiriam os países Africanos e da América Latina fossem ficar divididos, os países árabes e da OCI votariam em bloco para impedir a entrada do Canadá para no Conselho.

O governo de Steve Harper se tornou um dos maiores defensores de Israel em organizações como o Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, onde membros como a Cuba e a Líbia sempre se posicionaram contra Israel e sempre procurando angariar votos suficientes contra este país.

Há alguns anos atrás o embaixador americano na ONU teria feito pronunciamentos públicos em defesa do Canadá, porém nas manobras relativas à votação, os diplomatas americanos se mostraram praticamente ausentes.

"Tenho duas direitas pra derrubar. Vermelho ou Azul? Francês ou Hebraico? Maguen David ou The Maple Leaf? Toronto ou Haifa? Montréal ou Jerusalém? Difícil, não? Veremos daqui um ano."

Pilotos cubanos levaram milhares de judeus a Israel entre 1951 e 1952

Cinco pilotos cubanos transportaram para Israel 150 mil refugiados judeus que estavam no Iraque, Irã, Índia e Iêmen, após a fundação do Estado hebreu, em 1948, um fato que permaneceu "inédito durante 60 anos", revelou neste domingo um historiador cubano.
"Cinco pilotos da extinta companhia Aerovias Cubanas Internacionais S.A." transportaram para Israel, entre 1951 e 1952, "cerca de 150.000 judeus", entre eles "115 mil refugiados procedentes do Iraque" e "25 mil do Irã", contou ao jornal Juventud Rebelde o historiador da Aviação Rolando Marrón. "Algumas centenas da Índia e do Iêmen" também, acrescentou Marrón, segundo quem este "complexo plano (...) permaneceu inédito durante 60 anos".

O historiador explicou que, a partir de 1948 começaram a chegar a Israel "grandes núcleos de emigrantes da Europa", mas "a situação dos judeus nos países árabes era difícil devido aos históricos confrontos".

Diante da negativa dos "governos árabes de aceitar uma migração de judeus por terra" e a impossibilidade de fazê-lo por mar, uma vez que o Egito bloqueava o Canal de Suez, as autoridades de Tel Aviv planejaram "uma das maiores emigrações em massa por avião da história", enfatizou Marrón.

A transferência foi confiada à companhia Intercontinental Aérea de Cuba S.A., devido aos "fortes vínculos de amizade" que uniam na época "um importante personagem da missão comercial de Israel em Nova York" e um empresário cubano, que também era piloto aviador.

"No fim de 1952, decresceu consideravelmente em Israel o tráfego de imigrantes judeus" e os cinco pilotos cubanos voltaram a Cuba no começo de 1953, ressaltou Marrón.

No Zói!



Em Tel Aviv, um grupo de árabes e judeus israelenses seguram bandeiras de Israel e da Palestina, durante protesto contra a nova lei que exige juramento de lealdade ao Estado Judaico Democrático de Israel.
 

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Hayim Stamba Dentes)

HAYIM STAMBA DENTES

O corretor de imóveis Hayim Stamba Dentes é o entrevistado desta semana na série de breves conversas com brasileiros que vivem em Israel. Dentes nasceu há 64 anos em Istambul, na Turquia. Aos seis anos, sua família se mudou para São Paulo, onde ele foi criado. Hoje mora em Natania, tem 4 filhos e 3 netos.

1) Hayim, quando você veio morar em Israel?
A primeira vez em 1963. A segunda em 81 e depois, finalmente, em 1993.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Sionismo. Sou o último dos moicanos.

3) Do que você mais gosta, em Israel?
Da qualidade de vida.

4) Do que menos você gosta?
A agressividade das pessoas, a violência de um com o outro. Também não gosto da política, desordenada e corrupta.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
Natania, onde eu moro.

6) Qual é o lugar menos agradável?
Não tem um lugar específico.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Shalom” (paz, olá, tchau...)

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Não tem. Não consigo pensar em nenhuma.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
Não é falafel, não é shwarma... Prefiro cuscus, mas também gosto de tchulent – e olha que sou sefaradi!

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que venham bem preparados psicologicamente porque aqui não é um mar de rosas.

Os irmãos Coen e os rabinos

Às vezes a gente se vê sem assunto e apela para o vazio. Mas o vazio está cheio de coisas. Diversas. Diversidade: essa palavra mágica. Faz pensar no último filme dos patrícios americanos Irmãos Coen (Joel e Ethan) - produtores, diretores e roteiristas cultuados no mundo do cinema por suas produções sempre ousadas e diferentes entre si: paródias de Frank Kapra ("A roda da fortuna"), comédias delirantes ("O grande Lebowski"), tramas enigmáticas ("Fargo") ou westerns pós-modernos como o ultraviolento e perturbador "Onde os fracos não tem vez". A temática judaica em geral só atravessa seus filmes em rápidas citações ou naquilo que nem é dito.
Mas um de seus filmes mais recentes, "Um homem sério", é todo judaico, e em seu sentido mais plural e diverso: a questão dos rabinos. O filme começa com uma cena toda em iídiche. Um casal num shtetl lá pela virada dos séculos 19 pro 20 em sua humilde casinha recebe a visita de um rabino. A esposa acha que o visitante é um dibuk, porque o rabino em questão tinha morrido semanas antes, ela mesmo vira o corpo. O rabino com aquele jeitão calmo tenta convencer o marido do contrário. Ele diz, com suas barbas muito longas e aquele sorriso voz sábio e sereno dos rabinos mais alegres do leste: "Que mulher você tem, hem?". Depois de muito papo furado, saco cheio, a mulher, enfim, pega um garfo e espeta o coração da criatura que ela julga ser um espírito mau. O rabino silencia uns instantes, volta a sorrir e diz, novamente: "Que mulher você tem, hem?". Levanta-se, vai lentamente até a porta, e se despede anedoticamente, mais ou menos assim: "Eu sei reconhecer o momento em que não sou mais bem vindo em uma casa". E sai para a noite fria de neve, e a gente não sabe se ele é dibuk ou o rabino moribundo, pois a cena é cortada e o filme vai continuar contemporaneamente, com uma história que se passa nos EUA (não me lembro mais se NY), com um sujeito cuja vida está de cabeça para baixo, tudo errado, casamento trabalho dinheiro. Ele começa a procurar ajuda com rabinos, mas, a cada novo rabino, a vida vai se complicando ainda mais. O filme me fez refletir muito sobre o Talmude, uma tradição oral tardia que, embora emane dos ensinamentos da antiga Torá, contém paradoxos e contradições que se fazem entre as palavras de vários sábios, mostrando que a vida, mesmo para quem tem um livro sagrado, é sempre cheia de enigmas, e que, como na filosofia, embora busquemos sempre a verdade, ela pode estar compartilhada (palavra do momento...) entre as visões mais diversas, mesmo opostas. Diversidade no judaísmo, para mim, é isso aí: bom é ter vários rabinos debatendo entre si. Se a voz for de um rabino só é que a coisa começa a ficar complicada.  Shalom.

Hans Keilson, centenario judío alemán triunfa con una novela de hace 63 años


Próximo a cumplir los 101 años, el judío alemán Hans Keilson (foto), que combatió desde Holanda al régimen de Hítler, verá publicada por primera vez en Inglaterra una novela que escribió hace 63 años y que ahora triunfa en Estados Unidos.

Hace unas semanas, la crítica estadounidense incluyó a Keilson, que era hasta entonces prácticamente desconocido, como "uno de los grandes escritores del mundo".

El libro, titulado en su versión inglesa "Comedy in a Minor Key" (Comédia En Una Llave Menor, en libre traducción) y que publicará la editorial británica Hesperus Press, es un relato casi autobiográfico de personas normales que desafiaron a aquel régimen tiránico.

En Estados Unidos, la novela se convirtió en un "best-seller" junto a otra obra suya casi olvidada sobre la psicología del odio racial y la tiranía, titulada "The Death of the Adversary", escrita hace medio siglo.

Ambas novelas las ha publicado en Estados Unidos la editorial Farrar, Straus y Giorux (FSG), que le describe como heredero nada menos que de Joseph Roth y de Franz Kafka.

El New York Times, tampoco escatimó elogios, recomendó su lectura y dijo que quienes le lean, le añadirán a la lista de los "más grandes" de la literatura.

Preguntado por el diario británico The Guardian por ese tardío reconocimiento, Keilson se declaró "feliz de ser testigo de todo esto".

Hans Keilson comenzó ambas novelas en la clandestinidad y tuvo que poner cincuenta páginas a buen recaudo hasta después de la Segunda Guerra Mundial.

"Comedy in a Minor Key" trata de una pareja holandesa que oculta a un judío durante la ocupación y de cuyo cadáver tratan de deshacerse cuando aquél muere de pulmonía.

El libro está dedicado a un matrimonio holandés, los Reintsmas, que ocultaron en su día al autor.

Éste había huido a Holanda después de que los nazis prohibieran su primera novela tras tacharla de libro judío.

Su editor de entonces, Fischer Verlag, le aconsejó que abandonara cuanto antes Alemania, porque peligraba su vida.

Keilson se tomó en serio aquel aviso y se unió a la resistencia holandesa. Sus padres murieron en el campo de exterminio de Ausschwitz.

Después de la guerra, Keilson trabajó en Holanda, donde aún vive, como psiquiatra y fue uno de los pioneros del tratamiento del trauma de la guerra en los niños.

Su éxito tardío en el mundo anglosajón se debe a su descubrimiento por un traductor llamado Damions Searls, que encontró entre las gangas de una librería austríaca la vieja edición alemana (1947) de "Comedy in a Minor key" y valoró sus cualidades literarias.

(Fonte: Aurora Israel)

20.10.10

Presidente de Israel faz chamado à paz em aniversário de assassinato de Rabin

DA FRANCE PRESSE, EM JERUSALÉM

O presidente israelense, Shimon Peres, pediu persistência nas negociações entre israelenses e palestinos durante o 15º aniversário --segundo o calendário hebraico-- do assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin por um extremista de direita.

"Não devemos nos desviar de nossos esforços de paz, inclusive nos momentos difíceis", pediu o presidente durante uma cerimônia no cemitério de Mont Herzl, em Jerusalém, na qual qualificou as negociações de paz como uma "herança de Rabin".

"Compartilho sua opinião de que é preciso seguir sempre pressionando pela paz", acrescentou o primeiro ministro israelense, Binyamin Netanyahu, ao seu lado.

Retomadas no dia 2 de setembro em Washington, as negociações diretas entre palestinos e israelenses estão interrompidas desde que expirou, no dia 26 de setembro, a moratória de dez meses sobre a colonização na Cisjordânia.

Ícone entre os partidários da paz, Yitzhak Rabin foi assassinado no dia 4 de novembro de 1995 em Tel Aviv por um ultrareligioso, Ygal Amir ("herói" da doentia torcida do Beitar Yerushalayim, ex-time de Sebástian "El Loco" Abreu, ex-River Plate e atual Botafogo), que queria sabotar os acordos de paz de Oslo (1993).

Rabin compartilhou o prêmio Nobel da Paz de 1994 com Peres e com o falecido líder palestino Yasser Arafat.

(Fonte: Folha OnLine)
"Rabin sim foi um verdadeiro herói. Precisa ser lembrado todo ano, e como o Presidente Peres ressaltou, a direita de Netanyahu-Lieberman tem que deixar de ser mesquinha e continuar dialogando com a turma de Abbas. Só assim para acalmar Eretz Yisrael e seus vizinhos."

19.10.10

Local free newspaper owner fatally shot at home, witness’s testimony awaited

The motive for the fatal shooting of journalist and local free newspaper owner Wanderley dos Reis during an armed intrusion in his home in Ibitinga, in São Paulo state, on the evening of 16 October is still unknown, but the testimony of Moisés Fernandes da Silva, 20, who shared his house and who was present during the intrusion, may still shed light on the case.

It was Silva who reportedly opened the door when he heard a man outside asking if he could speak with Reis. Three gunmen burst in, grabbed Silva and Reis, and shut them in a bedroom. At first they thought it was an ordinary break-in. But then, for still unclear reasons, the gunmen took Reis on his own to the kitchen.

The subject of the ensuing conversation is not known. Then a gunshot was heard. It turned out that Reis had received a shot in the leg that severed the femoral artery. The gunmen immediately fled without taking anything. Reis was rushed to hospital losing blood and died the next morning.

Aged 42 and a reporter specialising in politics and urban infrastructure, Reis was the owner of Jornal Popular News, a local free newspaper covering the Ibitinga area that appeared irregularly. It was opposed to Ibitinga’s current municipal authorities.

As theft does not seem to have been the motive for the armed intrusion, Reporters Without Borders hopes the police will investigate the possibility that it was linked to Reis’s work as a journalist. We also look forward to learning what Silva told the police, who have so far refused to disclose his testimony for security reasons, and we offer our condolences to Reis’s colleagues and family.


"Where's the Press Freedom in our country? Onde está a tal liberdade de imprensa no Brasil?"

Repórteres Sem Fronteiras divulga lista com melhores e piores países para jornalistas

DA EFE, EM PARIS 

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediu nesta terça-feira a libertação do dissidente chinês prêmio Nobel da Paz, Liu Xiaobo. Também fez uma advertência a Pequim, denunciou a impunidade no México e destacou os avanços da América Central e do Brasil em relação à liberdade de imprensa.

A organização publicou hoje sua nona edição da classificação anual da liberdade de imprensa, com a análise de 200 países. No documento, afirma que "mais do que nunca observamos que desenvolvimento econômico, reforma de instituições e respeito dos direitos fundamentais não andam juntos".

Após pedir a libertação do prêmio Nobel da Paz deste ano, a RSF advertiu que a China corre "o risco de entrar em um beco sem saída" e prestou homenagem à "determinação dos defensores dos direitos humanos, jornalistas e blogueiros que no mundo defendem com coragem o direito de denunciar, e cuja sorte sempre ocupa nosso pensamento".

México, junto a Afeganistão, Paquistão e Somália, são países "abertamente em guerra, as situações de caos se tornam eternas, ancoradas em uma cultura de violência e de impunidade onde a imprensa é um dos principais alvos", segundo a RSF.
 
AMÉRICAS

O relatório destaca também que, pela primeira vez desde a criação da classificação anual, em 2002, Cuba não faz parte dos dez últimos, embora ocupe o 166º lugar.

"Esta progressão se deve principalmente à libertação de 14 jornalistas e 22 militantes durante o verão de 2010. No entanto, a situação no país não evoluiu muito, a censura e a opressão são ainda cotidianas para os dissidentes políticos e os profissionais da informação", afirma a RSF.

Na América Latina, após Cuba, o país mais atrasado é a Colômbia (no 145º lugar), seguido de México (136º), Venezuela (134º), Peru (109º), Bolívia (104º) e Equador (102º).

A República Dominicana ocupa o posto 97, seguido da Nicarágua (83º), Guatemala (77º), Brasil (58º), Argentina (55º), Paraguai (54º), El Salvador (51º), Uruguai (38º), Chile (33º) e Costa Rica (29º).

Os Estados Unidos ocupam a 20ª posição, seguidos pelo Canadá, o que os transformam nos países da América mais bem colocados.
 
BRASIL

Crescimento econômico "não significa liberdade de imprensa, apesar do desenvolvimento econômico dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) ser muito similar, a classificação 2010 revela que existe uma grande disparidade entre as situações da liberdade de imprensa", assinala o relatório.

Nesse contexto, indica que o Brasil desfruta de uma importante evolução, ascendendo 13 lugares em relação a 2009, enquanto a Índia caiu 17 posições e ficou no lugar 122, e a Rússia é o 140º colocado.
 
EUROPA

Quanto aos 27 países-membros da União Europeia, 13 se encontram nos 20 primeiros lugares; 14 estão abaixo da 20ª posição, entre eles Espanha (39º) e Portugal (40º), e alguns se encontram muito abaixo na classificação: Grécia (lugar 70º), Bulgária (70º), Romênia (52º) e Itália (49º).

Na União Europeia "a distância continua aumentando entre os bons e os maus", assinala o relatório, que destaca os casos da França (no lugar 44) e da Itália, por "violação da proteção das fontes informativas, concentração de comunicação, menosprezo e impaciência do poder político em relação aos jornalistas e seu trabalho".

Reconhece, além disso, como motores da liberdade de imprensa Finlândia, Islândia, Noruega, Países Baixos, Suécia e Suíça, que lideram a lista.
 
OS PIORES

Se nos anos anteriores a organização Repórteres sem Fronteiras apontavam com o dedo "o trio infernal" --Eritreia, Coreia do Norte e Turcomenistão--, este ano o grupo é maior, de dez países, "marcado pelas perseguições contra a imprensa e a ausência total de informação".

Os dez últimos países da lista "onde é melhor não ser jornalista", segundo a RSF, são Eritreia (178º), Coreia do Norte (177º), Turcomenistão (176º), Irã (175º), Mianmar (174º), Síria (173º), Sudão (172º), China (171º), Iêmen (170º) e Ruanda (160º).

Entre as maiores quedas, se destaca a das Filipinas (156º), pelo massacre de cerca de 30 jornalistas.


(Fonte: Folha OnLine)

"Talvez eu seja um desses repórteres sem fronteira. É um sonho. Ser jornalista é dar a vida pela informação, estou disposto a pagar esse preço, com a proteção de Hashem!"

17.10.10

Celebran en Nueva York el centenario de Los gauchos judíos


La Sociedad de las Américas de Nueva York celebró el centenario de la publicación de "Los gauchos judíos", de Alberto Gerchunoff (1883-1950), un clásico de la literatura argentina publicado en 1910 y que describe la utopía agraria de los primeros colonos judíos que se asentaron en La Pampa.

La entidad cultural neoyorquina acogió un simposio para analizar el impacto en la literatura latinoamericana y judía de esa centenaria obra, en la que Gerchunoff, escritor y periodista nacido en el antiguo imperio ruso, recoge relatos de la migración judía a Argentina basándose en sus propios recuerdos como inmigrante.

Los estudiosos de varias universidades estadounidenses Judith Freidenberg, Nora Glickman y Mónica Szurmuk participaron en un debate dirigido por Edna Aizenberg, copresidenta de la Asociación Latinoamericana de Estudios Judíos y autora, entre otros estudios, de "¿Parricidio en La Pampa? Un nuevo estudio y traducción de 'Los gauchos judíos' de Alberto Gerchunoff".

Todos ellos son expertos en la historia de la comunidad judía en Argentina, con varias obras publicadas al respecto, e incluso Szurmuk, del Instituto Mora en México, prepara una biografía sobre Gerchunoff en colaboración con el Consulado de Argentina en Nueva York y la sociedad cultural InterAmericas.

"Los gauchos judíos", que el autor compuso en homenaje al centenario de la Revolución de Mayo inspirándose en sus recuerdos de niñez y adolescencia, está integrada por más de una veintena de relatos y puede ser leída como una colección de cuentos cortos o como una novela.

La obra rinde cuenta del proceso de migración judía a principios del siglo XX a Argentina, donde los colonos judíos se convirtieron en gauchos y en propietarios de tierras, algo que les había estado vedado en sus países de origen, y donde contribuyeron a crear la diversa y plural sociedad argentina.

(Fonte: Aurora Israel)

Chile celebra el rescate de los 33 mineros


Todo Chile celebró en la noche del último día 13 el desenlace de la mayor operación de salvamento subterráneo de la historia tras el rescate de 33 mineros que durante 70 días sobrevivieron a 700 metros de profundidad.

La llegada a la superficie del último trabajador, el capataz Luis Urzúa, fue el colofón de una operación de salvamento ejecutada de forma impecable por un equipo de técnicos y geólogos que durante 53 días pusieron en marcha tres planes alternativos para llegar hasta el lugar donde se habían refugiado los mineros.

Tras casi 24 horas de trabajo ininterrumpido, la operación de rescate concluyó con los 33 mineros sanos y salvos en la superficie del yacimiento San José y abrazados a sus seres queridos, y con los seis rescatistas que descendieron a la mina para ayudarlos a salir igualmente afuera.

Al conocer la noticia, cientos de miles de chilenos se echaron a las calles de las principales ciudades para festejar el desenlace de esta epopeya, mientras repicaban las campanas de las iglesias y sonaban las sirenas de los bomberos.

En Santiago, apenas unos minutos después de que Urzúa saliera de las profundidades de la mina, miles de personas se congregaron en la céntrica Plaza Italia, a la que suelen acudir los capitalinos para celebrar los triunfos políticos y deportivos.

"Mineros supersónicos" y "¡Fuerza, mineros!" eran algunos de los mensajes que podían leerse en las decenas de pancartas desplegadas.

Las celebraciones se extendieron a otras ciudades a lo largo de todo el país, como Linares, Punta Arenas, Talca, La Serena y Osorno, entre otras.

Al igual que sus 32 compañeros, Luis Urzúa fue izado en una cápsula de hierro que en pocos minutos recorrió los 622 metros de distancia entre la superficie y el refugio donde se guarecieron los mineros tras el derrumbe ocurrido el pasado 5 de agosto.

Al comenzar la evacuación, la medianoche del martes, los familiares se congregaron frente a los monitores de televisión instalados en el "campamento Esperanza" para seguir el rescate minuto a minuto.

Cada vez que la cápsula "Fénix 2" devolvía a la superficie a uno de los accidentados, estallaban en llanto y gritos de júbilo.

Lo que comenzó siendo otra tragedia en este convulsionado año del bicentenario chileno, a diferencia del terremoto de febrero tuvo un desenlace feliz que el presidente Sebastián Piñera no duda en calificar de "milagro".

En el "campamento Esperanza", la ansiedad y la tensión acumuladas por los familiares y amigos de los mineros dieron paso a una explosión de júbilo que contagió al propio Piñera, quien llegó a la mina para supervisar la operación de rescate.

"!Viva Chile, mierda!", gritó Piñera antes de invitar a los presentes a entonar el Himno Nacional.

El yacimiento San José probablemente no volverá a operar porque a los problemas financieros y legales que afrontan sus propietarios hay que añadir que Piñera anunció la instalación en ese lugar de un memorial en recuerdo de las víctimas de los accidentes mineros.

El derrumbe ocurrido en este yacimiento de cobre, que tenía más de un siglo de antigüedad y operaba en condiciones precarias, volvió a poner de manifiesto las carencias de un modelo de desarrollo económico basado en la explotación intensiva de los recursos naturales.

Por este motivo, el mandatario advirtió hoy que las explotaciones que como la mina San José no cumplan con estándares que garanticen la seguridad de sus trabajadores serán clausuradas.

Tras concluir la operación de rescate, Piñera, con la voz entrecortada por la emoción, aseguró: "Chile no es el mismo país que teníamos hace 69 días, cuando ocurrió el accidente. Hoy es más respetado, más valorado".

(Fonte: Aurora Israel)

15.10.10

Que o rock esteja convosco

O Guitarrista da banda de rock Rage Against the Machine, Tom Morello vestiu a camisa petista e declarou, pelo Twitter, apoio a Dilma Rousseff, "candidata dos pobres, da classe trabalhadora e da juventude".

Antes, em show no SWU, festival de rock que aconteceu no final de semana em Itu (SP), ele vestiu boné do MST (Movimento dos Sem Terra) e falou bem do movimento.

A exibição do show na TV foi cortada na hora, e o episódio acabou sendo o doce do dia para a militância virtual.

No mês passado, o MST --que divulga hoje apoio a Dilma-- participou de ato público contra o que considera "golpe midiático" nas eleições.

Sobre ser tirado do ar, Morello comentou no Twitter: "Entendo que o canal cortou a transmissão quando pus o boné do PST [sic]. Isso significa que estamos vencendo". Mais tarde, corrigiu-se: "Claro que é MST, não PST". 

Formado em ciência política pela Harvard, Morello é um camarada chegado a causas da esquerda. É crítico de Guantánamo e defende o direito dos imigrantes, duas posições não lá muito populares nos Estados Unidos, e costuma dizer por aí que a temporada de George W. Bush na Casa Branca foi uma das piores catástrofes da história política americana. 

Em entrevista à Folha, o músico e ativista explicou o jeito Rage Against the Machine de ser: "Sempre fomos uma banda que lutou contra certas autoridades, seja qual for o papel anterior ou atual do governo".


(Fonte: Folha OnLine)

"Até o Tom Morello entrou nessa!"

14.10.10

Em entrevista monossilábica, Amy Winehouse diz que estaria feliz se morresse agora

DE SÃO PAULO

Em uma entrevista concedida à revista americana "Harper's Bazaar", a cantora Amy Winehouse falou sobre a coleção que desenhou recentemente para a grife Fred Perry. Monossilábica, a cantora se mostrou distante, mas disse estar feliz.

"Nós acabamos a coleção toda até outono de 2012 e eu estou tipo, nós fizemos isso? É!". "Uhum. É, é, não foi difícil, porque tipo...", disse Winehouse, interrompendo a conversa para que o garçom pudesse trocar os pratos no restaurante.

"Eu sabia exatamente o que eu queria. E eu amo muito Fred Perry. Eu me senti honrada de estar lá, tipo: 'você quer vir aqui para fazer uma fala?' Eu? Tipo, eu? É!"

Amy disse ainda que não se considera um ícone de estilo. "Não, claro que não". "Uh-huh. Eu não acho que isso seja verdade. Eu me visto como se fosse um homem negro e velho... Desculpe!"

A cantora disse ainda que uma de suas inspirações é a atriz Elizabeth Taylor, mas diz que não quer ser igual a ela. "Não mesmo. Ela tinha olhos violeta. Isso é estranho... Hum..."

Outras inspirações da cantora são "Thelonious Monk, Charlie Mingus, Miles Davis... Thelonious Monk de novo, e então rappers atuais, como Nas, hum... hum... Busta Rhymes, e Mos Def".

A certa altura da entrevista, o repórter da revista lhe perguntou se ela estava feliz. "Sobre o que?", perguntou Winehouse. "Estou feliz com essa salada", respondeu a cantora em seguida.

"Eu não sei o que você quer dizer, eu tenho um namorado muito bom, ele é muito bom pra mim". "Eu não sei [se estou apaixonada]... ainda. Nós estamos juntos há três meses e meio", disse, sobre o diretor Reg Traviss.

"Se eu morresse amanhã, eu seria uma garota feliz", concluiu.




Amy Winehouse
Amy Winehouse    (Fonte: Folha OnLine)

No Chile, Pixies faz show com 33 músicas em homenagem a mineiros

DE SÃO PAULO

Depois de passar pelo Brasil como atração do festival SWU, a banda norte-americana Pixies se apresentou no Chile na noite desta quarta-feira e fez uma homenagem ao grupo de mineiros resgatados. O grupo fez uma apresentação com 33 músicas, uma para cada trabalhador resgatado.


Segundo o vocalista da banda, Black Francis, este foi o show mais longo que o grupo já tocou. "Ficamos tão emocionados com essa história, queríamos fazer algo que mostrasse o quanto isso nos afetou", escreveu o músico em um comunicado.

De acordo com Francis, o show da banda em Santiago teve início poucos minutos depois que o último mineiro foi resgatado. Após a homenagem com 33 canções, o repertório teve ainda uma música a mais no bis.

O set list incluiu faixas que marcaram a carreira da banda, como "Where Is My Mind", "Gigantic", "Velouria", "Debaser", "Wave of Mutilation" e "Hey".


(Fonte: Folha OnLine)