Quase três anos, mais de sete mil visualizações e muitos assuntos. Esse é o blog que durante todo esse tempo, teve o nome de "From Aricanduva 2 Israel (Via Canadá)".
O intuito era mostrar o mundo em uma visão poli-cultural, de um garoto que sonha com a conversão judaica e com a paz mundial. Pois bem. Mais de 600 postagens entre matérias de entrevistas, notícias, artigos, curiosidades, poesias, contos, piadas, sugestões, letras de música, receitas (eu acho!), enfim, muita coisa está por aqui.
Segundo as estatísticas do Blogger, mais de 50 países visitam esse blog que tem três linguas, a nativa língua portuguesa, espanhol e inglês, fora a ferramenta do Google Translator que traduz pra "mais de metro".
Ao contrário do que se possa pensar, esse blog não será "encostado". Vai continuar com muitas matérias, mas a tag "David Start-Cohen" não vai mais ter atualizações. Esse era o meu nome até a última quinta (18/08), já que passei a assumir o sobrenome Sedrez da minha esposa, Camilla Stella.
O nome do blog passa a ser: "The Start-Cohen (Good) Times". Simplicidade e informação como sempre, desde 2009.
Um blog sionista, marxista, ironista, romancista, e o que tiver de -ista por aí!
Agradeço a todos os visitantes dessa joça e por favor: NÃO ME DEIXE!!!!!!!!
Ainda vai ter muita coisa boa, muita curiosidade, muita notícia, com muita esperança, se D-us quiser!
Muito Obrigado!
Muchas Gracias!
Thank You Very Much!
Merci Beaucoup!
Shalom!
Salam Aleikum!
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20.8.11
Torcer para mais de um time: Isso é problema?
Em todo lugar, tem um fanático pra alguma coisa. Religião, música etc. Na América Latina, os fanáticos se afloram pelo futebol, herança dada pelos europeus, mais os britânicos, italianos e espanhois mesmo. O esporte mais popular do planeta ganha adeptos a cada dia, assim como as agremiações socias que tem o futebol no carro chefe.
No Brasil, país de dimensões continentais, o Clube de Regatas do Flamengo, cujo departamento de futebol foi criado a partir do primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club, tem a maior torcida graças as transmissões da Rádio Nacional, com as partidas sendo ouvidas do Oiapoque ao Chuí. Já o Fluminense, tem a terceira maior torcida do estado. O Flamengo tem torcedores nordestinos, paulistas e do sul.
As outras duas maiores torcidas do Brasil pertecem ao estado mais importante da união: São Paulo. O ex-Botafogo paulista, que em 1910 mudou de nome para Corinthians por causa de um time amador britânico, tem a maior torcida do estado e a segunda maior do país, devido a identificação com o povo, e também pelos contextos de suas partidas, que lembram as aventuras dos trabalhadores de todas as áreas. A Comunidade Judaica paulistana, em sua grande maioria, é corinthiana. O outro clube, de Floresta, não tem nada. O maior campeão brasileiro a partir de 1971, e o brasileiro com mais títulos internacionais, tem a segunda maior torcida do estado e a terceira maior do Brasil, embora o departamento de marketing do São Paulo afirma que, em uma década, ultrapassará os outros dois clubes que estão na sua frente.
Torcedores do interior brasileiro, buscam, nesses times de maior expressão, uma identificação para vestir uma determinada camisa. Na era do rádio, acontecia com o Flamengo, hoje, na era televisiva, o São Paulo leva vantagem, por causa dos campeonatos conquistados nos últimos 25 anos. Todos eles, tem esses "grandes" como segundo time. E os torcedores urbanos? Podem torcer para mais de um time grande?
Torcedores paulistanos, são-paulinos, corinthianos, palmeirenses, santistas e até lusitanos ou juventinos são "radicais", ou seja não torcem para outros times a não ser os seus, exceto um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United por aí. Eu, por exemplo, além de ser são-paulino, torço pro Fluminense, por causa do meu avô, de Niterói, e também me identifico com o Grêmio de Porto Alegre, e, pela minha família ser do sul de Minas, torço pro Atlético Mineiro. Não sou só eu. Minha esposa, Stella, além de ser são-paulina também, torce pelo Internacional de Porto Alegre por causa da sua família, que veio de lá, e pelo Flamengo, por causa do seu ex-chefe, o paranaense Maurício Parra. Acredita? É possível sim.
Onde passamos, sempre despertamos a atenção dos outros torcedores: "não se pode torcer pra mais de um time grande, não existe isso!". Não há problemas para nós, só em dias de clássicos, como Fla-Flu e Gre-Nal, dois clássicos de grande reconhecimento no mundo todo. Aí, é um tal de "você vai dormir no sofá" e por aí vai... O máximo de time estrangeiro que ela torce é o Barcelona, o mesmo time do meu irmão, Leandro Vinícius. Já eu...
Recentemente, fiquei muito triste pelo rebaixamento do River Plate, da Argentina. Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro já amargaram isso, e ver um grande time meu nessas condições de novo, é ruim. Mas, não ofusca o brilho de suas tradições e torcidas. E isso é muito bom.
Leva um tempo para todos os outros entenderem, mas pelo visto, até agora, que não há nenhum problema. O que importa é que podemos assistir um bom jogo, e sempre temos que torcer pra alguém, é essa a graça do esporte!
No Brasil, país de dimensões continentais, o Clube de Regatas do Flamengo, cujo departamento de futebol foi criado a partir do primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club, tem a maior torcida graças as transmissões da Rádio Nacional, com as partidas sendo ouvidas do Oiapoque ao Chuí. Já o Fluminense, tem a terceira maior torcida do estado. O Flamengo tem torcedores nordestinos, paulistas e do sul.
As outras duas maiores torcidas do Brasil pertecem ao estado mais importante da união: São Paulo. O ex-Botafogo paulista, que em 1910 mudou de nome para Corinthians por causa de um time amador britânico, tem a maior torcida do estado e a segunda maior do país, devido a identificação com o povo, e também pelos contextos de suas partidas, que lembram as aventuras dos trabalhadores de todas as áreas. A Comunidade Judaica paulistana, em sua grande maioria, é corinthiana. O outro clube, de Floresta, não tem nada. O maior campeão brasileiro a partir de 1971, e o brasileiro com mais títulos internacionais, tem a segunda maior torcida do estado e a terceira maior do Brasil, embora o departamento de marketing do São Paulo afirma que, em uma década, ultrapassará os outros dois clubes que estão na sua frente.
Torcedores do interior brasileiro, buscam, nesses times de maior expressão, uma identificação para vestir uma determinada camisa. Na era do rádio, acontecia com o Flamengo, hoje, na era televisiva, o São Paulo leva vantagem, por causa dos campeonatos conquistados nos últimos 25 anos. Todos eles, tem esses "grandes" como segundo time. E os torcedores urbanos? Podem torcer para mais de um time grande?
Torcedores paulistanos, são-paulinos, corinthianos, palmeirenses, santistas e até lusitanos ou juventinos são "radicais", ou seja não torcem para outros times a não ser os seus, exceto um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United por aí. Eu, por exemplo, além de ser são-paulino, torço pro Fluminense, por causa do meu avô, de Niterói, e também me identifico com o Grêmio de Porto Alegre, e, pela minha família ser do sul de Minas, torço pro Atlético Mineiro. Não sou só eu. Minha esposa, Stella, além de ser são-paulina também, torce pelo Internacional de Porto Alegre por causa da sua família, que veio de lá, e pelo Flamengo, por causa do seu ex-chefe, o paranaense Maurício Parra. Acredita? É possível sim.
Onde passamos, sempre despertamos a atenção dos outros torcedores: "não se pode torcer pra mais de um time grande, não existe isso!". Não há problemas para nós, só em dias de clássicos, como Fla-Flu e Gre-Nal, dois clássicos de grande reconhecimento no mundo todo. Aí, é um tal de "você vai dormir no sofá" e por aí vai... O máximo de time estrangeiro que ela torce é o Barcelona, o mesmo time do meu irmão, Leandro Vinícius. Já eu...
Recentemente, fiquei muito triste pelo rebaixamento do River Plate, da Argentina. Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro já amargaram isso, e ver um grande time meu nessas condições de novo, é ruim. Mas, não ofusca o brilho de suas tradições e torcidas. E isso é muito bom.
Leva um tempo para todos os outros entenderem, mas pelo visto, até agora, que não há nenhum problema. O que importa é que podemos assistir um bom jogo, e sempre temos que torcer pra alguém, é essa a graça do esporte!
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G. David Sedrez-Conde
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sábado, agosto 20, 2011
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Alfa, Bravo, Charlie
Com letras eu brinco, com as palavras eu desvendo,
Com contos eu sonho, sentimentos eu não vendo.
Com crônicas eu conto o dia,
Com as poesias eu conto a alegria.
Uma rima para o romantismo,
Estudando o barroco.
Lembrando Augusto dos Anjos,
Pensando em um vazio oco.
Para a Pauliceia Desvairada, lembro a minha cidade,
Com o mesmo sobrenome do Mário, leio Carlos Drummond de Andrade.
No mundo, a língua portuguesa ecoa.
A minha pátria é ela, como diria, Fernando Pessoa.
Com contos eu sonho, sentimentos eu não vendo.
Com crônicas eu conto o dia,
Com as poesias eu conto a alegria.
Uma rima para o romantismo,
Estudando o barroco.
Lembrando Augusto dos Anjos,
Pensando em um vazio oco.
Para a Pauliceia Desvairada, lembro a minha cidade,
Com o mesmo sobrenome do Mário, leio Carlos Drummond de Andrade.
No mundo, a língua portuguesa ecoa.
A minha pátria é ela, como diria, Fernando Pessoa.
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G. David Sedrez-Conde
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sábado, agosto 20, 2011
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6.8.11
Desvalorização Total
Sou estudante de Comunicação Social, do segundo ano de Produção Audiovisual, e percebi que mexemos com algo muito sério: a opinião das pessoas. Em um país como o Brasil, onde tudo que a televisão passa vira lei, quem mexe com tal veículo sabe muito antes o que pode acontecer, ou seja, dita o comportamento do telespectador.
E, para nós, futuros estagiários, recebemos para estágios, na maioria das vezes, bem menos do que o salário mínimo estipulado nacionalemente que, detalhe: já é baixíssimo. E, como disse, a opinião de um cidadão, é coisa séria.
Meus professores me diziam: "tudo é pensado em televisão!" e "por que será que todos aparecem sorrindo?"... Coisas que, mesmo que você já sabia, ainda te impressionam. Na canção "Sem Chances" do duo 509-E, Dexter, o Front MC, disse uma frase, que é fato, e não me sai da mente: "No Brasil, é a tv que educa você." Triste. Tenho 3 sobrinhos pequenos, e tenho muito medo que a tv lhes ensine muitas coisas. Se bem que, foi aos 3 anos de idade, lendo legendas, que aprendi a ler, mas isso, é outra história.
Entretanto, conversando com colegas de classe, observamos a necessidade de nossas funções e lamentamos, além da concorrida oportunidade no mercado, a desvalorização frente ás outras áreas, é triste. Tudo bem que, o tempo do meu curso é de dois anos, mas, mesmo assim, carregamos o peso de um diploma universitário, o que é importante. E não interessa o nome da faculdade onde nós nos formamos, e sim, a nossa competência e flexibilidade frente as tarefas que nos é passado.
Esperamos que, daqui a alguns anos, a situação mude, e os futuros colegas, sejam colegas de fato, e não, concorrentes, como o capitalismo nos ensina.
E, para nós, futuros estagiários, recebemos para estágios, na maioria das vezes, bem menos do que o salário mínimo estipulado nacionalemente que, detalhe: já é baixíssimo. E, como disse, a opinião de um cidadão, é coisa séria.
Meus professores me diziam: "tudo é pensado em televisão!" e "por que será que todos aparecem sorrindo?"... Coisas que, mesmo que você já sabia, ainda te impressionam. Na canção "Sem Chances" do duo 509-E, Dexter, o Front MC, disse uma frase, que é fato, e não me sai da mente: "No Brasil, é a tv que educa você." Triste. Tenho 3 sobrinhos pequenos, e tenho muito medo que a tv lhes ensine muitas coisas. Se bem que, foi aos 3 anos de idade, lendo legendas, que aprendi a ler, mas isso, é outra história.
Entretanto, conversando com colegas de classe, observamos a necessidade de nossas funções e lamentamos, além da concorrida oportunidade no mercado, a desvalorização frente ás outras áreas, é triste. Tudo bem que, o tempo do meu curso é de dois anos, mas, mesmo assim, carregamos o peso de um diploma universitário, o que é importante. E não interessa o nome da faculdade onde nós nos formamos, e sim, a nossa competência e flexibilidade frente as tarefas que nos é passado.
Esperamos que, daqui a alguns anos, a situação mude, e os futuros colegas, sejam colegas de fato, e não, concorrentes, como o capitalismo nos ensina.
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Vila Mariana
Rua Afonso Celso
Estudar, discutir, aprender.
Rua Carlos Petit
Trabalhar, produzir, resolver.
Avenida Lins de Vasconcelos
Do trânsito fugir, em ótimas lanchonetes comer.
Avenida Lacerda Franco
Homenagens prestar.
Rua Domingos de Morais
Comprar e consumir
Rua Pelotas
Se entreter, um pouquinho nadar e esportes praticar
Rua São Samuel
Se for judeu ortodoxo, rezar.
Rua Pedro de Toledo
Nascer.
Nessa estação, vários desembarques. Nesse bairro, muitas histórias.
Estudar, discutir, aprender.
Rua Carlos Petit
Trabalhar, produzir, resolver.
Avenida Lins de Vasconcelos
Do trânsito fugir, em ótimas lanchonetes comer.
Avenida Lacerda Franco
Homenagens prestar.
Rua Domingos de Morais
Comprar e consumir
Rua Pelotas
Se entreter, um pouquinho nadar e esportes praticar
Rua São Samuel
Se for judeu ortodoxo, rezar.
Rua Pedro de Toledo
Nascer.
Nessa estação, vários desembarques. Nesse bairro, muitas histórias.
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Apenas
Por muitos momentos em que falamos,
Em muitos momentos que pensamos,
Por muitos lugares que passamos.
Apenas os obstáculos aparecem
Para apenas as coisas boas ficarem
Apenas as memórias.
Por muitos discursos que fazemos,
Em muitas teorias que desenvolvemos,
Em muitas ideias que praticamos.
Apenas as hipóteses aparecem
Para apenas as experiências surgirem.
Apenas as ciências.
Por mais ruas que caminhamos,
Em vários ônibus que tomamos
Por muitos trens que nos esmagamos.
Apenas as estações param
Para apenas os bilhetes pagamos
Apenas as correrias.
E, nós, apenas, nem observamos a vida passar.
Em muitos momentos que pensamos,
Por muitos lugares que passamos.
Apenas os obstáculos aparecem
Para apenas as coisas boas ficarem
Apenas as memórias.
Por muitos discursos que fazemos,
Em muitas teorias que desenvolvemos,
Em muitas ideias que praticamos.
Apenas as hipóteses aparecem
Para apenas as experiências surgirem.
Apenas as ciências.
Por mais ruas que caminhamos,
Em vários ônibus que tomamos
Por muitos trens que nos esmagamos.
Apenas as estações param
Para apenas os bilhetes pagamos
Apenas as correrias.
E, nós, apenas, nem observamos a vida passar.
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São Paulo, Brasil
17.6.11
Guilherme Conde (São Paulo, 19 de Junho de 1991) - Análise no Ano XX
Não dá pra virar e contar como que era o mundo há 20 anos, é difícil. Quando eu vim, logicamente, era tudo novo.
O dia 19 de junho de 1991 era um dia normal, até para Marilda Conde, a minha mãe, mesmo com um barrigão imenso, acredito. Estava tudo bem. Grávida passa mal a toda hora. Sim, e com Marilda não podia ser diferente. Segundo a própria, ela teve um mal estar, foi para o Hospital do Servidor Público pra ver o que que era, e, ás 18:50 daquele início de noite, eis que surgia o irmão mais novo de Leandro Vinícius e Maíra Cláudia. Exatamente uma semana depois quando as matriarcas da Família Ferreira Conde, Wanda e Wilma completarem 55 anos. Sinal que coisa boa vinha por aí - modéstia a parte.
Embora passei a minha vida inteira na Zona Leste, morei nove meses ao todo na região onde nasci, a Zona Sul. Seis meses com a família, lá no Campo Limpo (Jardim Campo de Fora), e três meses com a minha atual companheira, Camilla Sedrez. De resto, 18 anos de Zona Leste, sendo 11 anos de Cidade Tiradentes. No último bairro citado, os meus irmãos conheciam a adolescência, e eu, a infância. Lá, empinei pipa, brincava de bolinha de gude, escalava morros, lançava pedras nos prédios vizinhos, jogava bola, corria pra tudo, enfim, só alegria. Além de tudo isso, aos três anos de idade, começava a escrever, ler, e até falar difícil - coisa que faço até hoje.
Por desenvolver um raciocínio fora dos padrões das minhas gerações passadas (se é que eu posso dizer assim), iniciei em muita coisa, bem cedo por "pensar sempre a frente." Com 12 anos, começei a pesquisar quem eram aqueles "carinhas legais" com "histórias incríveis" que estava no antigo livro de história da minha irmã. Nada mais, nada menos que: Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lênin e Leon Trotsky. Aos 15, era militante do Partido da Causa Operária.
Hoje, ainda posso me dizer um socialista, mas conformado. Com esperança de uma verdadeira Revolução que balance tudo e a todos. Permanente. Aos 18 anos, conheci o Movimento Humanista, fundado pelo filósofo argentino Mario Silo. Lá, conheci e aprendi muita coisa, e conheci pessoas fora de série. Mesmo sendo um antigo representante da União dos Estudantes Secundaristas de São Paulo e gremistas em duas escolas onde estudei, me afastei totalmente do ativismo político. Posso voltar? Quem sabe."Com família em formação, não dá pra morrer mais pelos ideais.
Mais de 10 anos de vida escolar ativa. Lembranças das bagunças, discussões com professores, amores platônicos, conversas com diretoras, campeonatos interclasses etc. "O Guilherme é um bom aluno, sempre foi. Só que ele conversa demais e acaba atrapalhando os colegas." Toda reunião de pais a dona Marilda escutava a mesma coisa. Orgulho da cria.
Oito anos em escola particular (6 como bolsista) e três anos na escola estadual, e tive dois lados de aprendizado. Entretanto, meus professores maiores são Leandro Vinícius e Maira Cláudia Conde de Souza. Os dois, filhos de mãe solteira, precisavam "se virar" para cuidar da casa e cuidar do irmão menor. Graças a eles, aprendi como se escuta uma música (e como tocar um instrumento!), retocar a casa, entre várias coisas. Sofriam muito comigo na temida "fase dos porquês". Respondiam o que podiam, mas garanto que sabiam muito. Ainda aprendo com eles, mas, prefiro assistir as melhores aulas, e não ficar presente em todas.
O Brasil é um país religioso. Facto. De família majoritariamente cristã, e também ter estudado em um colégio cristão, não me fez ser um cristão de fato. Embora eu era Protestante Histórico (Metodista) por parte de pai de criação, eu abandonei o cristianismo aos 17 anos. Nem quando eu era ativista político, vivendo com um bando de ateus, deixei de ser prostestante, mas, depois de pensar muito, optei por largar. Hoje, com ajuda da minha prima, a Dra. Joise Helena Lima, sou judeu em formação, e não me recrimino (ainda) de trabalhar no Shabbat, embora a conversão será feita por completo quando os meus filhos vierem. Me converto por eles, pela família que está pra se formar.
Resumindo, são duas décadas de muita coisa.
Dúvidas? Consulte Marilda Conde e Camilla Sedrez. Elas vão te responder tudo o que eu nem mesmo sei. E olha que é sobre mim!
20 anos se fecham. 20 anos começam.
E há sempre espaço para uma nova estória para entrar pra História.
Meu nome é Guilherme Conde, ainda conhecido por David Start-Cohen.
Muito prazer, Mundo. Estou nascendo. De novo. De verdade.
David Start-Cohen: 20 anos fazendo bagunça
O dia 19 de junho de 1991 era um dia normal, até para Marilda Conde, a minha mãe, mesmo com um barrigão imenso, acredito. Estava tudo bem. Grávida passa mal a toda hora. Sim, e com Marilda não podia ser diferente. Segundo a própria, ela teve um mal estar, foi para o Hospital do Servidor Público pra ver o que que era, e, ás 18:50 daquele início de noite, eis que surgia o irmão mais novo de Leandro Vinícius e Maíra Cláudia. Exatamente uma semana depois quando as matriarcas da Família Ferreira Conde, Wanda e Wilma completarem 55 anos. Sinal que coisa boa vinha por aí - modéstia a parte.
Embora passei a minha vida inteira na Zona Leste, morei nove meses ao todo na região onde nasci, a Zona Sul. Seis meses com a família, lá no Campo Limpo (Jardim Campo de Fora), e três meses com a minha atual companheira, Camilla Sedrez. De resto, 18 anos de Zona Leste, sendo 11 anos de Cidade Tiradentes. No último bairro citado, os meus irmãos conheciam a adolescência, e eu, a infância. Lá, empinei pipa, brincava de bolinha de gude, escalava morros, lançava pedras nos prédios vizinhos, jogava bola, corria pra tudo, enfim, só alegria. Além de tudo isso, aos três anos de idade, começava a escrever, ler, e até falar difícil - coisa que faço até hoje.
Por desenvolver um raciocínio fora dos padrões das minhas gerações passadas (se é que eu posso dizer assim), iniciei em muita coisa, bem cedo por "pensar sempre a frente." Com 12 anos, começei a pesquisar quem eram aqueles "carinhas legais" com "histórias incríveis" que estava no antigo livro de história da minha irmã. Nada mais, nada menos que: Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lênin e Leon Trotsky. Aos 15, era militante do Partido da Causa Operária.
Hoje, ainda posso me dizer um socialista, mas conformado. Com esperança de uma verdadeira Revolução que balance tudo e a todos. Permanente. Aos 18 anos, conheci o Movimento Humanista, fundado pelo filósofo argentino Mario Silo. Lá, conheci e aprendi muita coisa, e conheci pessoas fora de série. Mesmo sendo um antigo representante da União dos Estudantes Secundaristas de São Paulo e gremistas em duas escolas onde estudei, me afastei totalmente do ativismo político. Posso voltar? Quem sabe."Com família em formação, não dá pra morrer mais pelos ideais.
Mais de 10 anos de vida escolar ativa. Lembranças das bagunças, discussões com professores, amores platônicos, conversas com diretoras, campeonatos interclasses etc. "O Guilherme é um bom aluno, sempre foi. Só que ele conversa demais e acaba atrapalhando os colegas." Toda reunião de pais a dona Marilda escutava a mesma coisa. Orgulho da cria.
Oito anos em escola particular (6 como bolsista) e três anos na escola estadual, e tive dois lados de aprendizado. Entretanto, meus professores maiores são Leandro Vinícius e Maira Cláudia Conde de Souza. Os dois, filhos de mãe solteira, precisavam "se virar" para cuidar da casa e cuidar do irmão menor. Graças a eles, aprendi como se escuta uma música (e como tocar um instrumento!), retocar a casa, entre várias coisas. Sofriam muito comigo na temida "fase dos porquês". Respondiam o que podiam, mas garanto que sabiam muito. Ainda aprendo com eles, mas, prefiro assistir as melhores aulas, e não ficar presente em todas.
O Brasil é um país religioso. Facto. De família majoritariamente cristã, e também ter estudado em um colégio cristão, não me fez ser um cristão de fato. Embora eu era Protestante Histórico (Metodista) por parte de pai de criação, eu abandonei o cristianismo aos 17 anos. Nem quando eu era ativista político, vivendo com um bando de ateus, deixei de ser prostestante, mas, depois de pensar muito, optei por largar. Hoje, com ajuda da minha prima, a Dra. Joise Helena Lima, sou judeu em formação, e não me recrimino (ainda) de trabalhar no Shabbat, embora a conversão será feita por completo quando os meus filhos vierem. Me converto por eles, pela família que está pra se formar.
Resumindo, são duas décadas de muita coisa.
Dúvidas? Consulte Marilda Conde e Camilla Sedrez. Elas vão te responder tudo o que eu nem mesmo sei. E olha que é sobre mim!
20 anos se fecham. 20 anos começam.
E há sempre espaço para uma nova estória para entrar pra História.
Meu nome é Guilherme Conde, ainda conhecido por David Start-Cohen.
Muito prazer, Mundo. Estou nascendo. De novo. De verdade.
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sexta-feira, junho 17, 2011
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20.5.11
Últimos 30 dias com 19 anos
A contagem do Ômer chegou a sua metade, e já estamos no final do luto. Na minha segunda contagem em três anos, reconheço que cada vez mais, esse período é difícil, não pelo luto em si, mas pelas circunstâncias do cotidiano. Em 5771, "o bicho tá pegando", literalmente. Nesse ano, decidi me juntar (de vez) a minha companheira, passando a morar com ela.
Sim, David Start-Cohen, quem sempre era solteiro, se casou de vez. Começou a correria. Logo depois, um programa de rádio na faculdade acabou com a minha calmaria. Esse programa de rádio, é o nosso trabalho de conclusão de curso em versão compacta, uma dor de cabeça.
Conseguimos gravar o programa, mas, a parte teórica, bagunçou o tempo de todos os integrantes do meu grupo, óbvio, a minha também. Saíndo mais tarde do serviço pra cobrir um ex-colega que foi dispensado, o cansaço aumentou absurdamente. Com isso, veio o presente: três picos de febre, um atrás do outro. Foi a segunda vez nesse ano, no curto intervalo de 4 meses, tempo que fiquei na VegaNet.
Me recuperei, e o meu trabalho teórico não saiu do .doc.
Justo na época da Contagem, a necessidade de morarmos em algo maior bate a nossa porta, e quando achamos uma casa, as coisas dificultam, típico da época. Agora, mais do que nunca, as orações devem ser aumentadas após Lag B'Omer, ou seja, esse domingo.
E, daqui a menos de 30 dias, eu completo duas décadas. Será que a Contagem desse ano é só uma prévia do que pode acontecer, do, então, fim da adolescência?
A caminho de Shavuot. Vivendo um dia de cada vez. Shabat Shalom!
Sim, David Start-Cohen, quem sempre era solteiro, se casou de vez. Começou a correria. Logo depois, um programa de rádio na faculdade acabou com a minha calmaria. Esse programa de rádio, é o nosso trabalho de conclusão de curso em versão compacta, uma dor de cabeça.
Conseguimos gravar o programa, mas, a parte teórica, bagunçou o tempo de todos os integrantes do meu grupo, óbvio, a minha também. Saíndo mais tarde do serviço pra cobrir um ex-colega que foi dispensado, o cansaço aumentou absurdamente. Com isso, veio o presente: três picos de febre, um atrás do outro. Foi a segunda vez nesse ano, no curto intervalo de 4 meses, tempo que fiquei na VegaNet.
Me recuperei, e o meu trabalho teórico não saiu do .doc.
Justo na época da Contagem, a necessidade de morarmos em algo maior bate a nossa porta, e quando achamos uma casa, as coisas dificultam, típico da época. Agora, mais do que nunca, as orações devem ser aumentadas após Lag B'Omer, ou seja, esse domingo.
E, daqui a menos de 30 dias, eu completo duas décadas. Será que a Contagem desse ano é só uma prévia do que pode acontecer, do, então, fim da adolescência?
A caminho de Shavuot. Vivendo um dia de cada vez. Shabat Shalom!
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sexta-feira, maio 20, 2011
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23.4.11
Letra & Opinião (Tempo Perdido)
No momento que esta postagem foi escrita, acabava de se encerrar o Shabat de Chol HaMoed (Sábado sagrado de dias festivos) da Páscoa, e se iniciava o quinto dia do Ômer.
A letra a seguir é de uma canção que eu escuto desde os meus cinco anos (ou menos) de idade. A banda compositora é uma das maiores bandas que o Brasil já teve, e a morte de seu vocalista emocionou até quem não gostava dele ou do conjunto.
Vamos a ela:
Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.
A letra a seguir é de uma canção que eu escuto desde os meus cinco anos (ou menos) de idade. A banda compositora é uma das maiores bandas que o Brasil já teve, e a morte de seu vocalista emocionou até quem não gostava dele ou do conjunto.
Vamos a ela:
Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.
"Depois de D-us, o tempo é um dos elementos humanos, no qual todos tem medo. Sempre escutamos: 'aproveite-o, aproveite-o!' Ou mesmo reclamamos: 'eu não o tenho!'. Mas, o que é o tempo? Por quê temos medo dele? Por quê que temos que jogar a favor dele? O que é rápido? O que é lento? Respostas, que mesmo em nossos passamentos, jamais vamos saber a resposta. Uma coisa é certa: o tempo impõe medo porque é irrecuperável. Ele vai e não tem mais volta. Tudo hoje é único, porque ontem ou amanhã, tudo vai ser (ou foi) diferente, completamente transformado. Tempo esse, que judeus e cristãos bagunçam e sobrevivem, tempo esse que quem errou tem o perdão, tempo esse, que na diferença de cinco anos, um casal se torna único. O que eu fiz nesses 20 anos não tem mais volta. Só não posso mais perder tempo, afinal, sou tão jovem..."
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G. David Sedrez-Conde
às
sábado, abril 23, 2011
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Legião Urbana
20.4.11
Lyrics & Opinion (Fórmula Mágica da Paz)
A Contagem do Ômer começou ontem á noite. Conforme escrito no último texto de minha autoria, durante a Contagem, nesse blog, terá uma nova série, "Letra & Opinião", onde vou opinar em cima da letras das músicas que marcaram a minha vida nos primeiros 20 anos.
A escolha foi árdua. Vou explicar o porque.
Vamos de "Fórmula Mágica da Paz", dos Racionais MC's:
Essa pôrra é um campo minado
Quantas vezes eu pensei em me jogar daqui,
A escolha foi árdua. Vou explicar o porque.
Vamos de "Fórmula Mágica da Paz", dos Racionais MC's:
Essa pôrra é um campo minado
Quantas vezes eu pensei em me jogar daqui,
Mas, aí, minha área é tudo o que eu tenho
A minha vida é aqui e eu não preciso sair
É muito fácil fugir mas eu não vou,
Não vou trair quem eu fui, quem eu sou
Eu gosto de onde eu tô e de onde eu vim, ensinamento da favela foi muito bom pra mim
Cada lugar um lugar, cada lugar uma lei, cada lei uma razão e eu
sempre respeitei
Qualquer Jurisdição, qualquer área, Jd. Santo Eduardo (Cidade Tiradentes), Grajaú (São Mateus), Missionária (minha laia), Funchal (Mooca), Pedreira (Vila Formosa) e tal, Joaniza (Aricanduva),
Eu tento advinhar o que você mais precisa
Levantar sua "goma" ou comprar uns "pano",um advogado pra tirar seu mano
No dia da visita você diz, que eu vou mandar cigarro pros maluco lá
no x.
Então, como eu tava dizendo, sangue bom, isso não é sermão, ouve aí tenho o dom
Eu sei como é que é, é foda parceiro, é, a maldade na cabeça o dia inteiro nada de roupa, nada de carro, sem emprego, não tem ibope, não tem rolê, sem dinheiro
Sendo assim, sem chance, sem mulher, você sabe muito bem o que ela quer (é...). encontre uma de caráter se você puder (Camilla Sedrez),
É embaçado ou não é?
Ninguém é mais que ninguém, absolutamente, aqui quem fala é mais um
sobrevivente
Eu era só um moleque, e só pensava em dançar, cabelo black e tênis All
Star
Na roda da função "mó zoeira" tomando vinho seco em volta da
fogueira, a noite inteira, só contando história, sobre o crime, sobre as
treta na escola
Eu não tava nem aí, nem levava nada a sério, admirava os ladrão e os malandro mais velho
Mas se liga, olhe ao seu redor e me diga:
O que melhorou? Da função quem sobrou? sei lá, muito velório rolou de lá pra cá, qual a próxima mãe que vai chorar?
Há, demorou mas hoje eu posso compreender, que malandragem de verdade é viver
Agradeço a D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás, parei no meio do caminho e nem olhei pra trás meus outros manos todos foram longe demais, Cemitério São Luis (Vila Formosa), aqui jaz
Mas que merda, meu oitão tá até a boca, que vida louca! por que é que tem que ser assim?
Ontem eu sonhei que um fulano aproximou de mim,"agora eu quero ver ladrão (judeu), pá! pá! pá! pá!", Fim.
É... sonho é sonho, deixa quieto
Sexto sentido é um dom, eu tô esperto, morrer é um fator, mas conforme for, tem no bolso e na agulha e mais 5 no tambor
Joga o jogo, vamo lá, caiu a 8 eu mato a par
Eu não preciso de muito pra sentir-me capaz de encontrar a
Fórmula Mágica da Paz.
A minha vida é aqui e eu não preciso sair
É muito fácil fugir mas eu não vou,
Não vou trair quem eu fui, quem eu sou
Eu gosto de onde eu tô e de onde eu vim, ensinamento da favela foi muito bom pra mim
Cada lugar um lugar, cada lugar uma lei, cada lei uma razão e eu
sempre respeitei
Qualquer Jurisdição, qualquer área, Jd. Santo Eduardo (Cidade Tiradentes), Grajaú (São Mateus), Missionária (minha laia), Funchal (Mooca), Pedreira (Vila Formosa) e tal, Joaniza (Aricanduva),
Eu tento advinhar o que você mais precisa
Levantar sua "goma" ou comprar uns "pano",um advogado pra tirar seu mano
No dia da visita você diz, que eu vou mandar cigarro pros maluco lá
no x.
Então, como eu tava dizendo, sangue bom, isso não é sermão, ouve aí tenho o dom
Eu sei como é que é, é foda parceiro, é, a maldade na cabeça o dia inteiro nada de roupa, nada de carro, sem emprego, não tem ibope, não tem rolê, sem dinheiro
Sendo assim, sem chance, sem mulher, você sabe muito bem o que ela quer (é...). encontre uma de caráter se você puder (Camilla Sedrez),
É embaçado ou não é?
Ninguém é mais que ninguém, absolutamente, aqui quem fala é mais um
sobrevivente
Eu era só um moleque, e só pensava em dançar, cabelo black e tênis All
Star
Na roda da função "mó zoeira" tomando vinho seco em volta da
fogueira, a noite inteira, só contando história, sobre o crime, sobre as
treta na escola
Eu não tava nem aí, nem levava nada a sério, admirava os ladrão e os malandro mais velho
Mas se liga, olhe ao seu redor e me diga:
O que melhorou? Da função quem sobrou? sei lá, muito velório rolou de lá pra cá, qual a próxima mãe que vai chorar?
Há, demorou mas hoje eu posso compreender, que malandragem de verdade é viver
Agradeço a D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás, parei no meio do caminho e nem olhei pra trás meus outros manos todos foram longe demais, Cemitério São Luis (Vila Formosa), aqui jaz
Mas que merda, meu oitão tá até a boca, que vida louca! por que é que tem que ser assim?
Ontem eu sonhei que um fulano aproximou de mim,"agora eu quero ver ladrão (judeu), pá! pá! pá! pá!", Fim.
É... sonho é sonho, deixa quieto
Sexto sentido é um dom, eu tô esperto, morrer é um fator, mas conforme for, tem no bolso e na agulha e mais 5 no tambor
Joga o jogo, vamo lá, caiu a 8 eu mato a par
Eu não preciso de muito pra sentir-me capaz de encontrar a
Fórmula Mágica da Paz.
Eu vou procurar, sei que vou encontrar, eu vou procurar,
Eu vou procurar, você não bota mó fé, mas eu vou atrás
( Eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Da minha fórmula mágica da paz.
Eu vou procurar, sei que vou encontrar
Procure a sua(eu vou procurar, eu vou procurar,
Você não bota uma fé...
Eu vou atrás da minha (você não bota uma fé)
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Eu vou procurar, você não bota mó fé, mas eu vou atrás
( Eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Da minha fórmula mágica da paz.
Eu vou procurar, sei que vou encontrar
Procure a sua(eu vou procurar, eu vou procurar,
Você não bota uma fé...
Eu vou atrás da minha (você não bota uma fé)
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Caralho, que calor, que horas são agora?
Dá pra ouvir a pivetada gritando lá fora
Hoje, acordei cedo pra ver, sentir a brisa de manhã e o sol nascer
É época de pipa, o céu tá cheio, 15 (alguns) anos atrás eu tava ali no meio
Lembrei de quando era pequeno, eu e os cara... faz tempo, faz tempo,
e o tempo não para
Hoje tá da hora o esquema pra sair, é... vamo, não demora, mano,chega aí!
''Cê viu onti''? os tiro ouvi de monte! então, diz que tem uma pá de
Sangue no campão."
Ih, mano toda mão é sempre a mesma idéia junto: Treta, tiro, sangue, aí, muda de assunto
Traz a fita pra eu ouvir que eu tô sem, principalmente aquela lá do Jorge Ben
Uma pá de mano preso chora a solidão, uma pá de mano solto sem disposição
Empenhorando por aí, rádio, tênis, calça, acende num cachimbo... virou fumaça!
Não é por nada não, mas aí, nem me ligo ô, a minha liberdade eu curto
bem melhor, eu não tô nem aí pra o que os outros fala 4, 5, 6, preto num Opala, pode vir gambé, paga pau, tô na minha na moral na maior,sem goró, sem pacau, sem pó
Eu tô ligeiro, eu tenho a minha regra, não sou pedreiro, não fumo pedra Um rolê com os aliados já me faz feliz, respeito mútuo é a chave é o que eu sempre quis(diz...) procure a sua, a minha eu vou atrás, até mais, da fórmula mágica da paz.
Dá pra ouvir a pivetada gritando lá fora
Hoje, acordei cedo pra ver, sentir a brisa de manhã e o sol nascer
É época de pipa, o céu tá cheio, 15 (alguns) anos atrás eu tava ali no meio
Lembrei de quando era pequeno, eu e os cara... faz tempo, faz tempo,
e o tempo não para
Hoje tá da hora o esquema pra sair, é... vamo, não demora, mano,chega aí!
''Cê viu onti''? os tiro ouvi de monte! então, diz que tem uma pá de
Sangue no campão."
Ih, mano toda mão é sempre a mesma idéia junto: Treta, tiro, sangue, aí, muda de assunto
Traz a fita pra eu ouvir que eu tô sem, principalmente aquela lá do Jorge Ben
Uma pá de mano preso chora a solidão, uma pá de mano solto sem disposição
Empenhorando por aí, rádio, tênis, calça, acende num cachimbo... virou fumaça!
Não é por nada não, mas aí, nem me ligo ô, a minha liberdade eu curto
bem melhor, eu não tô nem aí pra o que os outros fala 4, 5, 6, preto num Opala, pode vir gambé, paga pau, tô na minha na moral na maior,sem goró, sem pacau, sem pó
Eu tô ligeiro, eu tenho a minha regra, não sou pedreiro, não fumo pedra Um rolê com os aliados já me faz feliz, respeito mútuo é a chave é o que eu sempre quis(diz...) procure a sua, a minha eu vou atrás, até mais, da fórmula mágica da paz.
Eu vou procurar, sei que vou encontrar
Eu vou procurar, eu vou procurar
Você não bota mó fé..., mas eu vou atrás....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Da fórmula mágica da paz
Eu vou procurar, eu vou procurar
Você não bota mó fé..., mas eu vou atrás....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Da fórmula mágica da paz
Eu vou procurar, sei que vou encontrar
Eu vou procurar, eu vou procurar
Você não bota mó fé..., mas eu vou atrás....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Eu vou procurar, eu vou procurar
Você não bota mó fé..., mas eu vou atrás....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Choro e correria no saguão do hospital
Dia das criança, feriado e luto final
Sangue e agonia entra pelo corredor, ele tá vivo pelo amor de
D-us doutor
4 tiros do pescoço pra cima, puta que pariu a chance é mínima
Aqui fora, revolta e dor, lá dentro estado desesperador
Eu percebi quem eu sou realmente, quando eu ouvi o meu sub-consciente:
"e aí mano brown (Start-Cohen), cuzão? cadê você? seu mano tá morrendo o que você
Vai fazer?"
Pode crê, eu me senti inútil, eu me senti pequeno, mais um cuzão vingativo
Puta desespero, não dá pra acreditar, que pesadelo, eu quero acordar
Não dá, não deu, não daria de jeito nenhum, o Derley era só mais um rapaz comum, dali a poucos minutos, mais uma Dona Maria de luto
Na parede o sinal da cruz, que porra é essa? Que mundo é esse? Onde tá (existiu) Jesus?
Mais uma vez um emissário, não incluiu Capão Redondo (Aricanduva) em seu itinerário; Pôrra, eu tô confuso, preciso pensar, me dá um tempo pra eu raciocinar, Eu já não sei distinguir quem tá errado, sei lá, minha ideologia enfraqueceu: Preto, branco, polícia, ladrão ou eu (judeu), quem é mais filha da puta, eu não sei! Aí fudeu, fudeu, decepção essas hora... a depressão quer me pegar vou sair fora.
2 de novembro era finados, eu parei em frente ao São Luís (Vila Formosa) do outro lado
E durante uma meia hora olhei um por um e o que todas as senhoras tinham em comum: a roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela
vida dura
Colocando flores sobre a sepultura ("podia ser a minha mãe") Que loucura!
Cada lugar uma lei, eu tô ligado, no extremo sul da Zona Sul (e também na leste) tá tudo
errado, aqui vale muito pouco a sua vida, a nossa lei é falha, violenta e suicida,
Se diz que, me diz que, não se revela: parágrafo primeiro na lei da favela (COHAB)
Legal, assustador é quando se descobre que tudo dá em nada e que só morre o pobre
A gente vive se matando irmão, por quê? Não me olhe assim, eu sou igual a você,
Descanse o seu gatilho, descanse o seu gatilho, que no trem da malandragem, o meu rap é o trilho.
Dia das criança, feriado e luto final
Sangue e agonia entra pelo corredor, ele tá vivo pelo amor de
D-us doutor
4 tiros do pescoço pra cima, puta que pariu a chance é mínima
Aqui fora, revolta e dor, lá dentro estado desesperador
Eu percebi quem eu sou realmente, quando eu ouvi o meu sub-consciente:
"e aí mano brown (Start-Cohen), cuzão? cadê você? seu mano tá morrendo o que você
Vai fazer?"
Pode crê, eu me senti inútil, eu me senti pequeno, mais um cuzão vingativo
Puta desespero, não dá pra acreditar, que pesadelo, eu quero acordar
Não dá, não deu, não daria de jeito nenhum, o Derley era só mais um rapaz comum, dali a poucos minutos, mais uma Dona Maria de luto
Na parede o sinal da cruz, que porra é essa? Que mundo é esse? Onde tá (existiu) Jesus?
Mais uma vez um emissário, não incluiu Capão Redondo (Aricanduva) em seu itinerário; Pôrra, eu tô confuso, preciso pensar, me dá um tempo pra eu raciocinar, Eu já não sei distinguir quem tá errado, sei lá, minha ideologia enfraqueceu: Preto, branco, polícia, ladrão ou eu (judeu), quem é mais filha da puta, eu não sei! Aí fudeu, fudeu, decepção essas hora... a depressão quer me pegar vou sair fora.
2 de novembro era finados, eu parei em frente ao São Luís (Vila Formosa) do outro lado
E durante uma meia hora olhei um por um e o que todas as senhoras tinham em comum: a roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela
vida dura
Colocando flores sobre a sepultura ("podia ser a minha mãe") Que loucura!
Cada lugar uma lei, eu tô ligado, no extremo sul da Zona Sul (e também na leste) tá tudo
errado, aqui vale muito pouco a sua vida, a nossa lei é falha, violenta e suicida,
Se diz que, me diz que, não se revela: parágrafo primeiro na lei da favela (COHAB)
Legal, assustador é quando se descobre que tudo dá em nada e que só morre o pobre
A gente vive se matando irmão, por quê? Não me olhe assim, eu sou igual a você,
Descanse o seu gatilho, descanse o seu gatilho, que no trem da malandragem, o meu rap é o trilho.
Vou dizer....
Procure a sua paz....
Pra todas a famílias ai que perderam pessoas importante morô meu!!!!
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Procure a sua paz(paz....)
Não se acostume com esse cotidiano violento,
Que essa não é a sua vida, essa não é a minha vida morô mano!!!!
Procure a sua paz....
Aí derlei, descanse em paz!
Aí carlinhos procure a sua paz!
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Aí quico, você deixou saudade morô mano!
Agradeço à D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás....
Pra todas a famílias ai que perderam pessoas importante morô meu!!!!
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Procure a sua paz(paz....)
Não se acostume com esse cotidiano violento,
Que essa não é a sua vida, essa não é a minha vida morô mano!!!!
Procure a sua paz....
Aí derlei, descanse em paz!
Aí carlinhos procure a sua paz!
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Aí quico, você deixou saudade morô mano!
Agradeço à D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás....
Eu tenho muito a agradecer por tudo
Agradeço à D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás....
Agradeço à D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Cheguei aos 27, sou um vencedor, tá ligado mano!!!!
Agradeço à D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás....
Cheguei aos 27, sou um vencedor, tá ligado mano!!!!
Agradeço à D-us (Baruch Ata Adonai) e aos Orixás....
Aí procure a sua, eu vou atrás da minha fórmula mágica da paz!
Você não bota mó fé....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Aí, manda um toque na quebrada lá, COHAB Adventista (Santa Etelvina) e pá rapaziada!!!!
Malandragem de verdade é viver....
Se liga!!!!
Procure a sua paz!!!!
Você não bota mó fé....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Que tu fala é mano brown mais um sobrevivente
Agradeço á D-us, Agradeço á D-us... (Baruch Ata Adonai)
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
27 anos, contrariando a estatística morô meu!!!!
Agradeço á D-us, agradeço á D-us... (Baruch Ata Adonai)
Procure a sua paz....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Eu vou procurar....
Procure a sua paz...
Procure a sua!!!!
Eu vou encontrar
Você pode encontrar a sua paz, o seu paraíso!!!!
Eu vou procurar
Você pode encontrar o seu inferno!!!!
A fórmula mágica da paz........!
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Você não bota mó fé....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Aí, manda um toque na quebrada lá, COHAB Adventista (Santa Etelvina) e pá rapaziada!!!!
Malandragem de verdade é viver....
Se liga!!!!
Procure a sua paz!!!!
Você não bota mó fé....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Que tu fala é mano brown mais um sobrevivente
Agradeço á D-us, Agradeço á D-us... (Baruch Ata Adonai)
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
27 anos, contrariando a estatística morô meu!!!!
Agradeço á D-us, agradeço á D-us... (Baruch Ata Adonai)
Procure a sua paz....
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Eu vou procurar....
Procure a sua paz...
Procure a sua!!!!
Eu vou encontrar
Você pode encontrar a sua paz, o seu paraíso!!!!
Eu vou procurar
Você pode encontrar o seu inferno!!!!
A fórmula mágica da paz........!
(eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Eu prefiro a
P a z ! ! ! ! ! !
P a z ! ! ! ! ! !
"Não sabia por onde começar, a escolha foi difícil mesmo. Mas, durante os últimos oito anos, desenvolvi uma característica até que interessante: a de ser idealista. Durante a minha infância no bairro que, um dia, já foi o mais violento do Mundo, Cidade Tiradentes, eu observava tudo e percebia a faceta dos moradores: nada estava bom por lá. Quando eu tinha 11 anos de idade, lendo um livro de História que a minha irmã usou quando terminou o Ensino Fundamental, conheci primeiramente uma figura, cujas ideias, na sua grande maioria, concordo até hoje: Leon Trotsky. Depois dele, conheci Vladimir Lênin e Karl Marx. Nessa ordem. Acreditei, na maior parte da minha adolescência que o Socialismo era a solução para a sociedade brasileira, por tamanha violência e desigualdade. Os anos foram passando, e o extremismo foi desaparecendo. Conheci o extinto Movimento Humanista, onde a principal ideia era a força da não-violência, acahava aquilo o máximo. Nos últimos três anos, abandonei toda e qualquer militância. Comecei a praticar o Judaísmo, como solução da minha eterna busca por paz interior, porque até então, se quer paz mundial, você mesmo tem que encontrar a sua. Daí o motivo, desse verdadeiro Hino dos Racionais, para ser a primeira música dessa nova série."
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G. David Sedrez-Conde
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quarta-feira, abril 20, 2011
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15.4.11
Omer 5771-XX
Na noite da próxima segunda, a páscoa judaica começa. Mas, não vai começar somente a páscoa judaica, e sim um período de profunda reflexão para os judeus, que é o período (Contagem) do Ômer.
O primeiro dia do Ômer é na segunda noite de Pessach e vai até a véspera de Shavuot (festa das semanas/colheita), ao todo são 50 dias. Sim, são 50 dias de pura reflexão. Os primeiros 33 dias da Contagem do Ômer marca o luto absoluto pela morte de muitos discípulos de um dos maiores sábios judeus, o Rabino Akiva, que morreram vítimas de uma forte praga, e bem nesse trigésimo-terceiro dia da Contagem, o Rabino Shimon Bar-Yochai, autor do principal livro da Kabbalah, o Zohar, também morre e a praga cessa.
No momento de sua partida ele disse aos seus discípulos: "Não quero que meu funeral seja triste. Tem que ter alegria!". Sendo assim, mesmo nesse período, o Lag B'Ômer, aniversário da morte de Rabi Shimon Bar-Yochai, é motivo de muita alegria principalmente para os judeus, embora tamanha reflexão nessas horas. Os outros 17 dias, o luto cessa também, entretanto, o cuidado continua. A Contagem do Ômer não é tão pesada quanto o período de Teshuvá, no início do ano, porém, possui características em comum. Sem contar que, dentro da Contagem, é observado o Yom HaShoah (Dia em memória das vítimas do Holocausto) e é comemorado a Independência do Estado de Israel.
Religiosidade a parte, essa Contagem, nesse ano, é especial. Além de ser a terceira contagem que estou acompanhando como Judeu, é o período de balanço sobre tudo o que eu fiz nas primeiras duas décadas da minha vida, afinal, nos dias 19 de Junho e 07 de Tammuz, completo 20 anos de idade, e essa contagem, promete ser pra lá de especial.
Durante esses dias, vou postar uma nova série no blog, o "Lyrics & Opinion" (Letras e Opinião), onde grandes singles que me marcaram, terão suas letras e minha interpretação, e vou explicar o por quê de tudo aquilo.
Aos leitores, desejo-lhes um Chag Pessach Sameach (Feliz Páscoa), e se preparem, vocês irão rever os conceitos de muitas canções...!
O primeiro dia do Ômer é na segunda noite de Pessach e vai até a véspera de Shavuot (festa das semanas/colheita), ao todo são 50 dias. Sim, são 50 dias de pura reflexão. Os primeiros 33 dias da Contagem do Ômer marca o luto absoluto pela morte de muitos discípulos de um dos maiores sábios judeus, o Rabino Akiva, que morreram vítimas de uma forte praga, e bem nesse trigésimo-terceiro dia da Contagem, o Rabino Shimon Bar-Yochai, autor do principal livro da Kabbalah, o Zohar, também morre e a praga cessa.
No momento de sua partida ele disse aos seus discípulos: "Não quero que meu funeral seja triste. Tem que ter alegria!". Sendo assim, mesmo nesse período, o Lag B'Ômer, aniversário da morte de Rabi Shimon Bar-Yochai, é motivo de muita alegria principalmente para os judeus, embora tamanha reflexão nessas horas. Os outros 17 dias, o luto cessa também, entretanto, o cuidado continua. A Contagem do Ômer não é tão pesada quanto o período de Teshuvá, no início do ano, porém, possui características em comum. Sem contar que, dentro da Contagem, é observado o Yom HaShoah (Dia em memória das vítimas do Holocausto) e é comemorado a Independência do Estado de Israel.
Religiosidade a parte, essa Contagem, nesse ano, é especial. Além de ser a terceira contagem que estou acompanhando como Judeu, é o período de balanço sobre tudo o que eu fiz nas primeiras duas décadas da minha vida, afinal, nos dias 19 de Junho e 07 de Tammuz, completo 20 anos de idade, e essa contagem, promete ser pra lá de especial.
Durante esses dias, vou postar uma nova série no blog, o "Lyrics & Opinion" (Letras e Opinião), onde grandes singles que me marcaram, terão suas letras e minha interpretação, e vou explicar o por quê de tudo aquilo.
Aos leitores, desejo-lhes um Chag Pessach Sameach (Feliz Páscoa), e se preparem, vocês irão rever os conceitos de muitas canções...!
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G. David Sedrez-Conde
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sexta-feira, abril 15, 2011
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8.4.11
Juliano Mer-Khamis (1958-2011): Um Herói!
Se já não bastasse a morte do vice-presidente José Alencar, de Elizabeth Taylor, e da tragédia carioca, gostaria de ressaltar o que aconteceu na última segunda-feira em Jenin, nos Territórios Ocupados da Palestina.
O ator e cineasta árabe-israelense Juliano Mer-Khamis, de 53 anos, foi assassinado em sua casa na mesma cidade citada anteriormente. Filho de mãe judia com pai palestino, Mer-Khamis se destacou nas artes cênicas por sua bandeira da coexistência levantada durante sua carreira. Criou o Teatro da Liberdade, na mesma cidade de Jenin, dizendo que era sim possível judeus e árabes islâmicos viverem novamente juntos, antes da colonização britânica, no início do século passado.
Juliano Mer-Khamis (1958-2011): O Teatro da Liberdade teve ex-terroristas em sua equipe cênica
Mer-Khamis sofria oposição de ambos os lados, mas, principalmente do lado de seu pai, o lado palestino. Há tempos, fundamentalistas ameaçavam Juliano, até que na segunda, infelizmente se concretizou. O mundo inteiro, mesmo com o massacre fluminense, ainda chora a perda de um ícone como Juliano Mer-Khamis, que com certeza será exemplo para todos nós. Um herói, com certeza.
Postado por
G. David Sedrez-Conde
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sexta-feira, abril 08, 2011
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Yes, Nós Temos Malucos!
Manhã de quinta, 07.04.11 (03 de Nissan 5771), parecia ser uma manhã normal, como qualquer outra. Saíndo atrasado para ir para faculdade, para variar, tudo bem.
Ao sintonizar a Rádio BandNews FM (96,9 - São Paulo), me deparei com o âncora, o reconhecido Ricardo Boechat, narrando sobre uma "tragédia" que acabava de acontecer. E era onde? Adivinham! Rio de Janeiro. Que lá acontece de tudo, isso já sabemos. Mas essa tragédia tinha um "quê" de diferente...
Nos últimos cinco anos, sempre assistimos e escutamos notícias de homens invadindo escolas e universidades, abrindo fogo, matando o maior número de pessoas e possíveis, e no final, os mesmos assassinos, se matam. Na maioria dos casos, os assassinos sempre tinham o "Mein Kampf" de Adolf Hitler na cabeceira de suas camas, além da maioria desses atos acontecer nos Estados Unidos. Na Europa, eram casos separados.
Na manhã do dia sete de abril, no país onde nada, e ao mesmo tempo, tudo acontece, ficou assustado. Wellington Oliveira, 23 anos, entrou na escola onde estudava, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Tasso da Silveira no bairro do Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dizendo que iria dar uma palestra. Essa palestra resultou em um ataque a crianças - em sua maioria, gurias - onde houve 13 vítimas fatais, e Oliveira, acabou se matando. Como manda o roteiro.
O país, sua Presidente, eu, minha esposa, minha mãe, todos ficaram perplexos pelo o que aconteceu. Nunca, em um ano, o caminho para a faculdade ficou tão triste. Anyway, cheguei na faculdade, noticiando - em primeira mão - a minha Professora (Cida Cavalcanti) e meus colegas sobre o que havia ocorrido. No Rio, aconteceu ás 8 da manhã. A aula começava, e eu, estava saíndo de casa.
Depois, não era pra falar. Wellington Oliveira, o assassino, ficava horas a fio em seu computador - que foi queimado antes do ataque - pesquisando sobre o Islã e planejando o triste evento, inclusive, a carta que deixou, foi impressa, apenas com a assinatura - por extenso - a mão. Ou seja, dá pra dizer, que em partes, foi um ataque terrorista? Pelo o que já conhecemos? Sim. Mas, foi mais um ataque de um doente mental que agora, para quem acredita, já está apodrecendo no inferno, sem sombra de dúvidas.
Como diria Fernando Haddad, Ministro da Educação: "a educação brasileira está de luto". Como estudante universitário e sobrinho de professores, eu afirmo: "já está faz tempo."
Ao sintonizar a Rádio BandNews FM (96,9 - São Paulo), me deparei com o âncora, o reconhecido Ricardo Boechat, narrando sobre uma "tragédia" que acabava de acontecer. E era onde? Adivinham! Rio de Janeiro. Que lá acontece de tudo, isso já sabemos. Mas essa tragédia tinha um "quê" de diferente...
Nos últimos cinco anos, sempre assistimos e escutamos notícias de homens invadindo escolas e universidades, abrindo fogo, matando o maior número de pessoas e possíveis, e no final, os mesmos assassinos, se matam. Na maioria dos casos, os assassinos sempre tinham o "Mein Kampf" de Adolf Hitler na cabeceira de suas camas, além da maioria desses atos acontecer nos Estados Unidos. Na Europa, eram casos separados.
Na manhã do dia sete de abril, no país onde nada, e ao mesmo tempo, tudo acontece, ficou assustado. Wellington Oliveira, 23 anos, entrou na escola onde estudava, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Tasso da Silveira no bairro do Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dizendo que iria dar uma palestra. Essa palestra resultou em um ataque a crianças - em sua maioria, gurias - onde houve 13 vítimas fatais, e Oliveira, acabou se matando. Como manda o roteiro.
O país, sua Presidente, eu, minha esposa, minha mãe, todos ficaram perplexos pelo o que aconteceu. Nunca, em um ano, o caminho para a faculdade ficou tão triste. Anyway, cheguei na faculdade, noticiando - em primeira mão - a minha Professora (Cida Cavalcanti) e meus colegas sobre o que havia ocorrido. No Rio, aconteceu ás 8 da manhã. A aula começava, e eu, estava saíndo de casa.
Depois, não era pra falar. Wellington Oliveira, o assassino, ficava horas a fio em seu computador - que foi queimado antes do ataque - pesquisando sobre o Islã e planejando o triste evento, inclusive, a carta que deixou, foi impressa, apenas com a assinatura - por extenso - a mão. Ou seja, dá pra dizer, que em partes, foi um ataque terrorista? Pelo o que já conhecemos? Sim. Mas, foi mais um ataque de um doente mental que agora, para quem acredita, já está apodrecendo no inferno, sem sombra de dúvidas.
Como diria Fernando Haddad, Ministro da Educação: "a educação brasileira está de luto". Como estudante universitário e sobrinho de professores, eu afirmo: "já está faz tempo."
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sexta-feira, abril 08, 2011
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8.3.11
Quando Irá Acabar?
No momento em que esse texto foi escrito, a capital do estado natal do meu avô, Otávio Virgílio Z''L, estava vivendo seus piores dias, aparentemente.
Durante a leitura da Torá, porção (Parashá) Vayeshev, 20 de Kislev de 5771 (27 de Novembro de 2010), o professor de Cabala de origem israelense Yonatan Shani disse que "a coisa ruim que estava acontecendo no Rio de Janeiro foi, de fato, uma coisa boa". Como? "Podemos perceber o que nós temos que fazer: aumentar o nível de meditação para a paz", completou. Também, na sintonia diária do dia 24 de Novembro (17 de Kislev), o Rabino Yehuda Berg escreveu, que ao pararmos nosso ego, enxergamos obstáculos como oportunidades.
Talvez seja a solução para os cariocas agora, observar essa "guerra civil" como uma oportunidade. De real mudança. Mudança essa que preciso na minha vida também. É difícil deassociar Rio de Janeiro com tráfico de drogas e/ou violência, e também é difícil desassociar David Start-Cohen com irresponsabilidade.
Questiono-me ás vezes como um garoto, que pela sua idade já consegue ser conservador e é visto como "avançado", pode, em português claro, vacilar tanto? Não percebo as coisas boas em minhas mãos e por causa de atitudes egoístas, acabo prejudicando outras pessoas que outrora tinham admiração e confiança em mim. Como diria um cartaz dos Alcoolicos Anônimos, "chega uma hora que chega". Posso não só perder essas pessoas, como posso perder a vida, observando que não tenho mais namorada, família, amigos, para onde ir.
Desde janeiro de 2009, quando estava estudando Cabala em seu primeiro nível, travo uma guerra constante contra o "oponente". Observei-me vencedor em muitas batalhas. A guerra não acabou e nem irá acabar tão cedo. Só vou vencer se estiver feliz, com a minha família formada, filhos e mulher - meu real desejo. Se eu perder, não vai mais adiantar olhar para meus sobrinhos e ver o futuro - estarei morto. Não seria justo com D-us partir repentinamente depois de me dar tanta coisa boa, como vida, família e namorada.
Sabemos que o Criador não abandona suas criaturas. Nunca encostou minha Camilla, nunca me encostou. Não foi á toa que uniu os dois no dia 28 de Julho de 2010 (18 de Av de 5770), e tenho certeza que é o resto dos anos. O medo acabou. E a irresponsabilidade? Ficará até quando eu perder tudo?
Ian Curtis contribuiu para o título desse texto. Retirei do refrão da canção "Day Of The Lords", da banda britânica Joy Division, do álbum "Unknown Pleasures" de 1979, onde ele pergunta "quando irá acabar?", se referindo ao clima de dor e sofrimento retratado no resto da letra. É uma pergunta que me faço todos os dias. Quando vou ser sério? Quando vou agir mais e pensar menos? Quando vou tomar coragem? Vou ter essas respostas o mais rápido possível. Não somente para viver ao lado de quem mais amo, mas sim para não acabar como meu ídolo citado anteriormente, que disse que não iria passar dos 25 anos. Enforcou-se aos 23.
Estou com 19 anos, há três meses de completar 20. Tenho esperança que vou ter as respostas que preciso a tempo. "O verdadeiro milagre começa pela gente", também disse Yonatan Shani. Para acreditar em milagre, é preciso acreditar mais em mim. A hora é agora.
Durante a leitura da Torá, porção (Parashá) Vayeshev, 20 de Kislev de 5771 (27 de Novembro de 2010), o professor de Cabala de origem israelense Yonatan Shani disse que "a coisa ruim que estava acontecendo no Rio de Janeiro foi, de fato, uma coisa boa". Como? "Podemos perceber o que nós temos que fazer: aumentar o nível de meditação para a paz", completou. Também, na sintonia diária do dia 24 de Novembro (17 de Kislev), o Rabino Yehuda Berg escreveu, que ao pararmos nosso ego, enxergamos obstáculos como oportunidades.
Talvez seja a solução para os cariocas agora, observar essa "guerra civil" como uma oportunidade. De real mudança. Mudança essa que preciso na minha vida também. É difícil deassociar Rio de Janeiro com tráfico de drogas e/ou violência, e também é difícil desassociar David Start-Cohen com irresponsabilidade.
Questiono-me ás vezes como um garoto, que pela sua idade já consegue ser conservador e é visto como "avançado", pode, em português claro, vacilar tanto? Não percebo as coisas boas em minhas mãos e por causa de atitudes egoístas, acabo prejudicando outras pessoas que outrora tinham admiração e confiança em mim. Como diria um cartaz dos Alcoolicos Anônimos, "chega uma hora que chega". Posso não só perder essas pessoas, como posso perder a vida, observando que não tenho mais namorada, família, amigos, para onde ir.
Desde janeiro de 2009, quando estava estudando Cabala em seu primeiro nível, travo uma guerra constante contra o "oponente". Observei-me vencedor em muitas batalhas. A guerra não acabou e nem irá acabar tão cedo. Só vou vencer se estiver feliz, com a minha família formada, filhos e mulher - meu real desejo. Se eu perder, não vai mais adiantar olhar para meus sobrinhos e ver o futuro - estarei morto. Não seria justo com D-us partir repentinamente depois de me dar tanta coisa boa, como vida, família e namorada.
Sabemos que o Criador não abandona suas criaturas. Nunca encostou minha Camilla, nunca me encostou. Não foi á toa que uniu os dois no dia 28 de Julho de 2010 (18 de Av de 5770), e tenho certeza que é o resto dos anos. O medo acabou. E a irresponsabilidade? Ficará até quando eu perder tudo?
Ian Curtis contribuiu para o título desse texto. Retirei do refrão da canção "Day Of The Lords", da banda britânica Joy Division, do álbum "Unknown Pleasures" de 1979, onde ele pergunta "quando irá acabar?", se referindo ao clima de dor e sofrimento retratado no resto da letra. É uma pergunta que me faço todos os dias. Quando vou ser sério? Quando vou agir mais e pensar menos? Quando vou tomar coragem? Vou ter essas respostas o mais rápido possível. Não somente para viver ao lado de quem mais amo, mas sim para não acabar como meu ídolo citado anteriormente, que disse que não iria passar dos 25 anos. Enforcou-se aos 23.
Estou com 19 anos, há três meses de completar 20. Tenho esperança que vou ter as respostas que preciso a tempo. "O verdadeiro milagre começa pela gente", também disse Yonatan Shani. Para acreditar em milagre, é preciso acreditar mais em mim. A hora é agora.
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Não é tão Difícil! (The Start-Cohen's Dilemma)
Primeira Parte
Tentar mudar para se tornar uma pessoa melhor, é árduo, mas não tão difícil como pode parecer. Na Kabbalah, aprendi a teoria das sementes, onde nada acontece "de repente", tu fez algo no passado que com certeza está dando resultado agora, seja bom ou ruim.Após três anos de prática judaica e estudos cabalísticos (se é que posso dizer assim) nunca fui - de verdade - colocado no "front". Eis que surge Camilla Sedrez de Almeida.
A torcedora colorada/rubro-negra-otaku-cosplayer no qual jurava difícilmente namorar, tornou-se a senhorita Start-Cohen no dia 28 de julho de 2010 (18 de Av de 5770). Não pensava que em sete meses, iria (ou pudesse) acontecer tanta coisa.
Através dela, estou, vamos dizer assim, "Under Construction" (em obras) para eu melhorar. Primeiramente: escutá-la muito, muito mais. Quem me conhece, sabe que fico quieto até chegar uma hora que alguém precisa tomar uma decisão. E quando as tomo, já não escuto mais nada e nem ninguém. Na hora da decisão é bom continuar escutando.
Segunda Parte
A principal característica da família Conde, como a maioria das famílias brasileiras, é a alegria e o carisma, apesar da origem verdadeiramente sofrida. Meu bisavô, o ferroviário mineiro Aurélio Ferreira era alcoolatra e não dava muita atenção para a minha avó e para meus tios-avós. Mesmo assim, e com outras inúmeras dificuldades passadas (minha bisavó, Maria Silva, era muito doente a ponto de ser cadeirante), minha avó Wilma e minha tia-avó Wanda levantaram - literalmente - a família (educando minha mãe e meu tio muito bem) tornando-a matriarcal. Desde quando nasci até hoje, o passado é lembrado com ar de triunfo e com muitas risadas.Eu quero vencer, claro, mas tenho que perceber um tópico: há a hora de sorrir, e a hora de ser sério. Em razão do meu sarcasmo, tiro as pessoas do sério facilmente, até mesmo sem querer. Ser alegre é muito bom, é saudável e é bonito, porém, para conseguir respeito digno, ter a imagem de "bobo da corte" não é bom.
Terceira Parte
Por aprender a ler e a escrever cedo, minha imaginação foi construída a partir de uma visão de mundo totalmente adaptada a minha realidade, embora eu seja atualizado com o que acontece não só em São Paulo, mas nos países onde quero fixar residência. Logo, penso que, "na correria", as coisas rapidamente (ou facilmente) tornam-se tangíveis. Não é assim pra ninguém, nem pros descendentes de Rupert Murdoch (dono da News Corporation, grupo detentor da Twentieth Century Fox), imagina para o (ainda) desconhecido universitário judeu Guilherme David Start-Cohen Conde.Para chegar ao Canadá, preciso entender que vou morar na província autônoma do Québec (em sua capital, Montréal), cuja língua oficial é o francês, mesmo compreendendo que as decisões são tomadas em Ottawa pelo primeiro-ministro de nome inglês Stephen Harper (centro-direita). E em Israel, se eu não aprender hebraico, vou ser tratado como turista estrangeiro,e não como sionista verdadeiro. Se assim foi estabelecido em 1948, não dá pra contrariar agora.
Contudo, ou me organizo agora, seja linguisticamente e/ou financeiramente, ou ficarei na sombra de meus pais, limitando-se ao "allez" ou só no "Shemá". Não quero isso e não vou ter isso. Eis a importância de perceber e viver a realidade, e não só adaptá-la somente.
Quarta Parte
Filho, neto e bisneto de funcionários públicos estaduais e federias, nunca faltou comida na minha mesa, desde 1991. (Baruch Hashem!). Trabalhar sempre foi o forte da Família Conde, e seguramente será da futura família Start-Cohen.Meus irmãos começaram a trabalhar ainda adolescentes, com 14 e 16 anos. Não tive a mesma sorte. Com muito custo, comecei a trabalhar com 17 anos, em razão da Lei do Aprendiz e também por completar 18 anos na metade do ano, na metade do mês. Na época do meu irmão, década de 90, o primeiro emprego de muitos garotos era de mensageiro-de-escritório (Office Boy). Já na década corrente, a primeira do terceiro milênio da Era Comum, o primeiro emprego da maioria dos adolescentes é de operador de telemarketing. Foi meu primeiro emprego. E atual. Desde quando comecei a trabalhar, em 2009, já tentei ser de tudo. Até cheguei a trabalhar onde minha mãe "reinou" por nove anos e meio. Sempre fracassando, caía no Call Center. Não posso reclamar, foi nessa área que conheci a atual Senhorita Start-Cohen.
Não dá pra "tapar o sol com a peneira", como dizem os populares. Prestes a completar duas décadas, eu nunca trabalhei por mais de seis meses em uma única empresa. Experiência na área citada anteriormente eu tenho, na média de uma empresa diferente a cada dois meses. Uma instabilidade contestada por minha família e pela Senhorita Start-Cohen - principalmente. Não tenho autonomia ou qualquer tipo de independência enquanto subordinado. Não dá pra organizar qualquer levante sendo registrado há 24 horas atrás. Minha namorada e minha família estão certos. Sei que, segundo a Kabbalah, é pra sair da "zona de conforto", mas não é pra exagerar, ao ponto de ter 200 reais presos pelo governo por nunca ter sido dispensado de uma empresa por mais de seis meses. Centavo solto já é um problema, preso então...!
Quinta Parte
O que é o que é? É intrínseco, ninguém vê, mas todos tem? A fé. Finalmente vou abordar esse assunto na última parte desse "dilema".O Brasil é um país pseudo-laico. É majoritariamente e declaradamente cristão. Nada contra. Fui batizado na Igreja Católica, como a maioria dos brasileiros. Cresci estudando um Colégio Cristão e vivi minha pré-adolescência no Protestantismo Histórico (Igreja Metodista). Até quando acordei, aos 15 para 16 anos.
Observando uma cerimônia de Rosh Hashaná, o ano novo judaico, percebi que comendo casher e rezando aos sábados de manhã seria uma pessoa melhor. Conheço a Kabbalah. Torno-me uma pessoa até um pouco mais confiante, excluindo aos poucos qualquer hipótese de suicídio que tinha alguns anos atrás. A verdade é, que nunca me senti testado pela mesma. Assim, D-us me enviou a ex-neo-pentecostal Camilla Sedrez para colocar três anos de prática judaica "na rua".
Ela está me ajudando, claro, juntamente com as orações e outras ferramentas para meditação que utilizo. Seria a consagração - ao menos pra mim - se ela tornasse judia. Tenho consciência que assim como nós outros, D-us sabe o que faz. Sendo minha esposa, já "tá bão demais, sô!" E é com toda essa fé que começo um verdadeiro dilema: as primeiras duas décadas do menino Guilherme Conde se encerraram. Como será as próximas duas décadas do homem Guilherme David Start-Cohen Conde?
A resposta? Está na Torá, no Zohar, no Sidur, no céu, na sinagoga, nos escritos, nas baquetas, no par de chuteiras...
"D-us só faz 50%. A outra metade quem faz é a gente." (Camilla Esther Start-Cohen Sedrez)
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É Hora de Prestar Atenção
Achtüng, Danger, Attention, Caution, Perigo, Peligro, tantas línguas para um só significado. Foco. Surge a questão: em quê realmente?
Desde 1996, quando tinha cinco anos de idade e comecei a ter consciência do mundo onde estava, ter preocupações nunca foi meu forte. Hoje, em 2010, com 19 anos continuo assim. Mal de criança?
A começar pela minha própria vida. Sei muito bem que D-us nos concede-a para aproveitar, e eu aproveito do meu jeito, pensando sempre no amanhã, pensando sempre no amanhã, pensando como mudar algo notável, pensando em passar meus últimos momentos em São Petesburgo. E o hoje?
Não tenho, talvez, a competência de perceber. Aqui tenho minha família, amigos, no Canadá ou em Israel, por mais ajuda que eu possa ter, compreendo que não vou ter ninguém, que a princípio, para ter todos comigo no futuro, vai ser preciso engolir muito sapo. Não em Montréal ou Haifa, porém, é imprescindível começar por aqui, São Paulo.
Preciso dar valor á formalidade, deixar de ser irônico/sarcástico ao extremo, controlar aquilo que um grande jornalista tem: mente e língua. Se desprender da beleza da teoria, saborear o amargo inicial da prática, e ver que realmente dá resultado, se fizer por onde. Deixar de lado a minha razão, a minha lógica.
Requer vontade. Garanto que tenho de sobra.
Tá na hora de parar de pensar muito, se concentrar mais, prestar atenção. Para manter-me ao lado da minha família e da minha namorada - que quero que seja a verdadeira senhora Start-Cohen daqui a cinco ou sete anos.
Não quero acabar como meus ídolos, assassinado ou cometendo suicídio. Não faz parte da minha natureza de pensamento analisar ambas hipóteses, porém, se eu continuar assim, elas se tornam bem reais, de um jeito ou de outro.
O slogan da campanha presidencial de Barack Obama caiu como uma luva pra mim: "Mudança. Podemos acreditar nela!" Também serve o lema da torcida equatoriana na Copa do Mundo de 2006: "Sí, se puede!" (Sim, é possível!)
I'll Change. Como a torcida do Fluminense na final da Taça Libertadores da América de 2008: EU ACREDITO!
Desde 1996, quando tinha cinco anos de idade e comecei a ter consciência do mundo onde estava, ter preocupações nunca foi meu forte. Hoje, em 2010, com 19 anos continuo assim. Mal de criança?
A começar pela minha própria vida. Sei muito bem que D-us nos concede-a para aproveitar, e eu aproveito do meu jeito, pensando sempre no amanhã, pensando sempre no amanhã, pensando como mudar algo notável, pensando em passar meus últimos momentos em São Petesburgo. E o hoje?
Não tenho, talvez, a competência de perceber. Aqui tenho minha família, amigos, no Canadá ou em Israel, por mais ajuda que eu possa ter, compreendo que não vou ter ninguém, que a princípio, para ter todos comigo no futuro, vai ser preciso engolir muito sapo. Não em Montréal ou Haifa, porém, é imprescindível começar por aqui, São Paulo.
Preciso dar valor á formalidade, deixar de ser irônico/sarcástico ao extremo, controlar aquilo que um grande jornalista tem: mente e língua. Se desprender da beleza da teoria, saborear o amargo inicial da prática, e ver que realmente dá resultado, se fizer por onde. Deixar de lado a minha razão, a minha lógica.
Requer vontade. Garanto que tenho de sobra.
Tá na hora de parar de pensar muito, se concentrar mais, prestar atenção. Para manter-me ao lado da minha família e da minha namorada - que quero que seja a verdadeira senhora Start-Cohen daqui a cinco ou sete anos.
Não quero acabar como meus ídolos, assassinado ou cometendo suicídio. Não faz parte da minha natureza de pensamento analisar ambas hipóteses, porém, se eu continuar assim, elas se tornam bem reais, de um jeito ou de outro.
O slogan da campanha presidencial de Barack Obama caiu como uma luva pra mim: "Mudança. Podemos acreditar nela!" Também serve o lema da torcida equatoriana na Copa do Mundo de 2006: "Sí, se puede!" (Sim, é possível!)
I'll Change. Como a torcida do Fluminense na final da Taça Libertadores da América de 2008: EU ACREDITO!
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15.2.11
De Prima
Há três meses atrás, li um uma frase que me chamou a atenção. Primeiro porque estava na língua que originalmente foi falada, o francês, segundo, pelo jogo de palavras.
Eis a tal: "L'Équipe Prime Sur L'Idée Et Ce Qui Prime Dans L'Équipe C'Est Le Esprit." (A equipe prima pela ideia e o que prima pela equipe é o espírito). Não, não foi o editor-chefe do diário esportivo francês L'Équipe que disse isso, e sim o executivo Jacques Fouchier, do conglomerado financeiro BNP-Paribas, dono da marca Cetelem que o mesmo Fouchier fundou. Através da empresa paulistana VegaNet (chamada carinhosamente de Vega) trabalhava para eles até o início desse mês, antes de ser transferido.
Enfim, no departamento de recursos humanos de qualquer empresa há múltiplas frases motivadoras espalhadas pelo escritório. Essa aí não é diferente. Mas, brincando com a frase, tudo que prima por algo é interessante, e se algo é de prima, é melhor ainda.
A frase me lembra um filme que assisti, há anos atrás, onde tinha um personagem, Alex Perchov, que tudo para ele, se fosse americano, era de prima. O basquete, Michael Jackson, tudo. O protagonista, Jonathan Safran Foer (escritor, interpretado por Elijah Wood, de "O Senhor dos Anéis) era judeu e colecionador de coisas de família, e prometeu para o avô, Safran Foer, já falecido, que iria a cidade fantasma de Trachimbrod, na Ucrânia, coletar mais itens da sua família.
O filme em si, é maravilhoso, é uma história de vida, mas claro, regado a muita comédia por parte de Perchov e Foer. De prima. E o que prima algo para ser de prima, sendo filho do tio, pai de uma bonita prima que rima com laranja-lima? Boa pergunta. O importante, assim como o espírito prima pela equipe, é saber qual é a essência desse espírito e por qual equipe essa ideia é aproveitada.
Jacques Fouchier não disse essa frase só porque teve uma boa ideia ao acordar, mas foi pela força de onde trabalhava, o primeiro banco privado da Zona do Euro. Como ele mesmo disse, tudo prima por algo. Tudo evolui, tudo se torna síntese de tudo, nada e ninguém é insuperável.
Pensar é de prima. Amar é de prima. Viver é de prima. O que prima pelo pensamento é a curiosidade. O que prima pelo amor é a emoção. O que prima pela vida são as bênçãos de D-us. Não importa se é francês ou paulista. Se comunicar é de prima.
Eis a tal: "L'Équipe Prime Sur L'Idée Et Ce Qui Prime Dans L'Équipe C'Est Le Esprit." (A equipe prima pela ideia e o que prima pela equipe é o espírito). Não, não foi o editor-chefe do diário esportivo francês L'Équipe que disse isso, e sim o executivo Jacques Fouchier, do conglomerado financeiro BNP-Paribas, dono da marca Cetelem que o mesmo Fouchier fundou. Através da empresa paulistana VegaNet (chamada carinhosamente de Vega) trabalhava para eles até o início desse mês, antes de ser transferido.
Enfim, no departamento de recursos humanos de qualquer empresa há múltiplas frases motivadoras espalhadas pelo escritório. Essa aí não é diferente. Mas, brincando com a frase, tudo que prima por algo é interessante, e se algo é de prima, é melhor ainda.
A frase me lembra um filme que assisti, há anos atrás, onde tinha um personagem, Alex Perchov, que tudo para ele, se fosse americano, era de prima. O basquete, Michael Jackson, tudo. O protagonista, Jonathan Safran Foer (escritor, interpretado por Elijah Wood, de "O Senhor dos Anéis) era judeu e colecionador de coisas de família, e prometeu para o avô, Safran Foer, já falecido, que iria a cidade fantasma de Trachimbrod, na Ucrânia, coletar mais itens da sua família.
O filme em si, é maravilhoso, é uma história de vida, mas claro, regado a muita comédia por parte de Perchov e Foer. De prima. E o que prima algo para ser de prima, sendo filho do tio, pai de uma bonita prima que rima com laranja-lima? Boa pergunta. O importante, assim como o espírito prima pela equipe, é saber qual é a essência desse espírito e por qual equipe essa ideia é aproveitada.
Jacques Fouchier não disse essa frase só porque teve uma boa ideia ao acordar, mas foi pela força de onde trabalhava, o primeiro banco privado da Zona do Euro. Como ele mesmo disse, tudo prima por algo. Tudo evolui, tudo se torna síntese de tudo, nada e ninguém é insuperável.
Pensar é de prima. Amar é de prima. Viver é de prima. O que prima pelo pensamento é a curiosidade. O que prima pelo amor é a emoção. O que prima pela vida são as bênçãos de D-us. Não importa se é francês ou paulista. Se comunicar é de prima.
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A Placa é Levantada (Apertando o Pause)
Ninguém precisa ser um gamer pra saber que "Start" quer dizer "começar". Tanto em ucraniano, como em inglês significa a mesma coisa. Ironicamente, "Start" faz parte do meu nome. E no video-game, apertando "start" você pausa, ou seja, congela até poder retomar de onde parou.
Se "Start" significa "começo", "Cohen" é sacerdote, aquele que zela. Mais importante que ter um sonho, é zelar por ele, sem perder a esperança e mantendo a certeza injetada. Por amor, vou ter que pausar os objetivos, zelando para que os mesmos não se percam.
Ao conversar com quem quer que seja, enfatizava sempre que iria embora e falava até em largar a família para levá-los com o tempo. Estava até mesmo, planejando, nas próximas férias de inverno (Julho - Sivan/Tammuz) tirar o tão sonhado (e futuro encostado) passaporte, para que no final da faculdade (2012) pudesse usá-lo. Sempre pensando que a Senhorita Start-Cohen quisesse fazer o mesmo, felizmente (ou infelizmente - dependendo da interpretação) enganei-me.
Claro, se enganar faz parte do jogo. Dependendo do tropeço, tu continua em pé. E assim vou me manter. Prefiro esperar, assim vou me preparar melhor, estudo mais e continuo com a pessoa que, seguramente, será a mãe dos meus herdeiros (ou herdeiras) Start-Cohen, se D-us quiser.
Em uma partida válida pela primeira fase, meu time vence por 1 a 0. Estamos aos 45 minutos do segundo tempo. A placa dos acréscimos é levantada, vamos até aos 50 minutos. Vamos segurando o jogo, sem deixar o adversário empatar. Ou até mesmo, tentar virar.
Se "Start" significa "começo", "Cohen" é sacerdote, aquele que zela. Mais importante que ter um sonho, é zelar por ele, sem perder a esperança e mantendo a certeza injetada. Por amor, vou ter que pausar os objetivos, zelando para que os mesmos não se percam.
Ao conversar com quem quer que seja, enfatizava sempre que iria embora e falava até em largar a família para levá-los com o tempo. Estava até mesmo, planejando, nas próximas férias de inverno (Julho - Sivan/Tammuz) tirar o tão sonhado (e futuro encostado) passaporte, para que no final da faculdade (2012) pudesse usá-lo. Sempre pensando que a Senhorita Start-Cohen quisesse fazer o mesmo, felizmente (ou infelizmente - dependendo da interpretação) enganei-me.
Claro, se enganar faz parte do jogo. Dependendo do tropeço, tu continua em pé. E assim vou me manter. Prefiro esperar, assim vou me preparar melhor, estudo mais e continuo com a pessoa que, seguramente, será a mãe dos meus herdeiros (ou herdeiras) Start-Cohen, se D-us quiser.
Em uma partida válida pela primeira fase, meu time vence por 1 a 0. Estamos aos 45 minutos do segundo tempo. A placa dos acréscimos é levantada, vamos até aos 50 minutos. Vamos segurando o jogo, sem deixar o adversário empatar. Ou até mesmo, tentar virar.
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O Dia em que a Vega (Praticamente) Parou
Tarde de uma sexta, Erev Shabat, 21 de janeiro de 2011. Normal como todas as outras passadas. Com a temporada de chuvas, também era normal no serviço e a chuva começar a cair. Só que essa chuva no Planalto Paulista foi totalmente atípica. Mesmo.
Era 14:20. Começando um dia de trabalho, e a chuva junto, quando "do nada", um raio atingiu a empresa, e uma série de árvores caíram. Houve um "apagão" por segundos. Desespero dos operadores, não meu. Consegui manter a cama e até dei risada da situação, até comemorei como se o São Paulo tivesse feito um gol na Libertadores. Mesmo com a volta da energia (pelo gerador), ainda ficamos por volta de 40 minutos sem atender. Alguns ainda até com medo.
Situação pseudo-normalizada, como posso assim dizer, já era por volta das 17:00, quando clarões de luz de fogo brilharam no estacionamento da empresa, noticiando a queda de mais árvores, e causando mais desespero para quem estava na sua merecida pausa. Não só para quem estava na parte externa, mesmo dentro do prédio dava pra ouvir e observar os clarões. Mais uma vez, o sr. desespero visitava a VegaNet. Junto com isso, vieram duas interdições, ninguém entrava, ninguém saía, ninguém entendia.
A imprensa visitava a Avenida Indianópolis. Observei uma viatura da Rádio Central Brasileira de Notíciasm não por muito tempo, mas o destaque ficou por conta da Rede Bandeirantes (Canal 13 UHF - São Paulo), que nos filmou - sim, nos filmou do alto - e que noticiou que a Vega era uma faculdade. Por meio de quem? Adivinham? José Luiz Datena, apresentador dos programas Manhã Bandeirantes (rádio), São Paulo Acontece e Brasil Urgente - esse último visto por muitos como "antro de tragédias".
O corpo de bombeiros foi chamado pra fazer o resto do serviço. Muitas árvores caídas ao redor da empresa. Saída e entrada? Pela rua Campina da Taborda, já que o acesso de pedestres da Avenida Indianópolis estava interditado até a manhã seguinte. E assim foi. cinco horas e alguns minutos de um dia memorável, pelo lado ruim. Uma supervisora do terminal Itaú Parceiros teve seu Chevrolet Corsa totalmente destruído por uma árvore, lamentável. Foi o dia em que a VegaNet praticamente parou. Forçada pela mãe natureza.
Era 14:20. Começando um dia de trabalho, e a chuva junto, quando "do nada", um raio atingiu a empresa, e uma série de árvores caíram. Houve um "apagão" por segundos. Desespero dos operadores, não meu. Consegui manter a cama e até dei risada da situação, até comemorei como se o São Paulo tivesse feito um gol na Libertadores. Mesmo com a volta da energia (pelo gerador), ainda ficamos por volta de 40 minutos sem atender. Alguns ainda até com medo.
Situação pseudo-normalizada, como posso assim dizer, já era por volta das 17:00, quando clarões de luz de fogo brilharam no estacionamento da empresa, noticiando a queda de mais árvores, e causando mais desespero para quem estava na sua merecida pausa. Não só para quem estava na parte externa, mesmo dentro do prédio dava pra ouvir e observar os clarões. Mais uma vez, o sr. desespero visitava a VegaNet. Junto com isso, vieram duas interdições, ninguém entrava, ninguém saía, ninguém entendia.
A imprensa visitava a Avenida Indianópolis. Observei uma viatura da Rádio Central Brasileira de Notíciasm não por muito tempo, mas o destaque ficou por conta da Rede Bandeirantes (Canal 13 UHF - São Paulo), que nos filmou - sim, nos filmou do alto - e que noticiou que a Vega era uma faculdade. Por meio de quem? Adivinham? José Luiz Datena, apresentador dos programas Manhã Bandeirantes (rádio), São Paulo Acontece e Brasil Urgente - esse último visto por muitos como "antro de tragédias".
O corpo de bombeiros foi chamado pra fazer o resto do serviço. Muitas árvores caídas ao redor da empresa. Saída e entrada? Pela rua Campina da Taborda, já que o acesso de pedestres da Avenida Indianópolis estava interditado até a manhã seguinte. E assim foi. cinco horas e alguns minutos de um dia memorável, pelo lado ruim. Uma supervisora do terminal Itaú Parceiros teve seu Chevrolet Corsa totalmente destruído por uma árvore, lamentável. Foi o dia em que a VegaNet praticamente parou. Forçada pela mãe natureza.
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G. David Sedrez-Conde
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terça-feira, fevereiro 15, 2011
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SickVille
Cada vez mais a criação do "patrício" Mark Zuckerberg se destaca da criação do seu rival pioneiro, o também nerd turco Orkut Buyukkokten, não dá pra negar. Toda vez que entramos no Facebook, esquecemos que o Orkut, para quem tem, existe.
Por volta de março de 2009, quando eu completei o cadastro no Facebook, após aceitar o convite da minha prima, amigos começavam a me enviar "presentes" para o jogo local, FarmVille. Eu até aceitava, mas era necessário jogar para "aproveitar" os tais presentes. Como não tenho tempo nem pra mim, o que dirá jogar um joguinho esdrúxulo em um site de relacionamentos!
O FarmVille rapidamente virou a "menina dos olhos" do site de Zuckerberg, logo, o site do turco também tinha sua versão e em português ainda: "A Colheita Feliz". "A Colheita" se tornou tão popular quanto o FarmVille, devido ao número de membros que o Orkut tem, que no Brasil, é superior do que o Facebook, mas, como diria um grande colega meu, Caio Prado, existe o perigo da "baianada" do Orkut migrar de vez para o Facebook.
É, o ilustre gremista Humberto Gessinger já cantava com os Engenheiros do Hawaii: "o pop não poupa ninguém", e a tal da "Colheita" virou um meio de dependência psicológica, pelo menos, na verdadeira Capital Federal. Observei uma reportagem no telejornal "RedeTV News" (RedeTV! - Canal 9 UHF - São Paulo) no final do ano passado, explicando como esse fenômeno (não se aposentou) viciou alguns membros do Orkut, inclusive, o psicólogo entrevistado disse que teve uma sessão finalizada com uma cliente cinco minutos antes do encerramento, porque a mesma teria que colher os morangos da maledetta colheita.
Como "educação vem do berço", "bom exemplo surge de casa". Esther Start-Cohen, sim, ela mesmo, a Senhorita Start-Cohen, chegou a gastar com essa imensa palhaçada, 75 reais. Não foram cinco nem dez, muito menos 50. Foram 75 reais. Dinheiro suado gasto com esse novo "vício". Na falta de bingo, álcool ou cigarro, outras pessoas apelam para a "Colheita", é mole?
Você, que lê esse texto, preste atenção. Você pode ser um viciado nesse tipo de jogo sem perceber. Além do mais, que está viciado em algo, nunca percebe. Se é bom brincar de latifundiário, trabalhe a vida inteira e compre uma fazenda ou vire agricultor! Se é bom construir uma cidade, vá aos Emirados Árabes Unidos e compre a sua! Jogo bom é aquele que te faz sorrir, independente se tu ganha ou perde, e claro, não te vicie.
PS.: Meu Amor, saia da SickVille, esse jogo não te pertence!
Por volta de março de 2009, quando eu completei o cadastro no Facebook, após aceitar o convite da minha prima, amigos começavam a me enviar "presentes" para o jogo local, FarmVille. Eu até aceitava, mas era necessário jogar para "aproveitar" os tais presentes. Como não tenho tempo nem pra mim, o que dirá jogar um joguinho esdrúxulo em um site de relacionamentos!
O FarmVille rapidamente virou a "menina dos olhos" do site de Zuckerberg, logo, o site do turco também tinha sua versão e em português ainda: "A Colheita Feliz". "A Colheita" se tornou tão popular quanto o FarmVille, devido ao número de membros que o Orkut tem, que no Brasil, é superior do que o Facebook, mas, como diria um grande colega meu, Caio Prado, existe o perigo da "baianada" do Orkut migrar de vez para o Facebook.
É, o ilustre gremista Humberto Gessinger já cantava com os Engenheiros do Hawaii: "o pop não poupa ninguém", e a tal da "Colheita" virou um meio de dependência psicológica, pelo menos, na verdadeira Capital Federal. Observei uma reportagem no telejornal "RedeTV News" (RedeTV! - Canal 9 UHF - São Paulo) no final do ano passado, explicando como esse fenômeno (não se aposentou) viciou alguns membros do Orkut, inclusive, o psicólogo entrevistado disse que teve uma sessão finalizada com uma cliente cinco minutos antes do encerramento, porque a mesma teria que colher os morangos da maledetta colheita.
Como "educação vem do berço", "bom exemplo surge de casa". Esther Start-Cohen, sim, ela mesmo, a Senhorita Start-Cohen, chegou a gastar com essa imensa palhaçada, 75 reais. Não foram cinco nem dez, muito menos 50. Foram 75 reais. Dinheiro suado gasto com esse novo "vício". Na falta de bingo, álcool ou cigarro, outras pessoas apelam para a "Colheita", é mole?
Você, que lê esse texto, preste atenção. Você pode ser um viciado nesse tipo de jogo sem perceber. Além do mais, que está viciado em algo, nunca percebe. Se é bom brincar de latifundiário, trabalhe a vida inteira e compre uma fazenda ou vire agricultor! Se é bom construir uma cidade, vá aos Emirados Árabes Unidos e compre a sua! Jogo bom é aquele que te faz sorrir, independente se tu ganha ou perde, e claro, não te vicie.
PS.: Meu Amor, saia da SickVille, esse jogo não te pertence!
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