Antes disso, passou pelo campo de concentração de Fossoli, ao norte da Itália, o que descreveu como o início da “longa viagem em direção à morte”. Sua vida foi contada em diversos trabalhos, o mais recente deles, Ho Sconfitto Hitler (Derrotei Hitler, em português). “A cada manhã, você podia ver as pobres criaturas conectadas às redes com fios de alta tensão. Eles estavam cansados de sofrer e abandonados à misericórdia de Deus para acabar com o inferno da fome de cada dia”, foi uma das descrições sobre os campos nazistas feitas por Salmoni, identificado durante a guerra com o número A1581 no braço.Salmoni foi um dos principais responsáveis por chamar a atenção do mundo aos horrores praticados contra judeus na Itália durante a II Guerra Mundial, conflito responsável por esfacelar mais de 60 milhões de vidas em seis anos – equivalente a quase 1/3 da população brasileira. Deste montante, 10% eram judeus. “Salmoni dedicou sua vida a manter viva a lembrança, certo de que só a memória pode ser capaz de impedir o retorno dos monstros do passado”, disse o presidente da Câmara dos Deputados do país, Gianfranco Fini.
