1986.
Era ano de copa do mundo de futebol. Pode-se pensar que vou falar do Brasil. Errado. O que vou contar se passa na terra de Sua Majestade, a mesma de Mister Bean e James Bond.
Longe da Espanha, onde acontecia o evento, nascia George Smith, filho de uma família de desportistas - a mãe, Margareth, era nadadora, e o pai, Peter, ex-jogador de Cricket.
Incentivado pelo pai, George começou a gostar (e muito) de futebol. Era torcedor fanático do Manchester United. Isso aos três anos de idade.
Quando chegou na pré-escola, George corria com os brinquedos e gritava "gol" a toda hora. Nas ruas, era com latinhas - ou tudo que pudesse parecer com bola.
Na infância, George sempre achou que, quem mandava no Reino Unido era Sir Bobby Charlton, só porque Peter, seu pai, lhe chamava de "rei".
A adolescência bateu na porta. George só namorava no estádio, fora disso, só falava de futebol com seus amigos em Pubs. Na escola, chegou a falar que, quem criou as leis da física foi David Beckham.
Preocupados com os costumes fanáticos de George, os pais e amigos achavam que viraria um hooligan (torcedor fanático violento). Ao contrário, viajava toda a Inglaterra em busca de um time para jogar.
E foi no intervalo do jogo Macclesfield Town Versus Reading válido pela Copa da Inglaterra, que George se casou. A cerimônia mais rápida da Europa: cinco minutos. Tudo isso porque George tinha que retornar com sua equipe, o Macclesfield Town Football Club para o segundo tempo.
George dizia que "todos os problemas teriam que ser resolvidos em noventa minutos, sem acréscimos, para não ajudar os adversários."
Para George, tudo é gol, e não tinha nenhum zagueiro que o parasse. Podia ser na igreja, no supermercado, em reuniões de família, em funerais.
Já acordava questionando: "Qual campo eu vou jogar hoje?"
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22.11.09
Tudo é Gol


Vai pensando que somente o Brasil é o país do futebol. Não é não. Aqui se passa na terra de Sua Majestade. A mesma do Mister Bean e do James Bond.
30 anos se passaram desde a final vencida pela Inglaterra na polêmica partida contra, a na época, Oeste Alemanha, na Copa do Mundo de 1966.
Macclesfield, Grande Manchester, 1996, nascia Peter.
Na barriga da mãe, Margareth, não parava quieto. O pai, Kevin, já dizia: "Tá vendo? Vai substituir Sir Bobby Charlton na nossa seleção!"
A família Smith sempre gostou de esporte. Margareth Smith, nadadora, Kevin Smith, ex-jogador de cricket, com a chegada de Peter, não poderia ser diferente.
Peter, para começar, nasceu em um hospital perto do estádio Stratford End, vulgo Old Trafford, do clube de futebol Unidos de Manchester - como o mundo conhece, Manchester United.
Kevin, logo depois que Peter nasceu, levou-o até a janela e disse, olhando para o estádio: "Petey, é daqui pra lá!".
Na pré-escola, Peter pegava os brinquedos da escola, e corria com eles no pé e gritava gol a toda hora. Os professores, desde aquela época, já sabiam onde o pequeno Smith iria parar.
Todo final de semana, os Smith iam ao Old Trafford para acompanhar "os diabos vermelhos". Quando eram os clássicos contra Chelsea, Arsenal, Liverpool e o derby contra o Manchester City, era presente ou castigo para Peter - em caso de empate, todos no restaurante para esquecer o jogo sofrido.
Quando o English Team perdeu a Copa do Mundo de 2002 e não conseguiu se classificar para a EuroCopa'08, ninguém nunca ouvia falar da dupla Peter e Kevin Smith de tão tristes que estavam.
No Ensino Médio, o professor de física de Peter perguntou á sala: "de quem são as três leis?" Do fundo se escutou: "David Beckham!" Além das risadas, Peter ganhou broncas.
"Ah, não, cartão vermelho não! Nem encostei nele!" - dizia Peter quando se sentia ameaçado.
Ao término da faculdade de Educação Física, Peter realizou o sonho de seu pai, Kevin, vestindo a camisa 18 do Manchester United.
Após 15 anos de carreira como jogador e mais 15 como técnico, Peter teve o mesmo fim que seu pai: com as cinzas espalhadas pelo estádio de Old Trafford e achando que tudo na vida era gol. Não importa como, de cabeça, de glúteos, lábios, não interessa.
Para eles, todos os problemas eram resolvidos em 90 minutos, sem acréscimos, para não favorecer a equipe adversária.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
às
domingo, novembro 22, 2009
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