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27.10.14

NUNCA MAIS


“O holocausto força-nos a perguntar as seguintes questões:

O que eu teria feito?

O que teria feito se fosse um judeu em Berlim, em 1933, quando Hitler ascendeu ao poder?
Teria fugido?

Teria vendido minha casa e abandonado meu trabalho?

Retirado meus filhos da escola no meio do ano?

Ou teria dito a mim mesmo: isto vai passar, é só um momento de loucura, Hitler só disse estas coisas porque é um político procurando se eleger. Sim, ele é antissemita, mas quem não é?

Já vivemos tempos piores do que este. É melhor esperar, manter minha cabeça fria. Isto passará.

O que eu faria se fosse um cidadão alemão, em Berlim no dia 18 de outubro de 1941, quando o primeiro trem partiu conduzindo 1.013 judeus, entre crianças, mulheres e velhos, todos destinados a morrer?

Não pergunto o que teria feito se fosse um nazista, mas o que teria feito se fosse um cidadão honesto testemunhando esse fato no local?

Um cidadão alemão, de minha idade, com três filhos como eu. Um homem que educou seus filhos nos princípios da decência, do direito inalienável à vida e ao respeito. Teria eu permanecido em silêncio? Teria protestado?

Teria eu sido um dos numerosos berlinenses que tentaram incognitamente resistir ao nazismo, ou dos que continuaram vivendo como se nada estivesse acontecendo?

Ou o que teria acontecido se eu fosse um dos 1.013 judeus naquele trem? Teria embarcado?

Teria escondido minha filha de dezoito anos nas florestas do norte?

Teria dito aos meus dois filhos homens para que lutassem até a morte?

Jogaria fora minha mala e sairia correndo?

Ou atacaria os guardas em seus uniformes negros e morreria honrada e corajosamente, rapidamente, ao invés de vagarosamente torturado e faminto?

Penso saber a resposta, e você também.

Nenhum - NENHUM - dos 1.013 judeus que partiram para a morte lutou contra os guardas.

Nem eles nem os milhares que os seguiram partindo desta mesma plataforma.

Meu avô, Bela Lampel, também não o fez, quanto um soldado alemão, tirou-o de casa, tarde da noite de 18 de março de 1944.

“Bitte” disse a mãe dele, minha bisavó Hermine, para o soldado alemão. Ela lentamente ajoelhou-se e abraçou as botas do soldado. “Bitte, não esqueça que você também tem uma mãe”.

O soldado não disse uma só palavra. Ele não sabia, que da cama, escondido sob o colchão, meu pai tudo observava. Um jovem judeu de 13 anos, que de um dia para o outro virou um homem.

Porque eles não lutaram? Esta é a pergunta que me assombra. Esta é a pergunta que o povo judeu não sabia responder desde a partida do último trem para Auschwitz.

E, a resposta – a única resposta – é que não acreditavam, que a maldade suprema existia, mas agora sabem e acreditam, e como!

Sabiam na época, naturalmente, que existe gente má no mundo, mas não acreditavam na maldade suprema, na maldade organizada, sem perdão ou hesitação, maldade fria que os visualizavam mas não os viam, nem por um momento como seres humanos.

Pela ótica de seus assassinos, eles não eram pessoas. Não eram pais, mães e filhos. 

Nunca haviam celebrado o nascimento de um filho, nunca se apaixonaram, nunca levaram seu velho cão para passear, às duas da manhã, ou riram até chorar ao assistir uma comédia inesquecível.

É só isso que você precisa para assassinar seu semelhante. Estar convencido que ele não é um ser humano. Estar convencido que ele não é um homem na acepção antropológica da palavra.

Quando esses assassinos olhavam para os prisioneiros nos trens que partiam das plataformas em sua jornada final, não viam pais e mães, mas só JUDEUS.

Não eram poetas ou músicos, mas só JUDEUS.

Não eram Herr Braun ou Frau Schvartz, mas só JUDEUS.
A “DESTRUIÇÃO” começa com a perda provocada da identidade.
Não traz surpresa, que a primeira coisa que ocorria quando chegavam em Auschwitz, era tatuar um número em seus antebraços.

É difícil matar Rebecca Grunwald, uma linda e graciosa jovem de 18 anos, mas uma judia número 7762 A, é fácil de matar, mesmo quando continue a mesma pessoa.

Setenta e cinco anos mais tarde, sabemos um pouco mais? Entende-se mais?

O Holocausto coloca aos olhos de Israel um desafio duplo: Por um lado nos é ensinado que devemos sobreviver a qualquer custo, e sermos capazes de nos defender a qualquer 
preço.

Trens lotados de judeus nunca mais partirão de plataforma alguma, seja qual for o destino e o lugar no mundo. A segurança do Estado de Israel e seus cidadãos deve estar para sempre nas mãos de seus habitantes exclusivamente, sejam judeus ou não.

Temos amigos, e estaremos em companhia dos mesmos. A nova Alemanha, já provou sua atual amizade a Israel, mas não podemos nem devemos confiar em ninguém a não ser em nós.

Por outro lado, o Holocausto nos ensinou, que independentemente de qualquer circunstância, devemos ser e permanecer sempre como um povo e Estado com sentimentos e moral elevada.

A moral humana não é avaliada quando tudo caminha normalmente, ela é julgada pela nossa habilidade em ver e sentir o sofrimento de terceiros, mesmo quando temos razões bastantes para ver exclusivamente os nossos.

O Holocausto não pode ser comparado, e não deve sê-lo, com qualquer outro evento na história humana. Foi, nas palavras de K. Zetnik, um sobrevivente de Auschwitz, “um outro planeta”.

Não devemos comparar, mas devemos sempre lembrar o que aprendemos.

A guerra que travamos hoje, que parece continuar, e que o mundo civilizado – quer queiram, quer não – será parte dela, fundamenta as duas lições que tiramos do Holocausto, colocando infelizmente uma diante e oposta a outra.

A necessidade de sobreviver nos ensina como sermos combativos para nos defender.

A necessidade de permanecermos politicamente corretos, mesmo quando a imoralidade nos rodeia, nos ensina minimizar o sofrimento humano tanto quanto possível.

Nossa conduta moral não é avaliada em um laboratório esterilizado ou em um livro de filosofia.

Nas últimas semanas, nossa avaliação perante a opinião pública mundial e principalmente pela mídia internacional facciosa como sempre em relação a Israel, foi feita durante intensa troca de foguetes e bombardeios.
Milhares de foguetes foram lançados contra Israel, enquanto terroristas armados do Hamas continuavam a cavar túneis que os levavam a jardins de infância, com o objetivo de raptar e matar nossas crianças.

Qualquer um que nos critique deve fazer a si uma única pergunta: “O que você faria se viesse à escola de seus filhos um terrorista do Hamas armado com uma metralhadora e começasse a atirar?”

O Hamas, ao contrário do que fazemos, querem matar JUDEUS. Jovens ou velhos, mulheres ou homens, soldados ou civis.

Não veem diferença, pois para eles, não somos pessoas. Somos JUDEUS, razão bastante para tentar nos matar, exatamente igual aos nazistas.

Nosso termômetro moral, mesmo nessas circunstâncias, é continuar a distinguir entre inimigos e inocentes.

Cada criança que morre em Gaza, faz sangrar nosso coração. Eles não são do Hamas, não são inimigos, são apenas crianças.

Israel é o primeiro e único pais, em toda história mundial militar, que informa seus inimigos previamente quando e onde vai atacar, afim de evitar feridos civis.

Israel é o único país que transfere alimentos e medicamentos aos seus inimigos mesmo durante o embate.

Israel é o único país em que pilotos abandonam suas missões quando identificam civis no solo a ser bombardeado. Assim mesmo, crianças morrem, e crianças não existem para morrer assim.

Hoje na Europa, e como em todo mundo, seus habitantes estão confortavelmente sentados em seus lares, vendo as notícias do dia, e comentando como Israel está falhando em sua estratégia de autodefesa.

Por que? Porque em Gaza pessoas sofrem e morrem. Não entendem – ou não querem entender – que o sofrimento em Gaza, é a MAIOR ARMA DA SUPREMA MALDADE - OU SEJA - DO HAMAS.

Quando tentamos explicar a todos, minuto a minuto, dia após dia, semana após semana, que o Hamas usa seus filhos, suas crianças, como escudos humanos, pondo-os na linha de fogo intencional e cruelmente, para assegurar que vão morrer, esse diabólico Hamas, sacrifica essas vidas jovens e promissoras para vencer sua guerra de propaganda, e assim mesmo a opinião pública mundial não judaica, recusa-se a acreditar nisto.

Por que?

Porque, não conseguem acreditar que seres humanos – seres humanos que parecem sê-lo, e soam como se fossem – são capazes desse comportamento diabólico.

Porque, pessoas de bem, recusam-se a reconhecer essa suprema maldade, só quando já é muito tarde.

Dia a dia, perguntamos a nós mesmos, porque a humanidade prefere nos criticar, mesmo quando fatos gritantes e incontroversos indicam o contrário.

Hoje, mundo a fora, fanáticos muçulmanos estão massacrando outros muçulmanos. Na Síria, no Iraque, na Líbia e na Nigéria morrem mais crianças em um dia, do que em Gaza em um mês.

Cada semana, uma mulher é sequestrada e estuprada, homossexuais são enforcados e cristãos decapitados. Enquanto isso o mundo observa, calma e educadamente, voltando obsessivamente a condenar Israel por tentar se defender e a seus cidadãos.

Parte dessas críticas vem de antissemitas. Mais uma vez, emerge o monstro do preconceito. Mas não perdem por esperar, lutaremos contra vocês sempre, em qualquer tempo e lugar. Os dias em que os judeus silenciavam já eram.

Nunca mais calaremos face o antissemitismo travestido de antiisraelismo, e esperamos que cada governo, em cada país, com o bom senso de todos os governantes, ombro a ombro ajude-nos a combater essa maldade suprema que insiste em reviver.

Muitos preferem nos criticar e focar sua raiva sobre nós, porque sabem que somos os únicos que os ouvimos porque defendemos todos os pontos em que o Hamas é contra, como direitos humanos, racionalidade, liberdade para os gays, direito das mulheres, liberdade de religião e de opinar.

Não nos deixemos enganar. A suprema maldade está aqui. A nossa volta. Está procurando vigorosamente nos ferir.

O fundamentalismo Muçulmano é a mais recente manifestação da suprema maldade, e como o nazismo que o precedeu, nos ensinou como usar nossas estratégias para nos defender.

Diabolicamente usam nossa incapacidade de aceitar que seres humanos utilizem e matem seus filhos e cidadãos civis em geral, para vencer uma guerra de propaganda, materializada pela captação por uma lente de TV, de um cenário de morte e sofrimento que circulará pela mídia internacional na sua perseguição infinita contra os judeus e o Estado de Israel.

Finalmente, quero alertar aos líderes do Hamas, do Estado Islâmico ou ISIS, que nunca estarão seguros onde quer que estejam enquanto continuarem a matar vítimas inocentes.

Assim como, os principais líderes do Ocidente, continuaremos a perseguir até a extinção esses assassinos do Hamas e seus parceiros.

Essa suprema maldade que Israel enfrenta hoje, a Europa já sabe, que se falharmos ao tentar detê-los, eles serão os próximos alvos.

Nunca mais embarcaremos nos trens da morte, esteja o Mundo certo disso!

Shalom!

*Yair Lapid é jornalista e ministro das Finanças de Israel.


4.3.14

The World's Oldest Holocaust Survivor, Alice Herz-Sommer, Dies at 110

Prague-Born Pianist Is Subject of New Documentary

Alice Herz-Sommer, pictured here on her 107th birthday, is the subject of an Oscar-nominated documentary.
POLLY HANCOCK
Alice Herz-Sommer, pictured here on her 107th birthday, is the subject of an Oscar-nominated documentary.

Ofer Aderet

(Haaretz) — The world’s oldest Holocaust survivor, Alice Herz-Sommer, died Sunday at the age 110 in London. Herz-Sommer, a pianist, born in Prague, was the subject of a documentary “The Lady in Number 6: Music Saved My Life”, Academy Award (Oscar) winner.

“Young people take everything for granted, whereas we, the elderly, understand nature, “ Herz-Sommer told Haaretz in an interview at age 106. “What I have learned, at my advanced age, is to be grateful that we have a nice life. There is electricity, cars, telegraph, telephone, Internet. We also have hot water all day long. We live like kings. I even got used to the bad weather in London,” she said.

Besides her twin sister, Mariana, she had another sister and two brothers. She discovered a love for music at the age of 3, and it has remained with her to this day. Her family home in Prague was also a cultural salon where writers, scientists, musicians and actors congregated, among them Franz Kafka, who she remembers well. He was the best friend of the journalist, author and philosopher Felix Weltsch, who married her sister Irma.

“Kafka was a slightly strange man,” Sommer recalled. “He used to come to our house, sit and talk with my mother, mainly about his writing. He did not talk a lot, but rather loved quiet and nature. We frequently went on trips together. I remember that Kafka took us to a very nice place outside Prague. We sat on a bench and he told us stories. I remember the atmosphere and his unusual stories. He was an excellent writer, with a lovely style, the kind that you read effortlessly,” she says, and then grows silent. “And now, hundreds of people all over the world research and write doctorates about him.”

When World War I broke out, she was 11. Five years later she enrolled in the German music academy in Prague, where she was the youngest pupil. Within a short time she became one of the city’s most famous pianists, and in the early 1930s was also known throughout Europe. Max Brod, the man who published Kafka’s works, recognized Sommer’s talent and reviewed several of her performances for a newspaper.

In 1931 she married Leopold Sommer, also a musician. Six years later their only son, Rafael, was born. In 1939 the Nazis invaded Czechoslovakia.

This was a very difficult time for Sommer, who had stayed behind. The Nazis forbade Jews to perform in public, and so she stopped holding concerts and participating in music competitions. At first she was still able to make a living by giving piano lessons, but when the Nazis forbade Jews to teach non-Jews, she lost most of her pupils.

“Everything was forbidden. We couldn’t buy groceries, take the tram, or go to the park,” she said.

But the hardest times of all still lay ahead. In 1942 the Germans arrested her sick mother, Sophie, who was 72 at the time, and subsequently murdered her.

“That was a catastrophe,” Sommer said. The bond between a mother and her child is something special. I loved her so much. But an inner voice told me, ‘From now on you alone can help yourself. Not your husband, not the doctor, not the child.’

And at that moment I knew I had to play Frederic Chopin’s 24 etudes, which are the greatest challenge for any pianist. Like Goethe’s ‘Faust’ or Shakespeare’s ‘Hamlet.’ I ran home and from that moment on I practiced for hours and hours. Until they forced us out.”
In 1943, Sommer was sent to the Terezin-Theresienstadt concentration camp, along with her husband and their son, who was then 6 years old. The Nazis allowed the Jews to maintain a cultural life there, in order to present the false impression to the world that the inmates were receiving proper treatment. Sommer thus performed there together with other musicians.
“We had to play because the Red Cross came three times a year,” she recounts. “The Germans wanted to show its representatives that the situation of the Jews in Theresienstadt was good. Whenever I knew that I had a concert, I was happy. Music is magic. We performed in the council hall before an audience of 150 old, hopeless, sick and hungry people. They lived for the music. It was like food to them. If they hadn’t come [to hear us], they would have died long before. As we would have.”
In September 1944, her husband Leopold was sent to Auschwitz. He survived his imprisonment there, but died of illness at Dachau shortly before the war ended. His departing words to her at Theresienstadt saved her life, says Sommer: “One evening he came and told me that 1,000 men would be sent on a transport the following day - himself included. He made me swear not to volunteer to follow him afterward. And a day after his transport there was another one, which people were told was a transport of ‘wives following in their husbands’ footsteps.’ Many wives volunteered to go, but they never met up with their husbands: They were murdered. If my husband hadn’t warned me, I would have gone at once.”
In May 1945, the Soviet army liberated Theresienstadt. Two years later Sommer and her son immigrated to Palestine, where they were reunited with her family: her twin Mariana, who had meanwhile married Prof. Emil Adler, one of the founders of Hadassah Medical Center (their son, Prof. Chaim Adler, is an Israel Prize laureate for education), and with Irma and her husband Felix (their grandson is actor Eli Gorenstein).
I don’t hate the Germans,” Sommer declared. “[What they did] was a terrible thing, but was Alexander the Great any better? Evil has always existed and always will. It is part of our life.”
In 1962, she added, she attended the Eichmann trial in Jerusalem: “I have to say that I had pity for him. I have pity for the entire German people. They are wonderful people, no worse than others.”
For almost 40 years Sommer lived in Israel, making a living by teaching music at a conservatory in Jerusalem. “That was the best period in my life,” she recalls. “I was happy.”
In 1986, Sommer followed her son, a cellist, and his family to London. She continued playing and teaching; to this day she devotes three hours a day to practicing. She speaks lovingly of her two grandchildren, whose father, Rafael, died of a heart attack in Israel in 2001, at the end of a concert tour. He was 64.
His birth was the happiest day of my life, and his death was the worst thing that happened to me,” she notes, but manages to find a bright spot even here. “I am grateful at least that he did not suffer when he died. And I still watch my son play, on television. He lives on. Sometimes I think it will be possible someday to postpone death through technology.”
When asked in 2006 what the secret of her longevity was, she answered: In a word: optimism. I look at the good. When you are relaxed, your body is always relaxed. When you are pessimistic, your body behaves in an unnatural way. It is up to us whether we look at the good or the bad. When you are nice to others, they are nice to you. When you give, you receive.” “My recommendation is not to eat a lot, but also not to go hungry. Fish or chicken and plenty of vegetables.”
When asked whether she was afraid of dying, she replied: “Not at all. No. I was a good person, I helped people, I was loved, I have a good feeling.”

18.4.13

A origem do jogo “Banco Imobiliário”

O jogo Monopoly (“Banco Imobiliário”) foi produzido na oficina gráfica do gueto de Theresienstadt, no noroeste da antiga Tchecoslováquia, como parte da atividade clandestina.


Jobo "Banco Imobiliário" (ou Monopoly, em inglês) nasceu em um gueto na antiga Tchecoslováquia.
Jogo “Banco Imobiliário” (ou Monopoly, em inglês) nasceu em um gueto na antiga Tchecoslováquia.

Ele foi desenhado por Oswald Poeck, um artista levado de Praga a Terezin em novembro de 1941 e posteriormente deportado para a sua morte em Auschwitz, aos 51 anos, em 29 de setembro de 1944. Além de entreter as crianças separadas dos pais, o jogo de papelão “Ghetto” se destinava a fornecer-lhes informações sobre a vida e a sobrevivência no gueto, como uma reflexão sombria da realidade através de um recurso lúdico. Locais importantes foram colocados como as estações do jogo: a prisão, os quartéis, o forte, o armazém, a cozinha.

Aqueles que eram deportados, muitas vezes deixavam seus pertences com os amigos que permaneciam no gueto. Desta forma, o jogo Monopoly chegou às mãos dos irmãos Pavel e Tomas Glass, de 8 e 10 anos.

Eles haviam cheagado ao gueto em 1942, com a mãe. Em 1945, as tropas soviéticas libertaram Theresienstadt e, milagrosamente, os irmãos Glass sobreviveram. Logo depois, ficaram sabendo que seu pai havia sido morto em Auschwitz, assim como a maior parte da família. Os Glass emigraram a Israel para começar uma nova vida, e com eles levaram o jogo “Ghetto”. Há cerca de quinze anos, os irmãos decidiram doar o jogo para o Yad Vashem, onde agora fica em exposição permanente. De acordo com Pavel, as razões eram simples: “Porque há muitas pessoas que pensam que não houve um Holocausto”.

Aproximadamente 144 mil judeus foram enviados a Theresienstadt. Ao fim da Guerra, apenas 17.247 sobreviveram. Cerca de 15 mil crianças viveram no gueto; apenas 93 sobreviveram.

Fonte: Museu do Holocausto

19.5.12

VETERANOS JUDEUS MARCHAM EM JERUSALÉM

Centenas de veteranos judeus da Segunda Guerra Mundial, a grande maioria de origem russa ou do leste europeu, percorreram nesta quarta-feira o centro de Jerusalém num emocionante desfile para lembrar o 67º aniversário da vitória aliada sobre os nazistas.

Os veteranos marcharam acompanhados de familiares e amigos, enquanto o público os saudavam e entregavam flores em sinal de agradecimento por sua contribuição para o fim do regime de Adolf  Hitler.


Muitos deles vestiam seus velhos uniformes e as tradicionais boinas usadas pelos partisans, além de levarem bandeiras das potências aliadas e exibirem medalhas e condecorações recebidas na luta contra o nazismo. Alguns desfilaram ao lado de seus netos, que marchavam de mãos dadas com os veteranos, e muitos percorreram o trajeto de cadeira de rodas ou ajudado por muletas.

"Lutei em Königsberg (atual Kaliningrado, na Rússia), com a infantaria, em 1945. Foi uma grande batalha com tanques e artilharia. Meu batalhão capturou dois tanques alemães", disse à Agência Efe, orgulhoso e risonho, Emein Lizema, de 85 anos, um judeu de origem russa que se mudou para Israel nos anos 90.

Representando o governo, a ministra de Imigração, Sofa Lanberg, e o vice-primeiro-ministro, Silvan Shalom, expressaram sua admiração, respeito e gratidão aos veteranos, discursando em hebraico e russo.

Mas o centro das atenções do dia não foram os políticos, mas os octogenários e nonagenários que desfilaram em Jerusalém.

"Lutei dois anos e meio na Alemanha, Belarus e Polônia, de janeiro de 1943 até o Dia da Vitória", relembrou Abraham Botkovich, de 87 anos, que décadas depois do conflito ainda guarda viva a memória dos amigos e parentes que morreram na guerra.

"Perdemos muitos camaradas. Meu irmão morreu. Os alemães mataram 32 de meus familiares", explicou Botkovich, que vive em Israel desde 1991, quando muitos judeus russos deixaram seu país após o fim da União Soviética.


21.8.11

Good Goering!


Seu irmão, Hermann Goering, era o braço direito de Adolf Hitler, criou a Gestapo e foi um dos principais responsáveis pelo genocídio dos judeus europeus. Albert Goering tinha índole inteiramente diferente. Arriscou sua vida (e soube tirar proveito do poder do irmão) para salvar muitos judeus e outros perseguidos pelo regime nazista. Preso depois da derrota da Alemanha da II Guerra - primeiro pelo aliados, depois pela Checoslováquia -, Albert beneficiou-se do testemunho de pessoas que ajudou e pôde recomeçar a vida com um certificado de inocência. O paralelo com Oskar Schindler, popularizado por Steven Spilberg no filme A Lista de Schindler, é inevitável. A história de Albert Goering, contudo, é quase desconhecida, além de mais surpreendente. Quem iria imaginar que o irmão do sucessor designado de Hitler tenha permanecido durante toda a guerra firmemente do lado do bem?

Albert entregou-se ao Exército americano em maio de 1945, certo de que os aliados iriam tentar capturá-lo por causa do parentesco com o Reichsmarschall Hermann Goering. Num relato entregue aos americanos, Albert enumerava suas atividades desde 1933. Afirmou nunca ter-se filiado ao Partido Nazista. Ao contrário, havia sido "um ativo combatente contra o nacional-socialismo", além de ter ajudado "dezenas de judeus". Também apresentou uma lista de 34 pessoas que salvou da Gestapo. Como prova adicional, dizia que Heinrich Himmler, o chefe da SS, chegou a ordenar sua prisão por atividades antinazistas. As afirmações eram mais incríveis por ser verdadeiras.

 Suicídio em Nuremberg - Hermann Goering, o irmão mais velho, é uma figura de destaque entre os maiores vilões do século. Chefe da Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, e criador da Gestapo, a polícia política, ele foi também o idealizador dos campos de concentração. Condenado à forca no Tribunal de Nuremberg, suicidou-se com uma cápsula de cianureto horas antes da execução. Seria possível que, sob suas barbas, o próprio irmão desafiasse o credo totalitário nazista? Um dos melhores relatos sobre a saga do irmão bom-caráter do carrasco nazista foi publicado em forma de reportagem no jornal inglês Sunday Times. Seu autor, Adam LeBor, conta ter ouvido de testemunhas como Albert se recusava a usar a saudação nazista. Sempre que era recebido com um braço levantado e o Heil Hitler, tirava o chapéu e respondia com um polido "bom-dia". O irmão perverso, Hermann, chamava-o de "ovelha negra da família", embora sempre o salvasse de encrencas.

Não há, na verdade, nada na família Goering que justifique o anti-semitismo fanático de Hermann - exceto, e sobre isso só os psicanalistas podem especular, o fato de um amigo judeu da família ter sido amante de sua mãe durante quinze anos. Esse homem, Hermann von Epenstein, era padrinho de ambos, e os meninos passaram parte da infância em seu castelo da Bavária. Sempre houve especulações sobre a paternidade do caçula. A suspeita era reforçada pela tez morena e cabelos escuros de Albert, tão diferentes do loiro Hermann, que os nazistas consideravam o protótipo perfeito "ariano". Os irmãos eram extremamente ligados, o que deve explicar a tolerância do chefe nazista em relação ao rebelde.

Salvo-conduto - Quando os alemães anexaram a Áustria, em 1938, Albert era empregado de uma companhia cinematográfica cujo proprietário, o judeu Oskar Pilzer, foi preso. "Meu pai e Albert não eram amigos", relembrou um filho de Oskar, Georges, hoje com 77 anos, em depoimento a LeBor. "Mas, quando os nazistas o prenderam, Albert conseguiu libertá-lo na mesma tarde". No ano seguinte, Albert foi trabalhar como diretor de exportação da Skoda, a grande metalúrgica checa, então sob o controle dos nazistas, que tinham ocupado o país. Os diretores da Skoda acharam ótimo ter entre eles o irmão do número 2 do regime nazista. Albert ajudou a impedir que a fábrica fosse desmontada e levada para a Alemanha. A indústria era o centro da resistência checa - e Albert com certeza sabia disso.

Como Schindler, Albert era um homem de negócios que soube tirar proveito de suas conexões com a cúpula nazista e viver confortavelmente num mundo mergulhado no horror. Não é por isso que a História irá julgá-lo - o que pesa são depoimentos como o do médico Ladislav Kovacs, judeu húngaro que conheceu Albert em Roma, hoje disponíveis nos arquivos públicos em Londres. Albert propôs a Kovacs abrir uma conta bancária na Suíça para ajudar judeus e outros refugiados do regime nazista. Em 1943, quando os nazistas invadiram a Itália, Albert escreveu pessoalmente um salvo-conduto para Kovacs e sua família - documento sem valor legal, mas nenhum agente da Gestapo ousaria afrontar o irmão do Reichsmarschall. Exibindo o sobrenome poderoso, Albert passou toda a guerra providenciando dinheiro e documentos para pessoas perseguidas pela Gestapo. Umas poucas são bem conhecidas, como Jan Moravek, diretor da Skoda e líder da resistência checa, ou do compositor Franz Lehar, de A viúva Alegre, e sua mulher, a judia Sophie Paschikis. Albert conseguiu do ministro da propaganda nazista, o sinistro Joseph Goebbels, um certificado de "ariana honorária" para Sophie.

Há registros de como os irmãos Goering mantinham negócios lucrativos (afinal, Albert fabricava armamentos e faturou alto com a guerra). Hermann chegou a advertir o irmão para se manter longe dos "assuntos do Estado", eufemismo para o extermínio dos judeus. O caçula era, entretanto, icorrigível. Em 1944, foi finalmente preso, por se recusar a sentar à mesa com um figurão nazista que certa vez assassinara um político socialista. Como sempre, o irmão o socorreu. Albert Goering casou quatro vezes e morreu em 1966, depois de trabalhar como projetista e engenheiro numa firma de construção em Munique. Nunca falava sobre a história excepcional que viveu durante a guerra.



"Albert é um tsadik, um justo. A história dele precisa ser mais divulgada. Um verdadeiro heroi dentre os eternos vilões, demais!"

4.8.11

JUDEU ORTODOXO COMPRA DIÁRIOS DE MENGUELE

Um judeu ortodoxo americano comprou ontem, por US$ 300 mil (quase R$ 466 mil), os "diários ocultos" do criminoso de guerra nazista Josef Mengele, informou a Casa de Leilões Alexander Autographs.

Alguns dos diários do criminoso de guerra nazista Josef Mengele, conhecido como Anjo da Morte, são expostos em casa de leilões em Stamford, Connecticut, EUA (19/07/2011).

Os diários contêm 3,5 mil páginas inéditas, com detalhes da vida de Mengele na Argentina, Paraguai e Brasil, além de poemas, aforismos e pensamentos políticos e filosóficos daquele que foi chamado o "Anjo da Morte".

O preço final pago pelos documentos chegou a US$ 292.775, afirmou o vice-presidente da casa, Peter Klarnet. Uma empresa especializada em documentos históricos militares havia calculado seu valor entre US$ 300 mil e US$ 400 mil.

 

Klarnet não quis divulgar a identidade do comprador, limitando-se a dizer que se trata de "um colecionador privado do Meio-Oeste" americano, "um judeu ortodoxo que planeja abrir seu próprio museu". O comprador "está muito contente de que os diários estejam agora nas mãos certas", acrescentou.

Os documentos manuscritos, de grande "relevância histórica" são às vezes ilustrados e estão em excelente condição", segundo a Alexander Autographs, localizada em Stamford, no Estado de Connecticut, nordeste dos EUA.

Alguns extratos, escritos entre 1960 e 1975, foram publicados na Alemanha, mas "95% do material" é inédito, segundo a casa de leilões. O vendedor foi uma sociedade anônima americana.


Josef Mengele era um dos médicos encarregados da seleção dos deportados que chegavam ao campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, onde foram assassinadas 1,1 milhão de pessoas, das quais um 1 milhão eram judias, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Era Mengele quem ordenava diretamente a ida para as câmaras de gás de crianças, velhos e de todos que considerasse fracos para trabalhar. Também escolhia alguns como cobaias de "experimentos científicos". Ao final da guerra, conseguiu fugir para a América Latina com uma falsa identidade. Morreu afogado numa praia no sul do Brasil, em 1979.

10.4.11

“Eu sou o pequeno judeu da foto símbolo do holocausto”


Tsvi Nussbaum (1935)

Por Giulio Sanmartini
O anti-semitismo começou quando os judeus foram acusados de deicidas. Isto é responsáveis pela crucificação de Cristo. Lembro que na metade dos anos 1950, eu estudava no colégio Salesiano (Rio de Janeiro), quando numa discussão com um colega o chamei de filho da puta, o padre professor de religião que era um polonês chamado Romeu, me admoestou.

Tentando defender-me, eu lhe disse que o outro, antes, havia xingado minha mãe. O padre então me disse: “Quando for assim, você pode xingá-lo de judeu, que é a mesma coisa”.

O anti-semitismo sempre existiu, mas de uns tempos para cá começaram a aparecer os negacionistas, aqueles que negam o holocausto. Não me refiro ao psicopata presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, existem mais indivíduos que seguem essa linha.

Aqui na Itália estes começam a aparecer entre os catedráticos universitários: Em 2008 o professor de Via Ripetta, Roberto Valvo, diz a seus alunos que a “Shoah foi um arranjo”. Em outubro de 2009 na Sapienza de Roma, Antonio Caracciolo, pesquisador dessa universidade afirma que o holocausto é uma lenda.

Em setembro desse ano o professor de ciências políticas da Universidade de Teramo, diz a seus alunos: “Não existe documento algum, em que Hitler mandasse exterminar os judeus”.

A fotografia de hoje foi uma  das muitas mandadas para Hitler como presente de aniversário, registram a destruição do Gueto de Varsóvia. A operação teve começo por ordem de Himmler no dia 19 de abril, como um presente ao Führer, que fazia anos no dia seguinte.
Não se sabe quem fez  a foto, mas sabe-se quem é aquela criança com os braços levantados como um prisioneiro defronte aos assassinos da Gestapo, com um boné muito grande, apertado dentro de um capote, com as calças curtas que parecem querer cair-lhes e no meio de uma multidão de prisioneiros destinados ao martírio. Trata-se do hoje médico aposentado Tsvi Nussbaum (1935) que mora nos Estados Unidos. É ele quem conta como aconteceu o fato do dia 13 de julho de 1943, sua voz é apenas um sussurro:

“Os alemães chamavam as pessoas para carregá-las num caminhão em frente ao hotel Polsky. Eles tinham uma lista, mas depois percebi que não constava o meu nome. Os meus pais tinham já sidos mortos, a tiros, na minha frente. Eu não sabia o que fazer e saí da fila, quando um alemão gritou  ‘mãos ao alto’, e eu levantei as mãos, mas outro alemão disse ‘é apenas um menino, não se incomode,  ele vai ser mesmo fuzilado”.
Como não podia deixar de ser, alguns quiseram contestá-lo, alegando que o garoto da foto havia morrido, ao que ele responde:

“Eu não posso prová-lo, mas não tem mais importância: eu não esqueci”.
Levanta-se dá uma olhada pela janela e conclui: “As vezes preferiria que o menino tivesse ficado sem nome. Porque o assédio, as entrevistas, tudo me dá um sofrimento enorme. Mas depois eu penso que devo isso ao meu povo. Ao nosso futuro. Para aquilo que aconteceu não volte a se repetir nunca mais. Então eu consigo vencer o silêncio a que me havia imposto por quase 20 anos”.
 

15.9.10

Previeron el exterminio masivo de los judíos de Europa





Cuando se reflexiona acerca del Holocausto de los judíos europeos, una de las primeras cosas que llaman poderosamente la atención es el número pequeño de personas que supieron preverlo, sin contar, por supuesto, a los nazis que lo planearon y ejecutaron.

Entre esas personas hay dos a las cuales me quiero referir ahora: Isaac Babel y León Trotzki.
Isaac Babel nació en Odesa en 1894 y aunque escribió en ruso, y no en una de las lenguas específicamente judías como el hebreo o el idish, es considerado una figura literaria judía de primera línea, además de haber sido un traductor al ruso de las obras de Shalom Aleijem, escritas originalmente, en idish, lo que le ubica entre los intelectuales judíos conocedores de la cultura de su pueblo.

Admirado y protegido por Máximo Gorki, escribió varias obras, entre ellas “Caballería roja” y “Cuentos de Odesa”. Por lo que atañe a nuestro tema, me referiré a la primera de ellas.
En 1920 estalló una guerra entre la Unión Soviética y Polonia. Las fuerzas rusas estaban comandadas por el mariscal Tukachevski, una futura víctima de las purgas stalinistas y contaba entre sus componentes a una fuerza de caballería de cosacos, partidarios de la Revolución, comandada por Budyonni. Pues bien, en esa fuerza fue incorporado Babel, un judío urbano, que no sabía andar a caballo y sufrió muchas peripecias entre los cosacos; la ofensiva rusa fue finalmente derrotada y sus tropas tuvieron que retroceder. Si retornamos aquí a la obra de Babel mencionada, éste es un libro realista, que no escatima la descripción de actos de violencia, incluso los actos de violencia cometidos por la caballería roja, lo que le valió la enemistad persistente de Budyonni.

Babel estuvo en contacto también con los campesinos polacos de la zona de combate y nos transmite una conversación en la cual un campesino le pregunta cuantos judíos hay y él le contesta citando un número de varios millones a lo cual el campesino le responde que van a quedar pocos dando una cifra de varios centenares de miles. Toda esta experiencia influyó en Babel para percibir una atmósfera en la cual flotaba ya la idea de una destrucción masiva del pueblo judío.

Recordemos además que en esa época se produjeron los grandes pogroms de Ucrania, más de 800 de ellos, llevados a cabo por las fuerzas blancas partidarias del Zar, comandadas por el general Denikin, que retrocedían a través de Ucrania, después de haber sido derrotadas por el Ejército rojo y también por las fuerzas del Gobierno independentista ucraniano, comandado por Petliura. A ello hay que sumar los desmanes realizados por las bandas de campesinos ucranianos conocidos como “ejército verde” y por grupos de desertores del mismo ejército rojo y del llamado “ejército negro” anarquista, cuyas direcciones se oponían a los pogroms. Toda una paleta trágica de colores políticos; un torbellino en cuyo vértice se encontraban los judíos, como en otras situaciones históricas.

En esos pogroms murieron varias decenas y, según algunos historiadores, centenares de miles de judíos, quedando como resultado de ese desastre, trescientos mil huérfanos judíos. Conviene prestar atención al hecho de que en la primera mitad del siglo XX, la destrucción física de los judíos siguió una proporción geométrica. En los pogroms del período entre 1903 y 1905, que empujaron a tantos judíos a emigrar a Norte y Sudamérica, fueron asesinadas varios miles de personas. En el periodo de la guerra civil al que me refiero, la cifra se multiplicó por diez y llegó a decenas y tal vez centenares de miles, y en el Holocausto se multiplicó otra vez por diez y llegó a millones.

En cuanto a Babel mismo, después de publicar sus libros sufrió varias peripecias y terminó por ser asesinado, en una de las tantas purgas stalinistas, en el año 1941.
La otra figura a la que quiero referirme, ya mucho más próxima a la iniciación del Holocausto, es León Trotzki , originalmente llamado Lev Davidovich Bronstein (1879-1940). Es conocida la gran importancia de Trotzki en el proceso de la revolución socialista en Rusia, y aún después, en el exilio, hasta su asesinato. Si bien nunca fui partidario de sus ideas, me ha interesado mucho su personalidad y su relación con su pueblo de origen, el pueblo judío.

Trotzki se oponía a los particularismos étnicos dentro de lo que llegó a ser el Partido Comunista ruso. Se opuso al Sionismo como movimiento al que consideraba nacionalista burgués, así como al “Bund”, que era una organización de los movimientos obreros judíos de Rusia, Polonia. Ucrania y Lituania, vale decir, de las grandes concentraciones de judíos en el Imperio Ruso. Pensaba que introducir en el movimiento socialista las reivindicaciones específicas de distintos grupos étnicos, lo debilitaría. Peso a ello, siempre le importaron las dificultades de los trabajadores judíos y, hacia el final de su vida, en diciembre de 1939, escribió las consideraciones sobre la inminencia de la destrucción física de los judíos europeos, que me han llevado a incluirlo en este texto. Recordemos que poco antes, en la noche del 9 al 10 de noviembre de ese año, se había producido en Alemania y en Austria, la llamada “Noche de los cristales rotos” (Kristallnacht), un pogrom en gran escala, durante el cual fueron asesinados o encarcelados muchos judíos, quemadas sinagogas y rotos los cristales de numerosos negocios judíos, de allí su nombre.

Ese megapogrom significó un agravamiento cualitativo de la campaña anti judía de los nazis y causó gran alarma en todo el mundo. Pocas semanas después, Trotzki envió una carta a organismos judíos de Nueva York, en la cual decía lo siguiente, en traducción al español: “Es posible imaginar lo que aguarda a los judíos en el comienzo de una nueva guerra mundial, pero incluso sin una guerra, el próximo desarrollo de la reacción mundial significa, con certeza, el exterminio físico de los judios”.

Esta advertencia de Trotzki se produjo como consecuencia de una serie de acontecimientos que hicieron del año 1938 un año marcado por el avance del racismo hitlerista. Sin pretender agotar los acontecimientos de ese año aciago, citaré la anexión de Austria y los sudetes, la desmembración de Checoeslovaquia, el nacimiento de la Eslovaquia clerical fascista, la promulgación de leyes racistas en Italia y, en general, un acrecentamiento del antisemitismo en países como Hungría, Polonia y Rumania. En particular, quiero señalar el fracaso de la Conferencia de Evian, en Francia, convocada para tratar de hallar una solución al problema acuciante de los judíos que querían escapar del infierno nazi y que concluyó con un rotundo fracaso, pues fuera de la República Dominicana, ningún país estuvo dispuesto a recibir una cantidad de refugiados judíos que estuviera a la altura de las circunstancias. Este fracaso, por el contrario, fue entendido por los nazis como una confirmación de su doctrina antisemita y la prueba de que la condena de que eran objeto por parte de los países “democráticos” era hipócrita.

Todos estos hechos configuraron una atmósfera de amenaza creciente para los judíos, proceso que estaba a la vista de todos, pero le tocó a Trotzki el papel de denunciarlo, con toda fuerza.
No sé qué efecto inmediato pudo tener una advertencia tan dramática como certera. Los mensajes de este tipo no siempre son comprendidos en su verdadera dimensión, ya sea por defensas psicológicas, por la trascendencia del hecho denunciado o por consideraciones políticas de todo tipo.
Poco después, en enero de 1939, Hitler pronunció su famoso discurso en el Reichstag en el cual dijo que el estallido de una próxima guerra mundial significaría el exterminio de los judíos de Europa. El resto es historia conocida.

Lo que podemos deducir de estos actos de clarividencia, artística y política, como los de Babel y Trotzki, es que las grandes catástrofes humanas pueden ser detectadas y previstas y que a diferencia de una catástrofe natural, como un tsunami o un tornado, que puede ser prevista, pero no evitada, las humanas podrán llegar a ser evitadas o atenuadas, en la medida en que haya disposición para ello.
José Alberto Itzigsohn
Jerusalén
"Prova que Leon Trotsky estava sempre á frente de seus contemporâneos.  O Estado de Israel ainda vai o reconhecer como herói!"

5.9.10

Muçulmanos visitaram campos de concentração

Dachau e Auschwitz, dois cenários inenarráveis para aprender sobre o Holocausto e render homenagem às suas vítimas.


CRACÓVIA (CJL) - Em uma viagem, realizada de 8 a 10 de agosto, líderes muçulmanos americanos visitaram os campos de concentração de Dachau e Auschwitz convidados por Marshall Breger, um judeu que ocupou um alto posto na Casa Branca, durante a presidência  de Ronald Reagan e de George H. Bush.

Breger organizou o grupo com o objetivo de neutralizar o notório e crescente antissemitismo e a negação do Holocausto que se tem registrado nos últimos anos em nível mundial.

Em seu regresso, os ativistas muçulmanos se mostraram comovidos pela  vivência e Mohammed Magid, Iman e diretor da organização "All Dulles Area Muslim Society", escreveu um artigo na revista muçulmana "Islamic Horizons" sobre a negação do Holocausto. "Nenhum muçulmano em sã consciência, homem ou mulher, deveria negar o Holocausto. Quando você percorre os caminhos pelos quais outros foram levados às câmaras de gás para morrer, como é possível que alguém possa negar evidências físicas, é algo que está acima de qualquer dúvida?", destaca um parágrafo do texto.

Ver as ruínas desse passado nefasto não se compara a nada, sequer a leitura do tema ou ao sem fim de especulações a respeito do mesmo. Sem dúvida as reações muito genuínas que tiveram os visitantes servem para demonstrar que a viagem foi um importante intento para a educação, compreensão e uma possível mudança de atitude.

(Fonte: Jewish Daily Forward e Congresso Judaico Latino-Americano)