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26.3.14

95 anos do discurso de Lênin na abertura do congresso de fundação da Internacional Comunista

Por solicitação do Comitê Central do Partido Comunista russo, inauguro o primeiro Congresso Internacional.  Antes de mais nada, pelo que honrem a memória dos melhores representantes da III Internacional, Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo.
Camaradas, nosso Congresso reveste-se de uma grande importância na história mundial.  Ele demonstra o fim de todas as ilusões da democracia burguesa.  A guerra civil se transformou num fato, não só na Rússia, mas nos países capitalistas mais desenvolvidos, por exemplo a Alemanha.
O povo percebeu a grandeza e a importância desta luta.  Tratava-se de encontrar a forma prática quer permitisse ao proletariado exercer sua dominação.  Esta forma é o regime dos Sovietes com a ditadura do proletariado.  A ditadura do proletariado; essas palavras eram “latim” para as massas até nossos dias.  Agora, graças ao sistema dos Sovietes, esse latim se traduziu para todas as línguas modernas; a forma prática da ditadura foi encontrada pelas massas populares.  Ela se tornou inteligível para a grande massa de operários graças ao poder dos Sovietes na Rússia, aos espartaquistas da Alemanha, às organizações análogas nos outros países, como Shop Stewards Committes na Inglaterra.  Tudo isso prova que a forma revolucionária da ditadura do proletariado foi encontrada e que o proletariado está em ação para exercer de fato sua dominação.
Camaradas!  Penso que depois do que aconteceu na Rússia, depois dos combates de janeiro na Alemanha, importa sobretudo observar que a nova forma do movimento do proletariado se manifesta e se amplia também nos outros países.  Hoje, li num jornal inglês antissocialista um telegrama anunciando que o governo inglês recebeu o soviete de delegados operários de Birmingham e prometeu-lhe reconhecer os Sovietes como organizações econômicas.  O sistema soviético conseguiu a vitória não apenas na Rússia atrasada, mas também no país mais civilizado da Europa: a Alemanha, e no mais antigo país capitalista:  a Inglaterra.
A burguesia pode maltratar; pode também assassinar milhares de operários – mas a vitória é nossa, a vitória da revolução comunista mundial está assegurada.
Camaradas,
Em nome do Comitê Central desejo cordialmente que sejam bem-vindos.

<Esquerda Marxista>
Postado por G. David Sedrez-Conde às quarta-feira, março 26, 2014 Nenhum comentário: Links para esta postagem
Marcadores: Russian Revolution, Vladimir Lênin

11.7.13

Putin: Jews Ruined Russia – But Now We're Pals, Eh?

By J.J. Goldberg

Getty Images
 
Commissars Vladimir Lenin (left) and Leon Trotsky (saluting)
 
If you’ve been following Vladimir Putin’s image troubles over the Schneerson Library, the priceless Chabad literary trove that the Bolsheviks seized, Russia held and Crown Heights wants, you may have heard about his weird remarks last Thursday (June 13) when he handed over a batch of the treasure to the new Chabad-run museum in Moscow: “The decision to nationalize this library was made by the first Soviet government, whose composition was 80-85 percent Jewish.” He added that those Jews were blinded by “false ideological considerations,” from which we have thankfully recovered.

His point, apparently, was to explain whose fault it was that this Jewish treasure ended up in Soviet vaults. What’s scary is that he thinks he’s stating an obvious truth that nobody would object to. His appearance was meant as a friendly gesture. Why would anybody be offended if he reminded them that it was the Jews who ruined Russia? That was then. Now we’re all friends, right?

You might be tempted to think his remarks have just enough ring of truth to sound plausible. After all, weren’t the Jews in Russia back then fiercely opposed to the oppressive, pogromist tsarist regime? (Well, yeah.) Weren’t they the ones who brought all those radical ideas about socialism and trade unions to America? (Uh, sort of.) On the other hand, you might have been thinking that he was spouting some nasty conspiracy theories from the annals of the Protocols of the Elders of Zion. Isn’t this Jewish-reds-take-over-Mother-Russia precisely what the Protocols say? (Bingo.)

Well, it’s easy enough to check: the names of the members of the first Soviet government are quite readily available, and the individual biographies are easy enough to check. But you needn’t go the trouble: Yori Yanover over at the Jewish Press has done the job for you. He’s gone through the 16 names on the first Council of People’s Commissars under the Bolsheviks, and found precisely one Jew among them, Leon Trotsky. I trust Yori—we frequently disagree on issues, but he’s an excellent reporter (and an exceptionally fine writer). Still, I went and checked all the biographies myself, and he’s right. The proportion of Jewish members of the first Soviet government was not 85% or even 80% but 6.25%.

The photo below is of an earlier Council of People’s Commissars in the short-lived coalition government between Lenin’s Bolsheviks and the left wing of the Socialist Revolutionaries, which lasted from December 1917 until March 1918 when the Bolsheviks pushed out the SRs and took sole power. Note that it too includes a single Jewish member (out of 17 total) — though not Trotsky, interestingly. It’s Isaac Nachman Steinberg, an SR leader who served as commissar of justice. He’s the gent sitting at far left. For the full list of names, check out the photo caption here. It’s not clear whether Putin was thinking of the pre- or post-March council, assuming he’s even aware of the history, which seems dicey considering what else comes out of his mouth.

The facts here jibe with research I did for a paper in college years ago, when I sat in the McGill library stacks and went through the minutes of dozens of meetings that took place during the years just before and after the 1917 revolutions and counted names. I found that there were many Jews in leadership roles in the Mensheviks and the Socialist Revolutionaries, but very few among the Bolsheviks. (Trotsky himself was a Menshevik until he switched sides in April 1917.)

If memory serves (we’re going back four decades here) the numbers something like under 10% Jews in the top & middle tiers of Bolshevik leadership, around 25% or 30% among the SRs and close to 40% among the Mensheviks. What all three had in common was that they weren’t the tsars, but it appears that for most Jews the Bolsheviks and their “dictatorship of the proletariat” stuff were a bit too close for comfort to what they’d just gotten rid of.

As for Putin, beyond the ignorance of his remarks, there’s a certain blithe naivete combined with a sublime lack of self-awareness in his comments. It looks like he thought he was being friendly and riffing off an obvious fact that everyone knows, namely that the Jews cooked up the revolution and all that, and wanted to note that we’ve all gotten over it. As the JTA reported them (without, alas, questioning the veracity of the “predominantly Jewish Soviet government” meme),
According to the official transcription of Putin’s speech at the museum, he went on to say that the politicians on the predominantly Jewish Soviet government “were guided by false ideological considerations and supported the arrest and repression of Jews, Russian Orthodox Christians, Muslims and members of other faiths. They grouped everyone into the same category.

“Thankfully, those ideological goggles and faulty ideological perceptions collapsed. And today, we are essentially returning these books to the Jewish community with a happy smile.”
This from a guy who spent 16 years of his life serving in the KGB under the communists. On the plus side, he was speaking from a career’s worth of rich professional experience in the “arrest and repression” of all those folks. He may not know how to tell myth and slander from truth, but he’s got the arrest and repression part down cold.

Wikimedia Commons
 
(Click to enlarge) Council of People’s Commissars, Bolshevik-Socialist Revolutionary coalition government, December 1917-March 1918. isaac Steinberg, far left; Vladimir Lenin, 8th from left; Joseph Stalin, standing to Lenin’s right.
 
The Forward
Postado por G. David Sedrez-Conde às quinta-feira, julho 11, 2013 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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17.5.11

Alexandre Blok: a agonia da poesia anterior à Revolução Russa


O poeta foi o mais influente escritor modernista da Rússia nos anos imediatamente anteriores à revolução. Seu grande talento pôde tornar também o movimento simbolista a principal corrente da poesia russa na primeira década do século XX.

Alexandre Blok situa-se entre os maiores nomes da poesia da Rússia modernista. Foi o mais influente poeta moderno anterior à Revolução Russa de 1917. Maiakovski era um grande admirador de sua obra. Anna Akhmátova, Marina Tsvetaeva, e mesmo o mais jovem Vladimir Nabokov escreveram importantes tributos poéticos em sua memória.

Hoje, sua importância foi empalidecida pelo tempo, e mesmo no Brasil, sua obra é ainda praticamente desconhecida, com apenas algumas magras traduções de seus poemas mais importantes.

Para se ter uma melhor idéia do alcance de sua poesia basta lembrar a afirmação da já velha Lila Brik (antiga paixão de Maiakovski), de que Maiakovski mesmo não acreditava que um dia pudesse chegar a ter um pouco da popularidade que tinha a obra de Blok entre a população russa.

Foi graças ao talento de Blok que o simbolismo adquiriu importância e influência na Rússia, tornando-se a principal corrente da chamada “Era de Prata” da poesia russa, situada antes de 1917.

O poeta teve também destacada importância na formação do teatro simbolista russo, autor de dramas em versos que foram levados aos palcos por Vsevolod Meierhold anos antes do diretor tornar-se mundialmente famoso com seu teatro biomecânico. Este simbolismo elevado à categoria de grande arte nacional pelo poeta tornar-se-ia o ponto de partida dos mais importantes representantes das vanguardas artísticas no país nos anos seguintes. Maiakovski escreveu versos simbolistas na adolescência. Outros cubo-futuristas foram também, em algum momento, simbolistas, como Khlébnikhov; mesmo o pintor Vassili Kandinski escreveu poesia simbolista sob a influência de Blok.

Quando acontece, porém, a Revolução, Blok, como toda uma geração de poetas já estabelecidos antes de 1917, sofrem com particular intensidade o enorme choque cultural desencadeado pelas transformações revolucionárias na Rússia. Fazendo um esforço descomunal, Blok, ao contrário dos outros simbolistas, consegue aproximar-se na nova cultura e da nova classe que emergira com Outubro. Ele concebe aí seu poema mais significativo, Os Doze, um retrato mítico e épico da vitória dos bolcheviques sobre o czarismo. Esta, porém, é sua última realização, seu último esforço criativo, sucumbindo, doente, alcoólatra e depressivo em meio às duras condições de vida durante os anos da guerra civil.

Começos
Alexandre Alexandreovich Blok era membro de uma família da aristocracia intelectual de São Petersburgo. Neto do antigo reitor da Universidade de São Petersburgo, Alexandre era filho de um professor de Direito da Universidade de Varsóvia, que era também talentoso músico amador. Sua mãe era poetisa e tradutora. O futuro poeta nasceu, portanto, em um ambiente cultural rico e estimulante.

Seus pais se separaram logo na ocasião de seu nascimento e o garoto passou assim toda a primeira infância sob os cuidados do avô materno, o botânico Andrei Beketov, residente na grande mansão de Shakhmatovo, nos arredores de Moscou. Quando sua mãe obteve legalmente o divórcio, em 1889, tomou novamente consigo o filho para morar com ela em seu novo apartamento.

Alexandre era um assíduo leitor da biblioteca de sua mãe, onde conheceu as obras de Fiodor Tiútchev e Afanasi Fet. Durante a adolescência, já escrevia versos, mas foi apenas aos 18 anos que começou a pensar com mais seriedade em tornar-se escritor.

Ele tornou-se aluno de Direito, na Universidade de São Petersburgo, mas abandou o curso pela metade. Transferiu-se então para a Divisão de História e Filosofia, onde permaneceu até pegar o diploma, em 1906.

Já decidido a viver de poesia, Blok conheceu cedo outros futuros membros do movimento simbolista russo então em fase de gestação, os poetas Vladimir Soloviev e Andrei Biely.

Seus primeiros poemas foram publicados já em 1903 na revista O Novo Caminho, de D. S. Merezhkovski.

A primeira coletânea poética de Blok foi Stikhi o prekrasnoi Dame (Versos para uma Bela Dama), publicado em 1904. A obra fora realizada sob inspiração de uma experiência mística e de seu envolvimento amoroso com Liubov Mendeleieva, filha do renomado químico russo Dmitri Mendeleiev, com quem Blok se casara um ano antes. Os versos deste livro apesar de fortemente simbolistas, reverberavam influências românticas ao exaltar uma musa semi-humana e semi-divina:

No templo de naves escuras,
Celebro um rito singelo.
Aguardo a Dama Formosura
À luz dos velários vermelhos.

À sombra das colunas altas,
Vacilo aos portais que se abrem.
E me contempla iluminada
Ela, seu sonho, sua imagem.
Acostumei-me a esta casula
Da majestosa Esposa Eterna.
Pelas cornijas vão em fuga
Delírios, sorrisos e lendas.

São meigos os círios, Sagrada!
Doce o teu rosto resplendente!
Não ouço nem som, nem palavra,
Mas sei, Dileta – estás presente.

O simbolismo russo
Surgimento do simbolismo na Rússia representou, como nos demais países europeus, uma reação às correntes realistas e naturalistas, principalmente na literatura. Nas artes plásticas, o simbolismo foi uma resposta à preponderância da Escola Impressionista.

Iniciado na França, o simbolismo foi exportado para o resto do mundo principalmente através dos influentes trabalhos de poetas franceses como Verlaine, Rimbaud e Mallarmé; mas também dos trabalhos do dramaturgo suíço Auguste Strindberg, do belga Maurice Maeterlinck e do norueguês Henrik Ibsen. Obras que tiveram grande influência sobre toda uma geração de escritores na Rússia.

A primeira geração de simbolistas russos surge ainda na década de 1890, mas chamava a atenção por seu amadorismo. Eram em geral poetas de segunda linha, que refletiam em suas produções, o atraso geral da cultura russa em relação à cultura da Europa Ocidental. Uma verdadeira tradição modernista na poesia russa só foi possível graças ao surgimento de novos grupos e novas publicações que passaram a divulgar em círculos mais amplos da intelligentsia russa as obras e ideias modernistas européias.

O mais importante destes grupos era o chamado Mundo da Arte, que passou a publicar uma revista de mesmo nome a partir de 1898, editada por Serguei Diaguilev, futuro promotor dos balés russos. Ao lado de Diaguilev circulavam também outros intelectuais que viajavam freqüentemente para a Europa e foram capazes, por assim dizer, de romper a barreira de isolamento existente entre a Rússia o ocidente. Entre os mais destacados nomes da nova geração de artistas do simbolismo estavam os poetas Andrei Bieli e Alexandre Blok e o diretor teatral Vsevolod Meierhold, que se aproxima do grupo mais tarde.

Esta segunda geração simbolista atinge sua maturidade artística nos primeiros anos do novo século, desenvolvendo-se ao longo das duas décadas seguintes e extinguindo-se abruptamente poucos anos depois da Revolução de 1917.

Seus interesses giravam em torno da valorização das emoções, da vida espiritual e subjetiva do indivíduo. Os melhores entre os simbolistas buscaram se debruçar sobre os problemas universais da coletividade humana, seu destino social e os problemas morais derivados daí. Estes ideais os levam a romper com as tradicionais formas realistas buscando colocar no primeiro plano as reflexões e problemas existenciais que eram característicos de uma época de crise, de pessoas voltadas para si mesmas e não para a realidade exterior.

Não foi por acaso, portanto, que os anos mais importantes para a consolidação do simbolismo russo tenham sido os do período imediatamente posterior à derrota da Revolução de 1905, quando o refluxo temporário do movimento operário e das forças revolucionárias tinham levado parte expressiva da intelectualidade a se voltarem para si mesmos, para suas frustrações e desmoralização pessoal.

A poesia de Blok expressava este mal estar generalizado da mediocridade da vida nestes anos. Era a poesia das evocações por um futuro melhor, daí a orientação progressista de sua obra que preservariam sua sanidade nos anos mais agudos da crise revolucionária russa.

A parceria Blok-Meierhold
Versos para uma Bela Dama tornou-se conhecido e festejado em pequenos, mas importantes círculos de literatos em São Petersburgo. Foi intensamente saudada tanto pelos simbolistas da velha geração, quando pelos jovens Andrei Bieli e Valeri Briusov. Alexandre Blok, em pouco tempo estava escrevendo também para as revistas simbolistas, como Balanço.

Apesar da sublimação presente em todos os poemas desta obra, é perceptível uma crescente nota de perturbação e um tom de súplica que chega à fronteira do desespero.

Em contato com outros simbolistas, a obra de Blok a partir 1904 passa a apresentar novos padrões de ritmos e a abordar temas ligados à vida urbana nas grandes cidades. Nos anos que se seguem, sua fama crescente o tornaria um dos mais influentes poetas da Rússia anterior à revolução.

Ele era já um poeta relativamente conhecido em 1906, quando se formou na Universidade de São Petersburgo. Neste ano o diretor teatral Vsevolod Meierhold interessou-se em apresentar nos palcos petersburgueses um “drama lírico” – como o poeta chamava suas peças em versos – de Blok, Balagántchik (A Barraquinha de Feira). Esta parceria com Meierhold seria um dos mais importantes acontecimentos do movimento simbolista russo.

Meierhold era um dos mais talentosos diretores teatrais da nova geração, era também um dos bastiões do modernismo russo. Em 1906 ele havia recém chegado das províncias e aproximou-se do movimento simbolista de São Petersburgo. Ele conhece Blok nas reuniões de simbolistas que aconteciam às quartas-feiras à noite na "Torre", como era chamado o movimentado apartamento de Vsiévolod V. Ivánov, destacado intelectual russo.

Meierhold, ex-discípulo de Stanislavski, estava decidido de uma vez por todas a romper com o teatro naturalista de seu antigo mestre. O simbolismo surge diante dele como uma ferramenta ideal para isso. O diretor participa com os demais artistas, da criação do teatro Fákeli (As Tochas).

Uma arlequinada simbolista
É neste momento também que surge o interesse de Meierhold de adaptar para o teatro o texto de Blok. A peça estréia ainda em 1906, meses mais tarde, nos palcos do Teatro da Komissarjévskaia, em uma montagem que seria tida como um marco no desenvolvimento do teatro simbolista e a evolução do modernismo teatral russo de um modo geral. É importante destacar que a Rússia neste momento, e desde Stanislavski, era a principal capital internacional do teatro.

Nesta adaptação de Meierhold, ele colocava em prática suas principais idéias artísticas em nome de um teatro de síntese, onde todos seus elementos constitutivos, texto, atuação, figurinos, cenário, iluminação e música, eram usados a serviço da revelação de uma verdade interior do texto, através de um tratamento não naturalista. A parceria Blok-Meierhold é um dos grandes momentos da carreira de ambos os artistas.

A Barraquinha de Feira era uma versão simbolista dos espetáculos da commedia dell’arte italianos, mantendo suas personagens. Ele usa o tradicional triângulo amoroso entre o Arlequim, a Colombina e o Pierrô, para narrar um trágico relacionamento amoroso que fazia parte da lírica de muitos simbolistas. A Colombina de Blok é uma dama fatal que seduz a todos por mero prazer. Com um texto de alto teor lírico ele questiona a realidade da vida e do sonho utilizando os próprios recursos ilusionistas do teatro, como na cena em que um palhaço é golpeado na cabeça por um dos guardas e cai se debatendo no chão aos berros: “Socorro! Estou me esvaindo em suco de groselha!”, ao mesmo tempo em que de fato verte suco de sua roupa.

Nesta tragédia-bufa, Arlequim termina desiludido com sua Colombina de papelão nas mãos. Inconsolável, ele salta ao parapeito da janela, recita versos sobre seu desprezo por uma sociedade de homens de papelão, e salta para a morte, mas rasga o papel do cenário e cai no chão, à vista do público, onde revela-se também aí a farsa, o subterfúgio cênico, a tragédia artificial do palhaço.

A crise pessoal
Alexandre Blok escreveria ainda outros textos teatrais de importância, como Korol na plóschadi (O Rei na Praça) e Nieznakomka (A Desconhecida), que, juntamente com o texto anterior, constituem sua mais importante trilogia teatral, concluída em 1907. Outro drama lírico de importância era A Rosa e a Cruz, de 1913, baseado em romances medievais franceses. Este texto foi ensaiado no Teatro de Arte de Moscou, mas nunca chegou a estrear.

De 1907 data sua segunda coleção poética, Radost Nechayannaya. Desde esta época ele passou a desenvolver um estilo cada vez mais agitado e sonoro, que teria grande influência entre os escritores de sua geração. A despeito de sua crescente influência, pessoalmente, Blok vivia depressivo e se sentia um fracassado.

Seu casamento havia se tornado cada vez mais tumultuado também, com crescentes brigas domésticas entre o casal. Um período de reconciliação aconteceu em 1909, quando o casal viajou pela Itália, período de tranqüilidade em que ele concebeu a obra Poemas Italianos.

A crise, porém, não era meramente casual. Coincidia com o período de esgotamento do próprio movimento simbolista russo. Blok tinha perfeita consciência disso, e o sentia intensamente. Em um prefácio escrito por ele em 1919, para o poema Vozmedie (Nêmesis), Blok esclarece: "O ano de 1910 significa a morte de Komissarzeskaia [a atriz Vera Komissarzeskaia], a morte de Vrublel [o pintor Mikhail Vrubel, que enlouquecera] e a morte de Tolstói. Com Komissarzeskaia desapareceu do palco a nota lírica; com Vrubel, o titânico mundo individual do artista, a tenacidade louca, a insaciabilidade de pesquisas conduzidas ao limiar da demência. Com Tolstói morreu a ternura humana, a humanidade sábia. Além disso, 1910 significa a crise do simbolismo, de que então se escrevia e falava muito, seja no campo dos simbolistas, seja no de seus adversários. Naquele ano deram a se conhecer, sem incertezas, algumas correntes literárias que se mostraram antagonistas tanto do simbolismo quanto umas das outras: o acmeísmo, o ego-futurismo, e os primeiros embriões do futurismo [o cubo-futurismo, grupo de Maiakovski]. O lema da primeira dessas correntes literárias era o homem: mas um homem de certa forma já diferente, um homem absolutamente desprovido de humanidade, uma espécie de ‘Adão primordial’”.
Em 1910, também Blok começou a trabalhar em um poema épico dedicado a seu pai, realizado nos meses que seguiram à sua morte. Durante mais de uma década, Blok trabalharia no livro Vozmezdie, que ele nunca conseguiria dar forma final, apesar de nunca ter abandonado o trabalho sobre ele até sua morte. O poema narrava a história familiar do poeta como uma alegoria da história russa, sendo atualizado com o passar dos anos, até abarcar a “ressurreição espiritual” do país após 1917. Este longo poema inclui ainda diversos episódios históricos da Rússia, como a vitória dos russos sobre os mongóis em 1380.

A Guerra e a Revolução
Quando começa a Primeira Guerra em 1914, o poeta passa a trabalhar como funcionário em uma empresa de engenharia que atuava nas frentes de batalha sob as ordens do Exército imperial.
Ainda sob a guerra, nos primeiros meses de 1917, ele escrevia em seu diário sobre um sonho: "Eu sentia que um grande evento estava chegando, mas o que era exatamente não me foi revelado". 

Quando acontece a Revolução Russa, poucas semanas depois, Blok a apóia e a comemora como um evento “espiritual” do país. Esta interpretação mística e religiosa ao acontecimento, apesar de toda a incompreensão, ajudou a manter Blok alinhado às forças transformadoras do país.

Após a revolução, Blok torna-se membro dos comitês que dirigiam os teatros do Estado e presidente da seção de Petrogrado dos Poetas da União. Ele permanece exercendo estas ocupações durante todo o período da Guerra Civil, se afastando somente por motivos de saúde.

Data desta época a obra-prima de sua poesia uma grandiosa epopéia em versos que era o retrato heróico e fantástico da maneira como poeta entendeu aquela revolução. O poema era Dvenadtsat (Os Doze), publicado em 1918. Neste texto poderoso, se combinam gritos de guerra, lamentos, comentários irônicos e palavras de ordem correntes naqueles anos de luta e guerra civil. 

Procurando aproximar sua poesia dos sons dissonantes e contraditórios daquela revolução, Blok se utiliza de diferentes ritmos, lança mão de onomatopéias, exclamações e versos musicais.

Seu poema não é, no entanto, uma obra que reflete a atitude e a mentalidade daqueles que fizeram a revolução. É ao contrário, a última badalada do relógio que anunciava a morte daquela corrente artística que se tornara decadente e anacrônica após a Revolução, um movimento místico, individualista, fantasioso, que só conseguia entender a realidade através das lentes turvas da religião e da fé mística, e não na compreensão concreta dos fatos.

Os Doze
Os heróis deste grande poema épico são doze soldados vermelhos - que correspondem aos doze apóstolos bíblicos. Eles caminham vigorosamente pelas ruas da capital desolada, sob o uivar dos ventos de uma tempestade, marchando sobre a neve e empunhando suas baionetas com a bandeira vermelha ao ombro. Eles avançam implacavelmente pela libertação do mundo. Em uma das fortes passagens do poema eles encontram um burguês na encruzilhada:

"Eis o burguês, um cão sem osso,
Taciturna interrogação,

E o mundo velho - frente ao moço -
Rabo entre as pernas como um cão".
(...)
"... Lá se vão sem santo e sem cruz
Os doze, pela estrada.
Prontos a tudo,
Presos a nada..."

O vigor e a brutalidade da guerra civil são perfeitamente captados nesta grande poesia, transbordando de cada detalhe da ação, dos cenários desolados, cobertos de neve, às falas entrecortadas da multidão atônita e confusa ao verem passar os soldados da revolução:

"Vermelho-aberta,
A bandeira.

todos alerta,
Em fileira.

Arma teu guante
O adversário...

E a neve com seu cortante
Açoite
Dia e noite...

Avante, avante,
Povo operário!"

É uma obra impressionante, uma realização permanente do período da revolução. Apesar disso, a alta carga religiosa que surge em diversas passagens da obra, revelava o próprio impasse em que se encontrava o artista. Como outros poetas, ele aguardara com ansiedade a Revolução, que abraça e apóia como sua. Ao tentar aproximar-se dela, porém, se defrontou com uma barreira invisível, sua total incapacidade de compreensão da essência daquelas transformações. A base social que formara sua mentalidade e sua poesia se tornara já parte do passado remoto da Rússia Romanov. Em seu movimento de se desligar do passado, Blok caiu, porém, em um completo impasse espiritual na medida em que não conseguia compreender a natureza dos acontecimentos que testemunhava. Apesar de seu entusiasmo inicial, esta crise se aprofundaria rapidamente nos anos seguintes. 

Entre a doença e a loucura
Nos meses seguintes, ele cada vez mais se afastaria das posições revolucionárias, vítima de suas próprias contradições ideológicas.

Blok permanece os últimos três anos de sua vida, sem escrever um único poema. Ao seu amigo, Maximo Gorki, ele revela ter perdido sua "fé na sabedoria da humanidade", ou, sua confiança na revolução. Sobre seu silêncio poético ele declarara a outro amigo, Kornei Chukovski: "todos os sons pararam. Você consegue perceber que não há mais nenhum som?".

Entre seus últimos textos estão os ensaios O Declínio do Humanismo e O Chamado do Poeta, ambos de 1921. Nos dois artigos, Blok expressa suas inquietações pessoais e a maneira oblíqua como entendia sua época. Neste último texto, bastante significativo, reivindicando Puchkin, ele desenvolve o tema do conflito entre a individualidade do poeta e a coletividade social.

Vítima de uma enfermidade grave, nunca diagnosticada, Blok, em meados de 1921, estava desnutrido e apresentando sintomas de doença mental, mantendo-se sempre alcoolizado e em estado depressivo. Após uma recomendação médica para que ele procurasse tratamento na Europa, Blok foi atrás do visto para atravessar a fronteira. O país, porém, vivia ainda os últimos meses da guerra civil, impedindo a saída ou entrada de qualquer pessoa do país sem motivos excepcionais. Gorki interveio então em seu favor, apelando a Anatoli Lunatcharski: “Blok é o melhor poeta da Rússia. Se você proibi-lo de ir para o estrangeiro e ele morrer, você e seus companheiros serão culpados por sua morte”. A autorização, porém veio tarde, em 10 de agosto. Alexandre Blok morrera apenas três dias antes, a 7 de agosto de 1921, vítima de uma enfermidade nunca esclarecida, mas, certamente, conseqüência das duras condições materiais da vida naquele período.

Seu trabalho continuou a ser publicado na União Soviética nos anos seguintes, mantendo ainda a influência do poeta sobre os jovens escritores da revolução.

 (Fonte: Causa Operária On-Line)
Postado por G. David Sedrez-Conde às terça-feira, maio 17, 2011 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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3.6.10

Na Rússia, operários encontram 200 corpos da época de Stalin

DA FRANCE PRESSE, EM MOSCOU 

Operários russos encontraram uma vala comum com cerca de 200 corpos, extremo leste russo. Os cadáveres datam da época da ditadura stalinista, e já estão sendo exumados, informou uma autoridade local.
A fossa foi encontrada por operários próximo à cidade portuária de Vladivostok durante as obras de construção de uma estrada para a cúpula dos países Ásia-Pacífico (APEC), que será realizada nesta cidade em 2012.

"Foram descobertos mais de dez terrenos que continham restos de corpos e foi exumada 1,5 tonelada de restos, o que quer dizer que havia mais de 200 cadáveres", indicou a mesma fonte.
De acordo com os investigadores citados pela agência Itar-Tass, as vítimas foram executadas pela polícia secreta de Stalin ou morreram durante sua transferência para os campos de concentração.
Vladivostok, principal cidade litorânea no Pacífico russo, foi o principal ponto de passagem para os opositores enviados aos gulags, onde milhões de soviéticos morreram antes da morte do ditador, em 1953.
Polêmica
Ainda no início de maio, um ônibus decorado com um retrato de Josef Stalin percorreu as ruas de São Petersburgo, em uma iniciativa lançada por internautas russos, poucos dias antes do 65º aniversário da vitória russa sobre a Alemanha nazista, causando polêmica e reacendendo debates sobre a era stalinista.

"O ônibus foi decorado com o retrato de Stalin para a comemoração do 9 de maio, por uma iniciativa privada; percorreu entre outras vias a avenida Nevski", a principal artéria de São Petersburgo (noroeste), disse um porta-voz da companhia de transportes Ser Passajirskikh Perevozok, proprietária do veículo.

"Não temos a intenção de desculpar Stalin (...) a única coisa que desejamos é destacar o papel-chave desempenhado na vitória" sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, explicou o organizador da iniciativa, Viktor Loguinov, em seu blog.

Este jovem russo, que lançou um pedido para recolher fundos, conseguiu reunir cerca de 1.000 euros destinados a pagar o aluguel de um espaço publicitário no ônibus para instalar o retrato do ex-ditador russo.

"É uma grosseria com as pessoas que tiveram parentes mortos nas repressões stalinistas", disse Maxim Reznik, líder local do partido de oposição liberal Iabloko.
(Fonte: Folha.com)

"Stálin foi um assassino. E ainda tem gente que admira um cara desses, como pode? Quem venceu os nazis foi o glorioso Exército Vermelho criado por Leon Trotsky, um dos maiores revolucionários que a humanidade já teve. A destalinização do mundo iniciada por Nikita Kruschev ainda continua!"

Postado por G. David Sedrez-Conde às quinta-feira, junho 03, 2010 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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2.6.10

Vladimir Lênin, por Máximo Gorki




"(...) O primeiro objetivo da vida inteira de Lênin foi o bem da humanidade, e é inevitável que ele poderia ver nas obscuras distâncias das eras o fim e o termo deste poderoso processo, o início daquilo que ele tão corajosamente e tão asceticamente serve com toda sua força de vontade. Ele é um idealista, se por essa palavra se entende a unificação de todas as idéias na idéia única de um bem universal. Sua vida privada é tal que se ele tivesse vivido em uma época em que as idéias religiosas dominassem seria considerado um santo."

"(...)
Nessas linhas eu estou descrevendo o homem que teve a coragem destemida de iniciar uma revolução social européia e que em um pais onde 85% por cento são camponeses que não querem nada mais do que se satisfazerem e se confortar como a burguesia. Essa ausência de medo já foi contada por muitos como pura loucura. Eu fui um dos muitos que começaram sua carreira na promoção de revoluções cantando a gloria dos loucos bravos. No entanto, ainda havia um momento quando minha piedade natural pelo povo da Rússia me fez considerar essa loucura quase um crime. Mas agora eu vejo que essas pessoas podem sofrer pacientemente muito melhor do podem trabalhar dedicadamente e honestamente. Então novamente cato a glória da sagrada loucura dos bravos.
Deles, Vladimir Lênin foi o primeiro e mais louco."

(Fonte: Causa Operária On-Line)

"Um dos maiores escritores da História falando de um dos maiores ícones da História. Demais!"
Postado por G. David Sedrez-Conde às quarta-feira, junho 02, 2010 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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