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28.9.10

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Isaac Benasulin)

ISAAC BENASULIN

Na série de entrevistas com brasileiros em Israel, esta semana conversamos com Isaac Benasulin, de 43 anos, que nasceu, na verdade, em Angola, filho da única família de judeus que morava no país na década de 60. Benasulin, no entanto, cresceu em Curitiba, depois que seus parentes foram expulsos pelo governo angolano em 1975. No país que o recebeu de braços abertos, ele aprendeu o sotaque local e se interessou pela capoeira, o esporte/luta mais brasileiro possível. Em 1987, decidiu se mudar para Israel, onde, ainda hoje, pratica e ensina a capoeira. Recentemente, inaugurou o centro Art’n Fight (http://www.artnfight.co.il), em Tel Aviv, onde também oferece aulas de jiu-jítsu, samba e zumba.

1) Isaac, quando você veio morar em Israel?
Em 1987.

2) Por quê você optou em morar em Israel?
Por sionismo.

3) Do que você mais gosta, em Israel? A verdade?
Da segurança que o país me dá.

4) Do que menos você gosta?
Da mentalidade dos israelenses. Da grosseria.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?
O Norte do país.

6) Qual é o lugar menos agradável?
Não tem nenhum, ao meu ver.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?
“Neshiká” (beijo).

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?
Qualquer uma com muito “chhhhhhhhhh”....

9) Que comida israelense é a mais saborosa?
O humus, claro.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?
Que venha.

Nas mãos de quem está a Paz?

Ouço rumores lá fora por minha janela no alto do Leblon. É o ronco de uma motocicleta misturado às turbinas longínquas de um avião. Outro dia ouvi morteiros de dentro de um cinema. Alguém murmurou, com ironia: “estamos sendo bombardeados”. Depois, ao ler os jornais com notícias sobre o fim da moratória dos assentamentos, refleti: vivemos numa cidade dita conflagrada, por conta do poder armado do tráfico. Ainda assim, quando ouço morteiros, só consigo rir da hipótese de estarmos sendo bombardeados, como dissera o gaiato no escuro do cinema. Aqui ocorre um meio confronto entre heranças sociais já conflitante e a oportunidade que se dá à bandidagem de explorar os ouros mais cobiçados pelo ser humano, quando esse assunto deveria, da produção à venda, do controle à saúde, estar nas mãos do Estado. Contudo, é lá, bem adiante, lá em Gaza, lá na Cisjordânia, que a chapa é quente. Perto daquilo, o Rio é uma Amsterdã, com suas ciclovias e canais onde nadam os patos. Ontem ouvi na CNN o Clinton dizer que acredita que “Israel can ‘deliver’ Peace”. A palavra “deliver” tem uma força incrível nessa sentença. Dá-nos a ideia de que a Paz está mais nas mãos de Israel. Às vezes eu também penso que sim, que Israel tem mais condições de “entregar” a paz sem se entregar, mas não vou me estender. Aí perguntaram a Clinton se ele acreditava que a Paz viria num momento em que a maioria não crê numa solução próxima. Ele disse: “Mas eu creio”, sem explicar muito bem o motivo. O Paulo Geiger diz que é coisa para uns 100 anos, mas que certamente virá a tal confederação verdejante de países e povos irmãos. A.B. Yehoshua aposta em 200. Não me arrisco a um palpite no meio dessa turma. Apenas palpita meu coração, como se estivesse sofrendo um ataque, quando leio que a moratória acabou.

"Bem-estar é o novo luxo", afirma filósofo francês Gilles Lipovetski

Entrevista com o filósofo francês Gilles Lipovetsky, que esteve em São Paulo para uma palestra sobre consumo
IZABELA MOI
EDITORA-ASSISTENTE DA ILUSTRÍSSIMA

O filósofo e sociólogo francês Gilles Lipovetsky, 66, tornou-se popular por escolher o consumo, a moda e o luxo como objetos de estudo. De jeans e sandálias, o autor de "A Felicidade Paradoxal" e "O Império do Efêmero" recebeu a reportagem na cobertura de um prédio na zona sul de São Paulo, onde foi hospedado.
Na cidade para um fórum mundial de turismo, Lipovetsky veio falar sobre o "consumo de experiência". Abaixo, fala também da obsessão pela saúde e afirma: bem-estar é o novo luxo.

Folha - O que é "consumo de experiência"?
Gilles Lipovetsky - Vai além dos produtos que podem me trazer esse ou aquele conforto, ou me identificar com essa ou aquela classe. As razões para escolher um celular, hoje, vão além das especificações. Queremos ouvir música, tirar fotos, receber e-mails, jogar. Ter vivências, sensações, prazeres. É um consumo emocional.

Então, o que é o luxo, hoje?
O luxo, apesar de ainda existir na forma tradicional, também está mudando.
Quando buscamos um hotel de luxo hoje, não queremos torneiras de ouro, lustres. O luxo está nas experiências de bem-estar que o lugar pode oferecer. Spa, sala de ginástica, serviço de massagem. O bem-estar é o novo luxo.

Como consumir bem-estar?
Nos anos 60 e 70, quando o consumo de massa possibilitou que famílias de classe média se equipassem com produtos, o bem-estar ainda era medido em termos de quantidade. Hoje, o que está na cabeça das pessoas é o bem-estar qualitativo: a tal qualidade de vida. O que inclui a qualidade estética.

Qual a relação entre busca de bem-estar e uma sociedade mais e mais "medicalizada"?
A obsessão com a saúde e a prevenção é o lado obscuro do hiperconsumismo, gerador de ansiedade quase higienista. A quantidade de informação disponível torna o consumo complicado. Na alimentação, os consumidores estão ávidos pela leitura dos rótulos: quais são os ingredientes, de onde vêm, podem causar câncer, engordar? Há 40 anos, íamos ao médico uma vez por ano, se muito. Hoje, um indivíduo faz até dez consultas por ano. O consumo de exames, para nos fazer sentir "seguros", cresce exponencialmente. Sintoma do hiperconsumismo: queremos comprar nossa saúde.

Como vê as campanhas contra o cigarro e a obesidade?
O hiperconsumidor está preso num emaranhado de informações e ele tem muitas regras a seguir. Parar de fumar faz parte da lógica da prevenção. É um sacrifício do presente em prol do futuro. No hiperindividualismo, a gestão do corpo é central. Esse autogerenciamento permanente explica, também, a onda do emagrecimento.
Expor-se ao sol é arriscado, mas é considerado bonito ter a pele bronzeada. Privar-se de comer é privar-se do prazer. É um paradoxo que todos vivem e, por isso, no caso dessas mulheres subjugadas ao terrorismo da magreza, elas sentem culpa. As regras são contraditórias.

Qual é a saída para toda essa ansiedade?
As compras. Antes as pessoas iam à missa, agora elas vão ao shopping center. Comprar, ir ao shopping, viajar -são as terapias modernas para depressão, tristeza, solidão. Você pode comprar "terapias de desenvolvimento pessoal". Um fim de semana zen, um pacote de massagens. Todas as esferas de vida estão subjugadas à lógica do mercado.

Por que as pessoas não se sentem felizes?
O hiperindividualismo aparece quando nossa sociedade nega as instituições da coletividade. A religião, a comunidade, a política. Os deuses são os homens. O indivíduo é um agente autônomo que deve gerenciar a própria existência. Esse indivíduo pode fazer escolhas privadas -que profissão fazer, com quem se casar, o que comprar- mas está submetido às regras da globalização econômica de eficácia, de produtividade, juventude, consumo. O acesso ao conforto material, enquanto sociedade, não nos aproximou da felicidade. Há tanta ansiedade, tanto estresse, tanta angústia e tanto medo que a abundância não consegue proporcionar um sentimento de completude.

Consumimos para esquecer?
Também. Mas há um outro lado. Desenvolvemos o que eu chamei de "don juanismo" [ele cita o personagem "Don Juan", da ópera de Mozart, que "conheceu" 1.003 mulheres]. Todos nos transformamos em Dons Juans. Somos todos colecionadores de experiências. Temos medo que a vida passe ao largo. Existe um senso comum que nos diz que se não tivermos vivido tal ou tal experiência, teremos perdido nossa vida. É uma luta contra o tédio, uma busca incansável e viciada pela novidade, pela fuga da rotina. 

(Fonte: Folha OnLine)

"Um comentário, de Jonas Cardoso, diz: 'Uma frase antiga dizia: 'bebo pra esquecer que bebo', A frase atual é: compro pra esquecer as dívidas. Dívidas num sentido amplo.' Muito bem ressaltado."

27.9.10

Segunda-Fria

Ninguém gosta da segunda-feira.
Quanto mais acordar ás 6:00.

Ninguém gosta de ficar á margem, á beira.
Todos contam com uns trocados no mês.

Olhos não ficam abertos, acordados.
Sensação ruim, de pés acorrentados.

Tudo isso em uma segunda.
Fria.
Onde a água consegue ser mais densa, mais funda.
Tudo que qualquer leve nadador jamais queria.

"Patadas".
Onde está o companheirismo universitário?
Estamos procurando.
Com sorrisos bobos e com caras de otário,
Para falar a verdade.
Aguentar caras feias e atravessar a cidade.

Tudo isso em uma segunda.
Fria.
Onde a água consegue ser mais densa, mais funda.
Tudo que qualquer leve sonhador jamais queria.

"Segunda é o dia em que tudo dá errado!"
Na sua concepção.
Tu estás contrariado.
Procurando o real sentido da
Sua decepção.

E continuamos nessa segunda,
Onde não dá meia-noite,
A impressão que não tem fim,
A expectativa em que o não de hoje, vira, no amanhã,
Um sim.

Onde a água consegue ser mais densa, e muito mais funda.
Onde nada poderia.
Onde tudo queria.

Alguém nos esquente.
Nessa segunda-fria.

26.9.10

Lidere Pelo Exemplo

Independentemente de onde estamos ou do que fazemos, não somos seres isolados. 

Não podemos nos esquecer de que exercemos influência sobre os outros. Muitos alunos de Kabbalah me contam que isso funciona a favor deles, mas que às vezes funciona contra também. Funciona a favor quando amigos, familiares e companheiros de trabalho perguntam o motivo de sua felicidade. Eles compreendem, então, que a melhor forma de incentivar alguém a entrar num caminho espiritual é liderar pelo exemplo.

Mas essa história de exemplo é uma faca de dois gumes. Se você ficar reativo, irritado, chateado, as pessoas se sentirão no direito de perguntar: “É isso que eles te ensinam lá na Kabbalah?” Talvez digam: “Você não está sendo muito espiritual agora.”

Temos que saber que somos embaixadores. Seja por causa de uma fita vermelha que nos entrega ou porque somos conhecidos no nosso círculo social como alguém que tem respostas, estamos sempre no foco. Estamos sempre sendo observados e, infelizmente, julgados, com base em nosso comportamento, mesmo quando nos parece que ninguém está olhando. 

Por outro lado, nossa influência é ilimitada. Somos representantes de uma antiga linhagem de kabbalistas, com tudo o que isso significa. Transmitimos a sabedoria da Kabbalah em tudo o que fazemos, onde quer que estejamos, seja no cinema, meditando ou discutindo com um vendedor. Somos embaixadores dessa sabedoria e devemos agir como tal.

Procure apreciar essa responsabilidade. Repare como os outros o veem e como, com uma pequena mudança, podemos transformar tudo, incentivando as pessoas a fazer o mesmo. Não baixe a guarda. O mundo segue o seu exemplo. 

Tudo de bom,
Yehuda

Sequência dos 72 Nomes:
 

Mario Rodríguez Silo (1938-2010)


Mendoza, 6 de enero de 1938 – Mendoza, 16 de septiembre de 2010
SILO falleció poco antes de la medianoche de Argentina, el 16 de Septiembre de 2010.

Si hubiera que esquematizar un perfil, diríamos que Silo es el ideólogo de una corriente de pensamiento: Nuevo Humanismo o Humanismo Universalista (o Humanismo Siloísta, aunque él rechace esta denominación); un movimiento político-social no violento: el Movimiento Humanista, y una expresión espiritual: El Mensaje.

La doctrina de Silo abarca, en suma, los temas fundamentales que interesan al ser humano.

"É com muito pesar que recebo nessa notícia. Justo agora, com toda essa alegria de ano novo, tinha que ter algo para estragar. Conheci Silo em Outubro de 2007, em preparação para o Fórum de Organizações Ativistas e Movimentos Sociais de São Paulo, um dos maiores eventos da minha vida. Orgulhosamente, fiz parte do Movimento Humanista, que Silo criou, durante um bom tempo, de 2007 á 2009. Conheci gente maravilhosa e aprendi muito com os mesmos, dá uma imensa saudade. Perdemos uma figura histórica, sem dúvida nenhuma. Sua Mensagem estará viva por toda a eternidade. GRACIAS, MESTRE MARIO!!!!!!"

25.9.10

Meu Presidente: Rui Costa Pimenta (PCO)


Nascimento: 25 de junho de 1957 (43 anos), São Paulo
Partido: Partido da Causa Operária – PCO
Vice: Edson Dorta Silva (PCO)
Previsão de gastos na campanha: R$ 100 mil
Patrimônio: Pimenta: R$ 80 mil; Edson Dorta Silva (vice): ainda não teve a declaração de bens divulgada.

SOBRE
Formado em jornalismo, já atuou no movimento estudantil e sindical. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e membro da Tendência Causa Operária. Após divergências políticas, a Tendência foi expulsa do partido. Pimenta participou da formação do PCO, em 1995. O candidato é versado em inglês, francês, espanhol e italiano. É editor e jornalista do periódico Causa Operária.

PLANO DE GOVERNO
Pela terceira vez disputando o cargo de presidente pelo PCO, defende a bandeira de que o socialismo marxista é a solução para os problemas econômicos, sociais e agrários do Brasil, com a “substituição da propriedade privada dos meios de produção e a exploração do homem pela propriedade coletiva”. Seu lema de campanha é “Salário, Trabalho e Terra”.

BRASIL: Candidata a presidente se reúne com a comunidade

Dilma Rousseff, candidata pelo Partido de Lula, menteve um encontro com a liderança comunitária brasileira


SÃO PAULO (CJL) - No segundo de uma série de encontros com candidatos à Presidência da República, a CONIB entregou nesta segunda-feira um documento com idéias para governo à candidata do PT, Dilma Rousseff.  O texto, que já foi recebido por Marina Silva (PV) e também será entregue a José Serra (PSDB), coloca diretrizes éticas e políticas defendidas pela comunidade judaica, como a defesa da democracia, o combate à intolerância e ao revisionismo histórico, a promoção da justiça social e da educação e uma política externa norteada pela proteção aos direitos humanos.

No encontro realizado na sede da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Dilma Roussef, diante de cerca de 80 integrantes da comunidade judaica, falou sobre as suas origens, inclusive citando da possibilidade que sua avó fosse judia.

Perguntada sobre o porquê de o Brasil se envolver com as questões do governo de Mahmoud Ahmadinejad, Dilma foi sucinta. "Viver num mundo melhor. Ninguém pode achar que o melhor caminho não é a paz".

A petista ainda reforçou que buscará, como presidente, a manutenção da paz. "As questões não são pessoais, é uma relação em busca da paz. Nem eu nem o presidente Lula aceitamos a negação do holocausto, e somos a favor de dois estados, um israelense e outro palestino, vivendo lado a lado e em segurança", disse.


"Dilma judia? A história diz que ela é búlgara, agora judia? Isso é o que chamo de tática eleitoral!"

Sucot: Ética vs. Teologia


Que “o judaísmo é uma religião pouco religiosa”, pode-se dizer que é uma das poucas acusações feitas a nós com certa razão. O judaísmo sempre preferiu se concentrar mais no que cabe ao homem fazer do que na natureza de Deus. Mais na ética do que na teologia. A teologia é sempre um mistério, por definição. Entretanto, a ética é um mandato urgente, pois o mundo precisa da ação reparadora do homem para se aperfeiçoar. Segundo o Talmud, o próprio Deus diz: “Tomara que me esqueçam, mas fiquem com meus preceitos de ação”.

Na leitura do Shabat Chol Hamoed Sucot achamos uma das expressões mais contundentes a respeito disso. Moshé pede para conhecer o rosto divino ou o interior da divindade e Deus responde: “não poderá me ver um ser humano e continuar vivendo”. Depois Moshé pede para conhecer os caminhos divinos, a conduta divina, a ação que deveríamos imitar na nossa prática, e recebe uma reposta concreta e ativa: “Eu transmitirei toda a Minha bondade e perdoarei tudo o que for possível”. Segundo a religiosidade judaica, a teologia como ciência de Deus interessa ao homem, tanto do ponto de vista humano quanto divino, apenas na medida em que ensine como sermos melhores seres humanos.



O perdão e a natureza das segundas oportunidades
Nesta leitura da Torá, as tábuas que foram quebradas por Moshé ao ver o povo adorar a estátua do bezerro de ouro são substituídas por outras tábuas novas. Esta substituição tem todos os elementos do verdadeiro perdão reparador. Não apenas é perdoado o ato, mas também é restituído o que se perdeu no erro. Deus diz para Moshé: “Faça duas tábuas novas como as primeiras que quebrou”. A tradição inclusive conta que na arca se encontravam “as tábuas novas e também os restos das quebradas”. A restituição enfatiza ser uma segunda oportunidade que lembra assim os erros e pendências da primeira, pois só assim terá sentido como segunda. Sem rancor, sem vingança, a segunda oportunidade precisa da memória da primeira para ser um caminho de perfeição.



O desafio da alteridade
A descrição de Deus que se segue ao ato reparador é composta de treze atributos, adjetivos que indicam condutas de piedade e compaixão diante de quem não é perfeito e divino. O atributo divino principal que devemos tentar imitar é a capacidade de lidar com a diferença do outro. Ser eu para reconhecer o tu.



A divindade que não encobre e sim denuncia
No final da leitura aparece um resumo do principal de algumas regras conhecidas, entre elas a proibição da idolatria. Essa proibição é resumida como não fazer deuses de máscaras. A divindade no judaísmo não serve apenas para acalmar; e nunca para tampar ou criar falsas aparências. Pelo contrário, vem para denunciar as verdades da intimidade das almas, no mínimo diante de seus portadores. A divindade conecta-se à voz da verdade mais profunda de cada um.

Rabino Ruben Sternschein

21.9.10

Fito Paez diz que Brasil criou uma fortaleza difícil de penetrar

O músico argentino Fito Paez no Hotel Radisson de Montevideu.
SYLVIA COLOMBO
ENVIADA ESPECIAL A MONTEVIDÉU 

"Desde quando os raviólis têm recheio de salmão?", pergunta, a um assustado garçom, o roqueiro Fito Paez, 47, enquanto examina o cardápio de um restaurante da capital uruguaia.


"Na minha época, eles eram ou de ricota ou de verdura, hoje os menus estão cheios de invencionices."
Tranquilizado após ser servido com um prato do tradicional espaguete à bolonhesa, Paez falou à Folha sobre tradições culturais (além das gastronômicas), música pop latina e política.

Ele faz show na sexta no festival Sonidos, que ocorre de amanhã (21) a sábado em SP.

Não só a cozinha contemporânea desanima Fito. Também o pop minimalista de artistas da nova geração. Para ele, nomes como Jorge Drexler e Kevin Johansen têm talento, mas são muito amáveis. Falta combatividade.

ESCOLA COMPLEXA
"Algumas coisas deles me entusiasmam, mas eu tive uma escola mais complexa e vivi uma época mais conturbada. Por isso minha música é assim", reafirma-se o roqueiro que se formou ouvindo Beatles e Rolling Stones na sua Rosário natal e passou a adolescência na ditadura militar (1976-1983).

Paez considera que a canção popular teve seu sentido alterado. "Ela já não nasce num ambiente de protesto. A situação que fez com que Chico Buarque contasse todo o drama do Brasil numa canção como 'Construção' não existe mais, assim como a que levou Silvio Rodríguez a compor 'La Maza'."

Mas Fito prefere olhar para a frente. "É preciso pensar que o mundo se democratizou tecnologicamente e isso criou milhões de subjetividades. O que se faz hoje expressa essa diluição."
Isso é bom ou ruim? "Não sei, mas é raro escutar a música popular de hoje e encontrar coisas que surpreendam. E está havendo uma grande transformação, sobre a qual não sabemos nada, e não vejo uma reflexão sobre isso."

Apesar de ser um dos artistas contemporâneos argentinos que mais se relacionou com o Brasil -- tocou com Paralamas, Djavan e outros, além de ter sua "Un Vestido y un Amor" gravada por Caetano Veloso -- Fito não tem respostas para a falta de intercâmbio entre Brasil e América hispânica.
"O mais provável é que o fato de o Brasil ter se tornado uma potência musical do século 20, ao inventar a bossa nova e o tropicalismo, tenha gerado um autoabastecimento de ideias. Uma sensação de que não é necessário ouvir coisas de fora."

Para Fito, Mercedes Sosa e Astor Piazzolla só conseguiram emplacar aqui porque se aproximaram de artistas brasileiros, algo que ele vem fazendo desde os anos 1990.
"Há uma fortaleza no Brasil que examina de outra forma o que chega de fora." E elogia Caetano Veloso em seu caminho inverso, ao trazer canções de artistas hispano-americanos de diversas épocas para o Brasil com seu "Fina Estampa", de 1994.

ARGENTINA
Apesar do sucesso, Fito nunca pensou em estabelecer-se em outro país, como a Espanha, lar de muitos latino-americanos famosos.

Mora na (região de La) Recoleta, no coração de Buenos Aires. Vê com tristeza a falta de preparo de certos políticos locais, como o prefeito da cidade, Mauricio Macri (ex-presidente dos bosteros), que declarou só ter lido um romance de Jorge Luis Borges -- que não escreveu nenhum romance...

"Se chegamos a esse nível, é porque algo anda muito errado no sistema educacional e na nossa sociedade."
Já a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, tem seu apoio. Para ele, pela primeira vez um governo questiona os grupos de poder instalados há mais de 50 anos.

"O que houve de fato no caso Papel Prensa, por exemplo? [Cristina atribui aos grupos Clarín e La Nación, sócios-majoritários do governo na fábrica de papel-jornal Papel Prensa, a formação de cartel e a expropriação da empresa durante a ditadura]. Ela também está reparando questões de direitos humanos há décadas em aberto. Aprovou o casamento gay. O agito que propõe é positivo."

(Fonte: Folha OnLine)

"Grande Rodolfo Páez Ávalos! Além de um ótimo músico é um bom letrista. El Amor Después Del Amor é um dos melhores singles dele. Quem não conhece, deve escutar! TODO APOIO AO ROCK LATINO, HERMANO!"

Wyclef Jean desiste de candidatura presidencial no Haiti

Wyclef Jean
KEVIN GRAY
DA REUTERS, EM PORTO PRÍNCIPE 

O cantor de hip-hop Wyclef Jean anunciou na terça-feira (21) que desistiu de disputar a eleição presidencial de novembro no Haiti, um mês depois de ter sua candidatura formalmente rejeitada pelas autoridades.

"Após semanas de reflexão tranquila, mas compenetrada, com minha esposa e filha, escolhi encerrar minha candidatura à presidência do Haiti", disse o músico em nota.


"Esta não foi uma decisão fácil de alcançar; mas é algo que foi feito com ponderação."


O músico Wyclef Jean, que anunciou que desistiu de disputar as eleições presidenciais no Haiti
Jean nasceu no Haiti, mas se radicou nos Estados Unidos aos nove anos. A candidatura dele foi barrada porque a lei exige cinco anos de residência ininterrupta no país no momento da candidatura.

O músico disse que vai agora voltar a se dedicar ao trabalho artístico, e que pretende lançar no ano que vem um álbum chamado "If I were President, the Haitian Experience" (se eu fosse presidente, a experiência haitiana).

Dias depois de ter a candidatura barrada, Jean lançou nas rádios haitianas uma canção em que acusava o presidente René Préval de tramar o veto à sua candidatura.
Jean é muito popular entre os jovens haitianos, mas sofreu críticas por se candidatar sem ter experiência política, num país que ainda luta para se recuperar depois do devastador terremoto que matou até 300 mil pessoas em janeiro.

"Embora minha candidatura à presidência tenha sido curta, sinto que ela não foi em vão", disse o artista, que inicialmente havia dito que recorreria do veto à candidatura. As autoridades disseram que a decisão contra ele era definitiva.


(Fonte: Folha OnLine)

20.9.10

Governo de Israel compra conta no Twitter


Israel comprou de um usuário espanhol uma conta no Twitter que levava o nome do Estado judaico. Segundo o jornal espanhol Público, o valor pago pelo governo ao usuário Israel Meléndez superou os seis dígitos. Meléndez criou a conta @Israel em 2007 a fim de fugir de uma ex-namorada. Ao jornal, o homem disse que usava pouco o serviço, e que começou a receber mensagens de protesto contra o Governo de Israel. Foi aí que percebeu também uma mensagem do primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fazendo a oferta pela conta. Com a negociação concretizada, o Governo de Israel reiniciou a conta, alterando o seu perfil oficial de @israelMFA para @israel. Atualmente, a conta acumula mais de 6.000 seguidores.

 (Fonte: Pletz.com)

POR QUE SER JUDEU?

David Castelo, professor de música.
É neto paterno do ex-governador do
Estado do Ceará Plácido Aderaldo Castelo (1966-1971).

David Castelo*

Por que ser judeu? Por que buscar o judaísmo? Certa vez, minha avó levantou seu dedo indicador e, em tom solene e de revelação, me disse: “meu filho, nunca esqueça que somos judeus”.

Eu morava então em Fortaleza e, na época, não havia lá nenhuma comunidade judaica estabelecida. Por conseqüência, era um ambiente sem muitas possibilidades de me oferecer referências sobre o que seria um judeu.

Na verdade, não ouvi só uma vez aquela frase de minha avó. Ouvi repetidas vezes esta e outras referências sobre nossa origem. Dizia ela: meu pai é “Pedro Freire, judeu, a cuja família pertenciam as salinas do Boi Morto no Rio Grande do Norte”. Mas como eu poderia ser judeu? Nós éramos católicos... ou não?  Um dia, me ocorreu perguntar a meu pai a razão de não comermos carne de porco. “É uma carne suja”, foi a resposta. Judeus não comem carne de porco, mas o fato de nós não comermos porco nos fazia judeus? E por que quando abatemos um cordeiro tiramos todo o sangue? Judeus comem carne sem sangue. Mas isso fazia de nós judeus?

Achava muito engraçado minha avó acender velas todas as sextas-feiras ao cair da noite. Depois, soube que velas são acesas no Shabat. Mas acender velas às sextas-feiras nos fazia judeus?

Sou David Castelo. Castelo que antes era Teixeira e que chegou ao Brasil no final do século XVIII como Góis e Mello. Primeiro em Recife e em seguida no interior do Ceará, em Mombaça. No sertão central do Ceará nascemos, vivemos e morremos por nove gerações. A minha é a primeira a nascer inteiramente em capitais. Mas cresci em nossa fazenda, em Mombaça, comendo carne de cordeiro sem sangue e achando porco o bicho mais nojento da criação. Essas e outras constatações sobre nossa origem judaica não me respondiam o significado de ser judeu, como minha avó me dizia.

Então por que razão resgatar o judaísmo?

Porque atribuo o que melhor do legado de minha família à nossa origem judaica. Sobretudo nossa capacidade de compreender e balizar nossa conduta através da observância a leis e princípios éticos.

Por que retornar a um povo perseguido? Por que assumir tal risco?

Porque um dia minha família foi forçada a camuflar aquilo que de mais importante um indivíduo e um grupo têm: sua identidade e por conseqüência sua dignidade.

Não busquei o judaísmo por acreditar que era a única verdade ou o único caminho para D’us, mas por acreditar que, para mim, era o único caminho.

A herança de minha família me trouxe o orgulho de ser Oliveira, Vieira, Figueiredo, Freire, Góis e Mello, Teixeira e finalmente Castelo. Nossas heranças, a obra construída por nossos antepassados, são presentes, nossas primeiras bênçãos. Através delas adquirimos nossas referências, sabemos de onde viemos. Não fosse essa dádiva suficientemente grandiosa, recebemos em acréscimo o direito de criticá-la, escolher e levar conosco aquilo que verdadeiramente nos importa. Nossa herança nos dá referências e nosso livre arbítrio nos permite escolher o que julgamos melhor para nossas vidas.

Minha herança vai bem além daquela construída por minha família no Brasil. Nossa identidade roubada, mesmo após dez gerações, reclamou seu lugar em minha herança.

Afinal, que direito tinha um Papa ou sua igreja de impor a um povo que o melhor para ele é negar sua identidade, e por conseqüência sua dignidade?

Ainda assim, o problema não é ser cristão ou ser judeu. Quantos e quão queridos são meus amigos cristãos. O problema é que alguém um dia decidiu para minha família que, na verdade, o certo é ser católico. Não foi decisão minha, não foi fruto do meu desejo nem conseqüência do meu trabalho. Realizei então que pertencia tão somente a mim a decisão de resgatar meu passado mais antigo.

Me saber marrano ou não consumir carne suína não me fazem judeu. Me faz judeu o desejo pelo retorno e o sentimento de pertencer ao povo de Israel.

Compreendi que David Castelo é apenas parte de minha identidade e passou a não ser suficiente. Precisava voltar a ser David ben Avraham Avinu. Necessitava retornar à casa do pai de todos nós!

E é por isso que sou judeu!

Eu gostaria de dedicar essa ocasião a minha avó, Joana Castelo que, ao me revelar nosso passado, abriu a porta para meu futuro; a meus pais pelo incentivo; a minha saudosa amiga Maria Claudia Ribeiro por me apresentar o amigo a quem confiei meu processo de conversão, o Rabino Alexandre Leone e finalmente agradeço, do mais fundo de meu coração, ao carinho com o qual fui recebido pelo Bnei, eu não poderia imaginar comunidade que melhor represente Israel nesse momento.

Muito obrigado!


*David CasteloProfessor da Faculdade Carlos Gomes – SP, David Castelo estudou regência na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e é formado em flauta doce pela Faculdade Santa Marcelina - SP, na classe da Profª. Isa Poncet. No período de 1998 a 2003, David Castelo estudou no Conservatório Real de Haia (Holanda), orientado por Reine-Marie Verhagen e Peter van Heyghen. Nesta instituição obteve o "The Post-Graduate Certificate for Advanced Studies"; o "The First Phase Diploma" e o "The Seconde Phase Diploma" (Master’s of Music - Soloist Diploma), sendo esta a mais alta titulação concedida a um instrumentista na Europa. Paralelamente ao seu trabalho musical, David Castelo tem atuado como curador para projetos musicais nos Centros Culturais do Banco do Brasil em São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente, David Castelo desenvolve pesquisa em nível de pós-graduação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) discutindo os aspectos de performance do repertório brasileiro do século XVIII, recebendo orientação da Profª. Dra. Helena Jank.
(Fonte: Bnei Chalutzim e Notícias da Rua Judaica)

Seis décadas após Holocausto, judaísmo floresce na Alemanha

Em clima de festa tomou conta das cinco sinagogas de Berlim nos últimos dias, por ocasião do Rosh Hashaná, a celebração do ano novo judaico, entre quarta e quinta-feira. Segundo reportagem da correspondente Graça Magalhães-Ruether para a edição do GLOBO deste domingo, sessenta e cinco anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a cultura judaica volta a florescer na Alemanha com a chegada em massa de judeus. Diferentemente dos anos 1960 e 1970, quando a migração judaica dirigia-se sobretudo a Israel, a preferência dos judeus da Europa Oriental tem se dividido, nos últimos anos, entre a Terra Prometida e a Alemanha. Só da antiga União Soviética chegaram cerca de 200 mil desde a queda do Muro de Berlim. Hoje, 85 cidades alemãs contam com sinagogas - e só Berlim e Munique, juntas, contam com 16 templos.
Para alguns judeus mais velhos, com a festa da semana passada parecia que a roda da História havia girado, e o judaísmo era vivido na capital alemã como foi até 1933, quando viviam na cidade 120 mil judeus, integrando as elites artística, científica e intelectual, como o filósofo Walter Benjamin e o físico Albert Einstein.

- O judaísmo voltou a florescer não só em Berlim, mas em toda a Alemanha - celebra Maja Zeder, porta voz da comunidade judaica de Berlim, filha de judeus da Ucrânia.

Até 1933, viviam na Alemanha meio milhão de judeus. Apenas pouco mais de 20 mil sobreviveram ao regime nazista. Depois de 1945, viviam no país sobretudo judeus em trânsito à espera de uma chance de ir para Israel. As pequenas comunidades judaicas que começaram a se organizar, ao longo das décadas, chamavam a atenção, mas muitos de seus membros eram criticados por quem decidiu partir por viverem na Alemanha.

A situação começou a mudar com a abertura do regime comunista da antiga União Soviética. Depois de um acordo fechado pelo chanceler federal Helmut Kohl e o líder soviético Mikhail Gorbachov, os judeus soviéticos passaram a ter permissão para emigrar para a Alemanha. Com a oferta de ajuda financeira e o sonho de uma vida melhor, sem discriminação, houve uma evasão em massa.

Hoje, 80% dos judeus da Alemanha vêm da antiga URSS, o que causou uma revolução cultural para os próprios judeus alemães. Com os imigrantes do leste, surgiram também novos hábitos e uma nova cultura, com mais ortodoxos e até ultraortodoxos. Em comum com os outros imigrantes, os judeus têm apenas o fato de ter de aprender o alemão - 99% desses imigrantes têm formação universitária, o que torna mais fácil a integração no mercado de trabalho e na sociedade local.


ISRAEL 5771 EM NÚMEROS

Na entrada do ano novo judaico, o IBGE israelense publicou que o total da população do pais é de 7.645.000,dos quais 5.771.000 são judeus (75.5%),1.559.000 são árabes (20.3%) e 315.500 são cristãos e ou sem religião definida (4.2%). A estes dados deve se acrescentar cerca de 220.000 trabalhadores estrangeiros empregados no pais.

O crescimento da população e de 1.8% e no ano de 2009 chegaram cerca de 15.000 novos imigrante, principalmente da Rússia, Estados Unidos,Ucrânia, França e Inglaterra. A população de Israel é considerada jovem: 28% tem até 14 anos de idade(a media no Ocidente é de 17%), 10% tem de 65 anos ou mais.
O israelense se casa, na faixa etária de 25 a 29 anos , 63% dos rapazes são solteiros e 42% das jovens o são. Em 2009, 50.000 casais celebraram o seu casamento e por outro lado 13.488 casais separaram as trouxas. Nasceram no pais 161.000 bebês. As mulheres judias tem em media 2.9 filhos, e as muçulmanas 3.7 crianças.

Dos israelitas que vivem no país, 72% lá nasceram, o dobro da porcentagem contabilizada em 1948, quando da fundação de Israel. A longevidade é de 79 anos para homens e de 83.5 anos para as mulheres. A principal causa de morte é o câncer 25.8%, seguida de problemas cardíacos com 17.3%.

Num censo feito pelo diário Maariv, consta que 40.6% da população se dizem orgulhosa de ser israelense, 37.7 são muito orgulhosos deste fato, e 16.5% não são tão orgulhosos, enquanto 5.2% não têm orgulho de ser israelense. Isto num pais que tem 20% da população de árabes é um fato a ser comemorado.  O "povo do livro” passou nas horas de lazer a passar na frente da internet com 37.1% da população e só 22.5% preferem ler,outros 12.5% fazer sexo , 8.2% assistir filme e 6.4% fazer ginástica. O processo de paz é uma constante preocupação e o israelense é muito cético a respeito. Só 27% acreditam que há esperança de fazer a paz com os palestinos, 25% crêem que talvez vá haver paz, enquanto que 23.5% acham que não há chance nenhuma, 18.9% acreditam que há pequena esperança de ter a paz, e apenas 4.7% crêem que certamente o shalom virá. Dos problemas de Israel, 36% acham que o mais importante é lidar com a educação, 13% com o Irã, 12.7% combater a corrupção e 11.3% de tratar a paz com os palestinos.

AVRAM GRANT - O TREINADOR DO WEST HAM E O YOM KIPUR

Fernando Bisker - Miami
Acabamos de celebrar o Yom Kipur, mas para o técnico israelense Avram Grant, ex-treinador do Chelsea, e agora treinador do West Ham, time da primeira divisão do campeonato Inglês, Yom Kipur teve um gostinho especial, e um pouco tenso.

O West Ham tinha um jogo marcado para este ultimo Sábado, em pleno Yom Kipur. Grande parte dos judeus no mundo respeitam esta data e jejuam no Yom Kipur. Mesmo aqueles que não se identificam como religiosos conectam-se de alguma forma com a tradição.

Para o West Ham, que tem feito uma campanha não muito boa, uma ausência do treinador justamente neste jogo poderia ser visto como irresponsabilidade. Avram Grant, a despeito da dificuldade, decidiu que sua religião e tradição deveriam estar acima de tudo, e anunciou que não estaria presente no jogo de Sábado.
Após o anúncio oficial à imprensa, foram divulgadas várias reportagens, em diversos sites mundiais - entre eles a CNN, Mirror,  Daily News. Todas as reportagens acabaram aproveitando para explicar sobre esta data importante, as regras, a tradição e a importância para o povo judeu do Yom Kipur.

Em entrevista, Grant declarou - "O time estará 100% pronto para o jogo, isso é que importa. Tive uma reunião com o time, conversei com todos, as táticas, o treinamento e a preparação. Eu não estarei no estádio. Este dia é um dia muito importante, e tenho estima a este dia e reverência aos meus pais, e por tudo que eles tiveram que passar por serem judeus [os pais de Grant são sobreviventes do Holocausto. Em honra aos meus pais e à religião, este dia sempre respeitei, e sempre respeitarei. Em nota oficial, o West Ham declarou - "Acatamos a decisão de nosso treinador Avram Grant, e  estamos de acordo com sua decisão."


Noiva Etíope é Reconhecida Para Casamento Judaico

Uma mulher etíope lutou durante quatro anos para ser reconhecida como judia, pois sempre se recusou a se submeter às exigências de rabinos para que se submetesse aos procedimentos de conversão e foi mesmo forçada a adiar o seu casamento. Na semana passada o Grande Tribunal Rabínico de Jerusalém declarou que ela poderá se banhar em uma mikveh antes do seu casamento e decidiu que não haverá nenhum registro ter se submetido a qualquer processo para seu retorno ao judaísmo.
A mulher, residente no sul de Israel, e o seu parceiro tinham agendado o casamento para agosto de 2006, mas nunca imaginaram que quatro anos se passariam antes que eles pudessem estar sob a chupah. Em 2006 eles fizeram uma festa, porém sem a tradicional cerimônia de casamento judaico, pois o rabinato questionava a origem judaica da noiva. Logo após o casal ter dado entrada nos papéis para o casamento, o conselho religioso em Ashdod remeteu os papéis dessa mulher para o rabino Yosef Hadana em Tel Aviv, que havia sido designado pelo Rabinato Chefe para os registros de casamentos do setor etíope. O rabino declarou que a mulher não era judia, alegando ter sido informado de que seus avôs se haviam convertido ao cristianismo e, portanto, recusou-se a validar a sua condição de judia até que ela se submetesse ao procedimento do banho. A fundação Tebeka, que proporciona apoio jurídico aos membros do grupo advindo da Etiópia, considerou que havia pouca possibilidade de que a decisão de Hadana fosse alterada. No entanto, a mulher se recusou a se submeter a qualquer forma de conversão e se apresentou ao Rabino Chefe sefardita Shlomo Amar. Ela apresentou depoimentos de testemunhas que atestaram por ela e que afirmaram que conheciam a sua família e suas origens judaicas.

No entanto, as dificuldades de calendário impediram que Amar se pronunciasse sobre o assunto ainda a tempo do casamento, e então a cerimônia sob a chupah não foi realizada. A mulher não desistiu e continuou a sua campanha. Dois advogados da fundação Tebeka entraram com uma petição junto ao Tribunal de Rehovot para interviessem no assunto, mas que não foi aceita.

Um recurso então foi dado entrada na Corte Rabínica de Jerusalém, que recentemente chegou a um compromisso aceitável por todas as partes, no qual a noiva iria se banhar em um mikveh e os juízes religiosos esperariam do lado de fora para garantir que o processo tinha de fato ocorrido.

De acordo com o compromisso, a noiva receberá uma certidão de casamento regular sem que nele seja mencionado qualquer registro de que ela foi trazida de volta à fé judaica. "Eu sempre acreditei que era uma judia e não estava disposta a passar por um processo de retorno ao judaísmo, porque eu sei e acredito na minha família" afirmou a noiva.

"Estou feliz que tudo acabou, mas agora as minhas irmãs não terão que passar por esta mesma provação".

Bate-Bola Rápido (Daniela Kresch Entrevista Luciana Krontal)

LUCIANA NAPCHAN KRONTAL

Na série de entrevistas com brasileiros que decidiram morar em Israel, a paulista Luciana Napchan Krontal, de 40 anos, há quase vinte anos no país. Luciana decidiu cedo que iria construir a vida em Israel. Aos 20 anos, já estava no país, onde estudou, se casou e teve três filhos. Mas, apesar das décadas longe do Brasil, ainda não se acostumou com o jeito por vezes rude dos israelenses. Mantém a simpatia. “Nós, brasileiros, somos amados pelo mundo por causa da nossa simpatia”, diz.

1) Luciana, quando você veio morar em Israel?

Em outubro de 1991.

2) Por quê você optou em morar em Israel?  

Vim para o Shnat (ano de estudos e passeio) em 1988 e gostei. Decidi voltar.

3) Do que você mais gosta, em Israel?

A liberdade de andar pelas ruas, a falta de violência, mesmo que tenha mudado bastante. O sistema de saúde é muito bom também, mesmo que tenhamos vindo de parâmetros diferentes, de classe média no Brasil. As escolas também são boas. As coisas funcionam.

4) Do que menos você gosta?

O jeitão do israelense. Me incomoda até hoje.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?

A região na qual eu moro é muito boa. Meu moshav (Tzofit, nos arredores de Kfar Saba) é delicioso.

6) Qual é o lugar menos agradável?

Talvez o Neguev (Sul do país), que é mais distante, mais quente.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?

Balagan (“bagunça”).

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?


Chutzpá.

9) Que comida israelense é a mais saborosa?

O melhor daqui é a melancia, o melão, as frutas cítricas... Não sou muito ligada a falafel. No Brasil há mais diversidade de frutas. Mas aqui, as cítricas são maravilhosas.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?

Que você tem que estar muito certo de que é isso mesmo que você quer. Porque é muito difícil se adaptar em outro país, independentemente de ser Israel. Quando você muda de país, abre mão de muita coisa. Da cultura, da língua. Tem que aprender novos hábitos, uma nova língua. Tem que aprender a aceitar e olhar as pessoas por outro ponto-de-vista. Isso não é fácil.

CHÁVEZ E OS JUDEUS DA VENEZUELA

“Uma reunião extraordinária”. Assim, definiu o presidente Hugo Chávez a reunião que manteve com a comunidade judaica da Venezuela, no Palácio de Miraflores, às vésperas do Iom Kipur (Dia do Perdão), ponto alto do calendário judaico. O encontro objetivou celebrar o início do ano novo judaico, motivo pelo qual o presidente Chávez fez questão de receber a comunidade e saudar através dos membros da Junta Diretiva da Confederação de Associações Israelitas de Venezuela (CAIV), toda a comunidade judaica do país. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, que também participou da reunião, destacou que “o principal desse encontro é que ele foi permeado por um espírito de entendimento e irmandade”.

Rabino Isaac Cohen junto ao presidente venezuelano Hugo Chávez.
Após o encontro com o chefe de Estado, o presidente da CAIV Salomón Cohen Botbol explicou  que  como venezuelanos judeus, manifestaram ao presidente sua profunda preocupação pelas inúmeras expressões anti-judaicas difundidas nos meios de comunicação oficiais e afins do Governo. “Temos sofrido as consequências negativas que tais expressões de ódio trazem consigo, e como podem vir a afetar a segurança e integridade das instituições e membros da comunidade venezuelana judaica”, expressou Cohen Botbol após a audiência. A comunidade judaica solicitou formalmente ao presidente sua intervenção para deter essas expressões e reiterou seu desejo em no restabelecimento das relações diplomáticas entre Venezuela e o Estado de Israel.

Os dirigentes comunitários mostraram-se mito felizes pela demonstração que o presidente Chávez deu, ao recebê-los, sobretudo nessa ocasião, quando judeus de todo o mundo se preparavam para o Iom Kipur e pelo convite ao diálogo que, certamente,"trará resultados positivos e em benefício da convivência, da paz", afirmaram eles.

Vale ressaltar que a presença judaica na Venezuela remonta ao século 18, e desde então, várias gerações de venezuelanos judeus tem contribuído e seguem fazendo isso, contribuindo com orgulho para o desenvolvimento do país.


Shalom, Salam, Saravá

Passado o Yom Kippur, reuni-me com duas amigas queridas, a escritora Tatiana Salem Levy – autora do belíssimo e premiado livro “A chave de Casa” – e Sílvia Naidin, ambas patrícias. Enquanto tomávamos uma garrafa de vinho australiano e saboreávamos fatias de pastrami com azeite, pão e geléia de figo, Tatiana falou sobre sua sensação de que, nas cerimônias judaicas que presenciou, falta-lhe a percepção de uma verdadeira espiritualidade. Tatiana dizia que se emocionava com cânticos, mas que essa emoção tinha mais um fundo afetivo, relacionado com a sua criação, do que espiritual.

Ela observou que, ao visitar outras experiências coletivas religiosas – como o Candomblé, ou ritos indígenas – encontrou ali muito mais dessa expressão mística. Eu entendo o que diz a Tatiana. Já frequentei comunidades ortodoxas, em pequenas sinagogas como a do número 17, Rue des Rosiers, das mais antigas de Paris, onde senti uma forte onda de energia e espiritualidade, e também certa vez, numa grande sinagoga sefaradita na Rue de Tournelles, na mesma cidade, onde presenciei tal fervor que me vi transportado para outro mundo. Mas será que o Avinu Malkenu que tanto me faz chorar no Yom Kippur é uma experiência de expressão espiritual, ou psicológica, emocional, afetiva?

Não sei. Também já visitei, como jornalista e cidadão de mente aberta, ritos africanos e tomei o ayahuasca na noite amazônica com índios do Acre e vi ali mais força que na maioria das cerimônias judaicas por aqui. Talvez os ritos judaicos tenham se cercado de mais de tradição e do aspecto de reunião social e perdido parte de seu caráter de “transe” coletivo, como se faltasse um tambor que vibre junto com a alma. Bom assunto para reflexão. E que comecemos esse ano numa onda boa, de paz e amor. Parafraseando o Osias, Shalom, Salam, Saravá.

RAIO DE ESPERANÇA NA HUMANIDADE

Na foto acima, Sandra Samuel segura sua carteira de identidade israelense, enquanto carrega no colo o jovem Moshe Holtzberg,  após receber a cidadania honorária numa cerimônia com o Ministro do Interior Eli Yishai, em Jerusalém.
O Estado de Israel deu cidadania honorária e residência permanente a Sandra, que salvou o pequeno Moshe do ataque terrorista em Mumbai, em 2008, quando seus pais foram terrivelmente assassinados.
Sandra Samuel atravessou corajosamente o fogo cruzado dos terroristas islâmicos para resgatar Moshe, que na época tinha 2 anos de idade, e que estava entre os corpos ensangüentados de seus pais, correndo com ele para local seguro.
Sandra é indú, e arriscou sua vida para salvar o filho do casal judeu-ortodoxo Holtzberg.
Merece todas as homenagens recebidas, e muitas mais.
Sandra Samuel é uma “Justa Dentre as Nações” !
Um belo começo para 5771.

Tel Aviv es la ciudad 25 más cara del mundo


Tel Aviv es la vigésimo quinta ciudad más cara del mundo, según el último ranking sobre precios e ingresos publicado por el banco suizo UBS.

Oslo, la capital de Noruega, encabezó la lista, seguida de Zurich y Ginebra, Suiza. Tokio se encuentra en el cuarto lugar, Nueva York en el sexto, Estocolmo en el séptimo y Londres, en el décimo.

En América Latina, São Paulo encabeza la lista de ciudades caras en el puesto 22, Barcelona en el 30. Río de Janeiro en el 31, Madrid en el 34, Santiago en el 62, México Distrito Federal en el 64 y Buenos Aires en el 65.

La lista del UBS clasifica a setenta y tres ciudades de todo el mundo.

Tel Aviv no ha dejado de trepar, en 2007 era mucho más barata y se encontraba en el puesto 42, pero ya en 2009 en el 33.

En términos de ingresos salariales, Tel Aviv clasificó 33ava. El año pasado estaba en el 35avo puesto. En términos de poder adquisitivo, Tel Aviv fue 34ava
.
El informe de UBS tiene por objeto asistir a las firmas y a los viajeros como una escala de referencia que les permita indagar a dónde pueden conseguir las mejores ofertas, y a las empresas para que puedan determinar la paga a los trabajadores reubicados.

E Mais Shaná Tová!

Golda Meir Drops

"Prefiro receber censuras a receber condolências".

"Eu sempre repeti que em nossas guerras contra os árabes tínhamos uma arma secreta: a falta de alternativa".

"Muitas vezes fui acusada de conduzir as questões públicas mais com a emoção do que com a razão. Bem... e se for verdade? Aqueles que não sabem chorar com o coração tampouco sabem rir".

"Tenho uma queixa contra Moshé Rabeinu. Eles nos conduziu durante quarenta anos pelo deserto e nos trouxe para um dos raros lugares do Oriente Médio onde não há petróleo".

"Sou eu quem tem que comandar o relógio e não me deixar ser comandada por ele".

"Um professor ensina a ler, escrever, calcular, e assim por diante. Um educador adiciona a essas matérias algo mais importante: o espírito".

"Não seja tão humilde. Você não é tão grande como imagina".

"A paz virá quando os árabes amarem os seus filhos tanto quanto nos odeiam". (Perante o Clube Nacional da Imprensa, em Washington, 1957).

"Estou convencida de que haverá paz entre Israel e seus vizinhos porque milhões de árabes precisam da paz tanto quanto nós. Uma mãe árabe que perde seu filho no campo de batalha chora tão amargamente quanto uma mãe israelense na mesma condição".

"Nós devemos considerar que o caminho para a paz pode ser difícil, mas não tão difícil quanto o caminho para a guerra". (Para Sadat, durante sua visita a Jerusalém, 1977).

"A única alternativa para a guerra é a paz. E a única alternativa para a paz é a negociação".

"Sionismo e pessimismo são incompatíveis. Um judeu não pode dar-se ao luxo de ser pessimista".

"Há quem me acuse de cínica. Nada disso, Apenas perdi as ilusões".
"Enfrentar a idade avançada é como estar a bordo de um avião durante uma tempestade. Não há o que fazer. É impossível parar o avião, parar a tempestade ou parar o tempo. Portanto, o melhor é aceitar a situação e seguir em frente, com calma e sabedoria".

De Richard Nixon para Golda (referindo-se a Kissinger e Abba Eban): "Ambos temos judeus como ministros do exterior". Resposta de Golda: "Certo, só que o inglês do meu é bem melhor".

"Não posso dizer que as mulheres sejam melhores do que os homens. Mas posso afirmar que não são piores".

"Não é possível apertar as mãos com os punhos fechados".

"Nunca aceitei a idéia de que o povo judeu é o povo eleito por D'us. Parece-me mais razoável acreditar que os judeus foram os primeiros na história a eleger D'us - e isso foi uma idéia realmente revolucionária".

"Ben Gurion costumava dizer, a título de piada, que eu era o único homem em seu gabinete. Eu gostaria de ver como reagiriam alguns dos meus colegas de governo se eu dissesse que ele era a única mulher em meu gabinete".

"Acredito que teremos paz com os nossos vizinhos, mas estou certa de que ninguém fará paz com um Israel fraco. Se Israel não for forte, não haverá paz".


No Zói!


Judeu ultraortodoxo carrega a Torá perto da tumba do rabino Nachman de Breslov, na cidade de Uman, 200 km ao sul de Kiev. Milhares de peregrinos judeus vão ao local durante o Ano Novo Judaico ( Konstantin Chernichkin/Reuters)


"Nachman Me Uman! Nachman Me Uman! Com certeza, se Hashem não me chamar tão cedo, vou pra Uman passar o maior Rosh Hashaná da minha vida!"